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sábado, 11 de julho de 2026

Com protagonismo da América Latina, mercado global de beleza deve atingir US$ 590 bilhões até 2030; confira o novo estudo da McKinsey

Consumidores reajustam rotas e passam a priorizar marcas acessíveis, eficácia rápida e credibilidade clínica nas dinâmicas atuais da ‘indústria beauty’.

 

A indústria da beleza mundial manteve sua projeção de crescimento estável, em até 5% ao ano, segundo o relatórioDa prateleira ao algoritmo: as categorias, canais e conceitos de beleza que moldarão o crescimento em 2030, recém-publicado pela McKinsey & Company. 

Com a demanda aquecida por produtos de beleza em ‘mercados emergentes’, como o sudeste asiático e a América Latina, o setor deve atingir US$ 590 bilhões (cerca de R$ 3 trilhões) nos próximos quatro anos. O otimismo segue acompanhado pelas transformações no consumo, com o segmento de cuidados com a pele ocupando a fatia atual de US$ 190 bi desse mercado. 

À frente de modalidades como “hair care”, fragrâncias e maquiagem, os produtos de skincare despontam com novas tendências. Ainda segundo o relatório da McKinsey, os consumidores devem disputar marcas mais acessíveis, resultados visíveis e que tragam uma credibilidade profissional e clínica 

Acompanhando as mudanças no mercado, a biomédica esteta Jéssica Magalhães explica que os últimos dez anos representaram um “boom” na valorização da saúde da pele, com o consumo de produtos de skincare ligado às rotinas diárias, ocasiões especiais e ao bem-estar individual. 

“Em mercados emergentes, como o Brasil, observamos uma preferência crescente por marcas de beleza acessíveis, desde que elas entreguem resultados rápidos e comprovados. Esses resultados também dependem da adoção de uma rotina consistente de cuidados com a pele. Hoje, além de séruns, hidratantes e protetores solares voltados para uniformização da pele, controle da oleosidade e fortalecimento da barreira cutânea, cresce o interesse por produtos desenvolvidos para a perda de volume facial, à medida que tratamentos com GLP-1, por exemplo, passam a ser realizados”, analisa.  

Além das rotinas de cuidados com a pele, os ‘tratamentos estéticos’ também devem protagonizar uma mudança nos protocolos. Segundo a McKinsey, as máscaras de LED, aparelhos de radiofrequência e tratamentos a laser ganharam popularidade, enquanto expandem as fronteiras do mercado da beleza. “Não é que os tratamentos mais cobiçados como o botox, sculptra e bioestimuladores de colágeno fiquem para trás. É que agora o consumidor anseia por tratamentos ou ferramentas avançadas que possam ter uma adaptabilidade nos próprios lares”, comenta. 

Para a especialista, a nova tendência não substitui o acompanhamento profissional, mas amplia o acesso aos tratamentos e fortalece uma rotina de autocuidado mais frequente. “Todo o cuidado nesse momento é pouco. Estamos falando de protocolos sempre utilizados por profissionais e que agora ganham essa curva em direção aos lares. É preciso de um acompanhamento contínuo para manuseio e utilização. O mais interessante é observar, de fato, como a saúde da pele encontra protagonismo entre a população”, diz.   

Outra novidade no radar profissional é a recomendação de produtos de skincare com ativos diferenciados – e que já fazem sucesso no TikTok Shop. A plataforma, que deve alcançar a cifra de US$ 4 bilhões com produtos de beleza em 2026, ainda segundo a McKinsey, trouxe exemplos de soluções inovadoras com base no lema "uma clínica em um produto". 

Jéssica reafirma os cuidados na escolha do produto e dos ativos presentes nas fórmulas. Apesar das promessas de resultados mega rápidos, a especialista lembra que o cuidado é individualizado e que cada ativo pode gerar uma reação diferente no protocolo do paciente. “Existem casos emblemáticos como o uso de mucina de caracol, principalmente em protocolos K-Beauty, mas que precisam ser revisitados, afinal, nenhum ativo é universal. A avaliação individual continua sendo o principal fator para garantir segurança, eficácia e resultados duradouros”, conclui. 


Gordura localizada resistente: por que algumas regiões do corpo não respondem à dieta e aos exercícios?

Especialista explica como tecnologias avançadas podem auxiliar no tratamento de áreas com acúmulo de gordura persistente, complementando hábitos saudáveis e respeitando as características individuais de cada paciente.

 

Mesmo com alimentação equilibrada e prática regular de exercícios, muitas pessoas continuam convivendo com pequenos depósitos de gordura em regiões como abdômen, flancos, culote e braços. A explicação vai além da balança: fatores como genética, alterações hormonais e o próprio envelhecimento podem favorecer o acúmulo de gordura localizada, tornando essas áreas mais resistentes às mudanças no estilo de vida.

Esse cenário ajuda a explicar o crescimento da procura por procedimentos estéticos menos invasivos. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), os procedimentos não cirúrgicos seguem em expansão em todo o mundo, impulsionados pela busca por tratamentos com menor tempo de recuperação, mais segurança e retorno rápido às atividades do dia a dia.

De acordo com Larissa Mendes, especialista em estética avançada, é comum que pacientes procurem atendimento após perceberem que determinadas regiões do corpo permanecem com gordura localizada, mesmo diante de uma rotina saudável.

"Depois dos 35 anos, principalmente, muitas mulheres percebem que o metabolismo passa por mudanças e as alterações hormonais favorecem o acúmulo de gordura em determinadas regiões do corpo. Muitas vezes, mesmo mantendo uma alimentação equilibrada e praticando exercícios físicos, aquela gordura localizada continua presente", explica Larissa.

Segundo a especialista, quando existe indicação clínica, tecnologias específicas podem complementar hábitos saudáveis e ajudar no tratamento dessas áreas resistentes. Entre elas está o ThermoLaser, técnica voltada para o tratamento da gordura localizada associada à flacidez.

