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sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Osteoporose: a doença silenciosa que enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas do quadril

Você sabia que uma simples queda pode ser muito mais perigosa com o avanço da idade? A explicação está, muitas vezes, na osteoporose, uma doença silenciosa que fragiliza os ossos e aumenta de forma significativa o risco de fraturas, sobretudo no quadril. 

Essa fratura é considerada um evento grave, capaz de transformar a rotina do paciente e da família. No entanto, existem formas eficazes de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento, que ajudam a evitar complicações e preservam a qualidade de vida.

 

O que é a osteoporose e por que o quadril é tão vulnerável?

A osteoporose enfraquece os ossos de maneira progressiva, tornando-os porosos e quebradiços, sem causar sintomas até o momento em que ocorre a fratura. O quadril é especialmente vulnerável porque suporta grande parte do peso do corpo. Em casos avançados, não apenas quedas, mas até movimentos bruscos podem resultar em fratura.

 

Um problema de saúde pública

A osteoporose atinge cerca de 10 milhões de brasileiros, a maioria mulheres após a menopausa, em razão da queda dos níveis de estrogênio. Globalmente, uma fratura osteoporótica acontece a cada 3 segundos. Após os 50 anos, uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens terão algum tipo de fratura relacionada à doença.

As fraturas do quadril têm impacto profundo: cerca de 40% dos pacientes não voltam a caminhar sozinhos e, infelizmente, essa condição é uma das principais causas de mortalidade em idosos.

 

Como identificar ossos enfraquecidos?

A principal ferramenta de diagnóstico é a densitometria óssea, exame rápido, indolor e não invasivo que avalia a densidade mineral dos ossos, especialmente da coluna e do quadril. Ele permite identificar precocemente a perda óssea e monitorar a resposta ao tratamento.

Exames laboratoriais e a análise do histórico clínico também auxiliam no diagnóstico, ajudando a descartar outras causas metabólicas de fragilidade óssea.

 

Estratégias de prevenção e tratamento

O cuidado com a saúde óssea tem dois objetivos principais: fortalecer os ossos e prevenir quedas.

 

  1. Medidas não medicamentosas
  • Alimentação rica em cálcio: leite, queijos, iogurtes, vegetais verde-escuros (como couve e brócolis) e sardinha.
  • Vitamina D: obtida por meio de exposição solar segura (cerca de 15 minutos diários) e, se necessário, suplementação.
  • Atividade física regular: exercícios com impacto, como caminhada e musculação, são fundamentais para estimular a formação óssea e melhorar equilíbrio e força muscular.
  • Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool.

 

  1. Tratamento medicamentoso
    Em alguns casos, é necessário o uso de suplementação de cálcio e vitamina D, além de medicamentos modernos, que podem reduzir a perda óssea (antirreabsortivos) ou estimular a formação de osso novo.

A osteoporose é silenciosa, mas suas consequências podem ser devastadoras. Investir na saúde dos ossos é uma forma de garantir mais independência, autonomia e qualidade de vida no futuro. Não espere uma fratura para agir. A prevenção continua sendo o melhor tratamento.

 

Dr. Guilherme Falótico - ORTOPEDISTA ESPECIALISTA EM CIRURGIA DO QUADRIL - CRM 128925 – Possui formação sólida na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, onde também é professor adjunto. Mestre e doutor em Ciências, possui Fellowship no renomado Rothman Institute (EUA), com foco em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. É certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ. Uma referência em ortopedia, ciência e inovação.

 

Medicamentos e terapia lideram investimentos em saúde mental, revela pesquisa da Serasa

  • 33% desembolsam entre R$ 101 a R$300 mensalmente;
  • Para 44%, o valor desses cuidados representam até 10% da renda mensal;
  • 30% gostariam de investir até R$100 em saúde mental. 

 

Marcado pela conscientização e prevenção da saúde mental, o Setembro Amarelo tem ganhado cada vez mais relevância entre os brasileiros. Apesar dessa maior conversa sobre o assunto, os custos ao tratamento ainda são um desafio para muitos, como aponta uma pesquisa realizada pela Serasa em parceria com a Opinion Box. Os principais investimentos estão relacionados a remédios e terapias: 38% com medicamentos, 21% em terapia e psicólogo, 17% com plano de saúde e 16% em consultas com psiquiatras. 

No ano passado, os gastos com medicamentos representavam 24%, tendo um crescimento de 14 pontos percentuais em um ano. Os demais custos também tiveram um aumento, entre eles, terapia e psicólogo que, em 2024, representava 12,3% dos custos, plano de saúde com 11% e psiquiatras (7,5%). 

