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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Dificuldade para enxergar pode indicar problema grave, alerta especialista

Freepik
Campanha Abril Marrom chama atenção para erros refrativos, como miopia e astigmatismo que estão entre as principais causas de baixa visão no mundo 

 

Com a reta final de abril, mês dedicado à campanha Abril Marrom, iniciativa voltada à conscientização sobre a prevenção da cegueira e reabilitação visual, um alerta importante ganha força: alterações visuais comuns, quando negligenciadas, podem comprometer seriamente a qualidade de vida e até levar à perda permanente da visão. Entre essas condições estão os chamados erros refrativos, que ocorrem quando a luz não é corretamente focada na retina, estrutura localizada no fundo do olho responsável por formar as imagens. 

“Erros refrativos ocorrem quando a luz não é focalizada corretamente na retina, resultando em visão embaçada. Os principais são miopia, hipermetropia e astigmatismo. Apesar de, na maioria dos casos, serem facilmente corrigidos com óculos, lentes de contato ou cirurgia, continuam sendo uma das maiores causas de baixa de visão no mundo devido à falta de acesso a diagnóstico, correção adequada e acompanhamento oftalmológico”, explica o Dr. Pedro Soriano, oftalmologista do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE). 

Mesmo sendo considerados quadros comuns, essas alterações podem evoluir para situações mais delicadas. “Embora geralmente benignos, esses erros podem se tornar mais preocupantes em algumas situações. A miopia elevada, por exemplo, aumenta o risco de descolamento de retina, glaucoma e degeneração macular. Já a hipermetropia alta em crianças pode levar a estrabismo, que é o desalinhamento dos olhos, e ambliopia, conhecida como olho preguiçoso. O astigmatismo em graus elevados ou irregulares também pode estar associado a doenças como o ceratocone, que afina e deforma a córnea”, detalha o especialista. 

O risco de complicações mais sérias existe, principalmente quando não há correção adequada. “Erros refrativos não corrigidos podem levar à ambliopia quando ocorrem na infância, causando perda visual irreversível se não tratados precocemente. Além disso, a miopia alta está associada a doenças que podem evoluir para cegueira”, alerta o Dr. Pedro Soriano. Ele destaca que alguns sinais devem servir de alerta para buscar avaliação médica. “Visão embaçada para longe ou perto, dor de cabeça frequente, cansaço ocular, dificuldade para dirigir ou ler e a necessidade de apertar os olhos para focar são indícios claros de que algo não vai bem”, afirma. 

Entre o público infantil, a atenção precisa ser redobrada. “Nas crianças, os erros refrativos podem comprometer diretamente o aprendizado e o desenvolvimento cognitivo. Dificuldade para enxergar o quadro, desatenção, baixo rendimento escolar e até alterações comportamentais podem estar relacionados à visão não corrigida. Além disso, há risco de ambliopia se o problema não for identificado precocemente”, ressalta o médico. 

O uso inadequado de óculos ou a falta de atualização da prescrição também impacta o dia a dia. “Não agrava diretamente o grau, mas pode causar desconforto visual, dores de cabeça, queda de rendimento e prejudicar a qualidade de vida. Em crianças, a correção inadequada pode interferir no desenvolvimento visual adequado”, pontua. Outro fator que vem sendo observado pela ciência é o aumento do tempo em frente às telas. “Estudos mostram associação entre atividades de perto, como uso de celulares e computadores, e o crescimento da miopia, especialmente em crianças. A redução do tempo ao ar livre também contribui, enquanto a exposição à luz natural parece ter efeito protetor”, explica. 

Apesar de a correção ser simples na maioria dos casos, o diagnóstico ainda ocorre tardiamente para muitas pessoas. “A falta de percepção do problema, o acesso limitado a consultas oftalmológicas, a ausência de triagem visual em escolas e a adaptação gradual à visão ruim acabam atrasando a identificação”, afirma. O oftalmologista reforça que, além de óculos e lentes de contato, existem outras alternativas terapêuticas. “Dependendo do caso, podemos indicar cirurgias refrativas, como LASIK e PRK, lentes especiais para controle da miopia e até colírios específicos, como a atropina em baixa dose, para crianças. O acompanhamento regular é essencial para prevenir complicações”, acrescenta. 

A mensagem central da campanha é direta e necessária. “Enxergar bem é essencial para qualidade de vida e desenvolvimento. Problemas de visão têm solução na maioria dos casos, mas dependem de diagnóstico precoce. Consultas regulares com o médico oftalmologista são fundamentais para prevenir a baixa de visão e evitar complicações mais graves”, finaliza o Dr. Pedro Soriano.

 

Goiás registra baixa cobertura vacinal e decreta estado de emergência por conta

 

A Semana Mundial da Imunização destaca o poder das vacinas na
 proteção de pessoas de todas as idades contra doenças preveníveis

Infectologista da Clínica Vittá, Guilherme Augusto destaca a importância da Semana Mundial da Imunização e o poder das vacinas na proteção de pessoas de todas as idades contra doenças previníveis

 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) solicitou e o governo estadual decretou Estado de Emergência em razão do aumento preocupante de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Goiás. O alerta foi acionado em função do aumento de internações pela síndrome, que já se aproxima de 500 só neste mês. A preocupação aumentou também pela baixa cobertura vacinal nos públicos-alvo da campanha de imunização, hoje em cerca de 16% para crianças, idosos e gestantes.

