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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

DENGUE E GRAVIDEZ - INFORMAÇÕES IMPORTANTES

O mundo vivenciou entre 2020 e 2023 uma das maiores pandemias virais, a Covid-19, e agora, estamos observando em 2024 aumento catastrófico de outra infecção viral: A DENGUE. Assim, a SOGESP considera fundamental abordar este tema com o objetivo de orientar os associados quanto ao diagnóstico e conduta desta infecção no período gestacional.

A dengue é uma infecção viral que pode apresentar amplo espectro clínico. O agente etiológico é o vírus DENV. A maioria dos casos é assintomática ou evolui com sintomas leves, mas a dengue se caracteriza por ser doença febril aguda, sistêmica e dinâmica, que pode evoluir para quadros graves. Apesar da maioria dos casos ser de fácil manejo clínico, se o diagnóstico e as condutas não forem precoces e precisos, os quadros graves podem evoluir para óbito.

A dengue é mais grave em gestantes quando comparado a grupos semelhantes de mulheres não grávidas, estando associada à maior mortalidade materna, fetal e neonatal.

QUADRO CLÍNICO 

A dengue pode apresentar três fases clínicas: febril, crítica e de recuperação.

  • Fase febril: a primeira manifestação é a febre, geralmente alta (39ºC a 40ºC), de início súbito, associada a cefaleia, adinamia, mialgias, artralgias e dor retro orbitária e que tem duração de dois a sete dias. A paciente infectada também pode apresentar anorexia, náuseas e vômitos, assim como diarreia que cursa com três a quatro evacuações de fezes pastosas por dia. O exantema ocorre em aproximadamente 50% dos casos e é pruriginoso, com predomínio maculopapular, atingindo face, tronco e membros de forma aditiva, plantas de pés e palmas de mãos. Após a fase febril, grande parte das pacientes se recupera progressivamente, com melhora do estado geral.
  • Fase crítica: um grupo de pacientes pode evoluir para formas graves. Esta fase tem início com o declínio da febre, entre três e sete dias do início da doença. Os sinais de alarme, quando presentes, surgem nessa fase, e são resultantes do aumento da permeabilidade vascular, que marca o início da deterioração clínica da paciente e sua possível evolução para o choque por extravasamento plasmático. 

Cerca de 1/4 das gestantes com dengue sintomática apresentam pelo menos um sinal de alerta. Os principais sinais de alerta estão especificados no Quadro 1:

Quadro1Principais sinais de alarme e de choque circulatório na dengue

Dor abdominal intensa e contínua
Vômitos persistentes
Hipotensão postural ou lipotimia
Hepatomegalia dolorosa
Sangramento de mucosas
Hemorragias (melena, hematêmese)
Sonolência ou irritabilidade
Diminuição da diurese
Hipotermia
Aumento repentino do hematócrito > 10%
Queda abrupta das plaquetas
Desconforto respiratório

Sinais de choque circulatório

Hipotensão arterial (PAM < 70mmHg em DLE)
PA convergente (diferencial < 25mmHg em DLE)
Pulso rápido e fino (FC>100bpm sem
Temperatura)
Enchimento capilar lento (> 2s)
Outros sinais de choque

A dengue grave se manifesta como choque ou acúmulo de líquidos como derrame pleural e ascite. Outras formas graves da dengue são o sangramento vultoso e o comprometimento de órgãos como o coração, os pulmões, os rins, o fígado e o sistema nervoso central (SNC). O choque ocorre quando um volume crítico de plasma é perdido por meio do extravasamento ou sangramento, o que geralmente ocorre entre o quarto ou quinto dia de doença, com intervalo entre o terceiro e sétimo, geralmente precedido por sinais de alarme.


3- Fase de recuperação: A febre cede e os sinais e sintomas vão se normalizando.

DEFINIÇÃO DE CASO SUSPEITO DE DENGUE

Quando a paciente apresenta quadro agudo febril com duração de até 7 dias acompanhada de dois dos sintomas descritos a seguir:

Cefaleia
Dor retro orbitária
Mialgia
Artralgias
Prostração
Exantema
Hemorragias

A epidemiologia de ter estado em área de endêmica de dengue já é uma realidade para todo o Brasil.

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA INFECÇÃO VIRAL POR DENV

  • Pesquisa de antígeno NS1: a pesquisa do antígeno costuma ser positiva entre o 1º e 3º dia de doença febril.
  • Biologia molecular: o diagnóstico de dengue poderá ser realizado pela identificação do vírus por RT-PCR na fase de viremia da doença a partir do 1º dia até o 4º ou 5º dia do início da febre
  • Sorologia: para detecção de anticorpos IgM a partir do 6º dia do início da febre/sinais ou sintomas.

