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sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall em ‘Um Dia Muito Especial’

Reynaldo Gianecchini  e Maria Casadevall
Crédito:  Priscila Prade


 

Os atores se unem pela primeira vez nos palcos em Um Dia Muito Especial, em uma adaptação do filme homônimo estrelado por Sophia Loren e Marcello Mastroianni em 1977. No teatro, a peça tem direção e adaptação de Alexandre Reinecke e tradução de Célia Tolentino. A estreia será no dia 17 de outubro de 2025 no Teatro Sérgio Cardoso,  espaço da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA).

 

A narrativa baseada no premiado filme homônimo de Ettore Scola traz a tocante história de vidas opostas que se encontram por acaso onde discutem o amor, a vida e as forças que unem e afastam as pessoas. Esta é a segunda vez que essa história será adaptada para o teatro no Brasil. Uma montagem dirigida por José Possi Neto e estrelada por Glória Menezes e Tarcísio Meira fez temporada por aqui em 1986. 

 

Um Dia Muito Especial é uma história de amor entre duas pessoas muito diferentes — ele, recém-demitido por ser homossexual; ela, uma dona de casa solitária, mãe de seis filhos, presa a um casamento marcado pelo machismo e traição. A peça aborda temas como aceitação, amor, transformação, preconceitos e o papel da mulher na sociedade, convidando o público a refletir sobre o que nos conecta e nos afasta em um cenário de diferenças e limitações pessoais.


 

Sinopse


Roma, 6 de maio de 1938. Enquanto Benito Mussolini e Adolf Hitler firmam sua aliança política — em uma parada com massiva presença da população — Antonietta, dona de casa e mãe de seis filhos, é impedida de ir para ficar em casa cuidando dos afazeres domésticos. Em meio ao caos, seu pássaro de estimação voa até a janela do vizinho Gabriele. Ele, demitido da rádio por ser gay e na iminência de ser preso, não iria a um desfile com essa temática. Entre conversas sobre sonhos, frustrações e desejos, nasce uma amizade extraordinária e um amor platônico que, naquele dia, mudará suas vidas para sempre.

 


Ficha técnica:


Autores:
Ettore Scola, Ruggero Maccari e Gigliola Fantoni

Tradução: Celia Tolentino

Adaptação: Alexandre Reinecke

Direção Geral: Alexandre Reinecke

Elenco: Reynaldo Gianecchini, Maria Casadevall, Carolina Stofella

Direção de Produção: Marcella Guttmann

Produção Executiva: Tatiana Zeitunlian

Assistência de Produção: Erica Paloma

Assistência de Direção: Carol Stofella

Design Gráfico: Julia Reinecke

Coordenação de Mídia Social: Rodrigo Ferraz e Kyra Piscitelli

Iluminação: Caetano Vilela

Cenários: Marco Lima

 

Fotografia: Priscila Prade

Trilha Sonora: Dan Maia

Maquiagem e Visagismo: Robson Souza

Figurino Masculino: Ricardo Almeida

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Produtores associados: Reynaldo Gianecchini e Alexandre Reinecke

Realização: Reinecke Produções Culturais Ltda.

 

 

Sobre a Amigos da Arte


A Associação Paulista dos Amigos da Arte é uma Organização Social de Cultura que trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo fomentar a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em seus 20 anos de atuação, a Organização desenvolveu mais de 70 mil ações que impactaram mais de 30 milhões de pessoas. Instagram | Site  

 

 

Serviço


Um Dia Muito Especial - Direção Alexandre Reinecke com Maria Casadevall e Reynaldo Gianecchini
Temporada:
De 17 de outubro a 30 de novembro, sexta-feira, às 20h; sábado, às 17h e às 20h domingo, às 17h
Haverá sessões “populares” nos dias 30 de outubro, 6 e 13 de novembro de 2025, às 20h.
Ingressos :
Ingressos entre R$ 70,00 e R$ 200,00|
Sympla
Duração: 90 minutos
Classificação etária:10 anos

Local: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno | Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo/SP
Capacidade: 827 lugares
Bilheteria: Aberta nos dias de espetáculos, das 14h até o horário da atração.

Contato bilheteria: (11) 3288-0136

 

Espetáculo A Rosa Mais Vermelha Desabrocha faz nova temporada no Teatro Estúdio em setembro



A trama mergulha nas transformações dos relacionamentos na era digital e no impacto do capitalismo sobre o amor.  



Adaptação da aclamada HQ sueca de Liv Strömquist, o espetáculo A Rosa Mais Vermelha Desabrocha volta aos palcos em nova temporada de 17 a 25 de setembro, sempre às quartas e quintas, às 20h, no Teatro Estúdio, em São Paulo.