"O ThermoLaser é uma das tecnologias mais indicadas para o tratamento da gordura localizada associada à flacidez. O grande diferencial é que ele atua nesses dois aspectos ao mesmo tempo. Enquanto reduz a gordura localizada, também estimula a retração da pele, proporcionando um contorno corporal mais harmonioso", afirma.

Larissa explica que, dependendo das características de cada paciente e da avaliação clínica, o procedimento pode promover uma redução da gordura localizada de até 80%. "Em muitos tratamentos que atuam apenas na gordura, pode haver flacidez após a redução do volume. Com o ThermoLaser, tratamos simultaneamente a gordura e a qualidade da pele, oferecendo um resultado mais completo e natural", destaca.

Outro benefício apontado pela especialista é o curto período de recuperação. Por se tratar de uma tecnologia minimamente invasiva, o paciente pode retornar às atividades diárias no mesmo dia, seguindo apenas as orientações clínicas e os cuidados recomendados para o pós-procedimento.

Apesar dos avanços tecnológicos, Larissa reforça que nenhum procedimento substitui um estilo de vida saudável. "O ThermoLaser não é um tratamento para emagrecimento. Ele é indicado para quem já cuida da saúde, mas continua incomodado com áreas específicas de gordura localizada. Alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento profissional continuam sendo essenciais para manter os resultados."

Para a especialista, o avanço das tecnologias estéticas tem permitido oferecer soluções cada vez mais seguras e eficazes para quem deseja melhorar o contorno corporal sem recorrer a procedimentos cirúrgicos, sempre respeitando as necessidades e características de cada paciente.

 

Fonte: Larissa Mendes – Especialista em estética avançada e palestrante.

 

05 hábitos aparentemente inofensivos que aceleram o envelhecimento da pele

Dermatologista Fátima Tubini destaca cuidados simples que ajudam a preservar a saúde e a aparência da pele 

 

O envelhecimento da pele é um processo natural, mas hábitos cotidianos podem acelerar o surgimento de rugas, manchas, flacidez e perda de viço. Segundo a dermatologista Fátima Tubini, pequenas escolhas do dia a dia têm impacto direto na saúde da pele. 

"O envelhecimento faz parte da vida, mas fatores externos podem acelerar esse processo. Adotar hábitos saudáveis é fundamental para preservar a saúde da pele por mais tempo", afirma Tubini.

Entre os principais comportamentos que favorecem o envelhecimento precoce estão:

1- Dormir mal: noites mal dormidas aumentam o cortisol, reduzem a produção de colágeno e deixam a pele com aspecto cansado.

2- Usar cigarro eletrônico: a nicotina compromete a circulação sanguínea e acelera a degradação do colágeno, favorecendo o envelhecimento cutâneo.

3- Passar muitas horas em frente às telas: a exposição prolongada à luz azul e o excesso de tempo nos dispositivos podem contribuir para o estresse oxidativo e alterações na pele.

4- Beber pouca água: a desidratação favorece o ressecamento, a sensibilidade e a perda de luminosidade da pele.

5- Usar cosméticos de forma inadequada: produtos incompatíveis ou o uso excessivo de ácidos podem danificar a barreira cutânea e aumentar irritações.

"Muitas pessoas acreditam que quanto mais produtos utilizam, melhor será o resultado. No entanto, uma rotina personalizada e orientada por um dermatologista costuma ser mais segura e eficaz", destaca Fátima Tubini.

A especialista reforça que a prevenção continua sendo a melhor estratégia. Dormir bem, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, evitar o tabagismo, controlar o estresse, usar protetor solar diariamente e realizar acompanhamento dermatológico são medidas essenciais para um envelhecimento saudável da pele.

 

Dra. Fátima Tubini - Referência em cuidados e tratamentos dermatológicos, a Dra. Fátima Tubini atua na área da dermatologista há quase 20 anos. Com ampla experiência, a especialista é graduada em Ciências Médicas e possui o título de Especialista em Dermatologia concedido pela AMB e Sociedade Brasileira de Dermatologia. Em sua trajetória, trabalhou com o público infantil na área de pediatria. Atualmente, a profissional proporciona através de procedimentos dermatológicos e estéticos benefícios para a saúde e bem-estar dos seus pacientes.


Mitos e verdades sobre a pele no inverno: tudo o que você precisa saber

Dermatologista explica como proteger a pele das baixas temperaturas e alerta para hábitos comuns que podem agravar o ressecamento, a sensibilidade e acelerar o envelhecimento cutâneo

 

Com a chegada do inverno, é comum que a pele apresente sinais de ressecamento, descamação, coceira e sensibilidade. As temperaturas mais baixas, os banhos quentes e a redução da umidade do ar contribuem para a diminuição da hidratação natural da pele, exigindo cuidados específicos durante a estação. No entanto, muitas informações equivocadas ainda circulam sobre o tema, levando pessoas a adotarem hábitos que podem comprometer a saúde cutânea. 

Segundo a dermatologista Dra. Giuliana Miranda, da Clínica Elsimar Coutinho, em São Paulo, o inverno exige uma rotina de cuidados diferente daquela adotada nos meses mais quentes, mas sem exageros ou fórmulas milagrosas. 

"No frio, há uma menor produção de oleosidade natural da pele que favorece a perda de água, tornando-a mais vulnerável ao ressecamento e à irritação. Por isso, é importante reforçar a hidratação e evitar práticas que prejudiquem ainda mais a barreira de proteção cutânea", explica a especialista.
 

Mitos e verdades sobre os cuidados com a pele no inverno
 

No inverno não é necessário usar protetor solar: Mito

Mesmo nos dias nublados ou frios, a radiação ultravioleta continua incidindo sobre a pele. Os raios UVA, principais responsáveis pelo envelhecimento precoce e pelo surgimento de manchas, estão presentes durante todo o ano e conseguem atravessar nuvens e vidros. 

"O uso do protetor solar deve ser diário e contínuo, independentemente da estação. Muitas pessoas associam a proteção solar apenas ao verão, mas a exposição acumulada ocorre durante todo o ano", afirma Dra. Giuliana.
 

