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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Abril pela Segurança do Paciente mobiliza o país e reforça cultura de cuidado seguro na saúde


Campanha ganha força no Brasil com foco em prevenção de riscos, uso seguro de medicamentos e qualidade assistencial

 

Durante o mês de abril, instituições de saúde em todo o país se mobilizam em torno do Abril pela Segurança do Paciente, iniciativa que ganha ainda mais relevância em 2026 com o reforço do Ministério da Saúde e a ampliação do debate sobre qualidade e prevenção de riscos no atendimento. 

Alinhada ao movimento global liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a campanha busca engajar profissionais, gestores e a sociedade na promoção de práticas mais seguras, reduzindo eventos adversos e fortalecendo a confiança no sistema de saúde. No Brasil, a mobilização integra ações do Sistema Único de Saúde (SUS) e reforça a importância de consolidar uma cultura de segurança em todos os níveis da assistência. 

O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) segue como um dos principais pilares da política pública, orientando protocolos e diretrizes voltados à prevenção de falhas, qualificação do atendimento e proteção dos pacientes. Entre os pontos críticos estão a segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos, além da redução de infecções relacionadas à assistência à saúde, desafios ainda presentes em hospitais e clínicas. 

“Eventos adversos muitas vezes estão ligados a falhas evitáveis, especialmente na administração de medicamentos e no controle de infecções. O avanço está diretamente relacionado à padronização de processos, capacitação contínua das equipes e adoção de tecnologias que apoiem a tomada de decisão clínica”, afirma Marcela Padilha, enfermeira PhD e Gerente de Desenvolvimento Estratégico de Produtos da ALKO do Brasil. 

A especialista destaca que iniciativas como protocolos assistenciais bem definidos, comunicação eficaz entre equipes e monitoramento contínuo de riscos são fundamentais para reduzir complicações e garantir maior segurança ao paciente. “Quando a segurança é incorporada à rotina, o cuidado se torna mais eficiente, previsível e confiável”, reforça. 

Outro ponto de atenção é o papel estratégico das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), responsáveis por implementar medidas de prevenção e vigilância. Práticas como higienização adequada das mãos, uso de sistemas multipacientes seguindo as devidas Resoluções da Diretoria Colegiada (RDC’s) seguem sendo determinantes para evitar infecções de corrente sanguínea em ressonâncias e tomografias. 

A mobilização deste ano também reforça a segurança do paciente como um compromisso coletivo e permanente. A participação ativa dos pacientes, informando sintomas, tirando dúvidas e acompanhando seu tratamento, é apontada como um fator essencial para fortalecer o cuidado e prevenir falhas.

 

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