De acordo com os dados, apenas 18% afirmam destinar até R$100 por mês à saúde mental, enquanto a maioria, 33%, aplicam entre R$101 e R$300. No entanto, esse cenário muda, quando se trata do investimento que os brasileiros gostariam de ter com esse cuidado.


Quando questionados sobre a representatividade destes gastos na renda mensal, os números surpreendem: até 10% da renda (44%), entre 11% e 25% (30%), entre 26% e 50% da renda (17%) e mais de 50% (9%). 

Esses valores elevados reforçam a necessidade de um planejamento bem estruturado, 26% dos entrevistados afirmam que possuem dificuldades financeiras constantemente por conta destes gastos. Já 25% dizem que isso ocorreu ocasionalmente, 24% já passaram por essa situação, mas hoje estão sob controle, e 25% afirmam que nunca passaram por este aperto. 

Entre os motivos apontados por quem não investe mais em saúde mental, estão a priorização de outras áreas da vida (20%), falta de condições financeiras (18%) e acúmulo de responsabilidades (11%), que dificultam o autocuidado. 

Para Thiago Ramos, especialista da Serasa em educação financeira, os dados reforçam a importância da educação financeira relacionada à saúde. “Cuidar da saúde mental não deveria ser um privilégio, mas uma parte essencial da vida de todos. É fundamental que as pessoas consigam se planejar financeiramente para incluir esse cuidado na rotina. A educação financeira é, também, uma ferramenta de bem-estar e prevenção.”

 

Metodologia

Pesquisa realizada pela Serasa e Opinion Box entre 8 e 19 de agosto de 2025.

Com 1.240 entrevistas realizadas em todo o país. Margem de erro de 2.8 pp.

 


Serasa
www.serasa.com.br
@serasa


A cada 40 minutos uma pessoa tira a própria vida no Brasil: Setembro Amarelo reforça a urgência da prevenção ao suicídio

 

Campanha adotada em 2015 no Brasil é marcado por ações de conscientização em todo o país 

 

O Setembro Amarelo tem papel fundamental na conscientização sobre a prevenção ao suicídio e na promoção da saúde mental e tem ganhado ainda mais relevância diante de números preocupantes divulgados por organismos nacionais e internacionais, que apontam o suicídio como uma das principais causas de morte evitável no planeta. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 727 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. Apesar de uma leve queda nas taxas globais nos últimos anos, 73% dessas mortes ocorrem em países de baixa e média renda, onde a rede de atenção em saúde mental costuma ser mais frágil. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio permanece como a terceira principal causa de morte, o que reforça a urgência de investimentos em políticas públicas e estratégias de acolhimento. 

No Brasil, estima-se que cerca de 14 mil pessoas morram por suicídio anualmente, o equivalente a um caso a cada 40 minutos. Dados da Fiocruz Bahia mostram que, entre 2011 e 2022, a taxa de suicídio entre jovens cresceu 6% ao ano, enquanto os registros de autolesões na faixa etária de 10 a 24 anos aumentaram 29% ao ano. Além disso, estudos apontam que a grande maioria dos casos está relacionada a transtornos mentais como depressão, transtorno bipolar e abuso de substâncias – condições que podem ser tratadas com acompanhamento adequado. 

“Falar sobre saúde mental é essencial para quebrar barreiras, reduzir o estigma e encorajar as pessoas a buscarem ajuda quando necessário. Ao disseminarmos informações de qualidade e fortalecermos a rede de cuidado, conseguimos promover acolhimento e construir um ambiente de mais compreensão e empatia”, afirma Danielle H. Admoni, médica psiquiatra e professora da Afya Educação Médica em São Paulo. 

A médica reforça ainda que identificar sinais de alerta e buscar apoio o quanto antes pode fazer toda a diferença: “É importante procurar ajuda quando sentimentos de tristeza, desesperança ou ansiedade se tornam persistentes e começam a impactar a rotina. Procurar um profissional de saúde mental não deve ser visto como fraqueza, mas como um passo essencial de cuidado consigo mesmo”. 

Nos últimos anos, o Ministério da Saúde tem intensificado ações para ampliar a rede de apoio em saúde mental, incluindo a expansão da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e leitos especializados. Em 2024, o orçamento destinado ao setor aumentou 53%, totalizando R$ 4,7 bilhões, com o objetivo de ampliar o acesso e fortalecer o cuidado continuado em diferentes regiões do país. 