Banhos muito quentes podem prejudicar a pele: Verdade

Durante o inverno, é natural buscar banhos mais quentes e demorados. No entanto, a água em altas temperaturas remove a camada lipídica responsável pela proteção natural da pele, favorecendo o ressecamento e a sensação de coceira.
 

"A recomendação é optar por banhos mornos e mais rápidos. Além disso, o hidratante deve ser aplicado logo após o banho, quando a pele ainda está levemente úmida, potencializando a absorção dos ativos hidratantes", orienta.
 

Apenas pessoas com pele seca precisam de hidratante no inverno: Mito

Independentemente do tipo de pele, a hidratação é fundamental durante a estação. Pessoas com pele oleosa também podem apresentar desidratação e sensibilidade quando expostas ao frio e à baixa umidade do ar. 

"Hoje existem produtos específicos para cada perfil de pele. O importante é escolher formulações adequadas, que promovam hidratação sem causar desconforto ou excesso de oleosidade", destaca a dermatologista.
 

Lábios e mãos merecem atenção especial: Verdade

As extremidades do corpo costumam ser as primeiras áreas a sofrer com os efeitos das baixas temperaturas. Os lábios possuem uma camada de proteção mais fina e as mãos ficam constantemente expostas ao ambiente e à lavagem frequente.

"O uso de hidratantes específicos para os lábios e cremes para as mãos ajuda a prevenir rachaduras, descamações e até pequenas fissuras que podem causar dor e desconforto", explica.
 

Beber menos água no inverno não afeta a pele: Mito

A sensação de sede tende a diminuir nos dias frios, mas a hidratação interna continua sendo essencial para o equilíbrio do organismo e para a manutenção da saúde da pele. 

"Muitas pessoas reduzem significativamente a ingestão de água no inverno. Esse hábito pode impactar a hidratação cutânea e potencializar o aspecto opaco e ressecado da pele", alerta Dra. Giuliana.

 

O inverno é uma ótima época para realizar tratamentos dermatológicos: Verdade

Procedimentos como lasers, peelings e tratamentos para manchas costumam ser mais procurados durante os meses frios devido à menor exposição solar e ao menor risco de complicações relacionadas à radiação UV. 

"Embora cada caso deva ser avaliado individualmente, o inverno costuma oferecer condições mais favoráveis para diversos procedimentos dermatológicos, desde que sejam acompanhados por um profissional habilitado e com os cuidados adequados no pós-tratamento", afirma.
 

Cuidados essenciais para manter a pele saudável no inverno 

Medidas simples para preservar a saúde da pele durante a estação:

  • Utilizar hidratantes corporais e faciais diariamente;
  • Aplicar protetor solar todos os dias;
  • Evitar banhos muito quentes e prolongados;
  • Manter a ingestão adequada de água;
  • Usar sabonetes suaves e menos agressivos;
  • Proteger os lábios com produtos específicos;
  • Utilizar umidificadores ou recipientes com água em ambientes muito secos;
  • Procurar avaliação dermatológica diante de coceiras persistentes, vermelhidão ou descamação excessiva.

"A pele funciona como uma barreira de proteção do organismo e sofre diretamente os impactos das mudanças climáticas. Durante o inverno, pequenas adaptações na rotina fazem toda a diferença para preservar a hidratação, prevenir irritações e manter a saúde cutânea ao longo de toda a estação.", conclui Giuliana Miranda, dermatologista da Clínica Elsimar Coutinho.

 

Seu relógio inteligente está sabotando seu treino? Saiba como a obsessão pelas metas do smartwatch pode prejudicar a saúde física e mental

Especialista explica os riscos do "overtraining" tecnológico e ensina a equilibrar os dados do relógio com a percepção do próprio corpo

 

Eles monitoram a frequência cardíaca, contam os passos, calculam o gasto calórico e até avaliam a qualidade do sono. Os relógios inteligentes (smartwatches) tornaram-se os novos "personal trainers" de pulso e são excelentes aliados para tirar pessoas do sedentarismo. No entanto, a busca incessante por bater metas diárias e "fechar os anéis" dos aplicativos está gerando um efeito colateral preocupante: a dependência dessas métricas tecnológicas está gerando ansiedade, frustração e até lesões físicas nos praticantes de atividade física. 

De acordo com o Prof. Me. Estelino Pedroso, coordenador do curso de Educação Física do Centro Universitário Módulo, quando o usuário passa a depender exclusivamente das metas do dispositivo, a relação saudável com o exercício é comprometida. 

"A ciência explica isso através da Teoria da Autodeterminação. A motivação mais duradoura para o exercício ocorre quando ela é sustentada por fatores intrínsecos, como o prazer, a satisfação pessoal e a promoção da saúde. Quando a prática passa a depender apenas de recompensas externas, como atingir metas de calorias ou acumular pontos no relógio, surgem sentimentos de culpa e ansiedade se esses objetivos não são alcançados", destaca o especialista. 

Segundo as diretrizes do American College of Sports Medicine (ACSM), as tecnologias vestíveis devem ser utilizadas como ferramentas auxiliares, jamais substituindo a avaliação profissional e a percepção individual do praticante.

 

O perigo do "overtraining" tecnológico 

Embora os smartwatches forneçam dados fisiológicos importantes, seus algoritmos não são capazes de identificar sozinhos o estado completo de recuperação do organismo. Fatores como cansaço mental, estresse emocional, dores musculares e imunidade influenciam diretamente o rendimento e são ignorados pelos relógios. 

O docente alerta que isso pode abrir portas para o overtraining (a síndrome do excesso de treinamento). "O relógio não provoca o overtraining diretamente, mas ele favorece esse comportamento disfuncional quando o usuário ignora dores ou sinais claros de fadiga extrema do próprio corpo apenas para cumprir a meta diária estipulada pelo dispositivo" explica Pedroso. 

