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sábado, 31 de janeiro de 2026

Como líderes e mentores podem sustentar performance sem esgotamento

Especialista em mentalidade e estrutura emocional, Fernanda Tochetto alerta que resultados sustentáveis exigem equilíbrio entre clareza, autoconhecimento e gestão de energia 

 

Após ciclos intensos de trabalho e metas cada vez mais agressivas, líderes e mentores iniciam o ano lidando com um desafio silencioso: sustentar a alta performance sem entrar em exaustão. A psicóloga e empresária Fernanda Tochetto, fundadora do Tittanium Club e cofundadora da Mentoring League Society (MLS), afirma que a chave para sustentar resultados está na capacidade de gerenciar energia, e não apenas tempo.

Segundo Tochetto, a cultura da alta performance tem levado executivos e empresários a confundirem produtividade com intensidade. “Não é a carga de trabalho que gera resultados, mas o nível de consciência com que se trabalha. Clareza e autogestão emocional são fatores determinantes para a performance sustentável”, explica.

Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam que 62% dos profissionais em cargos de liderança relatam sintomas de fadiga crônica. No Brasil, pesquisa da ISMA-BR (International Stress Management Association) aponta que o país ocupa o segundo lugar no ranking mundial de burnout, atrás apenas do Japão.

Para Fernanda, a mentalidade de “fazer sempre mais” tem custo alto. “O excesso de metas sem alinhamento com propósito e estrutura emocional gera líderes desconectados e equipes improdutivas. Alta performance sem equilíbrio é apenas um atalho para o esgotamento”, afirma.

A especialista defende que o primeiro passo é desenvolver clareza sobre objetivos, limites e prioridades. “Clareza não é luxo, é ferramenta de gestão. Líderes que não sabem o que querem acabam reagindo ao ambiente, e isso consome energia vital”, pontua.

Outro ponto central é o autoconhecimento, que Fernanda chama de “estrutura emocional do resultado”. Ferramentas como o DISC e a Técnica 4D utilizada em seus programas de mentoria ajudam líderes a identificar gatilhos de estresse, crenças limitantes e padrões de comportamento que prejudicam o desempenho.

“Todo líder precisa aprender a sustentar o próprio ritmo. Não é sobre trabalhar menos, é sobre trabalhar inteiro. Isso exige pausas estratégicas, descanso intencional e um ambiente que apoie o desenvolvimento humano, não apenas o desempenho técnico”, reforça.

Segundo levantamento interno do Tittanium Club, líderes que adotaram rotinas de gestão de energia e práticas de foco mental como meditação guiada e planejamento semanal com base em prioridades aumentaram em 2,3 vezes sua produtividade sem ampliação da carga horária.

Para Tochetto, a liderança do futuro será avaliada menos por métricas de entrega e mais pela capacidade de sustentar performance com saúde. “Empresas que querem crescer precisam entender que burnout custa mais caro do que qualquer treinamento. O equilíbrio é a nova métrica da excelência”, conclui.

 



Fernanda Tochetto - psicóloga, empresária e autora best-seller, com mais de 24 anos de experiência em educação empresarial. Criadora do termo mentalidade de valor, dedica-se a transformar resultados por meio de estratégias que englobam autoridade, vendas e desenvolvimento de ecossistemas empresariais. Fundadora do Tittanium Club, movimento de educação empresarial que utiliza metodologia exclusiva para promover o crescimento pessoal e profissional, e cofundadora da Mentoring League Society (MLS), a maior liga de mentores do Brasil. Atua como mentora de empresários, profissionais da saúde e outros mentores que buscam estruturar negócios escaláveis.
Para mais informações, visite o site oficial ou o Instagram.

 

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