Afya
https://www.afya.com.br
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O que não fazer com os dentes: 5 erros que devem ser evitados

 Divulgação
Conselho Federal de Odontologia (CFO) alerta que maus hábitos do dia a dia podem prejudicar a saúde bucal


Maus hábitos da vida cotidiana e modismos da Internet podem influenciar negativamente a saúde bucal. Eles devem ser evitados, sendo fundamental a conscientização da população sobre os riscos que essas práticas, à primeira vista inofensivas, podem representar para a cavidade oral e o bem estar geral dos pacientes.

O Sistema Conselhos de Odontologia, composto pelo Conselho Federal de Odontologia e os 27 Conselhos Regionais de todo país, reforça a importância de cuidados adequados para a constante preservação da integridade da boca. Por esse motivo, o programa CFO Esclarece, voltado à divulgação de informações orientativas e ao combate das fake news na Odontologia, listou 5 erros que não devem ser cometidos quando o assunto é saúde bucal.

"Muitas vezes, um ato impensado pode resultar em acidentes na boca, que levam a quadros clínicos com complicações bastante consideráveis. A população deve ser conscientizada sobre a prevenção de possíveis fraturas nos dentes e lesões em geral na cavidade oral", destaca o secretário do CFO, Roberto de Sousa Pires, que é especialista em Saúde Pública pela Universidade Estadual do Pará.

Confira abaixo os 5 erros que devem ser evitados para uma boca mais saudável:


1 - Abrir garrafas ou rasgar embalagens

A utilização dos dentes em substituição a "ferramentas", como abridores de garrafas ou tesouras para corte de embalagens, é um hábito equivocado que coloca em risco a saúde oral. Essas práticas podem resultar em trincas ou até mesmo fraturas nos dentes, a depender da força exercida. Esse risco aumenta caso a pressão incida em coroas ou restaurações. Além disso, no caso de materiais potencialmente cortantes, como as tampas de garrafa feitas de metal, há risco de lesões nos lábios ou na mucosa da boca.


2 - Palitar os dentes ou usar linhas e barbantes na limpeza interdental

A conselheira do Conselho Federal de Odontologia, Bianca Zambiasi, que é professora universitária e doutora em Odontologia com área de concentração em Dentística Restauradora, explica que, embora sejam popularmente conhecidos como "palitos de dentes", esses produtos são destinados exclusivamente ao uso culinário. O mau hábito de "palitar" os dentes pode provocar acidentes e lesões na boca. Há ainda o risco de fragmentos de madeira ficarem presos entre as gengivas e os dentes, levando a casos de dor, inflamações e até a quadros mais graves com formação de abcessos.


Além do uso equivocado dos palitos de madeira para remoção de alimentos presos entre os dentes, também há casos de pessoas que usam linhas, barbantes ou outros produtos similares para, de forma improvisada, realizar a limpeza interdental. Porém, tal prática também não deve ser adotada, pelo fato de que esses materiais, além de não serem próprios ao uso odontológico, possuem espessura inadequada e podem machucar o tecido gengival.

"Hoje no mercado há uma infinidade de fios dentais e escovas interdentais com material e formato anatômico adequados. Portanto, é importante destacar que a higienização bucal deve ser feita exclusivamente com produtos odontológicos devidamente regulamentados, que são completamente seguros para uso dos pacientes", pontua a conselheira federal Bianca Zambiasi.


3 - Usar aparelhos falsos ou piercings e joias dentais sem procedência

Em razão dos modismos da Internet e das redes sociais é comum que as pessoas, especialmente nas faixas etárias mais jovens, usem na boca os mais diversos produtos com finalidade exclusivamente estética. O problema é que muitos deles são irregulares. Entre os mais perigosos estão os aparelhos ortodônticos falsos, que podem causar problemas de mastigação, reações alérgicas, movimentações dentárias incorretas e até perda óssea ou dos próprios dentes.

Outra situação que deve ser evitada é a utilização das chamadas joias dentais compradas na Internet sem informações técnicas ou de procedência. O uso desses produtos é arriscado uma vez que não há conhecimento sobre a composição do material de que são feitos. Caso sejam fabricados com metais de baixa qualidade, há risco de oxidação quando em contato com a saliva.

Já os piercings são pequenas peças de strass coladas ao dente. Embora mais inofensivos, seu uso também requer cuidados, uma vez que o processo de fixação na superfície dental, se feito de forma errada e com produto abrasivo, pode gerar algum prejuízo de longo prazo. Desta forma, é importante que a fixação seja feita em consultório por um cirurgião-dentista.


4 - Fazer clareamento dental caseiro

Entre os maiores erros cometidos está também o uso de clareadores dentais sem orientação profissional. A conselheira federal Bianca Zambiasi destaca que, quando feito de forma adequada, o clareamento é completamente seguro para o paciente maior de 18 anos. Porém, sem o acompanhamento de um cirurgião-dentista, há riscos significativos. "É um processo que, se for mal conduzido, pode levar a prejuízos gravíssimos ao paciente, incluindo danos ao dente, gengiva, tecidos moles e até mesmo a garganta", alerta a cirurgiã-dentista.


