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terça-feira, 14 de outubro de 2025

Reconhecimento profissional ainda é desafio: 52% dos gestores não usam o termo “professor” para educadores infantis

Estudo da Frente Parlamentar Mista da Educação, em parceria com o Equidade.info, revela desvalorização na educação infantil, com o uso do “tia” prevalecendo nas escolas


Uma pesquisa realizada pela Frente Parlamentar Mista da Educação, em parceria com o Equidade.info, mostra que menos da metade dos gestores escolares em unidades de educação básica que também oferecem serviços de educação infantil (como creche, pré-escola ou ambos), o que representa 48%, identifica os profissionais da educação infantil como “professores”. A maioria (52%) recorre a termos como “tia” ou “pedagogo”, prática que contribui para a desvalorização de uma das carreiras mais importantes do país.

A análise regional indica contrastes ainda mais marcantes: no Sul, o reconhecimento como “professor(a)” é praticamente unânime (99%), enquanto no Sudeste nenhum gestor entrevistado usou o termo para se referir aos profissionais de creches e pré-escolas (0%).

Fatores estruturais se somam à falta de reconhecimento desses profissionais. Segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica, um terço dos municípios brasileiros não paga o piso salarial nacional (R$ 4,8 mil) para professores da rede pública – no Sudeste, quase metade das cidades (45%) ignora o valor-base. Por outro lado, 80% dos municípios do Nordeste e 73% do Norte garantem o salário determinado para a categoria.

A deputada Luciene Cavalcante (PSOL-SP), professora e membro da Frente Parlamentar Mista da Educação, reforça a necessidade urgente de valorização profissional e de reconhecimento da identidade docente, especialmente na educação infantil.

“Os dados revelam a necessidade urgente de reconhecimento das educadoras que atuam nas creches, assegurando enquadramento na carreira do magistério, formação permanente e um terço da jornada dedicada para capacitação. A valorização deve ser salarial e também incluir outros direitos, como formação continuada. Com a efetivação dos direitos, a sociedade começará a reconhecer os profissionais que atuam nas creches como verdadeiros professores que são”, diz.

Mesmo com o menor percentual de escolas com oferta de Educação Infantil, todos os gestores de escolas estaduais reportaram que os profissionais são chamados de "Professor(a)". Por outro lado, apenas 1 em cada 3 gestores de escolas da rede privada que oferecem algum dos serviços usa essa nomenclatura para se referir aos profissionais da educação infantil - na rede municipal, metade (51%) dos gestores reconhece os profissionais como “professores”.

Coordenador do Equidade.info e docente da Stanford Graduate School of Education, o professor Guilherme Lichand, responsável pela pesquisa em parceria com a Bancada da Educação, ressalta a relação entre nomenclatura e remuneração.

“A mensagem principal é: se 1/3 dos municípios ignora o piso dos professores, será que os outros 2/3 pagam mesmo? Na educação infantil é menos óbvio, já que esses profissionais não são necessariamente considerados professores pela rede. Aqui mostramos que em mais da metade das escolas que identificamos a oferta dos serviços, esses profissionais não são chamados exclusivamente de professores, o que é indicativo de vulnerabilidade nessa questão do piso salarial”, destaca Lichand.


Sobre o estudo

O levantamento ouviu 280 gestores da educação básica em escolas públicas municipais, estaduais e privadas de todas as regiões do país, entre maio e setembro de 2025, sendo que a margem de erro total é de ±5,1 pp. A pesquisa traz um recorte sobre a oferta de serviço de educação infantil pelo Brasil e utiliza uma amostra longitudinal representativa, que cobre todos os estados brasileiros e inclui escolas públicas, privadas, urbanas, rurais e de todas as modalidades — com exceção daquelas dos sistemas prisional e socioeducativo. 

