Segundo CEO da
Logcomex, um dos problemas causados é o atraso na cadeia de suprimentos devido
ao congestionamento de navios
O Panamá vem sendo atingido por uma seca sem
precedentes devido ao fenômeno natural conhecido como “El Niño”, e os impactos
já estão sendo sentidos no comércio global, uma vez que o Canal do Panamá
conecta os oceanos Atlântico e Pacífico e facilita o comércio internacional ao
encurtar as rotas marítimas.
De acordo com com Helmuth Hofstatter, CEO da
Logcomex, empresa que oferece tecnologia para o comércio exterior por meio de uma
plataforma completa end-to-end, ajudando gestores a
planejar, monitorar e automatizar o seu supply chain, Estados Unidos, China,
Japão e Chile estão entre as nações que mais dependem do canal para otimizar o
transporte de mercadorias entre os oceanos Atlântico e Pacífico. “A seca
extrema reduziu o volume de água, obrigando as autoridades locais a tomarem
medidas como a redução de circulação dos navios no canal. Com isso, pode haver
impacto na importação de produtos. No primeiro semestre, foram 548 importações
vindas do país, como rolamentos de esferas, pneumáticos e máquinas de lavar
roupa”.
Com relação ao Brasil, um impacto relacionado à
seca é referente aos eletrônicos que vêm de carona nos navios que vão da China
para Nova Iorque, Charleston e Baltimore. “O navio grande vem da China com
destino à Costa Leste e para em algum porto concentrador. Então o navio de
porte menor coleta a carga e segue até Manaus. Mas, também existem rotas
alternativas. Essa carga pode, sem dúvida alguma, vir via África do Sul, Cabo
da Boa Esperança, transbordar em Santos e subir para Manaus na cabotagem”,
avalia Leandro Barreto, Managing Director da Solve Shipping.
De acordo com Barreto, atualmente o maior volume de
carga no Canal do Panamá são commodities agrícolas que saem dos Estados Unidos
e vão para a China. “No que se refere ao contêiner, certamente os maiores
prejudicados seriam o Chile, Peru e Equador. Os produtos advindos dessas
regiões, como uvas e bananas, estão enfrentando filas para atravessar o Canal
do Panamá. Principalmente cargas com destino à Europa e Mediterrâneo são as que
devem ser mais afetadas, por conta da dificuldade de encontrar uma rota
alternativa”, explica.
Segundo o CEO da Logcomex, o Canal do Panamá
é uma das principais rotas comerciais do mundo, e passam por ele quase 6% do
comércio marítimo global. “Porta-contêineres são os principais usuários e
transportam uma parcela considerável de bens de consumo entre o nordeste da
Ásia e a costa leste dos Estados Unidos. Atualmente, há cerca de 20 navios porta
contêineres na rota entre Chile, Peru, Equador e Europa, Mediterrâneo e Costa
Leste dos Estados Unidos”, diz.
Helmuth Hofstatter - Empreendedor Endeavor, co-fundador e CEO da Logcomex, estudou administração e comércio internacional, possui mais de 20 anos de experiência no segmento de logística internacional, tecnologia e comércio exterior. É especialista em gestão de produtos e apaixonado por desenvolver soluções voltadas ao universo do comércio exterior. Desde 2016 lidera a empresa e é diretamente responsável pelos times de Tecnologia.
Logcomex
https://www.logcomex.com/
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