Pesquisar no Blog

sábado, 15 de março de 2025

Escrita e leitura: o papel da família e da escola frente aos desafios da era digital

O desenvolvimento da escrita começa antes mesmo de a criança entrar na escola, com os pais atuando como os primeiros incentivadores. Já a escola tem o papel essencial de oferecer a orientação formal, adaptando o aprendizado às necessidades de cada aluno. Ambas as partes, família e instituição, compartilham a responsabilidade de promover o hábito da escrita desde cedo, reconhecendo sua importância para o desenvolvimento da linguagem, a ampliação do vocabulário e a compreensão das regras da língua.

Além disso, a prática da escrita organiza o pensamento, fortalece o raciocínio lógico e estimula a imaginação. Incentivar essa habilidade desde a infância contribui para o crescimento integral da criança, ajudando-a a se comunicar, interpretar e criar de forma mais eficaz.

É fundamental destacar a importância da atuação das escolas nesse contexto, que deve ser coerente e positiva para impactar de forma significativa o desenvolvimento da escrita e incentivar sua continuidade. Essa prática, assim como a leitura, precisa ser mais do que um ato de descoberta, deve se tornar uma experiência prazerosa. Essa abordagem pode se configurar como uma estratégia eficaz diante dos desafios enfrentados nesse campo. Um levantamento do Centro de Pesquisas em Educação, Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional revela que, entre os alunos brasileiros de 15 e 16 anos, 66,3% relataram que o livro mais extenso que já leram não ultrapassou 10 páginas.

Leituras compartilhadas, jogos de cartas, adivinhações, diários e bilhetes são formas de incentivar a escrita em casa, enquanto a comunicação familiar cotidiana fortalece as habilidades comunicativas da criança. No entanto, em famílias com baixa escolaridade, a escola desempenha um papel crucial ao assumir a responsabilidade de complementar esse estímulo e apoiar o desenvolvimento da escrita e da linguagem.

Em alguns momentos, tanto na família, quanto na escola, as crianças manifestam suas emoções por meio da escrita, seja fazendo um bilhetinho, ou cartinha para as pessoas que admiram – amigos, professores, pais e até o famoso Papai Noel, que faz parte de suas invenções e mexe com os desejos da criança. Momentos como esses são oportunidades valiosas para incentivar a escrita e a leitura, carregando em cada palavra sentimentos como interesse, amor e autenticidade.

É necessário reconhecer a escrita, majoritariamente, como a maior de todas as tecnologias, sendo necessária para a relação com qualquer outra. Mas, vale reconhecer também as inúmeras dificuldades que a sociedade vem enfrentando para manter as crianças engajadas com a leitura e a escrita, diante dos impactos significativos no desenvolvimento cognitivo que as tecnologias têm oferecido, devido ao uso excessivo de telas, como: dificuldade em manter o foco; distanciamento de atividades psicomotoras; menos contato familiar e social; dependência digital, etc.

Para lidar com essa exposição às telas, precisa partir de casa, primordialmente, uma vez que é nela que as crianças passam a maior parte do seu dia, a regulação de tempo para uso de dispositivos eletrônicos, incluindo a TV, o incentivo a atividades “naturais” – fora das telas - modelar comportamentos saudáveis na família, orientar o uso da internet para fins “utilitários”, com conteúdos educativos que favoreçam o aprendizado e desenvolvimento cognitivo e intelectual.

São estratégias que podem colaborar com a escola, e juntos - família e instituição educativa - ajudar as crianças a encontrarem equilíbrio saudável entre tecnologia e realidade e, obviamente, inseri-los em um processo natural de leitura e escrita, como necessidade de desenvolvimento para a vida. 

Dicas para incentivar a leitura e a escrita:

- Incentive a escrita criativa: proponha atividades como bilhetes, diários e cartinhas para tornar a escrita divertida e significativa.

- Reduza o tempo de telas: estabeleça limites e priorize atividades como jogos, leituras e brincadeiras.

- Modele bons hábitos: mostre que ler e escrever são prazerosos, escolhendo conteúdos interessantes e participando junto com a criança.

- Trabalhe em parceria com a escola: alinhe práticas com os professores para fortalecer o aprendizado e equilibrar tecnologia e atividades educativas. 

