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terça-feira, 19 de novembro de 2024

Como as equipes têm usado a inteligência artificial na prática para vencer desafios?

Com 34 cases sobre a aplicação desta tecnologia em diferentes áreas, epharma considera fundamental investir na capacitação  


Novas tecnologias, novos aprendizados. A capacitação para usar a inteligência artificial (IA) nas empresas têm gerado resultados na prática, como ocorre na epharma, uma das principais plataformas de gestão de benefícios de saúde do país. 

A empresa acaba de acelerar o tempo de integração de clientes ao convênio farmácia com o uso da IA passando de 40 horas para três minutos. Para resolver este desafio, a equipe de integração da epharma usou a tecnologia para criar textos (scripts) relacionados à requisição dos clientes. Mas a variação da data da chamada dos clientes trazia uma dificuldade para o processo. 

Foi então que Wagner dos Santos, líder da equipe, decidiu reformular a abordagem. Orientou a sua equipe a fazer uma pergunta específica, detalhando a formatação desejada para a data e a combinação entre login, senha e data. “Essa mudança permitiu à ferramenta de IA entender com clareza os requisitos e fornecer uma solução precisa”, afirma Santos. 

A empresa conta hoje com 34 cases sobre a aplicação da AI em diferentes áreas. O estímulo para usar esta tecnologia faz parte do Programa Lifelong Learning (LLL), que capacita e fortalece a cultura de inovação na organização. Em seis meses, 255 colaboradores foram certificados pelo programa, ou seja, quase 70%. Os cursos de Comunicação, Welcome to AI Age e AI for Leaders foram os mais procurados. 

Outro de case de sucesso foi a automação da gestão e do relatório de desempenho da agência interna de marketing da epharma, que envolvia, em média, 260 materiais de diferentes complexidades por mês. A geração do relatório, que durava oito horas, caiu para uma hora. 

“Liderar esse projeto foi extremamente gratificante! Eu já participei de inúmeros projetos, mas esse em especial me estimulou a aprender mais, a ficar atenta as oportunidades e tecnologias que pudessem trazer produtividade e dar mais visibilidade das entregas de valor da minha área. Um trabalho em equipe que uniu aprendizado, planejamento, dor do negócio e excelência técnica”, afirma Luciana Vicente, coordenadora de marketing e negócios da companhia. Atualmente, o processo de apresentações de ROI e desempenho são 100% automatizadas.
 

Novo patamar – Capacitar equipes para atuarem com novas tecnologias é uma busca constante da empresa. Neste contexto, a epharma acaba de fazer uma parceria com a plataforma de inovação Distrito, que contribuirá para elevar ainda mais o patamar de desenvolvimento de soluções que contribuam para o ecossistema da saúde no Brasil. 

“Esta é uma oportunidade para explorar ferramentas e novas possibilidades por meio de Open Innovation, como a prática de intraempreendedorismo, em um só lugar, para que mais de 400 epharmers possam colocar em prática os aprendizados das trilhas de desenvolvimento oferecidas pelo RH. A parceria também viabiliza a epharma a ter apoio de mais de 38 mil startups do ecossistema da Distrito para acelerar os projetos em desenvolvimento para transformar a área da saúde”, afirma Eduardo Mangione, CEO da epharma. “Este é mais um passo emocionante em direção ao futuro da epharma como líder em seu setor”, complementa.


Paraná é o terceiro estado que mais investiu em rodovias neste ano e setor de transportes está otimista para 2025

O estado investiu R$4,4 bilhões em rodovias entre janeiro e agosto de 2024; este valor é R$ 2 bilhões maior do que o registrado no mesmo período de 2023


Segundo a análise do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômica e Social (Ipardes) feita a partir dos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná acumulou uma alta de 2,7% entre julho de 2023 e junho de 2024. Neste período, o desempenho da economia estadual ficou acima da média nacional (2,5%) e de países como Espanha (2,4%), México (2,1%), Portugal (1,7%), França (1,1%), Reino Unido (0,3%) e Japão (0,1%).

 

O estado também vem se destacando em exportações de mercadorias como carnes suínas, fertilizantes e óleos vegetais, ultrapassando São Paulo e Rio Grande do Sul. Além disso, apenas em 2023, por possuir um favorecimento geográfico que conecta a Região Sul com outras regiões do país e por fazer fronteira com o Paraguai e Argentina, o Paraná atingiu uma receita de U$25,2 bilhões de produtos vendidos para outras nações, colocando-o como o quinto estado que mais exportou. 

 

Com o objetivo de seguir aumentando sua representatividade, o estado paranaense foi o terceiro que mais investiu em rodovias, ficando atrás apenas de São Paulo e Bahia, com uma aplicação de R$4,4 bilhões entre janeiro e agosto deste ano, valor R$ 2 bilhões maior do que o registrado no mesmo período de 2023. 

 

Para Silvio Kasnodzei, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), o ano de 2024 teve pontos positivos para o transportador, mas ainda há muito o que ser feito. “Para os paranaenses, o aprimoramento da iluminação em algumas vias, principalmente na região de Londrina, e a retomada das conceções dos lotes pedagiados foram dois marcos importantes. Agora, precisamos que os demais lotes sejam retomados com urgência”.

 

Silvio destacou que o setor de transportes está com boas expectativas para o próximo ano, mas ponderou a necessidade de ampliar os trechos da BR 376 e BR 277, que ligam Ponta Grossa e Guarapuava à Palmeira e se juntam ao se aproximar de Curitiba no trecho que leva ao porto de Paranaguá. Segundo o presidente, este projeto já tramita no poder público e sua evolução é aguardada pelo setor local. 

