Tradição é seguida por muitas pessoas ao redor do mundo e os especialistas do Astrocentro explicam os motivos desse costume.
Na próxima semana, mais
especificamente, no dia 30 de março, será celebrada a Sexta-Feira Santa e por
conta desta data muitos religiosos não comem carne, outros, evitam o alimento
em todo o período da Quaresma. E embora esse costume seja muito comum no
Brasil, você já parou para pensar na real motivação por trás desse costume?
Os especialistas da
maior comunidade de esoterismo, o Astrocentro, revelam: “A Igreja Católica
recomenda essa privação como forma de lembrar o sacrifício de Jesus, ao morrer
na Cruz”. Abster-se de carne e
jejuar na sexta-feira é uma prática plurissecular da Igreja e tem argumentos
fortes a seu favor. Uma regra básica da espiritualidade cristã é que todos os
cristãos precisam levar uma vida de ascese (renúncia a algum prazer para
alcançar a perfeição espiritual).
O Código de Direito Canônico (livro que rege as regras da Igreja),
recomenda que a abstinência de carne deva ser feita em todas as sextas feiras
do ano, que também deve ser acompanhada pelo jejum e estudo da Bíblia, e não
apenas na Sexta-feira Santa. Porém, com o tempo essa referência caiu em desuso
e hoje em dia, a Igreja não fala mais sobre “obrigação ou proibição”, apenas
faz uma “recomendação” de se fazer jejum e não comer carne na quarta-feira de
cinzas e na sexta-feira da Paixão.
O Catecismo da Igreja Católica vê o jejum e a abstinência da carne como
uma “virtude moral que modera a atração pelos prazeres e procura o equilíbrio
no uso dos bens criados”. Essa prática “assegura o domínio da vontade sobre os
instintos e mantém os desejos dentro dos limites da honestidade”.
Mas também é possível escolher outro sacrifício que demonstre sua
disposição em abrir mão de algo do seu cotidiano para mostrar a Jesus Cristo
sua gratidão pelo grande sacrifício que Ele fez para nos salvar dos pecados do
mundo. A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, afirma que o fiel
católico brasileiro pode substituir a abstinência da carne por uma obra de
caridade, um ato de piedade ou ainda substituir a carne por outro alimento.
Percebe-se grande flexibilização dessa renúncia, que
agora fica a critério de cada pessoa. A possibilidade de continuar a comer
carne, mas fazer outros sacrifícios, também foi uma grande alteração na
doutrina católica. “A questão vai além de
por que não pode comer carne na Sexta-feira Santa. Não podemos esquecer que,
para respeitar o sacrifício de Jesus Cristo descrito na Bíblia, não devemos
causar sofrimento a quem quer que seja. A Páscoa é uma festa em que reina a
harmonia, a esperança e a união, por isso, pense em fazer algo para purificar,
entrar em contato com Deus. Seja uma abstinência ou caridade, o importante é
celebrar o milagre que é a vida” – pontuam.
Astrocentro

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