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terça-feira, 19 de novembro de 2024

Mais da metade dos portadores TDAH abandonam o tratamento

Neurologista Dr Matheus Trilico alerta: “Mais da metade dos portadores de TDAH abandonam o tratamento e quase todos possuem alguma dificuldade no trabalho”

 

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta aproximadamente 2,5% dos adultos globalmente.

Assim, se considerarmos a estimativa da população brasileira até 1º de julho de 2024, que era de 212,6 milhões de habitantes, teremos mais de 5 milhões de portadores de TDAH no país.

Para o Dr. Matheus Trilico, neurologista referência no acompanhamento de adultos com TDAH, essa informação mostra que o transtorno está muito além de uma simples moda, reforçando a necessidade de cuidado especializado.


O que é o TDAH?

“Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), caracteriza-se por um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interfere significativamente na vida do indivíduo”, explica o neurologista.

Assim, existe uma grande diferença entre estar momentaneamente desatento ou hiperativo e ser portador do TDAH.


Abandono do Tratamento

Diversos estudos publicados nas últimas décadas sugerem dados alarmantes: mais de 80% dos pacientes com TDAH interrompem o tratamento. Embora essa taxa seja variável entre as pesquisas, é consenso que a adesão geralmente é baixa nesta população, representando um grave problema de saúde pública.


Sintomas em Adultos

Nos adultos, o TDAH manifesta-se de forma complexa. Os principais sintomas incluem:

  • Dificuldade de organização e procrastinação crônica;
  • Esquecimento frequente de compromissos e tarefas importantes;
  • Problemas para manter o foco em atividades prolongadas;
  • Impulsividade na tomada de decisões financeiras e pessoais;
  • Dificuldade em manter relacionamentos estáveis.

“O diagnóstico em adultos segue critérios rigorosos estabelecidos pelo DSM-5. É  necessária a presença de pelo menos cinco sintomas de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade nos últimos 6 meses, com impacto significativo em múltiplos contextos”, ressalta o neurologista.

Dr. Trilico cita um estudo de 2023 publicado no Journal of Attention Disorders responsável por demonstrar que até 98% dos adultos com TDAH apresentam pelo menos prejuízos leves e 73% apresentam prejuízos moderados ou graves relacionados ao trabalho. Além disso, essa mesma pesquisa sugere que praticamente todos os indivíduos com TDAH experimentam algum tipo de prejuízo funcional em uma ou mais áreas de suas vidas.


Tratamento Multidisciplinar

O tratamento atual do TDAH é multidisciplinar e pode ser altamente eficaz quando seguido adequadamente. “Ele vai muito além de medicamentos, devendo combinar terapias, atividade física e estratégias de organização e planejamento”, reforça o neurologista, que é referência no assunto.


Causas do Abandono

E quais são as principais causas desse abandono? Segundo o Dr. Matheus Trilico, baseando-se em pesquisas sobre o assunto, os motivos geralmente são:

  • Efeitos colaterais da medicação;
  • Custos associados ao tratamento continuado;
  • Estigma social e profissional;
  • Dificuldades com a rotina de tratamento;
  • Falsa percepção de cura após melhora inicial.


Consequências do Abandono

As consequências do abandono do tratamento são graves. Pesquisas mostram que adultos com TDAH não tratado têm risco maior de desenvolver depressão, probabilidade maior de acidentes de trânsito, taxa maior de desemprego e risco aumentado de abuso de substâncias, incluindo álcool, cigarro e drogas.

Segundo o Dr. Trilico, neurologista referência no atendimento de TDAH em adultos, um dos pontos mais difíceis no tratamento desses pacientes é a mudança de comportamento. "Os adultos com TDAH estão acostumados a procrastinar e a deixar planos e projetos inacabados. Assim, quando não seguem as orientações de saúde corretamente, a grande maioria abandona, também, o seu tratamento, gerando prejuízos claros em suas vidas", afirma o especialista.

Para Dr Matheus, o sucesso no tratamento vai muito além da medicação, é preciso dedicação do paciente e acompanhamento com uma equipe multidisciplinar especializada no assunto.

“Está claro que o TDAH gera prejuízos significativos para toda a sociedade. Isso está muito além de uma simples moda e precisamos fazer a nossa parte para ajudar essas pessoas”, finaliza o neurologista. 





Dr. Matheus Luis Castelan Trilico - CRM 35805PR, RQE 24818. Médico pela Faculdade Estadual de Medicina de Marília (FAMEMA); Neurologista com residência médica pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR); Mestre em Medicina Interna e Ciências da Saúde pelo HC-UFPR; Pós-graduação em Transtorno do Espectro Autista

Mais artigos sobre TEA e TDAH em adultos podem ser vistos no portal do neurologista: https://blog.matheustriliconeurologia.com.br/


Câncer infantil: desigualdade regional no acesso a tratamento impacta as chances de sobrevida dos pacientes

CONIACC e SOBOPE unem forças em prol do combate à doença
que mais mata crianças e adolescentes no Brasil

 

Em 23 de novembro é celebrado o 16º Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil. O objetivo da data é alertar sobre a importância do diagnóstico precoce, além de estimular ações em prol das crianças e adolescentes com câncer. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer é a primeira causa de morte por doença entre pessoas de 1 a 19 anos no Brasil.  