 

“Estamos otimistas com as oportunidades que existem para 2025, principalmente com o estudo do complexo rodoviário no Litoral do PR, que pode viabilizar a ligação das BR 116, BR 277, BR 376 e a PR 508 e assim melhorar o acesso aos portos paranaenses. Também aguardamos ansiosamente a liberação da ponte de integração entre o Brasil e o Paraguai, além é claro, do avanço econômico”, acrescenta Kasnodzei.

 

Apesar do avanço, investimento federal ainda é baixo

Mesmo estando entre os estados que mais investiram em estrutura logística local e contribuíram com o PIB nacional, o Paraná é o estado da Região Sul que menos recebeu investimentos federais em 2024 para a ampliação da sua malha rodoviária. Ao todo, foram recebidos cerca de R$455,4 milhões, contra R$1,1 bilhão para Santa Catarina e R$2,8 milhões para o Rio Grande do Sul.

 

De acordo com Silvio, a falta de infraestrutura adequada não é apenas um desafio do estado, mas nacional. “Os impactos pela falta total de estrutura rodoviária não só no Paraná, mas no Brasil, refletem em toda cadeia produtiva. Os custos pela baixa produtividade, pela falta de segurança e pelos altos custos com manutenção são repassados aos preços do frete. No final, todos pagam essa conta criada pelo desperdício e falta de investimentos.”

 

Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná - SETCEPAR


5 certificações essenciais para iniciar ou avançar na carreira de tecnologia

Canva
O mercado de tecnologia tem potencial para criar até 797 mil vagas de emprego até 2025, tornando-se uma grande oportunidade para quem busca novas possibilidades de carreira


De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, o mercado de tecnologia no Brasil vai gerar 797 mil vagas de emprego até 2025. Com o mercado de tecnologia em constante crescimento, obter certificações é fundamental para quem está ingressando na área. 

“As certificações aprimoram as habilidades, reforçam o currículo e ajudam o profissional a se destacar no mercado”, diz Iglá Generoso, CEO da DIO, startup de educação e recrutamento em tecnologia..

Pensando nisso, a DIO listou cinco certificações que vão aumentar suas chances de conquistar uma posição na área de tecnologia:

 

1. Certificação AZ-900: Microsoft Azure Fundamentals 

Essa certificação é ideal para quem deseja entender o básico de computação em nuvem usando o Azure, a solução de nuvem da Microsoft. Ela aborda os princípios fundamentais da nuvem, segurança, privacidade e compliance, oferecendo uma base sólida para quem quer ingressar em uma carreira focada em cloud computing e tecnologias Microsoft.

 

2. Certificação IA-900: Microsoft AI Fundamentals

Com o crescimento da inteligência artificial, essa certificação oferece uma introdução ao mundo da IA e ao uso do Azure AI. A certificação IA-900 é ideal para profissionais que querem explorar o potencial da IA, entender conceitos como aprendizado de máquina e inteligência artificial aplicada, e abrir portas para áreas como análise de dados, ciência de dados e machine learning.

 

3. AWS Certified Cloud Practitioner

Voltada para profissionais que estão dando os primeiros passos na nuvem, essa certificação da AWS cobre os conceitos essenciais da plataforma de nuvem da Amazon. É uma ótima escolha para quem quer se familiarizar com os serviços AWS e entender como a nuvem pode impulsionar soluções inovadoras. O conhecimento da AWS é altamente valorizado no mercado, e essa certificação é um excelente ponto de partida.

 

4. Certificação Internacional: Professional Scrum Master I (PSM I) da Scrum.org

Para quem deseja trabalhar em equipes ágeis, a certificação PSM I da Scrum.org é uma das mais reconhecidas na área. Ela comprova o entendimento das metodologias ágeis e do framework Scrum, mostrando aos recrutadores que você sabe colaborar e contribuir para o sucesso de uma equipe. Scrum é amplamente utilizado em projetos de tecnologia, e essa certificação é valiosa para quem deseja atuar em desenvolvimento de software ou gerenciamento de projetos.

 

5. GitHub Certification

Conhecer as ferramentas de controle de versão é fundamental, e o GitHub Certification comprova que você tem domínio sobre o uso do Git e do GitHub, essenciais para o desenvolvimento e colaboração em projetos. Essa certificação destaca sua capacidade de gerenciar e versionar código, o que é essencial em praticamente todas as carreiras na tecnologia.

 

Certificações 

Para quem quer iniciar na área de tecnologia ou se aprimorar e obter novas certificações, a DIO oferece mais de 1.750 cursos e bootcamps, incluindo preparações para certificações e formações nas áreas mais demandadas do mercado tech. A plataforma é uma porta de entrada para quem deseja ingressar no mercado de TI e desenvolver habilidades para se destacar em um setor com salários competitivos. 

Aproveitando o mês da Black Friday, a plataforma entrou na onda dos descontos e está com uma oferta exclusiva para quem assinar o plano DIO PRO Vitalício, durante o mês de novembro.



