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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Envelhecimento da população traz desafios para o sistema de saúde

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Com população idosa em crescimento, especialista da Prati-Donaduzzi alerta para a importância dos cuidados às doenças neurodegenerativas


Celebrado em 22 de julho último, o Dia Mundial do Cérebro convidou à reflexão sobre um dos principais desafios da saúde pública nas próximas décadas: como garantir que o aumento da expectativa de vida seja acompanhado pela preservação da saúde cerebral. 

Com a população mundial envelhecendo rapidamente, doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, tendem a se tornar mais frequentes nas próximas décadas. Segundo projeções do IBGE, em 2050 o Brasil poderá ter mais de 65 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a cerca de 30% da população. 

De acordo com a neurologista da equipe de Prescrição Médica da Prati-Donaduzzi, Dra. Larissy Degani, embora o envelhecimento do cérebro acompanhe o envelhecimento do corpo – um fator que não pode ser modificado -, é possível adotar medidas capazes de preservar a autonomia e a saúde cerebral por mais tempo. Estima-se que aproximadamente um terço dos casos de Alzheimer no mundo esteja associado a fatores de risco modificáveis, como hipertensão, obesidade, diabetes, sedentarismo, tabagismo, depressão e baixa escolaridade. 

"O processo de envelhecimento do corpo não acontece da mesma forma para todas as pessoas. Existem fatores que podem ser modificados e que estão diretamente relacionados ao estilo de vida. Hipertensão, diabetes, consumo excessivo de álcool, alimentação inadequada e sono de má qualidade aumentam o risco de comprometimento cognitivo", explica a neurologista.
 

Diagnóstico precoce e mudanças de hábitos ajudam a preservar a saúde do cérebro 

As recomendações da especialista encontram respaldo no estudo FINGER, publicado na revista científica The Lancet. A pesquisa acompanhou idosos com maior risco de demência e avaliou uma intervenção baseada em alimentação saudável, prática regular de exercícios físicos, treinamento cognitivo e controle dos fatores de risco vasculares. 

Após dois anos de acompanhamento, os participantes apresentaram melhora global da cognição 25% superior à do grupo controle, além de ganhos de 83% nas funções executivas e de 150% na velocidade de processamento cerebral. 

Embora doenças como Alzheimer e Parkinson ainda não tenham cura, o acompanhamento médico e o início precoce do tratamento podem contribuir para controlar os sintomas e preservar a autonomia por mais tempo.

Entre as opções terapêuticas disponíveis, estão a memantina e a galantamina, além de antidepressivos e antipsicóticos empregados no manejo dos sintomas neuropsiquiátricos que podem acompanhar os quadros neurodegenerativos. 

"Ainda não conseguimos interromper a evolução dessas doenças, mas dispomos de tratamentos capazes de retardar sua progressão clínica, controlar os sintomas e preservar a funcionalidade dos pacientes. Quanto mais cedo ocorrerem o diagnóstico e o início do tratamento, maiores serão as chances de manter a qualidade de vida e a independência por mais tempo", conclui a Dra. Larissy.


Febre maculosa: SP reforça importância da prevenção e do diagnóstico precoce

Tratamento da doença é oferecido gratuitamente pelo SUS e deve ser iniciado o mais rápido possível

 

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) divulgou nesta semana um alerta com orientações para prevenção da febre maculosa e para a importância do diagnóstico e do tratamento precoces. Neste ano, o Estado já registrou 19 casos e 18 óbitos pela doença infecciosa, que é causada pela bactéria Rickettsia e transmitida pela picada de carrapatos infectados, que podem ser encontrados em animais como capivaras, cavalos e cães. 

Os primeiros sintomas costumam surgir cerca de sete dias após a infecção e incluem febre, dor de cabeça intensa, dores no corpo e nas articulações, além de cansaço. Entre o terceiro e o quinto dia da doença, podem aparecer manchas avermelhadas que se iniciam nos pulsos e tornozelos e podem se espalhar para braços, palmas das mãos e solas dos pés. 

Os carrapatos vivem em áreas com vegetação e se alimentam de animais de médio e grande porte. Por isso, locais rurais e regiões próximas a matas e áreas de vegetação densa apresentam maior risco de exposição. 

A SES-SP desenvolve ações permanentes para reduzir a incidência e a letalidade da doença, com foco na detecção precoce, investigação oportuna e resposta rápida aos casos suspeitos. Entre as estratégias adotadas estão a notificação compulsória, a investigação epidemiológica de casos e óbitos, o monitoramento contínuo da situação epidemiológica, a identificação dos prováveis locais de infecção, o fortalecimento do diagnóstico laboratorial, a capacitação permanente dos profissionais de saúde e a integração entre as vigilâncias epidemiológica, ambiental e laboratorial para identificação de áreas de risco e implementação de medidas de prevenção.

 

Como se prevenir

Quando não for possível evitar áreas de risco, a recomendação é adotar medidas para reduzir o contato com carrapatos. O uso de roupas compridas e de cores claras facilita a identificação do parasita e diminui o contato direto com a pele. Também é recomendado utilizar repelentes, respeitando as orientações de reaplicação do fabricante.

 

Caso um carrapato seja encontrado preso à pele, a remoção deve ser feita corretamente:

- Utilize uma pinça para segurar o carrapato e retire-o com movimentos firmes e delicados, evitando esmagá-lo.

- Após a remoção, higienize o local da picada com água e sabão ou álcool.

- As roupas utilizadas em áreas de risco devem ser lavadas em água quente ou fervente para eliminar possíveis carrapatos.