 

Márcia Neves - Professora do Colégio Progresso Bilíngue de Santos há mais de 10 anos com formação em Letras pela Universidade Católica de Santos, pós-graduada em Alfabetização e Letramento e autora dos livros “Grades de liberdade”, “Poesia o lugar encantado das crianças” e “Haicais Bucólicos”



Culpa materna: 5 mitos que fazem as mães se sentirem insuficientes

Expectativas irreais aumentam a culpa materna e prejudicam a saúde mental das mães. Psicóloga perinatal explica por que é hora de romper com esses padrões 

 

A maternidade é frequentemente romantizada. Frases como “ser mãe é instintivo” ou “o amor pelo bebê nasce no parto” são repetidas há gerações e contribuem para a culpa materna. Mas a realidade nem sempre se encaixa nessas expectativas.

Rafaela Schiavo, psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline, explica que essa idealização pode levar mães a se sentirem frustradas e sobrecarregadas. Ela também destaca que desconstruir esses mitos é essencial para aliviar a carga emocional da maternidade. 

A psicóloga separou cinco crenças ultrapassadas que precisam ser esquecidas.


Mito 1: Toda mãe se conecta com o bebê assim que ele nasce

A ideia de que o vínculo é imediato e natural pode gerar sofrimento quando a realidade é diferente. Muitas mães demoram a se conectar com o bebê, e isso não significa falta de amor. O apego é um processo que se desenvolve com o tempo.


Mito 2: Se você precisa de ajuda, não estava pronta para ser mãe

A maternidade nunca foi um papel solitário. Em diversas culturas, criar um filho sempre foi uma experiência coletiva. Precisamos parar de romantizar a ideia de que pedir ajuda é fraqueza. O suporte de familiares e amigos é essencial para o bem-estar materno.


Mito 3: A mãe sempre sabe o que fazer 

O conceito de “instinto materno infalível” coloca uma pressão desnecessária sobre as mulheres. Ser mãe envolve aprendizado e adaptação. A dúvida faz parte da jornada. Buscar informação e apoio é importante para aliviar essa cobrança.


Mito 4: Se a mãe tem rede de apoio, ela não pode se sentir cansada

Mesmo com suporte, a maternidade continua sendo exaustiva. O cansaço e a sobrecarga emocional são reais, e expressar isso não significa ingratidão. É fundamental validar os próprios sentimentos e buscar momentos de descanso.


Mito 5: Quanto mais tempo a mãe passa com o bebê, melhor

A qualidade do tempo importa mais do que a quantidade. Mães que conseguem equilibrar o autocuidado com a dedicação ao bebê tendem a se sentir mais seguras e menos sobrecarregadas. O bem-estar materno reflete diretamente no desenvolvimento da criança.

A psicóloga ainda pontua que romper esses mitos é importante para uma maternidade mais realista e acolhedora. "Precisamos normalizar as dificuldades desse período e reforçar que pedir ajuda não é um fracasso", finaliza.


Mais da metade dos brasileiros estão solteiros, revela pesquisa

3 em cada 10 solteiros já tentaram apps de relacionamento uma vez na vida pelo menos


Em 2022 o cenário era o oposto, com 60% dos brasileiros em relacionamento e 40% solteiros, aponta estudo

 

O amor próprio está no ar. Cada vez mais brasileiros estão optando pela solteirice. É o que revela uma pesquisa inédita da Hibou, instituto especializado em monitoramento e insights de consumo, feita com 1502 pessoas, em fevereiro de 2025. Em 2022, 60% dos brasileiros estavam em um relacionamento e 40% solteiros. Mas agora o cenário mudou: 52% dos brasileiros estão sozinhos e 48% acompanhados.


Solteiros por escolha: liberdade e autoconhecimento em alta

O crescimento da solteirice não significa que as pessoas desistiram do amor, mas sim que estão mais seletivas. Entre os solteiros (52%), 34% afirmam que preferem estar sozinhos a se relacionar com alguém que não corresponda às suas expectativas. Além disso, 27% dizem que estão vivendo um relacionamento consigo mesmos, investindo mais tempo no próprio bem-estar e no autoconhecimento. 

Mesmo assim, nem todo solteiro está fechado para o amor. 18% afirmam que estão nas buscas, mas até agora não encontraram ninguém. 11% dos entrevistados estão ativamente procurando por alguém  na internet, enquanto 37% já tentaram aplicativos de relacionamento ao menos uma vez na vida. No entanto, a insegurança com o ambiente digital ainda pesa: 75% dos usuários de apps de namoro têm medo de cair em golpes ao interagir online.


Casamento: uma instituição falida?

Se há algumas décadas o casamento era considerado um objetivo de vida, hoje ele já não tem a mesma importância para grande parte da população. 10% dos solteiros acreditam que o casamento é uma instituição falida, evidenciando que, apesar do desejo por conexão, o formato tradicional das relações está sendo repensado. 60% enxergam o casamento como apenas a união entre duas pessoas, sem a necessidade de formalidades para ser considerado casamento. 