Black Friday: os cuidados e os direitos do consumidor

Mais uma edição da Black Friday, megaliquidação que passou a integrar o calendário do comércio brasileiro, acontecerá no dia 29 de novembro. Trata-se de uma das datas mais aguardadas pelos consumidores brasileiros. No entanto, nem tudo o que parece um grande desconto é de fato vantajoso. Por trás das promoções chamativas, podem haver práticas abusivas, preços maquiados e até golpes que comprometem a experiência de compra. Os maiores cuidados devem ser, principalmente, de usuários do chamado e-commerce, por conta de ofertas mais atrativas e facilidades proporcionadas pelas compras realizadas na internet. 

Apesar de ser uma excelente oportunidade para se comprar produtos e serviços com descontos acima do normal, a Black Friday também traz ao consumidor um aumento do risco de ter seus direitos violados. E caso tenha algum problema vinculado as comprar realizadas nesse período, o estabelecimento comercial, seja ele físico ou virtual, pode ter uma sanção administrativa ou judicial. O consumidor tem como seu principal aliado o Código de Defesa do Consumidor (CDC). 

O consumidor deve ficar atento a diversos pontos ao realizar suas comprar na Black Friday. Importante, em primeiro lugar, realizar uma boa pesquisa prévia do produto - informações gerais e valores -, além da idoneidade da loja procurada para evitar qualquer tipo de golpe nas lojas pela internet. Essa pesquisa também deve se estender para as promoções decorrentes de defeito no produto. Importante esclarecer que a lei não veda a comercialização de produto defeituoso quando asseguradas essas informações, muito embora o defeito não possa comprometer o funcionamento, o uso ou a finalidade do produto. Isso porque se não informado e o produto escolhido apresentar defeito, o estabelecimento comercial ou o fabricante deve consertar o produto em até 30 dias. Caso contrário, o consumidor poderá escolher entre trocar o produto por outro, em perfeitas condições de uso, receber de volta a quantia paga, devidamente atualizada, ou ter o abatimento proporcional do preço. 

Por isso, o CDC estabelece que o consumidor tenha todas as informações de forma clara e objetiva. Os consumidores têm o direito de acessar informações completas sobre produtos, serviços e condições de compra. Isso inclui: o preço, com valor correto, que  deve ser exibido de forma clara e sem práticas como "preço sob consulta"; a descrição do produto, com detalhes técnicos, funcionalidades, dimensões e eventuais defeitos devem ser destacados; as condições de pagamento, com as informações sobre parcelamentos, descontos para pagamentos à vista ou taxas aplicáveis; as informações de frete e entrega, com o prazo estimado de entrega e custos devem estar visíveis antes da conclusão da compra; além da política de troca e devolução, com as regras estabelecidas sobre prazos, custos e condições para devolução ou substituição de produtos. Possíveis omissões ou informações incompletas podem ser denunciadas aos órgãos de defesa do consumidor. E caso não seja resolvido, pode ser judicializado. 

Outro ponto importante é o direito ao arrependimento. O consumidor brasileiro tem o direito de se arrepender da compra no prazo de sete dias, contados da sua realização ou do recebimento do produto, independentemente da política de trocas e devoluções do estabelecimento comercial ou da existência de eventual defeito. 

Há, ainda, mais um direito importante que é constantemente violado neste tipo de megaliquidação, que é a proibição de publicidade enganosa. Na Black Friday, não é rara a “maquiagem” de preços, ou seja, a tentativa de algumas lojas em induzir o consumidor a acreditar que existe um desconto real quando, na verdade, era o mesmo encontrado em período anterior, ou correspondente, à redução do preço para o valor que se encontrava antes de aumentos realizados no período que antecedem a data. É importante denunciar esse tipo de prática como a "metade do dobro", por exemplo. Isso também pode render uma penalidade ao comerciante. O consumidor deve fugir desse tipo de golpe para evitar prejuízos. E, apesar de ser um período de ofertas, vale ressaltar que não existem ofertas milagrosas. Na maioria dos casos, descontos gigantescos estão ligados aos golpes e fraudes. 

Portanto, a Black Friday é uma ótima oportunidade para adquirir produtos desejados a preços reduzidos, mas exige atenção redobrada. o Código de Defesa do Consumidor é a principal arma do consumidor que, com planejamento, pesquisa e conhecimento de seus direitos, pode evitar armadilhas e aproveitar as melhores promoções de forma segura.

 

Natália Soriani - advogada e sócia do escritório Natália Soriani Advocacia



Apenas duas em cada cinco crianças em situação de vulnerabilidade social frequenta creches no Brasil

Estudo realizado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal mostra quepara 430 mil crianças em perfis prioritários, segundo o INC, o problema é falta de vagas e de unidades próximas


  • Das 4,6 milhões de crianças pertencentes a grupos prioritários identificados pelo Índice de Necessidade de Creche (INC), apenas 42,9% (1.951.373) frequentam as creches
  • Do total de crianças em situação de pobreza (1.307.927), 71,1% (930.128) não frequentam creche
  • Dentre as que estão fora da creche, 34,1% são por escolha dos pais ou responsáveis
  • Entre as regiões do país, o Norte apresenta a maior taxa de não frequência à creche das crianças do INC (79,4%), enquanto a região Sul tem a menor (47,2%)
  • Entre os estados, Amapá é o que atende menos as crianças com perfil prioritário do INC (92,4% estão fora da creche), e São Paulo é o que atende o maior percentual de crianças dos públicos prioritários do estudo (59,8%)
  • O Acre tem o maior percentual de não atendimento por falta de vagas (22,8%); a Paraíba apresenta o menor índice (5,4%)
  • Entre as capitais, 20,7% das crianças dos grupos prioritários de Campo Grande estão fora por falta de vagas ou de unidades próximas; em João Pessoa, são apenas 1,6% das crianças não matriculadas por estas razões 

Novos dados do estudo “INC - Índice de Necessidade de Creche Estados e Capitais”, elaborado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, com parceria técnica da Quantis, revelam desigualdades no acesso a creches no Brasil e investigam os principais motivos que levam à baixa frequência. Entre as crianças que mais se beneficiariam do acesso às creches, apenas duas em cada cinco frequentam essas unidades educativas. 

