Apelidos
como: Dumbo, Zoreba, Orelhão, Mestre Yoda, Dr. Spok deixam
qualquer criança traumatizada! Estatísticas revelam que problemas de
malformação na orelha, atingem entre 20% e 30% dos nascimentos. Esse pequeno
defeito estético é motivo de angústia para muitos pais e crianças, que acabam
sofrendo bullying dos colegas.
De acordo
com o otorrinolaringologista, Krishnamurti Sarmento, as deformações
na orelha podem apresentar vários graus e formas diferentes. Também não há uma
causa específica para o problema, que pode ser congênito, hereditário ou não.
“Se você observar, uma orelha normal tem uma curvatura no meio, paralela à
borda da orelha. Quando essa parte central é lisa, a orelha fica em
abano. Ainda tem aquelas com formato pontiagudo, outras murchinhas,
com a ponta caída, e por aí vai.”, explica.
Uma
técnica simples, que é novidade no Brasil,pode evitar desconforto com o
problema e futura cirurgia. O EarWell é uma moldagem aplicada na
criança logo após o nascimento que vai corrigir a deformidade, sem cortes.
Segundo Dr. Krishnamurti Sarmento, o molde é colocado na orelha e
trocado a cada duas semanas, assim é possível modelar a orelha do bebê até
corrigir o defeito. Todo procedimento é realizado em até seis semanas. O
médico reforça que o método não causa dor. O molde foi criado nos Estados
Unidos e já virou sucesso nos consultórios médicos.
Mas os
papais e mamães precisam ficar atentos! Esse procedimento deve ser
feito em até 45 dias após o nascimento. “Durante esse período, a cartilagem
está ainda mole por causa das altas taxas de estrogênio materno
que ainda estão no bebê, depois só é possível consertar a deformidade
com cirurgia plástica”, esclarece o médico.
O
procedimento é feito após a indicação do pediatra e pode ser realizado por cirurgiões
plásticos, otorrinos, entre outras especialidades. O custo é 50% inferior ao de
uma cirurgia plástica e não traz nenhum tipo de risco para a criança. “Se os
pais perderem o prazo desses 45 dias, provavelmente precisarão submeter às
crianças a uma otoplastia, que além de
usar anestesia, requer repouso. O melhor mesmo é antecipar para que a
meninada evite encarar um centro cirúrgico ou até
mesmo sofrer bullying, já que a cirurgia plástica só pode ser feita
depois dos sete anos”, aconselha o médico.
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