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terça-feira, 19 de novembro de 2024

Décimo terceiro salário em dia evita multas e ações trabalhistas para empresas

Primeira parcela deve ser paga até 30 de novembro. Empresas precisam se planejar para evitar riscos financeiros e jurídicos.

 

O fim de ano se aproxima e, com ele, o pagamento do décimo terceiro salário, um direito garantido a todos os trabalhadores com carteira assinada. Para muitos, o benefício extra representa uma ajuda importante nas despesas de final de ano. Mas para as empresas, o pagamento do décimo terceiro exige um bom planejamento financeiro e atenção aos prazos, já que o descumprimento dessa obrigação pode resultar em sérias consequências jurídicas e financeiras.

 

De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o não pagamento do décimo terceiro dentro dos prazos pode resultar em multa administrativa. “O valor da multa pode variar dependendo da quantidade de empregados afetados e do tempo de atraso. Além disso, o empregador pode ser obrigado a pagar juros sobre o valor devido, o que aumenta ainda mais o custo do descumprimento”, explica o advogado especialista em gestão de riscos, Sandro Wainstein.

 

Além disso, se o décimo terceiro salário não for pago, os empregados têm o direito de entrar com uma ação trabalhista. Wainstein explica que “nesse caso, além de terem o direito de receber o benefício, os trabalhadores podem reivindicar danos morais e, em alguns casos, até mesmo indenização por danos materiais devido ao descumprimento da lei. Isso gera custos adicionais para a empresa, como honorários advocatícios, e pode prejudicar a sua imagem no mercado”.

 

Como funciona o décimo terceiro salário?

 

O décimo terceiro salário é uma remuneração adicional que corresponde a um salário extra, pago no final do ano. Ele deve ser pago em duas parcelas:

 

-Primeira parcela: deve ser paga até 30 de novembro, correspondente a 50% do valor total do décimo terceiro.

 

-Segunda parcela: deve ser paga até 20 de dezembro, completando o valor total do benefício, com possíveis descontos de INSS e Imposto de Renda, quando aplicável.

 

-Todos os trabalhadores com vínculo empregatício formal (CLT) têm direito ao décimo terceiro, independentemente do tipo de empresa ou da sua função.

 

Para as empresas, o pagamento do décimo terceiro salário é mais do que uma obrigação legal: é uma questão de gestão de riscos. Sandro Wainstein alerta sobre a necessidade de um bom planejamento financeiro. “A gestão de riscos envolve antecipar problemas antes que eles aconteçam. Para as empresas, isso significa garantir que o pagamento do décimo terceiro não cause um impacto negativo no fluxo de caixa, evitando surpresas e consequências jurídicas. Cumprir com essa obrigação de forma regular e dentro do prazo é uma forma de assegurar a continuidade das operações e a confiança dos empregados e do mercado”, relata o advogado.

Por isso, as empresas devem estar preparadas financeiramente para honrar o pagamento do décimo terceiro salário, principalmente considerando que ele impacta diretamente o caixa da companhia. O planejamento é essencial para evitar complicações no final do ano e garantir que os recursos estejam disponíveis para o pagamento das parcelas no momento certo.

“Se você é empresário, organize-se agora para garantir o pagamento regular do décimo terceiro salário e evitar surpresas no fim do ano”, finaliza Wainstein.

  

Sandro Wainstein
www.wainstein.com.br

 

Dia da Consciência Negra: Urbia destaca cultura afro-brasileira com programação gratuita em parques da cidade de São Paulo

Atividades serão realizadas em novembro nos Parques Ibirapuera, Tenente Brigadeiro Faria Lima e Jacintho Alberto


O Dia da Consciência Negra é uma data que destaca a contribuição essencial das pessoas pretas para a formação e desenvolvimento da sociedade brasileira e reforça a contínua luta contra o racismo e a desigualdade racial, desafios que ainda persistem na sociedade. Com o objetivo de promover a conscientização sobre a urgência do combate ao preconceito e reafirmar seu compromisso com a diversidade, cidadania, cultura e inclusão, a Urbia, gestora dos Parques Ibirapuera, Tenente Brigadeiro Faria Lima e Jacintho Alberto, convida as famílias para uma programação especial gratuita repleta de atividades voltadas ao dia 20 de novembro.