O relatório foi criado a partir dos dados do Índice de Necessidade de Creches (INC) – indicador que permite estimar o tamanho dos grupos que mais precisam de atendimento a partir de critérios de priorização para uma vaga em creche: famílias em situação de pobreza, famílias monoparentais, famílias em que o cuidador principal é economicamente ativo ou poderia ser, caso existisse a vaga, e famílias com crianças com deficiência. Os cálculos se baseiam no cruzamento de dados da Pnad, Pnad Contínua, Censo Escolar, Censo Demográfico 2010 e 2022, SIM & Sinan 2007-2022. 

Segundo os dados, em 2023, o INC a nível nacional atingiu 45,9%, o que significa que quase metade das crianças brasileiras de 0 a 3 anos (4,6 milhões) pertencem a grupos que seriam beneficiadas com acesso prioritário às creches. No entanto, a taxa de matrículas é significativamente menor para tais grupos: apenas 43% (1,9 milhão) dessas crianças estão nas creches. 

“O estudo reforça a importância de políticas públicas que promovam a expansão da educação infantil no Brasil, com foco na redução das desigualdades no atendimento à população mais vulnerabilizada. Investir em creches é uma questão de justiça social e um passo fundamental para o desenvolvimento do país”, explica Mariana Luz, CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. 

Uma análise segmentada deixa as desigualdades sociais ainda mais evidentes. Do total de crianças em situação de pobreza (1.307.927), 71,1% (930.128) não frequentam creche. Já entre o total de crianças filhos de mães/cuidador economicamente ativas (2.546.233), 48,9% (1.246.189) também não frequentam. 

Entre os estados, Roraima apresenta o maior percentual de crianças em situação de pobreza fora das creches: 95,4% das 9.963 crianças. Já São Paulo é o estado com o maior percentual de atendimento a crianças em situação de pobreza, com 54,7% das 120.630 crianças frequentando as creches.
 

Razões para a baixa frequência

O estudo investiga também os motivos que levam à não frequência de 2.598.067 crianças enquadradas nos critérios prioritários do INC: em 1.460.186 dos casos, não frequentar a creche é uma escolha dos responsáveis.

O acesso é outro fator que contribui para a baixa frequência: 191.399 das crianças dos grupos prioritários não frequentam a educação infantil porque não tem creche na localidade ou a creche fica distante, enquanto 238.424 não frequentam porque faltam vagas. Juntos, esses dois motivos representam 430 mil crianças. 

Regionalmente, o Acre apresenta o maior percentual de crianças sem atendimento por falta de vagas ou unidades (22,8%), enquanto a Paraíba tem o menor índice (5,4%). Entre as capitais, 20,7% das crianças dos grupos prioritários de Campo Grande estão fora contra apenas 1,4% em João Pessoa. 

Essa realidade escancara a necessidade urgente de ampliar e qualificar a oferta de creches, aproximando-as das famílias com estratégias organizadas para promover equidade, não permitindo que crianças mais vulnerabilizadas tenham seus direitos violados por obstáculos como a distância e a falta de vagas. O acesso à creche é um direito constitucional”, finaliza Luz. 

Esses e outros dados podem ser encontrados na biblioteca da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.


Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal



O futuro dos negócios liderados por mulheres depende de políticas públicas inclusivas, aponta especialista

Carine Roos, CEO da Newa, cita o acesso a financiamento, a inclusão digital e as barreiras culturais relacionadas ao cuidado como alguns dos desafios enfrentados
 

O empreendedorismo feminino vem crescendo e ganhando força no mundo dos negócios, trazendo inovação, diversidade e determinação ao cenário empreendedor. Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), realizada pelo IBGE, cerca de 9,3 milhões de mulheres estão à frente de negócios no Brasil. No entanto, elas ainda enfrentam obstáculos significativos em suas jornadas rumo ao sucesso. 

“Essas dificuldades refletem desigualdades estruturais que atravessam gênero, raça, classe, origem, identidade e orientação sexual. As sobreposições dessas identidades amplificam as discriminações, criando barreiras interseccionais que tornam ainda mais desafiador o desenvolvimento de negócios liderados por mulheres”, explica Carine Roos, fundadora e CEO da Newa, consultoria de impacto social. A especialista também aponta três áreas que necessitam de políticas públicas direcionadas para este público, abaixo:

 

1. Acesso ao financiamento

Segundo Carine, as empreendedoras no Brasil, especialmente aquelas que são negras, de classes mais baixas ou que pertencem a grupos historicamente marginalizados, enfrentam um acesso significativamente mais limitado ao financiamento. “Essa barreira se deve tanto à discriminação de gênero quanto à sobreposição de raça, classe e origem, o que reforça as desigualdades estruturais. Políticas públicas precisam ser desenhadas para oferecer linhas de crédito inclusivas e específicas, com foco na equidade racial e de gênero. É essencial que essas políticas incluam microcrédito, facilitem garantias para mulheres de baixa renda e incentivem investidores a apoiarem negócios diversos”, destaca.

