Pesquisar no Blog

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Mau hálito nem sempre está ligado à má higiene bucal. Entenda

Getty Images
Dentista especialista em saúde integrativa explica que o mau cheiro pode significar problemas gastrointestinais

 

O mau hálito, ou halitose, é uma condição que afeta uma parcela significativa da população e pode ter um impacto considerável na qualidade de vida e nas interações sociais. Só no Brasil, 69 milhões de pessoas sofrem com a halitose recorrente, de acordo com a Associação Brasileira de Halitose. A dentista especialista em saúde integrativa, dra. Sandra Chagas explica que nem sempre essa condição está ligada à má higiene bucal, podendo ter sua origem no nosso estômago, mais especificamente a um problema de digestão de proteínas do nosso organismo, e explica a solução para combater esse mal. 

“Existem bactérias no nosso organismo que se alimentar de proteolíticos, que são restos de proteínas mal digeridas no estômago, como cadaverina e putrecida. E, por esses nomes, já dá para imaginar como fica o nosso hálito”, afirma. 

E não só o hálito, mas as fezes e os gases também são afetados, apresentado odores mais fortes e característicos.
 

Possíveis causas

Segundo dra. Sandra, a bactéria responsável por causar úlceras é a H. pylori. Sozinha, ela não provoca odores, mas estudos comprovam que ela costuma ser encontrada junto com outras bactérias periodontais que causam a halitose. 

Problemas de refluxo também pode causar mau hálito. Além disso, o ácido que vem do estômago volta para a boca e, ao entrar em contato com os dentes, pode danificá-los causando perda de minerais. 

Arrotos em excesso é outra possível causa do mau cheiro na boca. Isso porque ao arrotarmos, liberamos gases estomacais através da cavidade bucal, e esses gases são a síntese da digestão dos alimentos com a ação das bactérias que vivem no intestino.
 

Como combater o mau hálito

O mau hálito é uma condição multifatorial que requer uma abordagem abrangente para sua prevenção e tratamento, que envolve cuidados com a higiene bucal mas também atenção a possíveis condições de saúde subjacentes. 

Nos casos que a halitose é proveniente de problemas gastrointestinal, a solução, de acordo com dra. Sandra, é fazer o uso de cloridrato de betaina, que atua na diminuição do pH estomacal e auxilia na digestão, principalmente para aquelas pessoas que possuem uma dieta rica em proteínas e gorduras. “Com o estômago ácido, ele vai começar a digerir melhor as proteínas e o cheiro vai sumir”, esclarece. 



Dra. Sandra Chagas - cirurgiã-dentista pela USP e especialista em odontologia biológica, a Dra. Sandra Chagas se destaca como autoridade em saúde integrativa. Seu canal no YouTube, “Dra. Sandra Chagas”, com 420 mil inscritos e quase 2 mil vídeos, a consolidou como referência em temas como desparasitação, inflamação, saúde digestiva e hepática. Além disso, possui uma grande comunidade de seguidores nas redes sociais com mais de 240 mil followers no Instagram. Sua vasta formação inclui pós-graduação em nutrição e atuação como terapeuta sistêmica integrativa, especialista em modulação hormonal e nutracêuticos, além de terapeuta neural. Autora do livro digital "O que há por trás da doença", a Dra. Sandra já impactou mais de 3 mil pessoas em todos os continentes com seus programas.
@Drasandrachagas


Lexa e a Tragédia da Síndrome HELLP: O Que Toda Gestante Precisa Saber

A Síndrome HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, podendo colocar em risco tanto a vida da mãe quanto a do bebê. O acompanhamento pré-natal rigoroso pode fazer a diferença


A recente e triste notícia do falecimento da filha da cantora Lexa devido à Síndrome HELLP e pré-eclâmpsia trouxe à tona a gravidade dessas condições obstétricas. A Síndrome HELLP é uma complicação severa da pré-eclâmpsia, podendo levar a riscos maternos e fetais significativos.

A Dra. Paula Beatriz Fettback Ginecologista e Obstetra Especialista em Reprodução Humana explica: "A Síndrome HELLP é uma complicação grave associada à evolução de um quadro severo de hipertensão durante a gravidez (pré-eclâmpsia). Trata-se de um dos quadros de maior morbimortalidade materno-fetal, caracterizado por destruição de células sanguíneas (hemólise), comprometimento do fígado com consequente elevação das enzimas hepáticas e baixa contagem de plaquetas, estas responsáveis pelo processo de coagulação do sangue."

Embora qualquer gestante possa desenvolver a Síndrome HELLP, alguns fatores aumentam a propensão para a doença. A enfermeira obstetra Cinthia Calsinski explica: "Sim, alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver a Síndrome HELLP, como histórico de pré-eclâmpsia ou hipertensão gestacional, idade materna acima de 35 anos, gestação gemelar, obesidade, diabetes, doenças autoimunes ou trombofilias."

Infelizmente, não há uma forma garantida de prevenir a Síndrome HELLP. No entanto, algumas estratégias podem reduzir os riscos. A Dra. Paula Beatriz Fettback destaca: "Ainda não existem meios de se prevenir e identificar efetivamente quais mulheres poderão evoluir com a Síndrome HELLP durante a gestação. Desta forma, uma assistência pré-natal rigorosa e consultas mais frequentes podem ser uma boa alternativa em mulheres com fatores de risco. Acompanhamento rigoroso e especializado através de ultrassom obstétrico com doppler e uso profilático de aspirina em baixas doses são medidas que podem ser adotadas."