 

Parque Ibirapuera

Estação Biodiversidade - Diversidade afro-brasileira

Data: 23, 24, 30 de novembro e 1 de dezembro

Horário: 14h às 17h

Sobre: a flora do Parque Ibirapuera proporciona uma conexão especial com o continente africano. O espaço abriga uma vegetação rica, que inclui espécies como: tâmaras, espatódeas, dendezeiros, mantos-do-rei, amarelinhas e o flamboiants. Nesta Estação Biodiversidade, as famílias aprenderão mais sobre a importância da flora a partir de jogos, contação de histórias e identificação de espécies de árvores e arbustos de origem africana presentes no Ibirapuera.

Faixa-etária: livre para todos os públicos

Local: parquinho em frente às quadras esportivas

Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral - Vila Mariana, São Paulo - SP, 04094-050

 

Festival Ocupa MAB

Data: 20 de novembro

Horário: 11h às 21h

Sobre: o Festival Ocupa MAB chega à sua 3ª edição, trazendo uma programação vibrante e diversificada que celebra a cultura afro-brasileira e africana. O evento reúne atividades culturais, artísticas e gastronômicas, com o objetivo de promover a valorização e o reconhecimento das tradições africanas. O público poderá assistir à apresentação do Grupo Cupuaçu, que trará o Tambor de Crioula, manifestação cultural tradicional do Maranhão, que mistura dança, música e canto, com forte influência das culturas afro-brasileiras. Além da “Kiki Ball Afrodiaspórica”, um evento que une dança e moda para celebrar as influências afro na sociedade. A programação também contará com uma feira gastronômica, onde chefs irão apresentar pratos inspirados nas ricas tradições culinárias da África, proporcionando uma verdadeira imersão nos sabores e saberes do continente.

Faixa-etária: livre para todos os públicos

Local: Museu Afro Brasil

Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral - Vila Mariana, São Paulo - SP, 04094-050 – Portal 10

 

Parque Tenente Brigadeiro Faria Lima

Investigando a Cultura Afro-Brasileira

Data: 23 de novembro

Horário: 10h

Sobre: nesta atividade, as crianças estão convidadas a criarem juntas um mapa que expanda seus conhecimentos sobre a cultura africana e sua influência no território brasileiro. Com o auxílio de imagens ilustrativas, os pequenos poderão aprender sobre a culinária, dança, instrumentos musicais, além de conhecer a história de ativistas, políticos e artistas importantes.

Faixa-etária: livre para todos os públicos

Local: administração do Parque

Endereço: Rua Heróis da FEB, 322 - Parque Novo Mundo, São Paulo - SP, 02188-040

 

Parque Jacintho Alberto

Exposição de Capoeira

Data: 23 de novembro

Horário: 10h

Sobre: o público do Parque Jacintho Alberto terá a oportunidade de apreciar à uma apresentação de capoeira, manifestação cultural brasileira reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO desde 2014, que combina arte marcial, dança, música e expressão corporal. Originária das populações africanas escravizadas, especialmente das regiões de Angola, Congo e Moçambique, a modalidade foi desenvolvida no Brasil, entre os séculos XVII e XIX, tendo suas raízes nas comunidades quilombolas e nas rodas de capoeira, onde os povos pretos, apesar da opressão, conseguiram expressar sua resistência e preservar aspectos culturais africanos.

Faixa-etária: livre para todos os públicos

Local: espaço multiuso do Parque

Endereço: Rua Talófitos, 16 - Jardim Cidade Pirituba, São Paulo - SP, 02945-170

 

Urbia Gestão de Parques
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BOLETIM DAS RODOVIAS

Sistema Anhanguera-Bandeirantes registra tráfego carregado nesta manhã

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na manhã desta terça-feira (19). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - Na rodovia Anchieta (SP-150), sentido capital, há interdição do km 56 ao km 40 para realização de obras, entre o km 13 e 10 e do km 22 ao km 17 há congestionamento, para quem segue pelo sentido litoral tráfego é lento do km 38 ao km 46. Na Rodovia dos Imigrantes (SP-160), o tráfego está congestionado no sentido capital do km 58 ao km 50 e lento entre o km 18 ao km 14, sentido litoral o tráfego é normal. 

