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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Escolher o tênis certo evita lesões e melhora desempenho na academia

 

Shutterstock

Ortopedista alerta que calçado inadequado pode gerar problemas como dores e até lesões na coluna


A seleção adequada do tênis para atividades físicas é fundamental para prevenir lesões e otimizar o desempenho durante os treinos. O uso de calçados específicos para esportes oferece proteção, estabilidade e amortecimento para pés, joelhos e tornozelos, permitindo maior controle postural e absorção de impactos.

O médico ortopedista Maurício Martelletto alerta que "o uso de tênis inadequado pode gerar problemas como fascite plantar, tendinite, dores nos joelhos e até lesões na coluna. Cada tipo de atividade exige um calçado com características específicas para garantir suporte adequado à pisada e evitar sobrecargas nas articulações". O especialista explica que calçados com bom amortecimento são essenciais para quem pratica corridas de velocidade e alta intensidade, enquanto tênis com maior estabilidade são recomendados para musculação e treinos funcionais.

Outro ponto importante na escolha do tênis é o tipo de pisada. Segundo Martelletto, existem três principais classificações:

  • Pisada neutra: Distribui o impacto de forma equilibrada, sem sobrecarga excessiva em nenhuma área do pé.
  • Pisada pronada: Ocorre quando o pé tende a girar para dentro durante a passada, sobrecarregando a parte interna do calçado. Pessoas com esse tipo de pisada devem optar por tênis com suporte reforçado na lateral interna para corrigir o alinhamento.
  • Pisada supinada: Caracterizada pelo apoio maior na parte externa do pé, fazendo com que o impacto não seja distribuído corretamente. Para esses casos, recomenda-se tênis com maior amortecimento para reduzir a pressão sobre articulações.

Para quem deseja escolher modelos específicos, Cibele Fernandes, gerente da Pixolé Calçados, rede que atua no segmento de calçados, explica que o mercado oferece marcas exclusivas para cada tipo de exercício.

“Temos uma curadoria em nossa rede com modelos que que oferecem excelente amortecimento, ideal para corridas de curta e média distância, como 5 e 10 km, modelos que garantem estabilidade e respirabilidade, proporcionando conforto durante exercícios prolongados. Opções para corridas noturnas com detalhes refletivos, flexibilidade e solado antiderrapante, perfeito para atividades de musculação, e modelos que auxiliam na performance durante corridas na esteira", explica Cibele.

O ortopedista reforça que a escolha do calçado deve levar em consideração não apenas a modalidade praticada, mas também o tipo de pisada. "Pessoas com pisada pronada precisam de tênis com mais suporte na região interna do pé, enquanto aqueles com pisada supinada devem optar por modelos com maior amortecimento na parte externa. Além disso, é essencial trocar o tênis regularmente, pois o desgaste do solado reduz a eficácia na absorção de impacto.", finaliza.


www.pixole.com.br

 

Época de altas temperaturas exige cuidados com a qualidade da água

A proliferação de bactérias e vírus durante o verão é maior, facilitando a ocorrência de quadros de infecção e intoxicação
 

O verão, época com altas temperaturas, exige mais cuidados com a ingestão de água. Por ser uma temporada que demanda uma boa hidratação, as pessoas precisam ficar atentas à qualidade do líquido que estão usando para consumo. A proliferação de bactérias e vírus nessa época é maior, facilitando a ocorrência de quadros de infecção e intoxicação. 

Segundo Jaqueline Aparecida Miranda Ferreira, técnica em Química do laboratório da Culligan, líder mundial em tratamento de água, o armazenamento correto da água é algo essencial para evitar complicações. “Caso esteja levando água para ingerir ao longo do dia, o mais indicado é optar pelas garrafas térmicas de inox, que conseguem manter a água mais fresca e limpa. Porém, se for escolher o recipiente de plástico, priorize as que são livres de BPA, um composto químico que serve de matéria-prima para a produção de diversos tipos de plásticos, como policarbonatos, por exemplo”, explica. 

O formato da garrafa também é um ponto de atenção. “Escolha aquelas com o mínimo de cantos possível, pois são locais preferenciais para a formação de biofilmes (contaminação microbiológica em superfícies)”, relata Jaqueline. 

A especialista recomenda, ainda, que a água não passe mais de três horas armazenada no recipiente para evitar contaminações. 

“A higienização da garrafa deve ser realizada com uso de água potável corrente e detergente neutro, para garantia da eficiente limpeza interna, externa, do bocal e da tampa do recipiente. Esse processo deve ser feito diariamente, se possível, duas vezes ao dia, dentro do expediente de uso”, complementa.
 

Cuidados com água envasada comprada em mercados 

Em épocas de extremo calor, em que a proliferação de vírus e bactérias é maior, até mesmo a água comprada já envasada precisa de inspeção. 

“No momento da aquisição de água engarrafada, todo cuidado é pouco. Deve-se consultar a fonte onde foi coletada, a marca responsável pelo envase (que deve ser de referência), e a data de envase do fluído”, indica a técnica em Química da Culligan. 

No caso de viagem, Jaqueline recomenda que toda água destinada para consumo durante a viagem seja levada do local de origem do consumidor. “Ou então, sempre prefira a água de marcas de referência que a pessoa já tenha o costume de consumir”, complementa.
 

Verificação de caixas d’água 

No caso de a pessoa ir para uma chácara, por exemplo, que conta com caixa de água, também deve-se tomar cuidado, visto que a mesma pode estar destampada, com a tampa quebrada ou suja. 