Cinthia Calsinski complementa: "Não há uma forma garantida de prevenção, mas algumas medidas podem reduzir o risco, como acompanhamento pré-natal rigoroso, controle adequado da pressão arterial, alimentação equilibrada e hábitos saudáveis."

A ginecologista especialista em reprodução assistida, Dra. Karina Tafner, esclarece: "A Síndrome HELLP é uma complicação grave e rara da pré-eclâmpsia, que pode ocorrer durante a gravidez ou no período pós-parto. Ela é considerada uma importante causa de morbimortalidade perinatal, seja diretamente, via restrição do crescimento intrauterino, ou indiretamente, por meio de associação com o descolamento de placenta e necessidade de parto pré-termo."

Ela ainda alerta: "A taxa de prematuridade é de aproximadamente 70%, o que leva a complicações neonatais como baixo peso ao nascer, síndrome do desconforto respiratório, pneumonia, displasia bronco-pulmonar, hemorragia intracraniana e enterocolite necrotizante. A sobrevida varia principalmente de acordo com o grau de prematuridade durante o parto, além da intervenção precoce materno-fetal durante a abertura do quadro."

A Síndrome HELLP é uma complicação rara, mas extremamente grave da gravidez, exigindo diagnóstico rápido e intervenção adequada. A atenção médica especializada e um pré-natal bem acompanhado são fundamentais para garantir a segurança da mãe e do bebê.




Dra. Paula Fettback - CRM 117477 SP - CRM 33084 PR - Possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina - UEL (2004). Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP- 2007). Atua em Ginecologia e Obstetrícia com ênfase em Reprodução Humana. Estágio em Reprodução Humana na Universidade de Michigan - USA. Médica colaboradora do Centro de Reprodução Humana Mário Covas do HC-FMUSP (2016). Doutora em Ciências Médicas pela Disciplina de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM - 2016). Médica da Clínica MAE São Paulo – SP. Título de Especialista em Reprodução Assistida Certificada pela Febrasgo (2020).


Dra Karina Tafner - CRM:118066 - @drakarinatafner - Especialista em Gineoclogia e Obstetrícia pela Santa Casa de São Paulo. Especialização em Ginecologia Endocrinologica e Reprodução Assistida pela Santa Casa de São Paulo. Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Febrasgo. Título de Especialista em Reprodução Assistida pela Febrasgo. Livre docente da Pós graduação de reprodução assistida da Sociedade paulista de medicina reprodutiva e da Santa Casa de SP. Sócia Fundadora da Clínica FIVSP. Há 15 anos atuando na área de ginecologia e reprodução assistida.

Cinthia Calsinski Enfermeira Obstetra - Enfermeira Graduada pela Universidade Federal de São Paulo-Unifesp. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de São Paulo-Unifesp. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de São Paulo-Unifesp. Enfermeira Obstetra pelo Centro Universitário São Camilo. Consultora do Sono Materno-Infantil formada pelo International Maternity e Parenting Institute (IMPI). Consultora Internacional de Lactação – IBCLC. Educadora Parental.



Ondas de calor no país elevam os riscos de desidratação: entenda!

  

Especialista do CEJAM dá dicas para evitar problemas de saúde diante de temperaturas extremas 

 

O ano de 2025 começou batendo recordes de calor no Brasil. A cidade de Quaraí, no Rio Grande do Sul, localizada na fronteira com o Uruguai, registrou impressionantes 42,4°C em janeiro, conforme dados do Climatempo - a maior temperatura já registrada no país. A previsão indica que os brasileiros continuarão enfrentando este clima em fevereiro. 

Diante desse cenário, os riscos de desidratação aumentam, especialmente entre populações mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com condições de saúde que afetam a regulação térmica do corpo, incluindo diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares. 

A exposição prolongada ao sol intensifica a perda de líquidos e sais minerais essenciais ao organismo, o que exige atenção e cuidados redobrados nessa época do ano. 

"Quando apresentamos sintomas como sede, significa que nosso corpo já está apresentando um certo grau de desidratação, então beba bastante água. Um excelente parâmetro para avaliar nosso nível de hidratação é a cor da urina, pois à medida que ela fica mais escura ou em menor quantidade, já é um indicador de que está faltando água", afirma Raul Queiroz Mota de Sousa, Médico de Família e Comunidade da UBS Jardim Valquíria, gerenciado pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim", em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. 

Os sintomas iniciais de desidratação incluem sede intensa, boca seca e fadiga. Em casos mais graves, podem surgir tontura, confusão mental e até pele ressecada. Crianças e idosos tendem a apresentar sinais específicos. 

“Nos pequenos, os sinais incluem ausência de lágrimas ao chorar, boca seca, urina escura e diminuição na quantidade, que é o parâmetro mais percebido nessa faixa etária. Entre os idosos, a perda de elasticidade da pele, tontura e confusão mental são comuns. Gestantes, por sua vez, manifestam os mesmos sintomas gerais”, detalha o especialista. 

Ele aponta que há outros fatores que podem potencializar a perda de líquido no dia a dia, como episódios de vômito e diarreia frequentes, que devem ser cuidadas adequadamente para que não se torne uma desidratação grave. Há ainda as perdas insensíveis de líquido pelo suor e respiração, que podem intensificar. 

