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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Fim da DIRF: o que muda no Informe de Rendimento?

 

A partir de 1º de janeiro de 2025, a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (DIRF) foi oficialmente substituída pelo envio mensal de informações por meio do eSocial e da EFD-Reinf, conforme previsto na Instrução Normativa RFB nº 2.181/2024. Essa mudança transformou a forma como a Receita Federal recebe dados sobre rendimentos e retenções, encerrando décadas em que a DIRF figurou como uma das principais obrigações acessórias do calendário fiscal. O seu fim, porém, não elimina outras responsabilidades das empresas.

Entre essas obrigações, está a entrega do Informe de Rendimentos, que permanece inalterada. De acordo com a Instrução Normativa RFB nº 2.060/2021, as fontes pagadoras devem emitir e entregar o documento até o último dia útil de fevereiro do ano seguinte ao do pagamento — ou seja, até 28 de fevereiro de 2026, no caso dos rendimentos de 2025. O layout e o conteúdo seguem definidos pela norma, contemplando rendimentos tributáveis, deduções, isenções e imposto retido.

O que mudou foi a forma de transmissão das informações. O eSocial passou a concentrar dados trabalhistas e previdenciários de pessoas físicas, enquanto a EFD-Reinf assumiu os registros de pagamentos a pessoas jurídicas e determinadas situações envolvendo pessoas físicas. A Reinf também passou a receber informações como distribuição de lucros e aluguéis, que precisam ser refletidas no Informe de Rendimentos, cada uma na seção correspondente conforme a sua natureza.

No caso específico da distribuição de lucros, a obrigatoriedade de declaração na Reinf começou em setembro de 2023. Dessa forma, nos anos-calendário de 2023 e 2024, os dados coexistiram na Reinf e na DIRF, mas era esta última que consolidava as informações no Informe de Rendimentos. Com o fim da DIRF, surge a preocupação de contadores e gestores: ainda não está definido como essas informações adicionais serão integradas ao leiaute da IN 2.060/2021. Parte dos dados tende a ser gerado automaticamente, mas outros podem exigir ajustes manuais ou depender de relatórios que a Receita Federal pretende disponibilizar no eCAC.

Esse cenário reforça o papel central do Informe de Rendimentos, que continuará detalhando valores tributáveis e isentos. Divergências entre o que foi enviado pelos sistemas digitais e o que constar no documento podem levar o contribuinte a questionamentos da Receita Federal e até à malha fina, mesmo em relação a rendimentos isentos.

Ainda que as informações enviadas pelo eSocial e pela EFD-Reinf possam alimentar a Declaração Pré-preenchida disponibilizada pela Receita Federal, o Informe de Rendimentos continua sendo a principal referência para o contribuinte, especialmente para aqueles que utilizam o Programa Gerador da Declaração (PGD). É esse documento que assegura a consistência dos dados declarados e serve de respaldo em caso de divergências ou questionamentos do fisco.

Essa nova realidade não simplifica a rotina das empresas; ao contrário, exige atenção redobrada à parametrização da folha de pagamento, ao correto enquadramento das rubricas e ao envio tempestivo dos eventos. Um simples erro de categorização ou a omissão de valores pode gerar inconsistências que afetam tanto a declaração do contribuinte quanto a regularidade da empresa. Para apoiar esse processo, a Receita Federal anunciou a disponibilização de relatórios e painéis de crítica, permitindo que as empresas validem e corrijam dados antes da consolidação definitiva. Incorporar esse acompanhamento às rotinas de compliance fiscal será fundamental para reduzir riscos e prevenir passivos.

Mesmo com o fim da DIRF, o Informe de Rendimentos segue indispensável para a declaração de imposto de renda das pessoas físicas. Em 2026, a responsabilidade das empresas será medida não apenas pelo cumprimento do prazo de entrega, mas também pela integridade das informações prestadas.

Empresas e instituições financeiras que não cumprirem essa obrigação estarão sujeitas às penalidades previstas em lei. Já os contribuintes que não receberem o documento podem registrar denúncia pela Ouvidoria da Receita Federal, disponível no site oficial do órgão. Mais do que uma exigência legal, trata-se de preservar a transparência e a confiança na relação entre empregadores, sócios e trabalhadores. 



Taís Baruchi - CEO na PKF BSP.