 

No centro da montagem, quatro atrizes exploram, com intensidade e humor, as complexidades dos relacionamentos contemporâneos. Bianca LoprestiCarolina SplendoreFernanda Viacava Lenise Oliveira criam uma dinâmica única, costurando a narrativa com suas distintas perspectivas sobre o amor e a paixão. 

 

Com concepção e dramaturgia de Bianca Lopresti Ale Paschoalini - que também assina a direção -, a peça se divide em três atos, abordando como o capitalismo e a internet expandiram as opções e expectativas nos relacionamentos. A montagem também discute o impacto do crescimento feminino no mercado de trabalho e as consequências dessa mudança no comportamento masculino, além de questionar por que as pessoas se desapaixonam e como manter o amor vivo a longo prazo.

 

A adaptação respeita a essência da obra original, explorando novas possibilidades cênicas para envolver o público. “Comecei transcrevendo todo o texto da HQ e organizando-o em possíveis cenas. O próprio quadrinho sugere sequências e diálogos, então fui estruturando a adaptação a partir disso. Depois, passei o material para Ale Paschoalini, que revisava e trazia novas sugestões. Esse processo aconteceu ao longo de várias versões”, conta Bianca Lopresti.


 

Uma Dramaturgia Feminina e Plural


Em esquetes ficcionais, as atrizes interpretam várias personagens com uma abordagem singular sobre as relações afetivas. Entre as histórias, Bianca Lopresti interpreta uma monogâmica confluente que questiona o amor romântico. Carolina Splendore vive uma apaixonada, mas que nunca se envolveu com alguém por mais de dois anos.  Fernanda Viacava faz uma mulher que foi casada por duas décadas e agora enfrenta a solteirice. E Lenise Oliveira, vive um relacionamento aberto e defende sua liberdade amorosa. Juntas, as histórias instigam reflexões sobre os desafios do amor na atualidade.

 

Com forte apelo visual, a montagem mescla projeções, trilha sonora contemporânea e um perfume criado especialmente para a peça, ampliando a experiência sensorial. O dinamismo cênico mescla comédia e drama, mantendo um ritmo intenso ao longo dos atos. “O perfume da peça foi concebido como uma extensão sensorial da experiência de se apaixonar”, explica Ale Paschoalini. Criado por Cristian Alori, da International Flavors & Fragrances, o aroma reforça a imprevisibilidade do sentimento amoroso.

 

Um boneco de madeira representa um “homem objeto” trazendo uma crítica visual ao comportamento emocional contemporâneo. Para Ale Paschoalini, o boneco sintetiza a apatia afetiva e a superficialidade das relações, além de funcionar como um potente elemento cômico.  “Criado para representar um ator famoso de Hollywood que só namora mulheres até 25 anos de idade, o boneco também existe para sintetizar o comportamento das pessoas contemporâneas, que comunicam pouco ou nada seus sentimentos, e que ainda, segundo a teoria da autora, pararam de sentir. No espetáculo, sua presença se desdobra em diferentes personagens masculinos, ampliando a reflexão sobre masculinidade e afetividade na sociedade atual,” conta Ale.

 

A peça também carrega elementos autobiográficos, segundo Bianca Lopresti: "A inspiração dessas quatro personagens vem muito das nossas experiências de vida também. Parece que estamos vendo todos os relacionamentos que já tivemos, tanto os bons quanto os ruins.  

 

A Rosa Mais Vermelha Desabrocha não é apenas um espetáculo sobre amor. “É um convite para o público se reconhecer, rir e se emocionar com histórias que refletem os desafios de amar no século 21,”conclui Bianca Lopresti.


 

Sobre o livro


Publicado no Brasil pela Companhia das Letras - Quadrinhos na Cia, a HQ de Liv Strömquist foi um dos livros mais vendidos de 2021 e recebeu críticas positivas em veículos como O GloboFolha de S.PauloOmelete e Revista Bravo!. A obra foi traduzida para diversos idiomas, consolidando a autora como uma das principais vozes dos quadrinhos contemporâneos.

 


Sinopse 


Adaptada da HQ sueca de Liv Strömquist, quatro mulheres com diferentes maneiras de amar retratam como os relacionamentos evoluíram ao longo da história. Em esquetes ficcionais, baseadas em romances reais, a peça investiga o por quê as pessoas se apaixonam tão raramente hoje em dia.

