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Apesar das
variações climáticas, o outono é marcado pela baixa umidade do ar, fator que
pode desencadear, intensificar ou agravar diversas doenças respiratórias, especialmente
quando associado aos altos níveis de poluição em cidades como São Paulo. Problemas
como rinite, sinusite, faringite, gripe, resfriado e pneumonia apresentam
aumento significativo de casos neste período.
De acordo com o
primeiro boletim InfoGripe de 2026, publicado pela Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), foram registrados 13.678 óbitos por Síndrome Respiratória Aguda
Grave no país. Desse total, 47,8% estão relacionados à influenza A; 24,7% à
covid-19; 14,9% ao rinovírus; além de outros agentes, como influenza B e o
vírus sincicial respiratório.
Segundo o
infectologista Dr. Ricardo Cantarim Inacio, do Hospital HSANP, os sintomas
dessas doenças costumam ser semelhantes: “Tosse, coriza, febre, falta de ar e
indisposição são sinais comuns entre diferentes infecções respiratórias, o que
pode dificultar um diagnóstico clínico inicial. Muitos dos sintomas da gripe,
causada pelo vírus influenza, também se confundem com os da covid-19, sendo
fundamental uma avaliação médica adequada para avaliar a gravidade do caso e
definir o tratamento”, explica.
“O principal
meio de prevenção contra doenças graves pelos vírus influenza e covid-19 é a
vacinação. Medidas como higienização das mãos e uso de máscara em ambientes
fechados são importantes, mas não substituem a imunização”, reforça o
especialista. “Doenças como a pneumonia, que podem evoluir de forma grave,
também contam com vacinas disponíveis”, acrescenta.
As chamadas
“ites”, como rinite, sinusite, faringite e bronquite, também se tornam mais frequentes
nesta época. Isso ocorre devido à maior concentração de poeira e poluentes no
ar, agravada pelo ressecamento das mucosas e aglomeração em ambientes fechados
com pessoas doentes.
“A rinite é uma
inflamação de origem alérgica que afeta o nariz, enquanto a bronquite,
especialmente em sua forma asmática ou alérgica, compromete os brônquios. Já a
faringite e a sinusite podem ter origem viral, bacteriana ou alérgica, causando
inflamações na garganta e nos seios da face”, explica o médico.
No caso do
rinovírus, principal causador do resfriado comum, ainda não há vacina devido à
sua alta variabilidade. Por isso, a prevenção é essencial. “Manter-se
hidratado, especialmente em períodos de baixa umidade, cobrir boca e nariz ao
tossir ou espirrar, evita aglomerações em ambientes fechados ou, se não for
possível, usar e higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel são
medidas fundamentais”, finaliza o médico Dr. Ricardo Cantarim Inacio.
Hospital HSANP

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