Os acompanhados também não dão a mesma importância, mesmo estando em relacionamentos.64% dos brasileiros comprometidos (48%), enxergam a mesma coisa, que não há necessidade de formalidades.

"Os relacionamentos mudaram. As pessoas não querem mais apenas estar com alguém por convenção social, e sim porque realmente desejam uma parceria equilibrada e satisfatória. Hoje, há mais coragem para sair de relações que não fazem bem e mais consciência sobre o que se espera de um parceiro", analisa Lígia Mello, CSO da Hibou.


Peraí que nem todo mundo tá solteiro

Os solteiros estão em maior número ultimamente, isso é fato. Porém, ainda quase metade dos brasileiros, estão vivendo um relacionamento. E será que sentem falta das vivências da solteirice? 34% dos comprometidos afirmaram que mesmo quando está tudo bem na relação sente falta de ficar em silêncio por um tempo. Já 23% sentem saudades da casa do seu jeito. 12% sente desejo por sair sozinho para comer ou beber algo. E a maioria (38%) foi categórica: não sente falta de nada


O momento da DR 

Todo casal passa por muitos desafios na convivência. E como lidar com cada discussão? Dos brasileiros em relacionamento, 48% buscam um diálogo saudável, já 28% preferem ficar quietos. Outros 26% respiram fundo e argumentam incisivamente. 12% não quer saber de briga e sai andando e deixa o outro falando sozinho. E uma minoria fervorosa (8%) afirma que arma um barraco!


O que constrói versus destrói o relacionamento

Para a maioria dos acompanhados, (68%) o respeito é o principal pilar para um relacionamento duradouro, seguido de cumplicidade (51%) e amor/paixão (45%).

Se alguns fatores são essenciais para a construção de um relacionamento, outros são fatais para sua ruína. 92% das pessoas que estão comprometidas disseram que o desrespeito destrói uma relação, seguido pela desconfiança (60%), humilhação (54%) e frieza emocional (28%).


Traição segue sendo um divisor de águas

52% dos acompanhados e 48% dos solteiros apontaram a infidelidade como uma das principais razões para um término.


Relacionamento aberto ainda é tabu?

Com mudanças no comportamento e maior aceitação da diversidade nas relações, muitos acreditam que os relacionamentos abertos estão ganhando espaço. Mas a pesquisa mostra que, na prática, essa ainda não é uma realidade para a maioria. 56% dos casais e 58% dos solteiros rejeitam completamente a ideia de um relacionamento aberto, enquanto 14% dos casais e 15% dos solteiros afirmam que aceitariam essa dinâmica, desde que houvesse consenso.

Já quando o assunto é sexo antes do casamento, o tabu tem reduzido a cada ano: 66% dos acompanhados e 68% dos solteiros acreditam que é algo normal e que não deveria ser um fator decisivo para um relacionamento.

"As relações estão mais fluidas e menos presas a rótulos, mas isso não significa que o amor tenha perdido valor. O que mudou foi a forma como as pessoas escolhem amar. O desejo por conexão ainda existe, mas agora vem acompanhado de mais consciência, mais expectativas e, principalmente, mais liberdade para decidir o que realmente faz sentido para cada um", conclui Lígia Mello.

 

Hibou

 

Estudos apontam efeito terapêutico da escrita nas pessoas

Escrita terapêutica surgiu na década de 80, dez anos depois do desenvolvimento do método de Escrita Proprioceptiva

 

Mais do que os diários que acompanham a humanidade, a escrita tem se tornado cada vez mais uma ferramenta de bem-estar emocional e até mesmo físico, conforme estudos realizados nas últimas décadas. A escrita terapêutica surgiu na segunda metade da década de 80, a partir de um estudo do professor de Psicologia James Pennebaker. Ele descobriu que escrever sobre sentimentos, ligando-os a eventos passados e vice-versa, traz benefícios efetivos à saúde das pessoas. Dez anos antes, a Escrita Proprioceptiva já ganhava forma. 

Pennebaker se debruçou sobre o conceito de psiconeuroimunologia, introduzido por Robert Ader em 1981, área científica que estuda a interação entre o sistema nervoso central e o sistema imunológico. No seu experimento, ele convidou um grupo de estudantes para escrever durante 15 minutos sobre traumas de suas vidas ou um momento difícil que enfrentaram, buscando pensamentos profundos, ainda que não tivessem falado sobre eles a ninguém. 

