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sexta-feira, 13 de março de 2026

Depois de temporada carioca de sucesso, o monólogo Tráfico estreia em São Paulo, no Teatro Estúdio dia 13 de março, para curta temporada

Crédito: @callanga - Agência @amarelourca

Indicado em cinco categorias dos prêmios APTR e Cesgranrio, o espetáculo tem texto do premiado autor uruguaio Sergio Blanco, direção de Victor Garcia Peralta e atuação de Robson Torinni, que vive um garoto de programa e matador de aluguel em seu segundo espetáculo do dramaturgo. O primeiro foi o premiado Tebas Land, no qual interpretou Martin
 

 

Na contramão das temporadas cada vez mais curtas nos teatros cariocas, o espetáculo Tráfico comemorou um ano em cartaz, com lotação esgotada em todas as sessões. O monólogo do premiado autor uruguaio Sergio Blanco, com direção de Victor Garcia Peralta e atuação de Robson Torinni, agora estreia em São Paulo, a partir de 13 de março, com sessões de sexta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h no Teatro Estúdio.

A peça foi indicada a cinco prêmios de teatro: Prêmio APTR nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni), Melhor Iluminação (Bernardo Lorga) e Melhor Direção de Movimento (Toni Rodrigues) e Prêmio Cesgranrio nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni) e Melhor Iluminação (Bernardo Lorga). Em 2026, a peça vai participar dos festivais de Avignon, na França, e Edimburgo, na Escócia, um dos mais consagrados de artes cênicas do mundo. 

Tráfico se desenrola a partir do entendimento da coexistência entre as pulsões de vida e de morte em todo ser humano. O espetáculo foi idealizado pelo ator Robson Torinni, que entra em cena como um garoto de programa que acaba se tornando um matador de aluguel diante da falta de oportunidades na vida. Essa reflexão sobre o papel que nós todos desempenhamos na manutenção de uma sociedade desigualitária tem despertado o interesse cada vez maior dos espectadores. A montagem repete a bem-sucedida parceria entre autor, diretor e ator, depois de “Tebas Land” (2018), que fez temporadas premiadas no Rio de Janeiro, em São Paulo e Avignon – França. 

A peça se passa na periferia de uma cidade latino-americana, cheia de desigualdades, onde vive Alex, um jovem garoto de programa. Os problemas familiares, o relacionamento conturbado com a sua namorada e a vontade de vencer na vida, representada pelo sonho de comprar uma moto de alto luxo, o levam para caminhos sedutores e também muito violentos. A partir de uma paixão, a história acessa as áreas mais sombrias da vida desse personagem que, paralelamente à sua profissão de garoto de programa, se tornará um assassino de aluguel. Aos poucos começa a surgir uma trama fascinante que mistura a narração dos seus encontros, sonhos e seu dia a dia. Ao longo da peça, Alex vai se desnudando, expondo o seu lado mais ingênuo e mostrando o seu lado mais monstruoso.

“A peça fala sobre pessoas sem chances na vida, que acabam tendo que seguir caminhos violentos e da corrupção dos poderosos. A história de Alex é a história de muitos no Brasil”, define Victor Garcia Peralta. “A peça tem despertado o interesse das pessoas mais diversas porque propõe uma reflexão difícil, mas importante: o fato de a sociedade ser responsável pela criação de grandes ‘monstros’, e depois descartar essas pessoas sem se conscientizar da própria culpa”, comenta o produtor Sergio Saboya, que também é responsável pelo sucesso e carreira internacional do espetáculo “Tom na Fazenda”.

No espetáculo, Sergio Blanco investe mais uma vez na autoficção, gênero pelo qual ficou conhecido, que mistura relatos reais com invenção, verdade e mentira. A peça começa com o ator Robson Torinni explicando ao público que vai contar a história de Alex. Trechos da vida do dramaturgo também aparecem na criação de um professor universitário que leva seu nome, se envolve com Alex e ganha o apelido de “o francês”. É ele quem encoraja Alex a entrar no mundo do crime. Pela primeira vez Robson Torinni está sozinho em cena, como Alex, que, ao lado de sua moto (e sonho de consumo), alterna relatos de encontros sexuais com outros de grande violência, e dá voz a todos os outros personagens da trama. 

“Foi o próprio Sergio Blanco quem me mostrou o texto, sugerindo que eu montasse. O maior desafio deste projeto é não ter outro ator para trocar em cena. É a minha primeira experiência em um solo, então estou aprendendo a jogar com a plateia. O texto me tocou bastante desde a primeira vez em que li, por falar sobre uma pessoa que, pelas circunstâncias de uma vida periférica sem oportunidades, não conquista nada e segue pelo caminho do crime. A partir daí, a peça toca em vários temas como desejo, sonho, criação, solidão, sexualidade, vício, separação, falta de esperança, beleza, traição e crime”. 