 

Casos e óbitos

Em 2026, o estado registrou 19 casos confirmados e 18 óbitos por febre maculosa. Entre os casos confirmados, os locais prováveis de infecção (LPI) foram identificados nas regiões dos Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Piracicaba, com três ocorrências; Campinas, com cinco; Sorocaba, com três; Santo André, com um; e São José dos Campos, com um. Para o restante dos casos, os locais prováveis de infecção seguem em investigação. 

Os óbitos ocorreram nas regiões abrangidas pelo GVE de Piracicaba, com três registros; Sorocaba, com três; Campinas, com quatro; Santo André, com um; e São José dos Campos, com um. Os demais óbitos seguem com o local provável de infecção em investigação.

Em 2025, foram registrados 61 casos confirmados e 44 óbitos pela doença no estado.

 

Tratamento disponível pelo SUS

O diagnóstico e o tratamento da febre maculosa são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), prontos atendimentos e hospitais. 

Ao apresentar os primeiros sintomas, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde. O tratamento é realizado com antibióticos específicos e deve ser iniciado o mais precocemente possível, mesmo antes da confirmação laboratorial, para reduzir o risco de agravamento e aumentar as chances de recuperação.

 

Otorrinolaringologista explica por que o problema pode aumentar nos dias secos e frios e quais sinais merecem atenção médica

 

Com os dias mais frios e secos, é comum que algumas pessoas percebam aumento de sangramentos nasais. O problema, conhecido como epistaxe, muitas vezes está relacionado ao ressecamento da mucosa do nariz, que fica mais sensível e suscetível a pequenas fissuras e ao rompimento de vasos sanguíneos. 

Segundo o Dr. Gustavo Meirelles, professor voluntário no Serviço de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo e otorrinolaringologista na Clínica Dolci, em São Paulo, fatores como baixa umidade do ar, banhos muito quentes, ambientes fechados, uso de aquecedores e crises de rinite podem contribuir para o ressecamento nasal. “A parte interna do nariz é bastante vascularizada. Quando a mucosa fica ressecada ou irritada, pequenos vasos podem se romper com mais facilidade, especialmente após coçar o nariz, assoar com força ou manipular a região”, explica. 

Na maioria das vezes, o sangramento nasal é autolimitado e não representa gravidade. Ainda assim, o especialista alerta que episódios repetidos, intensos ou associados a outros sintomas não devem ser banalizados. Sangramentos frequentes, em grande volume, que ocorrem sempre do mesmo lado, surgem após trauma ou são acompanhados de tontura, fraqueza, palidez ou dificuldade para respirar devem ser avaliados. 

“Quando o sangramento é eventual e aparece em um contexto de ar seco ou rinite, geralmente pensamos primeiro em irritação e ressecamento. Mas, se ele se repete, demora a parar ou acontece sem motivo aparente, é importante investigar outras causas, como alterações locais no nariz, uso de medicamentos anticoagulantes, hipertensão, distúrbios de coagulação ou lesões nasais”, orienta o médico. 

Durante um episódio de sangramento, a recomendação é manter a calma, sentar-se com o tronco levemente inclinado para frente e comprimir a parte mais macia do nariz por alguns minutos. Inclinar a cabeça para trás não é indicado, pois o sangue pode escorrer para a garganta e causar náusea ou vômito. 

Para prevenir novos episódios, algumas medidas simples podem ajudar, como hidratar-se bem, evitar cutucar o nariz, não assoar com força, usar soro fisiológico quando indicado e manter os ambientes menos secos. Em casos de rinite, sinusite, obstrução nasal ou sangramentos recorrentes, a avaliação com otorrinolaringologista ajuda a identificar a causa e definir o tratamento adequado. 

“O sangramento nasal no frio pode ser apenas consequência do ressecamento, mas a frequência, a intensidade e o contexto fazem diferença. Se o paciente sangra repetidamente ou tem dificuldade para controlar o episódio, vale procurar atendimento”, conclui Dr. Gustavo Meirelles. 



Fonte:
Dr. Gustavo Meirelles dos Santos - Otorrinolaringologista na Clínica Dolci Otorrinolaringologia e Cirurgia Estética Facial, em São Paulo. Graduado na PUC - São Paulo. Residência em Otorrinolaringologia na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Fellow em Rinologia na Santa Casa de São Paulo. Professor voluntário no Serviço de Otorrinolaringologia na Santa Casa de São Paulo.


Quando a genética muda completamente o tratamento de uma criança

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Avanços no sequenciamento genético permitem identificar alterações que podem explicar doenças, acelerar diagnósticos e orientar terapias mais personalizadas na infância


Para algumas crianças, o caminho até um diagnóstico pode envolver anos de consultas, exames e tentativas de identificar a causa de sintomas que não têm uma explicação clara. Em muitos desses casos, a resposta pode estar no DNA: variações genéticas específicas podem revelar a origem de uma condição e mudar completamente a forma como o paciente será acompanhado e tratado. 

A evolução das tecnologias de sequenciamento genético tem ampliado o papel da genética na medicina pediátrica. Em vez de investigar apenas sinais clínicos, os médicos conseguem analisar informações presentes no genoma para identificar mudanças associadas a doenças, incluindo condições raras e alguns tipos de câncer infantil. 

Os avanços nas tecnologias de sequenciamento genético ajudam a explicar esse cenário. Hoje, além da avaliação clínica, os médicos conseguem analisar o genoma para identificar alterações associadas a doenças raras e alguns tipos de câncer infantil, ampliando as possibilidades de diagnóstico e de definição da conduta terapêutica. 

Uma revisão publicada em 2024 na revista NPJ Genomic Medicine avaliou o uso do sequenciamento de genoma como ferramenta diagnóstica inicial para doenças genéticas raras e destacou que a estratégia pode reduzir a chamada “jornada diagnóstica”, período em que pacientes passam por diferentes investigações até obter uma resposta. O estudo reforça que o acesso mais precoce à informação genética pode contribuir para decisões clínicas mais rápidas e direcionadas. 