ESTADIAMENTO DA DENGUE 

São 4 estadios: A, B, C e D, com gravidade progressiva

Grupo A: paciente sem sinais de alarme e sem condições especiais
Grupo B: condições clínicas especiais, comorbidades ou grupo de risco
Grupo C: presença de sinal de alarme
Grupo D: dengue grave – choque

Destacamos que as gestantes são consideradas grupo de risco para evolução desfavorável e, portanto, SEMPRE partem do estádio B.

ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA 

As pacientes devem ser tratadas de acordo com o estadiamento clínico da dengue e necessitam de vigilância, independentemente da gravidade, mas em ritmos de avaliação próprios à cada fase.

A associação dengue e gravidez deve ser conhecida por todos os profissionais de saúde e, particularmente os ginecologistas e obstetras, uma vez que acrescenta riscos à mãe e ao feto. Em relação à mãe infectada, existe risco quatro vezes maior de ocorrer morte, principalmente se a infecção acontecer no terceiro trimestre gestacional. Também há cerca de três vezes mais risco de morte fetal ou neonatal.

A fisiopatologia da doença é a mesma que na não grávida, mas, em vista das modificações gravídicas, muitos dos sinais e sintomas são confundidos, como hipotensão postural, taquicardia, hemoconcentração, o que torna o diagnóstico mais tardio, retardando as medidas de hidratação precoce, e possibilitando maior gravidade.


Gestante SEM sinais de alarme ou de choque circulatório (GRUPO B):
 

  • Solicitar hemograma para avaliar contagem de plaquetas e comparar o hematócrito com o valor basal (a gestante deve ter esse dado anotado em sua carteira de pré-natal). Se hematócrito estiver até 10% maior que o seu basal: hemograma diário até 48h após cessar a febre. Na ausência do hematócrito basal, considerar hematócrito de 32-34%.
  • Manter a gestante em leito de observação (controle rigoroso de sinais vitais, sinais e sintomas) até colher e checar os resultados de exames;
  • Hidratação via oral: inicial de 60-80 ml/kg/dia, sendo 1/3 nas primeiras 4 horas;
  • Repetir hematócrito e plaquetas após 4 horas de reidratação;
  • Medicamento sintomáticos: antitérmicos, analgésicos e antieméticos, conforme necessidade. Está contraindicado o uso de salicilatos;
  • Orientar sobre sinais de alarme ou choque;
  • Retorno diário para avaliação clínica e laboratorial, até 48h após o término da febre.

Gestante COM sinais de alarme e SEM sinais de choque circulatório (GRUPO C):

  • Internar a paciente por pelo menos 48 horas;
  • Solicitar hemograma, proteína, albumina, tipagem sanguínea e sorologia, RTPCR ou pesquisa de antígeno (conforme tempo de evolução);
  • Considerar outros exames complementares, como eletrólitos transaminases, função renal, gasometria, ultrassonografia, RX de tórax;
  • Hidratação endovenosa com soro fisiológico ou ringer lactato: 20mL/kg/h (expansão), reavaliando frequentemente a paciente para identificação de sinais congestivos;
  • Reavaliação clínica e laboratorial a cada 2 horas;
  • Em caso de melhora clínica e laboratorial, prescrever soroterapia de manutenção: 25mL/kg em 4 horas;
  • Diante a ausência de melhora clínica e laboratorial com três esquemas de expansão, tratar como GRUPO D.

Gestante COM sinais de choque circulatório (GRUPO D):

  • Solicitar leito de terapia intensiva;
  • Hidratação endovenosa imediata com 20mL/kg administrados em 20 minutos. Se necessário, repetir este esquema até 3 vezes. Reavaliar a paciente para identificação de sinais congestivos;
  • Reavaliação clínica a cada 15-30 minutos e laboratorial a cada 2 horas;
  • Se melhora hemodinâmica, tratar como GRUPO C;
  • Se queda de hematócrito, investigar hemorragia e/ou coagulopatia. Considerar transfusão de concentrado de hemácias e/ou plasma fresco.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
 

Solicitar exames para diagnóstico diferencial com Z-STORCH e com outras doenças, o que vai definir conduta e seguimento da gestante. Recomenda-se:

  • Influenza
  • Sarampo
  • Rubéola
  • CMV
  • Malária
  • Hepatites virais
  • Leptospirose
  • Meningococcemia
  • Sepsis
  • Pré-eclampsia, HELLP (Quadro 2)

 

Quadro 2 – Diagnóstico diferencial entre Dengue Grave e síndrome HELLP

 

Quadro Clínico

Achados hematológicos

Achados bioquímicos

Dengue
grave

Febre recente

Tendência a sangramento

Sinais de derrame cavitário

leucócitos

↓↓ plaquetas (<50.000)

hematócrito

ALT e AST

Albumina (< 2,5 mg/dL)

HELLP

Sinais de pré-eclâmpsia

Hemólise

Sintomas de gripe

Sinais de MAHA*

plaquetas (<100.000)

ALT e AST

LDH > 600 U/L

Adaptado de Ministry of Health of Sri Lanka, 2019.