PKF BSP
www.pkfbrazil.com.br


Preparação e escrita: os segredos para uma boa redação no Enem e no vestibular


Escrever bem e se preparar de forma consistente para os vestibulares são desafios que exigem mais do que memorização: envolvem estratégia, autoconhecimento e constância. 

No Ensino Médio, cada texto produzido e cada simulado realizado tornam-se oportunidades de aprendizado e amadurecimento, consolidando a autonomia intelectual dos estudantes. 

A escrita é um processo contínuo, que se aperfeiçoa com prática e reflexão e, antes de iniciar qualquer redação, é essencial compreender a proposta do tema, perguntando-se o que se espera do texto e qual o ponto central da argumentação. Identificar a tese é o primeiro passo para organizar ideias de forma coerente e direcionada. Planejar também faz parte do processo: reservar alguns minutos para estruturar o raciocínio e organizar a sequência lógica da introdução, do desenvolvimento e da conclusão ajuda a construir textos mais consistentes e bem articulados. 

Um bom texto deve apresentar clareza e objetividade. Frases curtas e bem conectadas garantem fluidez e facilitam a compreensão. A revisão final é indispensável, pois permite corrigir repetições, excessos e eventuais impropriedades linguísticas. Outro aspecto essencial é o repertório: referências literárias, fatos históricos, dados científicos ou temas de atualidade enriquecem a argumentação e demonstram domínio de mundo. A originalidade, nesse sentido, está em saber relacionar diferentes áreas do conhecimento para sustentar a tese proposta. 

Mais do que técnica, a boa escrita exige constância. Produzir uma redação por semana e buscar devolutivas de professores ou mentores é uma prática que favorece o aprimoramento contínuo. O olhar externo, nesse caso, é essencial para identificar pontos de melhoria e fortalecer a segurança do estudante diante das avaliações. 

Quando o assunto é preparação para os vestibulares, o equilíbrio entre estudo, rotina e bem-estar torna-se fundamental. Um cronograma de estudos flexível, adaptado às necessidades individuais, permite distribuir o tempo de maneira inteligente entre os componentes curriculares e priorizar os conteúdos que demandam maior atenção. Estudar por etapas, revisando conceitos, resolvendo exercícios e simulando o tempo real de prova são estratégias eficazes para aprimorar o desempenho. 

É importante adotar métodos ativos de aprendizagem: técnicas como a autoexplicação — falar em voz alta sobre o conteúdo estudado — e o uso de flashcards para revisar conceitos ajudam a fixar o aprendizado e a fortalecer a memória de longo prazo. Porém, nenhum desses esforços será plenamente eficaz sem o cuidado com a saúde física e emocional. Alimentar-se bem, dormir adequadamente e reservar momentos de lazer são atitudes indispensáveis para manter o foco e a disposição. 

No dia da prova, a organização e o controle emocional fazem diferença. Separar os materiais com antecedência e começar pelas questões mais simples ajudam a reduzir a ansiedade inicial, proporcionando mais confiança e estabilidade durante o exame. 

Os vestibulares também refletem o mundo atual. É comum que as provas abordem questões ligadas às mudanças climáticas, à sustentabilidade, à tecnologia e à inteligência artificial, além de temas sociais e culturais. A leitura constante de jornais, revistas e portais confiáveis é uma forma de ampliar o repertório e fortalecer a argumentação, especialmente nas redações. Autores clássicos da literatura brasileira, como Machado de Assis, Clarice Lispector e Graciliano Ramos, continuam sendo fontes valiosas para o desenvolvimento do senso crítico e da sensibilidade linguística, mas é igualmente importante recorrer a linguagens contemporâneas como podcasts, documentários e canais educativos que dialoguem com o presente. 

Mais do que alcançar boas notas, o estudante deve compreender que aprender é um processo de autodescoberta.

O Ensino Médio é o espaço de consolidação da autonomia intelectual e da formação cidadã. Escolas que estimulam o pensamento crítico, a criatividade e o equilíbrio emocional formam jovens preparados não apenas para as provas, mas para os desafios da vida, compreendendo que o conhecimento é o caminho mais seguro para a transformação pessoal e coletiva.


 
Daniela Beráguas Tarjino - Coordenadora de Educação Básica do Ensino Médio do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré

 

*O conteúdo dos artigos assinados não representa necessariamente a opinião do Mackenzie.