 

Siga a peça no Instagram @arosamaisvermelhadesabrocha

 


Ficha técnica:

 

FICHA TÉCNICA COMPLETA. HQ ORIGINAL: Liv Strömquist. IDEALIZAÇÃO: Bianca Lopresti, Ale Paschoalini e Mariana Cassa. DRAMATURGIA: Bianca Lopresti e Ale Paschoalini. COLABORAÇÃO. DRAMATÚRGICA: Ligia Souza. DRAMATURGISTA: Fernanda Rocha. DIRETOR ARTÍSTICO: Ale Paschoalini. ASSISTENTE DE DIREÇÃO: Isabel Wolfenson. ATRIZES: Bianca Lopresti, Carolina Splendore. Fernanda Viacava e Lenise Oliveira. DIRETORA DE MOVIMENTO: Paula Picarelli. DIRETORA DE ARTE: Fabiana Egrejas. CENOTÉCNICA: Priscila Alcibíades. FIGURINO: Julia Cassa. PERFUMISTA: Cristian Alori  ILUMINAÇÃO: Lui Seixas. PRODUÇÃO: Mariana Cassa. ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: Gabi Bezerra. ASSESSORIA DE IMPRENSA: Adriana Balsanelli. Foto Still Cartaz: Helena Wolfenson. AGRADECIMENTO:  Luana Tanaka, Vinicius Kahan, Mayra Gama, Renata Jesion Quadrinhos na Cia, Cia das Letras e Vulva Cósmica. REALIZAÇÃO: Cuco Filmes.

 

Serviço:

A Rosa Mais Vermelha Desabrocha 

Dias 17, 18, 24 e 25 de setembro - Quartas e quintas, às 20h.

Duração: 75 minutos.

Classificação: 12 anos.

Ingressos:

LOTE 1 - R$ 40,00 / R$ 80,00

LOTE 2 - R$ 50,00 / R$ 100,00

Link vendas https://bileto.sympla.com.br/event/109370/d/332758/s/2264912

 

Teatro Estúdio 

Rua Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos, São Paulo - SP

Capacidade: 130 lugares. 

5 minutos da estação Santa Cecília do Metrô

O café e a bilheteira abrem 2 horas antes do início do espetáculo.

Acessibilidade: O teatro conta com rampas de acesso, banheiros adaptados e espaços exclusivos para cadeirantes.



Infância e imaginação em cena no Sesc Santo André

 
                                                               Papinha
                                                   Foto: Fellipe Oliveira


Programação de setembro reúne oficinas sustentáveis e espetáculos voltados às crianças  

 

Setembro no Sesc Santo André se apresenta como um território de descobertas e invenções, onde a infância encontra caminhos para explorar, criar e brincar. Entre materiais simples que se transformam em objetos, histórias que se abrem em cena e espaços que convidam ao encontro, o mês se torna uma oportunidade para que crianças experimentem o gesto coletivo, a imaginação e o diálogo com a natureza. 

As oficinas conduzidas pelo Arumã Brasil aproximam a prática manual da curiosidade infantil. A tinta invisível revela imagens ocultas como se fosse magia, e os hotéis para insetos convidam a compreender a importância desses pequenos habitantes no equilíbrio ambiental. Cada proposta reúne criação e sustentabilidade, construindo experiências que ultrapassam o momento da atividade. 

O teatro se abre como território de narrativas com Papinha, da Cia. Noz de Teatro, que acompanha uma criança e uma pequena monstra que buscam compreender diferenças e enfrentar medos em meio ao mistério das papinhas desaparecidas, em uma encenação que mistura dança, música e cores inspiradas em Picasso. Já em Achadouros, do Coletivo Criadouros, dois personagens escavam memórias da infância e convidam o público a transformar lembranças em matéria poética, reorganizando o cotidiano pelo olhar da imaginação. 

Assim, setembro se desenha no Sesc Santo André como um convite à invenção coletiva. Oficinas e espetáculos se entrelaçam como diferentes formas de experimentar a infância: seja pela transformação de materiais simples em novos objetos de brincar ou pela criação de mundos inteiros em cima do palco.
 

Programação:  

Meio Ambiente  

Tinta Invisível 
Com Arumã Brasil
 

Um convite para brincar, criar e aprender com as tintas e elementos naturais. Após, fazer o desenho com a tinta invisível, passaremos outra tinta para revelar o que foi desenhado, como um passe de mágica.
 

Dia 13/9, sábado, das 14h às 16h 
Espaço de Tecnologias e Artes 
Grátis - Inscrições no local com 30 minutos de antecedência. 
 