Para evitar o desgaste, a recomendação científica é associar os dados do relógio à chamada Percepção Subjetiva de Esforço (PSE), uma escala clássica que integra as respostas musculares, cardiovasculares e respiratórias ao limite de cansaço que o próprio indivíduo sente.

 

Como usar a tecnologia como aliada (sem pirar) 

Para que o monitoramento tecnológico seja um parceiro do desempenho e não uma fonte de estresse, Pedroso elenca cinco recomendações práticas baseadas em evidências científicas: 

  1. Monitore, não julgue: o relógio serve para orientar o treino, mas não deve ser o "juiz" do seu dia. Se o corpo pedir descanso, respeite, mesmo que a meta diária não tenha sido batida.
  2. Escute mais o seu corpo: estudos mostram que medidas subjetivas (como sensação de esforço, fadiga acumulada e humor) são frequentemente mais sensíveis para detectar alterações físicas do que os dados isolados do relógio.
  3. Respeite a recuperação: é no período de descanso que o corpo se adapta ao treino e evolui. Ignorar o repouso para somar pontos digitais aumenta drasticamente o risco de lesões.
  4. Tenha metas individuais reais: a prescrição do exercício deve considerar sua idade, rotina de trabalho e nível de condicionamento, e não uma meta padrão pré-configurada no aplicativo.
  5. Não tente compensar treinos perdidos: se faltou a um treino, evite acumular excesso de carga no dia seguinte para "compensar" as calorias no relógio. Isso sobrecarrega o organismo e gera fadiga acumulada. 

"A tecnologia é excelente para monitorar parâmetros, mas deve andar de mãos dadas com a orientação de profissionais de Educação Física. Dessa forma, o relógio deixa de ser uma fonte de cobrança e passa a contribuir efetivamente para uma rotina ativa, sustentável e saudável", conclui o coordenador do Módulo.

 

Centro Universitário Módulo
www.modulo.edu.br

 

O novo espelho cruel: como vídeos em alta definição mudaram a relação das mulheres com a celulite

 


“A câmera não cria a celulite, mas pode transformar uma irregularidade discreta em motivo de incômodo”, afirma médico


Uma mulher grava um treino, aparece em um vídeo na praia ou recebe um story feito por outra pessoa. Ao assistir à própria imagem, repara em ondulações na pele que quase não percebia diante do espelho. A cena resume uma mudança silenciosa na relação com o corpo: a celulite não necessariamente piorou, mas passou a ser vista em mais ângulos, mais luzes, mais movimentos e com muito menos controle. 

A câmera traseira, os vídeos em alta definição, as gravações em movimento e a rotina de exposição nas redes sociais criaram um novo tipo de espelho corporal. Diferente do espelho tradicional, em que a pessoa escolhe pose, luz e distância, o vídeo registra o corpo caminhando, sentando, correndo, agachando ou sendo filmado por terceiros. Com isso, detalhes da pele que antes passavam despercebidos ganharam destaque, principalmente em regiões como glúteos, coxas e posterior das pernas. 

Para o Dr. Roberto Chacur, médico e criador do protocolo GoldIncision, a tecnologia passou a interferir diretamente na forma como muitas mulheres avaliam o próprio corpo. “A câmera não cria a celulite, mas pode evidenciar depressões e irregularidades que, no espelho, aparecem de forma muito mais discreta. Luz, ângulo, contração muscular e movimento mudam completamente a percepção da pele. Muitas vezes, a paciente não está diante de uma piora real, mas de uma nova forma de observar o corpo”, explica. 

A celulite é uma alteração estrutural do tecido subcutâneo e não depende apenas de gordura, sedentarismo ou falta de treino. Ela envolve septos fibrosos, qualidade da pele, circulação, genética, hormônios e características individuais do tecido. Por isso, pode aparecer mesmo em mulheres magras, jovens, fitness ou com baixo percentual de gordura. 

O que mudou foi o nível de vigilância sobre a pele. Se antes a cobrança estética estava mais concentrada no peso ou na forma do corpo, agora cresce a expectativa de uma pele lisa em qualquer situação: parada, em movimento, sob luz natural, em vídeo, em foto espontânea ou em uma gravação feita por outra pessoa. A textura normal da pele passou a competir com imagens editadas, filtros, poses calculadas e corpos vistos em condições quase sempre favoráveis. 

Essa mudança já aparece nos consultórios. Segundo Chacur, muitas pacientes chegam mostrando prints de vídeos, Reels, fotos de biquíni ou gravações feitas na academia para explicar o incômodo. Em vez de dizer apenas que têm celulite, elas apontam situações específicas em que a pele parece diferente: durante um agachamento, uma corrida, uma caminhada ou em uma imagem captada sem controle de luz e ângulo. 

Para o médico, esse novo comportamento exige uma avaliação mais criteriosa. “Nem toda imagem representa uma piora clínica. Às vezes, a paciente está vendo o corpo em uma condição que nunca observava antes. A avaliação precisa considerar o tecido, o grau da celulite, a profundidade das depressões, a flacidez e os fatores associados. Um vídeo pode ajudar a entender a queixa, mas não substitui o diagnóstico”, afirma. 

Para Nívea Bordin Chacur, CEO das clínicas Leger, a forma como as pacientes chegam aos atendimentos também mudou. “Hoje, muitas mulheres não procuram avaliação apenas porque viram a celulite no espelho. Elas chegam com uma imagem específica, um vídeo, um print, uma situação em que sentiram que o corpo não correspondia ao que imaginavam. Nosso papel é acolher essa queixa, mas também organizar a leitura: entender se existe uma alteração estrutural, se há flacidez associada, se a percepção foi influenciada por luz, movimento ou ângulo e qual abordagem realmente faz sentido para aquele corpo”, afirma. 

A chamada “celulite em alta definição” mostra como a tecnologia ampliou a comparação e tornou mais rígida a forma como muitas mulheres olham para a própria pele. A câmera não inventou os furinhos, mas aumentou o incômodo ao transformar detalhes naturais do corpo em imagens repetidas, pausadas, ampliadas e comparadas. Nesse cenário, a discussão deixa de ser apenas estética e passa a envolver percepção corporal, saúde emocional e a necessidade de avaliar cada caso com mais precisão antes de qualquer tratamento.