“Se não tratada, a desidratação pode gerar complicações graves para a saúde, como lesões renais, distúrbios nos eletrólitos e problemas circulatórios”, reforça o médico.
 

Mantendo o corpo hidratado  

Dr. Raul orienta que a melhor forma de evitar os riscos associados à desidratação é garantindo o consumo adequado de líquidos e adotando hábitos alimentares que favoreçam a hidratação. 

"A recomendação geral é consumir, em média, 35 ml de líquido por quilo de peso corporal. No entanto, é importante considerar fatores que podem aumentar a perda de líquidos, como a prática de atividades físicas intensas e a exposição prolongada a altas temperaturas, situações em que o corpo perde mais água de forma insensível, pelo suor e pela respiração.” 

Pessoas com problemas renais ou cardíacos, no entanto, precisam de orientações personalizadas sobre a ingestão hídrica. “Nesses casos, o consumo excessivo de líquidos também pode ser prejudicial e deve ser ajustado de acordo com a patologia de cada pessoa”. 

Além da água, outras opções líquidas podem ajudar a complementar a hidratação do organismo, como leite, chás, sucos naturais sem açúcar e água de coco, por exemplo. Os isotônicos são indicados principalmente para atletas de alto rendimento, já que auxiliam na reposição de eletrólitos perdidos em atividades de alta intensidade. 

Quanto aos alimentos, frutas como melancia, melão, abacaxi, laranja e morango, além de vegetais como alface, tomate e pepino, são ótimos aliados.
 

Cuidados extras: 

Evitar a exposição direta ao sol, principalmente nos horários de maior intensidade, é uma medida essencial para prevenir a desidratação. Apostar no uso de chapéus, sombrinhas, roupas leves e claras, além da aplicação regular de protetor solar, também ajuda a proteger o organismo. 

“Isso porque queimaduras de pele, além de serem desconfortáveis, podem agravar a perda de líquidos ao comprometer a barreira natural de proteção da epiderme”, finaliza o doutor. 



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial


Fernanda Lima é a nova embaixadora da MSD para a campanha de conscientização de Câncer de Colo do Útero

A campanha tem como principal objetivo conscientizar sobre a prevenção do câncer que mais mata mulheres até 36 anos e o 2° em mulheres até os 60 anos de idade

 

Em continuidade às iniciativas de conscientização sobre o câncer de colo do útero, que em 99% dos casos é causado pelo vírus HPV, a MSD anuncia a apresentadora Fernanda Lima como nova embaixadora da causa. A parceria terá início em fevereiro e se estenderá ao longo de 2025, abrangendo diversos canais, como mídias digitais (como Meta, YouTube e Google), mídias out of home (OOH), televisão, cinemas, salões de beleza, conteúdo em redes sociais e participação em eventos. Fernanda também participará de programas de TV e de uma websérie exclusiva, onde contará histórias reais e promoverá discussões sobre mitos e verdades relacionados a cânceres e infecções causadas pelo HPV, com a presença de especialistas e personalidades da mídia. 

Segundo o INCA, aproximadamente 19 mulheres morrem diariamente no Brasil em decorrência do câncer de colo do útero, e para 2025, são esperados 17 mil novos casos. O objetivo desta campanha é aumentar a conscientização sobre os cânceres relacionados ao HPV, com foco em mulheres, quebrando tabus e chamando-as à ação. Fernanda será a porta-voz dessa importante causa, alinhada à estratégia da OMS de erradicar o câncer de colo do útero no mundo até 2030, com a vacinação como cuidado primário, aliada a exames de rotina e tratamento de lesões pré-cancerígenas. 

“Hoje no Brasil, o câncer de colo do útero é a principal causa de morte entre mulheres até 36 anos e a segunda entre aquelas até 60 anos. Essas informações são tristes e alarmantes, considerando que o câncer de colo do útero é uma doença que pode ser prevenida. Frequentemente, nos perguntamos quando haverá uma vacina que previna o câncer, mas a verdade é que ela já existe. Por isso, estamos comprometidos em contribuir para um futuro em que o câncer de colo do útero não seja mais uma realidade para as mulheres, enfatizando que a prevenção é essencial”, explica Fernando Cerino, Diretor de Vacinas Privadas da MSD Brasil.

“Seguiremos reforçando a conscientização sobre uma doença que pode ser prevenida e é fundamental expandir a nossa mensagem e alcançar novos públicos, e a Fernanda Lima é um nome forte para contribuir com nossa jornada, por ser uma mulher que aborda temas diversos com leveza e compromisso, atingindo diferentes pessoas”, afirma. “Quando a Fernanda tomou conhecimento da causa, ficou muito preocupada e feliz em poder contribuir com um futuro livre de câncer de colo do útero”, finaliza Fernando. 

Durante o ano, Fernanda contribuirá com o reforço das mensagens de prevenção à doença, que se dá por meio da vacinação, exames de rotina e tratamento adequado de lesões pré-cancerígenas. “Eu acredito muito no poder da comunicação verdadeira. É uma coisa minha mesmo. Acredito que, quando a gente fala de coração, com empatia, as pessoas escutam. E essa, é uma causa urgente. Então aqui, eu estou enxergando a minha missão quase como uma conversa de amiga, sabe? Como se eu fosse conversar com alguém da família, aconselhar uma irmã... Eu realmente acredito que prevenção não deve ser adiada, muito menos ser um tabu para evitar ser falado. Se eu conseguir despertar essa reflexão em pelo menos uma mulher, de que prevenir é um ato de amor-próprio, uma proteção na história de vida dela, eu me sentirei realizada. A informação, mesmo sensível tem que ser acessível, leve, mantendo o impacto. E é assim que eu quero me conectar com o público por meio dessa campanha”, afirma a apresentadora. 