 

Com o objetivo de promover a conscientização sobre a importância de manter os calendários de vacinação em dia, com um alerta especial para a necessidade de aumentar as coberturas vacinais, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Organização Mundial da Saúde (OMS) realizam anualmente a Semana Mundial da Imunização, que em 2026 será celebrada entre os dias 24 e 30 de abril. Esta mobilização global visa destacar o poder das vacinas na proteção de pessoas de todas as idades contra doenças preveníveis. 

 

“Reverter o retrocesso na conscientização sobre a importância da vacinação envolve uma abordagem multifacetada, começando pela educação. A informação precisa ser acessível e precisa, com campanhas de esclarecimento em escolas, comunidades e hospitais. Os profissionais de saúde devem atuar como porta-vozes, explicando de forma clara e simples os benefícios da imunização”, afirma o médico infectologista Guilherme Augusto, da Clínica Vittá.

 

O especialista defende que, além disso, é fundamental combater a desinformação, que se espalha facilmente nas redes sociais, com a promoção de dados científicos comprovados e com foco na proteção da saúde coletiva. “O engajamento das autoridades de saúde, mídia e organizações comunitárias também pode fazer diferença significativa”, aposta.

 

A campanha de 2026 destaca o tema "Vacinas funcionam para todas as gerações", com o objetivo de proteger comunidades, famílias e indivíduos ao longo da vida. O infectologista Guilherme Augusto, da Clínica Vittá, destaca a importância de todos os grupos etários se vacinarem.

 

“Todos os grupos etários devem se vacinar. Embora as campanhas geralmente se concentrem em grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e gestantes, as vacinas são fundamentais para todos, independentemente da idade. A vacinação ao longo da vida não só protege os indivíduos de doenças infecciosas, mas também ajuda a reduzir a propagação de doenças na comunidade”, explica o médico.

 

Guilherme Augusto alerta que crianças, por exemplo, são mais suscetíveis a doenças infecciosas, enquanto os idosos têm um sistema imunológico mais fragilizado, o que os torna mais vulneráveis a complicações graves. “A imunização contínua para adultos, especialmente para doenças como gripe, pneumonia e tétano, é igualmente essencial”, alerta.

 

Consequências da baixa cobertura

 

A cobertura vacinal contra a influenza (gripe) em Goiás está baixa, registrando cerca de 16,19% em abril de 2026, patamar similar à média nacional (16,92%), acendendo um alerta para o aumento de casos respiratórios. Apesar de alguns municípios melhorarem índices da poliomielite, a procura geral por vacinas segue abaixo da meta de 90%.

 

O infectologista alerta que a baixa cobertura vacinal contra a influenza pode ter sérias consequências para a saúde pública. Com uma cobertura vacinal insuficiente, há um aumento no número de casos graves da doença, o que sobrecarrega os sistemas de saúde, levando a mais hospitalizações e até mortes. 

 

“Além disso, a baixa adesão à vacina contra a gripe pode contribuir para surtos sazonais de doenças respiratórias, impactando diretamente grupos vulneráveis, como crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades. Esses grupos são mais suscetíveis a complicações, como a SRAG, que pode exigir internações e cuidados intensivos”, explica.

 

Goiás decretou estado de emergência em saúde pública em 15 de abril de 2026, devido ao aumento preocupante de casos de SRAG. Mais de 500 internações foram registradas apenas no início de abril, impulsionadas por vírus respiratórios, incluindo Influenza e VSR, com baixa cobertura vacinal. O infectologista Guilherme Augusto alerta que o aumento de casos de SRAG em Goiás está relacionado ao baixo índice de vacinação, especialmente contra a gripe. 

 

“A baixa cobertura vacinal contribui para a maior circulação de vírus respiratórios, como o Influenza e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), aumentando a incidência de infecções respiratórias graves. Quando a população não está suficientemente protegida pela vacinação, mais pessoas ficam vulneráveis a essas infecções, o que leva a uma sobrecarga nos hospitais e à necessidade de decretar estados de emergência em saúde pública”, explica.

 

As vacinas salvaram mais de 150 milhões de vidas nos últimos 50 anos, representando uma média de seis vidas salvas a cada minuto. “Portanto, a vacinação é uma ferramenta essencial para reduzir o impacto de surtos respiratórios e proteger a saúde coletiva”, defende o infectologista da Clínica Vittá.

 

Imunização no Brasil em 2026

 

No Brasil, a campanha nacional de vacinação contra a gripe em 2026 teve início em 28 de março e segue até 30 de maio, coincidindo com o período da Semana Mundial da Imunização. O Calendário Nacional foca em ações de atualização da caderneta de vacinação, incluindo vacinas para crianças – a exemplo da penta, meningocócica C, covid-19 – e grupos prioritários como idosos, gestantes e profissionais de saúde. 