* MAHA: anemia hemolítica microangiopática.

 

CRITÉRIOS PARA INTERNAÇÃO HOSPITALAR
 

Por se tratar de fator de risco independente para desfecho negativo na dengue, toda gestante se beneficiaria de uma breve internação, com objetivo realizar exames complementares, avaliar a gravidade do quadro, bem como a capacidade de ingesta líquida da paciente.

Na presença de um dos achados a seguir, a paciente deve ser referenciada para o hospital de retaguarda:

  • Presença de sinais de alerta
  • Incapacidade de alimentar-se ou ingerir líquidos
  • Comprometimento respiratório: dispneia, dessaturação, taquipneia ou dor torácica.
  • Plaquetas < 50.000/mm3
  • Insuficiência renal aguda
  • Impossibilidade de seguimento na unidade de saúde de origem

A transmissão vertical parece ter risco global pequeno, sendo o período periparto (entre 10 dias e 10 horas antes do parto) o de maior risco para sua ocorrência.

Algumas situações são peculiares à associação dengue e gestação:

  • Gestantes recebendo AAS e/ou heparina têm maior risco na doença.
  • Se houver trabalho departo prematuro, não está claro se ele deve ser inibido ou não, mas parece haver benefícios se a idade gestacional for muito prematura.
  • As pacientes com dengue devem ser encaminhadas para Maternidade de referência pelo risco hemorrágico aumentado e para avaliação do RN
  • Gestantes com sangramento, independentemente do período gestacional, devem ser questionadas quanto à presença de febre ou ao histórico de febre nos últimos sete dias.
  • A via de parto deve ser a obstétrica, não havendo indicação de cesárea somente pela ocorrência de dengue.
  • O aleitamento deve ser mantido.
  • Devemos orientar às nossas gestantes cuidados para prevenção da aquisição da doença como uso de calças longas, camisas de manga, telas nas janelas e uso diário de repelentes que contenham icaridina.

A vacina contra dengue, por ser de vírus vivo inativado, não é indicada para as gestantes ou nutrizes, apesar de não terem sido observados efeitos danosos aos fetos ou à própria gestante nos casos de administração inadvertida do imunizante.

 



Fonte: https://www.sogesp.com.br/noticias/dengue-e-gravidez-informacoes-importantes/ 

Rosiane Mattar
Silvana Maria Quintana
Vera Therezinha Medeiros Borges
Fabio Fernandes Neves


Fonte:
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento de Doenças Transmissíveis. Dengue : diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança – 6. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2024.
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/dengue
Encontro com especialistas. Dengue e gestação. Fiocruz. Portal de Boas Práticas. Youtube – 07/02/24.
Rathore SS, Oberoi S, Hilliard J, Raja R, Ahmed NK, Vishwakarma Y, Iqbal K, Kumari C, Velasquez-Botero F, Nieto-Salazar MA, Cortes GAM, Akomaning E, Musa IEM. Maternal and foetal-neonatal outcomes of dengue virus infection during pregnancy. Trop Med Int Health. 2022 Jul;27(7):619-629. doi: 10.1111/tmi.13783. Epub 2022 Jun 11. PMID: 35689528.
Ministry of Health of Sri Lanka. Guidelines for Clinical Management of Dengue Infection in Pregnancy. 1a Ed. Colombo – Sri Lanka, 2019.

É possível prever o aparecimento do Alzheimer?

 Com o envelhecimento da população, antecipar-se às manifestações da doença é a melhor forma de retardar sua evolução e ter mais qualidade de vida

 

Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 1,8 milhão de brasileiros convivem com o Alzheimer e o número aumenta continuamente. A cada ano, cerca de 100 mil novos casos são diagnosticados. Ao redor do mundo, o número já ultrapassa os 50 milhões e as estimativas da Alzheimer’s Disease International apontam que chegará a 74 milhões até 2030. Diante deste cenário alarmante, cientistas, médicos e pacientes buscam formas de prevenir, diagnosticar cada vez mais cedo e tratar a doença. 

O que sabemos é que uma das causas do Alzheimer é a conexão entre o coração e o cérebro. “A saúde cerebral está diretamente ligada à saúde cardíaca, já que os vasos que irrigam o coração também se ligam ao cérebro. Então, doenças pré-existentes que podem desencadear algum evento cardiovascular também são portas de entrada para o aparecimento do Alzheimer, explica Dr. Denis Bichuetti, neurologista do Hcor. 

