Campanha adotada em 2015 no Brasil é marcado por ações de conscientização em todo o país
O Setembro Amarelo tem papel fundamental na conscientização sobre a prevenção ao suicídio e na promoção da saúde mental e tem ganhado ainda mais relevância diante de números preocupantes divulgados por organismos nacionais e internacionais, que apontam o suicídio como uma das principais causas de morte evitável no planeta.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 727 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. Apesar de uma leve queda nas taxas globais nos últimos anos, 73% dessas mortes ocorrem em países de baixa e média renda, onde a rede de atenção em saúde mental costuma ser mais frágil. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio permanece como a terceira principal causa de morte, o que reforça a urgência de investimentos em políticas públicas e estratégias de acolhimento.
No Brasil, estima-se que cerca de 14 mil pessoas morram por suicídio anualmente, o equivalente a um caso a cada 40 minutos. Dados da Fiocruz Bahia mostram que, entre 2011 e 2022, a taxa de suicídio entre jovens cresceu 6% ao ano, enquanto os registros de autolesões na faixa etária de 10 a 24 anos aumentaram 29% ao ano. Além disso, estudos apontam que a grande maioria dos casos está relacionada a transtornos mentais como depressão, transtorno bipolar e abuso de substâncias – condições que podem ser tratadas com acompanhamento adequado.
“Falar sobre saúde mental é essencial para quebrar barreiras, reduzir o estigma e encorajar as pessoas a buscarem ajuda quando necessário. Ao disseminarmos informações de qualidade e fortalecermos a rede de cuidado, conseguimos promover acolhimento e construir um ambiente de mais compreensão e empatia”, afirma Danielle H. Admoni, médica psiquiatra e professora da Afya Educação Médica em São Paulo.
A médica reforça ainda que identificar sinais de alerta e buscar apoio o quanto antes pode fazer toda a diferença: “É importante procurar ajuda quando sentimentos de tristeza, desesperança ou ansiedade se tornam persistentes e começam a impactar a rotina. Procurar um profissional de saúde mental não deve ser visto como fraqueza, mas como um passo essencial de cuidado consigo mesmo”.
Nos últimos anos, o Ministério da Saúde tem intensificado ações para ampliar a rede de apoio em saúde mental, incluindo a expansão da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e leitos especializados. Em 2024, o orçamento destinado ao setor aumentou 53%, totalizando R$ 4,7 bilhões, com o objetivo de ampliar o acesso e fortalecer o cuidado continuado em diferentes regiões do país.
Afya
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