terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Verão pode aumentar crises de enxaqueca

Divulgação
O calor, a luz solar intensa e outros estímulos ambientais tornam o verão um período especialmente propenso a desencadear crises em quem convive com a enxaqueca1,2

 

A enxaqueca, ou migrânea, é uma condição neurológica caracterizada principalmente por dores de cabeça intensas e pulsáteis, que são influenciadas por diversos fatores, como alimentos desencadeadores e flutuações hormonais, estresse e estímulos do ambiente.1,2 “As altas temperaturas e a exposição prolongada à luz intensa podem favorecer o aparecimento de crises em pessoas predispostas.¹ Embora os mecanismos não sejam totalmente compreendidos, sabe-se que o calor pode contribuir para desidratação,² vasodilatação e maior sensibilidade das vias trigeminovasculares, aumentando a probabilidade de novos episódios¹”, explica o neurologista e especialista da Libbs Farmacêutica, Luiz Betting. 

No verão, fatores como a maior exposição ao sol, ambientes quentes e luminosidade intensa estão entre os gatilhos que podem intensificar as crises em alguns pacientes.1,2 “Há evidências de que substâncias envolvidas na fisiopatologia da enxaqueca, como a serotonina (5-hidroxitriptamina) e o óxido nítrico, desempenham papéis importantes na modulação da dor.1 Ainda que a relação exata entre calor e alterações dessas moléculas não seja totalmente estabelecida, sabe-se que estímulos luminosos fortes podem ativar vias neurais sensíveis e favorecer o desencadeamento das crises.”, detalha Betting. Além disso, alguns estudos indicam que a enxaqueca afeta aproximadamente 15% da população brasileira,3 mas que muitos pacientes podem levar até 17 anos para receber um diagnóstico correto, seja pela variabilidade dos sintomas, seja pela falta de reconhecimento da doença como uma condição neurológica definida. Esse atraso impacta diretamente a qualidade de vida e o acesso às terapias adequadas.4 

Diante da possibilidade de agravamento das crises no verão1 e do frequente atraso no diagnóstico,4 é fundamental que o paciente procure avaliação médica para orientação adequada. “A automedicação pode mascarar sintomas, levar à piora das crises e até provocar cefaleia por uso excessivo de medicação. Hoje, existem tratamentos modernos e específicos tanto para o manejo agudo da crise (tratamento específico da enxaqueca, e não analgésicos comuns) quanto para a prevenção, capazes de reduzir a frequência, a intensidade e o impacto funcional da enxaqueca. Muitas pessoas ainda desconhecem essas opções e, por isso, a orientação especializada é essencial”, detalha Betting.

 

Prevenção

As crises frequentes de enxaqueca podem ser incapacitantes, o que reforça a importância de evitar fatores precipitantes, especialmente nos dias mais quentes, quando o calor e a luminosidade intensa podem aumentar o risco de novos episódios. Para quem percebe maior sensibilidade às altas temperaturas, algumas estratégias simples podem ajudar a reduzir o desconforto. O ideal é evitar atividades prolongadas em locais muito ensolarados. Caso seja necessária a exposição ao sol, recomenda-se utilizar proteção, como chapéu ou boné. O uso de óculos escuros também é indicado, sobretudo para pessoas com fotossensibilidade, pois a luz intensa pode atuar como gatilho para crises.1

 


Libbs
Mais informações no site www.libbs.com.br



Referências

1. Tekatas A, Mungen B. Migraine headache triggered specifically by sunlight: report of 16 cases. Eur Neurol. 2013;70(5-6):263-6.

2. Liaquat A, Sheikh WA, Yousaf I, Mumtaz H, Zafar M, Khan Sherwani AH. Frequency of migraine and its associated triggers and relievers among medical students of Lahore: a cross-sectional study. Ann Med Surg (Lond). 2023;86(1):103-108.

3. Melhado EM, Santos PSF, Kaup AO, Costa ATNMD, Roesler CAP, Piovesan ÉJ, et al. Consensus of the Brazilian Headache Society (SBCe) for the Prophylactic Treatment of Episodic Migraine: part I. Arq Neuropsiquiatr. 2022;80(8):845-861. 4. Peres MFP, Swerts DB, de Oliveira AB, Silva-Neto RP. Migraine patients' journey until a tertiary headache center: an observational study. J Headache Pain. 2019;20(1):88.



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