Levantamento do Unico Skill, empresa responsável pelo primeiro benefício educação do Brasil, mostra ainda que profissionais com graduação ganham 160% mais do que quem tem ensino médio
Um levantamento inédito do Unico
Skill revela como a educação acelera a renda do
trabalhador brasileiro conforme o nível de escolaridade. O salário médio de
quem tem ensino superior (R$ 6.522) equivale ao que um profissional com ensino
médio (R$ 2.509) só alcançaria após cerca de 15 anos,
considerando um reajuste anual de 6,35%, que é a média composta (CAGR) de
aumento do salário mínimo nos últimos dez anos. Em outras palavras, a graduação
antecipa em uma década e meia o patamar de renda do trabalhador. O estudo foi
realizado com base na Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, referente ao segundo trimestre de 2025, e no Censo
Escolar 2024, do Inep.
“Essa vantagem de 15 anos traz um impacto profundo na vida de qualquer pessoa porque amplia suas perspectivas de futuro e abre portas que permaneceriam fechadas por muito tempo. Estamos falando de acesso a posições de liderança, projetos mais desafiadores e a possibilidade de moldar a própria trajetória profissional desde cedo”, explica a responsável pelo levantamento, Isabela Melnechuky Cavalcanti de Albuquerque, pesquisadora formada pelo Instituto de Copenhagen de Estudos Futuros e líder de projetos estratégicos do Unico Skill.
Se considerarmos níveis de escolaridade mais baixos, a discrepância de renda é ainda maior. O trabalhador com ensino fundamental (R$ 2.137) levaria 18 anos para chegar ao patamar de quem tem ensino superior – considerando um cenário hipotético em que o profissional graduado teria reajuste zero no período. No caso de quem não tem instrução formal (R$ 1.662), seriam 22 anos.
“Os
números comprovam que a educação continua sendo o meio mais efetivo para o
brasileiro conseguir melhorar sua renda”, destaca Isabela. “E isso tem ficado
ainda evidente diante da transformação tecnológica pela qual estamos passando.
As empresas estão valorizando cada vez mais profissionais com capacidade
analítica, pensamento crítico e adaptabilidade, e estudar é a maneira mais
eficiente para desenvolver essas habilidades”.
Impacto
do estudo sobre a renda
Os dados mostram, ainda, que o impacto da educação sobre a renda cresce conforme o nível de escolaridade avança. O salário médio de trabalhadores com ensino fundamental é 28,6% maior do que a renda de quem nunca estudou. Do ensino fundamental para o médio, o aumento é de 14,6%, e do médio para o superior, o salto chega a 159,9%. Ou seja, um profissional que conclui a graduação tem o salário 2,7 vezes maior em relação a quem parou de estudar e não entrou na universidade. Na comparação com quem não tem instrução formal, o trabalhador graduado ganha mais do que o quádruplo: 292,4%.
“Quanto mais o profissional se qualifica, mais ele passa a fazer parte de um grupo restrito e mais disputado no mercado de trabalho. E o mais interessante é que essa valorização acontece mesmo antes da pessoa receber o diploma”, conta Isabela. Um brasileiro com ensino superior incompleto, por exemplo, recebe 21,5% a mais do que alguém que apenas concluiu o ensino médio. “O aprendizado é um processo gradual de transformação que começa no primeiro dia de aula, não na cerimônia de formatura. É por isso que o chamado lifelong learning, a prática de continuar estudando ao longo de toda a vida profissional, se tornou uma vantagem competitiva.”
E essa vantagem fica ainda mais acentuada conforme os anos de estudo vão se acumulando. Um ano de ensino fundamental, por exemplo, potencialmente aumenta a renda média em 2,8%. No ensino médio, 4,7%, e no superior, 27%. Esses percentuais representam o ritmo médio de crescimento salarial durante os anos de estudo de cada nível de ensino, em taxa composta.
Além
dos ganhos de renda, o levantamento do Unico
Skill também comprova que estudar é um escudo
contra o desemprego – e essa “proteção” vai ficando mais forte à medida que a
escolaridade avança. A chance de um profissional com ensino superior completo
permanecer desempregado é menos da metade da de quem concluiu apenas o ensino
médio (3,5% contra 8%), e chega a ser seis vezes menor em relação àqueles que
não terminaram o ensino fundamental (3,5% contra 21,1%). Os dados foram obtidos
a partir do índice oficial de desemprego divulgado pelo IBGE referente a 2024.
Qualificação
é um ativo cada vez mais valioso
Se a mão de obra qualificada é valorizada pelo mercado de trabalho, encontrar o trabalhador com as habilidades necessárias é cada vez mais difícil. Para os CEOs brasileiros, a escassez de talentos já se tornou a principal ameaça ao futuro dos negócios no país, segundo uma pesquisa da consultoria PwC. “É por isso que cada vez mais empresas vêm investindo na educação dos seus próprios colaboradores”, explica Isabela. “E isso é uma ótima notícia para esses profissionais e para a economia como um todo porque essa capacitação em massa, além de elevar o nível da força de trabalho, tem o potencial de aumentar a renda média do brasileiro, impulsionando o consumo interno e acelerando o crescimento econômico”.
Mais
de 100 grandes empresas que operam no país já oferecem educação como benefício
por meio do Unico
Skill. A lista inclui nomes como Nestlé,
Heineken, banco BV, BMG, Motiva (antiga CCR), Ypê, Alelo, Pague Menos
e outras, que juntas somam mais de 200 mil colaboradores. Elas pagam um valor
fixo mensal por funcionário, que tem acesso gratuito a uma plataforma com mais
de 26 mil opções de graduações, pós, MBA, cursos livres e de idiomas em mais de
90 instituições de ensino brasileiras e estrangeiras, como Ibmec, FGV, MBA
Esalq/USP, Estácio, CNA, Coursera, Kellogg, etc. “Em um mercado global cada vez
mais instável e competitivo, não haverá sucesso sem profissionais altamente
qualificados”, conclui Isabela.
Site: Link
LinkedIn: Link
DADOS UTILIZADOS NO ESTUDO
Fonte: IBGE 2025, análise Unico Skill
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário