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domingo, 4 de dezembro de 2022

Síndrome do Garfield: rotina de só dormir e comer pode levar gatos à obesidade

 

A doença vem crescendo cada vez mais entre gatos e preocupando veterinários; saiba o que fazer

 

Aquela imagem de um gato bem gordinho, deitado, dormindo o dia todo pode ser muito legal para desenhos animados. Mas na vida real, gato precisa mesmo é de atividade. E cada vez mais veterinários vêm reforçando a importância de estimular os felinos a terem hábitos mais saudáveis, abandonando aquela rotina do famoso Garfield, que só queria saber de comer e dormir. “Atualmente, a maior parte da população de gatos está ou com sobrepeso ou obeso realmente. E são muitos os fatores que levam a essa realidade, mas a principal delas está na falta de enriquecimento ambiental e alimentar dos bichinhos”, conta Mônica Carraro, médica veterinária da Organnact, marca que pesquisa e desenvolve suplementação e alimentação natural para pets.

Essa realidade ainda está muito relacionado aos tutores e hábitos como deixar os potes de ração disponíveis o tempo todo e a falta de atividade física, lembra a veterinária. “Principalmente para gatos que moram em apartamento, é essencial desenvolver um ambiente enriquecido, com prateleiras, nichos, brinquedos, bolinhas, varinhas, enfim elementos que favoreçam com que o animal se movimente, brinque, corra. Para os gatos mais preguiçosos, é possível hoje encontrar brinquedos recheáveis, que podem ter comida dentro para estimular o gato a brincar”, explica Mônica.

Do contrário, sem estímulos, o felino tende a dormir, acordar e comer, afinal, não há nada para ele fazer. E não é difícil estimular o animal, afinal, o gato é um animal curioso e, traçando um paralelo com seus ancestrais que ainda não eram domesticados, está no instinto dos felinos a caça pelo seu alimento e, consequentemente, uma saúde melhor. “A natureza dos gatos é comer pequenas refeições várias vezes ao dia. Pense num gato solto na natureza. O que ele come? Ele faz pequenas caçadas - nem todas bem sucedidas. Com a caçada ele faz exercício e vai comer pequenos roedores, pequenos insetos, pequenas aves, que têm a água em sua composição. Dessa maneira, quanto mais aproximarmos o dia a dia do nosso gatinho doméstico com a rotina de um gatinho selvagem, mais feliz, mais saudável e com o peso ideal ele vai ter”, diz a médica.


Alimentação natural grande aliada

Entre as opções existentes no mercado atualmente e que podem ser aliados dos tutores e dos seus gatinhos estão os sachês e alimentos úmidos, excelentes opções para auxiliar no controle de peso dos gatos pois são opções que geram maior saciedade. Além disso, o alimento úmido contém mais água na sua composição, fazendo com que a hidratação do gato seja priorizada. Estimular o consumo de água seja pelo alimento ou por fontes de água ajudam e muito na prevenção de doenças renais nos gatos, a maior causa de mortalidade em felinos.

No entanto, é preciso estar atento aos rótulos. “Se estiver escrito alimento completo significa que é um produto que vai alimentar o gatinho como uma ração. Se na embalagem tiver escrito alimento específico, significa que esse produto é um petisco apenas e não vai conter todos nutrientes necessários para a manutenção da vida do gatinho. E pior, vai engorda-lo se for fornecido em muita quantidade”, reforça a médica.

É preciso também conhecer seu animal, pois os gatos normalmente são bem seletivos com os alimentos. “Eles estranham muito as texturas dos alimentos. Se a vida inteira o gato só recebeu ração seca, se você fornecer um alimento úmido ou uma suplementação em apresentação em pó, ele pode estranhar e não comer. E nem é porque não gostou do gosto, mas porque estranhou aquela textura. Além disso, é importante saber que para gatos é muito mais importante o cheiro do que o gosto dos alimentos. Você sabia que ele tem muito mais papilas olfativas do que gustativas? Por isso que, quanto antes oferecermos diferentes tipos de alimentos, diferentes texturas, odores e sabores para o gatinho melhor será para ele e para o tutor. Não será um gatinho enjoado que vai dificultar a vida do tutor no caso de necessitar de uma dieta restrita, devido a alguma enfermidade por exemplo”, conta a veterinária.

Uma dica é procurar suplementos que são palatáveis e que podem também auxiliar na perda de peso. “Observe se no rótulo está escrito carnitina, cromo ou HMB (beta hidroxi metil butirato). São exemplos de alguns componentes que ajudam no emagrecimento do pet. Se for escolher um petisco, escolha algum com esses componentes e com fibras também. Alguns produtos apresentam polpa de beterraba que gera mais saciedade ao gatinho. Não escolha um petisco sem valor nutricional para o gatinho, principalmente se ele estiver gordinho. Melhor selecionar um suplemento que vai auxiliar na saúde e longevidade dos gatos”, finaliza Mônica.


Organnact

www.organnact.com.br

 

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