5 – Uso inadequado dos produtos de higiene oral

O CFO esclarece ainda que o mau uso dos produtos de higiene bucal também pode provocar danos à saúde da boca. A escovação errada, com escovas de cerdas duras ou uso de força exagerada, pode provocar retrações gengivais graves. Além disso, os pacientes devem utilizar creme dental na quantidade adequada e com baixa abrasividade, para que não prejudiquem os dentes a longo prazo. Deve-se lembrar ainda que os enxaguantes bucais não são produtos de uso diário, devendo ser consumidos apenas com indicação de um cirurgião-dentista.


Orientação profissional é o melhor caminho

Para finalizar, o secretário do CFO, Roberto Souza Pires, destaca que as ações de prevenção e proteção da saúde bucal exigem orientação profissional. "A mensagem mais importante que deixamos à população é sobre a importância das consultas regulares ao cirurgião-dentista, que é o profissional capacitado para realizar os procedimentos odontológicos com segurança e ainda para fornecer aos pacientes todos os esclarecimentos necessários a uma saúde bucal de qualidade", conclui.

 

Escapes de urina: quando é normal e quando é necessário procurar ajuda?

A condição, que ainda é pouco falada, afeta quase metade das mulheres brasileiras acima dos 40 anos
 

Um estudo realizado pela SBU, Sociedade Brasileira de Urologia, com base em dados no Ministério da Saúde, mostra que 45% das mulheres com mais de 40 anos convivem com incontinência urinária no país. 

A condição ainda é tratada, muitas vezes, como um estigma cercado de mitos, o que dificulta ainda mais o entendimento das mulheres sobre a situação e quando devem procurar um médico. 

O primeiro passo é entender que, embora comum e presente na vida de tantas brasileiras, o escape urinário nunca deve ser considerado normal.
 

Quando o escape de urina acontece? 

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a incontinência urinária, nome científico dos escapes de urina, pode ser classificada em três principais categorias:
 

Incontinência urinária por esforço: pequenos escapes de urina podem ocorrer em situações de esforço físico, como durante uma gargalhada, um espirro ou ao praticar exercícios;
 

Incontinência urinária de urgência: identificada pela vontade súbita e incontrolável de urinar, que muitas vezes faz com que as pessoas não se sintam confortáveis de sair de casa ou ficarem muito tempo em determinados ambientes;
 

Incontinência mista: associa os dois tipos de incontinência urinária. 

Para o senso comum, esses episódios são esporádicos e levam à falsa crença de que é algo trivial, com o qual se deve conviver em silêncio. No entanto, mesmo os escapes leves indicam um desequilíbrio que pode ser tratado. 

Ainda segundo a SBU, mais de 10 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de incontinência urinária, e a falta de informação pode atrasar um tratamento, fazendo mais mulheres viverem com vergonha, medo, ansiedade e até depressão.

Além do acompanhamento médico, há produtos no mercado com tecnologias específicas para escapes urinários ou incontinência urinária leve, que garantem segurança e confiança. Poise®, marca da Kimberly-Clark, referência para escapes de urina leves a moderados, por exemplo, oferece uma linha completa de absorventes e desenvolvidas para escapes urinários leves. Sua tecnologia permite uma rápida absorção, neutraliza odores e proporciona discrição, possibilitando que a pessoa mantenha sua rotina sem preocupações durante o tratamento. 

Marisa Cazassa, Gerente Executiva de Marketing das marcas Poise®, Plenitud® e Intimus®, reforça o compromisso da marca: “Poise está em um espaço muito importante para as mulheres. Nossos absorventes para escape urinário possuem tecnologias específicas para essa condição, o que os diferencia dos absorventes menstruais. Com a solução adequada, é possível viver confortavelmente com o próprio corpo, sem a necessidade de pular atividades importantes da rotina, como academia, corrida, etc.” 

Seja qual for a frequência ou intensidade, é sempre importante procurar um médico ao sentir os sintomas dessa condição para obter o diagnóstico e o tratamento adequados.  