Website da campanha: www.podeacontecer.com.br
 


MSD no Brasil


Rinite alérgica em bebês: como a genética influencia o desenvolvimento da doença

atores hereditários aumentam o risco de os recém-nascidos manifestarem a condição, conforme explica médico do Hospital Paulista. Pais devem ficar atentos!

 

A rinite alérgica é uma condição comum em crianças mais velhas, mas também pode afetar bebês – o que muita gente não sabe. Embora o sistema imunológico dos pequenos ainda esteja em desenvolvimento, os sintomas da rinite podem surgir logo nos primeiros meses de vida. 

De acordo com o Dr. Fabiano Brandão, otorrinolaringologista do Hospital Paulista – referência em saúde de ouvido, nariz e garganta – isso é mais comum ocorrer em bebês com histórico familiar de alergias. “A predisposição genética tem um papel fundamental. Se um dos pais for alérgico, a chance de o bebê desenvolver a doença é de até 50%. Se ambos os pais forem alérgicos, o risco pode chegar a até 80%”, explica o especialista.

A intensidade, no entanto, costuma ser bem mais moderada. Mas, de qualquer forma, o médico ressalta que é importante os pais já estarem atentos a sinais, como espirros frequentes, nariz escorrendo com muco claro, irritação nos olhos e garganta, além de dificuldade para respirar e dormir. “Embora esses sintomas possam ser confundidos com resfriados, a persistência deles deve acionar o alerta para a rinite alérgica”, enfatiza.


Diagnóstico e tratamento

Para diagnosticar a condição, o médico explica que é feita uma avaliação do histórico de sintomas e realizado um exame físico, observando sinais como congestão nasal. “O diagnóstico pode ser confirmado por testes alérgicos em crianças mais velhas, mas, nos bebês, a avaliação clínica é geralmente suficiente”.

O tratamento, por sua vez, inclui medidas como controle ambiental, que envolvem a limpeza frequente do ambiente e a eliminação de fontes de poeira e pelos de animais. “A lavagem nasal com solução salina também é uma prática recomendada para aliviar a congestão”, acrescenta o Dr. Fabiano, lembrando que o uso de medicamentos, como anti-histamínicos, só deve ser feito sob orientação médica.

Além disso, o especialista destaca que é essencial tratar a rinite de forma adequada, pois, se não controlada, ela pode prejudicar o sono, a alimentação e até aumentar o risco de infecções respiratórias. “A privação de sono, por exemplo, pode levar a problemas comportamentais e dificuldades de concentração à medida que a criança cresce. Por isso que os pais, desde cedo, devem ter atenção aos sinais. Se o bebê apresentar sintomas persistentes, é importante buscar a orientação de um otorrinolaringologista para um diagnóstico preciso e acompanhamento adequado”


Como prevenir?

Quanto à prevenção, o Dr. Fabiano Brandão destaca aqui três dicas simples que podem fazer toda a diferença em casa, evitando possíveis crises:

Mantenha o ambiente limpo e livre de poeira. Utilize aspiradores com filtros HEPA, lave roupas de cama com frequência e evite carpetes no quarto do bebê.

Evite contato com animais de estimação. Caso o bebê seja alérgico aos pelos de animais, é recomendado manter os animais fora do quarto do bebê.

Use um umidificador. Em ambientes secos, o uso de umidificadores pode ajudar a aliviar a congestão nasal e melhorar a respiração do bebê.




Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Oftalmologista orienta foliões sobre cuidados com saúde dos olhos no Carnaval

Segundo o médico Alex Sá, é preciso atenção a itens como lentes de contato, óculos de sol e maquiagem


O Carnaval é uma das maiores celebrações do Brasil, atraindo milhões de foliões em todo o país. Em 2024, o Ministério do Turismo estimou que mais de 49 milhões de pessoas participaram das festividades, representando um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. Mas para garantir que a diversão seja segura e saudável, especialmente com relação à saúde ocular, é importante a adoção de algumas precauções. 

Segundo o Dr. Alex Sá, médico oftalmologista especializado em cirurgia de catarata e criador do protocolo Mecanismo Grau Zero, um dos pontos importantes a ser considerado é o uso de maquiagem. “É essencial escolher produtos de qualidade e hipoalergênicos para prevenir reações adversas. Além disso, vale evitar compartilhar produtos e conferir o prazo de validade para reduzir o risco de contaminação", orienta.

Para os usuários de lentes de contato, é preciso manter a higiene rigorosa durante o Carnaval. "É preciso evitar usar lentes por períodos prolongados e sempre higienizá-las adequadamente antes e depois do uso, pois ambientes festivos podem aumentar o risco de contaminação. Considere, inclusive, o uso de óculos como alternativa em situações de maior exposição”, afirma o Dr. Alex. 


Dias quentes pedem óculos de sol e hidratação

Se os dias de Carnaval estiverem quentes e ensolarados, é preciso lembrar que a exposição prolongada ao sol pode causar danos aos olhos. "Utilizar óculos de sol com proteção UV é essencial para prevenir lesões oculares causadas pela radiação solar", destaca o Dr. Alex.

