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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Doenças respiratórias: especialista do Hospital HSANP orienta sobre prevenção no outono

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Devido ao tempo mais seco nesta época do ano, há um aumento de casos de crises alérgicas e infecções virais
 

Apesar das variações climáticas, o outono é marcado pela baixa umidade do ar, fator que pode desencadear, intensificar ou agravar diversas doenças respiratórias, especialmente quando associado aos altos níveis de poluição em cidades como São Paulo. Problemas como rinite, sinusite, faringite, gripe, resfriado e pneumonia apresentam aumento significativo de casos neste período. 

De acordo com o primeiro boletim InfoGripe de 2026, publicado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foram registrados 13.678 óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave no país. Desse total, 47,8% estão relacionados à influenza A; 24,7% à covid-19; 14,9% ao rinovírus; além de outros agentes, como influenza B e o vírus sincicial respiratório. 

Segundo o infectologista Dr. Ricardo Cantarim Inacio, do Hospital HSANP, os sintomas dessas doenças costumam ser semelhantes: “Tosse, coriza, febre, falta de ar e indisposição são sinais comuns entre diferentes infecções respiratórias, o que pode dificultar um diagnóstico clínico inicial. Muitos dos sintomas da gripe, causada pelo vírus influenza, também se confundem com os da covid-19, sendo fundamental uma avaliação médica adequada para avaliar a gravidade do caso e definir o tratamento”, explica. 

“O principal meio de prevenção contra doenças graves pelos vírus influenza e covid-19 é a vacinação. Medidas como higienização das mãos e uso de máscara em ambientes fechados são importantes, mas não substituem a imunização”, reforça o especialista. “Doenças como a pneumonia, que podem evoluir de forma grave, também contam com vacinas disponíveis”, acrescenta. 

As chamadas “ites”, como rinite, sinusite, faringite e bronquite, também se tornam mais frequentes nesta época. Isso ocorre devido à maior concentração de poeira e poluentes no ar, agravada pelo ressecamento das mucosas e aglomeração em ambientes fechados com pessoas doentes. 

“A rinite é uma inflamação de origem alérgica que afeta o nariz, enquanto a bronquite, especialmente em sua forma asmática ou alérgica, compromete os brônquios. Já a faringite e a sinusite podem ter origem viral, bacteriana ou alérgica, causando inflamações na garganta e nos seios da face”, explica o médico. 

No caso do rinovírus, principal causador do resfriado comum, ainda não há vacina devido à sua alta variabilidade. Por isso, a prevenção é essencial. “Manter-se hidratado, especialmente em períodos de baixa umidade, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, evita aglomerações em ambientes fechados ou, se não for possível, usar e higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel são medidas fundamentais”, finaliza o médico Dr. Ricardo Cantarim Inacio.


Hospital HSANP


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