Hotéis para Insetos  
Com Arumã Brasil
 

A presença desses insetos, é benéfica, equilibra o sistema e previne pragas
nas plantas. Nesta atividade, será apresentado e confeccionado de forma coletiva um hotel para insetos, com objetivo de entender a importância e ciclo de vidas dos animais, que habitam esses hotéis.
 

Dia 27/9, sábado, das 14h às 16h 
Espaço Ateliê 
Grátis - Inscrições no local com 30 minutos de antecedência. 

 

Teatro 
  

Papinha 
Com a Cia Noz de Teatro
 

O desaparecimento das papinhas na cidade leva uma criança a encontrar Papinha, uma pequena monstra com dor de dente. Juntas, enfrentam medos e descobrem diferenças em um espetáculo com dança, música e formas animadas inspiradas em Picasso.
 
De 14 a 28/9, domingos, às 16h 
Teatro 
Livre - Autoclassificação 
Ingresso - R$40,00 / R$20,00 / R$12,00 


Achadouros 
Com o Coletivo Criadouros
 

Duas personagens exploram um quintal imaginário, onde memórias da infância se tornam matéria de criação. A encenação poética convida o público a refletir sobre relações humanas, transformação e a escrita da própria história.

Dia 14/9, domingo, às 11h 
Espaço de Tecnologias e Artes 
Livre - Autoclassificação 
Grátis - Inscrições no local com 30 minutos de antecedência. 
 

SESC SANTO ANDRÉ 

Rua Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar – Santo André

Telefone – (11) 4469-1200

Estacionamento: R$ 7,00 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (Credencial Plena). R$14,00 a primeira hora e R$ 3,50 por hora adicional (Outros)

Informações sobre outras programações:

Sescsp.org.br/santoandre


De “alisa meu pelo” a Porta dos Fundos: memes tomam conta do CCBB SP

Trenzinhos da alegria divertem o público na mostra em cartaz no CCBB São Paulo.
 Foto: Gui Caielli

Mostra investiga os memes como forma de linguagem, crítica, afeto coletivo e produção estética. De virais históricos como o “Sanduíche-iche-iche” à profusão das carretas e trenzinhos da alegria, a exposição mergulha na cultura digital brasileira e na potência política do humor.

 

O CCBB São Paulo está mergulhado na cultura digital com a exposição “MEME: no Br@sil da memeficação”, aberta ao público até 03 de novembro. A mostra é a primeira de grande porte no Brasil dedicada aos memes — essas criações que misturam humor, crítica social e afeto coletivo — e reúne nomes consagrados da arte contemporânea como Anna Maria Maiolino, Nelson Leirner e Claudio Tozzi, lado a lado com criadores de conteúdo como Porta dos Fundos, Melted Vídeos, John Drops e Greengo Dictionary.

A curadoria de Clarissa Diniz e Ismael Monticelli, com a colaboração do perfil de Instagram @newmemeseum, convida o público a explorar a memeficação como um dos modos mais potentes — e irônicos — de narrar o Brasil contemporâneo.

“Memes não são só piadas. Eles são ferramentas políticas, culturais e afetivas. São como o Brasil elabora, disputa e negocia suas diferenças — sociais, raciais, de gênero, estéticas — em tempo real”, afirma Clarissa. “A exposição parte do humor e provoca reflexões sobre como estamos diariamente refazendo o país por meio de suas imagens mais debochadas e, claro, críticas”.

Visitantes podem participar do Concurso Mundial do Mickey Feio.
 Foto: Gui Caielli


“Pensar o Brasil de hoje sem considerar a sua intensa produção de memes é adotar uma perspectiva que ignora uma camada significativa da experiência do país” diz Ismael Monticelli. “Eles não apenas refletem a realidade, mas atuam sobre ela: produzem memória, disputam narrativas, elaboram ficções, geram pertencimento. Enquanto fazemos memes, os memes refazem o Brasil.”

A proposta curatorial rompe barreiras entre diferentes linguagens e repertórios culturais, reunindo nomes consagrados da arte contemporânea brasileira, como Anna Maria Maiolino, Gretta Sarfaty, Nelson Leirner e Claudio Tozzi, ao lado de criadores de conteúdo como Porta dos Fundos, Alessandra Araújo, Melted Vídeos, John Drops e Greengo Dictionary.

 

Percurso da mostra

  1. Alisa meu pelo

No átrio do CCBB São Paulo, onças de diferentes formatos e materiais recebem o público numa cena que remonta ao meme “alisa meu pelo", cujo ápice ocorreu em 2023, tornando-se especialmente popular entre os adolescentes. Desenvolvido como recurso multissensorial e integrado às políticas de acessibilidade do CCBB, as onças da instalação reúnem recursos táteis, visuais e sonoros, convidando os públicos a se relacionarem desde a diversidade de seus corpos.