 

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e o Ministério da Saúde reforçam a necessidade de vacinação para garantir a erradicação de doenças. Por isso, a Semana Mundial da Imunização busca incentivar que postos de saúde, clínicas e a população em geral realizem algumas ações essenciais. Entre elas, checar a caderneta de vacinação e garantir que todas as doses necessárias estejam em dia; vacinar idosos e reforçar a imunização para um envelhecimento saudável; e reduzir o número de crianças não vacinadas. 

 

Fonte: Médico Guilherme Augusto – infectologista da Clínica Vittá. Formado em medicina pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), com formação em Infectologia pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG). Tem experiência no manejo clínico de doenças infecciosas em diferentes faixas etárias, incluindo infecções respiratórias, doenças virais, bacterianas e parasitárias, além de condições infecciosas complexas. Atua na rede Vittá, desenvolvendo prática clínica baseada em evidências, com foco em diagnóstico preciso, tratamento individualizado e acompanhamento integral do paciente.


Por que a hipertensão cresce no Brasil mesmo com melhora nos hábitos de saúde?

Obesidade, má alimentação, sono ruim e sedentarismo persistente explicam o paradoxo 

 

Dados recentes do sistema Vigitel¹ divulgados em 2026 revelam um paradoxo preocupante na saúde pública brasileira: embora o relato de hábitos saudáveis tenha crescido, o número de hipertensos no país continua em ascensão, passando de 22,6% para 29,7% em 2024. Para o Dr. Ronaldo Gismondi, cardiologista e Diretor Médico da Afya, a explicação está na complexa relação entre obesidade, qualidade de vida e a natureza silenciosa da pressão alta.

 

O ponto central, segundo o especialista, é o crescimento paralelo das taxas de obesidade. Mesmo com a prática de pelo menos 150 minutos semanais de atividade física tendo subido de 30,3% para 42,3% entre os brasileiros, o excesso de peso saltou de 42,6% para 62,6% no mesmo período e a obesidade mais que dobrou, atingindo 25,7% em 2024. O excesso de peso provoca consequências metabólicas diretas que elevam a pressão arterial e os índices de glicose, favorecendo também o desenvolvimento do diabetes.

 

"A obesidade está totalmente relacionada com o aumento da hipertensão. Tanto é verdade que pacientes que tratam a obesidade, seja com novos medicamentos ou cirurgia metabólica, frequentemente se curam da pressão alta ao perderem peso", afirma o Dr. Gismondi.

 

Além da obesidade, outros fatores determinantes para o controle pressórico têm sido negligenciados. Na alimentação, o consumo excessivo de sódio e ultraprocessados segue elevado: embora a ingestão regular de refrigerantes e sucos artificiais tenha caído de 30,9% para 16,2% entre 2007 e 2024, o consumo de frutas e hortaliças ainda é baixo, alcançando apenas 31,4% da população. O desequilíbrio entre descanso e estresse também pesa: 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite e 31,7% relatam ao menos um sintoma de insônia, gatilhos constantes para a elevação da pressão. Por fim, apesar do aumento pontual na prática de exercícios, a maior parte da população ainda permanece pouco ativa.


 

Silenciosa e perigosa


Um dos maiores riscos da hipertensão é ser, na maioria das vezes, assintomática. "A pessoa tem pressão alta no dia a dia, não sente nada, e isso vai lesando os órgãos ao longo do tempo", alerta o Dr. Gismondi. Os danos crônicos se manifestam no cérebro, com aumento drástico do risco de AVC isquêmico ou hemorrágico; no coração, por meio de insuficiência cardíaca, infarto e fibrilação atrial; nos rins, sendo a hipertensão a segunda maior causa de doença renal crônica e de diálise no Brasil, atrás apenas do diabetes; e na visão, com lesões na retina que podem comprometer severamente a acuidade visual.

 

A referência ideal de pressão arterial é 120/70 mmHg. Quando os valores se mantêm sustentados acima de 140/90 mmHg, o uso de medicação torna-se frequentemente necessário para evitar lesões em órgãos-alvo. A doença pode evoluir para hipertensão resistente, quadro que exige acompanhamento especializado e monitoramento rigoroso.


 

O que fazer: sinais de alerta e orientações do especialista

 

Apesar da ausência de sintomas na maioria dos casos, alguns sinais merecem atenção imediata: dores de cabeça frequentes, especialmente na nuca, visão turva, zumbido no ouvido, tontura súbita e sangramento nasal sem causa aparente podem indicar pressão elevada e justificam uma consulta médica.

 

Para a população em geral, o Dr. Gismondi recomenda medir a pressão arterial ao menos uma vez por ano a partir dos 18 anos e com maior frequência para quem tem histórico familiar de hipertensão, excesso de peso, diabetes ou já apresentou valores limítrofes. "Não espere sentir algo para se cuidar. A hipertensão cobra sua conta em silêncio, e o diagnóstico precoce faz toda a diferença", reforça o cardiologista.