A estimativa do órgão é que, para cada ano do triênio entre 2023 e 2025, sejam registrados 7.930 novos casos nesta faixa etária. Ainda de acordo com o instituto, foram registradas 2.425 mortes nesta camada da população em 2021. Na infância, os tipos mais comuns de câncer são as leucemias, câncer da medula óssea; os linfomas, câncer do sistema linfático; e os tumores de sistema nervoso central. 

Diante deste cenário, a Confederação Nacional de Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (CONIACC) e a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) unem esforços em torno desta data e chamam a atenção para a necessidade de colocar o tema em pauta e dar visibilidade aos avanços e os desafios do câncer infantojuvenil no país. 

Um dos maiores desafios destacados pela oncologista pediátrica e presidente da CONIACC, Dra. Teresa Fonseca, é o da desigualdade na possibilidade de sobrevida dos pacientes nas diferentes regiões brasileiras. No dia a dia, essas discrepâncias se manifestam, por exemplo, na dificuldade em se obter o acesso no tempo adequado ao tratamento. “Todas as crianças do Brasil precisam de um acesso mais rápido. No Norte e no Nordeste, há mais carências”, enfatiza.

Em países de alta renda, 80 a 85% das crianças diagnosticadas com câncer podem sobreviver. Já no Brasil, o percentual varia de região para região, com uma média nacional de 64%. A Dra. Carolina Vince, médica oncologista pediátrica e membro da SOBOPE, ressalta que uma das causas para essa disparidade está na dificuldade de se fazer o diagnóstico precoce e preciso.

“Toda criança que apresente sinais e sintomas que podem ser associados ao câncer deve ser imediatamente encaminhada aos centros de referência. Essa ação rápida permite que seja feito o diagnóstico precoce e correto. Por isso é que existe essa luta pela equidade ao acesso e pela qualidade no atendimento por parte das instituições envolvidas”, ressalta a Dra. Carolina Vince.

 

Diferenças regionais 

No âmbito nacional, as diferenças regionais são imensas. Dos sete estados da região Norte, apenas dois, Amazonas e Pará, ofertam serviço de oncologia pediátrica. A situação é agravada pelas longas distâncias e pela limitação de exames laboratoriais que “resultam em uma triste realidade sanitária”. 

Os dados foram apresentados por Aline Leal, assessora técnica da coordenação geral da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer do Ministério da Saúde, por ocasião da 355º Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde. A declaração foi reproduzida em reportagem sobre o evento publicada pela Assessoria de Comunicação do Conselho Nacional de Saúde.


Novembro Azul

 

Consumo de álcool e alimentação desregulada têm relação com o câncer de próstata?

Especialistas do Vera Cruz Oncologia, em Campinas (SP), explicam quais fatores contribuem para a baixa imunidade e consequente desenvolvimento da doença

 

Novembro é dedicado à prevenção do câncer de próstata, que, segundo dados do Ministério da Saúde, deve acometer mais de 71,7 mil homens até o final do triênio 2023-2025. À medida em que os anos passam, novos estudos vão sendo feitos a fim de buscar a cura e, também, fatores que contribuem para o desenvolvimento da doença. E dois deles são o consumo, mesmo leve, de bebidas alcoólicas (não há um nível seguro o suficiente) e a alimentação desregulada. 

De acordo com André Sasse, especialista do Vera Cruz Oncologia, em Campinas (SP), uma análise recente apontou que o consumo moderado a elevado de álcool (25-50 g/dia) aumenta o risco relativo para câncer de próstata em aproximadamente 11%; se for acima de 50 g/dia, intensifica o risco de outros tipos da doença, como esôfago e fígado. Quanto maior o consumo, maior o risco. Estudos também destacam que o consumo de álcool afeta o organismo em múltiplos níveis, influenciando a produção de hormônios, como a testosterona, que podem alimentar o crescimento tumoral, além de gerar mutações celulares e estresse oxidativo, fatores associados ao desenvolvimento da patologia. “No caso do câncer de próstata, esses mecanismos biológicos podem explicar o aumento de risco observado mesmo em consumidores leves”, sugere Sasse. 

Com base nas evidências, portanto, é possível afirmar que o há uma influência negativa do álcool na resposta imunológica do organismo. “A queda da imunidade facilita o avanço e a agressividade de tumores em diversas regiões do corpo. Assim, a recomendação é minimizar ou evitar o consumo alcoólico como forma de importante de prevenção, especialmente para indivíduos com histórico familiar de câncer ou fatores de risco associados”, orienta. 

Para a população geral, recomenda-se atenção redobrada quanto ao consumo de álcool e, para os pacientes com diagnóstico de câncer ou risco elevado, a redução ou abstinência pode ser uma estratégia preventiva fundamental. As diretrizes atuais indicam que a abordagem de risco zero para álcool é a mais segura. Quando se trata de prevenção do câncer de próstata, a alimentação exerce um papel importante e respaldado pelos estudos, oferece recursos para reduzir riscos e promover a saúde masculina.

