Especialista destaca que a detecção em fases iniciais eleva as chances de
cura para 95% e explica como a técnica do linfonodo sentinela revolucionou o
tratamento, evitando sequelas no braço das pacientes.
Freepik
Às vésperas do Dia Mundial do
Câncer, celebrado anualmente em 4 de fevereiro, a conscientização sobre o
câncer de mama ganha novo fôlego. Sendo o tipo de câncer que mais acomete
mulheres em todo o mundo, a doença exige uma abordagem que une vigilância
constante e tratamentos cada vez mais personalizados.
O Prof. Dr. José Carlos Sadalla, especialista em Mastologia e Oncoginecologia,
reforça que a prevenção secundária, baseada no diagnóstico precoce, continua
sendo o pilar fundamental para o sucesso terapêutico, permitindo que as
intervenções sejam menos agressivas e mais eficazes.
A prevenção do câncer de mama envolve tanto o controle de fatores de risco
quanto a realização periódica de exames. Manter uma dieta equilibrada, praticar
atividades físicas e evitar o consumo excessivo de álcool são medidas que
auxiliam na redução da probabilidade de desenvolvimento da doença.
No entanto, para as mulheres acima dos 40 anos, a mamografia anual é
indispensável. O Dr. Sadalla explica que o autoexame é importante para o
autoconhecimento, mas não substitui os exames de imagem, que são capazes de
identificar lesões milimétricas, muitas vezes não palpáveis, garantindo chances
de cura que superam os 95% quando o tratamento é iniciado precocemente.
Sintomas e Sinais de Alerta
Embora o objetivo seja descobrir a doença antes de qualquer sintoma, o
especialista elenca sinais que devem levar a mulher ao consultório. Além da
presença de nódulos endurecidos e geralmente indolores, é preciso atenção a
alterações na pele da mama, como vermelhidão ou aspecto semelhante à casca de
laranja, retrações do mamilo e saídas espontâneas de líquido pelo mamilo,
especialmente se for sangue ou um líquido transparente. A presença de pequenos
caroços nas axilas ou no pescoço também são indicadores que demandam
investigação clínica aprofundada.
A Revolução do Linfonodo Sentinela
Um dos grandes avanços na cirurgia do câncer de mama, amplamente defendido e
praticado pelo Dr. Sadalla, é a biópsia do linfonodo sentinela. Antigamente, a
cirurgia oncológica frequentemente exigia o esvaziamento axilar completo, o que
consistia na retirada de todos os gânglios da axila, procedimento que muitas
vezes resultava em inchaço crônico do braço (linfedema), dor e limitação de
movimentos.
A técnica do linfonodo sentinela permite identificar o primeiro gânglio a
receber a drenagem linfática da mama — ou seja, o primeiro local para onde as
células cancerígenas poderia se espalhar. Durante a cirurgia, esse linfonodo é
identificado por meio de um corante ou marcador radioativo e retirado para
análise. Se ele estiver livre da doença, o cirurgião pode preservar os demais
gânglios, poupando a paciente de sequelas físicas e garantindo uma recuperação
muito mais rápida e funcional.
Tratamento Multidisciplinar e Humanizado
O tratamento moderno do câncer de mama é planejado de forma individualizada,
levando em conta a biologia do tumor e as condições de saúde da paciente. Além
da cirurgia, que pode ser conservadora ou envolver a retirada total mamária, o
arsenal terapêutico conta com a quimioterapia, a radioterapia, a
hormonioterapia e as terapias alvo. O Dr. Sadalla pontua que a oncologia atual
não busca apenas a cura da doença, mas a preservação da dignidade e da estética
da mulher, assegurando que o processo de superação do câncer ocorra com o menor
impacto possível na sua rotina e autoestima.
Clínica Andrade & Sadalla
Nenhum comentário:
Postar um comentário