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330), sentido capital, registra congestionamento do km 15 ao km 11+360 e entre o km 112 ao km 104, também há lentidão do km 62 ao km 60, entre o km 22 ao km 21 e tráfego intenso do km 95 ao km 92, sentido interior o tráfego é lento do km 96 ao km 98. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido capital, há lentidão do km 53 ao km 50, congestionamento do km 20 ao km 13+360 e tráfego intenso e do km 93 ao km 90, sentido interior, tráfego normal.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270), sentido capital, apresenta tráfego lento do km 37 ao km 34, no sentido interior o tráfego é normal. Na Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido capital, há congestionamento do km 33 ao km 24 e do km 18 ao km 16, entre o km 15 ao km 13+700 o tráfego é lento, no sentido interior o tráfego é lento do km 20 ao km 24.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor apresenta tráfego lento do km 25 ao km 17 no sentido capital, no sentido interior o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Metrô de São Paulo recebe programações culturais e aquece o público para a IV Expo Internacional Dia da Consciência Negra

Serão diversas atrações de dança, música, sessões de cinema, além projeção mapeada no centro e em bairros periféricos da cidade


Com a proximidade da IV Expo Internacional Dia da Consciência Negra, marcada para os dias 22, 23 e 24 de novembro, no Pavilhão 3 do Distrito Anhembi, em São Paulo, a cidade se prepara para receber uma programação que promete aquecer o público com diversas ativações sobre a cultura negra. 

No dia 19 novembro, as estações mais movimentadas do Metrô serão palco de apresentações de dança, música e sessões de cinema, com produção da QTal Cinema e curadoria da Spcine. Já nos dias 20 e 21 as ruas da capital estarão estampadas com arte através de projeções digitais do coletivo Quebrada Viva. 

As ações são totalmente gratuitas e promovidas pela Prefeitura Municipal de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Relações Internacionais, e prometem dias de muita reflexão, arte e cultura, além de celebrar a contribuição da população negra para a construção da sociedade brasileira. 

Confira detalhes da programação pré IV Expo Internacional Dia da Consciência Negra:

 

Ações no Metrô

Cinema

No dia 19 de novembro, uma ação inédita invade a Estação Itaquera: sessões de cinema com curtas-metragens sobre cultura afro e combate ao racismo. Com direito a pipoca e refrigerante, o público poderá refletir e celebrar a luta por um mundo mais justo, além de conferir filmes sobre a temática da resistência negra.

Horário: das 16h às 20h.

 

Música e dança no metrô

Na mesma data, os passageiros que percorrerem por cinco das estações mais movimentadas do Metrô, como a da República, Luz, Ana Rosa, Tatuapé e Itaquera, terão a oportunidade de conferir uma série de apresentações artísticas a partir das 18 horas.

 

• Estação República: Baile do Sagatiba convida os Diplomatas Personal

Dancers

• Estação Luz: Os Príncipes do Modão

• Estação Ana Rosa: Samba Jazz

• Estação Tatuapé: Zeca do Cavaco & Amigos

• Estação Itaquera: também contará com uma atração de dança.

 

Projeções Mapeadas: Uma Onda de Luz e Conscientização 

O coletivo Quebrada Viva levará projeções digitais para as ruas de São Paulo nos dias 20 e 21 de novembro. As imagens serão adaptadas para exibição em prédios da cidade, com o conceito da identidade visual do evento e destaque para a arte e a resistência negra. 

No dia 20, as exibições estarão concentradas no centro da cidade e no dia 21, os bairros localizados nas periferias das quatro regiões da capital, serão coloridos com figuras de laser com a temática do evento.

 

Sobre a IV Expo Internacional Dia da Consciência Negra 

Realizado desde 2021 pela Secretaria Municipal de Relações Internacionais, o evento integra a política pública: São Paulo, Farol de combate ao Racismo Estrutural. A edição de 2024 terá como tema “Os Griôs”, conhecidos como contadores de histórias sábios e respeitados, segundo a tradição africana.

O evento será realizado no Pavilhão de Exposições do Distrito Anhembi, com a expectativa de superar o recorde de público da sua edição anterior, que concentrou mais de 30 mil visitantes em uma programação repleta de gastronomia, shows, palestras, atividades culturais e conexão com as raízes africanas.

 

SERVIÇO:

Pré-Evento | Ações no Metrô

Música e dança: 19 de novembro de 2024 às 18h

Local: Metrô de São Paulo, nas estações República (Linhas 2-Vermelha e 4-Amarela), Luz (Linhas 1-Azul e 4-Amarela), Ana Rosa (Linhas 1-Azul e 3-Verde), Tatuapé e Itaquera (Linha 2-Vermelha).

Sessões de cinema: 16h às 18h

Local: Estação Itaquera (Linha 2-Vermelha).