 

No dia a dia, as orientações são conhecidas, mas precisam ser levadas a sério: reduzir o consumo de sal e ultraprocessados, praticar pelo menos 150 minutos de atividade física por semana, dormir entre sete e nove horas por noite, gerenciar o estresse e manter o peso sob controle. Para quem já tem diagnóstico de hipertensão, a adesão ao tratamento medicamentoso, quando prescrito, é indispensável para evitar complicações.

 

 

Afya
www.afya.com.br
ir.afya.com.br.

 

Referência: 

1. Vigitel

https://www.endocrino.org.br/noticias/dados-do-vigitel-apontam-avanco-da-obesidade-e-do-diabetes-na-populacao-brasileira/


Jaypirce® (pirtobrutinibe), da Lilly, demonstrou melhora estatisticamente significativa na sobrevida livre de progressão quando combinado a venetoclax em regime de tempo limitado em pacientes com LLC/LLPC previamente tratados.

BRUIN CLL-322 é o primeiro resultado de Fase 3 em LLC a utilizar — e superar — um braço controle contendo venetoclax". 

A população do estudo incluiu predominantemente pacientes com exposição prévia a inibidores covalentes de BTK — um perfil de alta relevância para o cenário clínico atual. 

Com esses resultados, o pirtobrutinibe acumula agora quatro estudos positivos de Fase 3 em LLC, reforçando a robustez de seu desenvolvimento clínico.

 

A Eli Lilly and Company anunciou resultados positivos do estudo de Fase 3 BRUIN CLL-322, que avaliou Jaypirce® (pirtobrutinibe), um inibidor não covalente (reversível) da tirosina quinase de Bruton (BTK), combinado com venetoclax e rituximabe, em comparação a venetoclax e rituximabe, em pacientes com leucemia linfocítica crônica (LLC) ou linfoma linfocítico de pequenas células (LLPC) em recidivados ou refratários. O tratamento em ambos os braços do estudo foi administrado por até dois anos, após os quais os pacientes não recebem nenhuma terapia para LLC até que a doença progrida. O estudo atingiu seu desfecho primário: a adição de pirtobrutinibe à combinação com venetoclax e rituximabe resultou em melhora significativa na sobrevida livre de progressão (SLP), conforme avaliação de um comitê independente de revisão (IRC). Os resultados foram consistentes em subgrupos clinicamente relevantes, independentemente da exposição prévia a inibidores covalentes de BTK.

A sobrevida global (SG), um importante desfecho secundário, ainda não estava madura no momento desta análise, mas apresentou uma tendência favorável ao regime combinado com pirtobrutinibe. O perfil geral de segurança foi consistente com os já estabelecidos para cada um dos medicamentos isoladamente. As taxas de eventos adversos foram semelhantes entre os braços do estudo, assim como as baixas taxas de descontinuação do tratamento. Os resultados detalhados serão apresentados em um congresso médico e submetidos para publicação em periódico científico revisado por pares. A Lilly também planeja submeter esses dados às autoridades regulatórias, com o objetivo de ampliar a indicação em bula. 

“O BRUIN CLL-322 foi um estudo importante, construído a partir de um regime já consagrado, e seus resultados superaram nossas expectativas”, afirmou Jacob Van Naarden, vice-presidente executivo e presidente da Lilly Oncologia. “Os regimes atuais para o tratamento da LLC proporcionam um controle tão duradouro da doença que a maioria dos pacientes tem sua trajetória clínica conduzida com apenas uma ou duas linhas de terapia. Para médicos e pacientes que optam por uma abordagem de duração limitada, os dados do BRUIN CLL-322 mostram que a adição de Jaypirce® pode prolongar ainda mais o benefício terapêutico na segunda linha de tratamento. Em conjunto com os demais resultados de Fase 3 do programa clínico BRUIN, recentemente divulgados, esses achados reforçam o potencial do pirtobrutinibe tanto como terapia combinada de duração limitada em segunda linha, quanto como monoterapia de uso contínuo em diferentes linhas de tratamento. Aguardamos a apresentação dos dados detalhados e o avanço dos processos regulatórios que possam ampliar o acesso a essa opção terapêutica.” 

Esses dados se somam aos resultados positivos previamente reportados no programa clínico BRUIN. Isso inclui o estudo de Fase 1/2, bem como os estudos de Fase 3: BRUIN CLL-321, o primeiro estudo randomizado e controlado conduzido exclusivamente em pacientes previamente tratados com inibidores covalentes da BTK; BRUIN CLL-314, o primeiro estudo head-to-head versus ibrutinibe em LLC a incluir pacientes não tratados previamente; e BRUIN CLL-313, o primeiro estudo prospectivo, randomizado, de Fase 3 a avaliar a eficácia e a segurança de um inibidor não covalente de BTK exclusivamente em pacientes com LLC naïve de tratamento. Para mais informações sobre o programa de estudos clínicos BRUIN de Fase 3, visite clinicaltrials.gov.