“O recomendado é o inquilino utilizar essa água para higiene da residência, nas descargas, banho e não consumir ou mesmo cozinhar com ela, visto que pode estar contaminada”, alerta. 

O cuidado também vale por conta da dengue, pois muitas cidades já estão registrando alta nos casos neste começo de 2025. Devido ao difícil acesso, por estarem localizadas nos telhados, a falta de cuidado pode transformar esses reservatórios em ambiente de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras doenças, como gastroenterites, hepatite A e leptospirose. 

"A caixa d'água é o principal reservatório da casa de uma família e está diretamente relacionada à qualidade do líquido para nosso consumo. A responsabilidade da qualidade da água dentro das casas é do cidadão, que deve garantir um ambiente controlado de acordo com a recomendação dos fabricantes das caixas", alerta a química. 

Segundo Jaqueline, a higienização das caixas deve ser realizada a cada seis meses ou quando o morador perceber a presença de um material ‘gelatinoso’ nas paredes. "A presença deste material indica a formação de biofilme, ou seja, impregnação microbiológica na superfície do reservatório, o que representa um comprometimento da qualidade da água para consumo", ressalta. 

Um dos fatores que levam a proliferação deste material nas paredes da caixa d'água é a diminuição da concentração de cloro na água. O especialista explica que, se a concentração de cloro é inferior a 0,2 mg/L, permite a proliferação de microrganismos que oferecem riscos ao organismo humano. 

A química conta que a concentração de cloro diminui quando a água fica muito tempo parada, sem consumo. Por isso, diz ela, quando a família fica alguns dias fora de casa, é recomendado que o registro de abastecimento da caixa seja desligado para evitar que ela encha. 

"Ao retornar, essa água não deve ser utilizada para hidratação ou para cozinhar, apenas para a higienização. Apenas depois do esvaziamento completo, a caixa d'água deve voltar a encher e o consumo continuar", conclui a especialista.


TRABALHO: Fraturas na mão e no punho crescem 24,7% e estão entre as 10 principais causas de afastamento

Acidentes de trabalho e quedas, especialmente quando a pessoa
 se apoia nas mãos para evitar impactos mais graves,
 estão entre as principais causas da lesão
 
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Dados do Ministério da Previdência constam de ranking de 2024; Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão alerta para o aumento de casos e reforça a importância da prevenção e do tratamento especializado

 

Dados do Ministério da Previdência Social apontam que as fraturas na mão e no punho foram a sétima principal causa de afastamento no trabalho no país, com 101.177 casos registrados em 2024. O número representa um aumento de 24,7% em comparação a 2023, quando foram contabilizadas 81.123 ocorrências. 

As fraturas distais do rádio, que atingem a região do punho, estão entre as mais comuns, representando de 10% a 20% dos atendimentos em serviços de traumatologia. Acidentes de trabalho e quedas, especialmente quando a pessoa se apoia nas mãos para evitar impactos mais graves, estão entre as principais causas da lesão. “A fratura do rádio distal é a mais comum do corpo humano e é comumente chamada de fratura de Colles. Ela ocorre frequentemente quando a pessoa cai e instintivamente estende a mão para amortecer o impacto. Esse tipo de fratura é especialmente comum em idosos com osteoporose e em pessoas que praticam esportes de alto impacto”, explica Rui Barros, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM). Essas fraturas podem ser agravadas quando expostas, podendo evoluir para infecções ou mesmo afetar a articulação do punho, exigindo tratamento urgente com um especialista. 

Os sintomas mais comuns das fraturas na mão e no punho incluem dor intensa, inchaço, dificuldade para movimentar a região, deformidade visível e hematomas. 

O tratamento para essas fraturas varia conforme a gravidade da lesão. Casos simples, sem desvios ou com desvios pequenos, podem ser tratados com imobilização por gesso, enquanto fraturas mais complexas exigem intervenção cirúrgica. “Procurar um especialista em cirurgia da mão é essencial para evitar complicações como deformidades, perda de mobilidade e dor crônica”, reforça o cirurgião da mão. 

Os idosos estão mais suscetíveis às fraturas do rádio distal devido à osteoporose e à redução da estabilidade postural. Para minimizar os riscos, algumas medidas podem ser adotadas, como manutenção da casa livre de obstáculos, uso de tapetes antiderrapantes e instalação de corrimãos em escadas e banheiros. O fortalecimento muscular também é indicado, com práticas como pilates, musculação e alongamentos para melhorar a coordenação e reduzir o risco de quedas. 

Além disso, é importante utilizar calçados adequados, evitar sapatos escorregadios ou de salto alto e manter acompanhamento médico regular para controle da osteoporose, garantindo níveis adequados de cálcio e vitamina D. Em alguns casos, o uso de dispositivos auxiliares, como bengalas ou andadores, pode ser necessário para aumentar a estabilidade ao caminhar. 

A desatenção e a pressa também são fatores que aumentam os riscos de acidentes. “Trabalhar de forma apressada ou sem prestar atenção ao ambiente e aos equipamentos pode aumentar as chances de acidentes”, alerta o presidente da SBCM. 

No ambiente de trabalho, a realização de auditorias periódicas para avaliar a segurança no local e identificar áreas de risco pode ser uma medida preventiva importante. “Essas auditorias ajudam a melhorar continuamente as condições de trabalho e as práticas de segurança, garantindo um ambiente mais saudável para os trabalhadores”, conclui.



Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão - SBCM.
Mais informações em Link


Luto Perinatal: A Dor Silenciosa que Precisa Ser Acolhida


Recentemente, a cantora Lexa anunciou a triste perda de sua filha Sofia, fruto de seu relacionamento com Ricardo Vianna. Após ser diagnosticada com pré-eclâmpsia precoce, Lexa precisou passar por uma cesariana emergencial no dia 2 de fevereiro. No entanto, a bebê, que nasceu prematura, não resistiu e faleceu no dia 5, três dias após o nascimento. O caso trouxe à tona um tema delicado e pouco discutido: o luto perinatal.


Aline Rezende Graffiette, psicóloga clínica, neuropsicóloga e fundadora da Mental One, ressalta a importância de falar sobre o luto perinatal, um assunto frequentemente tratado como tabu. Segundo a Fiocruz, a cada 100 mil gestações, um bebê não sobrevive, e o luto perinatal é reconhecido a partir da 22ª semana de gestação. "Se pouco é falado, pouco é vivido. E todo luto precisa ser vivido para que encontre um espaço de elaboração", explica Aline.


A especialista destaca que, muitas vezes, as famílias enlutadas tendem a se isolar, tornando o processo de enfrentamento ainda mais difícil. No ambiente hospitalar, especialmente nas UTIs neonatais, há uma rede de apoio espontânea entre as mães e familiares que compartilham a mesma realidade. No entanto, ao saírem do hospital, muitas dessas conexões se perdem, e o sofrimento se torna solitário.


O luto perinatal não se restringe apenas à perda física do bebê, mas também envolve a desconstrução do sonho da maternidade idealizada. "É um luto duplo: a perda do filho real e do filho idealizado. Muitas vezes, cria-se uma fantasia de que tudo ficará bem, mas quando estamos diante de uma gestação de risco, já não está tudo bem. É necessário um olhar realista para preparar os pais e toda a rede de apoio para essa possível perda", alerta a neuropsicóloga.


Aline compartilha sua própria experiência com a perda gestacional e destaca como o acolhimento e o reconhecimento desse luto são fundamentais para que as famílias possam seguir em frente. Além disso, chama a atenção para outro aspecto pouco discutido: o risco de morte materna associado a pré-eclâmpsia. "A condição pode ser fatal não apenas para o bebê, mas também para a mãe. É uma realidade que precisa ser discutida, pois a informação pode salvar vidas." 


Diante de uma perda tão significativa, é essencial que as famílias tenham suporte emocional e psicológico para atravessar esse período com acolhimento e compreensão. "Ninguém será substituído, e o luto precisa de espaço para ser vivido", conclui Aline.


Doenças raras são desafio para o diagnóstico precoce de enfermidades, incluindo casos de câncer

Oncologista explica que, em relação a tumores incomuns, é fundamental trabalhar em parceria com patologistas e ter a colaboração do paciente no relato do histórico médico

 

O ano de 2023 foi desafiador para a psicóloga Cláudia Muller Leal Ferreira, de 60 anos. Dedicada ao marido que estava vivendo sob cuidados paliativos devido a um tumor de intestino, teve que lidar com o próprio diagnóstico de um câncer raro. Ao descobrir uma íngua inguinal e procurar um especialista, ela recordou-se de um sinal retirado quase dois anos antes, próximo ao glúteo, e que na época ficou sem um desfecho conclusivo. O caso foi relatado à oncologista com quem estava se tratando naquele momento, a médica solicitou nova análise das lâminas antigas, e só então veio a confirmação de uma neoplasia na pele, chamada de poroma. Essa doença tem origem nas estruturas onde se encaixam os folículos dos pelos e é considerada incomum. 

No caso de Cláudia, a íngua inguinal tratada era uma metástase da lesão na pele. Sua história ajuda a mostrar como pode ser difícil e até demorado o diagnóstico de uma enfermidade com poucos ou nenhum registro na literatura médica. E, como é necessário falar sobre o tema, 28 de fevereiro tornou-se o Dia Mundial das Doenças Raras. Segundo o site do Ministério da Saúde, cerca de 300 milhões de pessoas ao redor do planeta convivem com essa realidade. Seriam 13 milhões somente no Brasil. 

“Eu estava em um momento tão delicado, além da perda do meu marido tive que conviver com uma amiga em tratamento de um câncer de mama e um acidente envolvendo minha mãe. Na época não consegui me prender ao fato de ser um câncer raro. Mas foi importante fechar um ciclo, agora sigo o protocolo de acompanhamento”, conta Cláudia, que é paciente da Oncoclínicas Rio de Janeiro e passou por cirurgia para a retirada do tumor.

 

Importância do acesso ao tratamento adequado 

Para que mais pessoas tenham o retorno satisfatório obtido pela psicóloga, instituições em todo o mundo, como a Rare Diseases Europe, trabalham pelo acesso equitativo ao diagnóstico, ao tratamento e às oportunidades sociais a quem tem doença rara. São mais de 6 mil tipos, incluindo cânceres. 

“O desafio nesses casos é conseguir identificar a doença o mais rápido possível. Em casos de suspeita de câncer, o médico trabalha muito em parceria com o patologista para poder fechar o diagnóstico. Mas, como tumores raros são poucos no mundo, isso nem sempre é simples. Em relação à mama, por exemplo, é possível juntar muitos pacientes com características semelhantes. Mas, quando é algo incomum, até o acesso às tecnologias existentes para tratamento são dificultados”, explica a oncologista clínica Daniele Ferreira Neves, diretora técnica da unidade Ipanema da Oncoclínicas. 

A médica acrescenta que o paciente também é peça-chave para a conclusão do diagnóstico: “Ele precisa trazer todas as informações possíveis. Muitas vezes, ao passar por vários médicos, o histórico se perde. Lembrar-se de detalhes pode fazer toda a diferença”, afirma Daniele.