 

IV Expo Internacional Dia da Consciência Negra 2024

Data: 22 a 24 de novembro de 2024

Horário: 10h às 22h

Local: Distrito Anhembi, Pavilhão 3 - Av. Olavo Fontoura, 1209 - Portão 38

Entrada gratuita: link para credenciamento

Contato para imprensa: smri@prefeitura.sp.gov.br

 

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Campanha “Novembro Vem Doar” traz histórias inspiradoras para incentivar doadores de sangue

Campanha Novembro Vem Doar

Iniciativa do Grupo GSH acontece durante todo o mês em comemoração ao Dia Nacional do Doador de Sangue

 

Quem nunca precisou de transfusão de sangue, ou não teve alguém da família ou amigo que precisasse, talvez não tenha noção da dimensão e do impacto que uma única doação de sangue pode fazer na vida de uma pessoa enferma e de seus familiares. 

“Comecei a doar sangue devido a um grave acidente de um amigo. Este foi o impulso para colocar isso em prática. Sentir que alguém próximo precisava de algo que era tão simples para mim e que isso poderia acontecer com pessoas queridas de tantos outros é o que me motiva até hoje”, relata o doador Raphael Costa Oliveira.
 

Já para Anderson Ribeiro Gonçalves, o incentivo veio por causa de uma doença na família. “Minha mãe foi uma mulher que lutou contra o câncer por cerca de 12 anos e, nos momentos finais, precisou de muitas bolsas de sangue. Após o seu falecimento eu comecei a doar. A princípio, foi uma maneira de demonstrar gratidão por pessoas desconhecidas que ajudaram a pessoa mais importante da minha vida, mas hoje, a doação de sangue já faz parte do meu estilo de vida”, conta o doador.
 

Campanha “Novembro vem doar – A vida continua” - Essas são algumas das emocionantes histórias que o Grupo GSH e seus Bancos de Sague pelo país estão contando em suas redes sociais ao longo deste mês, como parte da campanha “Novembro vem doar – A vida continua”. 

A iniciativa é uma extensão do Dia Nacional do Doador de Sangue, celebrado em 25 de novembro, que busca incentivar a parcela de 1,4% da população brasileira que é doadora de sangue a comparecer aos locais de doação do GSH, além de trazer novos doadores. 

“Procuramos sempre trabalhar temas atuais para a campanha ‘Novembro Vem Doar’, que se tornou uma tradição do Grupo GSH. Neste ano, a ação convida as pessoas a valorizarem a vida e demonstra como pequenos e solidários gestos, como a doação de sangue, podem mudar e salvar várias vidas”, explica Dr. Leandro Felipe Figueiredo Dalmazzo, vice-presidente médico do Grupo GSH. 

A ação conta ainda com a participação de artistas e influenciadores digitais regionais das áreas de atuação do GSH em diversas cidades pelo país, que serão nomeados como “Embaixadores Solidários”. Por meio de divulgações on-line, depoimentos e postagens colaborativas, os influenciadores devem levar à população a mensagem sobre a importância da doação e como este ato possibilita que “a vida continue” incentivando novos doadores a comparecerem aos locais de coleta. 

Até o final do mês, o doador que comparecer ao Banco de Sangue de São Paulo para doar receberá um mimo temático alusivo à campanha, que estará disponível enquanto durarem os estoques.

O GSH Banco de Sangue de São Paulo convida todos a se juntarem a esta causa vital, se dirigindo à unidade para efetuarem a sua doação de sangue, na Rua Tomás Carvalhal, 711, no bairro Paraíso. O atendimento é das 7h às 18h, diariamente, inclusive aos finais de semana e feriados.

 

Serviço

Campanha Novembro vem doar – A vida continua
GSH Banco de Sangue de São Paulo
Endereço: Rua Tomas Carvalhal, 711 – Paraíso
Tel.: (11) 3373-2000 / 3373-2001 e pelo WhatsApp (11) 99704-6527
Atendimento: Diariamente, inclusive aos finais de semana, das 7h às 18h. Estacionamento gratuito no local.

 

Estudo sugere que 12 mil novos casos de linfoma não Hodgkin podem surgir em 2025

Saiba quais as classificações do câncer que atinge o sistema linfático, responsável pela imunidade do corpo

 

O linfoma não Hodgkin é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático, que é parte do sistema imunológico do corpo. Diferentemente do Linfoma de Hodgkin, o linfoma não Hodgkin abrange um grupo diversificado de doenças cancerígenas, que se desenvolvem nos linfócitos, que são os glóbulos brancos do sangue.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2023 e 2025 surgirão cerca de 12 mil novos casos de linfoma não Hodgkin por ano. Além disso, esse tipo de câncer pode se manifestar em qualquer idade, mas o risco de desenvolver a doença se torna maior conforme as pessoas envelhecem.