Sobre o BRUIN CLL-322

O BRUIN CLL-322 é um estudo global, randomizado, aberto, de Fase 3, que avalia um regime de duração limitada com pirtobrutinibe em combinação com venetoclax e rituximabe, em comparação com venetoclax e rituximabe, em pacientes com LLC/LLPC previamente tratados.

Ao todo, 639 pacientes foram randomizados na proporção 1:1 para receber pirtobrutinibe (200 mg, uma vez ao dia), em combinação com venetoclax e rituximabe — conforme as doses aprovadas em bula — ou apenas venetoclax e rituximabe.

O desfecho primário foi a sobrevida livre de progressão (SLP), conforme avaliação por um comitê independente de revisão (IRC) cego. Entre os desfechos secundários estão a SLP avaliada pelo investigador, sobrevida global (SG), tempo até o próximo tratamento, sobrevida livre de eventos, taxa de resposta global, tempo até a piora dos sintomas relacionados à LLC/LLPC, tempo até a deterioração da função física, além de parâmetros de segurança e tolerabilidade.


Sobre Jaypirce® (pirtobrutinibe)

Para Linfoma de Células do Manto: JAYPIRCE em monoterapia é indicado para o tratamento de pacientes adultos com linfoma de células do manto (LCM) recidivante ou refratário que tenham sido previamente tratados com pelo menos duas linhas de terapia sistêmica, incluindo um inibidor de tirosina quinase de Bruton (BTK).

Para Leucemia Linfocítica Crônica/Linfoma Linfocítico de Pequenas Células: JAYPIRCE em monoterapia é indicado para o tratamento de pacientes adultos com leucemia linfocítica crônica/linfoma linfocítico de pequenas células (LLC/LLPC) que tenham sido previamente tratados com um inibidor covalente de BTK.


Lilly
Lilly.com
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REFERÊNCIAS E NOTAS DE RODAPÉ

1 - ELI LILLY DO BRASIL LTDA. Jaypirce® (pirtobrutinibe): bula do paciente. São Paulo: Eli Lilly do Brasil Ltda., 2025. Aprovada pela Anvisa em 13 nov. 2025. Disponível em: .

2- NATIONAL LIBRARY OF MEDICINE (U.S.). ClinicalTrials.gov. Disponível em: <Link Acesso em: 24 abr. 2026.


Pesquisa inédita relaciona nitidez das lentes de óculos e bem-estar mental

Imagem: Zeiss
Estudo global desenvolvido pela ZEISS Vision em parceria com a Universidade de Tübingen, na Alemanha, aponta relação entre a qualidade da visão e sobrecarga cognitiva 


Em um mundo saturado de estímulos visuais, de telas e notificações, a publicidade e informações em tempo real, a forma como enxergamos pode ter um impacto maior no cérebro do que se imaginava. Um estudo recente conduzido pela ZEISS Vision em parceria com a Universidade de Tübingen, na Alemanha, sugere que a qualidade da visão pode influenciar diretamente a fadiga mental e o bem-estar. 

A pesquisa investigou como o desfoque visual provocado por lentes oftálmicas pode afetar o esforço mental necessário para processar informações visuais. Os resultados indicam que, quando a visão não está totalmente nítida, o cérebro precisa trabalhar mais para interpretar o que está sendo visto, aumentando a chamada carga cognitiva, conceito usado na neurociência para descrever o esforço cerebral exigido durante tarefas de atenção, memória e tomada de decisão.
 

Quando ver exige esforço mental

Embora muitas pessoas associem a visão apenas aos olhos, a ciência mostra que o processo é muito mais complexo. A retina funciona como uma extensão do sistema nervoso central e os sinais captados pelos olhos são processados em diferentes áreas do cérebro responsáveis por interpretar formas, movimentos, profundidade e significado.

 

Ou seja: ver é, em grande parte, uma atividade cerebral. 

No estudo, métodos objetivos e subjetivos foram utilizados para medir o impacto do desfoque visual no cérebro. Entre eles estão eletroencefalografia (EEG) - técnica que monitora a atividade elétrica cerebral, e o questionário NASA-TLX, amplamente utilizado para avaliar carga de trabalho mental. Os resultados mostraram que o desfoque visual provocado por lentes oftalmológicas pode aumentar a carga cognitiva, elevando o esforço necessário para processar informações visuais. 

“Todas as lentes oftálmicas apresentam algum nível de áreas de aberração, que são regiões com menor nitidez geradas durante o processo de surfaçagem, pelo qual o material da lente é lapidado para produzir o grau necessário à correção de miopia, astigmatismo ou hipermetropia”, explica Flávio Nery, coordenador de produto da ZEISS Vision Brasil. 

Em contrapartida, lentes com maior nitidez óptica demonstraram potencial para reduzir esse esforço mental. “O avanço da tecnologia óptica está justamente em reduzir essas áreas de desfoque. Quanto mais sofisticado o design da lente, maior é a área de visão nítida disponível para o usuário, o que se traduz em mais conforto visual e menor esforço para o cérebro interpretar as imagens”, completa Nery.