Para o médico geneticista da Centogene, Dr. Paulo Zattar, a principal transformação está em conseguir compreender a causa da doença para além dos sintomas. 

“Durante muito tempo, muitas crianças com condições genéticas passaram por uma longa investigação porque diferentes doenças podem apresentar manifestações semelhantes. A genética permite identificar a origem desses quadros e oferecer informações que ajudam a direcionar o cuidado de forma mais precisa”, afirma.
 

Da descoberta da alteração genética à decisão terapêutica 

A informação genética pode ter impacto direto na conduta médica. Em algumas condições, identificar uma alteração específica permite escolher tratamentos direcionados, acompanhar riscos associados e orientar decisões para toda a família. 

Na oncologia pediátrica, por exemplo, o perfil molecular dos tumores tem ganhado espaço para complementar a classificação tradicional baseada apenas no tipo e localização da doença. Um estudo apresentado na ASCO em 2023 avaliou o uso de perfilhamento genômico abrangente em tumores pediátricos de alto risco e reforçou o potencial da identificação de alterações moleculares para auxiliar no planejamento terapêutico individualizado. 

Além disso, pesquisas recentes mostram que mesmo dentro de um mesmo diagnóstico podem existir diferenças genéticas importantes entre pacientes, influenciando o comportamento da doença e resposta aos tratamentos.

“Quando encontramos uma alteração genética relevante, essa informação deixa de ser apenas um dado de laboratório. Ela pode ajudar a explicar o que está acontecendo com aquela criança, orientar o acompanhamento médico e, em alguns casos, abrir caminhos para terapias específicas”, explica Zattar. 

O avanço da medicina genômica também tem ampliado a compreensão sobre doenças raras na infância. Estudos recentes destacam que tecnologias como o sequenciamento de exoma e genoma têm transformado a investigação de pacientes pediátricos ao aumentar a capacidade de identificar alterações que antes poderiam permanecer desconhecidas. 

Para o especialista, o futuro da medicina pediátrica passa por integrar cada vez mais a informação genética à prática clínica. 

“A genética não substitui a avaliação médica, mas acrescenta uma camada de informação que pode mudar a forma como enxergamos uma doença. Quanto mais cedo entendemos a causa, maior é a possibilidade de oferecer um cuidado mais adequado para cada criança”, conclui.
 

CENTOGENE


Sangramento nasal: quando é ressecamento e quando investigar?

Otorrinolaringologista explica por que o problema pode aumentar nos dias secos e frios e quais sinais merecem atenção médica

 

Com os dias mais frios e secos, é comum que algumas pessoas percebam aumento de sangramentos nasais. O problema, conhecido como epistaxe, muitas vezes está relacionado ao ressecamento da mucosa do nariz, que fica mais sensível e suscetível a pequenas fissuras e ao rompimento de vasos sanguíneos. 

Segundo o Dr. Gustavo Meirelles, professor voluntário no Serviço de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo e otorrinolaringologista na Clínica Dolci, em São Paulo, fatores como baixa umidade do ar, banhos muito quentes, ambientes fechados, uso de aquecedores e crises de rinite podem contribuir para o ressecamento nasal. “A parte interna do nariz é bastante vascularizada. Quando a mucosa fica ressecada ou irritada, pequenos vasos podem se romper com mais facilidade, especialmente após coçar o nariz, assoar com força ou manipular a região”, explica. 

Na maioria das vezes, o sangramento nasal é autolimitado e não representa gravidade. Ainda assim, o especialista alerta que episódios repetidos, intensos ou associados a outros sintomas não devem ser banalizados. Sangramentos frequentes, em grande volume, que ocorrem sempre do mesmo lado, surgem após trauma ou são acompanhados de tontura, fraqueza, palidez ou dificuldade para respirar devem ser avaliados. 

“Quando o sangramento é eventual e aparece em um contexto de ar seco ou rinite, geralmente pensamos primeiro em irritação e ressecamento. Mas, se ele se repete, demora a parar ou acontece sem motivo aparente, é importante investigar outras causas, como alterações locais no nariz, uso de medicamentos anticoagulantes, hipertensão, distúrbios de coagulação ou lesões nasais”, orienta o médico. 

Durante um episódio de sangramento, a recomendação é manter a calma, sentar-se com o tronco levemente inclinado para frente e comprimir a parte mais macia do nariz por alguns minutos. Inclinar a cabeça para trás não é indicado, pois o sangue pode escorrer para a garganta e causar náusea ou vômito. 

Para prevenir novos episódios, algumas medidas simples podem ajudar, como hidratar-se bem, evitar cutucar o nariz, não assoar com força, usar soro fisiológico quando indicado e manter os ambientes menos secos. Em casos de rinite, sinusite, obstrução nasal ou sangramentos recorrentes, a avaliação com otorrinolaringologista ajuda a identificar a causa e definir o tratamento adequado. 

“O sangramento nasal no frio pode ser apenas consequência do ressecamento, mas a frequência, a intensidade e o contexto fazem diferença. Se o paciente sangra repetidamente ou tem dificuldade para controlar o episódio, vale procurar atendimento”, conclui Dr. Gustavo Meirelles. 

 



Fonte

Dr. Gustavo Meirelles dos Santos - Otorrinolaringologista na Clínica Dolci Otorrinolaringologia e Cirurgia Estética Facial, em São Paulo. Graduado na PUC - São Paulo. Residência em Otorrinolaringologia na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Fellow em Rinologia na Santa Casa de São Paulo. Professor voluntário no Serviço de Otorrinolaringologia na Santa Casa de São Paulo.

