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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Feriados prolongados elevam risco de acidentes nas estradas

Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico chama atenção para os impactos de longo prazo dos acidentes de trânsito


O ano de 2026 tem, entre os destaques, série de feriados prolongados, sendo os próximos o de Tiradentes, em 21 de abril (terça-feira), e o do Dia do Trabalho, em 1º de maio (sexta-feira). O cenário é ideal para quem deseja sair um pouco da rotina e descansar na praia ou no interior. O aumento do movimento nas rodovias, no entanto, reforça o alerta para o risco de acidentes. Durante o último feriado prolongado, na Operação Semana Santa 2026, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) atendeu 808 sinistros nas rodovias federais que cortam o país. As ocorrências resultaram em 57 mortes e 814 pessoas feridas. 

Nos últimos anos, estatísticas da PRF de sinistros de trânsito e mortes provocados por ultrapassagens proibidas aumentaram nas rodovias federais. Na Operação Semana Santa, 4.744 motoristas foram flagrados realizando ultrapassagens irregulares. 

As equipes da PRF observaram ainda muitos motoristas apressados. Os radares portáteis capturaram 31.797 imagens de veículos que estavam acima da velocidade estabelecida para a via, sendo a infração mais cometida no feriado. Já o cinto de segurança e a falta do uso de cadeirinha para crianças também tiveram registros críticos: No total, 4.795 autos de infração foram emitidos pela falta do cinto e dos dispositivos de retenção para o transporte infantil. 

Especialistas da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico (SBTO) explicam que a força recebida em uma batida é cerca de 35 vezes o peso da pessoa, tornando o uso do cinto fundamental. Em batidas laterais ou capotamentos, o cinto de segurança protege os ocupantes, impedindo que sejam arremessados contra si ou para fora do carro. 

Os acidentes de trânsito estão entre as principais causas de politraumatismo, condição caracterizada por múltiplas lesões graves em diferentes partes do corpo. Esses casos costumam exigir atendimento de alta complexidade, com cirurgias delicadas e longos períodos de internação e reabilitação, além de representarem uma sobrecarga constante para os serviços de emergência e hospitais, ressalta a SBTO.

Quando o acidente não é fatal, as consequências podem ser profundas, deixando nos sobreviventes sequelas permanentes, situação que desencadeia impactos físicos, sociais e econômicos, que afetam toda a sociedade.

A Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico reforça que dirigir com atenção, sem distrações como o uso do celular, respeitar os limites de velocidade, não beber antes de dirigir e evitar ultrapassagens arriscadas são escolhas decisivas que podem determinar a diferença entre a vida e a morte.

 

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