Foto: Gui Caielli


  1. Ao pé da letra

No primeiro núcleo da exposição, o foco recai sobre os jogos semânticos e os descompassos entre texto e imagem que tornam os memes tão eficazes em gerar riso, crítica e estranhamento. Em vez de explicarem um ao outro, palavras e figuras se combinam para formar sentidos inesperados — ou se colam literalmente, desnaturalizando expressões e convenções sociais.

O núcleo revela ainda como invenções linguísticas produzem deslocamentos de sentido e potência crítica, abordando práticas como o uso de emojis, narrações e dublagens cômicas, além de línguas como o tiopês, o pajubá e estruturas como o snowclone.

No Brasil, um dos exemplos mais populares de snowclone é o meme “Você pode substituir X por Y”, inspirado na apresentadora Bela Gil. A frase, usada originalmente para sugerir alternativas alimentares, foi rapidamente adaptada pela internet em versões humorísticas como “você pode substituir o WhatsApp por um pombo correio, por exemplo".


Foto: Gui Caielli


A investigação também explora como parte da produção visual no mundo digital é frequentemente rotulada como “feia”, “mal feita” ou “amadora”. Esses julgamentos estéticos, além de refletirem preconceitos antigos, ignoram um aspecto central: a “feiúra” é muitas vezes uma escolha deliberada. Trata-se de uma estética que rompe com os padrões tradicionais de beleza, valorizando o improviso, o erro e a imperfeição como recursos expressivos.

Alguns criadores presentes no núcleo são: Amanda Magalhães (@amandzmagalhaes), Daniel Santiago, Frimes (@frimes), Greengo Dictionary (@greengodictionary), Guto TV (@gutotvreal), Leandra Espírito Santo, Melted Vídeos (@meltedvideos), Nelson Leirner, Pamella Anderson, Panos Subversivos (@panossubversivos), Rafael Portugal (@rafaelportugal), Raquel Real (@raquelrealoficial), Roxinha e Ruth Lemos.

  1. A hora dos amadores

Inspirado pela célebre capa da revista Time de 2006 — que elegeu "você" como a personalidade do ano —, o núcleo aborda a virada provocada pela internet e pelas redes sociais, que deram visibilidade inédita às “pessoas comuns”. Os memes, nesse contexto, aparecem como uma tecnologia social de protagonismo, permitindo que vozes antes apagadas ou silenciadas ocupem o centro da cena.

Em países como o Brasil, marcados por fortes desigualdades, os memes se tornaram um território fértil para narrativas insurgentes: do humor que revela a precariedade cotidiana à crítica social feita com poucos recursos e muita sagacidade. Este núcleo sublinha essa potência do amadorismo como desvio criativo e força política.

Entre os destaques está a retomada do Concurso Mundial do Mickey Feio, realizado em 2001 por Daniela Brilhante e Lourival Cuquinha, que formam a dupla Valdisnei, um trocadilho com o nome Walt Disney. A proposta convida o público a criar versões “feias” do personagem da Disney, em uma crítica bem-humorada ao imperialismo cultural. Essa nova edição da iniciativa será realizada em parceria com o Educativo do CCBB SP, num incentivo à participação do público.

Os educadores do CCBB oferecerão oficinas de criação de Mickeys Feios, abertas a todos que se interessarem em participar. As atividades ocorrem a cada 30 minutos, de quarta a segunda-feira, das 12h às 19h. As criações do público passarão a integrar a exposição.

Alguns criadores presentes no núcleo são: Alessandra Araújo (@alessandraraujooficial), Vadisnei (Lourival Cuquinha e Daniela Brilhante), Malfeitona (@malfeitona), O Brasil que deu certo (@obrasilquedeucerto), Felipe Neto (@felipeneto) e Raphael Vicente (@raphaelvicente).

 

  1. Da versão à inversão

A imitação é uma das bases da linguagem memética, e por isso aqui ela é investigada não como gesto de repetição, mas como uma atividade crítica e criativa. Esse núcleo mostra como memes transformam cópias em versões que subvertem e desmontam o original, produzindo humor, paródia e comentário social.

A exposição apresenta desde pequenas alterações — como trocar uma palavra ou fazer um recorte específico de imagem — até inversões radicais: mulheres imitando homens, estéticas que embaralham as fronteiras entre identidade e representação. “Como no Carnaval, o riso vem da inversão — e nela, uma crítica se insinua”, resumem os curadores.