Além disso, o clima quente e a desidratação podem contribuir para o ressecamento ocular. "Manter-se hidratado, bebendo água regularmente, e utilizar colírios lubrificantes ajudam a prevenir o olho seco", recomenda o Dr. Alex. Isso é especialmente importante para quem pretende passar longos períodos ao ar livre durante a folia.


Purpurina e glitter nos olhos: saiba como aplicar sem causar danos

Glitter e purpurina também são elementos populares nas fantasias de Carnaval, mas requerem cautela, segundo o médico oftalmologista. "Ao aplicar esses produtos próximos aos olhos, certifique-se de que sejam específicos para uso cosmético e evite contato direto com a região ocular para prevenir arranhões na córnea e infecções", alerta o Dr. Alex. A recomendação é utilizar fixadores adequados para manter o glitter no lugar, removendo-o cuidadosamente após as festas.

O mesmo cuidado deve ser tomado com relação a confetes e serpentinas, que são comuns nas festividades, mas podem causar desconforto se atingirem os olhos. "Evite esfregar os olhos caso algum desses materiais entre em contato, pois isso pode agravar a irritação ou causar lesões. Em vez disso, lave os olhos com água limpa para remover os resíduos”, alerta o Dr. Alex.  

O especialista ressalta que espumas e sprays de Carnaval também são itens que podem causar irritações se entrarem em contato com os olhos. "Cuidado para não direcionar esses produtos para o rosto e, caso ocorram acidentes, lave os olhos imediatamente com água corrente", orienta o Dr. Alex Sá. E, se a irritação persistir, a recomendação é procurar um oftalmologista. 



Alex Gonçalves Sá - médico oftalmologista, especializado em cirurgia de catarata, catarata pediátrica e cirurgia refrativa, com ampla atuação em trauma ocular. Formado pela Universidade do Estado do Amazonas, é especialista pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia e membro de renomadas associações, como a Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa e a American Society of Cataract and Refractive Surgery. Alex Sá também é autor de livros sobre oftalmologia, criador do inovador simulador de cirurgia Sapiens Simulator e idealizador do Gancho Sá Technique, amplamente utilizado em procedimentos oftalmológicos.
Instagram


A Importância da Vacinação em Diferentes Fases da Vida

A Salus Imunizações, clínica especializada em vacinação, reforça o compromisso com a saúde e o bem-estar de indivíduos de todas as idades, destacando a importância da imunização ao longo da vida. Segundo a Dra. Marcela Rodrigues, diretora da clínica, “a vacinação é uma das medidas mais eficazes para prevenir doenças infecciosas e garantir qualidade de vida em todas as fases, desde os primeiros meses de vida até a terceira idade.”

 

Vacinas Essenciais para Cada Fase da Vida 

A imunização não se limita à infância. Cada etapa da vida exige cuidados específicos, e as vacinas são ferramentas fundamentais para proteger contra doenças que podem ser graves ou até fatais. A Dra. Marcela explica que:

Bebês e Crianças: Nos primeiros anos de vida, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, e o calendário vacinal infantil é essencial para proteger contra doenças como sarampo, caxumba, rubéola, poliomielite, coqueluche e hepatite. “Vacinas como a BCG, que previne formas graves de tuberculose, e a pentavalente, que combina proteção contra múltiplas doenças, são administradas ainda nos primeiros meses de vida”, destaca a especialista. 

Adolescentes: Nessa fase, vacinas como a do HPV (papilomavírus humano) e a meningocócica ACWY são cruciais. “O HPV, por exemplo, está associado a vários tipos de câncer, e a vacinação precoce pode prevenir até 90% desses casos”, afirma Dra. Marcela. 

Adultos: Muitas pessoas acreditam que a vacinação é apenas para crianças, mas os adultos também precisam manter suas vacinas em dia. “Vacinas como a da hepatite B, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a dupla adulto (difteria e tétano) são exemplos de imunizantes que devem ser reforçados ao longo da vida”, explica. 

Idosos: Com o avanço da idade, o sistema imunológico enfraquece, aumentando o risco de complicações por doenças como gripe e pneumonia. “Vacinas como a da gripe (influenza) e a pneumocócica são essenciais para proteger a saúde dos idosos”, reforça a diretora. 

 


Como o Calendário Vacinal Muda ao Longo da Vida

O calendário vacinal é dinâmico e adaptado às necessidades de cada fase. “Na infância, o foco é construir uma base de proteção contra doenças comuns. Já na adolescência e na vida adulta, o objetivo é reforçar essa proteção e prevenir doenças que podem surgir em diferentes contextos, como viagens ou exposição ocupacional”, explica Dra. Marcela. Para os idosos, a prioridade é prevenir doenças que podem ser mais graves devido à fragilidade do sistema imunológico. 

A especialista ressalta que, além das vacinas de rotina, situações específicas podem exigir imunizações adicionais. “Grávidas, por exemplo, devem receber vacinas como a dTpa (difteria, tétano e coqueluche) para proteger tanto a mãe quanto o bebê. Já viajantes precisam se informar sobre vacinas recomendadas para seus destinos, como febre amarela ou hepatite A.”

 

A Importância de Manter as Vacinas em Dia 

Manter as vacinas em dia é essencial não apenas para a proteção individual, mas também para a saúde coletiva. “A imunização em massa cria a chamada ‘imunidade de rebanho’, que protege até mesmo aqueles que não podem se vacinar por motivos médicos”, explica Dra. Marcela. Ela alerta que a queda nas coberturas vacinais pode levar ao retorno de doenças já controladas, como o sarampo, que voltou a preocupar autoridades de saúde em vários países.