Kimberly-Clark®
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8 verdades sobre a perimenopausa e sintomas que podem surgir até 14 anos

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Especialista em saúde feminina, a Dra. Ana Maria Passos explica os principais sintomas, mitos e avanços no tratamento da perimenopausa 

 

 

A perimenopausa é uma fase natural e pouco reconhecida que antecede a menopausa e pode se iniciar por volta dos 40 anos, mesmo com exames normais e ciclos menstruais regulares. Sintomas como ansiedade, insônia, irritabilidade e alterações de libido costumam surgir muito antes da última menstruação, mas são frequentemente tratados de forma equivocada ou isolada. Neste material, reunimos as 12 principais verdades sobre a perimenopausa, com orientações da ginecologista Dra. Ana Maria Passos, que esclarece desde o diagnóstico clínico até os avanços na reposição hormonal e os impactos na vida profissional, emocional e social das mulheres.

 

1 - Perimenopausa não é menopausa. Começa bem antes com muitos sinais

A perimenopausa é a fase que antecede a menopausa e pode começar de 8 a 14 anos antes do fim dos ciclos menstruais. Mesmo com exames normais e menstruação regular, os sintomas já aparecem, o que dificulta o diagnóstico. “Na perimenopausa inicial, os exames costumam vir normais, e por isso o diagnóstico muitas vezes não é feito”, explica a Dra. Ana Maria Passos. A fase se divide em inicial, com ciclos regulares, e tardia, quando eles começam a espaçar até cessarem por completo. Sintomas como ansiedade, irritabilidade, fadiga, insônia e alterações de libido são comuns e, muitas vezes, tratados de forma inadequada. “O ideal seria iniciar a reposição hormonal, já que o diagnóstico é clínico e deve considerar a idade e os sintomas”, reforça a especialista.

 

2 - Sintomas físicos e emocionais podem surgir muito antes da menopausa

Durante a perimenopausa, é comum que ocorram alterações no ciclo menstrual, como atrasos, fluxo mais intenso ou espaçamento entre os ciclos. A TPM também pode se intensificar, com sintomas como dor nas mamas e dor de cabeça. “Essas mudanças são sinais importantes, mesmo quando os exames estão normais”, explica a Dra. Ana Maria Passos. No aspecto emocional, sintomas como ansiedade, irritabilidade, insônia, cansaço e desânimo são frequentes. “A mulher começa a perder motivação e energia, o que pode ser confundido com depressão ou estresse”, alerta. Identificar esses sinais é fundamental para buscar o tratamento correto e evitar abordagens inadequadas.

 

3- Reconhecer a perimenopausa é essencial para evitar tratamentos equivocados

Reconhecer os sinais da perimenopausa é essencial para preservar a qualidade de vida. Essa fase costuma começar por volta dos 40 anos, mas muitas mulheres não sabem identificá-la e acabam tratando os sintomas de forma inadequada. “Se a mulher não reconhece que está na perimenopausa, ela perde tempo e acaba tratando os sintomas de forma inadequada”, afirma a Dra. Ana Maria Passos. Ansiedade, insônia e desânimo são comuns e frequentemente tratados com medicamentos que não resolvem o problema. “É fundamental entender que esses sintomas têm origem hormonal, e só com esse reconhecimento é possível buscar o tratamento correto”, reforça. A informação é o primeiro passo para um cuidado eficaz.

 

4- A perimenopausa pode afetar diretamente a vida profissional/pessoal e gerar prejuízos financeiros

Sem o acompanhamento correto, a perimenopausa pode afetar o desempenho profissional e gerar prejuízos financeiros. Sintomas como cansaço, insônia, dificuldade de concentração e alterações de memória comprometem a produtividade. “A névoa mental e a falta de foco fazem com que muitas mulheres não consigam executar suas tarefas com a mesma eficiência”, explica a especialista. Isso é especialmente crítico para quem empreende ou ocupa cargos de liderança. “Muitas acabam perdendo oportunidades ou até o emprego por não entenderem que esses sintomas têm origem hormonal”, reforça. O impacto financeiro é resultado direto da falta de diagnóstico e tratamento adequado. Outro fator importante é conversar com familiares, amigos e colegas para ajudar a criar um ambiente de acolhimento. “Essa fase pode ser vivida com mais leveza quando há compreensão e tratamento adequado”, reforça a especialista.

 

5- Alimentação, atividade física e suplementação são pilares no cuidado com a perimenopausa

É importante combinar cuidados médicos, terapias complementares e mudanças no estilo de vida. “Uma alimentação anti-inflamatória e a prática regular de atividade física são fundamentais para o manejo dos sintomas”, orienta a especialista. Muitas mulheres também apresentam deficiências nutricionais que intensificam os desconfortos. Suplementos como vitamina D, complexo B, ômega 3, coenzima Q10 e creatina podem ajudar a aliviar os sintomas e reforçar o tratamento hormonal. “Esses suplementos ajudam na resolução dos sintomas e complementam o tratamento hormonal quando necessário”, reforça. Essa combinação de cuidados contribui para mais bem-estar e qualidade de vida.