Foto: Gui Caielli


Com humor ácido, neste núcleo o público acompanha, por exemplo, uma versão paródica dos tradicionais “Museus do Homem", instituições etnográficas que historicamente atribuíam, ao homem branco europeu, um modelo civilizatório supostamente válido para toda a humanidade. Desse modo, a exposição verte esses museus etnográficos num debochado “Museu do Homem da Internet", no qual figuram vitrines que apresentam quatro estereótipos masculinos: o heterotop, conservador que exalta os valores da masculinidade; o esquerdo macho, progressista apenas no discurso; o Faria Limer, defensor do mérito neoliberal; e o red pill, adepto de visões antifeministas. Ao reunir essas figuras, os memes ironizam discursos de falsa opressão e expõem os privilégios masculinos que seguem operando sob novas roupagens.

Alguns criadores presentes no núcleo são: A vida de Tina (@avidadetina), Denilson Baniwa, Alexandre Mury, John Drops (@johndrops), Hand-painted Brazil (@handpaintedbrazil), Festa da Firma (@festadafirma), Juvi Chagas (@ajuvichagas), Lara Santana (@larasantana), Malhassaum (@malhassaum), Porta dos Fundos (@portadosfundos), Renata Felinto, Rafaela Azevedo (com a personagem Fran, @fran.wt1) e Victor Arruda.

O eu proliferado

A explosão do “eu” nas redes sociais e a forma como a vida privada se tornou espetáculo são destaques neste núcleo. A internet deixou de ser apenas um espaço de compartilhamento para se tornar um palco de auto performance. A construção de si — por meio de selfies, dancinhas, relatos, confissões e personagens — tornou-se prática cotidiana, revelando tanto o desejo de existir publicamente quanto os efeitos dessa superexposição.

O núcleo aborda a dramaturgia do “eu” como potência e armadilha. Se, por um lado, possibilita a afirmação de identidades historicamente apagadas, por outro, evidencia o impacto subjetivo da lógica neoliberal, que transforma a autoestima em mercadoria e precariza o bem-estar e a saúde mental.


Foto: Gui Caielli


A mostra inclui um estúdio de podcast que convida o público a acompanhar uma conversa ficcional entre personagens que parodiam o universo da autoajuda e do coaching nas redes sociais. Com telas acopladas a cadeiras, a instalação recria a atmosfera de um bate-papo midiatizado, no qual o visitante experimenta, com doses de humor e crítica, a sensação de estar diante de um diálogo entre a motivação e o fracasso em tempos de disforia social.

Alguns criadores presentes no núcleo são: Coach de Fracassos (@coachdefracassos), Frases Pra Você (@frasespravoce), Galinhas Inseguras (@galinhasinseguras), Gretta Sarfaty, Jacira Doce (@jaciradoce), Fábio Cruz (com o personagem Fabão, @eusoufabao), Lenora de Barros, Nathalia Cruz (@nathaliapontocruz), Panmela Castro, Pedro Vinicio (@pedrovinicio80), Regina Vater, Telma Saraiva, Monica Piloni, Valentina Bandeira (@valentinabandeira), Valeska Soares.

 

  1. Combater ficção com ficção

A polarização política e a radicalização do discurso público são temas centrais do núcleo, que examina o papel dos memes na disputa simbólica do presente. Ao mesmo tempo em que são ferramentas de leitura e resistência política, os memes podem também ser veículos de desinformação, exclusão e violência. A curadoria propõe aqui uma reflexão sobre os usos éticos do riso, compreendendo o humor como forma sofisticada de diplomacia, mas também como instrumento perigoso nas mãos do autoritarismo. Entre a memecracia e a crítica, este núcleo convida a pensar: como rir sem reforçar os estigmas que queremos combater?

As figuras dos políticos que, desde os anos 1980, vêm sendo parodiadas por programas como TV Pirata e, mais recentemente, em esquetes do Porta dos Fundos, não poderiam ficar de fora. A sátira política se articula com uma crítica à militância digital e o ativismo de sofá que escancara, com humor, os absurdos e contradições do discurso nas redes.

Alguns criadores presentes no núcleo são: Augusto de Campos, Claudio Tozzi, Dolangue News (@dolangue.news), Dora Longo Bahia, História no Paint (@historianopaint), Juju dos Teclados (@jujudosteclados), Marcelo Tas (@marcelotas), Paulo Gustavo, O Pasquim, Porta dos Fundos (@portadosfundos), Regina Silveira, Saquinho de Lixo (@saquinhodelixo), Sensacionalista (@jornaldosensacionalista).

