Tulio Portella, diretor Comercial da B&T, a maior corretora de câmbio do Brasil, lista seis pontos importantes que requerem atenção especial antes de efetuar qualquer tipo de pagamento ou transferência de valores para outro país
No ano passado, entre os
meses de janeiro e outubro, os brasileiros movimentaram R$ 3,36 bilhões em remessas
internacionais, segundo dados do World Bank. Mesmo com a pandemia da Covid-19,
o montante é 4,5% a mais do que todo o ano de 2019, quando o fluxo ficou em R$
3,21 bilhões. Essa movimentação tem chamado a atenção das autoridades, órgãos
reguladores e do mercado como um todo, que nos últimos anos se dedicam ao
desenvolvimento de novas soluções, com produtos e serviços para atenderem o vai
e vem de ativos financeiros.
Na esteira das inovações,
contudo, o consumidor precisa se precaver para evitar fraudes, prejuízos ou,
até, contratempos. Um exemplo é o que, desde o dia 18 de fevereiro, interrompeu
parte da operação de uma das principais plataformas internacionais dedicada a
remessas de valores entre países, a Transferwise, aqui no Brasil. A empresa suspendeu
o serviço de envio de recursos do país para o exterior, em virtude do fim de um
acordo que mantinha com um banco especializado em câmbio, o MSBank, que era
quem, de fato, operava a transação. A notícia trouxe ansiedade para alguns
clientes, que passaram a garimpar soluções pelo mercado.
Pensando nisso, o
especialista de câmbio Tulio Portella, diretor Comercial da B&T – a maior
corretora de câmbio do Brasil, com operação líder em volume transacionado no
setor e uma rede de mais de 200 lojas de câmbio no país (próprias e de
correspondentes) – lista seis pontos importantes que requerem atenção especial
antes de efetuar qualquer tipo de pagamento ou transferência de valores para
outro país.
Confira a seguir.
1 - Quem realmente vai
mandar o dinheiro do cliente para fora?
Muitas empresas se
apresentam como soluções completas para o envio de recursos para o exterior,
mas são na verdade plataformas que buscam clientes e terceirizam a operação
para uma outra companhia. Tulio Portella, diretor Comercial da B&T, afirma
que é importante procurar saber o nome de quem, de fato, vai enviar ou trazer o
dinheiro, além de pesquisar sobre a reputação do negócio. "São cuidados
fundamentais para evitar contratempos. Muito consumidor, no desejo de resolver
o problema rapidamente, amarga prejuízos por pura falta de informação",
destaca.
2 - A empresa é autorizada
pelo Banco Central?
Nem todos sabem, mas para
operar no mercado de câmbio e de remessa de recursos, a empresa precisa estar
devidamente registrada e licenciada pela autoridade máxima na gestão de ativos
financeiros no Brasil, o Banco Central do Brasil (BCB). É possível consultar se
a empresa é ou não regularizada para a atividade no site da instituição, o www.bcb.gov.br. Outro “selo de garantia
de credibilidade” é estar associada à Abracam - Associação Brasileira de
Câmbio.
3 - A empresa opera câmbio
ou faz apenas remessas?
Grandes empresas de câmbio
tendem a ser mais estáveis e a prestar um serviço com menor risco e maior agilidade.
Na hora de escolher pelo operador, Tulio Portella observa que, ao buscar uma
empresa que realiza diversos tipos de operações de câmbio, com capacidade de
atender grandes volumes, pode oferecer, também, um serviço de maior segurança.
"Uma empresa estruturada e com outras modalidades de serviço acaba
possuindo um conjunto maior de alternativas quando enfrenta um problema
comercial, como o que aconteceu recentemente com a Transferwise", afirma.
"Uma empresa que trabalha com grandes operações de importação e exportação
faz o processo de remessa de pessoa física com muito mais facilidade graças à
infraestrutura que possui", diz o especialista de câmbio.
4 - Como é o suporte e o
atendimento em caso de problemas?
É importante destacar que,
mesmo com empresas sérias, os problemas podem acontecer. Nesse caso, é
importante contar com negócios reconhecidos pelo atendimento e que tenham
canais amplos de suporte, inclusive com lojas físicas no Brasil.
5 - Como será o
recebimento do dinheiro no exterior?
Algumas empresas se tornam
fortes no Brasil, mas são ainda pequenas no exterior, o que pode gerar
dificuldades para quem precisa sacar o dinheiro enviado fora do Brasil.
"Nós, da B&T, por exemplo, utilizamos a rede da Moneygram, uma das
maiores e mais tradicionais empresas de remessa de dinheiro dos Estados Unidos,
fundada em 1940. No ano passado, em parceria com eles, lançamos o aplicativo
EasyWay Remessas, para oferecer mais conforto e agilidade aos clientes que
desejam fazer suas transações diretamente pela plataforma", diz Tulio
Portella.
6 - Como são os custos e
as taxas envolvidas?
Antes de
fechar contrato com alguma empresa aqui e no exterior ou se comprometer a
enviar remessas, é importante saber que toda transação realizada entre países
diferentes implica no pagamento de impostos e, depois, nas taxas de remessas.
Certifique-se desses valores antes de fechar a operação.
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