 

Alimentação

Segundo a nutróloga Gisele Figueiredo, também do Vera Cruz Hospital, a alimentação exerce um papel importante quando se trata de prevenção ao câncer de próstata. A especialista elenca alguns alimentos que não podem faltar no cardápio de quem deseja se proteger ou já tem o diagnóstico da doença. Um recurso para a promoção da saúde masculina, melhor qualidade de vida e redução de riscos.

 

Consumo de licopeno: antioxidante encontrado em alimentos como tomates, melancias e goiabas, tem sido associado à redução do risco de câncer de próstata. Estudos sugerem que o consumo regular de alimentos ricos em licopeno pode ajudar a combater os radicais livres e a reduzir o estresse oxidativo, um dos fatores envolvidos no desenvolvimento do câncer;

 

Dieta rica em vegetais crucíferos: brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas e repolho contêm compostos chamados glucosinolatos, que, após serem metabolizados, formam isotiocianatos, substâncias que auxiliam na inibição do crescimento de células cancerígenas. Esses vegetais têm ação antioxidante e anti-inflamatória comprovada em estudos sobre câncer;

 

Ácidos graxos ômega-3: os ômega-3, encontrados em peixes de águas frias, como salmão e sardinha, possuem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes que ajudam a prevenir o desenvolvimento de cânceres hormonais, incluindo o de próstata. Estudos sugerem que dietas ricas em ômega-3 estão associadas a um menor risco de câncer de próstata agressivo;

 

Ingestão de chá verde: o chá verde é rico em catequinas, um tipo de antioxidante potente que pode ajudar a reduzir o risco de câncer de próstata.

 

Redução de produtos ultraprocessados e gorduras saturadas: estudos indicam que uma dieta rica em gorduras saturadas e produtos ultraprocessados pode aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de próstata. A moderação no consumo de carnes vermelhas e alimentos industrializados é recomendada para reduzir a inflamação e o estresse oxidativo.

 

Suplementação e moderação no consumo de cálcio: embora o cálcio seja importante para a saúde óssea, uma ingestão excessiva de suplementos de cálcio pode estar associada a um risco aumentado de câncer de próstata. Recomenda-se manter o consumo moderado de laticínios e realizar a reposição de cálcio por meio de suplementos apenas com indicação médica.

 

Curcumina: a presente no açafrão-da-terra, possui propriedades anti-inflamatórias e anticancerígenas. Alguns estudos sugerem que o consumo regular de cúrcuma, juntamente com a piperina para aumentar sua biodisponibilidade, pode contribuir para a prevenção do câncer de próstata.

 



Vera Cruz Oncologia
Grupo SOnHe
www.sonhe.med.br e nas redes sociais.


SBD lança campanha para pais reconhecerem sintomas de diabetes em crianças

Sem diagnóstico precoce, muitas crianças com DM1 acabam entrando em cetoacidose e precisam de internação, correndo risco de vida

 

O Brasil é o terceiro país do mundo com mais casos de diabetes tipo 1, que afeta crianças e adolescentes. Isso porque o Diabetes Mellitus tipo 1 é uma doença crônica, sem cura, na qual existe uma deficiência de insulina causada pela destruição das células B do pâncreas. Com isso, a criança desenvolve hiperglicemia e sofre suas consequências agudas (aumento da urina, da sede, alteração de apetite e perda de peso) e, com o passar do tempo, as consequências crônicas igual aos adultos.

A prevalência da doença é alta, e ela vem se tornando cada vez mais comum, com aumento de 14 vezes em prevalência nos últimos 10 anos sem conhecimento da causa desta mudança epidemiológica. No país, só perde para a asma, outra doença crônica. Calcula-se que a DM1 afete de 5% e 10% das pessoas com diabetes no Brasil, que já somam, no total, 20 milhões de pessoas.

Um dado gravíssimo é que, no país, a grande maioria dos casos são identificados apenas quando a criança entra em cetoacidose e tem de ser internada. Muitas vezes, antes de ser internada, já passou por médicos, mas a população em geral não está acostumada a pensar no diabetes como uma doença de crianças, e sim apenas no adulto.

“O grau máximo de descompensação da doença é o estado de Cetoacidose Diabética, situação na qual a criança corre grande risco de morte ou de ter graves sequelas”, explica Raphael Liberatore Junior, professor de Endocrinologia Pediátrica e membro do Departamento de Diabetes Tipo 1 da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Países como a Finlândia, Suécia e Noruega possuem uma alta prevalência de diabetes tipo 1 em crianças, inclusive maior que no Brasil. No entanto, nesses países, os pais geralmente têm mais conhecimento sobre os sintomas da doença e o diagnóstico precoce é mais comum. Esse conhecimento permite considerar rapidamente sintomas como excesso de sede, aumento da frequência urinária, cansaço extremo e perda de peso, o que ajuda a evitar internações graves, cetoacidose diabética e outras complicações frequentes no Brasil.