Envelhecimento saudável: 5 dicas para uma vida com mais qualidade

Envelhecer com autonomia e qualidade de vida não é obra do acaso, é resultado de escolhas consistentes ao longo da vida



Viver mais anos é uma conquista, mas viver bem esses anos é uma escolha que começa hoje. Quando falamos em envelhecimento saudável, não estamos falando apenas de evitar doenças, estamos falando de energia para aproveitar a família, disposição para novas descobertas e autonomia para fazer suas próprias escolhas.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), envelhecimento saudável é o processo de desenvolver e manter a capacidade funcional que possibilita o bem-estar na velhice. No Brasil, onde a população com 60 anos ou mais já representa 15,8% do total, cuidar da saúde nessa fase se torna cada vez mais importante.

Segundo a geriatra Leiliane Coutinho de Souza, do dr.consulta, manter uma rotina de atividades físicas aliada a uma alimentação equilibrada, são essenciais para uma boa saúde na terceira idade “atividades físicas, como caminhada, pilates, musculação e alimentação saudável, com variedade de vitaminas e minerais, cuidados com a saúde mental, seja por meio de hobbies e acompanhamento psicológico e visitas regulares ao médico são os principais pilares para se ter uma boa saúde nesta fase da vida”



O que é envelhecimento saudável?

Envelhecer com saúde vai além da ausência de doenças. Envolve manter a autonomia, a participação social e o bem-estar emocional. É possível e cada vez mais comum chegar aos 70, 80 anos com vitalidade e qualidade de vida, desde que alguns pilares sejam cuidados ao longo do tempo.

 

Os 5 pilares do envelhecimento saudável após os 60

Pesquisas em gerontologia mostram que o envelhecimento ativo e saudável é resultado da combinação de fatores físicos, mentais e sociais. Conheça os principais:

 

1. Alimentação equilibrada 


A nutrição adequada na terceira idade preserva a massa muscular, protege os ossos e cuida da saúde do coração. Priorize frutas, legumes, proteínas magras, grãos integrais e uma boa hidratação diária. Reduzir o consumo de sal, açúcar e alimentos ultraprocessados faz uma diferença real na prevenção de doenças crônicas.

 

2. Atividade física regular

 

O movimento é um dos aliados mais poderosos do envelhecimento saudável. Caminhadas, hidroginástica, yoga e exercícios de resistência ajudam a reduzir o risco de quedas, melhoram o humor, regulam o sono e mantêm a independência por muito mais tempo.

 

3. Saúde mental e bem-estar emocional

 

Gerenciar o estresse, cultivar o bom humor e cuidar das emoções protege diretamente a saúde do cérebro. Atividades como meditação, leitura, artesanato e hobbies criativos estimulam a cognição e ajudam a prevenir o declínio mental.

 

4. Vínculos sociais ativos

 

Estudos mostram que relações afetivas saudáveis estão diretamente ligadas à longevidade e à prevenção da demência. Manter contato frequente com amigos e familiares, presencialmente ou por videochamada é tão importante para a saúde quanto qualquer outro hábito.

 

5. Acompanhamento médico preventivo

 

Muitas condições comuns após os 60 anos, como hipertensão, diabetes tipo 2 e osteoporose, têm progressão silenciosa. Consultas regulares e exames preventivos permitem identificar riscos antes que se tornem problemas. Converse com seu médico sobre quais exames são indicados para sua faixa etária e histórico familiar.



Envelhecimento saudável começa com informação

Saber reconhecer os sinais do próprio corpo, buscar orientação médica regularmente e adotar hábitos saudáveis são os passos mais importantes para viver bem após os 60 anos. A longevidade é uma conquista e qualidade de vida nessa fase é possível para todos.

 

Envelhecer bem é um processo contínuo, e cada escolha conta. Seja uma caminhada a mais, uma fruta no lugar do biscoito, ou uma ligação para aquele amigo que você não vê há tempo, tudo isso compõe uma vida com mais saúde, prazer e significado.



Anvisa registra cinco novos medicamentos à base de semaglutida

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 Anvisa
Ministério da Saúde solicitou prioridade na análise desses produtos para ampliar o acesso a essa classe de medicamentos, estimular a concorrência e reduzir os preços no país

 

Na quarta-feira (29), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novos medicamentos compostos pelo princípio ativo semaglutida, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. A decisão ocorre após o Ministério da Saúde solicitar, em agosto de 2025, prioridade na análise desses produtos para ampliar o acesso da tecnologia à população e fortalecer o mercado nacional, iniciativa que também integra a estratégia da pasta para avaliar a futura incorporação desses medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Esse é a maior quantidade de aprovações concedidas pela Anvisa em uma única vez. Os medicamentos pertencem à classe dos agonistas do receptor de GLP-1 e são indicados para o tratamento de diabetes. Entre os produtos anunciados, dois (Zempneo e Semavy) têm expectativa de produção nacional após a conclusão da transferência de tecnologia para empresas brasileiras. Confira a lista:

  • Owozy – Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda.
  • Seemasun – Sun Farmacêutica do Brasil Ltda.
  • Zempneo – Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.
  • Semavy – Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.
  • Orsema – Ranbaxy Farmacêutica Ltda.

Em 2025, a Anvisa implementou um plano de ação voltado à redução das filas de registro de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida. O processo envolve a avaliação de estudos clínicos, da documentação apresentada pelas empresas e a inspeção das linhas estéreis de produção. Após o início das atividades, já foram realizados oito registros desses fármacos apenas em 2026.