 

6- Diagnóstico é clínico e exige especialista

Exames complementares como perfil glicêmico, lipídico e marcadores inflamatórios ajudam a avaliar a saúde geral. Consultas com ginecologistas especializados em perimenopausa são essenciais. “Sem essa expertise, muitas mulheres são encaminhadas para psiquiatras, quando o problema é hormonal”, alerta a especialista.

 

7- Sintomas da perimenopausa podem afetar o desempenho profissional, mas há tratamento

A perimenopausa pode afetar a produtividade profissional devido à névoa mental, dificuldade de concentração, alterações na memória e perda de fluência verbal. “Funções antes simples passam a ser desafiadoras, gerando insegurança”, explica a Dra. Ana Maria Passos. Com tratamento adequado, esses sintomas são reversíveis e a mulher pode recuperar seu desempenho.
 

8- Novas terapias tornam o tratamento mais seguro e acessível

Os avanços na medicina trouxeram hormônios bioidênticos, idênticos aos produzidos naturalmente pelo corpo, que não oferecem os riscos dos sintéticos usados no passado. “Hoje, podemos repor estradiol, progesterona e testosterona com segurança”, explica a Dra. Ana Maria Passos. A via transdérmica, em forma de gel ou adesivo, também ampliou as opções de tratamento, especialmente para mulheres com tendência à trombose. Além disso, suplementação com ômega 3, coenzima Q10, creatina, colágeno, ferro, complexo B e vitamina D, aliada à alimentação anti-inflamatória e ao cuidado com a tireoide, contribui para um tratamento mais completo e eficaz.

  



Dra. Ana Maria Passos - Com mais de 19 anos de atuação como Ginecologista e Obstetra em Porto Alegre (RS), a Dra. Ana Maria Passos atende em sua AME Clínica, onde realiza um cuidado integral na saúde da mulher. Com pós-graduação em Nutrologia e em Longevidade Saudável, ela traz um olhar atento à alimentação equilibrada e à suplementação, focando na prevenção e nos cuidados para um envelhecimento saudável. Especialista em saúde da mulher, atua com ênfase em perimenopausa, menopausa, endometriose, síndrome dos ovários policísticos, gestação e puerpério. Reconhecida por sua abordagem humanizada e atualizada, utiliza suplementação e reposição hormonal para promover o bem-estar feminino, especialmente em mulheres acima dos 40 anos. É uma fonte confiável para entrevistas, artigos e conteúdos sobre saúde feminina, buscando ampliar o acesso à informação e promover qualidade de vida por meio de acompanhamento médico regular e terapias inovadoras.


De Olho no Olhinho: diagnóstico precoce do retinoblastoma pode mudar vidas

Reflexo branco no fundo do olho é a característica mais
 visível e evidente de retinoblastoma  
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Doença hereditária se manifesta ainda na primeira infância; isso demonstra importância de submeter os bebês a exames oftalmológicos logo após o nascimento

  

A retirada de um dos globos oculares por um retinoblastoma (câncer na retina), quando tinha apenas um ano e meio, fez a educadora e consultora de pais Franciane Wazen, 40 anos, lidar com situações difíceis na infância: a aceitação da própria identidade e o preconceito. Mas os tempos e a medicina eram outros. Ela superou. Cresceu, formou-se, casou e está feliz à espera do sexto filho. 

A sorte de Franciane foi que, apesar de não haver muita informação sobre isso na época, seus pais desconfiaram do reflexo esbranquiçado no olho da filha. Ela fez a enucleação (retirada do globo ocular) de um dos olhos, o que a curou. “Foi um câncer invasivo. Mas os avanços da medicina mostram que hoje não há motivo para temer, nem para desistir de ter filhos por medo da hereditariedade”. 

A história de Franciane se cruza com a da analista de RH Betânia Watanabe, 46 anos, que também fez a enucleação aos dois anos e meio de idade. Ambas utilizam próteses oculares. Mas no caso de Betânia, o câncer já havia atingido o nervo ótico e descolado a retina. Depois da cirurgia, foram 72 sessões de radioterapia e mais 12 de quimioterapia. Memórias que ainda trazem dor à família. 

Betânia seguiu a vida. Casou e teve um filho, que hoje está com 8 anos. Ciente do risco, ela fez o mapeamento genético e outros exames e tranquilizou-se ao saber que seu filho não herdou a doença. “Hoje a medicina traz um leque de possibilidades. Mesmo que a criança tenha retinoblastoma, se for diagnosticado cedo, tem tratamentos menos invasivos e desfechos mais tranquilos”. 