“Infelizmente, ainda há muita desinformação sobre vacinas, e isso contribui para a hesitação vacinal. É nosso papel como profissionais de saúde educar a população e reforçar que as vacinas são seguras, eficazes e salvam vidas”, afirma a diretora. 

 

Dra. Marcela Rodrigues, Diretora da Salus Imunizações


A alimentação como aliada no combate ao câncer: especialista revela como a dieta pode transformar o tratamento

No Brasil, o câncer é uma realidade que afeta milhares de famílias todos os anos. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam para 704.470 novos casos anuais, com uma taxa de mortalidade de aproximadamente 130 mortes a cada 100 mil habitantes. Diante desse cenário, além dos desafios impostos pela doença, os tratamentos oncológicos, como quimioterapia e radioterapia, trazem efeitos colaterais que podem comprometer a qualidade de vida dos pacientes. Náuseas, perda de apetite, alterações no paladar e dificuldades digestivas são alguns dos sintomas que tornam a alimentação um desafio. 

Mas e se a dieta pudesse ser uma arma poderosa não só na prevenção, mas também no sucesso do tratamento? A nutricionista Daise Mesquita, da Clínica Sainte Marie, explica como uma alimentação equilibrada pode ser decisiva nessa batalha. 

 

Dieta como prevenção e tratamento

Estudos científicos já comprovaram que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas magras pode reduzir o risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como os de mama, próstata e intestino. No entanto, a nutricionista vai além: “Durante o tratamento, a nutrição adequada é crucial para fortalecer o sistema imunológico, manter a massa muscular e reduzir os efeitos colaterais”, afirma. 

Deise ressalta que a alimentação balanceada não só previne a perda excessiva de peso, mas também fortalece a energia e melhora a resposta imunológica, fatores essenciais para a recuperação. Além disso, ela destaca o impacto psicológico positivo de uma dieta saudável. “Comer bem traz conforto e bem-estar emocional, o que é fundamental para o paciente enfrentar o tratamento com mais disposição”, explica. 

 

Personalização é a chave 

Cada paciente oncológico é único, e a dieta deve ser adaptada às suas necessidades individuais. “É fundamental ouvir o paciente, conhecer suas preferências e resgatar o prazer de comer, ajustando a alimentação ao tipo de tratamento e às condições clínicas”, reforça a especialista. 

O preparo dos alimentos também merece atenção. Métodos como cozimento a vapor, assado ou grelhado são recomendados por preservarem os nutrientes e evitarem a sobrecarga do sistema digestivo. Já alimentos ricos em gorduras saturadas e açúcares devem ser evitados, pois podem agravar inflamações e comprometer a saúde. 

 

Dicas práticas para enfrentar os efeitos colaterais 

Para ajudar os pacientes a lidarem com os desafios da alimentação durante o tratamento, Daise Mesquita compartilha algumas estratégias: 

1. Fracione as refeições

  Comer pequenas porções ao longo do dia, em vez de grandes refeições, pode reduzir a sensação de enjoo. A nutricionista sugere seis a oito refeições leves, com intervalos de duas a três horas.  

2. Prefira alimentos frios ou em temperatura ambiente

  Alimentos quentes tendem a exalar odores mais fortes, o que pode piorar a náusea. Iogurtes, frutas frescas, sanduíches leves e saladas são boas opções.  

3. Use temperos naturais para ativar o paladar

  Limão, hortelã, gengibre e ervas frescas podem estimular o apetite e melhorar o sabor dos alimentos, especialmente para pacientes com alterações no paladar.  

4. Mantenha-se hidratado de formas variadas

  Água pura pode ser difícil de consumir em grandes quantidades. Chás gelados, água saborizada com frutas, caldos leves e sorvetes naturais são alternativas para garantir a hidratação.  

5. Evite alimentos gordurosos e muito condimentados

  Esses alimentos sobrecarregam o sistema digestivo e podem agravar o mal-estar. Prefira preparações simples, como carnes grelhadas, legumes cozidos no vapor e arroz integral. 

 

6. Experimente o gengibre

  Conhecido por suas propriedades antieméticas, o gengibre ajuda a reduzir náuseas e vômitos. Pode ser consumido em chás, raspado sobre alimentos ou em forma de balas naturais. 

 

O papel da família e dos profissionais 

A nutricionista enfatiza que o apoio da família e dos profissionais de saúde é essencial para motivar o paciente a seguir o tratamento. “A alimentação vai além da nutrição física. Ela é um ato de cuidado e carinho que pode fazer toda a diferença”, conclui.  

Em um cenário onde o câncer ainda assusta, a alimentação surge como uma aliada poderosa, capaz de transformar não só o corpo, mas também a mente de quem enfrenta essa batalha. Com orientação adequada e cuidados personalizados, é possível tornar o tratamento mais eficiente e menos desgastante.


Desvendando o ressecamento vaginal: mitos e verdades que você precisa saber

Descubra o que realmente causa o problema e como aliviar os sintomas


A secura vaginal é uma condição que pode comprometer a saúde e o bem-estar feminino, causando dor ou desconforto durante o ato íntimo devido à falta de lubrificação, além de provocar coceira dentro e ao redor da vagina. De acordo com a pesquisa Study of Women's Health Across the Nation (SWAN), realizada ao longo de 17 anos, a prevalência de casos aumentou de 19,4% entre mulheres de 42 a 53 anos para 34,0% durante o período de 1996 a 2013. Dados mais recentes, revelam ainda que o ressecamento vaginal é uma condição comum que afeta até 50% das mulheres, especialmente durante a menopausa, conforme divulgado em 2022 pela Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO).