Além disso, causas externas, como traumatismo craniano, falta de socialização e uma vida não saudável são possíveis catalisadores da doença. “Outro fator de risco extremamente importante é a idade, pois causa o envelhecimento cerebral e a perda de algumas células nervosas”, aponta o médico. 

Entretanto, é possível que pessoas mais jovens desenvolvam a doença. “É incomum que pessoas abaixo de 60 anos apresentem algum sintoma do Alzheimer. Quando isso acontece, geralmente, tem uma influência genética e hereditária. Então, se a pessoa possui um parente próximo com a patologia, e esse parente começou a apresentar sintomas após os 80 anos, não significa necessariamente que o indivíduo vá também ter Alzheimer ou que os sinais vão aparecer mais cedo, mas é provável”. 

Os principais sintomas da doença são:

  • Esquecimento de fatos recentes;
  • Troca de caminhos;
  • Dificuldade de encontrar palavras;
  • Dificuldade de manipulação financeira;
  • Mudanças na rotina;
  • Exacerbações emocionais desproporcionais.
     

“É importante lembrar que, com o passar dos anos, a nossa capacidade de atenção diminui, então uma dificuldade de memória percebida pela pessoa pode estar relacionada a inúmeros outros fatores. No Alzheimer não, a pessoa não percebe que ela está tendo dificuldade de lembrar e quem nota essas alterações são os outros”, reforça o neurologista. 

Por isso, o diagnóstico da doença é complexo e depende de uma variedade de exames, além da história clínica do paciente. Atualmente, há algumas medicações que amenizam os sintomas e melhoram o desempenho cognitivo, atrasando um pouco a progressão da doença. Mas também vale ressaltar que fazer atividades físicas ajuda a criar novas conexões cerebrais, o que também auxilia nesse retardamento. 

“Não existe nenhum medicamento, no presente momento, que interfira no processo biológico que promova reversibilidade da doença. A principal forma de ajudar uma pessoa com Alzheimer é proporcionar um ambiente agradável e fazer consultas regulares com um neurologista para que seja indicada a melhor forma de tratamento possível”, finaliza Dr. Bichuetti.


 

Hcor


Xô, inchaço: 4 dicas valiosas para tratar e evitar a retenção de líquidos e viver melhor pós carnaval

Da prevenção ao tratamento, especialista explica o que pode ser feito para reduzir inchaços incômodos

 

A retenção de líquidos pode causar desconforto em diferentes partes do corpo, como pés, tornozelos, pernas, mãos e abdômen. Esse problema acontece quando há um acúmulo excessivo de água nos tecidos do organismo, resultando em sensação de peso, inchaço e dor. A retenção também pode provocar edemas visíveis, deixando a pele mais brilhante e sensível devido ao acúmulo localizado.

 

Existem muitas causas possíveis, incluindo desequilíbrios hormonais, problemas renais ou cardíacos, gravidez, problemas circulatórios, uso de certos medicamentos e hábitos de vida sedentários. Esse acúmulo pode trazer prejuízos para a saúde, por isso é fundamental cuidar da hidratação adequada e buscar orientação médica em casos persistentes.

 

"Pequenas mudanças no estilo de vida, como a prática regular de atividades físicas, tratamentos adequados e uma alimentação saudável, podem ajudar a prevenir e tratar o problema", declara  Renata Taylor, fisioterapeuta e consultora da HTM Eletrônica, indústria referência no desenvolvimento e fabricação de equipamentos eletromédicos e estéticos.

 

Além de prestar mais atenção na rotina, algumas técnicas não invasivas, como a drenagem linfática, podem ajudar e muito no tratamento de quem já sofre com sintomas. Renata explica, a seguir, alguns dos principais hábitos para evitar a retenção de líquidos, com opções simples e acessíveis. Confira:


 

Beba Água


A ingestão regular de água é essencial para o bom funcionamento do organismo, já que o corpo é 70% composto por líquidos. Beber água ajuda a limpar o corpo e eliminar toxinas, combatendo os inchaços. Outras bebidas, como chás e sucos, também têm efeito diurético. A prática deve ser incentivada desde a infância para que se torne um costume ao longo da vida. Para adultos, é recomendado carregar uma garrafa de água e usar lembretes ou aplicativos para estimular a hidratação adequada. São necessários pelo menos 2 litros diários.