 

Importante saber:

 

:: Segundo o site do Ministério da Saúde, existem de seis mil a oito mil tipos de doenças raras em que 30% dos pacientes morrem antes dos cinco anos de idade. Ao todo, 75% afetam crianças e 80% têm origem genética. Algumas dessas doenças se manifestam a partir de infecções bacterianas ou virais, causas alérgicas e ambientais ou são degenerativas e proliferativas;

 

:: Para obter um diagnóstico, um paciente chega a consultar até 10 médicos diferentes;

:: 3% têm tratamento cirúrgico ou medicamentos regulares que atenuam sintomas.

 

Cuidados paliativos podem ser a opção

 

:: Ainda de acordo com o site do Ministério da Saúde, para 95% dos casos não há tratamento, apenas cuidados paliativos e de reabilitação.

 

No Rio de Janeiro, a Oncoclínicas e o Hospital Marcos Moraes oferecem o serviço paliativo, que é chamado de Cuidados Continuados. Ele deve ser indicado o mais precocemente possível ao paciente com câncer e pode estar associado ao tratamento voltado à cura, sendo importante para o manejo de sintomas de difícil controle e na melhora das condições clínicas. 

Em 2017, a Associação Americana de Oncologia Clínica (ASCO) estabeleceu quais pacientes oncológicos devem estar no acompanhamento paliativo: os que apresentam estágio avançado (com metástases) e pessoas em tratamento do câncer com sintomas de difícil controle, em qualquer fase da doença. 

 

Oncoclínicas&Co
www.grupooncoclinicas.com


Aplicativo auxilia pessoas com Diabetes a fazer contagem de carboidratos da forma correta

 

Contagem de carboidratos permite que pessoa com diabetes
ontrole bem a glicemia e se permita comer coisas
que gosta sem privações.
 Divulgação / Natalie Marques
Engana-se quem pensa que a pessoa com diabetes não pode comer um bolo de chocolate ou brigadeiro. Isso é possível quando se aprende a fazer a contagem de carboidratos 

 

Descobrir que tem diabetes pode ser um momento de muita informação e incertezas. Uma das primeiras lições importantes é aprender a fazer a contagem de carboidratos, essencial para manter a glicemia controlada e evitar picos perigosos. Pode parecer complicado no início, mas a tecnologia está ajudando a simplificar a rotina para pessoas que têm Diabetes . O aplicativo Gooday (foto) é um exemplo de facilidade. Com ele, basta informar os alimentos consumidos — seja digitando ou usando o comando de voz da assistente virtual Betty — que o app faz o cálculo da quantidade de carboidratos e sugere a dose de insulina a ser aplicada, com base no perfil e no fator de sensibilidade à insulina do usuário.

“O Gooday é ideal para quem está começando e ainda se sente perdido com as mudanças na rotina. Ele ajuda a entender como a contagem de carboidratos funciona e automatiza cálculos complexos, permitindo o foco no que realmente importa: cuidar da saúde e viver com mais liberdade e segurança”", explica um dos idealizadores do aplicativo o médico endocrinologista Mauro Scharf.

Além disso, o Gooday transforma cuidados com a saúde em recompensas: quanto mais a pessoa faz caminhadas (exercício físico é um dos três pilares fundamentais no controle da diabetes), mais pontos (goodies) acumula no aplicativo. Ao fim do mês, os goodies podem ser trocados por descontos de até 20% em medicamentos para diabetes nas farmácias conveniadas.
 


A nutricionista Natalie Marques, especializada em diabetes, dá dicas para começar a contagem de carboidratos da forma correta e garantir uma alimentação equilibrada.


Entenda a relação entre carboidratos e glicemia

Carboidratos são macronutrientes encontrados em vários alimentos como arroz, pão, batata e frutas. Eles se transformam em glicose no organismo, elevando os níveis de açúcar no sangue. Para quem tem diabetes, é fundamental calcular a quantidade de carboidratos ingeridos para ajustar a dose de insulina antes das refeições. 

“A aplicação de insulina cerca de 15 minutos antes de comer garante que ela comece a agir no momento em que o carboidrato é absorvido pelo corpo”, explica a nutricionista Natalie Marques, especialista em diabetes. A utilização da Tabela de Contagem de Carboidratos da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) é um ótimo ponto de partida para calcular as porções e ajustar a dosagem.

 

Aprenda a montar o prato de maneira estratégica

A nutricionista recomenda que metade do prato seja composta por vegetais e saladas, ricos em fibras. A sequência também faz diferença: “Comer primeiro as fibras, depois as proteínas e só então os carboidratos ajuda a reduzir os picos de glicemia após a refeição”, orienta Natalie. 

Outra dica é usar uma balança de cozinha para pesar os alimentos, para que a pessoa com diabetes saiba quantas gramas de cada alimento há no prato. A tabela oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) também possui medidas “populares”, como uma colher de sopa, uma fatia, um pires, etc. Com o tempo, a pessoa começa a treinar o olhar para identificar a quantidade de carboidratos no prato, mesmo sem uma balança.

O Gooday está disponível para celulares Android e Apple.


Fertilidade e longevidade femininas parecem caminhar juntas

Envelhecer é um processo que envolve múltiplos mecanismos intricados, que acabam por resultar na deterioração gradual das diversas funções do organismo. Embora a idade cronológica seja o principal fator de risco, é possível que indivíduos com a mesma idade sejam atingidos de formas diferentes pelo envelhecimento, tanto na aparência como no adoecimento. Alterações genéticas, ambientais, estilo de vida, estresse físico e psíquico contribuem para alterações celulares que favorecem o desenvolvimento de doenças.