Esses números destacam a importância da conscientização, para que mais pessoas reconheçam o problema. Para esclarecer melhor essa questão, a Dra. Mirelle José Ruivo, médica ginecologista e CEO da Mulherez, primeira rede de franquias especializada em cirurgia e rejuvenescimento íntimo, explica como ocorre essa condição.

O que é o ressecamento na região íntima e como acontece?
“Ocorre devido à diminuição dos níveis hormonais. A queda do estrogênio provoca a desidratação da mucosa vaginal, resultando em atrofia celular. Isso impede o funcionamento adequado das células e reduz a lubrificação natural da região”, detalha a médica.

Pensando em esclarecer as principais dúvidas, a Dra. Mirelle destaca alguns pontos para desmistificar o assunto:

1. Somente na menopausa enfrentam esse problema

Mito.“Embora a queda do estrogênio durante a menopausa seja uma causa comum, mulheres de todas as idades podem sofrer com a alteração. Fatores como o uso de anticoncepcionais, estresse excessivo e outras condições de saúde também podem contribuir para o surgimento do problema”, explica a especialista.


2. Beber mais água pode ajudar na lubrificação vaginal

Verdade. “A hidratação adequada é ideal para o equilíbrio do organismo, incluindo a saúde íntima. No entanto, quando os sinais se intensificam, é importante buscar orientação médica”, afirma a ginecologista.


3. O uso diário de sabonete íntimo ajuda a manter a hidratação

Mito. “O uso excessivo de sabonetes, especialmente os perfumados, pode prejudicar a flora e agravar o ressecamento”, alerta Dra. Mirelle. O ideal é optar por produtos suaves, sem fragrâncias, e recomendados por especialistas para manter o equilíbrio da região.


4. O laser íntimo é a melhor opção para tratamento

Verdade. “Embora existam diferentes formas de aliviar o problema, o laser íntimo se destaca como um dos tratamentos mais eficazes e inovadores. Ele estimula a produção de colágeno na região vaginal, promovendo a regeneração celular. Além disso, melhora a condição do tecido e devolve conforto às pacientes”, enfatiza a especialista.

Para manter a saúde íntima equilibrada, a Dra. Mirelle destaca alguns cuidados importantes:

“Adotar uma higiene íntima adequada, usar roupas íntimas de algodão para permitir que a área respire e evitar o acúmulo de umidade, além de trocar o absorvente regularmente para prevenir irritações, são atitudes importantes. Além disso, manter uma alimentação saudável, com alimentos que auxiliam no equilíbrio hormonal, como frutas e vegetais, também é fundamental. Por fim, é importante procurar ajuda médica ao perceber desconfortos persistentes”, conclui.

 

Dra. Mirelle José Ruivo - ginecologista e obstetra, iniciou sua carreira na estética em 2016, com um pequeno consultório, após enfrentar dificuldades pessoais e profissionais ao mudar-se para Cianorte, PR. Em 2024, a clínica evoluiu para a rede Mulherez, a primeira rede no franchising em cirurgia e rejuvenescimento íntimo, além de transplante de sobrancelhas. Atualmente, a clínica possui quatro unidades e planeja fechar o ano de 2025 com 50 clínicas vendidas.



Ondas de calor – como ela afeta a saúde humana, de plantas e animais


As mudanças climáticas são a maior preocupação na área de Saúde do século 21. O corpo humano tem um limite para aguentar altas temperaturas, podendo sofrer consequências como estresse, insuficiência cardíaca e lesão renal aguda por desidratação. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma onda de calor tem relação direta com o aumento de mortes. Altas temperaturas respondem por 7% das internações do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Especialistas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) explicam que as ondas de calor provocam um aumento de mediadores inflamatórios no organismo humano, afetando, principalmente, os extremos de idade, gestantes, obesos e pessoas com doenças crônicas, agravando as doenças alérgicas, prioritariamente as alergias respiratórias, como asma e rinite, e de pele, como dermatite atópica.

 

“Ao contrário de outros eventos climáticos extremos, como tornados e enchentes, o calor passa a sensação de ser menos agressivo ou mais tolerável pelas pessoas. É essa falsa percepção que faz com que ondas de calor sejam extremamente perigosas para a saúde humana”, explicam os especialistas da ASBAI.

 

Em dias de calor extremo, há um aumento no risco de mortalidade cardiovascular e respiratória. Há risco também de causar estresse térmico significativo em todos os organismos vivos como em plantas, afetando a fotossíntese, a respiração, o crescimento, o desenvolvimento e a reprodução. Também afeta os animais, levando a alterações fisiológicas e comportamentais, como redução da ingestão calórica, aumento da ingestão de água e diminuição da reprodução e do crescimento. 

 

Cinco mecanismos fisiológicos podem ser deflagrados pela temperatura elevada: isquemia, citotoxicidade, inflamação, coagulação intravascular disseminada e rabdomiólise.

 

Acima de 39°C, 40°C, enzimas fundamentais para o metabolismo sofrem uma queda abrupta na velocidade das reações químicas necessárias à vida. O corpo começa a parar de quebrar proteínas e açúcares para obter nutrientes e energia.