Das escolas entrevistadas, 1 a cada 3 gestores apontam que o estabelecimento oferta Educação Infantil: 4% apenas creche, 6% creche e pré-escola e 26% pré-escola. No total, 36% das escolas pesquisadas têm oferta de educação infantil, recorte a partir do qual foram analisados os resultados. A pré-escola é a etapa mais comum (26%), sendo mais presente no Centro-Oeste (42% das escolas) e nas redes municipal e privada (52% e 53%, respectivamente) - enquanto a rede estadual praticamente não oferece o serviço (3%). O levantamento destaca o Nordeste, onde 15% das escolas visitadas combinam a oferta de creche e pré-escola. 


Viva a magia do Natal

15 atrações e passeios para celebrar a temporada de festas em Nova York 

 

Segundo a NYC Tourism + Conventions, são esperados cerca de 8 milhões de visitantes apenas nesse período na cidade 

 

 

A árvore de Natal do Rockefeller Center: visita indispensável na temporada de festas em Nova York
Crédito: Brittany Petronella
Divulgação

 

A New York City Tourism + Conventions, organização oficial de promoção turística dos cinco distritos de Nova York, convida os viajantes brasileiros a embarcarem no espírito das festas de fim de ano. Nesse período, a cidade se transforma em um cenário encantado, recheado de espetáculos temáticos, exposições, cênicas instalações de luzes e uma infinidade de experiências para visitantes de todas as idades.  

 

“Nova York ganha vida durante as festas de fim de ano como nenhum outro lugar no mundo, e este ano a emoção é ainda maior, pois celebramos o 400º aniversário da cidade”, disse a presidente e CEO da NYC Tourism, Julie Coker. “Com 8 milhões de visitantes esperados entre o Dia de Ação de Graças (celebrado em 27 de novembro) e o ano-novo, os nova-iorquinos e os viajantes desfrutarão de experiências inesquecíveis, de restaurantes e lojas a apresentações de altíssimo nível e atrações de fim de ano reconhecidas no mundo inteiro, ao mesmo tempo em que apoiam as empresas dos cinco distritos”. 

 

Confira abaixo 15 atrações e atividades imperdíveis para quem planeja visitar Nova York no fim do ano – uma seleção especial que reúne o melhor da cidade durante a temporada mais mágica e encantadora do ano. 


 

1. Desfile do Dia de Ação de Graças da Macy's  

27 de novembro | Manhattan 

 

O evento que marca oficialmente o início do calendário natalino em Nova York chega à sua 99ª edição, trazendo impressionantes balões de hélio, carros alegóricos criativos, palhaços, grupos de performances, apresentação de trechos de musicais populares da Broadway, aparições de celebridades e muito mais. O desfile começará em seu ponto de partida tradicional, na West 77th Street e Central Park West, terminando em frente à loja principal da Macy's na Herald Square.  


 

2. Patinação no gelo nos rinques espalhados pela cidade  

Outubro a março

 

Neste ano, o Wollman Rink, no Central Park, outro grande símbolo do período
 natalino da cidade, chega à sua temporada de número 75
Crédito: Billy Hicke
Divulgação

 

Uma visita a Nova York na temporada de festas não fica completa sem os rodopios (ou a tentativa de fazê-los) num rinque de patinação. Neste ano, o Wollman Rink, no Central Park, comemora sua histórica 75a temporada, consolidado como uma tradição de inverno essencial da cidade e recebendo gerações de moradores e visitantes para patinar com o icônico horizonte de Manhattan como pano de fundo.  

 

A querida vila de inverno Bank of America Winter Village, no Bryant Park, por sua vez, conta com a maior pista de patinação no gelo com entrada gratuita da cidade, além de um animado mercado natalino com mais de 180 lojas e um aconchegante bar e praça de alimentação ao lado da pista, no The Lodge. Em janeiro, o espaço fica ainda mais divertido, com a inclusão de carrinhos bate-bate na pista de gelo. 


 

3. Compra de presentes originais e exclusivos nos mercados

de Natal 

Durante toda a temporada de festas | Manhattan e Brooklyn 

 

Union Square, um dos mercados para garimpar presentes de Natal mais diferentes e autênticos
 Crédito: Jutharat-Pinyodoonyachet
Divulgação


Os visitantes podem saborear um chocolate quente e comer waffle e outras guloseimas enquanto compram os presentes de Natal perfeitos nos mercados ao ar livre mais famosos da cidade – Union Square Holiday Market; Holiday Shops, na Winter Village do Bryant Park; e Columbus Circle Holiday Market – ou optar por passear nos mercados montados em ambientes fechados na Grand Central Holiday Fair, Brooklyn Flea e Chelsea Flea. No Upper West Side, o Grand Holiday Bazaar oferece compras indoor e ao ar livre, enquanto o Brooklyn Borough Hall Holiday Market, em Downtown Brooklyn, conta com 100 vendedores comercializando produtos locais. 