FICHA TÉCNICA

Texto: Sergio Blanco  

Atuação: Robson Torinni  

Direção: Victor Garcia Peralta  

Adaptação: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta  

Direção de Arte: Gilberto Gawronski  

Iluminação: Bernardo Lorga  

Direção de Movimento: Toni Rodrigues  

Direção Musical: Marcello H.  

Operador de Luz: Rodrigo Lopes  

Operador de Som: Rodrigo Pinho  

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Design Gráfico: Alexandre de Castro  

Fotos: Gabriel Nogueira, Ricardo Brajterman, Callanga e VictorPollak.

Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela (Galharufa Produções Culturais) 

Produção executiva: Gustavo Valezzi

Realização: REG'S Produções Artísticas  

Idealização: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta  

Sinopse

Tráfico se desenrola a partir do entendimento da coexistência entre as pulsões de vida e de morte em todo ser humano. A peça se passa na periferia de uma cidade latino-americana, cheia de desigualdades, onde vive Alex, um jovem garoto de programa. Os problemas familiares, o relacionamento conturbado com a sua namorada e a vontade de vencer na vida, representada pelo sonho de comprar uma moto de alto luxo, o levam para caminhos sedutores e também muito violentos. 


Serviço 

Tráfico, de Sérgio Blanco

Temporada: 13 de março a 3 de maio de 2026

Às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h.

Teatro Estúdio - Rua Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos, São Paulo 

Ingressos: R$ 100 (inteira)  e R$ 50 (meia-entrada), com vendas online em https://bileto.sympla.com.br/event/111566/d/342384/s/2323283


Ronco frequente pode indicar problemas graves de saúde


No Dia Mundial do Sono, em 13 de março, especialista chama atenção para sinais noturnos que podem indicar apneia e exigir avaliação médica
 


O Dia Mundial do Sono, celebrado em 13 de março, chama a atenção para a importância de dormir bem e manter o equilíbrio da saúde física e mental. Alterações aparentemente comuns durante a noite, como o ronco frequente ou episódios de interrupção da respiração, podem indicar distúrbios que prejudicam o descanso e exigem avaliação médica. Embora muitas pessoas considerem esses sinais inofensivos, especialistas alertam que eles podem estar associados a problemas mais complexos relacionados à qualidade do sono. 

“O ronco constante nunca deve ser ignorado. Ele pode indicar uma obstrução parcial das vias aéreas durante o sono e, em alguns casos, estar ligado à apneia do sono, que é caracterizada por pausas respiratórias repetidas ao longo da noite”, explica a Dra. Raquel Rodrigues, otorrinolaringologista do HOPE - Hospital de Olhos de Pernambuco. Segundo a médica, esses episódios fazem com que o organismo desperte diversas vezes para restabelecer a respiração, fragmentando o repouso e impedindo que o corpo atinja as fases mais profundas do sono. 

A especialista ressalta que, além do barulho característico, alguns sintomas podem sugerir a presença do distúrbio. “Sonolência excessiva durante o dia, dores de cabeça ao acordar, dificuldade de concentração e sensação de cansaço mesmo após várias horas na cama são sinais de alerta. Muitas vezes, o próprio paciente não percebe o problema, e quem identifica as pausas respiratórias é alguém que divide o quarto”, afirma. 

Quando não diagnosticada, a apneia pode trazer consequências importantes para o organismo. “A interrupção repetida da respiração reduz a oxigenação do corpo e pode provocar alterações cardiovasculares ao longo do tempo. Existe relação com aumento da pressão arterial, maior risco de doenças cardíacas e impacto significativo na qualidade de vida”, destaca a médica. 

O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica e exames específicos do sono. “A polissonografia é o principal teste para investigar esses quadros. Durante o exame, diversos parâmetros são monitorados enquanto o paciente dorme, permitindo identificar se há pausas respiratórias, queda de oxigenação ou alterações no padrão do sono”, explica a otorrinolaringologista. 

De acordo com a Dra. Raquel Rodrigues, o tratamento varia conforme a gravidade e as características de cada caso. “Em situações mais leves, mudanças de hábitos podem ajudar bastante, como controle do peso, prática de atividade física e evitar álcool ou sedativos antes de dormir. Já em quadros moderados ou graves, podem ser indicados dispositivos intraorais, cirurgias ou o uso do CPAP, equipamento que mantém as vias aéreas abertas durante a noite”, afirma. 