60% dos trabalhadores brasileiros afirmam que líderes não demonstram empatia durante demissõe

A INTOO, unidade de desenvolvimento de carreira e recolocação da Gi Group Holding, divulgou a pesquisa

 

Como as demissões impactam a cultura organizacional. O levantamento, realizado em parceria com a Workplace Intelligence, ouviu 2.200 pessoas em cinco países (Argentina, Brasil, Itália, Reino Unido e Estados Unidos) e mostra como a condução dos desligamentos impacta a confiança, a transparência e a cultura organizacional.

 

No recorte nacional, os dados chamam atenção: 60% dos brasileiros afirmam que seus líderes não demonstram empatia durante demissões – mesma proporção da média global. Além disso, 40% dos colaboradores no país perderam a confiança em sua empresa após passarem por cortes, percentual superior à média global de 33%.

“Esse é um alerta claro: conduzir desligamentos sem cuidado pode comprometer a relação de longo prazo com os talentos e afetar a estabilidade organizacional”, afirma Candice Gentil Fernandes, business manager da divisão no Brasil.


 

Suporte insuficiente


Outro ponto crítico está no papel do RH: 42% dos brasileiros afirmam que não recebem suporte adequado durante os processos de desligamento, frente a 38% na média global.

“O dado revela que as companhias brasileiras estão mais sensíveis à importância de apoiar profissionais em transição. Mas ainda há muito a avançar, principalmente em comunicação sobre benefícios e serviços disponíveis”, diz Candice.


Recolocação como diferencial competitivo


Enquanto no mundo apenas 33% das empresas incluem programas de recolocação em pacotes de demissão, no Brasil o índice é de 48%. Esse indicador reforça uma maior maturidade do mercado brasileiro nesse tema, embora ainda falte ampliar a oferta e o acesso a esses programas.

“Esse dado revela que as companhias brasileiras estão mais sensíveis à importância de apoiar profissionais em transição. Mas ainda há muito a avançar, principalmente em comunicação, já que só 18%, globalmente, dos empregados sabem que têm acesso a esse benefício”, afirma a business manager.


 

Impactos para a reputação


No âmbito global, quase 1 em cada 5 colaboradores afirmam que fariam críticas públicas à empresa nas redes sociais caso fossem demitidos, índice que sobe para 1 em cada 4 entre a Geração Z. Embora o estudo não detalhe o recorte por país nesse indicador, o dado reforça a necessidade de atenção das empresas ao risco reputacional.

“Mesmo quando as demissões são inevitáveis, a forma como são conduzidas faz toda a diferença. Transparência, empatia e suporte adequado reduzem riscos de perda de confiança e protegem a imagem da empresa no mercado”, diz Candice Gentil Fernandes.

 

Brasil x mundo: onde estão as diferenças

  • Falta de empatia: Brasil 60% (global 60%).
  • Perda de confiança: Brasil 40% (global 33%).
  • Falta de transparência nas demissões: Brasil 60% (global 53%).
  • Não confiam na liderança para conduzir cortes de forma ética: Brasil 60% (global 54%).
  • Suporte de RH inadequado: Brasil 42% (global 38%).
  • Defendem que outplacement seja obrigatório: Brasil 48% (global 33%).

 

Sobre a pesquisa


O estudo Como as demissões impactam a cultura organizacional foi conduzido pela INTOO em parceria com a Workplace Intelligence entre 18 de março e 3 de abril de 2025. Foram entrevistados 2.200 respondentes (1.100 líderes de RH e 1.100 empregados em tempo integral) na Argentina, Brasil, Itália, Reino Unido e Estados Unidos.

 

Workplace Intelligence

 

Quiet cracking: a nova síndrome corporativa que ameaça profissionais e empresas em 2025

Novo conceito alerta para a fadiga coletiva e a falência emocional do modelo de trabalho atual

 

Se 2022 foi o ano do quiet quitting — a onda global de profissionais que passaram a fazer apenas o mínimo necessário para preservar a saúde mental —, 2025 marca a ascensão de um termo ainda mais preocupante: o quiet cracking, ou "rachadura silenciosa".

 

De acordo com Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria (startup sediada na Unicamp), gestor de carreiras e PhD pela Unicamp, a expressão representa o ponto de ruptura emocional e profissional a que muitos trabalhadores chegaram após anos de sobrecarga, medo e insegurança no ambiente corporativo.

