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terça-feira, 14 de abril de 2026

Doença de Parkinson: mais de 500 mil brasileiros possuem diagnóstico da doença no Brasil

Estudo da UFRGS e HCPA estima que mais de
 500 mil pessoas tem a doença no Brasil
  
Freepik

Pesquisa ainda estima que, até 2060, mais de 1 milhão de casos serão identificados. Entre os tratamentos, a estimulação cerebral profunda proporciona grandes resultados.

 

O mês de abril tem entre datas sobre saúde a campanha Tulipa Vermelha, que busca conscientizar a população sobre a doença de Parkinson, condição neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas no mundo. Um estudo publicado em 2025 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) estima que mais de 500 mil pessoas com 50 anos ou mais vivem atualmente com a doença no Brasil. O número pode chegar a 1,2 milhões até 2060.  

Caracterizada pela diminuição gradativa da produção de dopamina no sistema nervoso, proteína essencial para o movimento, a doença tem como fatores de risco a predisposição genética, a exposição ambiental a toxinas, tais como agrotóxicos e pesticidas, além do próprio envelhecimento do corpo humano. 

Segundo o neurocirurgião funcional do Grupo São Lucas de Ribeirão Preto, Dr. Luciano Furlanetti (CRM 121022 / RQE: 90250), o diagnóstico é essencialmente clínico, realizado por especialistas através da avaliação de sinais como tremor de repouso, lentidão de movimentos, rigidez muscular e alterações de equilíbrio. Além dos sintomas motores, os pacientes podem, eventualmente, apresentar fadiga, transtornos do sono, do humor, alteração do olfato e declínio cognitivo. 

“Embora ainda não exista uma cura definitiva, o tratamento evoluiu significativamente, apoiado no tripé de medicamentos, reabilitação física com fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia e, em casos específicos, a cirurgia”, comenta.  

A estimulação cerebral profunda, conhecida como DBS (Deep Brain Stimulation), é um dos grandes destaques na área. O procedimento consiste no implante de eletrodos no cérebro conectados a um gerador, funcionando como um "marca-passo cerebral". 

"O tratamento cirúrgico é uma ferramenta consolidada e segura que atua no controle dos sintomas motores, permitindo a redução do tremor, da rigidez e, em muitos casos, da própria carga medicamentosa", explica o especialista, que tem experiência de mais de 15 anos cuidando de pessoas com doença de Parkinson. 

O procedimento é indicado principalmente para pacientes que apresentam oscilações nos movimentos, movimentos involuntários ou tremores que já não respondem bem aos medicamentos. 

"Estamos vivendo uma fase de medicina de precisão, com cirurgias guiadas por sinais do cérebro e exames de imagem avançados, além de avanços constantes em novos medicamentos e métodos de reabilitação, o que nos permite melhorar a qualidade de vida e dar mais autonomia aos pacientes", afirma o médico. 

Além disso, pesquisas atuais buscam desenvolver novas terapias, como medicamentos que podem retardar a evolução do Parkinson, além de estudos que avaliam a segurança e eficácia do transplante de células-tronco, e sistemas modernos de DBS, capazes de ajustar automaticamente a estimulação cerebral em tempo real, conforme a necessidade do paciente. 

  

Grupo São Lucas de Ribeirão Preto (SP)


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