Créditos: @drchacur | @niveabordinchacur | @goldincision | @clinicaleger | CO ASSESSORIA


Não é só estética: como a plástica ocular pode preservar a visão e reconstruir a autoestima de pacientes

Impulsionada pela busca por rejuvenescimento, a plástica ocular vive um momento de alta procura, mas especialistas alertam que a área também é essencial para preservar a visão e tratar tumores, traumas e alterações que comprometem a função ocular.

 

A procura por procedimentos na região dos olhos tem crescido nos últimos anos, nota-se que essa busca é impulsionada pelo desejo de um aspecto mais jovem e descansado. Nesse cenário, a blefaroplastia, cirurgia para correção do excesso de pele das pálpebras, consolidou-se entre os procedimentos estéticos mais realizados no mundo. No entanto, especialistas alertam que a plástica ocular vai muito além do rejuvenescimento e desempenha um papel fundamental na preservação da visão e na reconstrução de estruturas essenciais para o funcionamento dos olhos.

Embora muitas pessoas associem a especialidade apenas à estética, a oculoplástica é responsável pelo tratamento de tumores palpebrais, sequelas de traumas, malformações congênitas, queda das pálpebras (ptose) e outras alterações que podem comprometer o campo visual e a proteção natural dos olhos. Em muitos casos, a cirurgia não apenas melhora a aparência, mas devolve funções importantes para o conforto e a saúde ocular.

Segundo a oftalmologista Dra. Mariana Rezende, especialista em plástica ocular, as pálpebras exercem um papel indispensável para a integridade da visão. “Elas protegem a superfície ocular, distribuem a lágrima e funcionam como uma barreira contra agentes externos. Quando há uma lesão, um tumor ou uma alteração estrutural, é preciso reconstruir essa região de forma precisa para preservar tanto a função quanto a estética”, explica.

Entre as principais indicações da especialidade estão a retirada e reconstrução após tumores, correção de ptose palpebral, tratamento de deformidades causadas por acidentes e cirurgias para pacientes que apresentam dificuldade de fechar completamente os olhos. Quando não tratadas, essas condições podem provocar irritação constante, ressecamento, lesões na córnea e até redução do campo visual.

Outro benefício importante está no impacto emocional proporcionado pelos procedimentos. Alterações na região dos olhos costumam afetar diretamente a autoestima e a forma como a pessoa se relaciona socialmente. “Muitas vezes, o paciente chega em busca de uma melhora estética e descobre que também está recuperando qualidade visual e conforto no dia a dia. A plástica ocular consegue unir esses dois aspectos de maneira muito natural”, destaca a especialista.

A Dra. Mariana também chama atenção para a importância de investigar pequenas lesões nas pálpebras que persistem por semanas ou meses. Feridas que não cicatrizam, nódulos, mudanças na coloração da pele ou o aparecimento de "bolinhas" recorrentes podem ser sinais de doenças que exigem avaliação especializada. O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamentos menos agressivos e de reconstruções com melhores resultados funcionais e estéticos.

Para a oftalmologista, compreender a verdadeira atuação da plástica ocular é fundamental para desmistificar a especialidade. “Não estamos falando apenas de rejuvenescimento. Estamos falando de uma área da medicina que trata doenças, preserva a visão, reconstrói estruturas delicadas e devolve confiança e qualidade de vida aos pacientes”, conclui. 



Fonte: Dra. Mariana Rezende – oftalmologista especialista em plástica ocular.
Instagram: @dramariana.rezende


A busca pela pele perfeita está aumentando os casos de sensibilidade cutânea?

Dermatologista da TheraSkin alerta que excesso de produtos, ativos inadequados e rotinas intensas de skincare podem comprometer a barreira cutânea e favorecer irritações 

 

Nunca se falou tanto em skincare. Nas redes sociais, vídeos com rotinas elaboradas, recomendações de produtos e promessas de “pele perfeita” acumulam milhões de visualizações e influenciam consumidores de diferentes idades. Mas, em meio à busca por uma pele sem manchas, textura uniforme e sem imperfeições, especialistas observam um efeito colateral crescente: o aumento dos casos de sensibilidade cutânea.

Vermelhidão, ardência, descamação, coceira e sensação de repuxamento estão entre os sinais mais comuns de uma pele sensibilizada, quadro que pode estar diretamente relacionado ao uso excessivo de produtos ou à combinação inadequada de ativos.

Segundo o Dr. Raul Cartagena, dermatologista e consultor da TheraSkin, o problema não está necessariamente em cuidar da pele, mas na forma como esse cuidado vem sendo conduzido.

“A busca por resultados rápidos tem levado muitas pessoas a adotar rotinas complexas, com múltiplos produtos e ativos potentes, sem considerar as necessidades reais da própria pele. Isso pode comprometer a barreira cutânea e aumentar processos inflamatórios”, explica.

A barreira cutânea funciona como uma camada natural de proteção da pele, responsável por manter a hidratação e defender o organismo contra agentes externos, como poluição, mudanças climáticas e micro-organismos. Quando essa proteção é enfraquecida, a pele se torna mais vulnerável e reativa.

Quando o excesso vira problema

De acordo com especialistas, alguns hábitos têm contribuído para o aumento da sensibilidade cutânea:

  • Uso excessivo de ácidos e esfoliantes; 
    • Mistura inadequada de ativos sem orientação médica;
    • Limpeza agressiva e repetitiva;
    • Exposição solar sem proteção adequada;
    • Troca frequente de produtos sem respeitar o tempo de adaptação da pele.

Para o Dr. Cartagena, um dos erros mais comuns é acreditar que mais produtos significam melhores resultados.

“Nem toda pele precisa de uma rotina extensa. Muitas vezes, menos é mais. O essencial é respeitar o equilíbrio natural da pele e fortalecer sua capacidade de proteção”, reforça.