A ciência tem estudado esse fenômeno intensamente por razões óbvias e, nos últimos anos, várias maneiras para avaliar o envelhecimento biológico têm sido desenvolvidas, numa tentativa de compreender os mecanismos que aceleram ou retardam esse processo complexo.

Evidências recentes indicam que o sexo do indivíduo e a ação dos hormônios reprodutivos podem influenciar o envelhecimento. As mulheres estão sujeitas a mudanças físicas e psíquicas ao longo de suas vidas, durante a menstruação e a gravidez, que produzem alterações hormonais e metabólicas reversíveis, mas que podem afetar o envelhecimento.

Mulheres em condições sociais e econômicas desfavoráveis, com múltiplas gestações em intervalos curtos de tempo, podem sofrer efeitos mais duradouros do estresse de várias gravidezes seguidas, o que resultaria no envelhecimento biológico.

A ocorrência da primeira menstruação antes dos 9 anos (menarca precoce), associada ao estresse e à dieta inadequada também podem contribuir para o envelhecimento. A menopausa, por sua vez, pode acelerar o desgaste do organismo, devido ao aumento do estresse oxidativo associado à redução dos níveis do hormônio feminino (estrogênio). Esses fatores reprodutivos femininos estão associados a vários marcadores de envelhecimento biológico acelerado.

A remoção cirúrgica dos ovários antes da menopausa acelera o envelhecimento e aumenta a ocorrência de doenças. O estrogênio também pode interagir com o microbioma intestinal (conjunto de bactérias que habitam o intestino), resultando em uma variedade de doenças que comprometem a longevidade, tais como: obesidade, síndrome metabólica, infertilidade, endometriose e câncer.

Novas pesquisas revelam que mulheres em menopausa antes dos 40 anos têm maior risco de morte quando comparadas àquelas nas quais a menopausa ocorre entre os 50 e 54 anos. Tais achados reforçam a importância do estrogênio não só nos órgãos reprodutivos, mas também para o aparelho cardiovascular, saúde óssea e funcionamento do sistema nervoso central, entre outras funções. A boa notícia é que adotar um estilo de vida saudável pode retardar o envelhecimento, reduzir a mortalidade prematura e promover a longevidade.

Outra questão fundamental é envelhecimento reprodutivo feminino, que ocorre de forma irreversível a partir dos 35 anos e é tema frequente nos congressos e publicações científicas. Apesar de todo o desenvolvimento tecnológico, não há como medir o tempo de vida fértil de uma mulher, nem meios eficazes para prolongá-lo naturalmente. A maioria das intervenções ainda se restringe aos estudos experimentais em modelos animais. Por isso, a opção para quem deseja adiar a maternidade é o congelamento de óvulos, que preferencialmente deve ser feito até os 35 anos para obtenção dos melhores resultados.

Dessa forma, é possível concluir que saúde reprodutiva feminina e longevidade caminham lado a lado. As mudanças hormonais associadas ao envelhecimento, além de reduzir a fertilidade, podem trazer riscos à saúde (como obesidade, doenças cardiovasculares e câncer), comprometendo a qualidade de vida e a longevidade. Assim, é fundamental no cuidado à saúde das mulheres reconhecer os limites biológicos da fertilidade feminina e o papel vital dos hormônios femininos, educando a população e os profissionais de saúde para que as escolhas reprodutivas sejam livres e esclarecidas, além de disponibilizar acompanhamento médico especializado.

 

Dra. Márcia Mendonça Carneiro - Professora titular do Departamento de Ginecologia Faculdade de Medicina da UFMG. Diretora científica da Clínica Origen BH

13 milhões de brasileiros são afetados por doenças raras e 80% das causas são genéticas

No mês dedicado à conscientização sobre as doenças raras a ênfase é dada à prevenção e ao diagnóstico precoce dessas condições. Com o Dia Mundial das Doenças Raras sendo celebrado no dia 28, especialista destaca a importância dos testes genéticos como uma ferramenta essencial para identificar doenças hereditárias e proporcionar um tratamento adequado desde as fases iniciais


O Dia Mundial das Doenças Raras ocorre no dia 28 de fevereiro. A data, que foi criada em 2008 pela Organização Europeia de Doenças Raras (Eurordis) e, no Brasil, oficializada em 2018, tem como objetivo sensibilizar a sociedade, profissionais de saúde e governantes sobre essas condições que, em conjunto, afetam uma grande parcela da população, com impactos significativos. De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que no Brasil existam cerca de 13 milhões de pessoas portadoras de doenças raras. Em todo o mundo, são mais de 300 milhões de pessoas vivendo com uma das 7 mil doenças raras conhecidas.

As doenças raras podem ser em 80% dos casos de origem genética e 20% por causas infecciosas, virais ou degenerativas. Entre elas estão tipos raros de câncer, doenças do sistema cardiovascular, metabólicas, nervosas, infecciosas e autoimunes, causadas por mutações gênicas ou cromossômicas. Quando uma doença rara é hereditária ou de origem cromossômica, na maioria dos casos é possível realizar a prevenção através de técnicas de reprodução assistida.

As doenças genéticas de origem cromossômica mais comuns são a Síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21), Síndrome de Turner (um dos cromossomos X  ausente), Síndrome de Klinefelter (homem nasce com um cromossomo X extra), Síndrome de Edwards (trissomia 18) e Síndrome de Patau (trissomia 13). Exemplos de doenças raras monogênicas (causadas pela alteração de um único gene) são fibrose cística, anemia falciforme, distrofia muscular de Duchenne, hipercolesterolemia familiar, hemocromatose, neurofibromatose tipo 1 (NF1) e hemofilia A e B.