 

2. Tecnologia e digitalização

Atualmente, a digitalização é uma das maiores oportunidades para o crescimento econômico, mas o público feminino ainda enfrenta múltiplas formas de discriminação. Este, muitas vezes, não têm os mesmos recursos ou acesso a ferramentas tecnológicas que os homens. “Barreiras como a falta de infraestrutura digital, dificuldades econômicas e o preconceito em relação à capacidade técnica delas, especialmente negras e de baixa renda, impedem a plena participação dessas empreendedoras no ambiente digital. Políticas públicas precisam promover a inclusão digital de forma intencional, com programas que ofereçam capacitação, suporte para a digitalização de pequenas e médias empresas, além de acesso facilitado à internet de qualidade em todas as regiões do país”, explica Carine.

 

3. O papel das mulheres no cuidado

As barreiras históricas e culturais relacionadas ao papel de cuidadoras que as mulheres ocupam na sociedade brasileira impactam diretamente sua capacidade de empreender, é o que aponta Carine: “As normas culturais que reforçam a ideia de que elas devem assumir a responsabilidade pelo cuidado de crianças, idosos e pelas tarefas domésticas limitam o tempo e os recursos que podem dedicar ao crescimento de seus negócios. Campanhas educativas que desafiem essas normas culturais e promovam a igualdade de responsabilidades entre gêneros são uma forma de reduzir o peso do trabalho de cuidados sobre as empreendedoras”, finaliza a especialista. 

Com políticas públicas direcionadas para superar esses três obstáculos, não apenas o crescimento de negócios liderados por mulheres será impulsionado, mas também haverá uma contribuição significativa para a redução das desigualdades estruturais que limitam o pleno potencial das empreendedoras atuais. Aliadas a uma mudança cultural que redistribua as responsabilidades de cuidado, essas medidas podem transformar o empreendedorismo feminino em uma verdadeira força motriz para o desenvolvimento econômico e social do país, promovendo um futuro mais equitativo e próspero.


Newa
Acesse o site da Newa e saiba mais.


Dia do Estudante: entenda a importância dessa data

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A data reforça o papel crucial do ensino de qualidade para os jovens e o impacto positivo na sociedade
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O mês de novembro é marcado pela celebração do Dia Internacional do Estudante, data dedicada ao reconhecimento dos alunos do mundo todo que têm como meta atingir os seus objetivos através da educação. Além disso, a data reforça importantes debates sobre os desafios enfrentados pelos estudantes em busca de melhores condições de ensino em todo o mundo. De acordo com o Censo Escolar 2023, o Brasil tem 47,3 milhões de estudantes, considerando todas as etapas educacionais, distribuídos em 178,5 mil escolas.
 

A data foi escolhida, pois, em 17 de novembro de 1939, em Praga, capital da Tchecoslováquia, estudantes se manifestaram contra a ocupação alemã e as repressões políticas que estavam sendo impostas pelo regime de Hitler. Onde as autoridades nazistas revidaram prendendo e enviando os estudantes para campos de concentração e até mesmo o assassinato de alguns. Já em 1941, a União Internacional dos Estudantes (UIE), que representava organizações estudantis de vários países, estabeleceu a data como o Dia Internacional do Estudante em homenagem aos estudantes mortos e à resistência estudantil.
 

Atualmente, em um mundo em constante mudança, o papel do estudante se destaca como um dos principais instrumentos de empoderamento individual e coletivo, essencial para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Com a educação como base para a transformação social, o Dia Internacional do Estudante reforça a importância da reflexão sobre a educação como um direito indispensável de todos os estudantes. No cenário internacional, movimentos como o Global Education Movement, liderado por organizações como a UNESCO e a ONU, trabalham para garantir que a educação seja acessível, inclusiva e de qualidade para todos.
 

Além disso, a conquista do direito à meia-entrada para estudantes, instituída pela Lei Federal nº 12.933/2013, representa um importante avanço no acesso à cultura, lazer e entretenimento para os estudantes no Brasil. Por esses motivos, o Documento Nacional do Estudante (DNE) é uma importante ferramenta para a promoção da democratização da cultura e do conhecimento no país, com o objetivo de incentivar a participação dos estudantes na vida cultural e social do país.
 

DNE - Documento Nacional do Estudante é o documento oficial das entidades estudantis nacionais UNE, UBES e ANPG, que, de acordo com a Lei 12.933/2013, garante a meia-entrada a estudantes do ensino infantil, fundamental, médio/técnico, graduação e pós-graduação.

O Documento Nacional do Estudante segue o padrão nacional com certificado digital que garante que somente estudantes possam usufruir do direito à meia-entrada, evitando fraudes e garantindo que os preços nos cinemas e eventos culturais permaneçam acessíveis à classe estudantil.


O ganha-ganha dos empreendimentos multipropriedades

Quando se trata de desenvolvimento de municípios, as iniciativas que aliam poder público, expertise privada e interesse de investidores têm boas chances de sucesso. É essa a receita que explica o êxito da multipropriedade de imóveis, que já se provou um impulsionador do turismo e da geração de emprego e renda em algumas regiões do Brasil. O formato nasceu na França no pós-guerra, como uma resposta à necessidade de reconstruir áreas devastadas.