Os relatos de Franciane e Betânia são exemplos de que, já naquela época, a doença tinha cura e podia trazer qualidade de vida ao paciente. E hoje, com as novas tecnologias, a criança pode crescer sem sequelas graves e, na vida adulta, nem lembrar que passou por isso. O retinoblastoma também não é barreira para quem deseja ter filhos.

 

O que é retinoblastoma?

O retinoblastoma é um tumor maligno da retina, a camada mais interna do olho, formado a partir de células nervosas ainda na fase embrionária. É um tipo de câncer ocular infantil que geralmente aparece antes dos três anos, podendo inclusive estar presente já ao nascimento. Embora raro, é extremamente grave quando não diagnosticado a tempo. 

Segundo a oftalmologista pediátrica Dra. Pérola Grupenmacher Iankilevich, do Eco Medical Center, os primeiros sinais podem ser sutis. 

“O retinoblastoma pode se manifestar como uma visão baixa desde cedo ou um brilho diferente no olhar da criança. Ele dá um aspecto conhecido como ‘olho de gato’, ou de ‘gato amaurótico’, quando em fotos com flash aparece um reflexo branco, no lugar do reflexo vermelho normal”, explica.

 

A importância do diagnóstico precoce

O tumor pode afetar apenas um olho ou ser bilateral, e em alguns casos até se estender para o sistema nervoso central. Justamente por isso, o diagnóstico precoce é determinante. 

“Quando o retinoblastoma é detectado ainda dentro do olho, a chance de cura é bastante alta. Temos tratamentos com quimioterapia, laser, radioterapia e, em alguns casos, cirurgia, até a retirada do globo ocular. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a possibilidade de preservar a visão e evitar a propagação do tumor para outras partes do corpo”, ressalta a médica, alertando que ele pode levar metástases inclusive ao cérebro, pela continuidade e origem do tecido nervoso. 

O teste do olhinho, realizado ainda na maternidade, é a principal ferramenta de rastreamento inicial. Mas ele deve ser repetido periodicamente: aos três meses, aos seis meses e depois anualmente, pois não identifica apenas o retinoblastoma, mas também outras alterações visuais graves que podem comprometer o desenvolvimento infantil, entre elas a catarata congênita.

 

Herança genética e acompanhamento familiar

O retinoblastoma tem origem hereditária em parte dos casos, o que exige atenção especial de famílias com histórico da doença. Avaliações genéticas e acompanhamento oftalmológico frequente são fundamentais para filhos de pacientes que já tiveram o tumor. 

“Hoje temos adultos que foram tratados do retinoblastoma na infância, que se tornaram pais e cujos filhos são perfeitamente saudáveis, como os casos da Franciane e da Betânia. Isso mostra como o acompanhamento genético e as consultas regulares fazem diferença”, afirma a Dra. Pérola.

 

Campanha “De Olho no Olhinho”

Neste mês de setembro, a campanha “De Olho no Olhinho” reforça a importância de levar os bebês e crianças pequenas ao oftalmologista. E o Eco Medical Center - centro médico com mais de 45 especialidades em Curitiba - apoia a campanha. O objetivo é conscientizar sobre a necessidade de avaliações regulares desde os primeiros dias de vida, garantindo que doenças silenciosas como o retinoblastoma sejam identificadas e tratadas a tempo.

 

Eco Medical Center

 

Chicago no Outono: Uma Estação de Cores, Cultura e Celebração

 

Millenium Park
Divulgação

CHICAGO, ILLINOIS (Setembro de 2025) À medida que o verão se despede, Chicago se transforma em uma cidade pintada de dourado, vermelho e laranja. O ar fresco sopra do Lago Michigan, as ruas arborizadas brilham com as cores do outono e os parques, museus e bairros se enchem de eventos que fazem dessa uma das épocas mais inspiradoras para visitar a cidade.

 

Uma cidade vestida de cores outonais 

Do coração do centro até os jardins tranquilos nas bordas da cidade, Chicago oferece inúmeros pontos para apreciar a estação. À beira do lago, o cênico Lincoln Park é um destino clássico para observar a folhagem. Os visitantes podem passear pela Nature Boardwalk, ao sul do Lincoln Park Zoo, um oásis urbano com vista para o skyline. Também é possível explorar os jardins do Lincoln Park Conservatory antes de seguir até o recanto escondido do Alfred Caldwell Lily Pool. Já a área do North Pond, próxima ao Peggy Notebaert Nature Museum, permanece exuberante durante todo o outono.

Lincoln Park
 Divulgação

Outro lugar imperdível é o Morton Arboretum, um vasto museu vivo com mais de 4.000 espécies de árvores. Além da natureza, o espaço oferece eventos especiais de outono, como a Scarecrow Trail e a Glass Pumpkin Patch. 