“Lembrando, lá da época da escola, nós temos 46 cromossomos. A diferença está apenas nos sexuais, então homens e mulheres têm 22 cromossomos idênticos e os cromossomos sexuais são diferentes, ou seja, o homem tem um cromossomo X e um Y e a mulher tem dois cromossomos X. As doenças cromossômicas ocorrem quando há alterações no cariótipo, exame que analisa os cromossomos de uma pessoa para identificar alterações a nível cromossômico”, explica Susana Joya, geneticista e assessora científica para a América Latina do Vitrolife Group.

Considera-se doença rara aquela que afeta até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos, ou seja, 1,3 pessoas para cada duas mil. Por sua vez, 80% das doenças raras hereditárias de origem autossômica recessiva surgem em famílias sem histórico. São situações em que a criança precisa herdar duas cópias alteradas do mesmo gene dos seus progenitores para desenvolver a doença. A maioria dos casos de doenças raras hereditárias causadas por uma mutação em um único gene podem ser evitados se antes de engravidar os casais identificarem o risco de hereditariedade, seja por casos anteriores ou pela realização de um painel de portador CGT, para a avaliação da compatibilidade genética entre o casal. O CGT identifica se os parceiros são portadores saudáveis, ou seja, se possuem um alelo do gene alterado, mas não manifestam a doença por terem uma outra cópia saudável do gene. Quando o CGT indica que ambos os parceiros são portadores saudáveis de variante genética no mesmo gene, normalmente há 25% de risco de terem um bebê com uma condição genética. Diante de um risco aumentado, existem opções de prevenção para o nascimento de um bebê saudável através da reprodução assistida com o estudo genético de embriões.

“A realização de testes genéticos surge como uma das ferramentas mais importantes no diagnóstico, prevenção e tratamento das doenças raras. Esses testes são capazes de identificar mutações ou variantes genéticas específicas que podem levar ao desenvolvimento dessas condições. Quando feitos antes da manifestação clínica, os testes genéticos permitem que as doenças sejam diagnosticadas no início, quando as opções de tratamento são mais eficazes ou até mesmo evitadas antes da gravidez com a seleção embrionária em reprodução assistida”, explica Susana.

Esses exames permitem que médicos detectem condições que de outra forma poderiam passar despercebidas, já que muitas doenças raras têm sintomas iniciais que podem ser confundidos com outras doenças mais comuns. Os testes genéticos ajudam a identificar quais tratamentos são mais eficazes para o perfil genético específico de cada paciente. “Isso também é essencial para o aconselhamento genético das famílias, pois o conhecimento do histórico genético é importante para a prevenção ou gestão de risco de doenças hereditárias nas gerações futuras, permitindo a criação de um plano de cuidados individualizado, a implementação de intervenções precoces e planejamento familiar, que podem evitar a progressão e recorrência de muitas doenças”, comenta a geneticista.

No Brasil, cerca de 75% das doenças raras afetam crianças e estima-se que 30% dos pacientes morrem antes dos 5 anos de idade. O diagnóstico precoce, por meio de testes genéticos, é importante para mudar esse cenário. Além de permitir um controle mais eficaz dos sintomas, a intervenção inicial pode evitar o agravamento da condição, proporcionando uma melhor qualidade de vida aos pacientes e suas famílias.


Vitrolife Group –fornecedor global líder mundial de dispositivos médicos e serviços de testes genéticos. Atua no mercado de saúde reprodutiva desde 1994, e em 2021, adquiriu o Igenomix, com o objetivo de apoiar clientes e pacientes em todo o mundo para melhorar os resultados reprodutivos. 

 

Como curtir o Carnaval sem dor nos pés ou na coluna

Segundo o ortopedista Dr. Brasil Sales, problemas musculoesqueléticos são comuns durante a folia, mas podem ser evitados com um pouco de atenção


Fantasias coloridas, blocos animados e muita dança fazem do Carnaval uma das festas mais esperadas do ano. Mas, para muitos foliões, o excesso de horas em pé, calçados inadequados e posturas incorretas podem resultar em dores na coluna e nos pés, atrapalhando a diversão. Para curtir sem desconforto, é essencial tomar alguns cuidados ortopédicos antes, durante e depois da festa.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), problemas musculoesqueléticos são comuns no Carnaval, especialmente entre aqueles que passam horas caminhando ou dançando em calçados sem suporte adequado. A sobrecarga na coluna, nos joelhos e nos pés pode causar inflamações, dores crônicas e até lesões mais sérias, tornando a prevenção fundamental.

Segundo o Dr. Brasil Sales, ortopedista, acupunturista e especialista em medicina intervencionista da dor, a escolha do calçado é um dos principais fatores para evitar dores e lesões durante as festas carnavalescas. “O ideal é optar por tênis ou sapatos com amortecimento e bom suporte para os pés. Sandálias rasteiras, chinelos e saltos podem sobrecarregar a coluna e as articulações, aumentando o risco de dores e lesões”, orienta.

Ele lembra que o uso de saltos muito altos pode, inclusive, causar entorses de tornozelo, joelho e fraturas. “Quanto maior o tamanho do salto, maior é a alteração da distribuição de peso nos pés”, diz o Dr. Brasil.


Como evitar dores nas articulações

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, aproximadamente 21,6% dos adultos brasileiros relataram sofrer de dor crônica na coluna, com maior prevalência entre mulheres e aumento significativo com a idade. “No Carnaval, foliões que já têm dor precisam redobrar os cuidados para não piorar a situação”, alerta o Dr. Brasil Sales. 