Estudo com semaglutida no SUS

Paralelamente à análise regulatória, o Ministério da Saúde iniciou um protocolo para acompanhar o uso de medicamentos da classe GLP-1 em pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre. A iniciativa prevê avaliar cerca de 250 pessoas com obesidade grave ou associada a outras comorbidades e com indicação para cirurgia bariátrica. A expectativa da pasta é que os primeiros resultados, previstos para 2027, ajudem a definir como esse tratamento pode ser implementado na rede pública.

Atualmente, os medicamentos da classe GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, ainda não são oferecidos pelo SUS. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) analisa um pedido de incorporação da semaglutida.


Fortalecimento da Produção Nacional

Além de ampliar as opções disponíveis no mercado, a aprovação abre espaço para o fortalecimento da indústria farmacêutica brasileira. Entre os medicamentos registrados até o momento pela Anvisa, dois já são produzidos em território nacional pelas empresas EMS e Germed Farmacêutica. A produção nacional contribui para ampliar a oferta desses medicamentos, reduzir a dependência de importações, estimular a concorrência e favorecer a redução dos preços. 


Rafaelle Pereira
Ministério da Saúde


Agosto azul e vermelho

 

Trombose venosa profunda, varizes, doença arterial periférica, acidente vascular cerebral, linfedema, pé diabético e aneurisma da aorta abdominal estão entre as doenças cardiovasculares que mais matam

 

Os dados são da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) que promove em todo mês de agosto a Campanha Agosto Azul Vermelho para alertar que muitas dessas condições se desenvolvem de forma silenciosa, sendo detectadas somente em fases mais avançadas. 

A escolha das cores Azul Vermelho para representar o mês de cuidado com a saúde vascular, inspirou-se em como são geralmente representadas as veias (azul) e as artérias (vermelho). O médico Dr. Caio Focássio, cirurgião vascular e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, ressalta que três das doenças cardiovasculares estão no topo das mais graves.
 

Trombose venosa

Ainda com dados do Ministério da Saúde a cada mil brasileiros, um ou dois já sofreu com trombose - doença causada por uma formação de coágulos de sangue nas veias das pernas. “Um dos agravantes é que ela pode levar a uma embolia pulmonar, que é quando uma artéria do pulmão é obstruída, e daí a falta de ar é um dos primeiros sintomas”, alerta o médico.
 

Aneurisma da aorta

Sem sintomas, ao primeiro sinal do problema, se for a ruptura, cerca de 80% das pessoas morrem, sendo que 50% chegam vivas aos hospitais e apenas 50% sobrevivem a cirurgia que reverte o caso. O aneurisma de aorta pode matar em até 90% dos casos. “Essa taxa de mortalidade é tão alta porque a aorta - que é a principal artéria do corpo – pode dilatar e se romper, e isso pode ser fatal”, afirma Dr Caio que lembra alguns fatores de risco: idade, o uso de tabaco, a hipertensão e o histórico familiar.

A boa notícia é que até por exame físico clínico já é possível identificar o problema e o grande risco não está em ter aneurisma de aorta, mas sim em deixa-la chegar até as últimas consequências que é quando essa artéria se rompe. O primeiro sintoma de um aneurisma da aorta pode surgir apenas na hora da sua ruptura e daí já levar à morte em muitos casos. Em outros, antes de romper, a pessoa pode ter dor abdominal ou lombar, ou sentir um incômodo pulsátil na barriga, compressão dos órgãos ou isquemia dos pés e nas pernas, ou não sentir absolutamente nada. Mas, quando se rompe, a dor abdominal e/ou lombar é forte, seguida de um mal estar intenso, queda da pressão arterial, taquicardia, palidez e sudorese.
 

Doença arterial periférica

Um dos primeiros sinais da doença é a dor nas pernas ou surgimento de feridas dolorosas de difícil cicatrização, além de dor ao caminhar. A doença arterial periférica acontece devido à má circulação sanguínea nas artérias dos membros inferiores. “Nesse caso, um dos principais riscos é a amputação dos membros”, explica o médico.

Para todas as doenças, Dr. Caio alerta que existe prevenção que pode ser feita com o check up anual. “As doenças vasculares mais graves geralmente são silenciosas, o ideal é agir antes que elas ocorram e isso é possível apenas com um exame clínico feito em consultório e com a ajuda de um ultrassom podem medir o grau de insuficiência venosa, verificar o grau de calcificação das artérias e ainda permite uma análise dos vasos sanguíneos por imagem. Assim, fica mais fácil indicar qualquer problema que o paciente possa vir a desenvolver e já iniciar o tratamento antes que surjam maiores complicações”, finaliza o médico.




FONTE: Dr. Caio Focássio, cirurgião vascular e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Cirurgião vascular formado pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Pós graduado em Cirurgia Endovascular pelo Hospiten – Tenrife (Espanha). Médico assistente da Cirurgia Vascular da Santa Casa de São Paulo.
Instagram: @drcaiofocassiovascular


1º de agosto: Dia Mundial da Amamentação

Proteção para o bebê e para a mamãe: aleitamento materno e prevenção do câncer de mama

Ginecologista chama atenção para um dado pouco discutido: cada 12 meses de amamentação reduzem em 4,3% o risco de câncer de mama ao longo da vida


Quando se fala em amamentação, o foco costuma recair sobre os benefícios para o bebê. E eles são inegáveis. Mas há um lado dessa história que tem grande importância e precisa ser destacada neste dia: a amamentação também protege a mãe, de forma significativa e comprovada pela ciência. No Agosto Dourado, mês dedicado ao incentivo ao aleitamento materno, esse é o recado que o Dr. Alexandre Rossi, médico ginecologista responsável pelo Ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, em São Paulo, quer amplificar. 

"A amamentação é frequentemente apresentada como um ato de amor ao filho, e é. Mas também é um ato de cuidado com a própria saúde. Os dados sobre redução de risco de câncer de mama são sólidos e precisam chegar às mulheres, especialmente àquelas com histórico familiar ou outros fatores de risco", afirma o especialista.