Nesse modelo, a propriedade é compartilhada por vários donos. Na prática, eles adquirem frações (cotas) do imóvel, do qual podem usufruir em datas determinadas do ano, proporcionais ao valor pago para a compra das respectivas frações. Além das datas, os donos do imóvel também rateiam os custos fixos e de manutenção. Por isso, a multipropriedade é ideal em regiões paradisíacas ou com potencial turístico, permitindo o uso do imóvel para hospedagem de turistas.

Há vários exemplos bem-sucedidos, como a cidade de Orlando, na Flórida, campeã em quantidade de empreendimentos multipropriedade. No Brasil, um dos casos mais emblemáticos é o de Olímpia, município paulista de 55 mil habitantes. Ainda no mercado brasileiro, também são destaques mega complexos em Caldas Novas, em Goiás, Armação dos Búzios, no Rio de Janeiro, em Aquiraz, no Ceará, e em Gramado, na serra gaúcha.

O poder que a multipropriedade tem para desenvolver uma cidade passa pelo fato de incentivar um fluxo constante de turistas. Como cada proprietário de cota tem direito a usar o imóvel por um período (a depender da quantidade de frações em que o imóvel foi “dividido”), o município pode contar com a presença dos visitantes durante todo o ano – deixando de depender dos períodos de alta temporada. Com essa previsibilidade, o varejo, as agências de turismo, os restaurantes, bares e demais integrantes da cadeia do turismo podem planejar investimentos e contratar mão de obra. É criação direta de emprego e renda, além de arrecadação de impostos para os cofres municipais.

Do ponto de vista do comprador, a multipropriedade é uma forma de diversificação de investimentos no mercado imobiliário. Além de demandar um desembolso bem menor para a aquisição de frações em comparação ao valor pago na compra integral de um imóvel, a liquidez é maior. Ou seja, em caso de venda das frações, a negociação costuma ser facilitada, pois o valor de venda é menor em relação ao preço integral do imóvel - e a compra das frações pode ser feita por proprietários que desejarem garantir mais datas para o uso.

O estudo Cenário de Desenvolvimento das Multipropriedades no Brasil, da Caio Calfat Real Estate Consulting, o valor geral de vendas (VGV) no Brasil somou R$ 79,5 bilhões em 2023, representando alta de 33% na comparação com o registrado em 2022. No final de 2023, havia no país 200 empreendimentos multipropriedade, em 89 cidades de 19 Estados. Nos EUA, país que tem o maior mercado desse modelo, são 2,5 mil.

Em 2023, a multipropriedade chegou a novos destinos turísticos brasileiros: Atibaia (SP); Maragogi e Barra de São Miguel (AL); Conde (PB); Porto Belo, Itá e Tijucas (SC); e São Francisco de Paula (RS). O modelo pode, ainda, ser uma alternativa para a reconstrução de áreas do Rio Grande do Sul atingidas pela tragédia das chuvas de maio passado, já que o Estado tem diversas regiões com vocação turística. Atuando no sul do País, inclusive, é reconhecida a Gramado Parks, que tem um catálogo com imóveis de multipropriedade em várias localidades. Outros exemplos são o Lagoa Eco Towers, em Caldas Novas (GO), Golden Tulip Gravatá (PE) e Livyd Angra dos Reis (RJ).

Muitas cidades brasileiras que nem sequer são lembradas pelos viajantes podem passar a fazer parte do mapa do turismo ao adotar a multipropriedade. Mas, para isso, é necessário um esforço conjunto. Até porque o resultado dessa equação é positivo para todos os envolvidos: as cidades têm melhora socioeconômica, os investidores diversificam os portfólios, os empreendedores criam mais projetos e as prefeituras podem aumentar a arrecadação. Um ganha-ganha em que vale a pena apostar.

 



Marcos Jorge - CEO da RTSC Holding



Cansada de estar exausta

Eu estou exausta. Fico tentando esconder isso da minha família e dos meus colegas de trabalho, mas a verdade é que estou exausta. Afinal, quem não está? Estamos vivendo a sociedade do cansaço e a era da glorificação do ocupado. Com a popularização dos smartphones, que tornou invisível as barreiras entre trabalho e vida pessoal, sinto que meu trabalho é sem fim. 

Além de tudo isso, eu me sinto culpada quando paro para descansar — na verdade, descanso virou sinônimo de dormir. A máxima “trabalhe enquanto eles dormem” tomou a sociedade como um todo e parece que a todo momento precisamos otimizar tempo. E otimizamos para quê? 

A Organização Mundial da Saúde promoveu um longo estudo em 2019 e depois novamente em 2022 sobre exaustão, ansiedade e burnout, atualmente identificando esse estado como uma crise crônica. No ranking mundial, o Brasil fica em 8º lugar na pesquisa de International Stress Management Association (Isma-BR) , ficando na frente de China e EUA. 

Nessa dicotomia entre exaustão e maximização do tempo, as mulheres acabam se apropriando ainda mais dessa figura. Na tentativa de sermos “aquela que dá conta”, que “consegue congelar os efeitos do tempo” em sua aparência enquanto constrói uma carreira admirável, com um parceiro que é complementar e parece ser perfeito para ela e uma mãe exemplar. 

Vivemos uma sensação de que a lista é infinita de coisas e nunca seremos boas o suficiente nessa lista. No âmbito de mãe, mulher, cuidar do corpo, se relacionar com as pessoas que você ama e estar presente, o resultado é sempre um acúmulo de funções e expectativas que formam o “trabalho invisível das mulheres”. 