O que a pele realmente precisa?

Na avaliação do especialista, independentemente das tendências, alguns pilares permanecem fundamentais, e podem ser potencializados com produtos adequados para cada etapa do cuidado:

  • Limpeza equilibrada, com produtos suaves e adequados ao tipo de pele, como o Klaviê Clinical Sabonete Líquido, da TheraSkin, formulado com agentes de limpeza delicados que higienizam sem agredir, ajudam a preservar a barreira cutânea e mantêm a hidratação natural da pele;
  • Hidratação diária, especialmente para reforço da barreira cutânea e prevenção de sensibilidade. Nesse contexto, a linha Klaviê Clinical, da TheraSkin, oferece opções como o Klaviê Clinical Crème e o Klaviê Clinical Loção desenvolvidos para peles secas, sensíveis e sensibilizadas. Os produtos promovem hidratação intensiva, auxiliam na restauração da barreira cutânea, reduzem a perda de água e ajudam a aliviar sintomas como ressecamento, coceira e sensação de repuxamento;
  • Proteção solar constante, essencial para prevenir danos, manchas e envelhecimento precoce. Para isso, a TheraSkin conta com o UV-LESS, único protetor solar da marca que oferece 5 tons diferentes, desenvolvidos para atender às necessidades específicas de cada pele brasileira. Além da alta proteção contra os raios UVA e UVB, o produto possui textura leve, rápida absorção e toque seco, ajudando a controlar o brilho ao longo do dia sem deixar resíduos esbranquiçados. 

Indicado para todos os tipos de pele, especialmente as oleosas, sua fórmula reúne ativos como niacinamida, ácido hialurônico, vitamina E e alantoína, que auxiliam na hidratação, na proteção antioxidante e no conforto da pele. Esses componentes também contribuem para a manutenção da barreira cutânea e para uma aparência mais saudável ao longo do uso contínuo. 

Além disso, o UV-LESS® conta com ação antipoluição e tecnologia que contribui para o equilíbrio da microbiota cutânea, ajudando a proteger a pele contra agressões externas do dia a dia. Sua resistência à água e ao suor reforça a praticidade e a eficácia no uso diário.

Dentro desse contexto, a TheraSkin reforça a importância de produtos voltados para a recuperação da barreira cutânea e o cuidado de peles secas, sensíveis e sensibilizadas, como parte de uma rotina mais consciente e segura.

Para a empresa, que há mais de 80 anos desenvolve medicamentos e dermocosméticos voltados às necessidades da pele brasileira, o conceito de que “pele não é tudo igual” reforça a importância de rotinas individualizadas, baseadas em ciência e não em tendências.

“A pele perfeita não é aquela sem textura ou sem poros. É aquela saudável, protegida e equilibrada. O excesso de busca por padrões irreais pode afastar as pessoas do que realmente importa no cuidado dermatológico”, conclui Dr. Raul.

  

Dr. Raul Cartagena Rossi (CRM/SP: 224.016) - médico, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e farmacêutico especializado em farmacologia.


Da maquiagem pesada aos adesivos coloridos: como a geração Z transformou a relação com a acne

Inspirados em uma tendência popularizada pela K-Beauty, os adesivos secativos deixaram de ser apenas um tratamento e se tornaram símbolo de uma geração que escolheu tratar a pele em vez de esconder imperfeições 

Durante muito tempo, a acne foi encarada como algo a ser escondido. Camadas de maquiagem, filtros e estratégias para disfarçar imperfeições fizeram parte da rotina de diferentes gerações. Mas esse comportamento vem mudando. Impulsionada pelas redes sociais, pela busca por autenticidade e pela influência da K-Beauty, a geração Z passou a encarar o cuidado com a pele de uma forma diferente: mais aberta, mais prática e menos preocupada em esconder aquilo que faz parte da realidade.

Nesse contexto, os adesivos secativos para acne deixaram de ser apenas uma solução funcional para se tornarem um verdadeiro fenômeno de comportamento. Muito populares na Coreia do Sul há anos, os chamados pimple patches ganharam espaço no Ocidente e passaram a ocupar um lugar de destaque nas rotinas de skincare, especialmente entre consumidores mais jovens.

Ao invés de esconder a acne, a nova geração passou a incorporá-la às conversas sobre beleza e autocuidado. O que antes era visto apenas como um tratamento agora aparece em vídeos de rotina, conteúdos de skincare e até mesmo em versões coloridas e divertidas, transformando os adesivos em um dos maiores símbolos da democratização do cuidado com a pele.

“A nova geração de adesivos para acne vai além da proposta estética e tem conquistado espaço por oferecer praticidade e proteção durante o processo de recuperação da pele. Ao criar uma barreira física sobre a lesão, eles ajudam a reduzir a manipulação das espinhas, comportamento frequentemente associado ao surgimento de manchas e cicatrizes”, explica Roberta Lopes, dermatologista do InDer Jardins, clínica do grupo Bussade Health.

“Os adesivos com tecnologia hidrocolóide favorecem a absorção de secreções e mantêm um microambiente úmido que pode auxiliar na cicatrização. Quando associados a ativos dermatológicos, como o ácido salicílico, podem contribuir para o controle local da inflamação”, completa a médica.

O movimento acompanha o crescimento global da K-Beauty, fenômeno que ajudou a popularizar uma nova forma de enxergar o skincare: mais preventiva, prática e integrada à rotina. Embora muitas dessas tendências tenham conquistado consumidores brasileiros através das redes sociais, diversos produtos ainda permanecem restritos a mercados internacionais ou chegam ao país com menor acessibilidade.

É nesse cenário que marcas nacionais passam a desempenhar um papel importante ao traduzir tendências globais para a realidade do consumidor brasileiro. Mais do que acompanhar movimentos internacionais, o desafio está em tornar essas soluções mais próximas, acessíveis e conectadas às necessidades locais.