 

Tenha uma alimentação balanceada


Uma alimentação balanceada resulta em uma boa qualidade de vida e disposição para as atividades diárias. No entanto, algumas comidas podem causar ou piorar o inchaço. Alimentos ricos em sal, como embutidos, enlatados, molhos industrializados e fast foods, fazem o corpo reter mais água. Sempre que puder, opte por uma alimentação mais natural. Mas não precisa abandonar de vez as gostosuras; é possível consumir alimentos pouco saudáveis de vez em quando, sem comprometer a dieta. O importante é manter o equilíbrio para evitar outros problemas de saúde.


 

Pratique exercícios


A prática regular de exercícios físicos é uma das melhores maneiras de combater a retenção de líquidos, já que ajuda a estimular a circulação sanguínea e linfática, promovendo a eliminação de toxinas e excesso de líquidos retidos nos tecidos. Logo, reduz o risco de inchaço e outros problemas relacionados à má circulação. Por isso, é importante que as pessoas incluam exercícios físicos em sua rotina diária, sempre com acompanhamento profissional adequado para evitar lesões e maximizar os benefícios à saúde.


 

Realize sessões de drenagem linfática


O tratamento consiste em uma técnica de massagem localizada e delicada, que pode ser aplicada tanto manualmente quanto através de equipamentos específicos. Por meio de movimentos suaves e repetitivos, em um ritmo lento, a técnica visa estimular a circulação do sistema linfático, fazendo com que os líquidos acumulados passem a fluir naturalmente, sendo absorvidos de volta pelo organismo.

 

"A drenagem linfática tem a vantagem da consistência da pressão aplicada na região a ser massageada, com resultados perceptíveis já na primeira sessão, e ela pode ser potencializada com o auxílio de aparelhos. O Beauty Dermo Maxx da HTM, por exemplo, oferece a função de pressoterapia para mais de uma região e com total controle para o profissional, podendo ser regulado de acordo com a necessidade de cada caso. A ideia é acelerar o processo de renovação dos líquidos do corpo, diminuindo o inchaço e os desconfortos da retenção", detalha Renata.


HTM Eletrônica

 

A IMPORTÂNCIA DO SONO PARA A SAÚDE MENTAL

Dra. Cristiane Pertusi destaca 5 estratégias para melhorar o bem-estar emocional

 

Não é novidade que os transtornos relacionados ao estresse e à ansiedade crescem e preocupam, cada vez mais, as pessoas e a sociedade. Mas, há um aliado importante na busca pela saúde mental: o sono. Ele como um elemento fundamental, não apenas como um período de descanso, mas como uma componente essencial para a melhora do bem-estar. 

Pesquisas indicam que adultos devem aspirar entre 7 a 9 horas de sono por noite para funcionarem otimamente. No entanto, estudos mostram que uma significativa parcela da população brasileira não atinge essa meta, impactando diretamente sua saúde mental e física. A falta de sono adequado está associada a um aumento no risco de problemas como depressão, ansiedade, e diminuição da função cognitiva. A Dra. Cristiane Pertusi, psicóloga e especialista em saúde mental, destaca várias recomendações para melhorar a qualidade do sono:

  1. Estabeleça uma rotina: Ir para a cama e acordar no mesmo horário todos os dias ajuda a regular o relógio biológico do corpo.
  2. Crie um ambiente propício: O quarto deve ser um santuário para o sono, livre de ruídos e luzes perturbadoras, com uma temperatura confortável.
  3. Limite a exposição a telas: Evitar telas de eletrônicos pelo menos uma hora antes de dormir pode melhorar significativamente a qualidade do sono, devido à redução da exposição à luz azul.
  4. Cuide da sua dieta: Evitar cafeína e refeições pesadas antes de dormir pode ajudar a evitar distúrbios do sono.
  5. Pratique técnicas de relaxamento: Técnicas como meditação e respiração profunda podem promover o relaxamento e facilitar a transição para o sono.


"O sono é um pilar fundamental da saúde mental, tão importante quanto uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios físicos. É essencial que as pessoas reconheçam a importância de uma boa noite de sono e adotem práticas que promovam um descanso adequado”, enfatiza Dra. Cristiane. 

Negligenciar o sono pode ter consequências sérias para a saúde mental. Adotar práticas saudáveis de sono é um passo crucial para melhorar a qualidade de vida e promover um bem-estar psicológico duradouro.

 

Cuidado com a saúde é essencial para curtir o verão sem preocupações

 Médica do dr.consulta alerta para a importância do uso de filtro solar, cuidado com a ingestão de água e indica exposição ao sol moderada

 

O calor chegou com tudo e parece que não vai embora tão cedo. Mas não importa se você ama ou odeia o verão, cuidar da saúde nesse período é essencial para manter o bem-estar. Além das patologias causadas por agentes biológicos, como a dengue e a malária, também costumam aparecer nesta época do ano doenças respiratórias, mal-estar causado por desidratação e insolação, diarreia, alterações na pressão arterial, viroses e doenças de pele. 

