Campanha ganha força no Brasil com foco
em prevenção de riscos, uso seguro de medicamentos e qualidade assistencial
Durante o mês de abril, instituições de saúde em todo o país se
mobilizam em torno do Abril pela Segurança do Paciente,
iniciativa que ganha ainda mais relevância em 2026 com o reforço do Ministério
da Saúde e a ampliação do debate sobre qualidade e prevenção de riscos no
atendimento.
Alinhada ao movimento global liderado pela Organização Mundial da
Saúde (OMS), a campanha busca engajar profissionais, gestores e a sociedade na
promoção de práticas mais seguras, reduzindo eventos adversos e fortalecendo a
confiança no sistema de saúde. No Brasil, a mobilização integra ações do
Sistema Único de Saúde (SUS) e reforça a importância de consolidar uma cultura
de segurança em todos os níveis da assistência.
O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) segue como um
dos principais pilares da política pública, orientando protocolos e diretrizes
voltados à prevenção de falhas, qualificação do atendimento e proteção dos
pacientes. Entre os pontos críticos estão a segurança na prescrição, uso e
administração de medicamentos, além da redução de infecções relacionadas à
assistência à saúde, desafios ainda presentes em hospitais e clínicas.
“Eventos adversos muitas vezes estão ligados a falhas evitáveis,
especialmente na administração de medicamentos e no controle de infecções. O
avanço está diretamente relacionado à padronização de processos, capacitação
contínua das equipes e adoção de tecnologias que apoiem a tomada de decisão
clínica”, afirma Marcela Padilha, enfermeira PhD e Gerente de Desenvolvimento Estratégico
de Produtos da ALKO do Brasil.
A especialista destaca que iniciativas como protocolos
assistenciais bem definidos, comunicação eficaz entre equipes e monitoramento
contínuo de riscos são fundamentais para reduzir complicações e garantir maior
segurança ao paciente. “Quando a segurança é incorporada à rotina, o cuidado se
torna mais eficiente, previsível e confiável”, reforça.
Outro ponto de atenção é o papel estratégico das Comissões de
Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), responsáveis por implementar medidas de
prevenção e vigilância. Práticas como higienização adequada das mãos, uso de
sistemas multipacientes seguindo as devidas Resoluções da Diretoria Colegiada
(RDC’s) seguem sendo determinantes para evitar infecções de corrente sanguínea
em ressonâncias e tomografias.
A mobilização deste ano também reforça a segurança do paciente
como um compromisso coletivo e permanente. A participação ativa dos pacientes,
informando sintomas, tirando dúvidas e acompanhando seu tratamento, é apontada
como um fator essencial para fortalecer o cuidado e prevenir falhas.
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