 

A ciência por trás da clareza visual

Os estudos indicam que o impacto da visão no cérebro vai além do conforto ocular. O esforço adicional causado por imagens menos nítidas pode afetar regiões cerebrais ligadas à atenção, memória de trabalho e controle cognitivo, áreas fundamentais para a produtividade e o bem-estar no dia a dia. 

Segundo os pesquisadores, quando o cérebro precisa compensar constantemente a falta de nitidez visual, mais recursos cognitivos são utilizados para tarefas básicas de interpretação da imagem. Isso pode contribuir para sensações de cansaço mental, dificuldade de concentração e sobrecarga de informações. Em uma rotina cada vez mais digitalizada, na qual muitas pessoas alternam continuamente entre diferentes telas e estímulos visuais, essa demanda cognitiva pode se tornar ainda mais relevante.

 

Tecnologia óptica inspirada na neurociência

Com base nesses estudos, a ZEISS desenvolveu as lentes ZEISS ClearMind, que incorporam princípios de neurociência ao design óptico. A tecnologia foi projetada para reduzir aberrações periféricas, áreas da lente onde a visão pode apresentar desfoque, e alinhar zonas de nitidez ao comportamento natural dos movimentos oculares. 

“Essa abordagem busca minimizar a necessidade de o cérebro compensar imagens desfocadas durante atividades visuais cotidianas, como leitura, trabalho no computador ou uso do smartphone”, pontua Nery. “O lançamento é o primeiro no mercado a utilizar a tecnologia NeurOptix, um sistema de design óptico que considera padrões reais de movimento ocular e percepção visual para distribuir melhor as áreas de foco da lente de acordo com o comportamento visual de cada usuário.” 

A eficácia das lentes é comprovada pelos números: 91% dos usuários relataram sentir menos carga cognitiva e maior capacidade de manter o foco em suas atividades; 85% afirmaram que as lentes contribuem positivamente para a sensação de bem-estar ao final do dia; e 69% disseram que seus olhos se sentem vitalizados ao longo do dia.

 

Visão, cognição e bem-estar

Os resultados do estudo reforçam uma tendência crescente na ciência da visão: compreender a experiência visual de forma mais integrada, considerando não apenas a óptica dos olhos, mas também o papel do cérebro no processamento das imagens. 

Esse avanço pode influenciar a forma como profissionais da saúde visual e consumidores escolhem lentes oftalmológicas no futuro. Mais do que corrigir erros de refração, novas tecnologias ópticas começam a ser desenvolvidas para apoiar o desempenho cognitivo e o bem-estar no dia a dia.

 

Medo de dentista ainda afasta brasileiros e tecnologia muda a experiência no consultório

  Avanços como protocolos menos invasivos, anestesia controlada e digitalização de exames ajudam a reduzir dor, ansiedade e abandono de tratamentos

 

O medo de ir ao dentista ainda é uma realidade para milhões de pessoas e segue como um dos principais fatores por trás do abandono de tratamentos e do agravamento de problemas bucais. Conhecida como odontofobia, essa condição vai além de um desconforto pontual e pode impactar diretamente a saúde. 

Dados da Oral Health Foundation, do Reino Unido, mostram que 36% das pessoas evitam consultas por medo. No Brasil, estudos apontam que 2 em cada 8 brasileiros, apresentaram moderada ou severa ansiedade frente ao atendimento odontológico, enquanto e, segundo o CFO (Conselho Federal de Odontologia), 15% da população sofre de ansiedade odontológica. O cenário, no entanto, começa a mudar com a evolução das práticas clínicas e o uso de tecnologias menos invasivas. 

Segundo a cirurgiã-dentista Luciana Sargologos, especialista em Odontologia Restauradora Estética e SDA KOL da EMS, a origem desse medo costuma estar ligada a experiências passadas, nem sempre próprias. 

“Grande parte dos pacientes associa o consultório a episódios antigos de dor ou desconforto. Em muitos casos, esse medo também é construído a partir de relatos familiares, que acabam sendo internalizados ao longo do tempo”, explica.

 

Mais do que dor: os gatilhos da ansiedade

Embora a dor seja o fator mais lembrado, outros elementos contribuem para o estresse durante a consulta, como o som dos equipamentos, a iluminação intensa e a sensação de falta de controle. 

Para reduzir esse impacto, estratégias simples de comunicação têm ganhado espaço nos consultórios. 

“O desconhecido gera muita ansiedade. Quando o profissional explica cada etapa do atendimento e mantém o paciente informado, o nível de tensão diminui significativamente”, afirma a especialista.

 

Odontologia menos invasiva e mais confortável

Nos últimos anos, a odontologia tem incorporado tecnologias que transformam a experiência do paciente, tornando os procedimentos mais previsíveis e menos desconfortáveis. 

Entre os avanços está o chamado Guided Biofilm Therapy (GBT), protocolo que substitui métodos tradicionais mais agressivos por uma abordagem focada na remoção do biofilme de forma controlada. 