 

4. Espetáculo Christmas Spetacular com as Radio City Rockettes 

06 de novembro a 04 de janeiro | Midtown Manhattan

 

As apresentações das Rockettes ocorrem há nada menos do que 100 anos
e são vistas por mais de 1 milhão de pessoas a cada temporada
Crédito: MSG
Divulgação


Um viva para a adorada e icônica tradição natalina que retorna ao palco do Radio City Music Hall para comemorar seu centenário. O espetáculo – com várias apresentações diárias, recebendo mais de 1 milhão de pessoas a cada temporada – encanta com seus trajes deslumbrantes, música alto-astral, coreografia precisa e performances inovadoras.  


 

5. Exposição Holiday Train Show no New York Botanical Garden  

15 de novembro a 11 de janeiro | Bedford Park, Bronx  


A mostra enche o Conservatório Enid A. Haupt com quase 200 réplicas cintilantes de cartões postais da Big Apple feitos de materiais naturais, enquanto modelos de trens percorrem cenas e pontes emblemáticas da cidade. Os visitantes também podem apreciar a paisagem ao ar livre do belíssimo jardim botânico iluminado, além de desfrutarem das noites especiais do Holiday Train Nights, que oferecem uma experiência mágica após o anoitecer ao combinar arte intricada e diversão para toda a família.  


 

6. Árvore de Natal de origami no American Museum of

Natural History  

Inauguração em 24 de novembro, com exibição por toda a temporada de festas | Upper West Side, Manhattan  


Tradição nova-iorquina, essa encantadora árvore de Natal conta com mais de 1.000 modelos de origami feitos à mão por artistas locais, nacionais e internacionais e é parada indispensável para aqueles que visitam o museu nesta época do ano. 

 


 7. Árvore de Natal e presépio barroco napolitano no

Met Fifth Avenue  

25 de novembro a 06 de janeiro | Upper East Side, Manhattan  


Mais um clássico do fim do ano em Nova York, a árvore de Natal do Met se junta a um presépio barroco napolitano montado em sua base, o qual traz figuras sacras do século 18. As peças, reunidas pela artista e colecionadora norte-americana Loretta Hines Howard, foram doadas ao museu em 1964.  

 

8. Exibição A Christmas Carol: The Manuscript, na Morgan

Library & Museum  

25 de novembro a 11 de janeiro | Midtown Manhattan  


Em toda temporada de festas, a Morgan exibe o manuscrito original de Um Conto de Natal, de Charles Dickens, na Biblioteca J. Pierpont Morgan. Encadernado em couro de cabra vermelho, o manuscrito foi originalmente dado ao advogado de Dickens, Thomas Mitton, antes de ser adquirido por Pierpont Morgan na década de 1890. 

 


9. Cruzeiros natalinos da City Cruises a bordo do Spirit of New York e do Bateaux New York  

27 de novembro a 1º de janeiro | Manhattan  


No Dia de Ação de Graças (27 de novembro), na véspera do Natal e no dia do Natal e ano-novo, as embarcações partem do Chelsea Piers e realizam cruzeiros pelos rios East e Hudson com entretenimento ao vivo, decoração fazendo jus ao período, refeições gourmet e, claro, vistas deslumbrantes do skyline da cidade, desfrutadas a partir dos deques internos climatizados. Os roteiros de réveillon também contam com queima de fogos e bar aberto. 