Nesses países, a conscientização é promovida por sistemas de saúde mais integrados e investimentos em campanhas educativas que ensinam os pais a identificar precocemente os sinais de diabetes tipo 1. Além disso, o acesso ao atendimento primário e as consultas rápidas contribui para o diagnóstico e o tratamento precoce, diminuindo o número de hospitalizações em comparação ao Brasil, onde o diagnóstico muitas vezes ocorre em um estágio mais avançado da doença.

Por isso, neste mês quando é celebrado o Dia Mundial do Diabetes (14/11), a SBD lança campanha para alertar os pais sobre os sinais precoces através de vídeos disponibilizados nas redes sociais, aulas para leigos e presença na mídia escrita e por vídeo, que são os seguintes:

- Vontade de urinas várias vezes;

- Sede constante;

- Alteração do apetite, para mais ou para menos, dependendo da idade;

- Perda de peso sem motivo aparente;

- Visão embaçada;

- Cansaço;

- Irritabilidade.

“Se os pais conseguirem identificar o problema precocemente, evitaremos muitas internações e sequelas para os pacientes”, diz Liberatore Junior. “Quanto mais gente conhecer os sintomas, como pais, avós, tios e babás, melhor.” Ele lembra que um projeto de extensão da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo fará o mesmo trabalho a fim de alertar os pais.


Tem como evitar o câncer de próstata?

Apenas 10 a 12% dos casos de câncer de
 próstata são genéticos. Estilo de vida influencia
 no surgimento da doença.
Pexels
Pesquisa realizada com imigrantes mostra o que pode (ou não) influenciar no surgimento do câncer prostático

 

O câncer de próstata, o mais prevalente entre homens, levanta uma questão importante: é possível preveni-lo? Um estudo científico realizado com asiáticos que migraram para a América do Norte mostra que o estilo de vida pode impactar no surgimento da doença. Dia 17 de novembro é o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, data que deu origem ao movimento Novembro Azul. 

O estudo avaliou imigrantes japoneses que foram morar nos Estados Unidos. Aqueles que permaneceram no Japão, com hábitos alimentares menos industrializados e rotinas fisicamente ativas, como é o costume da região, tiveram uma incidência significativamente menor de doenças metabólicas (como por exemplo, dislipidemia, diabetes e hipertensão) e prostáticas. Já os imigrantes que tiveram câncer de próstata, numa parcela significativamente maior que os que ficaram na terra natal, foram submetidos a sobrecarga de estresse, sobrecarga de radicais livres, alimentação rica em gorduras animais, tabagismo, menos atividade física, entre outros fatores conhecidos como de risco. 

“Embora o fator genético para a doença continue sendo relevante, o ambiente e o estilo de vida desempenham papel fundamental no desenvolvimento de doenças, incluindo o câncer”, explicou o Dr. Victor Hugo Belinati Neto, urologista do Eco Medical Center, citando que a genética está em apenas 10% a 12% dos casos de câncer de próstata. Homens com histórico familiar da doença, especialmente parentes próximos como pai ou irmão, apresentam um risco elevado, o que torna essencial o acompanhamento médico anual a partir dos 45 anos. 

“Não podemos alterar a genética, mas o estilo de vida sim, em qualquer idade. Essas mudanças não só ajudam a prevenir o câncer, mas também melhoram a qualidade de vida geral. É preciso levar uma vida mais regrada, com qualidade alimentar e do sono, prática de atividades físicas, sem tabagismo e etilismo, o que pode reduzir o impacto da doença”, orienta o urologista.

 

“Pico” de diagnósticos

O câncer de próstata, explica Dr Victor Hugo, tem efeito cumulativo ao longo da vida e 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. Quanto mais idade, maior a chance de ter a doença. No entanto, no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), há um pico de diagnósticos entre os 55 e 65 anos de idade. E estas informações, quando analisadas em conjunto, revelam algumas possibilidades. 

O aumento na quantidade de diagnósticos nessa faixa etária, entende o urologista, pode estar relacionada a uma idade em que os homens buscam mais o cardiologista, o endocrinologista e outros especialistas para checar os problemas de saúde que começam a surgir de forma mais evidente. E são nos exames e check-ups prescritos por esses médicos que o câncer de próstata muitas vezes acaba sendo detectado. E isso obriga a ida do homem ao urologista. Não que o exemplo seja generalizado, mas é muito comum. Depois dessa idade, muitos homens passam a ir menos às consultas de rotina e descuidam da saúde. 

Alguns tumores podem crescer muito rápido, gerando metástases em outros órgãos e levando à morte. A maioria, porém, cresce bem lentamente (levam cerca de 15 anos para atingir 1 cm³). Por isso, não dão sinais durante a vida e nem ameaçam a saúde masculina.

 

Diagnóstico precoce

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata representa 30% de todos os diagnósticos de câncer entre homens no Brasil, com um número preocupante de aproximadamente 16.300 óbitos anuais (dados de 2021). 