"A detecção precoce é essencial para o tratamento do Linfoma não Hodgkin porque é preciso ter a classificação correta da doença para realizar o tratamento de forma mais direcionada. A condição normalmente é classificada entre o linfoma que afeta as células B ou as células T, que são linfócitos produzidos em partes diferentes do corpo", comenta Roberto Luiz da Silva, hematologista no IBCC Oncologia, hospital especializado no tratamento de câncer em São Paulo.

A variedade de doenças que compõem o linfoma não Hodgkin pode ter diferentes formas de manifestação, porém, alguns sintomas podem ser mais comuns como: linfonodos inchados, especialmente no pescoço, axilas ou virilha, perda de peso, fadiga, sudorese noturna, coceira e febre.


Tipos e Classificação do linfoma não Hodgkin

Existem muitos tipos diferentes de linfoma não Hodgkin, categorizados com base na célula afetada (células B ou células T), aparência microscópica, características genéticas e comportamento do tumor. Dois dos grupos principais são:


Células B: são responsáveis pela produção de anticorpos. Elas detectam patógenos, como bactérias e vírus, e criam anticorpos que se ligam a esses invasores, marcando-os para destruição por outras células do sistema imunológico. São chamadas de células B porque se desenvolvem na medula óssea (“bone marrow” em inglês).

"Os linfomas que surgem nas células B representam a maioria dos casos da condição e incluem os linfomas difusos de grandes células B e o linfoma folicular", comenta o especialista.


Células T: As células T têm várias funções no sistema imunológico, incluindo destruir células infectadas por vírus, auxiliar outras células imunológicas e regular a resposta imunológica. Alguns tipos de células T também ajudam as células B a produzir anticorpos. Originam-se do timo, órgão localizado no peito, por isso são chamadas de células T. Segundo o hematologista, os linfomas de células T são menos comuns e incluem linfoma de células T periféricas e linfoma de células T cutâneas.

"Essas células trabalham juntas para proteger o corpo de infecções e doenças e nos linfomas, como o linfoma não Hodgkin, esses linfócitos se tornam cancerosos, impactando a capacidade do sistema imunológico de funcionar adequadamente. O transplante de medula óssea pode ser uma alternativa para o tratamento", finaliza o médico do IBCC Oncologia.

O tratamento do linfoma não Hodgkin varia consideravelmente, dependendo do subtipo específico, o estágio do câncer, a saúde geral do paciente e outros fatores. As opções de tratamento podem incluir: quimioterapia, radioterapia e imunoterapia com linfócitos modificados do paciente (terapia com CarT Cell).

 

IBCC Oncologia
https://ibcc.org.br/



Pandemia agrava diagnóstico tardio de câncer de próstata e impacta sobrevida de pacientes

Reflexos do período de reclusão vivido no mundo entre 2019 e 2020 ainda podem ser sentidos nos cuidados com a saúde

 

A pandemia da Covid-19 deixou marcas profundas na saúde pública, e o câncer de próstata não ficou imune a esses impactos. Dados alarmantes revelam uma queda significativa no número de diagnósticos precoces da doença, comprometendo as chances de cura e aumentando a gravidade dos casos.

Segundo levantamento do DataSUS, houve uma redução de mais de 50% na identificação de novos casos de câncer de próstata no Brasil nos primeiros anos da pandemia. Essa queda drástica é preocupante, especialmente considerando que o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima cerca de 70 mil novos casos até 2025, dos quais 1740 são esperados no Espírito Santo.

A oncologista clínica Carolina Nolasco, da Oncoclínicas Espírito Santo, alerta para os riscos do diagnóstico tardio. “A detecção precoce é fundamental para aumentar a chance de cura, que pode chegar a 90%. Em estágios iniciais, as opções de tratamento são mais eficazes e menos invasivas”, explica a especialista.

A pandemia provocou uma série de mudanças nos sistemas de saúde, com a priorização do atendimento a pacientes com Covid-19 e a suspensão ou adiamento de consultas e exames eletivos. Além disso, o medo de se contaminar em ambientes hospitalares também contribuiu para que muitos homens deixassem de procurar atendimento médico.

O diagnóstico tardio do câncer de próstata pode levar à disseminação do tumor para outras partes do corpo, dificultando o tratamento e reduzindo as chances de cura. Além disso, as terapias para casos avançados costumam ser mais agressivas e podem causar efeitos colaterais mais severos.