O trabalho invisível começa com o que pode ser chamado de “trabalho emocional”, ou seja, expectativas que se tem sobre as mulheres sobre possíveis funções destinadas a nós nos ambientes de trabalho. Espera-se que sejamos mais tolerantes, pacificadoras e conciliadoras. Esse trabalho emocional, além de ser completamente exaustivo, não recebe remuneração ou reconhecimento e não consta na descrição de cargo de nenhuma função. 

Eu sempre quis trabalhar na área comercial. Estar à frente do negócio, fazer relacionamento com clientes, bater metas, etc. Porém, por alguns bons anos da minha trajetória eu não podia estar na cadeira comercial. Então me colocavam na área de marketing e trade marketing a fim de satisfazer minha vontade, mas sem estar, de fato, à frente de uma carteira de clientes. 

Apenas alguns anos depois, quando o Gerente Comercial pediu férias, que me deixaram cobrir a carteira dele e só a partir dos excelentes resultados que apresentei é que me deixaram ingressar na carreira de vendas. Deixaram. Ainda é inaceitável entender que para seguir a carreira que eu queria e merecia, alguém precisou deixar isso acontecer, como se eu não tivesse habilidades e nem o poder sobre minha trajetória. 

Foram-me sugeridas várias profissões como RH, marketing, atendimento. Em qualquer carreira que eu escolhesse, com certeza me cobrariam performar um estereótipo de feminilidade, leveza e simpatia. Além disso, espera-se das mulheres que elas consigam antecipar necessidades dos outros: antecipar quando algo irá faltar em casa, antecipar os desejos da família, se preocupar com as refeições previamente. 

Afinal, o trabalho emocional exigido nos ambientes corporativos se estende na jornada extra em casa, o qual também é invisível. Estima-se que as mulheres trabalhem cerca de 20 horas semanais a mais do que homens para poder ”dar conta de tudo” e ainda estarmos bem vestidas e jovens. 

Dados mostram que mais de 2,5 milhões de mulheres desistiram de trabalhar e de construir uma carreira em 2022 para cuidar de parentes ou de tarefas domésticas, ou mesmo as que procuravam, mencionaram esses fatores como impeditivo para ter uma ocupação remunerada. O número de homens que não trabalham por esses motivos é de apenas 80 mil, ou 4% do total. Isso, sem dar destaque ao recorte social e de raça, que deixa esse número ainda mais alarmante, segundo os dados da Síntese de Indicadores Sociais 2023, estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

É muita coisa. O fardo é muito pesado. Nos últimos anos, ganhamos espaço e, de acordo com o Censo de Diversidade da Escola Korú, no qual já entrevistamos mais de 10 mil funcionários do setor privado e público, a participação de mulheres no mercado de trabalho segue aumentando, mas sem o reequilíbrio do “trabalho invisível” das mulheres. A tendência é um acúmulo muito maior de funções. 

Resolver essa equação parece bem complexo e realmente é, mas garanto ser também possível. Para o movimento acontecer é preciso falar sobre e discutir as nossas expectativas e do mercado, em relação à nós mulheres. E quando digo “mulheres”, eu me refiro às muitas mulheres e suas funções que cada uma de nós ocupa na sociedade. Estamos cansadas de estar exaustas.

Raissa Florence — A cofundadora e Diretora de Growth da Koru é formada em Relações Internacionais e Economia e pós-graduada em Análise de Dados. Atuou como diretora comercial na Contabilizei, Head Comercial na Remessa Online, Líder de Startup dentro da Cremer e teve atuação forte na área de Gente & Gestão na Ambev, em programas de desenvolvimento de liderança. Nos últimos anos, dedicou-se ao desenvolvimento de negócios disruptivos e tech.


Black Friday 2024: Aproveite as oportunidades sem o risco de ficar no vermelho

Especialista dá dicas para gastar com cautela, evitando o endividamento

 

A Black Friday é um dos eventos mais aguardados pelos consumidores, oferecendo descontos atraentes em uma variedade de produtos e serviços. No entanto, a empolgação pode levar algumas pessoas a gastar mais do que o planejado, resultando em dívidas indesejadas. Para evitar esse cenário, é essencial adotar uma abordagem consciente e cautelosa ao fazer compras nesta data. 

 

"Datas como a Black Friday naturalmente desencadeiam o desejo de adquirir produtos que, em outras circunstâncias, seriam considerados dispensáveis. Por isso, é fundamental desde já estabelecer uma organização que permita realizar compras vantajosas, sem correr o risco de se endividar", esclarece Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal 100% online.

 

Por isso, a executiva elenca quatro dicas para ajudar quem quer aproveitar as ofertas de forma responsável e sem se endividar. Confira:

 

1. Orçamento antes de mais nada

O primeiro passo para evitar dívidas durante a Black Friday é criar um orçamento claro e realista para as compras. Determine quanto dinheiro você pode gastar sem comprometer suas finanças pessoais. Lembre-se de levar em consideração suas despesas regulares, como contas mensais, alimentação, internet, água e luz antes de gastar. Ao estabelecer um limite, você terá um guia que evitará gastos impulsivos.

 

2. Faça uma lista de prioridades

Após definir seu orçamento, faça uma lista de prioridades. Identifique os produtos ou serviços que você realmente precisa ou deseja adquirir. Concentre-se nas categorias que mais se alinham com seus objetivos financeiros e necessidades atuais. Ter uma lista pré-determinada ajudará a evitar compras por impulso e a garantir que você adquira itens que realmente agreguem valor à sua vida.

