O Uso Incorreto De Remédios Aumentou Durante A Pandemia - Saiba A Relação Entre A Dor E A Automedicação
Segundo dados do o Conselho Federal de Medicina, a
indicação é que em um quadro geral, 77% dos brasileiros fazem uso de
medicamentos sem qualquer orientação médica.
As consequências são as mais variadas possíveis,
desde reações alérgicas, insuficiência hepática e renal, sangramentos
gastrointestinais, interações medicamentosas, intoxicações, dependências,
agravamento das doenças e até morte.
O problema é a crença que remédios que não precisam
de receita médica não fazem mal para a saúde. Analgésicos comuns,
anti-inflamatórios e outros remédios podem causar prejuízos na saúde que podem
levar inclusive a necessidade de transplante, por falência de órgãos, e morte , explica
a Dra. Amelie Falconi, Médica,
Especialista em Tratamento da Dor pela AMB e Professora de Medicina da
Dor no Singular Cursos e Pós Graduação de
Intervenção em Dor do Einstein-SP.
A Especialista relata que recentemente um paciente do sexo masculino, de 65 anos, deu entrada no hospital por episódio de vômito sanguinolento. Após investigação clínica, descobriu-se uma úlcera no estômago devido ao uso frequente de anti-inflamatórios (AINES). O uso incorreto foi por causa de um quadro de dor crônica na coluna lombar, sem acompanhamento médico – relatou . Não é a primeira vez que isso acontece, e nem será última . Sangramentos gastrointestinais estão entre as consequências mais comuns da auto-medicação.
Em muitos casos, a frequente automedicação acaba
escondendo condições clínicas severas, entre elas a dor crônica,
que sem a orientação médica e tratamento
A automedicação também pode estar associada à um
fenômeno cultural de acreditar que, ao tomar remédio mesmo sem o consentimento
médico, aliviará a dor e resolverá o problema. E esse comportamento torna-se um
hábito que pode passar de um indivíduo para outro até dentro da família.
O uso abusivo de anti-inflamatórios é o principal
responsável pelas intercorrências com automedicação em pacientes. Seu uso sem
orientação médica pode causar problemas como gastrite, úlceras e até mesmo a
parada de funcionamento dos rins e fígado. Além disso, podem causar alterações
cardiovasculares, levando ao aumento da pressão arterial e outras doenças
cardíacas– alertou a Dra. Amelie Falconi.
O Aumento da Automedicação Devido a Pandemia
Calmantes, analgésicos, relaxantes musculares e
anti-inflamatórios estão entre os mais consumidos inadequadamente. O
surgimento ou o desenvolvimento da hipocondria, que é um transtorno mental que
faz o indivíduo se automedicar por acreditar que está doente mesmo sem
apresentar sintomas ou sinais claros, é também uma realidade.
O grande perigo é que o paciente quando sente dor
vai consumindo medicações em sequência, uma dose atrás da outra e ignora a
quantidade total de anti-inflamatório consumida. Outro problema é que o
paciente consome o anti-inflamatório isolado e em associações clássicas, que
ele nem sabe que substâncias possuem. As associações mais clássicas são o
torsilax e o tandrilax, grandes queridinhos dos pacientes – completou
a Dra. Amelie Falconi.
Seja qual for o motivo que
leva uma pessoa a se automedicar, a dor está sempre presente.
É comum ouvir frases do tipo: “Mas eu fui no médico
e ele me passou uma vez“- Exato, passou uma vez! O seu uso possui uma duração
de tempo limitada, e não deve ser usado rotineiramente! Se a dor voltou,
procure novamente o seu médico para o seguimento do tratamento! – finalizou a Dra. Amelie
Falconi, que deixa o alerta: Não
pratique a automedicação. Isso pode levar a drásticas consequências mais tarde!
Dra Amelie Falconi - Médica especialista em Dor. Professora de Medicina
Intervencionista em Dor Einstein e SINPAIN. Sócia Diretora da Clínica Pro
Sport. Coordenada do Comite de MEdicina INtegrativa e Dor Crônica da Sociedade
Brasileira ide Estudos da Dor – SBED. Autora de diversos
capítulos de livros sobre dor.
Instagram: @amelie.falconi_medicin
Twitter: falconiamelie
Atendimento online e presencial -Juiz de Fora



Nenhum comentário:
Postar um comentário