Estratégias para recuperar o tempo perdido

Para reverter esse cenário e garantir a identificação do tumor de próstata em momento oportuno, é fundamental intensificar as ações de conscientização e prevenção. “O Ministério da Saúde tem investido em campanhas educativas para incentivar os homens a realizarem exames de rotina e a adotarem hábitos de vida mais saudáveis”, ressalta Carolina.

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que o rastreamento para esta doença deve iniciar aos 50 anos ou aos 45 anos para homens com histórico familiar ou outros fatores de risco. Os principais sintomas incluem dificuldade para urinar, diminuição do jato urinário, necessidade de urinar com mais frequência e sangue na urina.


O papel da prevenção

Além do diagnóstico precoce, outras medidas preventivas também são fundamentais para reduzir o risco de desenvolver essa neoplasia. “A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca a importância de controlar o tabagismo, evitar o consumo excessivo de álcool, praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação saudável e controlar o peso”, aponta a oncologista.

O câncer de próstata é um dos tipos de câncer mais comuns no sexo masculino, mas com altas taxas de cura quando diagnosticado precocemente. Por isso, é fundamental que os homens estejam atentos aos sinais e sintomas da doença e procurem um médico para realizar os exames de rotina.

 


Oncoclínicas&Co
www.grupooncoclinicas.com


Consciência negra na saúde: as particularidades raciais no atendimento e orientação

Explorando fatores genéticos e sociais para informar políticas públicas de saúde mais equitativas


O Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, é uma data dedicada à celebração da negritude e à reflexão sobre a luta da população negra no país. Este momento é uma oportunidade crucial para a busca de uma sociedade mais igualitária. Entretanto, para alcançar a verdadeira equidade, é essencial reconhecer e agir conforme as diversas realidades, com coragem para enfrentar os desafios do cenário atual.

Na área da saúde, o Dia da Consciência Negra oferece uma oportunidade para refletir sobre como atender e orientar efetivamente a população negra, levando em consideração suas necessidades. Em 2009, o Ministério da Saúde instituiu a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), com o objetivo de estabelecer diretrizes para a promoção, prevenção e tratamento de saúde destinados a pessoas pretas e pardas. Em 2021, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 1.781 municípios brasileiros, equivalentes a 32% dos mais de 5.500 municípios do país, relataram a inclusão de ações previstas nesta política em seus planejamentos de saúde. 

Os profissionais de saúde e os hospitais devem estar alinhados com a necessidade de oferecer um atendimento universal e eficaz a todos. “As formações na área da saúde atualmente enfatizam a importância de entender diferentes contextos para proporcionar atendimentos efetivos a todas as populações. É fundamental que os profissionais compreendam a diversidade da sociedade brasileira e, ao auxiliar indivíduos e suas famílias, contribuam para a construção de uma sociedade mais igualitária”, analisa a cardiologista do Hospital São Marcelino Champagnat e coordenadora médica do Hospital Universitário Cajuru, Camila Hartmann.


Doenças mais comuns

Em novembro de 2022, o Ministério da Saúde divulgou o Boletim Temático de Saúde da População Negra. A publicação aborda doenças que são predominantes em pessoas negras em virtude de fatores genéticos, mas também fatores sociais e ambientais. 

Anemia Falciforme: doença caracterizada pela alteração de glóbulos vermelhos no sangue . Devido ao formato diferente, que fica parecido com uma foice e por isso o nome da doença, as células rompem de forma facilitada, causando anemia. Na população negra, a frequência da doença varia de 6% a 10% dos indivíduos, enquanto na população brasileira em geral a variação vai de 2% a 6%. O diagnóstico é feito pelo exame chamado eletroforese de hemoglobina. O teste do pezinho, feito gratuitamente nas maternidades, proporciona a identificação precoce. O tratamento prevê acompanhamento vitalício do paciente, para melhor orientação e prevenção de sintomas graves.

Diabetes mellitus (tipo II): A doença é caracterizada por disfunções metabólicas que levam a níveis elevados de açúcar no sangue. Atinge com mais frequência mulheres negras (em torno de 50% mais frequência na comparação com mulheres brancas). Entre os homens, atinge 9% mais negros que brancos. Diagnóstico normalmente é feito com exame laboratorial de sangue. A doença não tem cura, mas há tratamento para o controle. É necessário fazer uso de medicamentos que auxiliam no controle da glicemia, bem como manter hábitos de alimentação saudável, prática de exercícios físicos, sono adequado e controle do stress.