Simultaneamente, um grupo de controle passou o mesmo número de sessões escrevendo sobre coisas neutras. Depois do experimento, o psicólogo monitorou os participantes por seis meses e verificou que os estudantes que escreveram sobre seus sentimentos e pensamentos profundos foram menos ao médico nesse período do que os alunos do grupo de controle. 

Nos anos e décadas seguintes, a área da psiconeuroimunologia passou a explorar a relação entre a escrita sobre sentimentos e pensamentos e o funcionamento do sistema imune. Novos estudos foram realizados, inclusive no Brasil, e indicaram o efeito positivo dessas escritas sobre sintomas de doenças como asma, artrite, enxaqueca e até mesmo câncer, entre outras. 

Uma década antes do experimento de Pennebaker, entretanto, a professora de Inglês e Humanidades Linda Trichter Metcalf já havia dado início ao método de Escrita Proprioceptiva.  


Inteligência inconsciente 

O nome, Proprioceptive Writing em inglês, é uma analogia à propriocepção, o sistema de comunicação do corpo que acontece através de terminações nervosas chamadas proprioceptores e funciona como uma inteligência corporal inconsciente, que não passa pelo raciocínio, mas acontece o tempo no corpo, dando a condição de nos localizarmos espacialmente e de sabermos sobre nós. 

Os autores do método propuseram a analogia para sugerir que o mesmo processo acontece em nível mental. 

No verão de 1976, Linda acampou no sótão de uma velha casa de pedra em busca do tema para sua tese de doutorado. Ela decidiu rastrear e registrar os pensamentos que lhe vinham à mente. Nesse processo intensivo, descobriu histórias que não sabia que estavam nela e sentimentos não acessados ​​na vida diária. 

Linda desenvolveu o método de escuta dos pensamentos, escrita e reflexão sobre eles, a partir de suas experiências. Com o professor de inglês Tobin Simon, fundou, em 1982, o Proprioceptive Writing Center, nos Estados Unidos, hoje sediado em São Francisco, na Califórnia. 

Desde o início do seu desenvolvimento, na década de 70, até agora, o Método da Escrita Proprioceptiva foi ensinado e praticado em diferentes partes do mundo. O método EP está sendo trazido ao Brasil pela professora de Escrita Proprioceptiva, certificada pelo Proprioceptive Writing Center (USA), Renata Parisi R. Pellicer, única pessoa com formação para ensiná-lo em língua portuguesa.

 

Excursão exploratória 

Segundo Renata, a técnica utiliza a escrita como ferramenta para diminuir a velocidade do pensamento e, assim, propiciar uma escuta atenta, curiosa e profunda sobre eles, deixando-os guiar o praticante por uma verdadeira excursão exploratória para dentro de si. 

“A Escrita Proprioceptiva nos ajuda a simbolizar, dar palavras aos sentimentos, revisitar memórias e cenas antigas, nos dando a possibilidade de re-elaborar, de maneira gentil e profunda, crenças cristalizadas em nós muitas vezes na forma de dores físicas e emocionais recorrentes. A EP não é terapia, mas praticada com frequência tem efeitos terapêuticos narrados pelos praticantes”, explica Renata. 

Entre os benefícios relatados pelos praticantes de EP, o exercício regular do método contribui para aumentar a concentração, diminuir inibições, construir autoconfiança, aliviar a mente, resolver conflitos emocionais, conectar-se mais profundamente consigo mesmo, desenvolver a comunicação escrita e falada de forma clara e efetiva, enxergar a vida a partir de novas perspectivas, alcançar entendimentos sobre fatos traumáticos, despertar sentidos e emoções e liberar energias criativas que trazem revitalização e bem-estar.



Renata Parisi - Psicanalista e Professora de Escrita Proprioceptiva. Psicanalista pelo Instituto Deep, de São Paulo; pós-graduação em Psicologia Transpessoal, pelo IPEC; e mestrado em Estudos Interdisciplinares de Comunidade e Ecologia Social, pelo Instituto de Psicologia da UFRJ. Professora de Escrita Proprioceptiva (Proprioceptive Writing), obteve certificação no The Proprioceptive Writing Center, na Califórnia, Estados Unidos.


Sopro
Instagram - Link
Linkedin - Link
Site - Link


Ressaca Emocional: como lidar com a “Depressão pós folia”

 

A “Depressão pós folia” ou a Ressaca Emocional existe, e é um termo utilizado para caracterizar a sensação de vazio, tristeza, quebra de expectativas e desânimo que muitos enfrentam, ao ter que retornar para sua rotina normal, após os festejos de Momo.