 

10. Espetáculo The Nutcracker (O Quebra-Nozes), de George Balanchine, apresentado pelo New York City Ballet  

28 de novembro a 04 de janeiro | Upper West Side, Manhattan  

 

Bailarinas do New York City Ballet em ação num dos atos de O Quebra-Nozes
, mais um clássico da temporada de fim de ano na Big Apple
Crédito: Paul Kolni
Divulgação

 

 

O público é convidado a vivenciar a magia do universo de O Quebra-Nozes, de George Balanchine, da árvore de Natal iluminada aos personagens e efeitos encantadores, que tomam o palco ao som da famosa trilha sonora de Tchaikovsky. A temporada, realizada no David H. Koch Theater, no Lincoln Center, termina em 04 de janeiro com uma apresentação especial adaptada para pessoas com dificuldades de processamento sensorial, incluindo autismo, com iluminação e som ajustados.  


 

11. Passeio para ver as luzes e os locais de gravação de filmes de Natal com a On Location Tours  

28 de novembro a 31 de dezembro | Manhattan  


Os participantes podem vivenciar a magia do Natal de Nova York com a On Location Tours, visitando marcos locais e pontos escondidos vistos em filmes natalinos adorados, como Elf, Esqueceram de Mim 2 e Scrooged. Partindo de Columbus Circle, o passeio inclui paradas na Bloomingdale's, no Rockefeller Center e na famosa pista de patinação no gelo do Bryant Park. 


 

12. Um sem-fim de atividades no Rockefeller Center  

Dezembro | Midtown Manhattan  


Comemorar o Natal em Nova York significa passear e explorar todas as possibilidades oferecidas pelo Rockefeller Center. De ver a icônica árvore de Natal a patinar no gelo no rinque local, de saborear uma guloseima no Glace ou no Ralph’s Coffee a encontrar o presente perfeito em lojas como Catbird, McNally Jackson e FAO Schwarz, há algo para todos os gostos. E, claro, nenhuma visita ao Rockefeller Center está completa sem conhecer o observatório Top of the Rock, com vistas 360 graus incomparáveis da cidade e oportunidades para tirar fotos com o Papai Noel em datas e horários estabelecidos. 

 


13. Concertos festivos no Carnegie Hall  

Durante todo o mês de dezembro | Midtown Manhattan  


O Carnegie Hall dá as boas-vindas às festas de fim de ano com uma série de concertos festivos. Os destaques incluem a Orquestra de Câmara de St. Luke's tocando Corelli e Vivaldi; o programa sazonal do Princeton Nassoons; a 151ª apresentação consecutiva de Messiah (Messias) feita pela Oratorio Society of New York; a Ópera de Gala da Noite de Natal, com estrelas como Sondra Radvanovsky e Thomas Hampson; e o Concert of the Future: A Christmas Dream (Concerto do Futuro: Um Sonho de Natal), uma mistura envolvente de música clássica e sons meditativos à luz de velas. 

 


14. Celebração natalina com a New York Philharmonic 

10 a 20 de dezembro | Upper West Side, Manhattan  


A maestrina Jane Glover conduz o coro da Music of the Baroque e um elenco estelar de solistas em Messiah (Messias), de Handel, uma composição inspiradora de textos bíblicos repleta de melodias conhecidas. As famílias também podem curtir o clássico natalino Esqueceram de Mim, com a deliciosa trilha sonora de John Williams tocada ao vivo enquanto as aventuras do garoto Kevin McCallister, inesquecivelmente interpretado por Macaulay Culkin, se desenrolam na telona. Além disso, as adoradas matinês Sounds of the Season da filarmônica estão de volta, oferecendo uma amostra de músicas que têm tudo a ver com a temporada natalina. 

 

15. Descida da bola na Times Square na virada do ano  

31 de dezembro | Midtown Manhattan


 

A Times Square é o palco de um dos réveillons mais famosos do mundo
Crédito: Michael Hull
Divulgação

A descida da bola é um dos símbolos mais associados à virada do ano no mundo, e assistir a isso in loco é uma maneira emocionante e única de celebrar a chegada do ano-novo. Outra maneira de participar desse momento é enviando seus desejos pessoalmente, caso esteja na cidade, ou digitalmente para que sejam impressos nos confetes que serão lançados durante a celebração deste ano. 