 

"O quiet cracking não é mais uma escolha de desconexão, como o quiet quitting foi. É o colapso que vem quando o elástico é esticado demais por tempo demais — e finalmente arrebenta", explica.


 

Quando o corpo e a mente dizem basta


De acordo com o especialista, o quiet cracking surge da combinação perigosa de alta pressão por resultados, insegurança no emprego e liderança despreparada para lidar com o emocional das equipes.

 

"Normalizamos o insustentável. Profissionais estão acumulando funções de colegas demitidos, convivendo com o medo constante de cortes e, ainda assim, tentando entregar mais com menos. Isso tem um preço, e ele começa a ser cobrado agora", analisa Santos.

 

Entre os sintomas mais recorrentes estão irritabilidade, explosões emocionais, crises de ansiedade, queda na qualidade das entregas e isolamento social. Nas equipes, o reflexo aparece em conflitos constantes, clima tenso e comunicação passivo-agressiva — sinais de que algo profundo está se rompendo.

 

"O profissional não está simplesmente desmotivado. Ele está em colapso, ainda que silencioso. E, muitas vezes, nem ele percebe o tamanho da rachadura até que seja tarde demais", observa.


 

Um alerta para líderes e empresas


Santos destaca que o problema não é apenas individual, mas organizacional. "Não dá mais para tratar o esgotamento como fragilidade pessoal. A rachadura é sistêmica. É uma falha na cultura de trabalho, na forma como lideramos e equilibramos demandas", diz.

 

Ele aponta quatro principais causas do quiet cracking:

 

- A cultura do "faça mais com menos", intensificada após sucessivas rodadas de demissões;


- O burnout crônico, que deixou de ser exceção e virou estado permanente;


- O medo e a incerteza, que fazem profissionais suportarem situações abusivas;


- A liderança despreparada, focada em métricas e não em pessoas.

 

"Empresas que continuam ignorando a fadiga coletiva estão corroendo a base da produtividade. Ninguém entrega qualidade à beira do colapso", alerta.


 

Como prevenir a ruptura silenciosa


Para conter o avanço da rachadura, o especialista defende que líderes e profissionais compartilhem a responsabilidade. Ele recomenda práticas simples e imediatas — como reconhecer sinais de exaustão, impor micro-limites e criar espaços de diálogo psicológico seguro nas equipes.

 

"Um gestor que pergunta 'como posso te ajudar a ter uma semana mais equilibrada?' faz mais pela saúde mental do time do que qualquer programa de benefícios", reforça.

 

Ele também defende que a prevenção vá além de oferecer terapia: "É preciso reconstruir a cultura de trabalho. Isso significa reavaliar prazos, proteger as equipes e entender que o bem-estar é uma condição para o resultado, não um luxo", conclui.

  

Virgilio Marques dos Santos - sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria



Inscrições abertas para Residência Médica 2026

Vagas disponíveis nas áreas de pediatria, medicina intensiva pediátrica, anestesiologia pediátrica, emergência pediátrica e neurologia pediátrica

 

 

O Instituto Pensi e o Sabará Hospital Infantil - instituições da Fundação José Luiz Setúbal - anunciam a abertura das inscrições para o processo seletivo de residência médica referente ao ano de 2026. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, no site www.edudata.com.br/sabara26, entre os dias 6 de outubro e 10 de dezembro de 2025, respeitando o horário oficial de Brasília.

 

O edital contempla programas voltados a médicos formados em instituições reconhecidas no Brasil ou no exterior, desde que possuam diploma revalidado conforme as normas do Ministério da Educação (MEC) e do Conselho Federal de Medicina (CFM). Também podem se inscrever estudantes que venham concluir a graduação em Medicina até 28/02/2026. Assim como no processo seletivo anterior, estudantes que estejam concluindo ou concluíram o 10º semestre em Medicina podem se inscrever na categoria ‘treineiro’.