A doença nem sempre traz sintomas iniciais, ela começa silenciosa. Há uma tendencia de individualizamos o monitoramento de acordo com as particularidades de cada um, por isso o homem inicia este rastreio entorno dos 45 anos. O diagnóstico precoce é fundamental, pois quando detectado em estágio inicial, o câncer de próstata possui maiores chances de tratamento efetivo. Até 95% dos tumores são detectados em fase avançada, dificultando a cura. Nessa fase, os sintomas podem ser dor óssea, dor ao urinar, vontade de urinar com frequência e presença de sangue na urina e/ou no sêmen. 

“Infelizmente, muitos homens ainda resistem a consultas e exames de rotina, o que leva a diagnósticos tardios e tratamentos mais complexos”, lamenta o urologista. 

Dentre os métodos de diagnóstico, o exame de toque retal ainda é um dos mais eficazes, mas não é necessariamente usado em todos os casos. O diagnóstico depende da avaliação individual de cada paciente. O exame de PSA, por exemplo, pode ser uma alternativa inicial que auxilia na identificação de anormalidades prostáticas, embora alterações nos resultados de PSA não signifiquem, necessariamente, câncer. 

“Nossa missão é oferecer um acompanhamento completo e personalizado para cada paciente. A prevenção e o cuidado regular são o melhor caminho para a saúde masculina em todas as idades” finaliza o médico. 

Este Novembro Azul, fica o alerta: a saúde masculina começa pelo autocuidado e pela prevenção.

 


Eco Medical Center
Rua Goiás, 70 - bairro Água Verde.
Para saber mais, acesse o site


Como se proteger da coqueluche: quando e onde tomar as doses de reforço da vacina

Doença, que já foi considerada controlada no Brasil, volta a preocupar a saúde pública com aumento de mais de 1.000% dos casos neste ano 

 

A coqueluche, que já foi considerada controlada no Brasil, volta a preocupar. Com maior potencial de gravidade em menores de um ano, a doença pode causar infecções em pessoas de todas as idades. A baixa cobertura vacinal é o principal fator relacionado ao aumento de mais de 1.280% dos registros da doença em 2024, atingindo o maior patamar desde 2015. A principal forma de prevenir a doença, como explica a médica infectologista pediátrica Sylvia Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde, é a vacinação, com reforços na adolescência e idade adulta. 

Infecção respiratória aguda caracterizada por episódios de tosse intensa e prolongada, a coqueluche é altamente contagiosa e apresenta crescimento exponencial no número de casos no Brasil e em vários países em 2024. No Brasil, de acordo com o painel do Ministério da Saúde, foram 2.953 registros de coqueluche neste ano até agora. Ao todo, foram registradas 12 mortes. Os estados de Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal concentram a maior parte dos registros nesse ano. 

“O esquema primário de imunização deve ser iniciado aos 2 meses de vida com novas doses aos 4 e 6 meses. Reforços estão programados ainda na infância entre15 e 18 meses, entre 4 e 6 anos e entre 9 e 11 anos. Gestantes merecem especial atenção e devem ser vacinadas para oferecer proteção a seus bebês nos primeiros meses de vida, até que possam ser imunizados”, destaca a especialista do Sabin. 

Adultos responsáveis pelo cuidado de crianças de baixa idade devem manter atualizada a vacinação para evitar infecções naquelas que ainda não atingiram idade para iniciar ou completar o esquema vacinal e têm maior risco de doença grave. Em muitos casos, bebês adquirem a infecção a partir do contato com irmãos mais velhos, pais, avós e cuidadores que apresentam sintomas leves e, infelizmente, demoram a chegar ao diagnóstico. 

“Como a vacina protege por 10 anos, são necessários reforços na adolescência e idade adulta”, alerta a infectologista pediátrica. A vacina para o público adulto em geral está disponível apenas na rede particular. A vacina dTpa (tríplice bacteriana adulto acelular) está disponível para início do esquema de imunização ou reforço em adultos, conforme histórico prévio. Para indivíduos que pretendem viajar para áreas endêmicas de poliomielite, a dTpa+VIP, que combina a proteção contra poliomielite, pode substituir a dTpa.

 

Tratamento 

O tratamento da coqueluche envolve o uso de antibiótico, que ajuda a reduzir a gravidade dos sintomas quando iniciado precocemente. Cuidados de suporte, como hidratação e controle da febre, são igualmente importantes, indica Sylvia. “Todo o tratamento deve ser orientado por um médico, visando evitar complicações”, finaliza a infectologista pediátrica do Sabin.

