Somos
cerca de 210 milhões de habitantes no Brasil, destes dos economicamente ativos
uma média de 64% encontram-se endividados, segundo pesquisas recentes da CNC
(Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismos) e cerca de 25%
estão inadimplentes.
Avaliando-se
um universo em que quase 104 milhões de brasileiros vivem com apenas R$ 413
mensais, considerando todas as fontes de renda. Outros 10,4 milhões de
brasileiros (5% da população) vivem com R$ 51,00 mensal, segundo aponta estudo
recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em
contrapartida apenas 2,1 milhões de pessoas (1% da população), possui uma renda
média mensal de R$ 16.267,00, podendo investir com mais tranquilidade e
abundancia recursos de seu faturamento.
Para
economistas os cenários de alto índice de desemprego, queda na renda e no poder
aquisitivo, além do aumento da informalidade e dos desalentados, impactam
diretamente neste cenário critico, para a esmagadora maioria dos brasileiros.
Os bancos podem contribuir para a melhoria dessa situação desfavorável á todos?
Não
é vantajoso para as pessoas se endividarem e consequentemente terem seus nomes
incluídos no sistema do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Como também não é
interessante para o banco, gastar com honorários de advogados e protelarem um
pagamento da divida por anos, até a execução do último recurso, na última
instância no poder judiciário.
O
Brasil possui dezenas de bancos privados e públicos, dentre os quais o BNDES
(Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que como o nome mesmo
já diz, visa financiar projetos que promovam o fomento na sociedade estimulando
obras como aeroportos, rodovias, estradas, etc..
Perante
esse cenário está claro ao correntista (cliente do banco), que a instituição
financeira (o banco) pode ser o seu melhor parceiro para investir ou aplicar
suas rendas? É claro para esse consumidor o que é a taxa Selic
(taxa básica de juros da economia), e que por ela encontra-se atualmente,
no patamar mais baixo, desde 1996, não convém aplicar na poupança? Uma
aplicação considerada mais conservadora e menos rentável. Esse cliente sabe que
é possível investir em fundo de renda fixa, títulos do tesouro, titulo de
capitalização ou em outra modalidade que seja mais vantajosa com a orientação
de seu banco?
O
banco realiza constantemente uma comunicação adequada, clara e direta com seu
correntista, para atentar a percepção dele referente a estes fatos e que ele
assim deslumbre e cogite fazer uso dessas possibilidades? O banco influência a
quebra de paradigmas que está extinta, daquela época em que se guardava
dinheiro de baixo do colchão, ou comprava-se ouro e dólar e escondia em um
compartimento secreto dentro da residência?
Com
a evolução tecnológica, hoje o cliente já faz praticamente todos os
procedimentos bancários pelo celular. Muitos acreditam que as agências físicas
estão com os dias contados. No meu entender já não é mais o suficiente ofertar
produtos e serviços como cartões de credito, limites no cheque especial, seguro
de vida, residencial ou veicular, é preciso ir além e atender esta nova era,
onde o empreendedorismo da iniciativa privada reivindica serviços mais
específicos à realidade de cada correntista.
O
banco precisa estar atento à nova geração e a constante evolução tecnologia da
informação. Ser faz necessário deixar claro ao correntista que ele é um
parceiro comercial, que pode trabalhar conjuntamente para aperfeiçoar e ampliar
suas vendas de produtos e serviços, tangíveis ou intangíveis que ele oferta ao
seu consumidor. Para atender esta demanda que irá ditar o futuro do sistema
financeiro no país é preciso estar presente na base, às novas gerações do
capital, estudar as novas profissões e as que estão por surgirem e
consequentemente como interagir com elas, sem deixar de lado também a parcela
de aposentados economicamente ativa, que ainda opera de maneira mais
tradicional e conservadora.
Percebi
que existem bancos que já começaram a oferecer essas novas ferramentas, como
previdência privada, junção das contas física e jurídica para micros
empreendedores, financiamentos diferenciados, enviar e receber remessa de
dinheiro do exterior em menos de 2 horas, agências abrirem em horários
diferenciados, SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) 24 horas, mas é
preciso ir além, revolucionar para atender a demanda corrente.
Estudar
o comportamento do consumidor não é uma tarefa fácil, identificar suas
necessidades é algo complexo, mas uma das melhores formas de interagir utiliza
nessa década são redes sociais, que a meu ver são excelentes ferramentas de
interação em tempo real para esse proposito.
Em
conversa com o gerente na agencia a qual sou correntista, por exemplo, informei
que muitos têm dificuldades na entrega da declaração do imposto de renda, seja
pessoa física ou jurídica e que muitas universidades disponibilizam os alunos
da área de exatas, para elaborar a declaração do IR a Receita Federal. Imaginei
se o banco disponibiliza-se alguém para isso, criasse um setor para oferecer
este serviço aos seus correntistas? O profissional poderia identificar ao
formular a declaração de seu correntista vários produtos e serviços para
auxilia-lo, pois o banco teria subsídios diretos, sem a necessidade de elaborar
pesquisas mirabolantes para traçar o perfil de seu cliente, o banco teria
acesso direto ao patrimônio do seu cliente, informações valorosas para propor a
parceria comercial desse cliente, seja pessoa física ou jurídica.
A
palavra chave é “percepção”, saber identificar oportunidades e traçar
estratégias para que bancos e seus correntistas prosperem mutuamente e quebrar
aquela imagem nefasta de que o banco “só quer tomar seu dinheiro”.
Rodrigo
Lico - graduado em Publicidade e Propaganda; jornalista diplomado; pós-graduado
em Comunicação Organizacional; colunista editorial; comentarista e analista
politico e econômico; estrategista em comunicação, mídia e marketing nos meios
de comunicação; coach em formação, consolidação e consagração de imagem pessoal
e institucional e digital influencer
Instagram:
@rodrigolico
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