Calendário favorável impulsiona viagens internacionais curtas e exige mais atenção à forma de pagar fora do país
O calendário de 2026 traz uma oportunidade rara para quem quer
viajar mais sem consumir todo o período de férias: serão 12 feriados
prolongados ao longo do ano, criando janelas ideais para escapadas
internacionais curtas. A possibilidade de emendar datas tem impulsionado
viagens para destinos próximos da América Latina, como Argentina, Uruguai e
Chile, e consolidado um novo comportamento entre brasileiros: otimizar o tempo
livre e o orçamento ao mesmo tempo.
Para quem deseja potencializar as férias, o próprio calendário
ajuda. Entre abril e maio, por exemplo, o feriado de 21 de abril (Tiradentes)
permite diferentes combinações de emenda. Ao tirar folga oficialmente entre os
dias 6 e 20 de abril, os feriados garantem, na prática, um descanso contínuo de
3 a 21 de abril — 19 dias fora do trabalho usando apenas 13 dias úteis.
Esse tipo de planejamento favorece viagens mais frequentes e mais
curtas. Mas também exige atenção redobrada ao orçamento: em roteiros enxutos, pequenas
taxas, decisões financeiras mal planejadas e variações cambiais podem
comprometer a economia que o feriado promete.
A seguir, especialistas da belo listam os principais hábitos que
ajudam brasileiros a viajar mais para o exterior em 2026 gastando menos, com
decisões que começam antes do embarque e seguem durante a viagem.
1️.
Planeje as finanças antes de escolher como pagar
O planejamento financeiro prévio impacta diretamente o custo final
da viagem. As decisões com maior peso no orçamento costumam ser:
- o momento da compra da moeda
- a forma de pagamento escolhida
- a antecedência na compra de passagens
- a reserva de hospedagem
- o planejamento de saques
Gastos com transporte local e compras pessoais são os que mais
costumam estourar o orçamento. Em algumas cidades europeias, uma única passagem
de transporte público pode custar mais de 5 euros — valor que se acumula
rapidamente ao longo da viagem.
2️.
Vá além do IOF e entenda o custo total das operações internacionais
Comparar apenas o IOF não é suficiente. Cada meio de pagamento
envolve um custo total diferente, que inclui:
- spread cambial
- taxas do emissor e da bandeira
- momento em que a conversão da moeda acontece
Entender esse conjunto é essencial para evitar surpresas no retorno
da viagem, quando a fatura chega.
3️.
Entenda por que o cartão de crédito internacional pesa mais no bolso
O cartão de crédito tradicional ainda é o meio de pagamento mais
utilizado no exterior, mas também costuma ser o mais caro. Isso acontece pela
soma de IOF, spread cambial elevado e taxas embutidas pelo banco emissor e pela
bandeira.
Além disso, o câmbio aplicado é o do dia de fechamento da fatura,
não o da compra, o que aumenta a imprevisibilidade. “O problema não é usar o
cartão, mas usar sem entender o custo real da conversão. Pequenas taxas
acumuladas ao longo da viagem fazem diferença no orçamento final”, explica Manuel
Beaudroit, CEO da belo, carteira digital internacional.
4️.
Leve dinheiro em espécie apenas como reserva para imprevistos
Dinheiro físico ainda tem sua função, especialmente para gastos
iniciais ou emergências. O ideal é levar uma quantia limitada, suficiente para
transporte e alimentação no primeiro dia.
Levar valores elevados aumenta o risco de perda ou roubo e
dificulta a reposição. Além disso, o câmbio físico costuma ser menos vantajoso
do que o digital. “Um dos mitos mais comuns é que pagar em dinheiro sempre sai
mais barato no exterior. Hoje, pagamentos com cartão e contas digitais são
amplamente aceitos na maioria dos países e, muitas vezes, oferecem câmbio mais
transparente, menor risco e melhor controle de gastos”, explica Manuel.
5️.
Compre dólar ou euro aos poucos para reduzir o impacto da oscilação
Não existe um “momento ideal” para comprar moeda estrangeira. Por
isso, a recomendação é comprar aos poucos, estratégia conhecida como dollar-cost
averaging, que ajuda a suavizar a variação cambial.
Exemplo:
- Semana 1: US$ 300 a R$ 5,00
- Semana 2: US$ 300 a R$ 5,10
- Semana 3: US$ 300 a R$ 4,95
Preço médio: R$ 5,016
Essa abordagem permite montar uma reserva com mais previsibilidade
e menos estresse próximo à viagem.
6️.
Evite moedas de baixa circulação antes de viajar
Quando o destino utiliza moedas pouco negociadas globalmente, como
baht tailandês ou peso filipino, a melhor estratégia costuma ser levar dólares
ou euros e fazer a troca no país de destino.
“No Brasil, essas moedas costumam ter spread alto e pouca oferta.
Ainda assim, é importante chegar ao destino com uma pequena quantia já
convertida para os primeiros gastos — evitando trocas em aeroportos ou hotéis,
onde o câmbio tende a ser pior”, alerta Manuel.
7️.
Diversifique os meios de pagamento
Usar apenas um meio de pagamento aumenta riscos e custos. A
combinação mais eficiente costuma incluir:
- uma solução digital ou conta multimoeda
- um cartão de crédito como apoio
- uma pequena quantia em espécie
Aplicativos e contas digitais ajudam o viajante a gastar menos ao oferecer
câmbio mais próximo do comercial, taxas mais transparentes, controle em tempo
real dos gastos e, em alguns casos, IOF zero. “Segundo análises, é possível
economizar de 5% a 12% do valor total da viagem ao usar contas digitais
internacionais, fazer câmbio antecipado e escolher cartões com spread baixo ou
zero”, afirma o executivo.
8️.
Acompanhe os gastos durante a viagem
Visualizar despesas em tempo real ajuda a corrigir excessos
enquanto ainda há tempo. Ferramentas que categorizam gastos e mostram o saldo
disponível facilitam o controle diário e evitam surpresas no retorno.
Soluções como a belo permitem pagar, converter e acompanhar gastos
em diferentes moedas em um único aplicativo, trazendo mais previsibilidade para
quem viaja com frequência entre países.
9️.
Fique atento às regras para transporte de dinheiro
Ao sair ou entrar no Brasil com valores superiores a R$ 10 mil (ou
equivalente em moeda estrangeira), é obrigatória a declaração à Receita
Federal. Ignorar essa regra pode gerar multas e transtornos na imigração.

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