 

3. Pesquise antes de comprar

Antes de comprar qualquer coisa, faça uma pesquisa detalhada sobre os produtos ou serviços em que você está interessado. Compare preços em diferentes lojas, procure análises de outros consumidores e avalie a qualidade e durabilidade dos itens. Lembre-se de que um desconto nem sempre representa um bom negócio se o produto não atender às suas expectativas. Além disso, certifique-se de estar ciente das políticas de devolução e garantia da loja para evitar arrependimentos.

 

4. Gerencie bem seu cartão de crédito

Apesar de útil, o cartão de crédito pode se tornar um problema, caso não seja usado com bom senso. Por conta da facilidade em parcelar compras, muitas pessoas acabam usando esse recurso até mesmo em compras pequenas, que poderiam ser pagas à vista com desconto, correndo o risco de perder o controle. O ideal é que o cartão seja utilizado somente para contas fixas, valores muito altos que realmente dependem de parcelamento ou emergências. E, claro, sempre de olho nas taxas de juros na hora de parcelar.

 

“A Black Friday é uma oportunidade para economizar dinheiro, mas também um momento para agir com cautela e evitar dívidas desnecessárias. Com planejamento e moderação, é possível aproveitar as ofertas de forma responsável e garantir que suas finanças permaneçam saudáveis”, orienta Thaine.

 


Simplic



Fim de ano com pé na areia: brasileiros preferem praias para viajar no Natal e Ano Novo, segundo Booking.com

Balneário Camboriú, Fernando de Noronha e Porto de Galinhas são destaque nas duas datas


À medida que as ruas começam a brilhar com luzes e enfeites de Natal, e a contagem regressiva para os fogos de artifício se aproxima, é sinal de que o final do ano está chegando. Nesse clima festivo, os brasileiros se lançam no planejamento de suas férias de verão, em busca de momentos de descontração e celebração. Uma pesquisa* encomendada pela Booking.com - uma das maiores plataformas de reservas de hospedagem, voos e outros serviços de viagem - revelou os dez destinos mais populares entre os turistas do país para viajar durante o Natal e o Ano Novo no Brasil.

O réveillon do brasileiro será com o pé na areia: os dez destinos que os viajantes do Brasil mais gostariam de ir para passar o Ano Novo são cidades praianas. Já para esperar o Papai Noel, Campos do Jordão se destaca como o único destino fora do litoral.

Além disso, nove destinos de praia aparecem nas duas listas e se destacam entre as cidades mais procuradas nos dois feriados: Fernando de Noronha, Maragogi, Recife, Natal, Porto de Galinhas e Arraial da Ajuda, no Nordeste; Balneário Camboriú e Florianópolis, no Sul; e Rio de Janeiro, no Sudeste.


     

Natal

A importância de estar com a família é um consenso entre os brasileiros: 53% dos entrevistados costumam viajar com os familiares no Natal, e 24% com o marido ou a esposa, o que confirma que esse momento é de união e celebração. Nessa época do ano, as atividades nas viagens priorizam momentos como relaxar e ficar com a família (42%) e participar de tradições locais (17%).  Além disso, um em cada três viajantes prefere ficar hospedado em casa própria, de amigos ou parentes (30%), e um número parecido (29%) tem preferência por hotéis nesse período do ano. Por fim, 64% dos turistas do país priorizam o avião como meio de transporte para viajar no Natal.

 

Top 10 destinos onde os brasileiros gostariam de passar o Natal

1) Balneário Camboriú (Santa Catarina)

2) Fernando de Noronha (Pernambuco) e Maragogi (Alagoas) - empatados

3) Porto de Galinhas (Pernambuco)

4) Arraial d’Ajuda (Bahia)

5) Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)

6) Campos do Jordão (São Paulo)

7) Recife (Pernambuco)

8) Natal (Rio Grande do Norte)

9) Florianópolis (Santa Catarina)

 

Ano Novo

Por outro lado, nos dias próximos ao Ano Novo, a energia muda e, além de relaxar e ficar com amigos e família (29%), festas e shows também são a preferência para celebrar a virada por quase um terço dos entrevistados (29%). Em relação às acomodações, os viajantes tem preferência por hotéis (32%) e resorts (23%) nessa época do ano, além de uma maior disponibilidade para campings, sendo a escolha de 6% do público entre 35-44 anos.

Além disso, se tivessem que escolher uma época do final de ano para viajar entre os meses de férias (dezembro, janeiro e fevereiro), Natal, Réveillon e Carnaval, 26% das pessoas escolheriam o Ano Novo para realizar uma viagem no verão.

 

Top 10 destinos onde os brasileiros gostariam de passar o Ano Novo

1) Fernando de Noronha (Pernambuco)

2) Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)

3) Balneário Camboriú (Santa Catarina)

4) Porto de Galinhas (Pernambuco)

5) Maragogi (Alagoas)

6) Florianópolis (Santa Catarina)

7) Arraial d’Ajuda (Bahia)

8) Salvador (Bahia)

9) Natal (Rio Grande do Norte)

10) Recife (Pernambuco)

 

*Pesquisa encomendada pela Booking.com e realizada de maneira independente com 1.200 entrevistados do Brasil. Para participar dessa pesquisa, as pessoas deveriam ter mais de 18 anos, terem viajado a lazer pelo menos uma vez nos últimos 12 meses e estarem planejando uma viagem nos próximos 12 meses. A pesquisa foi feita on-line em julho e agosto de 2024.

 

Booking.com 

 

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