 

Os programas disponíveis são:

 

  • Pediatria (06 vagas)
  • Medicina Intensiva Pediátrica (03 vagas)
  • Emergência Pediátrica (02 vagas)
  • Neurologia Pediátrica (Novidade! – 02 vagas)
  • Anestesiologia Pediátrica (ano opcional – 02 vagas)

 

Para mais informações, acesse o edital completo no site: www.edudata.com.br/sabara26

 

 

Instituto Pensi - associação sem fins lucrativos, que tem como objetivo produzir, traduzir e disseminar conhecimento científico em saúde infantojuvenil. O trabalho é realizado pelas frentes de Pesquisa e Ensino. Possui estrutura própria, mas atua em colaboração contínua com o Sabará Hospital Infantil e o Instituto Infinis, que juntos compõem o ecossistema da Fundação José Luiz Setúbal. O Sabará Hospital Infantil possui mais de 60 anos de história e é referência em saúde infantojuvenil no país, sendo um dos primeiros hospitais exclusivamente pediátricos do Brasil a conquistar a acreditação pela Joint Commission International (JCI) desde 2013. Conta com uma equipe multiprofissional altamente qualificada, preparada para atender desde casos simples até os mais raros e complexos na pediatria. O Instituto Futuro é Infância Saudável (Infinis) é o braço de filantropia e advocacy em prol dos direitos da saúde infantil e fortalecimento da sociedade civil. Juntos, os organismos da FJLS compartilham o propósito de pensar, cuidar e defender a saúde das crianças e dos adolescentes, promovendo um futuro mais justo, saudável e cheio de possibilidades.


Outubro - Mês da Conscientização em Ciberseguranç


Com IA ampliando o alcance das ameaças, Check Point Software reforça cinco práticas para proteger dados e identidades digitais


Especialista alerta que, diante do avanço das ameaças digitais impulsionadas por inteligência artificial, conscientização e prevenção precisam caminhar juntas tanto para usuários finais como para empresas 

 

Outubro é o Mês da Conscientização sobre Cibersegurança, iniciativa global que busca incentivar hábitos digitais mais seguros entre pessoas e empresas. Em um momento em que ataques cibernéticos crescem em volume e sofisticação, impulsionados pelo uso de inteligência artificial, a Check Point Software reforça que a melhor defesa é a prevenção — e não apenas a reação após o ataque. 

De acordo com Jeremy Fuchs, especialista da diretoria de tecnologia (Office of the CTO) da Check Point Software, promover uma cultura de segurança digital é essencial para proteger dados pessoais, informações financeiras e a identidade digital de indivíduos e organizações. 

“Os cibercriminosos estão constantemente explorando novas brechas, e a superfície de ataque é tão ampla quanto nossa presença online, principalmente agora com a inteligência artificial (IA), que amplia a sofisticação dos ataques. Reforçar práticas preventivas é a forma mais eficaz de se proteger, seja como usuário, seja como empresa”, explica Fuchs. 

Pensando nisso, a Check Point Software reuniu cinco recomendações fundamentais para ajudar as pessoas e empresas a se manterem protegidas durante o mês de conscientização, bem como ao longo de todo o ano: 


1. Verifique aplicativos antes de baixá-los

Mesmo em lojas oficiais, ainda há casos de aplicativos maliciosos. Antes de instalar, confira a reputação do desenvolvedor e as avaliações de outros usuários. Desconfie de apps que pedem permissões desnecessárias (como acesso a contatos em um app de lanterna) ou fazem promessas irreais. Sempre prefira fontes confiáveis e mantenha os aplicativos atualizados para corrigir falhas de segurança. 


2. Fique atento a comunicações falsas e golpes de phishing

Golpes por e-mail, mensagens ou redes sociais são cada vez mais sofisticados. Desconfie de comunicações com tom de urgência, como “ação imediata necessária” ou “sua conta será suspensa”. Evite clicar em links suspeitos e digite manualmente o endereço do site oficial no navegador. Nas empresas, o ideal é combinar soluções avançadas contra phishing e ransomware com treinamento contínuo de colaboradores, reduzindo o risco de ataques bem-sucedidos. 


3. Desconfie de vídeos e áudios manipulados (deepfakes)

A tecnologia de deepfake tornou falsificações mais convincentes. Conteúdos visivelmente alterados — com movimentos faciais artificiais, iluminação incoerente ou áudio fora de sincronia — podem indicar manipulação.

“Ao receber vídeos ou mensagens duvidosas, sempre confirme com a pessoa por outro canal antes de acreditar ou compartilhar”, alerta Fuchs. 


4. Não interaja com mensagens de texto de remetentes desconhecidos

Os golpes por SMS (smishing) estão em alta, com falsas notificações de entrega, promoções ou cobranças. A recomendação é simples: não clique, não responda e apague. Em caso de dúvida, procure diretamente os canais oficiais da empresa. Bloquear o número ajuda a evitar novas tentativas. 