Para a especialista, o Dia Mundial do Sono é um momento importante para incentivar a população a observar sinais que muitas vezes passam despercebidos. “Dormir bem não é apenas descansar, é um processo essencial para o funcionamento do organismo. Quando o sono é constantemente interrompido, todo o corpo sofre as consequências. Por isso, qualquer alteração persistente durante a noite deve ser investigada por um profissional”, conclui a Dra. Raquel Rodrigues, otorrinolaringologista do HOPE - Hospital de Olhos de Pernambuco.


Março Roxo: o que fazer e o que não fazer em uma crise epiléptica?

No mês traz campanha internacional de conscientização sobre epilepsia, enfermeira alerta para os cuidados durante os momentos de instabilidade

 

Neste mês, acontece o Março Roxo, campanha internacional que visa conscientizar a população sobre a epilepsia. O objetivo também é promover a inclusão, com a proposta da redução do preconceito contra quem convive com a condição. Com o movimento, a discussão sobre o que deve e o que não deve ser feito durante uma crise epiléptica volta à tona, tanto para quem está passando pelo momento quanto para quem está ao redor. 

Para a enfermeira Natália Sposito, da Cuidare Brasil, o que pode ser um “divisor de águas” durante a crise é a calma, principalmente para quem está acompanhando a pessoa com quadro de epilepsia. Ela ainda afirma que informações sobre procedimentos devem ser cada vez mais divulgadas, com a proposta de ajudar quem está em tratamento da condição. 

“O que mais ajuda durante uma crise é a postura de quem está ao redor. Manter a serenidade permite agir de forma mais consciente, evitando atitudes impulsivas que podem atrapalhar o atendimento. E ainda existe muito desconhecimento sobre o que fazer nesses momentos, o que reforça a importância de ampliar a divulgação de orientações simples e confiáveis. Quando familiares, amigos e até colegas de trabalho sabem como proceder, o ambiente se torna mais seguro e acolhedor”, explica. 

A especialista indicou algumas dicas para quais caminhos tomar (e quais evitar) durante os momentos de instabilidade. Confira: 

Manter a calma – Sposito destaca que, antes de tudo, o primeiro passo é ter tranquilidade e passar isso a quem está tendo a crise. Ela pontua que a maioria das crises dura poucos minutos e se resolve espontaneamente. Além disso, observar o episódio ajuda a relatar o ocorrido posteriormente. 

Não contenha os movimentos – Tentar segurar braços e pernas pode causar lesões tanto no paciente quanto em quem está com a intenção de ajudar. A especialista ressalta a postura calma e a importância de manter o ambiente com objetos e outras pessoas afastadas. A ideia é que o local esteja livre de riscos. 

Proteger a cabeça – A proteção à cabeça é fundamental para a manutenção da saúde de quem está passando pelo quadro de epilepsia. A enfermeira afirma que um travesseiro ou outro objeto macio pode ser colocado sob a parte do corpo em questão, uma vez que ajuda a reduzir o risco de impactos no chão ou em superfícies próximas. 

Comida, bebida e medicamentos – De acordo com Sposito, quem está em uma crise epiléptica pode ter dificuldade para engolir. Ela pontua que é primordial aguardar até que o paciente esteja estável e consciente antes de oferecer algo. 

Posicionamento e apoio – Além do apoio à cabeça, a especialista reitera que colocar a pessoa de lado após o momento mais intenso da crise passar pode ser importante para sua recuperação, já que facilita a respiração e evita que saliva e possíveis vômitos sejam aspirados. Ela também relata que permanecer ao lado a todo instante é essencial para sua orientação e reabilitação. 

Crises prolongadas – Caso a crise dure mais que cinco minutos ou caso haja repetição sem recuperação, o atendimento médico se torna crucial para a saúde do paciente, conta Sposito.


Março Amarelo: mês de conscientização sobre a endometriose

 

Doença crônica que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva, a endometriose ainda é subdiagnosticada e frequentemente associada a anos de dor antes de receber a atenção adequada. A campanha Março Amarelo, dedicada à conscientização sobre a doença, busca justamente ampliar o conhecimento da população e incentivar as mulheres a procurarem avaliação médica diante de sintomas persistentes. 

A endometriose está relacionada ao endométrio, tecido que reveste a parte interna do útero. Em condições normais, explica o Dr. Alexandre Rossi, médico ginecologista e obstetra, responsável pelo Ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, os hormônios femininos estimulam a multiplicação das células desse tecido ao longo do ciclo menstrual. 

“Esse processo prepara o organismo para uma possível gestação, criando as condições adequadas para a implantação do embrião e a formação da placenta. Quando a gravidez não ocorre, esse tecido descama e é eliminado pelo organismo na forma da menstruação, reiniciando o ciclo”, explica. 

Na endometriose, porém, células semelhantes ao endométrio passam a se desenvolver fora do útero, podendo atingir estruturas da cavidade pélvica e abdominal, como ovários, trompas, intestinos e bexiga. 