“O sucesso dos adesivos secativos mostra que o consumidor não procura apenas produtos eficazes, mas soluções que façam sentido dentro da sua rotina. Por isso, trabalhamos com tecnologias e ativos reconhecidos no tratamento da acne, como hidrocolóide, ácido salicílico e vitamina A, criando opções específicas para diferentes estágios da acne. Ao mesmo tempo, entendemos que a geração Z ajudou a transformar essa categoria em um fenômeno cultural, aproximando o skincare de conversas sobre autocuidado, confiança e expressão individual. É justamente nesse equilíbrio entre performance e identificação que acreditamos estar o futuro da categoria”, afirma Veronica Souza, Gerente de Marketing de Cuidados Faciais de Ricca.

Com opções para diferentes estágios da acne e versões que unem tratamento e expressão pessoal, os Adesivos Secativos de Ricca reforçam um comportamento cada vez mais presente entre a geração Z: trocar a lógica de esconder imperfeições pela busca por soluções que cuidem da pele de forma simples, prática e sem julgamentos.

Mais do que uma tendência de beleza, os adesivos secativos simbolizam uma mudança cultural. Em vez de esconder a acne, uma nova geração passou a falar sobre ela com mais naturalidade, transformando o cuidado com a pele em uma conversa mais aberta, democrática e conectada à vida real.


Cabelos volumosos: confira os truques e cuidados que deixam o cabelo encorpado sem pesar nos fios

Inspirada no glamour das supermodels dos anos 90, tendência do "blowout" volumoso retorna com releitura mais leve e natural 

 

Por anos, o cabelo “perfeito” parecia seguir uma única direção: fios ultralisos, alinhados e sem volume aparente.

 Agora, o movimento muda - literalmente. Inspirado no glamour das supermodels dos anos 90, o visual volumoso volta ao centro das tendências. Escovas encorpadas, movimento nas pontas e raiz elevada reaparecem como protagonistas de beleza em passarelas, tapetes vermelhos e redes sociais, resgatando referências icônicas de nomes como Cindy Crawford, Claudia Schiffer e Pamela Anderson em suas fases mais emblemáticas.

Mas, diferente do exagero típico de outras décadas, o novo volume surge menos rígido e muito mais fluido. O chamado “90s blowout” aposta em fios com balanço, textura macia e aparência saudável, quase como o efeito de escova recém-feita que permanece elegante sem parecer excessivamente produzido.

Segundo Marina Groke, diretora da Escova Express, rede de escovarias e tratamentos capilares, o retorno dessa estética está diretamente ligado ao desejo por cabelos com mais presença e naturalidade. “Existe uma valorização maior de fios com movimento e aparência saudável. O volume atual não tem aquele aspecto armado ou pesado, ele aparece de forma mais polida, com leveza e brilho”, explica.

A construção desse efeito começa muito antes da finalização. Para Marina, um dos principais segredos do cabelo volumoso está justamente na saúde da fibra capilar. “Quando o fio está nutrido e protegido, ele ganha corpo naturalmente. O volume bonito não vem apenas da escova, mas da combinação entre corte, textura e tratamento.”

Nesse cenário, produtos nutritivos e fórmulas capazes de preservar a integridade dos fios passam a ocupar papel importante na rotina. Ingredientes como óleo de abacate, óleo de coco, óleo de argan e vitamina E ajudam a manter brilho, maleabilidade e proteção térmica, fator essencial para quem utiliza ferramentas de calor com frequência.

“Esses ativos conseguem nutrir profundamente enquanto protegem a estrutura capilar contra agressões externas, como calor excessivo, poluição e ressecamento”, comenta Marina. Segundo a especialista, cabelos ressecados ou fragilizados costumam perder sustentação e movimento, o que interfere diretamente no resultado da finalização.

A escova tradicional aparece entre as principais responsáveis pelo retorno desse visual justamente por criar volume sem endurecer os fios. Diferente das finalizações extremamente marcadas, ela trabalha a elevação da raiz e o alinhamento do comprimento de forma mais natural, preservando leveza e balanço. Já a escova modelada com babyliss entra como aliada para construir curvas amplas e movimento, especialmente nas pontas e na região frontal do rosto.

O corte também influencia diretamente nesse resultado. Camadas suaves, principalmente ao redor do rosto e no comprimento, ajudam a distribuir o volume de forma equilibrada e evitam o efeito pesado. “O cabelo volumoso contemporâneo precisa de leveza. Quando existe excesso de peso na base, os fios perdem movimento rapidamente”, afirma.

Outro ponto importante está na preparação antes da escova. Excesso de produtos finalizadores, fórmulas muito densas e até o uso incorreto de óleos capilares podem comprometer o resultado, deixando o cabelo sem sustentação. Segundo Marina, o segredo está na dosagem e na escolha de texturas mais leves. “O óleo capilar funciona muito bem para controlar frizz, dar brilho e proteger os fios, mas precisa ser usado na medida certa para preservar o movimento”, reforça.


   Escova Express


Beleza sem sofrimento: setor cosmético investe em produtos que reproduzem efeitos do botox e até do jejum intermitente

Demonstração da Nanovetores  
Divulgação

Esqueça as agulhas e as dietas restritivas: o novo objetivo da indústria da beleza é alcançar resultados clínicos revolucionários sem sofrimento. Movido por um consumidor hiperinformado que exige alta performance imediata, o setor de insumos cosméticos encontrou na biotecnologia a revolução do autocuidado com o biohacking, prática que aplica intervenções inteligentes para melhorar o funcionamento do corpo. 

Ao decodificar os processos mais complexos do organismo, cientistas e laboratórios globais conseguiram criar uma geração de "fórmulas mimetizadoras". Trata-se de uma engenharia cosmética altamente sofisticada, capaz de enganar as células e replicar os benefícios de intervenções drásticas, transformando o que antes exigia sacrifício em puros rituais de bem-estar.