No centro da cidade, o Millennium Park ganha vida com as cores da estação, das árvores que se transformam ao redor do famoso Cloud Gate (“The Bean”) ao jardim secreto Lurie Garden, repleto de vegetação nativa. Perto dali o Art Institute of Chicago é emoldurado por dois belos jardins ao longo da Michigan Avenue — o North Garden e o South Garden, que oferecem esculturas, fontes e um espetáculo de cores.

Chicago no outono
Divulgação

Por fim, o Chicago Botanic Garden  encanta em todas as estações, mas o outono é um dos períodos mais procurados. São 27 jardins, quatro áreas naturais, nove ilhas e seis milhas de orla de lago que explodem em cores e cenários únicos.

 

Halloween ao estilo Chicago

Em outubro, a cidade abraça a temporada assustadora com estilo, oferecendo desfiles iluminados, exibições de abóboras, paradas, tours em locais assombrados, celebrações do Dia dos Mortos e muito mais. Alguns destaques de 2025 incluem:

Arts in the Dark
 Divulgação

 

  • Arts in the Dark na State Street (18 de outubro de 2025): um desfile noturno mágico que celebra o Halloween como “o feriado dos artistas”, reunindo instituições renomadas, organizações culturais, programas de jovens e artistas de diversas áreas. O evento atrai cerca de 100 mil espectadores com carros alegóricos criativos, bonecos gigantes e performances únicas.
     
  • Upside Down Arts in the Dark em Washington Park (25 de outubro de 2025).
     
  • Night of 1,000 Jack-o-Lanterns no Chicago Botanic Garden: uma trilha iluminada por centenas de abóboras esculpidas, incluindo obras gigantes de até 150 libras. O evento conta com esculturas ao vivo, personagens fantasiados e diversão para toda a família.
     
  • Northalsted Halloween Parade (no famoso bairro Boystown), eleito um dos 10 melhores desfiles de Halloween dos EUA pela Fodor’s Travel, com destaque para a clássica apresentação “Thriller” em flash mob.
     
  • Dia dos Mortos no National Museum of Mexican Art, que apresenta uma exposição anual e a tradicional festa Día de Muertos exhibit: Love Never Dies Ball (8 de novembro de 2025).

 

Histórias sombrias de Chicago

A cidade também é famosa por suas lendas assustadoras e locais assombrados. Tours como o Ghost Tour Pub Crawl by Nightly Spirits levam visitantes a bares históricos, becos e prédios cheios de mistério, com histórias que envolvem gângsteres como Al Capone e John Dillinger.

 

Arquitetura de bairros

O Open House Chicago, em outubro, abre as portas de edifícios icônicos, clubes exclusivos, residências privadas e arranha-céus históricos — locais geralmente inacessíveis ao público. Os visitantes vão aos bastidores dos maiores espaços e lugares de Chicago, incluindo arranha-céus imponentes, espaços históricos, clubes exclusivos para membros, residências particulares e outras áreas normalmente não abertas ao público.

Evento do Open House Chicago
 Foto de Anna Munzesheimer

Teatro e cultura

A cena teatral de Chicago também ganha destaque no outono. A Broadway In Chicago apresenta grandes produções no James M. Nederlander Theatre, Cadillac Palace, CIBC Theatre, Auditorium Theatre e Broadway Playhouse.

 

Exposições de museus

Esta é a época perfeita do ano para explorar o International Museum of Surgical Science. Instalado em uma mansão histórica no bairro de Gold Coast, este museu arrepiante explora a história (às vezes perturbadora) da cirurgia por meio de arte, livros, instrumentos médicos e artefatos. 

Considerado o maior museu histórico interativo dos EUA, o Medieval Torture Museum, no Loop, abriga mais de 100 dispositivos e ferramentas macabros que representam alguns dos dias mais sombrios da humanidade. O Halloween é a época perfeita para explorar as exposições assustadoras do museu — se você tiver coragem. Seu ingresso também inclui uma experiência digital de caça aos fantasmas e um guia de áudio. 

O outono costuma ser uma estação movimentada para os amantes da arte em Chicago. Este ano, há muitas exposições imperdíveis em museus por toda a cidade, desde grandes exposições até descobertas pouco conhecidas. Confira as emocionantes exposições em museus de Chicago.

 

Evento principal – Chicago International Film Festival

Em sua 61ª edição, o festival é o mais antigo da América do Norte e reúne mais de 150 filmes de 50 países, além de estreias, tapetes vermelhos, painéis e cerimônia de premiação. 

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