Além do período
menstrual, outras causas podem ser responsáveis pelo surgimento de espinhas e
até cistos em peles maduras. Saiba as causas e como evitá-las.
O que pode ser mais desagradável
do que o surgimento de uma espinha gigante no rosto, ainda mais na fase
adulta? É comum associar a acne a adolescência e juventude. Porém, essa é
uma condição que pode acometer homens e mulheres na fase adulta devido as
alterações hormonais naturais do organismo e as causadas pelo mau uso de
algumas substâncias, reposições hormonais sem indicação médica, hábitos
alimentares e principalmente desequilíbrios emocionais.
De acordo com a médica
dermatologista, Paula Sian, além do período menstrual que passa por ciclos de
liberação de estrogênio, progesterona e testosterona, que aumentam a oleosidade
da pele e consequentemente o surgimento de espinhas, existem três grandes
vilões que devem ser evitados, exceto quando há indicação médica. São eles:
Contraceptivos orais a
base de progesterona: alguns são usados no
pós-parto, para que a mulher continue a amamentar, sem o risco de engravidar.
São sérios candidatos a piorar a acne e a oleosidade da pele. Sempre sugiro o
uso da camisinha, já que o pós-parto é um período em que a mulher já está
passando por uma regulação hormonal no organismo;
DIUs hormonais: eles têm progesterona na base. Por quê? Para
evitar que a mulher engravide, menstrue, e até para tratamento de endometriose.
Mas, têm o efeito colateral de piorar muito a qualidade da pele das mulheres.
Opte pelo de cobre, livre de hormônios;
Terapias de reposição
hormonal: A reposição hormonal
deve ser indicada por médicos, e em caso de necessidade. Ou seja, insônia,
perda de memória, osteoporose, fraturas ósseas. Tratar baixa libido, cansaço ou
desenvolvimento com hormônio pode ser extremamente perigoso. Cuidado com
imediatismos! As contraindicações vão além de inflamações e cistos sebáceos. “A
reposição hormonal nunca pode ser feita apenas com estrogênio. Por quê? Porque
se ele for usado isoladamente, ou seja, uma terapia só feita com estrogênio,
corre-se o risco de câncer de mama e ovários” – alerta a médica.
A médica ressalta que
efeitos colaterais podem acontecer mesmo com indicações médicas precisas. Por
isso, a importância de procurar um profissional especializado que posso cuidar
regular e controlar os sintomas.
Além destes fatores,
existem alimentos altamente inflamatórios que podem contribuir muito com o
surgimento e devem ser consumidos em poucas quantidades ou até mesmo evitados,
por exemplo: açúcar refinado, leite e derivados e farinha branca. Frituras em
excesso, alimentos ultra processados e congelados possuem uma alta concentração
de gordura e conservantes que prejudicam a saúde do organismo e influência em
um aspecto ruim da pele.
Por fim, a médica que
também é especializada em medicina chinesa explica que existem formas
diferentes de analisar se há desequilíbrio no corpo, um deles é incluir a
medicina chinesa durante o diagnóstico e tratamento. “O consumo dos alimentos
podem desequilibrar o corpo e causar inflamação, trocas na dieta e uso de
fitoterápicos ajudam a melhorar” - explica. Outro fator que deve ser levado em
conta são as emoções fora de controle, que inflamam o corpo, desiquilibram os
hormônios, e refletem diretamente na pele. “A acne é uma manifestação bastante
comum desse estresse e do desequilíbrio do corpo. A medicina chinesa consegue
avaliar qual emoção afeta qual órgão, e possibilita tratar, de forma natural,
com acupuntura ou fitoterápicos. Ou seja, além de melhorar a pele, melhora o
estado geral de saúde e psíquico do paciente” - finaliza.
Paula Sian- Dermatologista desde 2007, Paula Sian Lopes é formada pela Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP), onde também fez residência em Clínica Médica e Dermatologia. Especializou-se em Farmacodermia e Dermatoses Imunoambientais na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e em Medicina Chinesa e Acupuntura na Associação Médica Brasileira de Acupuntura (AMBA). Desde 2011, Paula atende em seu consultório próprio com o viés em Dermatologia clínica, estética e cirúrgica, tanto para adultos como crianças. Além disso, a especialista realizou serviços voluntários no ambulatório de alergias da UNIFESP, de 2013 a 2017.
CRM: 111963-SP RQE Nº: 38348
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