 


Grupo Sabin
acesse o site da companhia



BOLETIM DAS RODOVIAS

Saída de feriado com interdição na Anchieta e na Raposo Tavares

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na tarde desta terça-feira (19). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - A Rodovia Anchieta apresenta interdição no sentido litoral do km 40 ao km 56. No sentido capital, o tráfego é normal. Na Rodovia dos Imigrantes (SP-160), há lentidão do km 60 ao km 55 do sentido capital. No sentido litoral, o tráfego é normal.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330), sentido capital, registra lentidão do km 61 ao km 60. No sentido interior, o tráfego é normal. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), o tráfego é normal nos dois sentidos.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270) tem congestionamento do km 73+500 ao km 70+500 do sentido capital. No sentido interior, há congestionamento do km 69 ao km 70+500 e interdição no km 70+500. Na Rodovia Castello Branco (SP-280), o tráfego é normal no sentido capital. No sentido interior, o tráfego está congestionado do km 19 ao km 24 das pistas expressa e marginal.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor tem tráfego normal do km 20 ao km 17. No sentido interior, o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Empreendedorismo Feminino: pesquisa revela o perfil médio das mulheres MEI

Desejo de "ter o próprio negócio" é o principal motivo que leva as microempreendedoras a se formalizarem, sendo o comércio o setor mais explorado 


O Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino é celebrado nesta nesta terça-feira (19) e, no Brasil, a data tem se mostrado cada vez mas significativa. Atualmente, o país possui cerca de 16 milhões de microempreendedores individuais (MEI), com as mulheres representando quase metade dos negócios neste regime de tributação. De acordo com um levantamento feito pela MaisMei, que auxilia a gestão de negócios por meio de um aplicativo, 43,7% se identificam com o gênero feminino, enquanto os homens respondem por 54,7% (1,6% dos entrevistados optaram por não informar). A pesquisa, intitulada “O Corre do MEI em 2024”, também traçou o perfil médio dessas microempreendedoras: negras, com idade entre 35 e 44 anos e ensino médio completo. O setor de comércio e vendas é o que possui maior presença feminina, com 27,8% das empreendedoras atuando nesse segmento. A faixa de faturamento mensal mais expressiva é de "até 4 mil reais", sendo que 23,2% faturam menos que 2 mil reais, e 26,6% entre 2 mil e 4 mil reais.

No recorte de raça, 53,9% das empreendedoras se identificam como negras (incluindo 42,1% que se consideram pardas) e 43,3% como brancas. Com uma base educacional sólida — 37,6% com ensino médio e 20,9% com ensino superior — e prevalência na faixa etária dos 35 a 44 anos (31,7%), muitas mulheres embarcam em suas jornadas empreendedoras com uma bagagem educacional significativa, avalia a head de Contabilidade da MaisMei, Kályta Caetano. 

– “O resultado reforça a importância do regime MEI para uma das questões centrais relacionadas à sociedade brasileira, que é a democratização das oportunidades profissionais. Quando pensamos em independência financeira, não é novidade que a desigualdade em relação ao gênero ainda é um problema longe de ser resolvido, e mais ainda quando incluímos o recorte racial. Portanto, a formalização dessas empreendedoras como MEI se torna crucial para garantir a sustentabilidade dessas atividades e os benefícios previdenciários importantes como aposentadoria e salário-maternidade”, afirma. 

Por região, a força feminina se encontra mais no Sudeste (34%), seguido pelo Sul (20,8%) e o Nordeste (19,9%). 

O levantamento também apontou os principais motivos que levam as mulheres ao empreendedorismo. Segundo a pesquisa, a Microempreendedora Individual (MEI) é impulsionada principalmente pela “vontade de ter seu próprio negócio” (26,11%), refletindo o desejo de autonomia. A “formalização” (18,99%) surge também como um passo essencial para legitimar suas atividades no mercado, enquanto o aumento da renda (10,65%) evidencia a busca por melhores condições financeiras. A “flexibilidade de horários” (7,70%) e os “benefícios fiscais e INSS” (7,15%) ressaltam a busca por segurança financeira. 29,39% responderam ter "outros motivos", sem especificar. 

Ainda segundo a MaisMei, 39,5% das empreendedoras dedicam menos de 20 horas semanais ao negócio, o que pode indicar uma sobrecarga de responsabilidades ou a necessidade de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.

Na avaliação de Kályta Caetano, essa resiliência e determinação em face de adversidades socioeconômicas revela a importância crucial das mulheres no ecossistema de microempreendedorismo no Brasil, o que, segundo ela, deveria ser acompanhado de maior valorização. “Esses achados reforçam a necessidade de políticas públicas e iniciativas de suporte mais direcionadas, que não apenas reconheçam a contribuição dessas mulheres à economia, mas também trabalhem para diminuir as barreiras que enfrentam”, ressalta.

O levantamento “O Corre do MEI em 2024” contou com uma amostra de 5.640 respondentes, alcançando um nível de confiança de 99% e uma margem de erro de 2%.


Dia do Empreendedorismo Feminino: 5 dicas para impulsionar seu negócio

Executiva compartilha conselhos valiosos para superar desafios e prosperar no mercado
 

Em 19 de novembro é celebrado o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, data criada com o intuito de reconhecer e valorizar mulheres que estão inseridas no ecossistema dos negócios. Segundo dados da Receita Federal, obtidos em outubro deste ano, existem mais de 572 mil mulheres empreendendo em São Paulo. Esses números, refletem a busca por autonomia financeira, flexibilidade e a vontade de criar um impacto positivo em suas comunidades. 

