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terça-feira, 14 de abril de 2026

86% dos brasileiros arriscam o fígado ao se medicarem sem orientação

Automedicação atinge até 86 % da população; hepatologista Dra. Patrícia Almeida reforça os riscos ao fígado e alerta para práticas seguras.


Automedicação virou rotina no Brasil: 86 % da população recorre a medicamentos sem prescrição médica, podendo causar dano hepático severo. Os analgésicos e anti-inflamatórios são os mais comuns, especialmente paracetamol, ibuprofeno e naproxeno. Dados da pesquisa do ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade) mostram que essas práticas resultam em mais de 30 mil internações e aproximadamente 20 mil mortes por intoxicação medicamentosa por ano.
 

Dra. Patrícia Almeida, hepatologista com doutorado pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Hepatologia, explica: “O fígado metaboliza as substâncias que ingerimos. Em excesso ou sem controle, alguns medicamentos mesmo os de venda livre podem produzir toxinas que lesionam suas células.”

De acordo com especialistas, os medicamentos comumente associados a risco hepático incluem:

  • Analgésicos com paracetamol (particular atenção às combinações ocultas em resfriados e gripe);
  • Anti-inflamatórios como ibuprofeno e aspirina;
  • Antibióticos (amoxicilina-clavulanato, isoniazida, eritromicina);
  • Anticonvulsivantes (fenitoína, valproato);
  • Estatinas;
  • Fitoterápicos e suplementos sem regulamentação adequada.

Por que o uso excessivo é perigoso?

“Tomar mais de 4 g/dia de paracetamol ou usar anti‑inflamatórios por longos períodos pode sobrecarregar o fígado, gerando subprodutos tóxicos que inflamam e lesam o órgão. Não há ‘protetores’ milagrosos; a melhor proteção é seguir doses e orientação médica.”


Sinais de alerta:

Fadiga intensa, náusea, dor abdominal no lado direito, icterícia (pele e olhos amarelados), urina escura, fezes claras, coceira, inchaço abdominal ou confusão mental. Muitas vezes esses sinais surgem tardiamente, por isso, os exames são essenciais.

Como proteger o fígado ao usar remédios:

  1. Respeite sempre as doses e intervalos prescritos.
  2. Não combine medicamentos sem orientação médica.
  3. Evite álcool durante o tratamento.
  4. Mantenha alimentação saudável, hidratação e atividade física.
  5. Faça exames de função hepática (ALT, AST, bilirrubina, fosfatase alcalina) e elastografia (FibroScan®) se o uso for prolongado.
  6. Evite automedicar-se e usar suplementos sem comprovação científica.

 


Dra. Patrícia Almeida - CRM SP 159821 - Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (2010). Residência Médica em Clínica Médica no Hospital Geral Dr César Cals em Fortaleza-CE- (2011-12). Residência em Gastroenterologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo-(USP RP) (2013/15). Aprimoramento em Hepatologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP RP)- (2016). Aprimoramento em Transplante de fígado no Hospital das clínicas da Universidade de São Paulo (USP RP) (2017). Observership no Jackson Memorial Hospital em Miami/EUA 2017. Doutorado em Hepatologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Título de Especialista em Gastroenterologia pela FBG Título em Hepatologia pela SBH. Hepatologista do Hospital Israelita Albert Einstein.



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