
Crédito: @callanga - Agência @amarelourca
Indicado em cinco categorias dos
prêmios APTR e Cesgranrio, o espetáculo tem texto do premiado autor uruguaio Sergio
Blanco, direção de Victor Garcia Peralta e atuação de Robson
Torinni, que vive um garoto de programa e matador de aluguel em seu segundo
espetáculo do dramaturgo. O primeiro foi o premiado Tebas Land, no qual
interpretou Martin
Na contramão das temporadas cada vez
mais curtas nos teatros cariocas, o espetáculo Tráfico comemorou um ano
em cartaz, com lotação esgotada em todas as sessões. O monólogo do premiado
autor uruguaio Sergio Blanco, com direção de Victor Garcia Peralta
e atuação de Robson Torinni, agora estreia em São Paulo, a partir de
13 de março, com sessões de sexta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h
no Teatro Estúdio.
A peça foi indicada a cinco prêmios de
teatro: Prêmio APTR nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni), Melhor
Iluminação (Bernardo Lorga) e Melhor Direção de Movimento (Toni Rodrigues) e
Prêmio Cesgranrio nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni) e Melhor
Iluminação (Bernardo Lorga). Em 2026, a
peça vai participar dos festivais de Avignon, na França, e Edimburgo, na
Escócia, um dos mais consagrados de artes cênicas do mundo.
Tráfico se desenrola a partir do entendimento da coexistência entre as pulsões
de vida e de morte em todo ser humano. O espetáculo foi idealizado pelo ator
Robson Torinni, que entra em cena como um garoto de programa que acaba se
tornando um matador de aluguel diante da falta de oportunidades na vida. Essa
reflexão sobre o papel que nós todos desempenhamos na manutenção de uma
sociedade desigualitária tem despertado o interesse cada vez maior dos
espectadores. A montagem repete a bem-sucedida parceria entre autor, diretor e
ator, depois de “Tebas Land” (2018), que fez temporadas premiadas no Rio de
Janeiro, em São Paulo e Avignon – França.
A peça se passa na periferia de uma
cidade latino-americana, cheia de desigualdades, onde vive Alex, um jovem
garoto de programa. Os problemas familiares, o relacionamento conturbado com a
sua namorada e a vontade de vencer na vida, representada pelo sonho de comprar
uma moto de alto luxo, o levam para caminhos sedutores e também muito
violentos. A partir de uma paixão, a história acessa as áreas mais sombrias da
vida desse personagem que, paralelamente à sua profissão de garoto de programa,
se tornará um assassino de aluguel. Aos poucos começa a surgir uma trama
fascinante que mistura a narração dos seus encontros, sonhos e seu dia a dia.
Ao longo da peça, Alex vai se desnudando, expondo o seu lado mais ingênuo e
mostrando o seu lado mais monstruoso.
“A peça fala sobre pessoas sem chances
na vida, que acabam tendo que seguir caminhos violentos e da corrupção dos
poderosos. A história de Alex é a história de muitos no Brasil”, define Victor
Garcia Peralta. “A peça tem despertado o interesse das pessoas mais diversas
porque propõe uma reflexão difícil, mas importante: o fato de a sociedade ser
responsável pela criação de grandes ‘monstros’, e depois descartar essas
pessoas sem se conscientizar da própria culpa”, comenta o produtor Sergio
Saboya, que também é responsável pelo sucesso e carreira internacional do
espetáculo “Tom na Fazenda”.
No espetáculo, Sergio Blanco investe
mais uma vez na autoficção, gênero pelo qual ficou conhecido, que mistura
relatos reais com invenção, verdade e mentira. A peça começa com o ator Robson
Torinni explicando ao público que vai contar a história de Alex. Trechos da
vida do dramaturgo também aparecem na criação de um professor universitário que
leva seu nome, se envolve com Alex e ganha o apelido de “o francês”. É ele quem
encoraja Alex a entrar no mundo do crime. Pela primeira vez Robson Torinni está
sozinho em cena, como Alex, que, ao lado de sua moto (e sonho de consumo),
alterna relatos de encontros sexuais com outros de grande violência, e dá voz a
todos os outros personagens da trama.
“Foi o próprio Sergio Blanco quem me
mostrou o texto, sugerindo que eu montasse. O maior desafio deste projeto é não
ter outro ator para trocar em cena. É a minha primeira experiência em um solo,
então estou aprendendo a jogar com a plateia. O texto me tocou bastante desde a
primeira vez em que li, por falar sobre uma pessoa que, pelas circunstâncias de
uma vida periférica sem oportunidades, não conquista nada e segue pelo caminho
do crime. A partir daí, a peça toca em vários temas como desejo, sonho,
criação, solidão, sexualidade, vício, separação, falta de esperança, beleza,
traição e crime”.
FICHA TÉCNICA
Texto: Sergio Blanco
Atuação: Robson Torinni
Direção: Victor Garcia Peralta
Adaptação: Robson Torinni e Victor Garcia
Peralta
Direção de Arte: Gilberto
Gawronski
Iluminação: Bernardo Lorga
Direção de Movimento: Toni
Rodrigues
Direção Musical: Marcello H.
Operador de Luz: Rodrigo Lopes
Operador de Som: Rodrigo Pinho
Assessoria de imprensa: Pombo
Correio
Design Gráfico: Alexandre de
Castro
Fotos: Gabriel Nogueira, Ricardo
Brajterman, Callanga e VictorPollak.
Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio
Batistela (Galharufa Produções Culturais)
Produção executiva: Gustavo Valezzi
Realização: REG'S Produções
Artísticas
Idealização: Robson Torinni e Victor Garcia
Peralta
Sinopse
Tráfico se desenrola a partir do entendimento da coexistência entre as
pulsões de vida e de morte em todo ser humano. A peça se passa na periferia de
uma cidade latino-americana, cheia de desigualdades, onde vive Alex, um jovem
garoto de programa. Os problemas familiares, o relacionamento conturbado com a
sua namorada e a vontade de vencer na vida, representada pelo sonho de comprar
uma moto de alto luxo, o levam para caminhos sedutores e também muito
violentos.
Serviço
Tráfico, de Sérgio Blanco
Temporada: 13 de março a 3 de maio de 2026
Às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h.
Teatro Estúdio - Rua Conselheiro Nébias, 891 -
Campos Elíseos, São Paulo
Ingressos: R$ 100 (inteira) e
R$ 50 (meia-entrada), com vendas online em https://bileto.sympla.com.br/event/111566/d/342384/s/2323283
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