“Ter mulheres empreendedoras é fundamental para promover a equidade de oportunidades, impulsionar o desenvolvimento econômico e nos empoderar. Ao analisarmos as regiões periféricas de São Paulo, por exemplo, este impacto se torna ainda mais relevante. Isso porque, por meio do negócio próprio, inúmeras delas conseguem gerar renda para suas famílias. Há um fortalecimento de autonomia financeira e criação de um ciclo de transformação nas comunidades”, afirma Musa Miranda, Diretora de Inovação e Empreendedorismo da Agência São Paulo de Desenvolvimento (Ade Sampa), entidade ligada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. 

Para a executiva, a presença feminina no empreendedorismo é essencial. Contudo, ela ressalta que para investir no negócio próprio deve-se analisar alguns aspectos e realizar questionamentos para si mesma a fim de entender se há um mercado promissor para o que você quer oferecer. 

“Compreender sobre quanto tempo e quais recursos você está disposta a investir, além de verificar se está preparada para lidar com os desafios financeiros são etapas necessárias para iniciar as atividades. Esse estudo vai ajudar a preparar essa empreendedora para os possíveis desafios”, descreve Musa. 

Com o intuito de auxiliar empreendedoras ou mulheres que possuem o desejo de ingressar no mundo dos negócios, a executiva listou cinco dicas imprescindíveis. Confira abaixo:
 

Esteja atento ao mercado:

A área dos negócios está em constante evolução, portanto, quem empreende deve estar atenta às novas tendências, lançamentos e necessidades do público dentro destes aspectos. A partir disso, com determinação e criatividade, devem surgir novas ideias para os negócios próprios.
 

Procure estudar e se aprimorar:

Existem diversos cursos, palestras, workshops gratuitos voltados para os negócios. Além de ajudar a estar mais capacitada, participar desses eventos contribui para criar uma rede de apoio e conhecer outras empreendedoras, o que é extremamente valioso.
 

Pense grande, mas aja com cautela:

Comece seu negócio com as ferramentas que você possui no momento e busque crescer a partir disso. Pode ser difícil começar, principalmente quando há pouca estrutura ou até mesmo orçamento. Todavia, com planejamento e perseverança, o crescimento será inevitável.
 

Planeje-se financeiramente:

Já sabemos que o mercado é volátil e até mesmo imprevisível, então, é fundamental possuir um planejamento financeiro sólido. Entenda seus fluxos de caixa, organize o orçamento e direcione os recursos de maneira estratégica. Além disso, não se esqueça de ter uma reserva financeira. Vale ressaltar que existem ferramentas e serviços focados em gestão financeira que podem te auxiliar no processo de construção deste plano. 

Uma opção, por exemplo, é o Ciclo de Orientação Empresarial, oferecido pela Ade Sampa de forma gratuita. Por meio do COE os empreendedores recebem atendimento personalizado, além de apoio com soluções para gestão, finanças, vendas, marketing e acesso a crédito.
 

Cuide da saúde mental:

Um passo importante não somente para o seu negócio, mas também para você mesma, é cuidar da saúde mental. Na caminhada dos negócios, dúvidas e dificuldades podem aparecer, portanto, é necessário priorizar o próprio bem-estar para tomar decisões mais assertivas e conseguir manter a calma. Uma forma de estabelecer limites entre a vida profissional e a pessoal é reservando períodos de descanso e descontração fora do ambiente de trabalho.
 



Agência São Paulo de Desenvolvimento - Ade Sampa



Programa Power Girl oferece capacitação gratuita sobre marketing para mulheres na Semana do Empreendedorismo Feminino

Curso será realizado no dia 21 de novembro online; programa é uma iniciativa do Centro Universitário Facens, Centro Cultural Brasil Estados Unidos (CCBEU) e Sebrae


No mês em que se celebra o Empreendedorismo Feminino no Brasil, o programa Power Girl, iniciativa do Centro Universitário Facens, Centro Cultural Brasil Estados Unidos (CCBEU) e Sebrae, está com inscrições abertas para a capacitação gratuita “Descomplique o Marketing”, voltada exclusivamente para mulheres empreendedoras ou aquelas que desejam empreender. O curso será realizado no formato online, em 21 de novembro, às 18h30. 

A mentoria será liderada por Karen Juliana Alves Ajala, Analista de Atendimento e Desenvolvimento do Sebrae-SP, que possui formação em Administração de Empresas e pós-graduação em Marketing Estratégico. Ela abordará temas fundamentais, incluindo o que é marketing e como identificar o público-alvo correto, estratégias para segmentação de mercado, ferramentas para conquistar e engajar o público no ambiente online, entre outros. 

O Power Girl foi lançado em 2023 com o objetivo de incentivar e capacitar mulheres para que se destaquem no universo empreendedor. A iniciativa lançou uma plataforma online com acesso gratuito e conteúdos relevantes sobre empreendedorismo, empoderamento feminino e o desenvolvimento de habilidades que possam impulsionar carreiras e negócios. 

As interessadas em participar da capacitação podem se inscrever neste link até o dia 21. Para mais informações ou dúvidas, entre em contato com o Centro de Empreendedorismo da Facens – FACE por meio do Whatsapp (15) 98122-0696 ou e-mail empreendedorismo@facens.br.