 

Apesar de não ter uma definição classificada como condição médica, é um tipo de desequilíbrio emocional que engloba emoções e sentimentos que interferem no psicológico e no comportamento humano.

 

Para quem gosta e se entrega à folia, o período de carnaval, pode ser muito intenso, com inúmeros eventos, blocos, festas, desfiles, passeios e um lazer que, de alguma forma, sobrecarrega o corpo e a mente por conta dos excessos, sejam de estímulos, de euforia, e de diversão.

 

 Além disso, a falta de repouso, com poucas horas de sono, uma alimentação descontrolada, o consumo excessivo de álcool, entre outras questões, são ingredientes perfeitos para provocar essa exaustão emocional.

 

No entanto, toda essa intensidade pode estimular o surgimento de uma depressão pós folia, principalmente por dois fatores: se já existir uma tendência a reflexos depressivos ou se a volta à rotina for muito abrupta e nada gradual.

 

A melhor maneira de identificar os sinais da ressaca emocional é observar e gerenciar o que está sentindo ao precisar retornar para a realidade de compromissos e afazeres. A tristeza, irritabilidade, exaustão mental, fadiga, desmotivação, desânimo e a baixa energia, são os principais sintomas dessa condição.

 

A neuropsicologia vai explicar a depressão pós folia como sendo uma resposta do nosso cérebro para a frustração com o fim dos momentos de prazer e euforia. Essa mudança abrupta de estímulos provoca um esgotamento dos neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar e recompensa.

 

Isso acontece porque, após vários dias de produção intensa de dopamina, o cérebro sente uma baixa natural e se sensibiliza com a falta de Serotonina. Ou seja, biologicamente, o corpo e a mente respondem com uma sensação de “bateria baixa”, sentimentos de solidão, falta de conexão e, em alguns casos, até o sentimento de culpa se faz presente, quando os gastos financeiros excessivos no período de carnaval, geram arrependimento.

 

Se os momentos de adrenalina das festas contribuem para uma intensa socialização e interação, a volta à rotina pode fortalecer a solidão, o que vai exigir alguns cuidados para a recuperação do equilíbrio físico e emocional.

 

São eles: provocar um retorno progressivo às atividades cotidianas, principalmente, se o indivíduo tiver muitos compromissos a cumprir; regularizar o sono e a alimentação, evitando a continuidade dos excessos; planejar e organizar pequenos prazeres diários para estimular os níveis da produção hormonal, como encontro com amigos ou a prática de esportes ao ar livre, em contato com a natureza; pausar o consumo de bebida alcóolica para ajudar o corpo a se recuperar e hidratar-se com frequência ao longo do dia, também são fundamentais.

 

Portanto, se a depressão pós folia aparecer, os sintomas podem ser combatidos através da retomada gradual da rotina e dos hábitos saudáveis. Além disso, também é recomendado, já que muitos entendem que é após o carnaval que o ano começa, criar novas metas e planos para os próximos meses. Isso vai aumentar o entusiasmo e espantar a tristeza e a sensação de vazio. 

 

Dra. Andréa Ladislau – Psicanalista

 

Entenda como a estimulação cognitiva ajuda a controlar os sintomas do climatério

Neurocientista explica os impactos da pré-menopausa no cérebro

 

 

O climatério é o período de transição entre a fase reprodutiva e a não reprodutiva na vida da mulher e que traz importantes mudanças físicas e emocionais. Essa fase traz alterações hormonais que impactam diretamente o funcionamento do cérebro. A  neurocientista parceira do Supera – Ginástica para o cérebro, Lívia Ciacci, explica como o processo ocorre.

 

“O estrogênio funciona reparando danos nos neurônios e ativando ou inibindo enzimas responsáveis pela síntese neuronal. Quando falta estrogênio, então, há reflexo na cognição, já que muitas áreas do cérebro, como hipotálamo, amígdala, hipocampo e lobo frontal tem muitos receptores estrogênicos e sofrem influência direta deste hormônio”, diz ela.

 

Além de manter hábitos de vida saudáveis, é importante que a mulher dedique especial atenção ao cérebro, visto que um dos impactos mais visíveis do climatério são as conhecidas falhas na memória episódica (memória das situações contextuais e histórias de vida), visual e verbal; na fluência verbal; atenção e velocidade de processamento das informações.

 

Os maiores ganhos da estimulação cognitiva envolvem o desenvolvimento de uma reserva cognitiva capaz de compensar possíveis danos, além da criação consciente de estratégias mentais para manter a flexibilidade mental necessária para se adaptar a novos cenários.

