Psicólogo do Centro Universitário Módulo explica a 'ressaca emocional' e oferece estratégias para recarregar a mente em 2026
Com
a virada do ano e a chegada do Janeiro Branco, mês dedicado à
conscientização sobre a saúde mental, muitas pessoas se preparam para retomar a
rotina carregando uma espécie de “ressaca emocional” após as celebrações e o
período de descanso. Pensando nisso, o professor Jean Luca, docente do curso de
Psicologia do Centro Universitário Módulo, convida à reflexão sobre o bem-estar
emocional e como transformá-lo em prioridade neste novo ano.
“Do
ponto de vista psicológico, a virada do ano funciona como um marco simbólico
que favorece balanços de vida e convida a olhar não só para metas externas, mas
também para a qualidade da vida emocional”, explica o professor. Segundo ele,
este é um momento propício para identificar sinais de sobrecarga, como
tristeza, irritabilidade e vazio persistentes, perda de interesse pelo que
antes dava prazer, autocrítica intensa e pensamentos de fracasso ou
desesperança.
O
isolamento, o uso excessivo de álcool, comida, compras ou telas para
“anestesiar” emoções, além de alterações de sono e dores físicas sem explicação
clara, também são alertas importantes. “Quando esses sinais se mantêm por semanas
ou geram prejuízos em várias áreas da vida, já não se trata de um simples
cansaço, mas de um quadro que pede avaliação profissional”, alerta o psicólogo.
Decifrando a "ressaca emocional" pós-festas
A
sensação de desânimo após o fim do ano, frequentemente chamada de “ressaca
emocional”, é uma reação do organismo a uma mudança brusca de contexto. “Depois
de um período em que a rotina fica mais ‘solta’, a volta rápida ao despertador,
trânsito, prazos e produtividade desorganiza o ritmo biológico e afeta humor,
energia e atenção”, comenta o docente. O contraste entre a intensidade das
festas e a rotina faz o cotidiano parecer mais sem graça — e, quando as
expectativas de férias perfeitas não se confirmam, podem surgir sentimentos de
frustração.
“Ao
retornar às responsabilidades, a mente segue desejando prazer enquanto o ambiente
exige desempenho, o que se traduz em queda de motivação, procrastinação e
irritabilidade”, contextualiza o professor. Ele enfatiza que essa ressaca não é
“frescura”, mas um sinal do organismo tentando se reorganizar após mudanças
intensas de ritmo, expectativas e demandas.
Estratégias para um ano de bem-estar mental
Para
reduzir o estresse pós-férias e cultivar resiliência ao longo do ano, o
especialista sugere estratégias práticas baseadas na psicologia:
Retorno gradual e organizado: se possível, reserve um dia intermediário entre as férias e o trabalho
para reorganizar a casa e planejar prioridades. Nos primeiros dias, divida as
tarefas em blocos menores.
Cuidado com os pilares básicos: regular o sono, reduzir o uso de telas à noite, evitar excesso de
cafeína, retomar a atividade física e diminuir gradualmente os exageros
alimentares e o consumo de álcool são medidas fundamentais.
Metas realistas:
aproveite o simbolismo do início do ano com metas pequenas, específicas e
compatíveis com sua rotina.
Integre prazeres das férias:
leve para o cotidiano atividades que fizeram bem durante o descanso, como um
café da manhã tranquilo ou um jantar em família sem telas.
Vigilância cognitiva: observe
pensamentos automáticos muito negativos e questione-os, buscando versões mais
equilibradas e funcionais.
“Ter uma vida equilibrada entre atividades prazerosas e obrigações ao longo do ano diminui o impacto desse efeito no período de férias e nas festas de fim de ano”, conclui o docente, reforçando que a saúde mental deve ser prioridade o ano todo.
Centro Universitário Módulo
www.modulo.edu.br
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