 

  1. Memes: o que são? Onde vivem? Do que se alimentam?

Encerrando o percurso, esse núcleo abraça a impossibilidade de definir os memes de forma única. Ao invés de uma resposta fixa, a curadoria propõe uma provocação coletiva: como cada pessoa compreende o que é um meme? O que eles significam hoje?

São apresentadas 10 entrevistas inéditas com criadores brasileiros que responderam, em vídeo, essa indagação existencial, desdobrando-as em reflexões sobre humor e memeficação. Aqui, o meme é entendido como forma fluida e mutante — uma expressão que habita os interstícios da linguagem, circula entre mídias e revela, no improviso, a imaginação crítica do nosso tempo.

Este núcleo foi elaborado em parceria com o Museu de Memes (https://museudememes.com.br), projeto da Universidade Federal Fluminense (UFF) sob a coordenação do professor e pesquisador Viktor Chagas, um dos maiores pesquisadores sobre a linguagem dos memes no Brasil.  

"MEME: NO BR@SIL DA MEMEFICAÇÃO" é uma produção da Patuá Produções, com patrocínio do Banco do Brasil. Depois de São Paulo, a exposição será apresentada em Brasília (novembro de 2025 a março de 2026), Belo Horizonte (março a junho de 2026) e Rio de Janeiro (agosto a novembro de 2026).

 

Serviço: 

Exposição "MEME: NO BR@SIL DA MEMEFICAÇÃO”

Período: até 03 de novembro de 2025

Horário: Todos os dias, das 9h às 20h (exceto às terças)

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo  

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP    

Ingressos: Gratuitos em bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB 


Guia das Profissões amplia a experiência de exposição no Centro Cultural Fiesp

Foto: Gui Caielli

 


O material é baseado na mostra “O Futuro das Profissões”, em exibição até 16 de novembro, e conta com informações sobre o mercado de trabalho, além de jogos que estimulam a reflexão e a criatividade


A exposição “O Futuro das Profissões”, em cartaz até 16 de novembro no Espaço de Exposições do Centro Cultural Fiesp, apresenta um reforço interativo: o Guia das Profissões. O material educativo e lúdico amplia a proposta da mostra e pode ser acessado gratuitamente no site da Fiesp ou clicando aqui.

Inspirado na exposição, que convida o público a repensar o trabalho em um mundo em constante transformação, o guia traz jogos como caça-palavras, estímulos criativos, reflexões e informações sobre as profissões do futuro. É uma forma de levar para casa as discussões provocadas pela mostra desenvolvida pelo SESI Lab, que já atraiu milhares de visitantes desde sua estreia em Brasília.

Com um futuro do trabalho cada vez mais dinâmico, híbrido e conectado a tecnologias emergentes, o guia propõe um olhar crítico e curioso sobre o que está por vir. Voltado para jovens, educadores e famílias, o material pode ser baixado, impresso e utilizado como ferramenta complementar de visita à exposição ou como ponto de partida para debates sobre carreira, tecnologia e educação.


Sobre a exposição “O Futuro das Profissões”

Gratuita e interativa, a mostra está dividida em cinco módulos e apresenta desde previsões e utopias do passado até as demandas atuais do mundo do trabalho, passando por painéis interativos, quizzes, depoimentos e experiências digitais. A proposta é estimular a reflexão sobre os caminhos possíveis das profissões — aquelas que estão desaparecendo, se reinventando ou surgindo a partir das novas tecnologias e dos desafios contemporâneos.

 

SERVIÇO

Exposição: O Futuro das Profissões
Período: 13 de agosto a 16 de novembro de 2025
Horário: Terça a domingo, das 10h às 20h (fechado nos dias 09, 10, 16, 23 e 30/09; 14, 29 e 30/10 e 11/11)
Local: Espaço de Exposições do Centro Cultural Fiesp – Av. Paulista, 1313 (em frente à estação Trianon-Masp)
Entrada: Gratuita

Guia das Profissões: disponível para download gratuito em centrocultural.fiesp.com.br


Pinacoteca Benedicto Calixto recebe exposição inédita de marchetaria de Danilo Blanco


Dominó Gigante VGCOM - ARTE NA PINACOTECA - acervo Danilo Blanco



A exposição também apresenta obras realizadas em parceria com artesãos anônimos do centro de São Paulo, além de peças interativas, como o inusitado jogo de dominó gigante.


A Pinacoteca Benedicto Calixto - Santos - SP - abre suas portas para a exposição inédita de Danilo Blanco, um dos principais nomes da marchetaria contemporânea no Brasil. A mostra poderá ser visitada de 11 de setembro a 09 de novembro, reunindo peças que dialogam com a tradição e a inovação por meio da técnica milenar de encaixe de materiais.