 

E a estimulação cognitiva continua sendo benéfica mesmo quando os sintomas já estão presentes. A variedade de estímulos cognitivos também aumenta a confiança e a autoestima, uma vez que a mulher terá menos medo de cometer erros ou esquecer coisas importantes, e tudo isso feito em grupo tem o benefício extra da socialização, que ajuda a reduzir o estresse e amplia a rede de apoio.

 

A partir de quando a mulher deve começar a se cuidar?  

Segundo Lívia, o quanto antes a mulher começar a investir na sua qualidade de vida, melhor será esse período O Supera elencou uma série de cuidados prévios para deixar esse período mais suave: 


Aos 35-40 anos: 


·  Acompanhamento regular com ginecologista

·  Monitoramento dos ciclos menstruais

·  Identificação precoce de alterações hormonais

·  Prática regular de atividade física

·  Alimentação equilibrada rica em cálcio

· Controle do peso corporal

·  Redução do estresse e estímulos cognitivos de qualidade, como hábitos de leitura.

 

Climatério ou pré-menopausa aos 45-55 anos:


· Consultas trimestrais com especialista

· Monitoramento dos sintomas

· Ajustes nos hábitos conforme necessário 

·  Manutenção da rotina de exercícios

· Possível ajuste na alimentação

·  Preservação da vida social e profissional, incluindo estímulos cognitivos.


Crenças limitantes bloqueiam o crescimento pessoal e criam prisões emocionais

Traumas do passado e bloqueios emocionais dificultam a busca pela liberdade interior, alerta especialista 

 

Estudos em psicologia mostram que experiências emocionais negativas podem deixar marcas que dificultam o desenvolvimento pessoal e profissional. Esses bloqueios, conhecidos como prisões emocionais, surgem de traumas e crenças limitantes acumuladas ao longo da vida, criando barreiras invisíveis para o crescimento emocional. Identificar esses padrões é o primeiro passo para superar desafios e viver de forma mais leve.

Uma pesquisa publicada na revista Frontiers in Psychology mostrou que experiências negativas não resolvidas têm ligação direta com o aumento de sintomas de ansiedade e depressão. O estudo destaca a importância de se conhecer melhor e revisar essas crenças para melhorar o bem-estar mental.

Segundo Elainne Ourives, psicanalista e especialista em reprogramação mental, essas prisões são mais comuns do que parece e podem afetar mesmo quem não percebe estar limitado. “Muitas vezes, achamos que certos bloqueios fazem parte da nossa personalidade, mas, na verdade, eles são resultado de experiências mal resolvidas e crenças que foram impostas”, diz.


Como as prisões emocionais aparecem no dia a dia

Esses bloqueios podem aparecer de formas discretas, como dificuldade para manter relações saudáveis, medo de arriscar em novas oportunidades ou uma autocrítica constante. Um estudo da Universidade de Harvard apontou que o perfeccionismo está ligado a altos níveis de ansiedade e menor satisfação com a vida, mostrando que essa busca constante por resultados impecáveis pode prejudicar a saúde mental.

Prisões emocionais também influenciam na forma como lidamos com o estresse. O medo de rejeição, por exemplo, pode fazer com que a pessoa evite situações sociais importantes, prejudicando o crescimento pessoal e profissional. Pesquisas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos mostram que essa evitação está ligada a experiências traumáticas não resolvidas, afetando a qualidade de vida no longo prazo.

Elainne explica que identificar esses padrões é fundamental para sair desse ciclo. “Quando a gente consegue perceber os gatilhos emocionais e entende de onde eles vêm, fica mais fácil trabalhar para mudá-los. O autoconhecimento é essencial nesse processo”, comenta.


Caminhos para deixar as prisões emocionais para trás

Superar as prisões emocionais começa por reconhecer que elas existem. Observar comportamentos repetitivos, como a dificuldade em enfrentar desafios ou a tendência a manter relações tóxicas, é um sinal claro de que algo precisa mudar. 

O perdão é uma das ferramentas mais poderosas para romper essas barreiras, seja perdoando a si mesmo ou aos outros. Pesquisas publicadas no Journal of Behavioral Medicine mostram que o perdão está ligado a menores níveis de estresse e melhora na saúde do coração. “Perdoar não é esquecer, mas sim soltar o peso emocional que impede o avanço”, define Ourives. 

Além disso, técnicas como meditação e afirmações positivas ajudam a substituir crenças limitantes por pensamentos mais leves. Meditar com frequência pode mudar positivamente as conexões do cérebro ligadas ao bem-estar.