5. Monitore possíveis vazamentos de credenciais e atue rapidamente

Vazamentos de dados estão mais frequentes do que nunca — e o número de credenciais comprometidas aumentou 160% em 2025, segundo dados globais da Check Point Software. Use serviços confiáveis de monitoramento, troque senhas imediatamente ao detectar vazamentos e ative a autenticação de múltiplos fatores (MFA). 

Nas empresas, a exposição de credenciais pode abrir portas para invasões para ataques na cadeia de suprimentos e via terceiros. Adotar o modelo de segurança Zero Trust ajuda a conter movimentações laterais de atacantes dentro da rede. 

Para a Check Point Software, a prevenção é o alicerce da segurança digital. “Cobrir todos os pontos — dispositivos, aplicações web, e-mails, dados e acessos corporativos — é indispensável. E, na dúvida, siga a regra de ouro: não interaja com o suspeito e reporte o incidente imediatamente”, reforça Jeremy Fuchs. 

Ao adotar essas cinco práticas e cultivar uma cultura de segurança constante, usuários e empresas podem reduzir riscos e fortalecer sua resiliência digital em um mundo cada vez mais conectado.





Check Point Software Technologies Ltd.

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Aviso legal relativo a declarações prospectivas

Este comunicado de imprensa contém declarações prospectivas. Declarações prospectivas geralmente se referem a eventos futuros ou ao nosso desempenho financeiro ou operacional futuro. As declarações prospectivas neste comunicado incluem, mas não se limitam a declarações relacionadas às nossas expectativas quanto ao crescimento futuro, à ampliação da liderança da Check Point no setor, à valorização para os acionistas e à entrega de uma plataforma de cibersegurança líder do setor para clientes em todo o mundo. Nossas expectativas e crenças em relação a esses assuntos podem não se concretizar, e os resultados reais ou eventos futuros estão sujeitos a riscos e incertezas que podem fazer com que os resultados ou eventos reais sejam significativamente diferentes dos projetados. As declarações prospectivas contidas neste comunicado também estão sujeitas a outros riscos e incertezas, incluindo aqueles descritos de forma mais completa em nossos arquivos junto à Securities and Exchange Commission (SEC), incluindo nosso Relatório Anual no Formulário 20-F arquivado na SEC em 2 de abril de 2024. As declarações prospectivas contidas neste comunicado são baseadas nas informações disponíveis para a Check Point na data deste documento, e a Check Point se isenta de qualquer obrigação de atualizar qualquer declaração prospectiva, exceto quando exigido por lei.


Etecs oferecem 92 mil vagas para ensino gratuito em São Paulo

 Oportunidades estão distribuídas pelas 228 unidades e classes descentralizadas de todo o Estado; inscrições para o Vestibulinho devem ser feitas até 3 de novembro, pela internet

 

As Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) estão com inscrições abertas para o processo seletivo do primeiro semestre de 2026, até as 15 horas do dia 3 de novembro, pelo site vestibulinho.etec.sp.gov.br. Para participar do exame que classifica candidatos para os cursos gratuitos, em diferentes modalidades, é preciso pagar uma taxa de R$ 29. A prova será aplicada no dia 30 de novembro. 

O Vestibulinho das Etecs do Centro Paula Souza (CPS) oferece 92.355 vagas para os Ensinos Médio e Médio integrado ao Técnico, para o modelo de Articulação da Formação Profissional Média e Superior (AMS), bem como para os cursos técnicos – presencial, semipresencial e online – e especializações técnicas. As oportunidades estão distribuídas entre as 228 Etecs e classes descentralizadas do Estado de São Paulo.



Inscrições

Para fazer a inscrição, o candidato deve acessar o site oficial, preencher a ficha eletrônica, o relatório socioeconômico e escolher o curso e a unidade de estudo desejada. É possível efetuar até cinco inscrições diferentes. Para cada uma delas, será gerado um novo boleto. A inscrição para fazer a prova só terá validade após o pagamento da taxa de participação, via boleto bancário, internet banking ou cartão de crédito.

As Etecs disponibilizam computadores com acesso à internet para candidatos que necessitarem de apoio para esta etapa. O interessado deve entrar em contato com a unidade para verificar os horários de atendimento.