O maior exemplo desse foco é o Clarivine™, ativo da Vytrus Biotech premiado no Innovation Challenge, realizado na FCE Cosmetique, a maior feira da indústria cosmética da América Latina. Ele traz a tendência do “jejum celular” voltado à longevidade da pele. Sem necessidade de passar por restrições alimentares severas, o ingrediente inteligente mimetiza os exatos mecanismos biológicos do jejum intermitente de forma tópica para despertar a autofagia, sistema natural de faxina profunda e autorrenovação das células, devolvendo o viço, a densidade e o frescor ao rosto.

Na mesma linha, o INTENSILK™, ativo botânico da Provital extraído da flor da macieira, propõe um “dermohacking da celulite por meio da bioenergia circular”. Sem o sofrimento dos tratamentos invasivos ou das massagens de sucção, atua na longevidade celular e no metabolismo da gordura localizada. O resultado é uma escultura corporal indolor e sofisticada, que reduz o aspecto "casca de laranja" e devolve a firmeza à pele com a suavidade de um ritual de beleza.

Já fabricantes de insumos como a Nanovetores entram no cuidado focado nas linhas de expressão. Com seu produto NV PepBotulin, a empresa conseguiu encapsular a potência da própria toxina botulínica numa tecnologia tópica altamente avançada. Em vez do desconforto das picadas em consultório, o ativo atua diretamente nos receptores da pele de forma contínua. O resultado é um efeito lifting e de relaxamento das rugas e linhas de expressão por via tópica, criando produtos que são uma alternativa totalmente indolor aos procedimentos injetáveis.

"Essas inovações não precisam necessariamente concorrer com os procedimentos de consultório, elas podem somar. Para quem já se submete às agulhas, usar esses ativos no skincare diário é uma forma de prolongar os resultados e fazer com que aquele tratamento caro dure muito mais. Unimos o melhor dos dois mundos para criar uma rotina sofisticada, em conjunto e sem nenhum sofrimento", pontua Erika Iman Carobrez, supervisora de Produtos da Nanovetores.

Essas e outras inovações se destacaram na FCE Cosmetique 2026, o principal ponto de encontro da América Latina para o mercado de insumos e tecnologia cosmética. O evento mostra o futuro do mercado e reforça como a biotecnologia nacional e internacional está pronta para atender a um público que não quer escolher entre a alta performance e uma beleza totalmente livre de dor.


Para ganho real de gordura corporal é necessário um excedente calórico mantido por um período maior do que as férias


Viagens, encontros familiares, restaurantes, sobremesas e uma rotina completamente diferente do habitual. Mas será que alguns dias comendo diferente são realmente capazes de acabar com meses de cuidado?

De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa, um dos maiores erros quando o assunto é emagrecimento é o pensamento de “tudo ou nada”: ou a pessoa segue a rotina perfeitamente ou acredita que perdeu todo o progresso.

“O emagrecimento saudável precisa caber dentro da vida real. E a vida real tem férias, aniversário, viagem, almoço em família, pizza com os filhos e um sorvete em um dia especial. O problema não é uma refeição diferente, mas transformar uma exceção em um padrão constante”, explica.

Segundo o especialista, para ocorrer ganho real de gordura corporal é necessário um excedente calórico mantido por um período maior. Muitas vezes, o aumento rápido observado na balança após uma viagem não significa necessariamente acúmulo de gordura.

“Nem todo aumento na balança depois das férias significa gordura. Muitas vezes é retenção, alteração intestinal e mudança temporária de hábitos”, afirma o médico.

Isso acontece porque durante as férias é comum haver aumento no consumo de alimentos mais ricos em sódio e carboidratos, menor ingestão de água, alterações no sono, consumo de bebidas alcoólicas e mudanças no funcionamento intestinal. Todos esses fatores podem influenciar diretamente o peso corporal.

“Uma pessoa pode voltar de uma viagem alguns quilos mais pesada e, ao retomar a rotina, perceber uma redução natural nos dias seguintes. O corpo responde ao contexto em que ele está inserido”, explica Dr. Rodrigo.


Férias sem culpa: é possível emagrecer e aproveitar?

Para o cirurgião, um dos pilares de um emagrecimento sustentável é abandonar a ideia de que saúde significa restrição absoluta.

Ele explica que dietas extremamente rígidas podem até trazer resultados rápidos no curto prazo, mas muitas vezes aumentam a chance de episódios de exagero e dificuldade de manutenção.

“O tratamento da obesidade e do excesso de peso não pode ser pensado apenas para segunda-feira de manhã, quando tudo está organizado. Ele precisa funcionar também no restaurante, em uma festa ou durante uma viagem”, destaca.

A estratégia está nas escolhas conscientes. Isso significa aproveitar momentos especiais sem transformar todas as refeições em excessos.

Comer uma sobremesa com a família, experimentar um prato diferente ou sair da rotina durante alguns dias não precisa ser encarado como fracasso.

“Muitas pessoas emagrecem, mas continuam presas a uma relação de medo com a comida. Saúde também envolve equilíbrio. A constância ao longo do tempo tem muito mais impacto do que alguns dias diferentes durante as férias”, reforça.


Como voltar à rotina depois das férias sem medidas extremas?

Segundo Dr. Rodrigo Barbosa, o retorno deve ser baseado em hábitos simples e sustentáveis:

• Retomar os horários habituais das refeições;

• Aumentar novamente o consumo de água;

• Priorizar alimentos naturais e ricos em fibras;

• Voltar à prática de atividade física;

• Regularizar o sono;

• Evitar dietas compensatórias muito restritivas.

“O corpo não precisa de punição depois das férias. Ele precisa voltar para uma rotina organizada. O emagrecimento consistente acontece quando a pessoa entende que cuidar da saúde não significa deixar de viver”, finaliza. 

 

Dr Rodrigo Barbosa - Cirurgião Digestivo sub-especializado em Cirurgia Bariátrica e Coloproctologia do corpo clínico dos hospitais Sírio Libanês e Nove de Julho. CEO do Instituto Medicina em Foco e coordenador do Canal ‘Medicina em Foco’ no Youtube Link


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