“Mesmo fora do útero, esse tecido continua respondendo aos hormônios femininos. Assim, ele também se espessa e sangra a cada ciclo, provocando inflamação, formação de aderências entre órgãos e, muitas vezes, dor pélvica crônica”, afirma o especialista. 

Com a progressão da doença, a inflamação persistente e as aderências podem comprometer o funcionamento dos órgãos atingidos e trazer complicações, entre elas dificuldades para engravidar.

 

Sintomas que merecem atenção

A endometriose pode se manifestar de diferentes formas, dependendo da região do corpo afetada. Em muitos casos, os sintomas se intensificam durante o período menstrual.

Segundo o Dr. Alexandre Rossi, alguns sinais merecem atenção especial e devem ser relatados ao ginecologista, entre eles: 

• dor menstrual intensa

• dor em forma de cãibra, choque ou queimação que pode irradiar para glúteos ou pernas

• sensação de forte vontade de evacuar ou urinar mesmo sem conteúdo no reto ou na bexiga

• sensação de perda urinária iminente

• dor ou dificuldade para evacuar

• incontinência urinária ou anal

• dificuldade para se locomover durante o período menstrual 

“Esses sintomas podem indicar que a doença está atingindo estruturas mais profundas, inclusive nervos, o que exige investigação adequada”, orienta o médico. 

Após a avaliação clínica, exames como ultrassonografia transvaginal especializada e ressonância magnética podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão da doença.

 

Tratamento e qualidade de vida 

Uma vez confirmado o diagnóstico, o tratamento será individualizado, levando em consideração a localização da endometriose, a intensidade dos sintomas e as condições gerais de saúde da paciente. 

Na maioria das situações, a abordagem inicial é clínica, com medicamentos que ajudam a controlar a atividade hormonal da doença e aliviar os sintomas, proporcionando melhora significativa da qualidade de vida. 

“Em alguns casos, o tratamento cirúrgico pode ser indicado. Quando isso acontece, avaliamos cuidadosamente a melhor técnica para remover as lesões, preservando nervos e órgãos envolvidos”, explica o especialista. 

Para o Dr. Alexandre Rossi, campanhas como o Março Amarelo são fundamentais para reduzir o tempo entre os primeiros sintomas e o diagnóstico. 

“A dor menstrual incapacitante não deve ser considerada normal. Quanto mais cedo a endometriose for identificada, maiores são as chances de controlar a doença e preservar a qualidade de vida da mulher”, conclui.

 

Especialista reforça importância da prevenção ao câncer do colo do útero


Campanha do Março Lilás chama atenção para vacinação contra HPV e realização de exame preventivo como principais formas de reduzir casos e mortes pela doença
 

 

O mês de março marca a campanha do Março Lilás, voltada à conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer do colo do útero. A iniciativa busca ampliar o acesso à informação sobre a doença, estimular a vacinação contra o HPV e incentivar a realização do exame preventivo, conhecido como Papanicolau, estratégias consideradas fundamentais para reduzir a incidência e a mortalidade associadas à doença. 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer do colo do útero está entre os tipos mais frequentes entre mulheres no Brasil, principalmente nos últimos anos. Apesar dos números, especialistas destacam que se trata de uma doença altamente prevenível e com grandes chances de cura quando identificada precocemente. 

De acordo com a ginecologista Dra. Erika Pedrosa, professora de medicina da Universidade Anhembi Morumbi, cujo curso de medicina pertence à Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, a informação ainda é um dos principais aliados no enfrentamento da doença. 

“O câncer do colo do útero é um dos exemplos mais claros de como a prevenção e o diagnóstico precoce podem salvar vidas. Quando a mulher realiza o exame preventivo regularmente, conseguimos identificar alterações nas células do colo do útero antes mesmo de se transformarem em câncer, o que permite um tratamento mais simples e eficaz”, explica. 

A principal causa da doença é a infecção persistente pelo papilomavírus humano, conhecido como HPV. O vírus é transmitido principalmente por contato sexual e está relacionado à grande maioria dos casos de câncer do colo do útero. 

Para a especialista, a vacinação contra o HPV representa um avanço importante na proteção da população. “A vacina contra o HPV é segura, eficaz e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde para crianças e adolescentes. Ela protege contra os principais tipos do vírus associados ao desenvolvimento do câncer do colo do útero”, afirma. 

Mesmo com a vacinação, a realização periódica do exame preventivo continua sendo essencial. O Papanicolau permite identificar alterações nas células do colo do útero antes que evoluam para um quadro mais grave. 

“Muitas mulheres deixam de fazer o exame por medo, falta de tempo ou desinformação. No entanto, é um procedimento rápido, simples e fundamental para a saúde feminina. O acompanhamento regular é a melhor forma de garantir um diagnóstico precoce”, destaca a médica. 