Requisitos

  • Ensino Médio, Ensino Médio integrado ao Técnico e AMS: é necessário ter concluído ou estar cursando a 9ª série do Ensino Fundamental.
  • Cursos técnicos: o candidato deve estar cursando a partir da segunda série ou ter concluído o Ensino Médio. Para o curso Técnico em Enfermagem é obrigatório ter 18 anos completos até 31/01/2026.
  • Especializações técnicas: é necessário ter concluído um curso técnico vinculado – para a Especialização em Gestão de Projetos, o requisito é ter concluído curso técnico ou superior.

O candidato deve conferir todos os requisitos no Manual do Candidato, disponível na internet. 

 

Inclusão social

O CPS adota políticas para ampliar o acesso às Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs). Entre elas está o Sistema de Pontuação Acrescida, que concede bônus de 3% a candidatos afrodescendentes e de 10% àqueles que cursaram integralmente o Ensino Fundamental II em escola pública; quando o estudante se enquadra nas duas condições, o acréscimo chega a 13%.

O processo seletivo também prevê solicitação de condições especiais para candidatos com deficiência, mediante envio de laudo médico, e o uso do nome social para candidatos transgêneros, mediante indicação no formulário e apresentação da documentação exigida.


Calendário

Os interessados em prestar o exame devem ficar atentos às datas do cronograma do Vestibulinho das Etecs. Confira as próximas etapas:

  • até 3 de novembro, às 15 horas: período de inscrições
  • 25 de novembro, a partir das 15 horas: divulgação dos locais de prova
  • 30 de novembro, às 13h30: prova do Vestibulinho das Etecs

Em caso de dúvidas, acesse o “Fale Conosco” do site vestibulinho.etec.sp.gov.br ou ligue para a Central de Informações: (11) 3471-4071 (Capital e Grande SP) ou 0800 772 2829 (demais localidades).

 

 Centro Paula Souza


API oficial do WhatsApp: como o canal está redefinindo o atendimento ao cliente?

Encontrar alguém que não tenha o WhatsApp instalado em seu dispositivo é quase uma missão impossível. Além de ter se consolidado como um dos canais favoritos dos brasileiros para se comunicarem, no contexto B2B, ele ganha ainda mais relevância ao unir capilaridade e eficiência operacional, tornando possível escalar a comunicação corporativa sem perder a qualidade. Algo que, em um mercado em constante evolução e extrema competitividade, não pode ser deixado de lado por todos que quiserem se sobressair e potencializar seus resultados.

Segundo o estudo “Digital 2024: Brazil”, este aplicativo está presente em 99% dos celulares no país, com a média de 147 milhões de usuários ativos. Em outro relatório da Opinion Box, 82% dos brasileiros já o utilizam para se comunicarem com empresas, além de 60% que já realizaram compras pelo app. O que vem motivando tamanha aderência? Muitas vantagens, na verdade.

A API oficial do WhatsApp, por exemplo, permitiu que as empresas integrassem o canal diretamente a CRMs, ERPs e plataformas de atendimento, aperfeiçoando sua capacidade de centralizar interações, automatizar fluxos e, ao mesmo tempo, manter proximidade com o consumidor. Esse conjunto de funcionalidades permite, aos gestores, que tenham uma visão unificada do cliente em diferentes sistemas, oferecendo suporte simultâneo e escalável que melhore sua experiência.

Isso, sem falar da possibilidade de automatizar os fluxos via chatbots, sem deixar de lado o atendimento humano. Todos os resultados são compilados e podem ser analisados em tempo real através de seus relatórios e métricas, favorecendo otimizações contínuas que melhorem, cada vez mais, esses resultados obtidos.

Em um cenário onde os consumidores valorizam cada vez mais a agilidade, esses benefícios se refletem em uma maior conveniência e rapidez em sua jornada de atendimento com a marca, favorecido ainda mais pela falta de necessidade de curva de aprendizado. Afinal, como já faz parte do dia a dia do brasileiro, ele já está acostumado com essa experiência intuitiva e fluida, com a possibilidade de interagir em diferentes formatos como texto, voz, vídeo, imagens e, até mesmo, realizar pagamentos dentro da própria conversa.

A conquista de todas essas vantagens, contudo, também está associada a cuidados cruciais que garantem sua eficácia. Escalar o atendimento nesse canal pode se tornar complexo sem as integrações certas, e seu mau uso pode comprometer seriamente a reputação da marca, com risco de bloqueio ou até banimento do número. O excesso de automação também pode enfraquecer a experiência se não houver equilíbrio entre tecnologia e humanização, ao invés de receberem mensagens robotizadas e fora de seu perfil.