 

Power Girl vai à comunidade 

Simultaneamente, o programa estende uma versão especial para cerca de 20 mulheres da ONG LuaR, em Votorantim (SP), que participarão de um workshop presencial na mesma data. Essas mulheres, que já foram capacitadas em áreas técnicas como costura, artesanato e estética, terão a oportunidade de complementar suas habilidades com o marketing digital e o desenvolvimento de atitudes empreendedoras. O evento será realizado das 14h às 17h e é exclusivo para as participantes da ONG.

Natália Marangão, coordenadora do Centro de Empreendedorismo Facens (FACE), explica a importância dessa capacitação para mulheres em situação de vulnerabilidade social: "Essas mulheres precisam ter facilitado o acesso a conteúdos, ferramentas e possibilidades de apoio para se desenvolverem pessoal e profissionalmente. Como novembro é o mês do empreendedorismo feminino, vimos uma oportunidade incrível de levar essa capacitação a elas, que já passaram por treinamentos técnicos e agora podem adquirir uma visão e atitude empreendedoras.”


BOLETIM DAS RODOVIAS

Motoristas encontram interdição na Anchieta e na Raposo Tavares 

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo no início da tarde desta terça-feira (19). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x3 - Na Rodovia Anchieta (SP-160), no sentido capital, há congestionamento do km 55 ao km 51. Do km 12 ao km 10, o tráfego é intenso. No sentido litoral, o motorista encontra interdição do km 40 ao km 56. Na Rodovia dos Imigrantes (SP-160) o tráfego é normal no sentido litoral. Mas quem segue em direção à capital, encontra congestionamento do km 60 ao km 46.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330) apresenta congestionamento no sentido capital, do km 13 ao km 11+360. No sentido interior, o tráfego é normal. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), tráfego normal no sentido interior. E congestionamento no sentido capital, do km 16 ao km 13+360.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270) tem tráfego normal no sentido capital. Mas no sentido interior, o motorista encontra lentidão do km 70 ao km 70+500 e interdição no km 542+950. Na Castello Branco (SP-280), há lentidão no sentido capital do km 15+500 ao km 13+700 das pistas expressa e marginal. No sentido interior, o tráfego é lento do km 21 ao km 24 das pistas expressa e marginal.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor apresenta congestionamento no sentido capital do km 21 ao km 17. No sentido interior, o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Black Friday: Dicas essenciais para comprar com inteligência e aproveitar as ofertas



A Black Friday, que acontece no dia 29 de novembro, promete ser um marco importante para a economia brasileira. De acordo com uma pesquisa do Datafolha, pelo menos R$ 15,8 bilhões deverão ser movimentados no comércio, consolidando esses dados como um dos principais motores de consumo no país. Mas como aproveitar as promoções sem cair

Ulysses Reis, professor de varejo da Strong Business School, destaca que planejamento e cautela são fundamentais para fazer compras inteligentes durante esse período. Confira as principais dicas do especialista para aproveitar as ofertas sem comprometer seu orçamento:


1. Liste suas necessidades

Antes de começar a busca por promoções, faça uma lista dos itens que você realmente precisa. “Isso evita compras impulsivas e ajuda a focar nas melhores oportunidades”, afirma Ulysses Reis.


2. Pesquisar preços com antecedência

Acompanhe os preços dos produtos desejados semanas antes da Black Friday. Assim, você saberá se o desconto oferecido é real ou apenas uma estratégia de marketing, conhecida como "metade do dobro".


3. Estabeleça um orçamento

Determine o quanto você pode gastar sem comprometer suas finanças. "A Black Friday “é atraente, mas gastar além do planejado pode gerar problemas financeiros, como endividamento e dificuldade para cumprir outras obrigações no mês seguinte", alerta Ulysses Reis.


4. Prefira compras em lojas confiáveis

Busque informações sobre a confiança das lojas, principalmente em sites como Reclame Aqui. Evite sites desconhecidos e desconfie de ofertas que pareçam boas demais para ser verdade. Procure informações sore empresas pouco conhecidas ou mesmo que tenham a indicação de site patrocinado, em sites de reclamação como Procon e Reclame Aqui.


5. Fique de olho em taxas e prazos

No caso de compras online, verifique os valores do frete e os prazos de entrega. Ulysses Reis também recomenda ler as políticas de troca e devolução antes de finalizar uma compra.


6. Aproveite para antecipar o natal

“Essa é uma oportunidade para garantir presentes de fim de ano com preços mais atrativos”, sugere Reis. Planeje com antecedência e economize.

A Black Friday não é apenas uma chance para os consumidores, mas também para o comércio, que vê na data uma injeção de ânimo na economia. Para os consumidores, o segredo é aproveitar as ofertas com inteligência e disciplina financeira. Boas compras!

 



Ulysses Reis - professor de Vareja no MBA Strong/FGV com mais de 50 anos à frente de grandes aglomerados varejistas, consultor de grandes redes de Shopping Centers e marcas internacionais como Victoria Secret .



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