Deficiência do mineral ainda é um dos principais entraves produtivos no país e impacta diretamente o ganho de peso e o desempenho do rebanho
A pecuária brasileira vive um momento de forte protagonismo no cenário global. Em 2025, o país se consolidou como o maior produtor e exportador de carne bovina do mundo, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Em 2026, o Brasil se mantém como o principal fornecedor global de carne bovina, com exportações estimadas em cerca de 12,35 milhões de toneladas, em um cenário de oferta internacional mais restrita e demanda aquecida.
O desempenho reforça a necessidade de práticas de manejo mais eficientes e estratégias nutricionais adequadas para sustentar um rebanho produtivo e competitivo. Entre os fatores que impactam diretamente a produtividade está o equilíbrio mineral da dieta dos bovinos, com destaque para o fósforo.
Em um cenário de margens pressionadas e busca por maior eficiência, o manejo nutricional passa a ser um diferencial competitivo dentro da porteira.
De acordo com Bruna Gomes, gerente de produtos terapêuticos da Ourofino Saúde Animal, o mineral exerce papel central no funcionamento metabólico dos animais: “O fósforo participa diretamente da geração de energia nas células, da formação óssea, da transmissão de impulsos nervosos e de diversos processos fisiológicos essenciais. Quando há deficiência, o impacto pode aparecer rapidamente, com queda de consumo de alimentos, redução no ganho de peso e queda na eficiência produtiva do rebanho”, explica.
Considerado o segundo mineral mais abundante
no organismo dos bovinos, o fósforo também está ligado à formação de DNA e RNA,
à estrutura das membranas celulares e ao metabolismo energético, sendo
fundamental para a produção de ATP, a principal molécula de energia das
células.
Impactos da deficiência mineral
Estudos conduzidos pela Embrapa Gado de Corte apontam que a deficiência de fósforo está entre os problemas nutricionais mais comuns na pecuária tropical, especialmente em sistemas baseados em pastagens naturais. A carência desse nutriente pode provocar:
- crescimento
mais lento dos animais
-
- redução
no ganho de peso
-
- queda
no desempenho produtivo
-
- baixa
eficiência na utilização dos alimentos
-
- problemas ósseos e imunológicos
Além dos impactos produtivos, o
desequilíbrio mineral também aumenta a suscetibilidade a distúrbios
metabólicos, especialmente em períodos de maior exigência fisiológica, como
adaptação ao confinamento ou situações de estresse nutricional.
Metabolismo energético e desempenho
Pesquisas científicas, incluindo estudo
publicado na revista Animal (Pereira et al., 2013),
indicam que estratégias nutricionais voltadas ao suporte metabólico podem
melhorar a eficiência na utilização de nutrientes e ampliar a disponibilidade
energética dos animais. Essa abordagem tem ganhado espaço entre produtores que
buscam maior eficiência na produção e melhor adaptação dos animais.
Tecnologia a favor da eficiência produtiva
Com foco em apoiar o produtor na gestão
nutricional e metabólica do rebanho especialmente em sistemas intensivos e
semi-intensivos, a indústria de saúde animal vem investindo em soluções que
combinam vitaminas e minerais estratégicos.
Entre essas tecnologias disponíveis no mercado está o FosBion B12, solução injetável desenvolvida pela Ourofino Saúde Animal que associa fósforo orgânico (butafosfan) e vitamina B12 (cianocobalamina). A formulação foi criada para auxiliar no suporte metabólico dos bovinos em momentos de maior demanda fisiológica, como adaptação ao confinamento ou situações de estresse nutricional.
De acordo com a especialista, a combinação atua favorecendo a produção de energia, o metabolismo de carboidratos e lipídios e o funcionamento hepático, contribuindo para o desempenho produtivo e o bem-estar dos animais: “Quando o metabolismo energético do animal está equilibrado, ele consegue responder melhor aos desafios produtivos. Isso significa mais eficiência alimentar, melhor desempenho e maior sustentabilidade na produção”.
E complementa: “A evolução da pecuária
brasileira nas últimas décadas está diretamente ligada ao uso de tecnologia,
nutrição de precisão e avanços genéticos. Produzir mais proteína animal em
menos área tornou-se uma prioridade estratégica para atender à crescente
demanda global. Nesse contexto, o manejo nutricional adequado, incluindo o
equilíbrio mineral da dieta, torna-se um dos pilares para manter a
produtividade, a saúde do rebanho e a rentabilidade das propriedades
rurais”.
Ourofino Saúde
Animal

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