“O uso de água aquecida e partículas mais finas permite uma limpeza eficaz, mas muito mais delicada. Isso reduz a sensibilidade e muda completamente a percepção do paciente durante o procedimento”, explica Luciana. 

Outras inovações também contribuem para essa mudança:

  • Anestesia eletrônica: controla a velocidade da aplicação, reduzindo a dor associada à injeção
  • Scanner intraoral: substitui moldagens tradicionais, evitando desconforto e náuseas
  • Equipamentos mais silenciosos: diminuem estímulos que geram ansiedade


Prevenção ainda é o principal fator de mudança

Apesar dos avanços tecnológicos, especialistas reforçam que o acompanhamento regular continua sendo o principal aliado para reduzir o medo e evitar procedimentos mais complexos. 

“Quando o paciente procura o dentista apenas em situações de dor, a chance de precisar de intervenções mais invasivas aumenta, e isso reforça o ciclo do medo”, afirma. 

A adoção de consultas preventivas permite diagnósticos mais precoces e tratamentos mais simples, rápidos e menos desconfortáveis.

 

De experiência traumática a cuidado contínuo

Na prática clínica, a mudança já é perceptível. Pacientes que evitavam o consultório por anos começam a retomar o acompanhamento ao perceberem que os procedimentos evoluíram. 

“Hoje vemos pessoas que chegam com histórico de trauma e, aos poucos, conseguem ressignificar essa experiência. O consultório deixa de ser um espaço de tensão e passa a ser associado a cuidado e bem-estar”, diz.

 

Como reduzir a ansiedade antes da consulta

Especialistas recomendam algumas medidas simples para quem ainda sente desconforto:

  1. Informar o medo ao profissional antes da consulta
  2. Optar por horários mais tranquilos
  3. Buscar clínicas que utilizem tecnologias menos invasivas
  4. Utilizar técnicas de respiração para controle da ansiedade

 

EMS
EMS - Electro Medical Systems



Luciana Sargologos - especialista em Odontologia Restauradora Estética (APCD-SP) com graduação em Odontologia pela Universidade Cidade de São Paulo (1992). Com foco em tecnologia e experiência do paciente, integra soluções digitais para planejar e executar tratamentos de alta previsibilidade, incluindo cirurgia guiada e protocolos estéticos. É pós-graduada e professora em Odontologia na Medicina do Sono, com atuação no diagnóstico e tratamento de ronco e apneia do sono associados a recursos digitais. Também é planejadora de cirurgia guiada de implantes, é SDA KOL da EMS e integrou a equipe odontológica do Comitê Olímpico Brasileiro durante os Jogos Olímpicos de Atenas (2004).



Semana Mundial da Imunização reforça proteção e destaca papel das vacinas na prevenção das doenças como o sarampo

Vacinação
 Acervo Sabin 
Vacinação em dia fortalece a proteção coletiva e evita retorno de doenças preveníveis no país 

 

A Semana Mundial de Imunização, celebrada de até 30 de abril, é um convite para a população cuidar da saúde de forma preventiva e consciente. Com vacinas seguras e eficazes disponíveis, é possível evitar doenças graves e manter o bem-estar individual e coletivo. O Sabin Diagnóstico e Saúde destaca a imunização como uma aliada essencial na proteção contra enfermidades como o sarampo, além de outras doenças imunopreveníveis. 

Apesar dos avanços na medicina, a redução nas coberturas vacinais nos últimos anos acende um alerta para a possível circulação de doenças já no Brasil. O sarampo, por exemplo, é altamente contagioso e pode causar complicações importantes, mas pode ser prevenido de forma eficaz por meio de vacinação. 

De acordo com o médico infectologista, Claudilson Bastos, a conscientização e o acesso à informação são fundamentais para manter a população protegida. “A boa notícia é que temos vacinas seguras e altamente eficazes à disposição. Quando a população mantém o calendário atualizado, conseguimos evitar o aumento de casos e proteger não apenas o indivíduo, mas toda a comunidade”, afirma. 

Além do sarampo, doenças como poliomielite, coqueluche e difteria também permanecem sob controle graças à imunização. No entanto, a manutenção desse cenário depende diretamente do compromisso coletivo com a vacinação. Nos últimos anos, houve uma queda na cobertura vacinal para algumas doenças infectocontagiosas, como o sarampo. Diante disso, manter altas as taxas de imunização é fundamental para evitar a circulação dessas doenças e preservar os avanços conquistados pela saúde pública. 

“O cuidado com a saúde passa pela prevenção. Manter a caderneta de vacinação em dia é um ato de responsabilidade e prevenção, especialmente para grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade”, reforça Bastos. 

O Sabin Diagnóstico e Saúde orienta que a população procure os serviços de saúde para verificar a situação vacinal e atualizar as doses sempre que necessário. A imunização é uma estratégia contínua, que acompanha todas as fases da vida e contribui para uma sociedade mais saudável.

