A bebida alcóolica costuma estar presente em muitos momentos
festivos, no entanto, a sua ingestão é prejudicial ao funcionamento do
organismo. Pesquisas apontam que beber seja uma pequena quantia diariamente ou
embriagar-se em dias esporádicos pode desencadear o aparecimento da Síndrome
Korsakoff.
As principais causas da doença são a falta de vitamina B1 e
o alcoolismo, uma vez que o álcool prejudica a absorção de vitamina B no
organismo. Traumatismos cranianos, inalação de monóxido de carbono e infecções
virais também podem causar esta síndrome. Além disso, o indivíduo sofre com
desidratação, hipoglicemia e queda na pressão arterial. Hidratar-se ao longo da
ingestão ajuda a amenizar os sintomas da ressaca, mas não impede o aparecimento
de doenças.
Segundo o neurologista da Santa Casa de Mauá, Carlos Roberto
Zambom, ao ingerir álcool, a pessoa sente uma euforia passageira, em um
primeiro momento. “Passageira porque o álcool é um neurodepressor do sistema
nervoso central. Ou seja, ele diminui a atividade dos neurônios e o organismo
vai ficando mais lento, chegando a um estado próximo ao da anestesia”.
A molécula de álcool sobrecarrega os rins, tem efeito tóxico
sobre o fígado, reduz a quantidade de sangue no coração e diminui o impulso dos
neurônios. Outro problema é a ressaca, que acontece quando a pessoa, que
consumiu bebidas alcoólicas de forma exagerada, acorda no dia seguinte sentido
dor de cabeça, dor nos olhos e enjoado. Estes sintomas são provocados pela
desidratação que o álcool provoca no organismo e pelo trabalho excessivo do
fígado para eliminar o álcool do sangue.
“Para curar a ressaca mais rápido, é essencial beber bastante água para
se hidratar, e aconselho também dormir um pouco mais que o costume, pois ajuda
o corpo e o cérebro a se recuperar melhor”, esclarece o neurologista.
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