Como se prevenir do câncer do colo do útero 

Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de desenvolvimento da doença: 

  • Manter a vacinação contra o HPV em dia, conforme a recomendação do calendário de imunização 
  • Realizar o exame preventivo (Papanicolau) regularmente, conforme orientação médica 
  • Utilizar preservativo nas relações sexuais 
  • Manter acompanhamento ginecológico periódico 
  • Buscar atendimento médico diante de sintomas como sangramento fora do período menstrual ou dor pélvica 

Portanto, o Março Lilás reforça que a informação e o acesso à prevenção são fundamentais para mudar esse cenário. A campanha busca justamente incentivar esse cuidado contínuo com a saúde feminina e ampliar o debate sobre a importância da prevenção. 




Universidade Anhembi Morumbi

Saiba mais em link

 

 

Inspirali 

Metabolismo estragado: quando o problema não é a dieta, é o sistema hormonal

Você corta calorias, treina, tenta manter constância e o corpo não responde. Em muitos casos, o erro está em culpar a dieta quando o verdadeiro problema é hormonal.

 

Durante anos, o emagrecimento foi vendido como uma equação simples: comer menos, gastar mais e insistir até a balança ceder. Na prática, muita gente faz exatamente isso e ainda assim encontra um corpo que não responde, um peso que empaca e uma sensação de exaustão crescente.

Nem sempre esse bloqueio é falta de disciplina. Em muitos casos, é biologia mal investigada. 

O metabolismo não depende apenas da quantidade de calorias que entram e saem. Ele é regulado por um sistema complexo, comandado por hormônios que influenciam fome, gasto energético, sensibilidade à insulina, armazenamento de gordura, massa muscular, sono e resposta ao estresse. Quando esse sistema perde eficiência, a dieta deixa de ser o centro do problema e passa a ser apenas uma parte pequena de uma engrenagem maior. 

“Tem paciente que chega achando que o metabolismo ‘quebrou’ porque está comendo errado. Muitas vezes, o que existe é um eixo hormonal desorganizado, tireoide funcionando abaixo do ideal, insulina alta, cortisol cronicamente elevado, perda de massa magra e, nas mulheres, uma transição hormonal já em curso. Sem corrigir isso, o corpo não responde como deveria”, explica o médico Dr. Arthur Victor de Carvalho. 

O problema é que boa parte dessas alterações não aparece de forma óbvia. Elas se manifestam em sinais que muita gente normaliza, como cansaço constante, dificuldade para perder gordura abdominal, fome fora de hora, compulsão por doce, retenção, queda de libido, sono ruim, oscilação de humor e sensação de “corpo pesado”. Quando esses sintomas são tratados como falta de foco, o paciente entra em uma sequência de tentativas frustradas: mais restrição, mais treino, menos energia e, no fim, menos resultado. 

Um dos hormônios mais decisivos nesse cenário é a insulina. Quando há resistência à insulina, o corpo perde eficiência para lidar com a glicose, passa a favorecer o armazenamento de gordura e tende a provocar mais fome, mais sonolência e mais oscilação energética ao longo do dia. Isso cria um ambiente metabólico ruim até para quem está tentando fazer tudo certo. A literatura recente reforça que a resistência à insulina continua sendo uma das principais peças por trás da disfunção metabólica e do ganho de peso, especialmente em mulheres com aumento de gordura visceral e na transição menopausal. 

Outro eixo frequentemente negligenciado é o da tireoide. Os hormônios tireoidianos participam diretamente da regulação do metabolismo basal, da produção de calor, da utilização de gordura e da eficiência energética do organismo. Quando esse sistema está comprometido, o corpo realmente desacelera. Não é figura de linguagem: ele gasta menos, responde pior e tende a segurar peso com mais facilidade. 

“Muitas pessoas escutam que a tireoide está ‘normal’ porque um exame veio dentro da referência, mas seguem com sinais clássicos de metabolismo lento. O olhar clínico precisa ser mais amplo. Não dá para avaliar um corpo cansado, inflamado e resistente ao emagrecimento com uma leitura simplificada”, diz o médico. 

Há também o fator que mais tem moldado o corpo moderno: cortisol alto o tempo todo. Estresse crônico, sono ruim, excesso de estímulo, treinos mal dosados e rotina caótica mantêm o organismo em estado de alerta. Nesse cenário, o corpo prioriza sobrevivência, não emagrecimento. Isso significa maior tendência a acumular gordura abdominal, pior controle glicêmico, mais quebra muscular e mais dificuldade para regular apetite. Dietas severas e excesso de exercício, curiosamente, podem agravar esse problema em vez de resolver. 