 

Os médicos da ASBAI explicam que o ser humano controla sua temperatura de duas formas. A primeira é por meio dos vasos sanguíneos que se dilatam para levar mais sangue até a pele, para que o calor possa ser irradiado para fora do corpo. O segundo é por meio do suor, que refresca a pele por evaporação. O calor pode impactar gravemente sete órgãos: cérebro, coração, intestinos, fígado, rins, pulmões e pâncreas.

 

O corpo também perde muito líquido na tentativa de se aliviar pelo suor, o que leva à desidratação e torna o sangue viscoso, afetando os rins e o coração, que são mais exigidos. A desidratação também causa vasoconstrição, que eleva o risco de trombose e de acidente vascular cerebral.

 



ASBAI - Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
Site: www.asbai.org.br
Spotify: https://bit.ly/ASBAI_Podcast
Instagram: https://bit.ly/ASBAI_Instagram
Facebook: https://www.facebook.com/asbai.alergia/
Twitter: https://twitter.com/ASBAI_alergia
YouTube: http://www.youtube.com/c/ASBAIAlergia


Dengue: Aumento de casos e mortes no primeiro mês de 2025 preocupa

AABIC conscientiza os moradores sobre inspeções de rotina nos apartamentos, além das áreas comuns nos condomínios para evitar a proliferação da doença

 

De acordo com dados do Ministério da Saúde, no primeiro mês de 2025, foram registrados 170.376 casos prováveis de dengue, 38 mortes confirmadas e 201 sob investigação para a doença. Ainda segundo a pasta, 75% dos focos da dengue estão nas residências, e os condomínios, por comportarem mais pessoas em uma mesma localização, podem ser ambientes propensos à proliferação do mosquito Aedes aegypti, especialmente quando não há a devida fiscalização e cuidados com o acúmulo de água em áreas comuns, como caixas d'água, calhas e vasos de plantas. 

A Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios (AABIC), entidade que congrega as maiores administradoras de condomínios do país e que é responsável por 53% de sua gestão, só na Grande São Paulo - tem intensificado seus alertas sobre a importância da prevenção e do controle de focos dentro desses espaços coletivos. 

“Os condomínios, com sua densidade populacional e estrutura física complexa, representam um desafio único no combate à dengue. Áreas comuns, como jardins, piscinas, caixas d'água, e até mesmo unidades habitacionais desocupadas, podem se tornar locais propícios para a reprodução do mosquito”, diz o presidente da AABIC, Omar Anauate. 

A AABIC enfatiza que a responsabilidade de combater os focos de dengue dentro dos condomínios é compartilhada entre moradores, síndicos, administradoras e equipes de manutenção. “Ações simples, como a eliminação de recipientes que acumulam água, a limpeza regular de áreas comuns e o monitoramento de pontos de possível proliferação, são fundamentais para evitar a disseminação do mosquito”, fala. 

Anauate lembra que, em muitos municípios, a Vigilância Sanitária tem efetuado vistorias nos condomínios, com a possibilidade de aplicação de multas quando observadas irregularidades que possibilitam a proliferação do mosquito transmissor. Neste sentido, a AABIC destaca algumas recomendações, para evitar problemas:

 

Realize inspeções para evitar água parada nas áreas comuns 

Mantenha o escoamento de água desobstruído e sem depressões que permitam o acúmulo de água nas lajes, calhas e marquises, mantendo-os sempre limpos. 

Outro ponto principal é realizar uma varredura no fosso do elevador. O local é um dos favoritos do mosquito Aedes aegypti por também acumular água. Além disso, o mosquito, ao procriar, acessa os andares. Na prática, o fato de não voar grandes altitudes não impossibilita que ele chegue até locais mais altos. O mosquito consegue transitar pelo elevador e subir em todos os andares. 

As garagens também são áreas propícias para a procriação do mosquito. Neste caso, recomenda-se inspecionar os ralos externos e canaletas de drenagens para água das chuvas.
 

Espaço de lazer: com ou sem uso 

Caso o condomínio tenha uma piscina, é preciso redobrar a atenção. Além de realizar o tratamento adequado da água; guarde em um espaço fechado ou cubra os objetos que podem acumular água parada, como por exemplo, espreguiçadeiras, cadeiras e guarda-sol. Os brinquedos do playground também devem ser constantemente monitorados para evitar que se transformem em potenciais criadouros. Sanitários que não são utilizados diariamente, como de salão de festas ou da piscina, precisam ser vistoriados, assim como acionar a descarga semanalmente.
 

Dentro do apartamento 

A eliminação de possíveis focos começa nas varandas dos imóveis, especialmente com a verificação de vasos de plantas. A orientação é que os pratos sejam furados ou preenchidos com areia. Comedouros de animais precisam estar constantemente limpos. Por isso, o ideal é que o síndico disponibilize aos moradores e funcionários um material informativo de prevenção contra o mosquito da dengue nos elevadores e quadro de avisos, explicando as boas práticas que devem ser adotadas nas residências e áreas comuns do prédio.

“Diante do crescente desafio representado pelos focos de dengue nos condomínios, a AABIC reforça a importância da união de esforços e da adoção de medidas proativas para garantir um ambiente seguro e saudável para todos os moradores. A prevenção é a melhor arma nessa batalha contra a dengue, e cabe a cada um fazer a sua parte”, conclui Anauate.

 

AABIC - Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo

 

Posts mais acessados