O médico explica que intercalar momentos de descanso durante a folia é fundamental para evitar sobrecarga nos joelhos e tornozelos. “Além disso, beber bastante água auxilia na lubrificação das articulações, diminuindo o impacto causado pelo esforço prolongado”, afirma.

O alongamento também deve ser colocado na lista de ações essenciais. “Alongar-se antes de sair para os blocos ajuda a preparar a musculatura e prevenir lesões. Após a festa, dedicar alguns minutos ao alongamento pode aliviar tensões e minimizar o risco de dores no dia seguinte”, explica o especialista.


Fantasia leve, coluna feliz

O peso das fantasias precisa ser um ponto de atenção para quem vai desfilar no Carnaval. Se forem muito pesadas ou exigirem movimentos repetitivos, podem causar dores na lombar e nos ombros, por isso, segundo o ortopedista, o ideal é escolher adereços leves e bem ajustados ao corpo.

Além disso, o Dr. Brasil Sales recomenda que os foliões evitem permanecer muito tempo na mesma posição e mantenham a postura ereta ao dançar e caminhar para reduzir o impacto sobre a coluna. “Se possível, o ideal é fazer pequenas pausas para alongar-se durante a folia para prevenir desconfortos”, diz ele.

O especialista ressalta que o Carnaval pode e deve ser aproveitado com energia e disposição, desde que o corpo seja preparado para o ritmo intenso da festa. “Escolher os calçados certos, respeitar os limites e manter a postura adequada são atitudes simples que fazem toda a diferença. Assim, é possível curtir cada momento sem preocupações com dores ou lesões”, finaliza o médico. 

Confiras as principais orientações para uma folia sem dor:

  • Uso de calçados adequados: é melhor optar por tênis ou sapatos com amortecimento e bom suporte; evitando chinelos, rasteirinhas e saltos para não sobrecarregar os pés e a coluna.
  • Alongamento antes e depois da folia: eles ajudam a preparar a musculatura antes de sair e aliviar tensões ao retornar.
  • Intercalar momentos de descanso: o ideal é evitar sobrecarga nas articulações alternando períodos de movimento e pausas.
  • Cuidados com o peso da fantasia: escolha adereços leves e bem ajustados ao corpo para evitar dores na lombar e nos ombros.
  • Postura correta: ao dançar e caminhar, é preciso manter a coluna alinhada e fazer pequenas pausas para alongar. 


Dr. Brasil Sales - ortopedista, acupunturista e especialista em medicina intervencionista da dor, com formação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Realizou residência em Ortopedia e Traumatologia no Núcleo Hospitalar Universitário (UFMS) e especialização em Cirurgia de Joelho na Clínica Ortopédica Cidade Jardim, em São Paulo. É membro de diversas sociedades médicas, incluindo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e o Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA). Atua em várias cidades do Mato Grosso, oferecendo tratamentos como viscosuplementação, infiltração de pontos-gatilho, mesoterapia, acupuntura, eletroestimulação e terapia por ondas de choque. Seu compromisso é proporcionar cuidados de saúde especializados e acessíveis, visando o alívio da dor e a melhoria da qualidade de vida de seus pacientes.
https://www.instagram.com/dr.brasilsales/


Rinite e sinusite: como aliviar os sintomas com a alimentação

Edward Jenner - Pexel
Nutricionista explica a relação entre o intestino e as alergias respiratórias e dá dicas de alimentos que ajudam no tratamento


Você sabia que, no Brasil, a rinite alérgica é a doença respiratória mais comum? Dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) mostram que cerca de 30% da população brasileira tem rinite. A doença não é contagiosa e pode ter fator hereditário. Quanto à sinusite, de acordo com o SIH/SUS, entre 2019 e 2023, o Brasil registrou 13.731 internações por sinusite crônica. A maior parte dessas internações ocorreu nas regiões Sudeste e Sul. A sinusite é uma inflamação da mucosa dos seios da face e do nariz, que pode ser causada por vírus, bactérias ou alergias.

O que muita gente não sabe sobre ambas as doenças é que a raiz do problema pode estar no intestino, como explica a nutricionista, pesquisadora e CEO da Nutri Secrets, Aline Quissak: “Esse órgão desempenha um papel essencial no equilíbrio imunológico do corpo e pode influenciar diretamente no surgimento de alergias e problemas respiratórios. Antes de recorrer a medicamentos como antialérgicos e soros, uma abordagem natural e eficaz é cuidar da alimentação. Existem alimentos que ajudam a fortalecer o intestino e, consequentemente, reduzem os sintomas da rinite e sinusite”.


O intestino e a relação com as alergias

Ainda de acordo com Aline, para entender como o intestino está funcionando, é importante sempre observar as nossas fezes. Um intestino regulado apresenta fezes afundadas, formato cilíndrico e evacuação sem cólicas. “Se houver alterações, como fezes flutuantes, resíduos excessivos ou cólicas, pode ser um indício de desequilíbrio intestinal.” A boa notícia é que ajustes na alimentação podem contribuir significativamente para o fortalecimento do intestino e redução das alergias respiratórias e seus sintomas.


Alimentos que ajudam no combate à rinite e sinusite

  1. Aloe Vera

O suco de Aloe Vera, certificado pela ANVISA, tem propriedades cicatrizantes que ajudam na renovação das células intestinais. Recomenda-se consumir 2 colheres de sopa em jejum e mais 2 antes de dormir.