Hipertensão arterial: ocorre quando a medida da pressão arterial do indivíduo mantém-se frequentemente acima de 140 por 90 mmHg. Em geral, a doença é mais prevalente em homens, e tende a atingir um pouco mais a população negra, de ambos os sexos. Hipertensão arterial não tem cura, mas é possível realizar o controle. As orientações são evitar cigarro e álcool em excesso, manter peso adequado, ter alimentação saudável e praticar exercícios físicos. 

Deficiência de G6PD (Deficiência de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase): a falta dessa enzima resulta na destruição dos glóbulos vermelhos, levando à anemia hemolítica. Afeta mais de 200 milhões de pessoas no mundo, sendo mais comum na população negra. Por ser um distúrbio genético ligado ao cromossomo X, é mais frequente nos meninos.

“É importante destacar que duas dessas condições (diabetes e hipertensão) podem ser controladas com hábitos saudáveis. As orientações para uma alimentação moderada, exercícios físicos regulares e um sono de qualidade devem ser seguidas por aqueles que buscam uma vida saudável”, explica a cardiologista. 


Fatores socioeconômicos

Conforme dados do Ministério da Saúde, a população negra no Brasil detém os piores indicadores de saúde. As doenças infecciosas, por exemplo, impactam principalmente pessoas negras. O fato não ocorre por predisposição do organismo, mas, sim, à falta de acesso aos serviços de saúde e de saneamento básico.

De acordo com a publicação “Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil” (IBGE, 2019), 42,8% das pessoas pretas ou pardas não têm acesso ao esgoto por rede coletora ou pluvial, em comparação com 26,5% da população branca. Além disso, 12,5% dos negros no país moram em domicílios sem coleta de lixo, enquanto entre brancos o percentual é de 6%.

Sobre a saúde da mulher negra também cabe destaque. O dossiê “Mulheres negras e justiça reprodutiva”, publicado pela ONG Criola em 2021, aponta que elas são maioria nos casos de mortalidade e violências. O documento indica que 65,9% das mortes maternas ocorrem entre mulheres negras. A pesquisa “Nascer no Brasil”, da Fiocruz, revela que as mulheres negras têm prevalência mais alta de parto pós-termo (após 42 semanas de gestação) e possuem pré-natal com um menor número de consultas e exames, em comparação com outras populações. 

O desafio é grande para buscar a igualdade entre os cidadãos, conforme garante a Constituição Brasileira. Além de estabelecidas formalmente, as políticas públicas precisam ser executadas pelas prefeituras, governo de estados e governo federal. Aos médicos cabe pôr em prática o que está previsto no artigo I, do capítulo I do Código de Ética. “A medicina é uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e será exercida sem discriminação de nenhuma natureza”. “O problema é complexo, mas dar luz a ele é essencial. A data da Consciência Negra também é uma oportunidade para falar sobre o acesso à saúde para a população negra. Um dos princípios do SUS é a equidade, por isso precisamos investir mais onde a carência é maior. Se quisermos diminuir desigualdades - e a maior parte dos brasileiros verdadeiramente quer que isso ocorra - não podemos nos omitir”, analisa a clínica médica dos Hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Larissa Hermann.
 



Hospital São Marcelino Champagnat

Hospital Universitário Cajuru


Estigma da masculinidade: medicina integrada surge como alternativa para aumentar os cuidados do homem com a saúde, aponta estudo

O médico urologista, Dr. Samuel Juncal, explica a importância da prevenção e do cuidado regular com a própria saúde.

 

 

Não é incomum perceber uma discrepância entre homens e mulheres quando o assunto é cuidados com a saúde. Mas o que justifica essa diferença? De acordo com o estudo “Primary health care use from the perspective of gender and morbidity burden”, a resposta reside em fatores culturais e nos estigmas ainda existentes em relação aos gêneros.

Ou seja, um fator que diminui a propensão dos homens a procurarem auxílio médico é o estigma associado à masculinidade, que reforça a errônea ideia de que precisam ser “invulneráveis”. Por outro lado, o estudo aponta que as mulheres associam os cuidados com a saúde com o bem-estar, aumentando assim a busca por atendimento especializado.

Nesse contexto, o médico urologista, Dr. Samuel Juncal, destaca que é essencial uma maior conscientização dos homens acerca da própria saúde. “Mais do que nunca os homens precisam se cuidar mais. Essa falta de cuidados está muito atrelada a uma ideia ultrapassada, que em nada condiz com a realidade. Tem estudos, por exemplo, que mostram que em 2023 menos de 40% dos homens com mais de 50 anos realizaram o exame de próstata. É uma realidade que precisamos mudar”, comenta.