Nas mulheres, o tema ganha ainda mais camadas. A partir da segunda metade dos 30 anos, e especialmente na perimenopausa, começam oscilações hormonais que alteram distribuição de gordura, massa muscular, sono, inflamação e sensibilidade à insulina. Isso ajuda a explicar por que estratégias que funcionavam antes deixam de funcionar de repente. O corpo muda de fase, mas muita gente continua usando a mesma lógica de sempre para tentar forçá-lo a responder.

É aí que entra um erro comum: tratar o emagrecimento como um problema exclusivamente alimentar. A dieta importa, claro, mas ela não consegue, sozinha, corrigir um terreno hormonal desfavorável. A ciência mais recente sobre controle de peso mostra justamente isso: há grande variabilidade individual na resposta ao emagrecimento, influenciada por adaptações hormonais e metabólicas que vão muito além das calorias. 

Outro dado importante desmonta um mito popular. Um estudo liderado por pesquisadores de Harvard mostrou que parte das pessoas pode aderir bem a uma alimentação saudável, melhorar diversos marcadores cardiometabólicos e ainda assim não apresentar grande perda de peso. Ou seja: saúde metabólica e balança nem sempre andam no mesmo ritmo, e isso reforça como a resposta do organismo é mais complexa do que a cultura da dieta costuma admitir. 

“Quando o paciente diz ‘eu faço tudo e não emagreço’, isso precisa ser levado a sério. Não é uma frase de desculpa. Muitas vezes é um sinal clínico. O corpo pode estar inflamado, com baixa massa magra, insulina desregulada, cortisol alto, hormônios sexuais em queda. Nessa situação, insistir só em restrição é empurrar o organismo ainda mais para o modo de defesa”, afirma Dr. Arthur.

 

Então, o que muda quando a abordagem é correta?

Primeiro, a investigação deixa de ser superficial. Em vez de olhar só para peso e calorias, passa-se a avaliar composição corporal, sinais de resistência à insulina, função tireoidiana, contexto hormonal feminino, padrão de sono, nível de estresse e perda de massa magra. Depois, o tratamento deixa de girar em torno de “fechar a boca” e começa a reorganizar o terreno metabólico. 

Na prática, isso significa corrigir o que está sabotando o sistema: melhorar qualidade do sono, reduzir carga inflamatória, ajustar ingestão proteica, preservar ou recuperar massa magra, rever o tipo de treino, estabilizar glicemia e, quando indicado, tratar desequilíbrios hormonais com estratégia individualizada. Não existe um protocolo único, porque não existe um metabolismo único. 

Isso também muda o papel do exercício. O objetivo deixa de ser apenas “queimar calorias” e passa a ser construir um corpo metabolicamente mais eficiente. Massa muscular continua sendo um dos maiores determinantes do gasto energético e da saúde metabólica. Em quem já está com o sistema hormonal fragilizado, perder músculo tentando emagrecer é piorar o problema que deveria estar sendo resolvido. 

No fim, “metabolismo estragado” não é um diagnóstico formal. Mas é uma forma útil de descrever o que muita gente sente quando o corpo entra em um ciclo de baixa resposta, fome desregulada, fadiga e acúmulo de gordura, mesmo com esforço real. O erro está em tratar isso como preguiça ou fracasso pessoal. 

“Quando o sistema hormonal volta a funcionar a favor do paciente, o emagrecimento deixa de ser uma guerra diária. O corpo não precisa ser forçado o tempo todo. Ele precisa ser compreendido e tratado com precisão”, conclui o Dr. Arthur Victor de Carvalho.

 

Dr. Arthur Victor de Carvalho - médico especialista em menopausa, lipedema e modulação hormonal. Atua com foco na saúde da mulher moderna, unindo ciência, escuta e individualização para devolver às pacientes o que a medicina tradicional muitas vezes ignorou: vitalidade, bem-estar e liberdade para envelhecer com potência.


Ministério da Saúde abre consulta pública sobre incorporação do único tratamento medicamentoso para acondroplasia, forma mais comum de nanismo²

 Após o encerramento da consulta pública, as contribuições recebidas serão analisadas pelo órgão técnico do Ministério da Saúde para que haja uma deliberação final da pasta

 

BioMarin, biofarmacêutica global focada no desenvolvimento de terapias inovadoras para doenças genéticas raras, anuncia que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) emitiu parecer desfavorável à incorporação do medicamento vosoritida no Sistema Único de Saúde (SUS). Com a recomendação preliminar, a Conitec abre a consulta pública (CP) n°12. Até 30 de março, pacientes, familiares, cuidadores, entre outros, podem participar da CP e opinar sobre a disponibilização do tratamento na rede pública de saúde por meio do formulário de experiência ou de opinião. Já profissionais da área da saúde, devem utilizar o formulário técnico-científico para contribuir. 

