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terça-feira, 14 de outubro de 2025

Ensino superior acelera renda em 15 anos, revela estudo do Unico Skill

Levantamento do Unico Skill, empresa responsável pelo primeiro benefício educação do Brasil, mostra ainda que profissionais com graduação ganham 160% mais do que quem tem ensino médio


Um levantamento inédito do Unico Skill revela como a educação acelera a renda do trabalhador brasileiro conforme o nível de escolaridade. O salário médio de quem tem ensino superior (R$ 6.522) equivale ao que um profissional com ensino médio (R$ 2.509) só alcançaria após cerca de 15 anos, considerando um reajuste anual de 6,35%, que é a média composta (CAGR) de aumento do salário mínimo nos últimos dez anos. Em outras palavras, a graduação antecipa em uma década e meia o patamar de renda do trabalhador. O estudo foi realizado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, referente ao segundo trimestre de 2025, e no Censo Escolar 2024, do Inep.

 

“Essa vantagem de 15 anos traz um impacto profundo na vida de qualquer pessoa porque amplia suas perspectivas de futuro e abre portas que permaneceriam fechadas por muito tempo. Estamos falando de acesso a posições de liderança, projetos mais desafiadores e a possibilidade de moldar a própria trajetória profissional desde cedo”, explica a responsável pelo levantamento, Isabela Melnechuky Cavalcanti de Albuquerque, pesquisadora formada pelo Instituto de Copenhagen de Estudos Futuros e líder de projetos estratégicos do Unico Skill. 

Se considerarmos níveis de escolaridade mais baixos, a discrepância de renda é ainda maior. O trabalhador com ensino fundamental (R$ 2.137) levaria 18 anos para chegar ao patamar de quem tem ensino superior – considerando um cenário hipotético em que o profissional graduado teria reajuste zero no período. No caso de quem não tem instrução formal (R$ 1.662), seriam 22 anos. 

“Os números comprovam que a educação continua sendo o meio mais efetivo para o brasileiro conseguir melhorar sua renda”, destaca Isabela. “E isso tem ficado ainda evidente diante da transformação tecnológica pela qual estamos passando. As empresas estão valorizando cada vez mais profissionais com capacidade analítica, pensamento crítico e adaptabilidade, e estudar é a maneira mais eficiente para desenvolver essas habilidades”.

 

Impacto do estudo sobre a renda

Os dados mostram, ainda, que o impacto da educação sobre a renda cresce conforme o nível de escolaridade avança. O salário médio de trabalhadores com ensino fundamental é 28,6% maior do que a renda de quem nunca estudou. Do ensino fundamental para o médio, o aumento é de 14,6%, e do médio para o superior, o salto chega a 159,9%. Ou seja, um profissional que conclui a graduação tem o salário 2,7 vezes maior em relação a quem parou de estudar e não entrou na universidade. Na comparação com quem não tem instrução formal, o trabalhador graduado ganha mais do que o quádruplo: 292,4%. 

“Quanto mais o profissional se qualifica, mais ele passa a fazer parte de um grupo restrito e mais disputado no mercado de trabalho. E o mais interessante é que essa valorização acontece mesmo antes da pessoa receber o diploma”, conta Isabela. Um brasileiro com ensino superior incompleto, por exemplo, recebe 21,5% a mais do que alguém que apenas concluiu o ensino médio. “O aprendizado é um processo gradual de transformação que começa no primeiro dia de aula, não na cerimônia de formatura. É por isso que o chamado lifelong learning, a prática de continuar estudando ao longo de toda a vida profissional, se tornou uma vantagem competitiva.” 

E essa vantagem fica ainda mais acentuada conforme os anos de estudo vão se acumulando. Um ano de ensino fundamental, por exemplo, potencialmente aumenta a renda média em 2,8%. No ensino médio, 4,7%, e no superior, 27%. Esses percentuais representam o ritmo médio de crescimento salarial durante os anos de estudo de cada nível de ensino, em taxa composta. 

Além dos ganhos de renda, o levantamento do Unico Skill também comprova que estudar é um escudo contra o desemprego – e essa “proteção” vai ficando mais forte à medida que a escolaridade avança. A chance de um profissional com ensino superior completo permanecer desempregado é menos da metade da de quem concluiu apenas o ensino médio (3,5% contra 8%), e chega a ser seis vezes menor em relação àqueles que não terminaram o ensino fundamental (3,5% contra 21,1%). Os dados foram obtidos a partir do índice oficial de desemprego divulgado pelo IBGE referente a 2024.

 

Qualificação é um ativo cada vez mais valioso

Se a mão de obra qualificada é valorizada pelo mercado de trabalho, encontrar o trabalhador com as habilidades necessárias é cada vez mais difícil. Para os CEOs brasileiros, a escassez de talentos já se tornou a principal ameaça ao futuro dos negócios no país, segundo uma pesquisa da consultoria PwC. “É por isso que cada vez mais empresas vêm investindo na educação dos seus próprios colaboradores”, explica Isabela. “E isso é uma ótima notícia para esses profissionais e para a economia como um todo porque essa capacitação em massa, além de elevar o nível da força de trabalho, tem o potencial de aumentar a renda média do brasileiro, impulsionando o consumo interno e acelerando o crescimento econômico”. 

Mais de 100 grandes empresas que operam no país já oferecem educação como benefício por meio do Unico Skill. A lista inclui nomes como Nestlé, Heineken, banco BV, BMG, Motiva (antiga CCR), Ypê, Alelo, Pague Menos e outras, que juntas somam mais de 200 mil colaboradores. Elas pagam um valor fixo mensal por funcionário, que tem acesso gratuito a uma plataforma com mais de 26 mil opções de graduações, pós, MBA, cursos livres e de idiomas em mais de 90 instituições de ensino brasileiras e estrangeiras, como Ibmec, FGV, MBA Esalq/USP, Estácio, CNA, Coursera, Kellogg, etc. “Em um mercado global cada vez mais instável e competitivo, não haverá sucesso sem profissionais altamente qualificados”, conclui Isabela.

 

Unico Skill

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DADOS UTILIZADOS NO ESTUDO

Fonte: IBGE 2025, análise Unico Skill

Escolaridade

Renda Média Mensal (R$)

Sem instrução

1662

Fund. incompleto

1872

Fund. completo

2137

Médio incompleto

2041

Médio completo

2509

Sup. incompleto

3048

Sup. completo

6522



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