  1. Probióticos

Os probióticos são bactérias benéficas que regulam o intestino, auxiliando na produção de hormônios antialérgicos. Para potencializar os efeitos, consuma no mínimo 5 milhões de UFC diluídos em chá de erva-doce antes de dormir por pelo menos 30 dias. Adicionar 2 castanhas-do-pará ao consumo ajuda a fixar os probióticos no organismo.

  1. Óleo essencial de eucalipto

A inalação do óleo essencial de eucalipto alivia a congestão nasal. Use 3 gotas em 200 ml de água filtrada para inalação no banho ou em um inalador. Não ingira o óleo.


Alimentos específicos para rinite e sinusite

Para rinite:

  • Frutas: Acerola, melancia e morango;
  • Vegetais: Brócolis;
  • Proteínas: Ovo de codorna;
  • Gorduras saudáveis: Abacate.


Sugestão de consumo: Pelo menos três vezes por semana, inclua 5 ovos de codorna, 1 xícara de brócolis e 3 colheres de sopa de abacate na sua alimentação.


Chá recomendado: Duas vezes ao dia, prepare uma infusão com chá de rosa mosqueta e chá de frutas vermelhas, abafando por 5 minutos antes de beber.


Para sinusite:

  • Frutas: Mamão, kiwi e melão;
  • Vegetais: Espinafre e cenoura;
  • Proteínas: Tilápia.


Sugestão de consumo: Regularmente, inclua 1 xícara de espinafre refogado no alho e azeite extravirgem, 1/2 xícara de cenoura ralada crua e 150g de tilápia.


Chá recomendado: Pela manhã e à tarde, prepare um chá com gengibre ralado (1 colher de chá), suco de meio limão e 5 gotas de própolis alcoólico 11% v/v. Abafe por 8 minutos antes de consumir.

Embora a alimentação seja uma grande aliada no combate às alergias respiratórias, a avaliação de um especialista é fundamental para um tratamento adequado. "Esses alimentos ajudam a reduzir os sintomas da rinite e sinusite, mas não substituem a necessidade de acompanhamento médico", ressalta a nutricionista. Cuidar do intestino e manter uma alimentação equilibrada pode ser um passo essencial para melhorar a saúde respiratória e qualidade de vida.

 

Aline Quissak - nutricionista com 9 especializações no Canadá e Estados Unidos, pesquisadora científica em alimentos terapêuticos aplicados tanto na saúde quanto em doenças. É mestre em nutrição genética na Espanha, com de mais de 8 mil pacientes no Brasil e exterior. Para mais informações acesse suas redes sociais @nutri_secrets ou o site https://dralinequissak.com/


Começa hoje prazo para escolha de opção única no Provão Paulist

Divulgação

Com alto índice de empregabilidade para os alunos, Fatecs contam com cursos em diferentes áreas do conhecimento


Candidato pode indicar até domingo (16) uma única formação de sua preferência nas Fatecs e outra nas universidades; conheça o diferencial dos cursos superiores de tecnologia e sua alta empregabilidade


Quem participou do Provão Paulista e até agora não garantiu uma vaga em um curso superior gratuito pode tentar a última chance. Começa nesta quarta-feira (12), o prazo para escolha de opção única nos cursos que ainda estão com vagas disponíveis nas universidades paulistas e nas Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs), administradas pelo Centro Paula Souza (CPS). O ingresso ocorre neste primeiro semestre de 2025.

O candidato pode indicar uma única formação de sua preferência nas Fatecs e outra nas universidades, até domingo (16), pela área do aluno, no Portal de Escolha de Vagas do Provão Paulista, no endereço: provaopaulistaseriado.vunesp.com.br. A quantidade de vagas nas Fatecs, por curso e município, pode ser consultada pelo candidato no site do Provão. A convocação ocorre no dia 19 e as matrículas deverão ser feitas entre 20 e 21 de fevereiro.

A última chamada é destinada a estudantes classificados no Provão Paulista que não foram convocados em listas anteriores ou não efetivaram a matrícula em nenhuma instituição de nível superior. No caso das Fatecs, o candidato pode optar por uma formação diferente da registrada na primeira etapa de escolhas.


Alta empregabilidade 

O foco no mercado de trabalho é um dos diferenciais das Faculdades de Tecnologia. Os cursos são estrategicamente direcionados para atender à vocação econômica de cada localidade do Estado, em áreas como gestão de negócios, tecnologia da informação, infraestrutura, meio ambiente, indústria 4.0 e assim por diante. Entre os exemplos estão Alimentos, nas Fatecs Marília e Piracicaba; Mecanização em Agricultura de Precisão, na Fatec Pompeia; Gestão Portuária, na Fatec Baixada Santista; Projetos de Estruturas Aeronáuticas, na Fatec São José dos Campos; e muitos outros. Conheça os cursos

A alta empregabilidade é uma das vantagens da graduação tecnológica. Mais de 91% dos estudantes das Fatecs estão empregados em até um ano após a conclusão do curso. “As Fatecs desenvolvem competências e habilidades de profissionais focados em melhorar os processos de gestão e inovação, solucionando problemas complexos por meio da tecnologia”, afirma o coordenador de Ensino Superior de Graduação do CPS, Robson dos Santos. Segundo ele, existe uma procura grande por tecnólogos formados pelo CPS porque “as empresas sabem que vão contar com pessoas de perfil criativo e empreendedor”, diz.


Próximas etapas:

– Prazo para o candidato indicar opção única de curso no site do Provão: 12 a 16 de fevereiro


– Quarta lista de chamada unificada: 19 de fevereiro, a partir das 14 horas no site do Provão Paulista


– Matrícula dos aprovados na quarta lista das Fatecs: 20 e 21 de fevereiro

 

Centro Paula Souza


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