Em plenária da Conitec, realizada em 11 de fevereiro, os conselheiros reconheceram a importância do tratamento para a doença. Contudo, após deliberação, o relatório preliminar publicado no site do órgão é desfavorável à incorporação da terapia no SUS. 

“A BioMarin está comprometida e empenhada em viabilizar a incorporação ao SUS como uma via de acesso sustentável para que todos os pacientes elegíveis da comunidade de acondroplasia possam ter acesso ao vosoritida. Nós apoiamos a perspectiva de pacientes, cuidadores e médicos, e acreditamos que a consulta pública é um instrumento social muito importante no processo de avaliação de novas tecnologias no SUS”, explica o gerente médico de condições esqueléticas da BioMarin no Brasil, Wilson Kuwabara que ressalta que atualmente e felizmente a acondroplasia faz parte de um pequeno contingente de doenças raras que têm tratamento específico. “As pessoas com a enfermidade contam com uma terapia que atua diretamente no mecanismo da doença. E isso muda a realidade de muitas famílias. Este é um tratamento com maiores chances de promover o crescimento ósseo quando iniciado precocemente, com impacto potencial na evolução das complicações ao longo do tempo”, complementa. 

Kuwabara também reforça que os bebês com acondroplasia têm 50 vezes maior risco de morte súbita do que bebês com estatura média¹, devido a uma estenose (estreitamento) na região chamada forame magno, que permite a continuidade entre o tronco encefálico (parte do sistema nervoso central) e a medula espinhal. “Por isso, a importância de tratar crianças a partir dos seis meses de vida até que as placas do crescimento estejam fechadas, de acordo com a aprovação regulatória do medicamento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Trata-se de uma doença multissistêmica e progressiva, que pode ser debilitante e gerar diversos desafios. O acesso ao cuidado adequado é fundamental porque ele pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes e alterar a realidade das famílias que convivem com a enfermidade”, pondera o gerente médico. 

“Na prática clínica, o que observamos é que o tratamento tem impacto real e perceptível no dia a dia das crianças com acondroplasia. Não se trata apenas de centímetros a mais de crescimento, mas de ganhos funcionais importantes, como melhora na proporcionalidade corporal, maior autonomia nas atividades diárias e redução de complicações associadas à doença. Quando acompanhamos esses pacientes ao longo do tempo, vemos que a intervenção precoce pode modificar a trajetória clínica, trazendo benefícios que fazem diferença concreta para as famílias. A evidência que vem do consultório reforça o que esperamos de uma terapia que atua diretamente no mecanismo da doença”, avalia o médico endocrinologista pediátrico, Luiz Claudio Castro. 

Milhares de crianças, em todo o mundo, recebem o tratamento em mais de 51 países. Primeira e única terapia para tratar a acondroplasia, vosoritida está aprovada pelas agências regulatórias do Espaço Econômico Europeu, EUA, Japão e Austrália (as indicações aprovadas podem variar). Os resultados do programa de desenvolvimento clínico do medicamento, combinados aos resultados de estudos de vida real, reafirmam o perfil de segurança e eficácia da terapia. 

Recentemente, um estudo brasileiro, publicado na Genetics in Medicine, uma das revistas científicas mais respeitadas do mundo na área de genética clínica, analisou, por meio de uma revisão sistemática com meta-análise, de forma inédita, dados sobre o uso de vosoritida em crianças com acondroplasia em cenário de mundo-real. Os resultados mostraram que o tratamento com vosoritida em crianças com acondroplasia é consistente com os efeitos observados em ensaios clínicos: ambos ajudam as crianças a crescerem mais em altura e melhoram sua qualidade de vida. 

Para a comunidade de pacientes, o momento é de ampliar o debate com base em evidências e na realidade vivida pelas famílias. “A maioria das doenças raras ainda não conta com terapias direcionadas. No caso da acondroplasia, existe um tratamento aprovado que atua na causa da doença. Isso muda a perspectiva para as famílias, porque deixa de ser apenas manejo de complicações e passa a ser possibilidade de intervenção precoce. Quando há uma tecnologia disponível, segura e indicada para crianças desde os primeiros meses de vida, a discussão passa a ser sobre como viabilizar o acesso de forma responsável e sustentável, garantindo que essas crianças tenham a mesma oportunidade de desenvolvimento e autonomia que qualquer outra”, afirma Juliana Yamin, presidente do Instituto Nacional de Nanismo (INN).

 

Próximos passos do processo de avaliação da Conitec

Após o encerramento da consulta pública, a Conitec analisará as contribuições recebidas antes da deliberação final em uma nova reunião de seu Comitê de Medicamentos. A recomendação final da Conitec deve ser ratificada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (SECTICS) e publicada no Diário Oficial da União. Caso a vosoritida seja aprovada pela Conitec, será posteriormente elaborado o primeiro PCDT (Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas) para orientar o manejo de pacientes com acondroplasia, incluindo os critérios para sua disponibilização aos pacientes elegíveis à terapia por meio do SUS.