 

Para saber tudo o que há para ver e fazer em Nova York, podem ser conferidas em https://www.nyctourism.com e em @nyctourism nas redes sociais. 

 

New York City Tourism + Conventions
nyctourism.com.

Interamerican Network


A inadimplência empresarial e o peso da má gestão tributária

O Brasil atingiu um número recorde de 8 milhões de empresas negativadas em julho de 2025, segundo pesquisa da Serasa Experian — um aumento de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. Desse total, 7,6 milhões são pequenas e médias empresas, que concentram R$ 174 bilhões das dívidas registradas, em um universo de R$ 193,4 bilhões. 

Grande parte dessas obrigações decorre de dívidas tributárias e previdenciárias, frequentemente postergadas por falta de fluxo de caixa e pelo alto custo do crédito. Em um ambiente de juros elevados e margens comprimidas, muitos negócios acabam recorrendo a adiamentos e parcelamentos sucessivos, o que apenas agrava o passivo. O resultado é um círculo vicioso: restrição de crédito, queda na competitividade e, em muitos casos, encerramento das atividades. 

Esse quadro evidencia a urgência de uma gestão estratégica do passivo tributário — um instrumento que pode evitar a negativação e contribuir para a recuperação financeira das empresas. Trata-se de um conjunto de medidas que permite revisar tributos pagos indevidamente, renegociar débitos fiscais e aproveitar créditos tributários de forma legal e planejada. 

Levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostra que 95% das empresas brasileiras pagam mais impostos do que deveriam. A cada boleto quitado, há a possibilidade de que parte do valor esteja sendo entregue indevidamente ao Fisco. Essa distorção consome recursos que poderiam ser usados para investimentos, inovação ou aumento de capital de giro. 

A boa notícia é que essa realidade pode ser revertida. Um diagnóstico tributário bem conduzido identifica erros de enquadramento, oportunidades de redução imediata da carga mensal e benefícios fiscais aplicáveis ao setor. O impacto é direto: menor desembolso mensal, mais fluxo de caixa e maior segurança jurídica. 

Sem planejamento, a inadimplência fiscal continuará a ser uma das principais causas da mortalidade empresarial no país. Com gestão e estratégia, o passivo tributário pode se transformar em ativo financeiro, abrindo espaço para que as empresas retomem o crescimento e fortaleçam sua posição no mercado.

 

Daniel Cerveira - sócio do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Advogados Associados. Autor dos livros "Shopping Centers - Limites na liberdade de contratar", São Paulo, 2011, Editora Saraiva, e “Franchising”, São Paulo, 2021, Editora Thomson Reuters Revista dos Tribunais, prefácio do Ministro Luiz Fux, na qualidade de colaborador. Consultor Jurídico do Sindilojas-SP. Colunista do site “Central do Varejo” e do Portal “Sua Franquia”. Coordenador da Comissão de Expansão e Pontos Comerciais da ABF - Associação Brasileira de Franchising. Membro da Comissão de Franquias da OAB/SP. Pós-Graduado em Direito Econômico pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV/SP) e em Direito Empresarial pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atuou como Professor de Pós-Graduação em Direito Imobiliário do Instituto de Direito da PUC/RJ, MBA em Gestão em Franquias e Negócios do Varejo da FIA – Fundação de Instituto de Administração e Pós-Graduação em Direito Empresarial da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

 

Histórico de antecedentes criminais na contratação: é permitido ou pode ser considerado dano moral?

banco de imagem


Especialista em direito trabalhista, Gabriel Passos, explica a tese utilizada pelo TST e quando os empregadores podem ser condenados por danos morais



A 1ª turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou uma empresa de São Paulo a pagar indenização de R$ 100 mil por danos morais coletivos por realizar pesquisa prévia de antecedentes criminais de candidatos a emprego e reformou a prática que foi considerada normal na 2ª instância da Justiça Trabalhista em São Paulo.  

A decisão segue o entendimento do Tribunal, que determinou em sua Tese Prevalecente nº 1, que as pesquisas de antecedentes criminais e restrições de créditos antes de admitir empregados.