Apesar dos breves avanços na conscientização sobre saúde preventiva, os homens ainda enfrentam barreiras para manter um acompanhamento médico regular, diferentemente do observado entre as mulheres. Uma alternativa que tem crescido e pode auxiliar no desenvolvimento de estratégias para um aumento da procura masculina por cuidados com a saúde é a medicina integrada, principalmente por ser centrada em cuidados mais personalizados e numa perspectiva diferente de tratamentos tradicionais. É o que diz o artigo “Introduction to Integrative Health and Medicine for Men”, presente no livro Integrative Men’s Health.

Ao englobar o tratamento físico e mental, a medicina integrada pode ser uma solução eficaz para este problema. Em contraste com os tratamentos tradicionais que se concentram em sintomas específicos, a abordagem visa equilibrar o bem-estar geral, enfatizando a prevenção e o autocuidado, além do tratamento de doenças. 

O Dr. Samuel Juncal explica a diferença da abordagem para tratamentos convencionais. “A medicina integrada combina práticas médicas convencionais com abordagens complementares e alternativas, buscando uma visão holística do paciente, ou seja, uma análise mais ampla, abarcando mais elementos. Esse modelo inclui terapias como massagem, yoga, meditação, nutrição, e outras práticas que abordam a saúde física, mental e emocional do paciente”.

Segundo o estudo “Combining the best of evidence-based approaches to health”, da Stanford Medicine, a abordagem, além de promover um maior senso de autocontrole nos pacientes, também tem a possibilidade de chegar a resultados semelhantes que métodos tradicionais, mas com menos efeitos colaterais.

 

Tontura: especialista alerta para o risco de queda de idosos

Problema atinge 40% das pessoas com mais de 80 anos, e é uma das causas mais frequentes de trauma entre os idosos


Segundo dados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, 40% dos idosos com 80 anos ou mais sofrem quedas todos os anos. Boa parte dessas quedas são geradas por tonturas, condição perigosa que pode ser potencializada por inúmeras doenças. Sendo assim, torna-se cada vez mais necessária a conscientização da população com relação aos cuidados básicos para garantir a segurança e bem-estar dos idosos. 

De acordo com o médico otorrinolaringologista do Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO), Alexandre Gasperin, são mais de 70 doenças, somente da parte periférica do corpo, que têm como sintoma a tontura. "Além da área periférica do sistema de equilíbrio existe a parte neurológica, que pode causar tonturas também. É preciso sempre ter em mente que tonturas são sintomas, não são uma doença. Um profissional qualificado vai identificar a causa e indicar o tratamento, que é individualizado caso a caso. A recorrência das tonturas indica que o tratamento não está correto", alerta o especialista. 

Na maioria dos casos, as quedas, que são uma das causas mais frequentes de trauma entre os idosos, podem ser previstas e evitadas. De acordo Gasperin, diversas condições podem causar o desequilíbrio em idosos, entre elas as doenças do labirinto, alterações visuais, fraqueza muscular, doenças crônicas como o diabetes e problemas neurológicos. 

“Para o tratamento, cada caso tem a sua particularidade, por isso o acompanhamento deve ser individualizado e pode incluir medicações, mudanças comportamentais e tratamentos de reabilitação. O tratamento correto é prescrito após o diagnóstico médico do quadro”, complementa o especialista.

 

Conheça algumas medidas simples que podem evitar as quedas: 

Escadas: providenciar iluminação suficiente para que seja possível enxergar todos os degraus. Instale corrimão em ambos os lados para permitir o apoio indispensável. Evite piso escorregadio ou coloque um carpete preso nos degraus. 

Cozinha: não guarde alimentos e utensílios em locais altos. Não utilize cadeiras ou bancos para tentar acessar armários. Limpe imediatamente o chão ao derramar algo. Evite cera e tapetes. 

Banheiro: utilize um distribuidor de sabão líquido ao invés de sabonete solto. Instale corrimão na banheira e nas paredes do banheiro. Coloque adesivos antiderrapantes em áreas úmidas e nunca tranque a porta do banheiro. 

Calçados: evite usar saltos e chinelos, opte por um calçado firme no pé. Utilize calçadeira para auxiliar a colocar o sapato. 

Orientações gerais: não pule refeições, estômago cheio é importante. Use óculos, se necessitar, mas remova os de leitura ao caminhar. Não corra para atender o telefone ou a campainha. Conserte o assoalho se tiver tábuas soltas. Mantenhas os números de emergência, entre eles os de hospitais e de parentes e amigos, bem ao lado do telefone. Evite usar roupas muito compridas.


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