 

Saiba mais sobre a acondroplasia: é a forma mais comum de nanismo, uma condição genética rara causada por uma mutação no gene FGFR3 que afeta o crescimento ósseo em uma a cada 25 mil crianças nascidas vivas.² Embora mais de 80% dos casos ocorram em filhos de pais com estatura mediana³, os desafios da condição transcendem a baixa estatura.

   


BioMarin
www.biomarin.com.br

 

Referências

¹Hoover-Fong J, Cheung MS, Fano V, et al. Impacto da acondroplasia ao longo da vida: evidências atuais e perspectivas sobre a história natural . Bone . 2021;146:115872. doi:10.1016/j.bone.2021.115872 Fredwall SO, Maanum G, Johansen.

²Al-Saleem A, Al-Jobair A. Achondroplasia: Craniofacial manifestations and considerations in dental management. The Saudi Dental Journal. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3804960/. Published October 2010.

³About Achondroplasia. Genome.gov. https://www.genome.gov/Genetic-Disorders/Achondroplasia. Published July 15, 2016.


Sintomas discretos podem atrasar o diagnóstico de uma gestação inesperada

Ginecologista do Hospital e Maternidade Santa Joana detalha sinais que costumam ser confundidos com outras condições  

 

A descoberta de uma gravidez nem sempre ocorre nas primeiras semanas, especialmente quando não há planejamento reprodutivo ou quando a mulher apresenta ciclos menstruais irregulares. Nas fases iniciais, os sintomas podem ser sutis e facilmente atribuídos ao estresse, alterações hormonais ou cansaço acumulado, o que torna o atraso menstrual o sinal mais evidente, ainda que muitas vezes percebido tardiamente.

A ginecologista Dra. Karina Belickas, do Hospital e Maternidade Santa Joana, explica que além da ausência da menstruação, é comum que a paciente observe mamas mais sensíveis, aumento do sono, fadiga persistente, maior frequência urinária e cólicas leves. Um sintoma relatado por muitas mulheres é a ocorrência dos sentidos mais aguçados, como a alteração do paladar, com sensação de maior intensidade de sabor dos alimentos, e maior sensibilidade a cheiros que antes seriam habituais. Os conhecidos enjoos e vômitos podem surgir, mas não são obrigatórios.

O diagnóstico tardio é mais comum do que se imagina. Um estudo publicado no Journal of the Royal Society of Medicine (JRSM) mostra que cerca de 1 em cada 475 mulheres não percebe a gestação até a 20ª semana. Já a não percepção até o momento do parto ocorre em aproximadamente 1 a cada 2.500 gestantes, taxa comparável à incidência de eclâmpsia.

“Algumas pacientes não identificam a gravidez porque já convivem com ciclos muito irregulares ou tiveram falhas no anticoncepcional sem perceber a ovulação”, explica a especialista. Segundo Dra. Karina, mulheres com sobrepeso podem demorar mais a notar mudanças físicas, e aquelas em fase de transição para o climatério também enfrentam dúvidas, já que ambas as situações envolvem irregularidade menstrual e fadiga. “Apesar do climatério ter mais de 30 sintomas relacionados, as náuseas e enjoos não fazem parte deles. Esse pode ser um sinal mais claro que ajude a levantar a suspeita”, completa.

A principal preocupação diante de uma detecção tardia é o impacto no pré-natal, que deve começar idealmente ainda dentro do primeiro trimestre (até a 12a- 13a semana). A ausência de acompanhamento precoce impossibilita a realização de exames essenciais, a suplementação adequada (como ácido fólico, ferro e ômega-3) e o diagnóstico antecipado de condições silenciosas, como hipertensão gestacional e diabetes melito. O estudo do JRSM reforça que gestações não percebidas mais cedo apresentam maior risco de parto prematuro, bebês pequenos para a idade gestacional (PIG) e maior mortalidade infantil.

“Tanto o exame de urina de farmácia quanto o exame de sangue conseguem confirmar a gestação através da dosagem do beta HCG”, orienta a médica. Ela reforça que a interpretação de sinais sutis depende também da relação de cada mulher com o próprio corpo.

Para evitar atrasos no diagnóstico, a recomendação é que a mulher observe alterações físicas mesmo quando discretas. “Qualquer mudança deve ser investigada, especialmente para quem tem vida sexual ativa, nenhum método contraceptivo é 100% infalível”, afirma a médica.

 

Hospital e Maternidade Santa Joana
www.santajoana.com.br


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