 

O dado que toda mulher precisa conhecer 

Um estudo publicado na revista The Lancet, envolvendo mais de 146 mil mulheres de 30 países, estabeleceu um dos dados mais citados da literatura científica sobre o tema: cada 12 meses de amamentação reduzem em 4,3% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama ao longo da vida. O efeito é cumulativo, ou seja, quanto mais tempo de aleitamento ao longo de todas as gestações, maior a proteção. A boa notícia é que a proteção é ainda mais evidente quando o aleitamento é prolongado e ocorre em mais de uma gestação. 

O mecanismo por trás dessa proteção é bem compreendido pela ciência. Durante a amamentação, as células dos ductos mamários passam por um processo de maturação e diferenciação que as torna mais resistentes à transformação maligna. Além disso, a amamentação promove a eliminação de células mamárias que podem ter sofrido alterações durante a gestação, funcionando como uma espécie de renovação do tecido mamário. A redução na exposição prolongada ao estrogênio, promovida pela amenorreia da amamentação, também contribui para esse efeito protetor. 

Pesquisa australiana, publicada em dezembro de 2025 no Jornal da USP, acrescentou mais uma camada a essa compreensão: mulheres que gestaram e amamentaram apresentaram aumento de células imunológicas específicas, sugerindo que a gravidez e a amamentação fortalecem a defesa imunológica contra o câncer de mama. É mais uma evidência de que o aleitamento materno é, também, um investimento na saúde da própria mãe. 

 

Benefícios que vão além do câncer de mama 

A proteção contra o câncer de mama é o dado mais impactante, mas não é o único benefício da amamentação para a saúde materna. A Federação das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) destaca que o aleitamento materno também reduz o risco de câncer de ovário, contribui para a recuperação uterina no pós-parto, com a contração mais rápida do útero ao seu tamanho normal, auxilia no controle do peso pós-gestação e contribui para a prevenção da depressão pós-parto. 

A amenorreia induzida pela amamentação traz benefícios hormonais e metabólicos adicionais à mulher no pós-parto: o impacto emocional. O aleitamento reforça o vínculo entre mãe e filho e pode ser um fator protetor importante para a saúde mental materna. 

"A amamentação completa o desenvolvimento da mama, iniciado ainda na vida embrionária e continuado na gravidez. Não é apenas nutrição para o bebê, é um processo biológico que favorece profundamente a saúde física e emocional da mãe", reforça o Dr. Alexandre Rossi.

 

O papel do ginecologista no incentivo à amamentação 

O Dr. Alexandre Rossi defende que a consulta ginecológica é um espaço privilegiado para abordar os benefícios da amamentação para a saúde da mulher, especialmente em pacientes com fatores de risco para câncer de mama, como histórico familiar, idade avançada na primeira gestação ou uso prolongado de anticoncepcionais hormonais. 

"Muitas mulheres chegam ao pré-natal sem saber que a amamentação pode reduzir seu risco de câncer de mama. Quando essa informação chega com clareza e no momento certo, ela pode influenciar positivamente a decisão de amamentar e o tempo de aleitamento. É prevenção que começa muito antes do diagnóstico", afirma o especialista. 

O Ministério da Saúde e a OMS recomendam amamentação exclusiva até os seis meses de vida do bebê e complementada até os dois anos ou mais. A meta da OMS é que pelo menos 50% dos bebês com até seis meses sejam alimentados exclusivamente com leite materno. O Brasil tem uma meta ainda mais ambiciosa: alcançar 70% até 2030. 

 

O que toda mulher precisa saber neste Agosto Dourado 

•       Cada 12 meses de amamentação reduzem em 4,3% o risco de câncer de mama ao longo da vida (The Lancet, estudo com 146 mil mulheres de 30 países) 

•       A proteção é cumulativa: quanto mais tempo de aleitamento ao longo da vida reprodutiva, maior o benefício 

•       A amamentação também reduz o risco de câncer de ovário, auxilia na recuperação uterina e contribui para a prevenção da depressão pós-parto 

•       O Ministério da Saúde recomenda amamentação exclusiva até os 6 meses e complementada até os 2 anos ou mais

•       Mulheres com fatores de risco para câncer de mama devem conversar com seu ginecologista sobre a importância do aleitamento materno como estratégia de prevenção

 

Contraindicações ao aleitamento materno  

Apesar de ser altamente recomendado, o aleitamento materno possui algumas contraindicações específicas, que precisam ser avaliadas e acompanhadas ainda durante o pré-natal. Por este motivo, a orientação médica e o planejamento da amamentação são fundamentais. Entre as principais contraindicações absolutas, estão: 

  • Infecção materna pelos vírus HIV, HTLV-1 e HTLV-2
  • Mulheres em tratamento oncológico, principalmente durante radioterapia ou em uso de medicamentos como quimioterápicos, imunossupressores e iodo radioativo
  • Lesões de herpes zóster na aréola, enquanto houver risco de contágio
  • Em caso de hepatite B, até que o bebê receba imunoglobulina e vacina

“Bumbum triste” na menopausa: o adesivo hormonal ajuda?

“A reposição pode contribuir para o bem-estar, mas não levanta os glúteos nem trata sozinha a flacidez e a celulite”, afirma a médica Danuza Alves

 

Além das ondas de calor, das alterações do sono e das mudanças de humor, muitas mulheres percebem outra transformação durante a menopausa: perda de firmeza nos glúteos, redução de volume e piora da aparência da celulite. O conjunto dessas mudanças passou a ser chamado de “bumbum triste” e levanta uma dúvida recorrente: o adesivo hormonal pode ajudar a recuperar o contorno da região? 