Elainne reforça a importância dessas práticas no cotidiano. “Quando a forma de enxergar a si mesmo e suas experiências muda, tudo ao redor muda junto. Pequenas mudanças no dia a dia podem fazer uma grande diferença na forma de viver e se relacionar”, finaliza. 

 


Elainne Ourives - Treinadora mental, psicanalista, cientista e pesquisadora nas áreas da Física Quântica, das Neurociências e da reprogramação mental; autora best-seller de 10 livros; mestra de mais de 260 mil alunos, sendo 120 mil deles alunos do treinamento Holo Cocriação de Objetivos, Sonhos e Metas, a mais completa metodologia de reprogramação mental, cocriação e manifestação de sonhos do mundo; formada pelos maiores cientistas do mundo, tais como Jean Pierre Garnier Malet, Tom Campbell, Gregg Braden, Bob Proctor, Joe Dispenza, Bruce Lipton, Deepak Chopra e Tony Robbins; multiplicadora do Ativismo Quântico de Amit Goswami; certificada pelo Instituto HeartMath; única trainer de Joe Vitale no Brasil. Autora Best Seller dos livros: DNA Milionário® (2019); DNA da Cocriação® (2020); DNA Revelado das Emoções® (2021), Cocriador da Realidade (2022); Algoritmos do Universo (2022), Taqui-Hertz® (2022), O Meu Ano de Gratidão (2023), Gene da Juventude (2023), Visualização Holográfica (2023) e DNA do Dinheiro (2024). É ainda idealizadora do Movimento “A Vida é Incrível”, lançado para ajudar a libertar o potencial máximo das pessoas na realização de seus sonhos; e criadora da Técnica Hertz® - Reprogramação da Frequência Vibracional, que surgiu a partir de descobertas da física quântica e do estudo aprofundado das mais poderosas terapias energéticas e emocionais do mundo.
https://elainneourives.com.br
Instagram @elainneourivesoficial


Libido em queda? A verdade que ninguém te conta sobre o desejo sexual e como recuperá-lo

Se o desejo sexual desapareceu, não é só sua mente que está dizendo ‘não’. Seu corpo pode estar enviando sinais de alerta sobre desequilíbrios hormonais, estilo de vida e até a saúde do seu coração. Entenda como a libido funciona e o que realmente pode reativar o desejo sexual de forma natural e cientificamente comprovada.


 

Por que a libido está em queda?

A libido sempre foi cercada de mistérios e tabus. Enquanto alguns acreditam que ela deve estar sempre em alta, outros encaram sua oscilação como um problema. A verdade? O desejo sexual é um termômetro da saúde física e emocional, e sua queda pode indicar desde simples alterações hormonais até problemas metabólicos e psicológicos mais sérios.

O médico nutrólogo, Dr. Ronan Araujo explica: “O estresse, a alimentação, a qualidade do sono, os níveis hormonais e até a exposição excessiva às telas podem impactar diretamente o apetite sexual.” Mas será que existe uma forma de reverter isso sem recorrer a medicamentos ou soluções momentâneas?

A resposta está na ciência do desejo.
 

A ciência da libido: como o desejo sexual funciona?

O desejo sexual não surge do nada. Ele é resultado de uma complexa interação entre hormônios, neurotransmissores e fatores emocionais. O cérebro, os vasos sanguíneos e até o intestino desempenham papéis fundamentais nesse processo. 

Os principais reguladores da libido são:

  • Testosterona: O hormônio mais associado ao desejo sexual, presente tanto em homens quanto em mulheres. Quando está baixo, o desejo pode desaparecer.
  •  Estrogênio e progesterona: Cruciais para a libido feminina. O equilíbrio entre eles impacta o prazer sexual, lubrificação e resposta ao estímulo.
  • Dopamina: O neurotransmissor do prazer e da motivação. Baixos níveis podem reduzir o interesse sexual e aumentar a procrastinação.
  • Serotonina: Embora seja associada ao bem-estar, níveis muito altos podem suprimir o desejo sexual.
  • Cortisol: O hormônio do estresse, que pode bloquear completamente a libido quando está cronicamente elevado.
  • Óxido nítrico: Fundamental para a circulação sanguínea e a resposta sexual, especialmente para a ereção e a excitação feminina.

O problema é que o estilo de vida moderno vem sabotando todos esses mecanismos.
 

O grande vilão: como o estilo de vida está matando sua libido

Se sua libido está baixa, sua rotina pode ser a principal culpada. A vida moderna alterou drasticamente os estímulos naturais do nosso corpo, reduzindo o desejo sexual e enfraquecendo a conexão entre mente e corpo.
 

