No mês das Mulheres, proponho um convite para
repensarmos o papel da mulher no ambiente de trabalho. No Brasil, mesmo sendo a
maioria da população, ainda somos em menor número nas corporações.
Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), quando analisamos a população com 25 anos ou mais
e com ensino superior completo, as mulheres representam 23,5% dos habitantes e
os homens, 20,7%. Mesmo assim, no ambiente de trabalho ainda não compomos nem
metade do time profissional. Segundo pesquisa do Instituto Ethos, no mercado
são 33,5% de mulheres. E os dados vão se agravando à medida que os cargos ficam
mais altos: as gerentes representam 31,3% e as executivas 13,6%.
E as mudanças devem acontecer de forma lenta. De
acordo com pesquisa do mesmo instituto, realizada em 2017, apenas 28,2% das companhias
brasileiras possuem algum tipo de política visando a igualdade de gêneros. Esse
dado evidencia que as corporações também têm responsabilidade sobre a falta de
oportunidade igualitárias.
Na ADP nós defendemos a igualdade de
oportunidades e temos a igualdade de gênero como um dos principais pilares da
corporação. A companhia sempre oferece programas para que as colaboradoras se
aperfeiçoem, trabalhem em projetos especiais e consigam espaço em processos
seletivos para cargos de liderança nas mesmas bases que seus colegas do sexo
masculino.
E isto se reflete no número de colaboradoras da
empresa. Atualmente, 54% do quadro da companhia é composto por mulheres. Os
incentivos ao desenvolvimento da carreira impactam todas as áreas da ADP. Somos
45,2% de supervisoras, 35,8% de gerentes e 23% de executivas. Números bem
superiores aos do cenário brasileiro. E, importante - mais que uma estatística,
esses números refletem os valores e cultura ADP!
Além de exigir processos seletivos proporcionais,
com um número igual de candidatos homens e mulheres, realizamos com frequência
rodadas de debates para que as funcionárias compartilhem experiências e
auxiliem outras colegas. A ADP também promovo globalmente eventos que apoiam a
liderança feminina e mentoring para apoiar o desenvolvimento de nossas
executivas.
Também é muito importante que as colaboradoras
sintam que são capazes e podem atingir cargos altos, por isso sempre
valorizamos esta representatividade aqui. Por exemplo, colaboradoras que
entraram na companhia há cinco anos como aprendizes e conseguiram crescer na
carreira são um incentivo e tanto para quem está começando.
Na ADP Brasil, melhorar essas estatísticas com
relação à média de mercado representa uma meta para nossa liderança sênior, tão
importante e significativa quanto nossas metas financeiras.
Há 6 anos quando iniciei na ADP, a empresa já
tinha 51% de colaboradoras mulheres em sua força de trabalho, o que por si só
já era admirável. Mas ainda não era suficiente, porque isso não se repetia nos
níveis de liderança da organização. Começamos então perseguir esse objetivo,
usando como benchmarking os números publicados pelo Instituto Ethos, e hoje
temos orgulho de mostrar nosso progresso às nossas colaboradoras e à nossa
comunidade.
Também temos programas específicos de gestão de
remuneração que garantem políticas igualitárias de remuneração entre gêneros,
diferenciadas somente por performance.
Influenciar a igualdade de gêneros em uma
corporação aumenta a produtividade, cria identidade e sedimenta um importante
alicerce. Quando as mulheres sabem que possuem oportunidades iguais de
desenvolvimento, elas se sentem estimuladas a produzirem mais. Ganha a empresa,
ganham as pessoas e ganha a sociedade!
Mariane Guerra vice-presidente de Recursos Humanos da ADP
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