A médica Danuza Alves (CRM/RS 36568 e CRM/SP 219399), diretora médica da Clínica Leger de Porto Alegre e especialista em harmonização glútea, explica que o adesivo libera estradiol gradualmente pela pele e pode aliviar sintomas relacionados à queda hormonal quando existe indicação. Segundo ela, perda de firmeza, redução de volume e piora da celulite também aparecem com frequência nos atendimentos realizados com mulheres no climatério. “A reposição pode melhorar vários sintomas da menopausa, mas não corrige sozinha a flacidez, a perda de volume ou as depressões da celulite. É preciso identificar o que realmente mudou no corpo antes de definir o tratamento”, afirma. 

A queda do estrogênio pode contribuir para a redução de colágeno, a diminuição da elasticidade da pele e mudanças na distribuição de gordura e na massa muscular. No entanto, o chamado “bumbum triste” não está ligado apenas aos hormônios. Envelhecimento natural, genética, sedentarismo, oscilações de peso e perda de massa muscular também interferem no formato dos glúteos e na aparência da celulite. 

Por isso, mesmo mulheres com a reposição hormonal bem ajustada podem continuar incomodadas com a região. Quando essa é a principal queixa, a avaliação precisa observar a qualidade da pele, o volume, a musculatura, a flacidez e a presença de depressões causadas pela celulite. Em alguns casos, o cuidado pode envolver fortalecimento muscular e acompanhamento nutricional; em outros, procedimentos específicos para melhorar o contorno, recuperar volume ou tratar as irregularidades da pele.

O adesivo também não deve ser iniciado ou substituído por gel, comprimido ou implante sem orientação médica. Cada apresentação possui formas diferentes de absorção, doses específicas e indicações próprias. Para Danuza, o erro está em tratar a reposição como uma solução única para todas as mudanças dessa fase. “O hormônio pode melhorar muito a qualidade de vida quando bem indicado, mas não resolve automaticamente todas as transformações do corpo. A paciente precisa entender se a queixa é hormonal, muscular, estrutural ou relacionada à pele para receber uma indicação realmente adequada”, conclui.

 

Créditos: Dra. Danuza Alves @dradanuzalves | Clínica Leger @clinicaleger | Divulgação / CO Assessoria.


CONITEC abre consulta pública para atualização do tratamento da Hipertensão Arterial Pulmonar no SUS

Até o dia 17 de agosto, a população poderá contribuir sobre a proposta de incorporação de um medicamento para Hipertensão Arterial Pulmonar no Sistema Único de Saúde (SUS), o primeiro tratamento biológico registrado no país para esta doença[MF1] 1

 

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) abriu a Consulta Pública nº 064/2026 para receber contribuições da sociedade sobre a proposta de incorporação de um medicamento para Hipertensão Arterial Pulmonar no Sistema Único de Saúde (SUS), até 17 de agosto. A CONITEC está avaliando o pedido de incorporação do sotatercepte, medicamento biológico desenvolvido para o tratamento da Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), doença grave e progressiva, que pode levar à insuficiência cardíaca direita e morte2.[MF2] 

Disponível no Brasil desde abril de 2025, o sotatercepte é um medicamento biológico para a HAP e atua como inibidor da via de sinalização da activina aprovado para a doença1[MB3] . Diferentemente das terapias atualmente disponíveis no SUS, o sotatercepte atua predominantemente sobre uma das causas da HAP, ajudando a restaurar o equilíbrio dos mecanismos que controlam a proliferação dos vasos sanguíneos do pulmão3,4[MF4]. Com isso, o medicamento atua em processos associados ao remodelamento vascular pulmonar, contribuindo para a redução do espessamento e da rigidez dos vasos dos pulmões, melhorando a circulação pulmonar e reduzindo a sobrecarga cardíaca 3,4[MF5] . 

Estudos mostraram que o medicamento aumenta a capacidade de exercício, melhora a classe funcional dos pacientes e reduz o risco de eventos de piora clínica3,[MB6] 5. Em estudo clínico que avaliou pacientes com alto risco de mortalidade em 1 ano, houve redução do desfecho composto de morte, transplante de pulmão e hospitalização no grupo que usou sotatercepte[MB7] 5*.

O perfil de segurança nestes pacientes foi geralmente consistente com o observado em estudos anteriores. Eventos adversos graves, descontinuação por eventos adversos e óbitos foram menos frequentes no grupo sotatercepte do que no grupo placebo[MB8] 5. Devido aos resultados expressivos, seu uso foi incluído em recomendação mundial de tratamento da HAP, em associação com outras medicações para a doença6.[MB9] 

A consulta pública ficará aberta de 29 de julho a 17 de agosto e representa uma oportunidade para que pacientes, familiares, profissionais de saúde e toda a sociedade contribuam com o processo de incorporação do medicamento no SUS, fortalecendo a tomada de decisão da CONITEC sobre o acesso às terapias inovadoras.

  • A Hipertensão Arterial Pulmonar é caracterizada pelo aumento da pressão nas artérias que transportam o sangue do coração para os pulmões7[MB10] . Com o estreitamento e espessamento desses vasos, o coração passa a fazer um esforço cada vez maior para bombear o sangue, podendo evoluir para insuficiência cardíaca direita1.[MF11]
     
  • Em média, os pacientes levam um ano e meio para receber o diagnóstico correto. Os principais sintomas incluem falta de ar, presente em cerca de 78% dos casos e fadiga (65%)8.[MB12] 
     
  • Embora seja considerada uma doença rara, a Hipertensão Arterial Pulmonar provoca elevado impacto na qualidade de vida e acomete mulheres de duas a quatro vezes mais do que homens, principalmente em idade fértil[MF13] 9.
     