Excesso de estresse e trabalho: Níveis altos de cortisol bloqueiam a produção de testosterona e esgotam a dopamina. Se sua mente está sobrecarregada, seu corpo não vê necessidade de ativar o desejo.


Falta de sono de qualidade: Durante o sono profundo, seu corpo regula hormônios essenciais para o desejo sexual. Dormir pouco pode reduzir a testosterona em até 15% em uma semana.


Sedentarismo: A falta de movimento diminui a circulação sanguínea, reduzindo a capacidade de resposta sexual. O coração bombeia menos sangue para os órgãos genitais, impactando a excitação.


Uso excessivo de tecnologia: A exposição prolongada a telas reduz a produção de dopamina e altera a percepção do prazer real. O consumo excessivo de pornografia também pode gerar um efeito de dessensibilização ao desejo sexual.


Má alimentação: Alimentos ultraprocessados inflamam o corpo, alteram a produção hormonal e comprometem a função vascular – essencial para a resposta sexual.

Se você se identificou com pelo menos um desses fatores, sua libido pode estar sendo sabotada silenciosamente. Mas há solução. 


Como recuperar o desejo sexual de forma natural e cientificamente comprovada

Recuperar a libido não significa apenas aumentar o desejo sexual. Significa equilibrar o corpo e a mente para que o prazer volte a ser natural.
 

O poder do movimento: Exercícios físicos aumentam a circulação sanguínea, melhoram os níveis hormonais e reduzem o estresse. Apenas 30 minutos diários de atividade podem elevar os níveis de testosterona e estimular o desejo.


Sono: seu melhor afrodisíaco: Dormir bem regula os hormônios e melhora a resposta sexual. Criar uma rotina de sono e evitar telas antes de dormir pode trazer resultados rápidos.


Alimentos que potencializam a libido: Alimentos ricos em zinco, magnésio e arginina são essenciais para a saúde sexual. Aposte em:

Chocolate amargo (estimula dopamina)

Ovos (rico em colina e testosterona)

Ostras (altamente ricas em zinco)

Nozes e sementes (melhoram a circulação sanguínea)

Abacate (fonte de gorduras boas que regulam os hormônios)


Reduzir o estresse: Técnicas como meditação, respiração profunda e pausas na rotina podem ajudar a equilibrar o sistema nervoso e reativar o desejo.
 

Evite toxinas e estimulantes: O consumo excessivo de álcool, cigarro e cafeína pode comprometer a circulação sanguínea e impactar negativamente a libido.
 

Existe um limiar ideal para a libido?

O desejo sexual não deve ser encarado como uma competição. Ele varia de pessoa para pessoa e sofre influência de inúmeros fatores. Não existe um padrão único para o que é "normal" – o importante é que sua libido esteja alinhada com seu bem-estar físico e emocional. 

“Se a queda do desejo sexual estiver acompanhada de outros sintomas, como fadiga excessiva, falta de disposição ou irritabilidade, pode ser um sinal de desequilíbrio hormonal ou metabólico. Buscar orientação médica e exames pode ser essencial para identificar e tratar possíveis causas subjacentes.”. Destaca o Dr. Ronan Araujo.
 

Libido não é apenas desejo – é saúde e equilíbrio

Se sua libido está baixa, não encare isso como um problema isolado. Veja como um alerta do corpo para algo que pode estar fora do equilíbrio. A boa notícia? Você tem controle sobre isso. Pequenos ajustes no estilo de vida podem trazer grandes mudanças no desejo sexual e na qualidade de vida. 

O segredo para uma libido saudável está no equilíbrio – entre corpo, mente, alimentação e rotina. Se você está esperando uma pílula milagrosa para resolver essa questão, talvez a resposta esteja dentro dos seus próprios hábitos diários.

Afinal, o desejo é uma manifestação do seu bem-estar como um todo. E agora que você sabe disso, o que vai mudar a partir de hoje?

 


Dr. Ronan Araujo: CRM – 197142 - Formado em medicina pela Universidade Cidade de São Paulo, médico especializado em nutrologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia). Com foco em causar impacto e mudar a vida das pessoas através de sua profissão, ele também se tornou membro da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), que o leva a ser atualmente um dos médicos que mais conhece e entrega resultados quando falamos sobre emagrecimento e reposição hormonal. O Dr. Ronan Araujo quer influenciar na mudança de estilo de vida, de hábitos e ajudar as pessoas a viverem mais tempo e com mais qualidade. “Não é apenas sobre emagrecimento, é sobre transformar vidas”, é um dos lemas do médico. Com atendimento único, acolhedor e resultados rápidos na parte da estética e da saúde.


Posts mais acessados