 

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Semana Mundial da Imunização reforça importância da vacinação em pacientes oncológicos pediátricos

  

A Semana Mundial da Imunização 2026, celebrada entre os dias 24 e 30 de abril, reforça a importância da vacinação como uma das principais estratégias de saúde pública na prevenção de doenças em todas as idades. Neste cenário, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), destaca o Guia de Imunização do Paciente Oncológico Pediátrico, documento inédito voltado à orientação de profissionais de saúde sobre o calendário vacinal e recomendações específicas para crianças e adolescentes em tratamento oncológico. 

O material reúne diretrizes atualizadas sobre vacinação antes, durante e após o tratamento, incluindo situações como quimioterapia, radioterapia, transplante de células-tronco hematopoiéticas e terapias celulares como CAR-T, além de orientações para contactantes e estratégias de profilaxia pós-exposição. 

A presidente da SOBOPE, Mariana Bohns Michalowski, destaca a importância do tema: “O tratamento oncológico impacta diretamente o sistema imunológico das crianças e adolescentes, aumentando sua vulnerabilidade a infecções potencialmente graves, muitas delas preveníveis por vacinas. O Guia de Imunização do Paciente Oncológico Pediátrico traz informações seguras e atualizadas que auxiliam na tomada de decisão clínica, contribuindo para reduzir lacunas de conhecimento e ampliar a proteção desses pacientes”. 

A especialista reforça ainda a importância da atualização contínua das equipes de saúde. “Ainda existe uma lacuna importante de conhecimento sobre o esquema vacinal em pacientes oncológicos pediátricos, o que pode levar à perda de oportunidades de imunização. Este guia ajuda a organizar e padronizar essas condutas em diferentes fases do tratamento”, completa. 

Segundo a SOBOPE, o documento também orienta sobre o acesso aos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), além de abordar protocolos de revacinação pós-terapias e cuidados específicos no acompanhamento desses pacientes.

 

Câncer infantojuvenil 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 7,9 mil a 8 mil novos casos de câncer infantojuvenil por ano no triênio 2023–2025. Apesar de representar entre 1% e 3% de todos os diagnósticos de câncer no país, a doença é a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos. As leucemias, os tumores do sistema nervoso central e os linfomas estão entre os tipos mais frequentes. Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce e o acesso rápido ao tratamento em centros especializados são determinantes para o aumento das taxas de sobrevida. 

O guia completo está disponível no site da SOBOPE.



Ar-condicionado: um “aliado estratégico” contra doenças respiratórias no outono

Especialistas explicam como o uso correto do aparelho pode ajudar a prevenir doenças respiratórias e melhorar a qualidade do ar nos ambientes 

 

Com a chegada do outono e suas variações de temperatura, muitas pessoas sentem o impacto direto na saúde respiratória. Rinites, sinusites, gripes e alergias tendem a se intensificar nesta estação. O que poucos sabem é que o ar-condicionado, usado de forma correta, pode ser um grande aliado na prevenção desses problemas. 

De acordo com a médica otorrinolaringologista Cristiane Passos Dias Levy, especialista em alergias respiratórias do Hospital Paulista, o ar-condicionado pode contribuir diretamente para a melhoria da qualidade do ar nos ambientes fechados. “Um aparelho bem higienizado atua como um filtro protetor, eliminando impurezas, ácaros, fungos e partículas irritantes que afetam o sistema respiratório”, explica a médica. 

Nesse sentido, ela destaca que a tecnologia tem evoluído para tornar isso ainda mais eficiente. Modelos mais modernos já vêm equipados com filtros HEPA — os mesmos utilizados em hospitais — capazes de reter até 99,97% das partículas suspensas no ar, incluindo vírus e bactérias, além de sistemas de purificação com ionizadores e luz ultravioleta. 

“Essas tecnologias transformam o ar-condicionado em um verdadeiro purificador de ar, promovendo um ambiente mais saudável, especialmente importante para quem sofre de alergias ou doenças respiratórias crônicas”, reforça Cristiane.

 

Olho na manutenção! 

Por outro lado, o uso e manutenção corretos desses equipamentos são fatores essenciais para garantir que essas funções de purificação realmente funcionem, conforme destaca Romenig Bastos, supervisor de Pesquisa & Desenvolvimento da Gree Electric Appliances – uma das líderes mundiais no setor de climatização.

Ele recomenda que a limpeza dos filtros seja feita mensalmente, e que os componentes mais sensíveis, como os HEPA ou de luz UV, sejam inspecionados conforme recomendação do fabricante. “Além da saúde, a boa manutenção melhora o desempenho e reduz o consumo de energia”, explica. 

Outro ponto importante é o equilíbrio na temperatura. Especialistas recomendam manter o ambiente entre 22 °C e 24 °C, para garantir conforto térmico sem ressecar demais o ar. “Com pequenos cuidados, o ar-condicionado pode ser uma verdadeira ferramenta de bem-estar — filtrando o ar, controlando a temperatura e ajudando a manter a saúde respiratória em dia”, conclui Cristiane Passos Levy.



Gree Electric Appliances


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