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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Iniciativa amplia acesso à cultura e inspira revisão de políticas públicas de inclusão

 André Naves destaca ação que identifica artistas com deficiência fora dos circuitos tradicionais

 

Em um cenário em que a transformação digital é frequentemente apontada como sinônimo de democratização, iniciativas presenciais ainda se mostram essenciais para garantir o acesso real e inclusivo a direitos fundamentais. É o que evidencia o trabalho do Instituto QUE Brut, que decidiu atravessar a cidade de São Paulo para encontrar, de forma ativa, artistas com deficiência intelectual e transtornos mentais - talentos frequentemente invisibilizados pelos filtros do ambiente digital. 

Para o Defensor Público Federal André Naves, a proposta do Instituto representa um avanço significativo na promoção dos direitos humanos e na construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva. 

“A inclusão não pode ser limitada àqueles que conseguem acessar ou se adaptar às ferramentas digitais. Quando o sistema cria barreiras invisíveis, é dever da sociedade civil e das instituições romper essas barreiras com ações concretas. Ir ao encontro dessas pessoas é reconhecer sua dignidade e seu direito à expressão cultural”, afirma. 

A iniciativa resultou na seleção de dezenas de artistas que dificilmente seriam alcançados por meios tradicionais de convocatória, evidenciando uma falha estrutural nos modelos atuais de acesso à cultura. Para André Naves, o projeto também reforça a necessidade de revisão das políticas públicas voltadas às Pessoas com Deficiência. 

“Estamos diante de um exemplo claro de que a inclusão exige intencionalidade. Não basta abrir editais e esperar que todos consigam participar em igualdade de condições. É preciso criar estratégias que considerem as diferentes realidades e garantam, de fato, o acesso aos direitos culturais”, destaca. 

Além de ampliar o acesso, a iniciativa contribui para o reconhecimento da chamada Art Brut como manifestação artística legítima e de alto valor, rompendo com estigmas históricos que ainda marginalizam produções fora dos circuitos tradicionais. 

“A arte é um instrumento de emancipação e cidadania. Valorizar essas expressões é também combater preconceitos e fortalecer a diversidade cultural brasileira”, completa Naves. 

A experiência do Instituto QUE Brut reforça um ponto central na agenda de direitos humanos: inclusão não se faz apenas com tecnologia ou discurso, mas com presença ativa, escuta qualificada e compromisso com a transformação social. 

Para saber mais sobre o trabalho de André Naves, acesse o site andrenaves.com ou acompanhe pelas redes sociais: @andrenaves.def.

 

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