A relação entre as altas temperaturas e o comprometimento respiratório foi abordada por um levantamento global do Instituto de Saúde de Barcelona, que identificou aumento na mortalidade hospitalar pelas patologias dessa categoria durante a exposição a altas temperaturas. 

A médica Elen Falcochio, clínica geral da rede de saúde dr.consulta, explica que é preciso ter atenção ao uso excessivo de ar-condicionado, que pode deixar o ar mais ressecado. “Ar-condicionado e ventiladores são muito úteis neste calor, mas fique atento se estão higienizados corretamente. Além disso, se a umidade do ar estiver baixa, utilize umidificadores (também higienizados corretamente) e faça a lavagem nasal com técnica adequada”, diz a especialista. 

Já no caso das doenças de pele, destacam-se problemas como micose, ptiríase e candidíase. “Essas patologias podem ocorrer principalmente porque algumas regiões ficam mais úmidas devido ao suor, favorecendo a proliferação de micro-organismos. Para evitá-las, recomendo manter o corpo seco usando roupas leves e arejadas, principalmente nas regiões de dobras, axilas e virilha. Não compartilhar toalhas e outros objetos de uso pessoal de higiene. Evite também andar descalço em ambientes públicos, como piscinas, banheiros e vestiários”, alerta a especialista.
 

Beba água!

Outro ponto de atenção durante o forte calor é o risco de desidratação. Um levantamento do Datafolha com hospitais da região sul e sudeste do país indicou alta de até 40% nos atendimentos de crianças e idosos nos últimos três meses. Os estados com maior número de atendimentos são São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo. 

A médica do dr.consulta explica que as crianças podem sofrer mais com o calor e dá dicas de prevenção. “É fundamental oferecer líquidos constantemente e evitar a exposição prolongada ao sol, que não é recomendada antes dos 6 meses de idade pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Após essa idade as crianças já devem utilizar protetor solar adequado para a sua faixa etária e, até o segundo ano de vida, recomenda-se, além do creme de proteção solar, a utilização de chapéus e roupas com tecido de proteção UV”, detalha. Fora dessa faixa etária, além da atenção com a hidratação, também é indicado evitar atividades físicas nos horários de sol mais intenso. 

A quantidade correta de consumo de água varia para cada pessoa, mas de maneira geral, a média recomendada por especialistas é de 2 a 3 litros ao longo do dia. “Uma forma de guiar o nível de hidratação é acompanhar a cor da urina, que deve ser amarelo claro. Se a urina estiver mais escura, concentrada, é sinal que se deve beber mais líquido. Além da água potável, água de coco, chás e sucos são outros excelentes meios de hidratação”, alerta a especialista.

 

Dicas gerais:

  • Ter sempre uma garrafa de água por perto ou instale apps no celular que enviam lembretes de hidratação
  • Utilizar roupas leves, chapéus e óculos de proteção
  • O filtro solar deve ser aplicado entre 15 e 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicado a cada 2 horas
  • Utilizar fator de proteção adequado, idealmente acima de 30 FPS. Para peles muito claras, FPS acima de 50 ou 70 são os mais adequados.
  • A quantidade adequada de protetor solar usando uma medida que todos têm em casa: uma colher de chá de protetor solar no rosto, no pescoço e na cabeça; uma para a parte da frente do tronco e outra para a parte de trás e uma para cada membro do corpo
  • Se for utilizar algum outro creme ou maquiagem, passe o protetor solar primeiro e espere ele secar antes de aplicar outro produto.

    dr.consulta

Tendências da saúde digital em 2024: O impacto da inteligência artificial e tecnologias generativas

Um estudo da consultoria canadense RBC Capital Markets divulgado em dezembro de 2021 mostra que aproximadamente 30% do volume mundial de dados é gerado pelo setor de saúde. A expectativa é que em 2025 essa taxa alcance 36% - um avanço 10% mais rápido do que os serviços financeiros e 11% mais rápido do que mídia e entretenimento. 

Isso acontece pois a saúde digital está em constante evolução, impulsionada principalmente pela inteligência artificial generativa, com destaque para os Large Language Models (LLMs), como o ChatGPT e o BARD da Google, capaz de melhorar a eficiência e a personalização do atendimento. 

Os LLMs, conhecidos por sua capacidade de simular conversas humanas, podem ser uma ferramenta valiosa na medicina. A sensação de interação natural pode ser explorada para aprimorar o pré-atendimento, enquanto a tecnologia de captação de voz pode ser integrada para organizar prontuários médicos, proporcionando uma abordagem mais eficiente no gerenciamento de informações clínicas. 