Com curadoria de Carlos Zibel e Antonio Carlos Cavalcanti Filho, a exposição apresenta obras autorais de Blanco que surpreendem pela combinação precisa de cores, formas e texturas. O artista retoma a marchetaria em sua complexidade técnica e poética, explorando desde materiais nobres — como madeira e ossos — até elementos reaproveitados, como papéis, plásticos e impressos. O resultado são composições que mesclam o rigor artesanal à liberdade estética da arte contemporânea.

A mostra integra o projeto Arte na Pinacoteca, uma realização do Ministério da Cultura com patrocínio da Ecovias Imigrantes, Instituto Rumo, Rumo, Brasil Terminal Portuário (BTP), MSC, MEDLOG e G. PIEROTTI. A iniciativa é da Fundação Benedicto Calixto, com direção executiva de Leila Gazzaneo e produção de Fábio Luiz Salgado.

Mais que um exercício estético, o trabalho de Danilo Blanco propõe uma reflexão sobre o fazer manual e o papel social da arte. Suas criações transitam entre o ateliê e o espaço público, entre a tradição do ofício e o pensamento conceitual contemporâneo. Artista, educador e ativador cultural, Blanco promove ações colaborativas e oficinas que envolvem comunidades, como no projeto Entorno de Nós, responsável por murais permanentes em escolas, estações de trem e espaços culturais.

A exposição também apresenta obras realizadas em parceria com artesãos anônimos do centro de São Paulo, além de peças interativas, como o inusitado jogo de dominó gigante. Com sensibilidade e precisão, Blanco convida o público a uma experiência sensorial e reflexiva, onde a madeira se transforma em linguagem, presença e poesia.

 

Serviço

Exposição de Marchetaria de Danilo Blanco

De 11 de setembro a 9 de novembro de 2025

De terça à domingo, das 9h às 18h 

Entrada Gratuita 

Local: Pinacoteca Benedicto Calixto (Av, Bartolomeu de Gusmão, 15 - Boqueirão, Santos – SP

Informações: (13) 3288-2260 | WhatsApp: (13) 9 9734-6364

Site: www.pinacotecabenedictocalixto.org.br 

Instagram: @pinacotecabenedictocalixto

 

5ª Caminhada "Juntos pela Vida" promove conscientização sobre saúde mental no Setembro Amarelo

Evento será realizado no Parque da Redenção, no dia 14 de setembro


A capital gaúcha receberá, no dia 14 de setembro, domingo, a 5ª edição da Caminhada “Juntos pela Vida”, iniciativa que integra a programação do Setembro Amarelo – mês de prevenção do suicídio. A atividade é organizada pela Câmara Municipal de Porto Alegre, com apoio da Prefeitura de Porto Alegre e da Frente Parlamentar de Prevenção ao Suicídio e Automutilação, com o apoio da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS).

A concentração está marcada para as 9h30min, no Parque da Redenção, com ponto de encontro no Monumento ao Expedicionário, localizado na Avenida José Bonifácio, 245 – Bairro Farroupilha. O objetivo é sensibilizar a população sobre a importância do cuidado com a saúde mental.

“O maior desafio hoje na área da saúde mental é lidar com a alta prevalência de transtornos como ansiedade e depressão, somada às elevadas taxas de suicídio — especialmente no Rio Grande do Sul, que historicamente está entre os estados com maiores índices do país. Ainda enfrentamos o estigma e a dificuldade de falar sobre o tema e a falta de investimentos em políticas de prevenção e posvenção. Mais do que falar sobre suicídio, precisamos falar sobre estabilidade emocional e hábitos saudáveis nas escolas, empresas e comunidade”, afirmou a presidente da Frente Parlamentar de Prevenção ao Suicídio e Automutilação, a vereadora e psicóloga Tanise Sabino.

O presidente da AMRIGS, Dr. Gerson Junqueira Jr., destacou que ações como essa ajudam a ampliar o diálogo sobre um tema que ainda é cercado de tabus.

“Precisamos falar de forma aberta e responsável sobre bem-estar psicológico. A informação e o acolhimento são fundamentais para prevenir o suicídio e oferecer suporte a quem está em sofrimento. É um momento de conscientização, amparo e união da comunidade em defesa da vida, reforçando que ninguém está sozinho e que buscar ajuda é um ato de coragem e cuidado”, declarou.

A ação é aberta ao público.


Marcelo Matusiak

 

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