Para evitar esses riscos e ter uma chance cada vez maior de obter um ROI de qualidade, é necessário unir segmentação, personalização e o uso de mensagens contextuais acompanhadas, de perto, por métricas que orientem a ajustar os fluxos da melhor forma possível, garantindo a qualidade na jornada de atendimento ao cliente. O canal deve ser usado com inteligência para evitar saturação, de forma que o cliente veja valor real em cada interação.

Trabalhe com mensagens autorizadas e relevantes, use templates interativos para cobranças, vendas e notificações, personalize a comunicação de acordo com o perfil do cliente e, acima de tudo, acompanhe KPIs estratégicos como taxa de abertura, tempo médio de resposta e conversão.

Uma boa abordagem no WhatsApp precisa ser clara, consultiva e objetiva, uma vez que o consumidor moderno valoriza soluções práticas e informações relevantes. Ao estruturar essa comunicação, guie o usuário desde o primeiro contato até a resolução da demanda, com mensagens curtas, claras e objetivas que transmitam autoridade e confiança, visando a máxima satisfação e retenção desse cliente. 



Carlos Feist - Diretor de Inovação da Pontaltech.
Pontaltech


Infidelidade ainda pesa na Justiça: traidor pode perder direito à pensão, mas não à partilha de bens

Especialista explica como tribunais avaliam provas de traição, tratam a infidelidade virtual e limitam o impacto da culpa nos divórcios


Embora o adultério tenha deixado de ser crime há quase 20 anos, a infidelidade conjugal ainda provoca efeitos jurídicos relevantes no Brasil — especialmente no direito a pensão alimentícia e na reparação por danos morais.

Segundo o advogado Wagner Oliveira Pereira Junior, da Michelin Sociedade de Advogados, pós-graduado em Direito de Famílias e Sucessões pela PUC/PR, a Justiça nega pensão ao cônjuge infiel quando comprovada a quebra dos deveres conjugais previstos no artigo 1.566 do Código Civil, que incluem fidelidade recíproca, mútua assistência e respeito mútuo.

“O cônjuge adúltero, quando a traição for a causa da ruptura da vida em comum, não terá direito a alimentos. Houve violação do dever conjugal e da confiança que sustentava o vínculo”, explica o advogado.

Apesar disso, o especialista esclarece que a infidelidade não interfere na divisão dos bens. “A partilha segue o regime de bens adotado no casamento. Só há reflexo patrimonial se ficar provado que o infiel desviou recursos do casal para manter a relação extraconjugal — caso em que cabe ressarcimento.”

No que diz respeito à prova da traição, Wagner destaca que suspeitas e boatos não bastam. É preciso apresentar evidências robustas, como mensagens, e-mails, fotos, vídeos ou testemunhos consistentes.

Infidelidade virtual - Embora não exista uma definição legal específica, a infidelidade virtual tem sido reconhecida pelos tribunais quando a conduta rompe a confiança conjugal e demonstra envolvimento afetivo ou sexual relevante. Trocas de mensagens íntimas, conversas em aplicativos, envio de fotos e uso de plataformas de relacionamento podem configurar traição, a depender da intensidade e do impacto sobre a relação.

“A Justiça exige provas lícitas e inequívocas. Inclusive, a infidelidade virtual pode afastar a pensão se for grave o suficiente para romper a confiança e causar o fim da convivência.”

Culpa nos divórcios - A tendência do Judiciário é reduzir a relevância da culpa nos divórcios desde a Emenda Constitucional nº 66/2010, que instituiu o divórcio direto, sem necessidade de atribuição de culpa para sua decretação. Ainda assim, a traição não é juridicamente irrelevante: pode influenciar na fixação de alimentos e, em casos específicos, embasar indenizações por danos morais, quando gera humilhação pública ou sofrimento psicológico comprovado.

“O Direito de Famílias moderno busca pacificação e proteção dos vulneráveis, sem ‘caçar’ culpados, mas sem ignorar condutas que geram prejuízos reais”, conclui.

 

Fonte: Wagner Oliveira Pereira Junior - advogado da Michelin Sociedade de Advogados, pós-graduado em Direito de Famílias e Sucessões pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).


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