  • A gestação representa um risco extremamente elevado para pacientes com HAP, podendo apresentar taxas de mortalidade materna de até 56% e mortalidade neonatal de até 13%8. Além disso, aproximadamente 80% das mulheres relatam sintomas de depressão, reflexo das limitações impostas pela doença e das dificuldades relacionadas à maternidade e à vida cotidiana[MF14] 9.

Link para participar da Consulta Pública: Link 

*Estudo de fase 3, multicêntrico, duplo-cego, randomizado e controlado por placebo, que incluiu adultos com HAP sintomática, em CF da OMS III ou IV, em uso de doses máximas toleradas estáveis de terapia dupla ou tripla para HAP por pelo menos 30 dias antes da triagem e em alto risco de morte. O desfecho primário foi o tempo até o primeiro evento de óbito por todas as causas, transplante de pulmão ou hospitalização ≥24 horas relacionada à piora da HAP.

 

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Referências

  1. Ministério da Saúde. Winrevair (sotatercepte): novo registro. Disponível em: Link (acesso em: 16/07/2026)
  2. BVMS. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Hipertensão Arterial Pulmonar. Disponível em: Link (Acesso em 03/07/2026)
  3. Humbert M, McLaughlin V, Gibbs SR et al. Sotatercept for the treatment of pulmonary arterial hypertension. N Engl J Med. 2021;384:1204–1215. Páginas 1 e 3
  4. Hoeper MM, Badesch DB, Ghofrani HA et al. Phase 3 trial of sotatercept for treatment of pulmonary arterial hypertension. N Engl J Med. 2023;388(16):1478-1490.
  5. Humbert M, McLaughlin VV, Badesch DB, et al. Sotatercept in Patients with Pulmonary Arterial Hypertension at High Risk for Death. N Engl J Med. 2025;392(20):1987-2000. doi:10.1056/NEJMoa2415160
  6. Chin KM, Gaine SP, Gerges C et al. Treatment algorithm for pulmonary arterial hypertension. Eur Respir J. 2024;64(4):2401325.
  7. European Lung Foundation. Tipos de Hipertensão Pulmonar – Disponivel em: Link (Acesso em 03/07/2026)
  8. R. J. White, R. Klok, J. Harley, M. Small, C. D. Vizza, D. Lautsch. Journey from symptom onset to diagnosis of pulmonary arterial hypertension: results from a cross-sectional survey of real-world patients in Latin America. Pôster 2023. Disponível em: Journey from Symptoms to Diagnosis in Pulmonary Arterial Hypertension: Results from a Cross-Sectional Survey of Real-World Patients in Latin America - The Journal of Heart and Lung Transplantation (Acesso em 03/07/2026)
  9. Burden of Pulmonary Arterial Hypertension on Women Across Countries: Multinational Patient Qualitative Study

 


 [MF1]1. Ministério da Saúde. Winrevair (sotatercepte): novo registro. Página 1

 [MF2]2.BVMS. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Hipertensão Arterial Pulmonar.
Pág. 3

 [MB3]1. Ministério da Saúde. Winrevair (sotatercepte): novo registro. Página 1.

 [MF4]3. Humbert M, McLaughlin V, Gibbs SR et al. Sotatercept for the treatment of pulmonary arterial hypertension. N Engl J Med. 2021;384:1204–1215. Páginas 1 e 3 

4. Hoeper MM, Badesch DB, Ghofrani HA et al. Phase 3 trial of sotatercept for treatment of pulmonary arterial hypertension. N Engl J Med. 2023;388(16):1478-1490. Página 2

 [MF5]3. Humbert M, McLaughlin V, Gibbs SR et al. Sotatercept for the treatment of pulmonary arterial hypertension. N Engl J Med. 2021;384:1204–1215. Páginas 1 e 3 

4. Hoeper MM, Badesch DB, Ghofrani HA et al. Phase 3 trial of sotatercept for treatment of pulmonary arterial hypertension. N Engl J Med. 2023;388(16):1478-1490. Página 2

 [MB6]4. Hoeper MM, Badesch DB,

Ghofrani HA et al. STELLAR Trial Investigators. Phase 3 trial of sotatercept for treatment of pulmonary arterial hypertension. N Engl J Med. 2023;388(16):1478-1490. Páginas 1, 11 e 12

 [MB7]4. Hoeper MM, Badesch DB,

Ghofrani HA et al. STELLAR Trial Investigators. Phase 3 trial of sotatercept for treatment of pulmonary arterial hypertension. N Engl J Med. 2023;388(16):1478-1490. Páginas 1, 11 e 12

 [MB8]5. Humbert M, McLaughlin VV, Badesch DB, et al. Sotatercept in Patients with Pulmonary Arterial Hypertension at High Risk for Death. N Engl J Med. 2025;392(20):1987-2000. doi:10.1056/NEJMoa2415160

 [MB9]6. Chin KM, Gaine SP, Gerges C et al. Treatment algorithm for pulmonary arterial hypertension. Eur Respir J. 2024;64(4):2401325. Páginas 1 e 2

 [MB10]7.European Lung Foundation. Tipos de Hipertensão Pulmonar
pág. 2

 [MF11]1.BVMS. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Hipertensão Arterial Pulmonar.
Pág. 3

 [MB12]8. Journey from symptom onset to diagnosis of pulmonary arterial hypertension: results from a cross-sectional survey of real-world patients in Latin America
Pôster

 [MF13]8. Burden of Pulmonary Arterial Hypertension on Women Across Countries: Multinational Patient Qualitative Study

 [MF14]8. Burden of Pulmonary Arterial Hypertension on Women Across Countries: Multinational Patient Qualitative Study


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