Quando
é extrapolado o processo de seleção de empregados? O advogado especialista em Direito Trabalhista, Gabriel Passos, explica que consultar histórico e eventuais condenações pela certidão de antecedentes criminais é passível de indenização por danos morais e pode caracterizar em uma conduta discriminatória.

Mas há ressalvas em casos com expressa previsão legal ou em razão do ofício ou do grau especial exigido pela função, em que não é caracterizada a discriminação e, desse modo, não enseja em crime de danos morais”, exemplifica.

Passos afirma que a jurisprudência é do próprio TST, e deve ser seguida por todos os tribunais trabalhistas da seguinte forma:


1
ª) Não é legítima e caracteriza lesão moral a exigência de Certidão de Antecedentes Criminais de candidato a emprego quando traduzir tratamento discriminatório ou não se justificar em razão de previsão em lei, da natureza do ofício ou do grau especial de fidúcia exigido;

2
ª) A exigência da certidão é legítima e não caracteriza lesão moral quando amparada em expressa previsão legal ou justificar-se em razão da natureza do ofício ou do grau especial de fidúcia exigido, a exemplo de empregados domésticos, cuidadores de menores, idosos ou deficientes (em creches, asilos ou instituições afins), motoristas rodoviários de carga, empregados que laboram no setor da agroindústria no manejo de ferramentas de trabalho perfurocortantes, bancários e afins, trabalhadores que atuam com substâncias tóxicas, entorpecentes e armas, trabalhadores que atuam com informações sigilosas.

Passos reitera ainda que as solicita
ções devem ser solicitadas ao candidato no início do processo seletivo, deixando clara a sua necessidade para aquela vaga específica, vinculando a exigência às atividades do cargo, sempre com o máximo sigilo. “Se for exigida sem justificativa, é passível de indenização, independentemente de o candidato ao emprego ter ou não sido admitido”, acrescentou.


Ensino superior acelera renda em 15 anos, revela estudo do Unico Skill

Levantamento do Unico Skill, empresa responsável pelo primeiro benefício educação do Brasil, mostra ainda que profissionais com graduação ganham 160% mais do que quem tem ensino médio


Um levantamento inédito do Unico Skill revela como a educação acelera a renda do trabalhador brasileiro conforme o nível de escolaridade. O salário médio de quem tem ensino superior (R$ 6.522) equivale ao que um profissional com ensino médio (R$ 2.509) só alcançaria após cerca de 15 anos, considerando um reajuste anual de 6,35%, que é a média composta (CAGR) de aumento do salário mínimo nos últimos dez anos. Em outras palavras, a graduação antecipa em uma década e meia o patamar de renda do trabalhador. O estudo foi realizado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, referente ao segundo trimestre de 2025, e no Censo Escolar 2024, do Inep.

 

“Essa vantagem de 15 anos traz um impacto profundo na vida de qualquer pessoa porque amplia suas perspectivas de futuro e abre portas que permaneceriam fechadas por muito tempo. Estamos falando de acesso a posições de liderança, projetos mais desafiadores e a possibilidade de moldar a própria trajetória profissional desde cedo”, explica a responsável pelo levantamento, Isabela Melnechuky Cavalcanti de Albuquerque, pesquisadora formada pelo Instituto de Copenhagen de Estudos Futuros e líder de projetos estratégicos do Unico Skill. 

Se considerarmos níveis de escolaridade mais baixos, a discrepância de renda é ainda maior. O trabalhador com ensino fundamental (R$ 2.137) levaria 18 anos para chegar ao patamar de quem tem ensino superior – considerando um cenário hipotético em que o profissional graduado teria reajuste zero no período. No caso de quem não tem instrução formal (R$ 1.662), seriam 22 anos. 

“Os números comprovam que a educação continua sendo o meio mais efetivo para o brasileiro conseguir melhorar sua renda”, destaca Isabela. “E isso tem ficado ainda evidente diante da transformação tecnológica pela qual estamos passando. As empresas estão valorizando cada vez mais profissionais com capacidade analítica, pensamento crítico e adaptabilidade, e estudar é a maneira mais eficiente para desenvolver essas habilidades”.