A inteligência artificial, por meio de LLMs, pode desempenhar um papel crucial na automação de respostas para situações simples e cotidianas, permitindo que os pacientes recebam atendimento primário de forma eficaz. Isso alivia a carga de trabalho dos profissionais de saúde e permite que eles se concentrem em casos mais complexos e na tomada de decisões clínicas. 

E se o ano anterior marcou a descoberta e implementação inicial do 5G, em 2024 testemunhamos sua expansão significativa. A acessibilidade aumentou, com gadgets e vestíveis tecnológicos com preços mais baixos, tornando os dispositivos conectados para monitoramento em tempo real mais acessíveis a uma parcela mais ampla da população. A cobertura também se expandiu, proporcionando uma rede mais robusta e confiável para a comunicação eficiente de dados de saúde, consolidando o 5G como um catalisador crucial para a revolução na saúde digital. 

Por fim, mas não menos importante, com a crescente utilização de dados digitais na área da saúde, a segurança da informação se torna uma prioridade. O investimento em medidas robustas de segurança de dados é essencial para garantir a confidencialidade e integridade das informações médicas, prevenindo acessos não autorizados e protegendo a privacidade dos pacientes.  

 

Dr. Eduardo Cordioli - médico obstetra e Head de Inovação na Docway, empresa pioneira em soluções de saúde digital no Brasil.


Ética na reprodução humana: Americana descobre ser filha de médico de fertilização

 

Um caso intrigante surpreendeu o mundo nos últimos dias, a americana Victoria Hill realizou um teste genético para saber mais sobre a sua ancestralidade. A vontade em saber mais sobre seus antepassados surgiu após a mulher passar por alguns problemas de saúde que seus pais não tinham sofrido. 

Dessa forma, Victoria comprou um kit de teste de DNA e encaminhou as amostras para uma empresa de genética. O resultado revelou que ela era filha biológica do médico que realizou a fertilização in vitro em sua mãe e que possuía mais 22 irmãos, sendo um deles, um ex namorado da época do colégio. 

O profissional de reprodução humana, Burton Caldwell, afirmou na época do tratamento de fertilização da mãe de Victoria que concluiria o procedimento usando sêmen doado. Os novos irmãos da Victoria, afirmaram que Caldwell é suspeito de utilizar sem consentimento os próprios sêmens nas pacientes. 

De acordo com Nilo Frantz, especialista em reprodução humana da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, a situação não é inédita, mas acende um alerta sobre a necessidade de normas jurídicas que possam resguardar ainda mais pacientes que possam enfrentar situações do tipo e punições sérias aos profissionais que violarem a ética da profissão. 

“Neste caso, houve uma falha grave do profissional que realizou o procedimento da mãe de Victoria. Em primeiro lugar, em casos de fertilização in vitro, caso não seja usado o sêmen do parceiro da paciente é utilizado o de um doador, e esse doador não pode conhecer o receptor e vice-versa. O Conselho Federal de Medicina brasileiro possui uma resolução que fala sobre a proibição de médico responsável por clínicas, unidades ou serviços participarem como doador nos programas de reprodução assistida”, explica Frantz. 

Com a mãe de Victoria e com as outras 22 mulheres que passaram pela mesma situação, mesmo que fosse permitido, não houve consentimento para que fosse utilizado o material genético do profissional. 

O especialista reforça que no Brasil e em outras partes do mundo ainda não existem legislações específicas que contribuam na regulamentação da reprodução assistida e possa punir profissionais que tenham atitudes danosas deste tipo. 

“Esses acontecimentos trazem sérias consequências que mudam a história de uma família inteira com danos irreparáveis. Por isso, é de extrema importância que seja de fato elaborada uma lei não apenas no Brasil, mas em outros países ao redor do mundo que possam proteger as técnicas reprodutivas, respaldar pacientes e profissionais que trabalham de forma séria para realizar sonhos e trazer novas possibilidades aos pacientes. Enquanto a lei não existe, o Conselho Federal de Medicina (CFM) é o órgão que contribui para a defesa do aperfeiçoamento das práticas e da obediência aos princípios éticos e bioéticos”, explica o especialista.

 

Matutino ou vespertino: entenda como regular o sono a partir de atitudes simples

Dra. Flávia Oliveira, pediatra e especialista em medicina do estilo de vida, explica a diferença entre os cronotipos e como fazer a higiene do sono para se dormir melhor 

 

Acordar cedo pode ser um dos maiores desafios para algumas pessoas; outras, em contrapartida, têm grande facilidade para despertar logo que o dia amanhece. Também conhecidos como cronotipos, esses comportamentos biológicos ajudam a definir o perfil das pessoas que têm seu pico de rendimento em diferentes horários, seja pela manhã (matutinas) ou no período da tarde (vespertinas). De acordo com a pediatra e especialista em medicina do estilo de vida, Dra. Flávia Oliveira, identificar esses hábitos pode ajudar a regular o sono e ter noites de descanso mais efetivas e reparadoras.

