Atenção
à saúde, vacinas e carinho devem fazer parte da rotina do tutor
No último ano, a
conexão entre tutores e pets ganhou ainda mais força, isso porque a pandemia
abriu oportunidades para as pessoas se aproximarem de cães e gatos, entre elas
a adoção. Segundo
a UIPA (União Internacional
Protetora dos Animais), nos três primeiros meses da pandemia, a procura por um
animal aumentou 400% e o número de retirados de abrigos, 200%. Por isso, neste
25 de maio, data que é celebrado o Dia Nacional da Adoção, com o intuito de
conscientizar sobre a prática, conversamos com um médico-veterinário, que
separou algumas dicas importantes para quem pretende adotar ou adotou um pet
nesse período.
"Ter um animal é sinônimo de felicidade.
Não é novidade que eles proporcionam inúmeras vantagens para a família,
entretanto é preciso lembrar que a chegada deles traz também grandes
responsabilidades, como cuidados com a saúde, que farão parte da rotina do novo
tutor. Por isso, é interessante reforçar tudo isso no Dia Nacional da
Adoção", fala Marcio Barboza, médico-veterinário e gerente técnico da MSD
Saúde Animal.
Saúde em primeiro
lugar
Semelhantes aos
cuidados com a saúde dos humanos, a atenção à saúde de cães e gatos também é
essencial e, para isso, é preciso estar atento, por exemplo, a vacinações,
utilização de antipulgas e anticarrapatos, e doenças regionais. Além disso, é
essencial que sejam realizadas visitas periódicas à clínica veterinária, para
que um profissional possa recomendar os melhores cuidados e ficar de olho em
possíveis doenças do pet.
Vale lembrar que,
cuidando do seu animal, você garante bem-estar e qualidade de vida também para
toda a família!
• Antiparasitários
São responsáveis por
deixar seu cachorro ou felino livre de parasitas externos, como pulgas e
carrapatos, e de parasitas internos, como os vermes. Pulgas, carrapatos e
vermes não são um problema só para o cão e para gato, como todos pensam. Eles
podem ser um problema para a saúde do ser humano também! No entanto, para
garantir uma proteção completa, o tutor deve realizar a limpeza tradicional no
ambiente em que o animal vive e utilizar um ectoparasiticida com rápida
eficácia e longa duração, além de vermifugar os animais na frequência adequada
(1 a 4 vezes ao ano) protegendo, desta forma, os humanos que estão à sua volta
e o lar.
Outro ponto essencial
é que as pessoas acreditam que cães e gatos que vivem dentro de casa não são
suscetíveis aos parasitas, mas isso não é verdade! As pulgas e carrapatos podem
ser trazidas pelos próprios tutores para dentro de casa e proliferam-se no
ambiente. Com isso, deixo uma dica bacana: para ajudar na aplicação, existe até
um produto transdermal, colocado no pescoço do cão e do gato, que facilita o
uso", orienta Marcio Barboza.
• Vacinação
A vacinação é uma das
maneiras mais importantes para garantir a prevenção de doenças do seu pet, como
cinomose, leucemia, leptospirose e raiva, já que estimula o sistema imunológico
do animal a produzir anticorpos. O especialista orienta que é sempre bom ter em
mente que cada cachorro ou gato possui um perfil, comportamento, hábitos e
necessidades diferentes. Por isso, a sugestão é de que cada calendário vacinal
seja avaliado e montado diretamente com um veterinário, para que, assim, cada
pet possa contar com um esquema de proteção personalizado.
• Cuidados com doenças
regionais
Assim como é valiosa a
vacinação personalizada, é bacana também que o tutor fique sempre atento às
enfermidades regionais, como a leishmaniose, uma das mais perigosas do Brasil,
que costuma ocorrer com maior frequência nas regiões de Mato Grosso do Sul, Bahia,
Pará e interior de São Paulo, sem descartar sua ocorrência em outras regiões do
país.
"Por isso, mesmo
o animal não morando em área endêmica, é recomendado o uso da coleira repelente
que, após ser colocada no pescoço do cão, começa a liberar seu princípio ativo,
a Deltametrina, espalhando-se por todo o corpo do animal", explica o
médico-veterinário.
Carinho e atenção não
podem faltar
Cachorros e gatos são animais de companhia, o
que significa que precisam da presença dos tutores, chamegos e brincadeiras com
eles. Então saiba que essa rotina fará parte do seu dia a dia ao adotar um pet.
Além disso, o adotante precisará separar algumas horas para promover diversão e
passeio. Porém, em tempos de pandemia, em que as saídas externas não são
recomendadas em todos os lugares, é possível promover a felicidade dentro de
casa, com o famoso pega-bolinha e até brinquedos interativos.
Diga não ao abandono
Ao adotar um animal, tenha ciência de que você
terá companhia para, em média, os próximos 10 anos. Por isso, é preciso
analisar se você realmente está pronto para possuir um cachorro ou gato e, com
isso, evitar o aumento da estatística de, aproximadamente, 10 milhões de gatos
e 20 milhões de cães abandonados no Brasil, de acordo com a Organização Mundial
da Saúde (OMS).
Importante lembrar
que, segundo a Lei Federal 9.605/98, o abandono é crime e prevê pena de 3 meses
a um ano, além de multa. Se você realmente estiver disposto a adotar um pet,
tenha uma certeza: as responsabilidades valem a pena e todos esses cuidados
serão recompensados com muito amor por parte desses animais.
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