 

Impacto do estudo sobre a renda

Os dados mostram, ainda, que o impacto da educação sobre a renda cresce conforme o nível de escolaridade avança. O salário médio de trabalhadores com ensino fundamental é 28,6% maior do que a renda de quem nunca estudou. Do ensino fundamental para o médio, o aumento é de 14,6%, e do médio para o superior, o salto chega a 159,9%. Ou seja, um profissional que conclui a graduação tem o salário 2,7 vezes maior em relação a quem parou de estudar e não entrou na universidade. Na comparação com quem não tem instrução formal, o trabalhador graduado ganha mais do que o quádruplo: 292,4%. 

“Quanto mais o profissional se qualifica, mais ele passa a fazer parte de um grupo restrito e mais disputado no mercado de trabalho. E o mais interessante é que essa valorização acontece mesmo antes da pessoa receber o diploma”, conta Isabela. Um brasileiro com ensino superior incompleto, por exemplo, recebe 21,5% a mais do que alguém que apenas concluiu o ensino médio. “O aprendizado é um processo gradual de transformação que começa no primeiro dia de aula, não na cerimônia de formatura. É por isso que o chamado lifelong learning, a prática de continuar estudando ao longo de toda a vida profissional, se tornou uma vantagem competitiva.” 

E essa vantagem fica ainda mais acentuada conforme os anos de estudo vão se acumulando. Um ano de ensino fundamental, por exemplo, potencialmente aumenta a renda média em 2,8%. No ensino médio, 4,7%, e no superior, 27%. Esses percentuais representam o ritmo médio de crescimento salarial durante os anos de estudo de cada nível de ensino, em taxa composta. 

Além dos ganhos de renda, o levantamento do Unico Skill também comprova que estudar é um escudo contra o desemprego – e essa “proteção” vai ficando mais forte à medida que a escolaridade avança. A chance de um profissional com ensino superior completo permanecer desempregado é menos da metade da de quem concluiu apenas o ensino médio (3,5% contra 8%), e chega a ser seis vezes menor em relação àqueles que não terminaram o ensino fundamental (3,5% contra 21,1%). Os dados foram obtidos a partir do índice oficial de desemprego divulgado pelo IBGE referente a 2024.

 

Qualificação é um ativo cada vez mais valioso

Se a mão de obra qualificada é valorizada pelo mercado de trabalho, encontrar o trabalhador com as habilidades necessárias é cada vez mais difícil. Para os CEOs brasileiros, a escassez de talentos já se tornou a principal ameaça ao futuro dos negócios no país, segundo uma pesquisa da consultoria PwC. “É por isso que cada vez mais empresas vêm investindo na educação dos seus próprios colaboradores”, explica Isabela. “E isso é uma ótima notícia para esses profissionais e para a economia como um todo porque essa capacitação em massa, além de elevar o nível da força de trabalho, tem o potencial de aumentar a renda média do brasileiro, impulsionando o consumo interno e acelerando o crescimento econômico”. 

Mais de 100 grandes empresas que operam no país já oferecem educação como benefício por meio do Unico Skill. A lista inclui nomes como Nestlé, Heineken, banco BV, BMG, Motiva (antiga CCR), Ypê, Alelo, Pague Menos e outras, que juntas somam mais de 200 mil colaboradores. Elas pagam um valor fixo mensal por funcionário, que tem acesso gratuito a uma plataforma com mais de 26 mil opções de graduações, pós, MBA, cursos livres e de idiomas em mais de 90 instituições de ensino brasileiras e estrangeiras, como Ibmec, FGV, MBA Esalq/USP, Estácio, CNA, Coursera, Kellogg, etc. “Em um mercado global cada vez mais instável e competitivo, não haverá sucesso sem profissionais altamente qualificados”, conclui Isabela.

 

Unico Skill

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DADOS UTILIZADOS NO ESTUDO

Fonte: IBGE 2025, análise Unico Skill

Escolaridade

Renda Média Mensal (R$)

Sem instrução

1662

Fund. incompleto

1872

Fund. completo

2137

Médio incompleto

2041

Médio completo

2509

Sup. incompleto

3048

Sup. completo

6522



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