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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

60% dos trabalhadores brasileiros afirmam que líderes não demonstram empatia durante demissõe

A INTOO, unidade de desenvolvimento de carreira e recolocação da Gi Group Holding, divulgou a pesquisa

 

Como as demissões impactam a cultura organizacional. O levantamento, realizado em parceria com a Workplace Intelligence, ouviu 2.200 pessoas em cinco países (Argentina, Brasil, Itália, Reino Unido e Estados Unidos) e mostra como a condução dos desligamentos impacta a confiança, a transparência e a cultura organizacional.

 

No recorte nacional, os dados chamam atenção: 60% dos brasileiros afirmam que seus líderes não demonstram empatia durante demissões – mesma proporção da média global. Além disso, 40% dos colaboradores no país perderam a confiança em sua empresa após passarem por cortes, percentual superior à média global de 33%.

“Esse é um alerta claro: conduzir desligamentos sem cuidado pode comprometer a relação de longo prazo com os talentos e afetar a estabilidade organizacional”, afirma Candice Gentil Fernandes, business manager da divisão no Brasil.


 

Suporte insuficiente


Outro ponto crítico está no papel do RH: 42% dos brasileiros afirmam que não recebem suporte adequado durante os processos de desligamento, frente a 38% na média global.

“O dado revela que as companhias brasileiras estão mais sensíveis à importância de apoiar profissionais em transição. Mas ainda há muito a avançar, principalmente em comunicação sobre benefícios e serviços disponíveis”, diz Candice.


Recolocação como diferencial competitivo


Enquanto no mundo apenas 33% das empresas incluem programas de recolocação em pacotes de demissão, no Brasil o índice é de 48%. Esse indicador reforça uma maior maturidade do mercado brasileiro nesse tema, embora ainda falte ampliar a oferta e o acesso a esses programas.

“Esse dado revela que as companhias brasileiras estão mais sensíveis à importância de apoiar profissionais em transição. Mas ainda há muito a avançar, principalmente em comunicação, já que só 18%, globalmente, dos empregados sabem que têm acesso a esse benefício”, afirma a business manager.


 

Impactos para a reputação


No âmbito global, quase 1 em cada 5 colaboradores afirmam que fariam críticas públicas à empresa nas redes sociais caso fossem demitidos, índice que sobe para 1 em cada 4 entre a Geração Z. Embora o estudo não detalhe o recorte por país nesse indicador, o dado reforça a necessidade de atenção das empresas ao risco reputacional.

“Mesmo quando as demissões são inevitáveis, a forma como são conduzidas faz toda a diferença. Transparência, empatia e suporte adequado reduzem riscos de perda de confiança e protegem a imagem da empresa no mercado”, diz Candice Gentil Fernandes.

 

Brasil x mundo: onde estão as diferenças

  • Falta de empatia: Brasil 60% (global 60%).
  • Perda de confiança: Brasil 40% (global 33%).
  • Falta de transparência nas demissões: Brasil 60% (global 53%).
  • Não confiam na liderança para conduzir cortes de forma ética: Brasil 60% (global 54%).
  • Suporte de RH inadequado: Brasil 42% (global 38%).
  • Defendem que outplacement seja obrigatório: Brasil 48% (global 33%).

 

Sobre a pesquisa


O estudo Como as demissões impactam a cultura organizacional foi conduzido pela INTOO em parceria com a Workplace Intelligence entre 18 de março e 3 de abril de 2025. Foram entrevistados 2.200 respondentes (1.100 líderes de RH e 1.100 empregados em tempo integral) na Argentina, Brasil, Itália, Reino Unido e Estados Unidos.

 

Workplace Intelligence

 

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