“Para saber qual é o seu cronotipo, basta observar o período em que tende a ficar com sono. As pessoas matutinas costumam dormir mais cedo e acordar mais cedo, já as vespertinas, costumam ter seu pico de melatonina, o hormônio que ajuda na indução do sono, bem mais tarde, portanto, tendem a dormir depois da meia noite e precisam também acordar mais tarde para ter o suficiente descanso”, explica Dra. Flávia, que também é autora do livro Pediatria 2.0: como os 5 pilares da Medicina do Estilo de Vida podem transformar a Pediatria.

A médica ainda salienta que as pessoas vespertinas acabam sofrendo um pouco com essas questões, pois a sociedade prioriza os hábitos matutinos. “Muitas pessoas começam a trabalhar às oito da manhã, crianças e jovens, em rotina escolar, iniciam até antes disso. Para os vespertinos é algo difícil, mal conseguiram acordar e já têm que produzir, sendo taxados, muitas vezes, de preguiçosos, quando não é bem assim. Mas tudo é uma questão de adaptação e a higiene do sono pode ajudar”, complementa.


Como regular o sono

Embora demande um certo esforço para que o corpo se acostume, como em todo novo hábito a ser adotado, Dra. Flávia explica que a higiene do sono pode ser feita de maneira simples, mas capaz de trazer muitos benefícios aos que conseguem regular esse período de descanso, que deve ser, no mínimo, de sete horas por noite.

“A higiene do sono envolve diversos fatores ao longo do dia, não apenas as atividades realizadas perto da hora de dormir. O consumo de cafeína, por exemplo, deve ser evitado oito horas antes de se deitar; já o álcool e os alimentos mais pesados, não devem ser consumidos nas três horas que antecedem este período. Atividades estressantes também não devem ser realizadas nas duas horas que antecedem o descanso, assim como o uso de telas, que precisa ser pausado por pelo menos uma hora antes do sono. Se o seu despertador tocar muitas vezes pela manhã e a função soneca for ativada sucessivamente, tem algo errado com o seu sono, é preciso observar e ajustar”, aponta a especialista.

Além desses fatores, a médica indica como parte da higiene do sono, a exposição diária à luz solar e o preparo do ambiente onde se irá dormir. “O cômodo deve estar bem ventilado, com pouca ou nenhuma luz, e a cama deve ter o conforto ideal. Nesse sentido, vale se atentar para o colchão, que se estiver fora do prazo de validade, pode desencadear crises alérgicas, dores no corpo e desalinhar a coluna. É um item que requer muita atenção nesse processo”, completa.

 

Como escolher o colchão 

Na dúvida sobre qual colchão é o melhor para se dormir bem, Vanessa Ferraz, head de e-commerce da BF Colchões, explica que essa escolha vai depender da necessidade e preferências de cada um. No entanto, o colchão deve garantir o conforto e o relaxamento de várias formas, oferecendo o suporte adequado à coluna, reduzindo os pontos de pressão em áreas como ombros, quadris e joelhos, e isolando os movimentos, no caso dos que dormem com seus parceiros.

“Ao escolher um novo colchão, alguns pontos importantes a serem considerados são o tamanho e o tipo de conforto, que vai desde o macio até o mais firme ou extrafirme, como os ortopédicos. Outro fator relevante é a densidade, que quanto mais alta, consegue oferecer um suporte de peso maior. Sabendo do desafio que é este processo de escolha, a BF Colchões tem um canal no YouTube com diversos vídeos explicativos, que podem ajudar aos que têm dúvidas sobre o colchão ideal”, destaca. 

Ainda de acordo com a especialista da BF Colchões, ao escolher um colchão, avaliar os selos de certificação é extremamente importante. Além do INMETRO, uma certificação obrigatória aos colchões comercializados no Brasil, Vanessa destaca o selo do INER (Instituto Nacional de Estudos do Repouso); uma análise criteriosa, que testa os produtos em diferentes etapas relacionadas à dimensão, densidade, resistência, deformação, entre outras. Atualmente, somente seis fabricantes são homologados sob sua chancela – entre elas, a BF Colchões - em todo o país.


Dia do Esportista: quem pratica atividade física deve cuidar da saúde das pernas

  

Meias de compressão ajudam na recuperação do músculo e no desempenho de quem pratica exercícios físicos, seja de forma amadora ou profissional
 

Em 19 de fevereiro é comemorado o Dia do Esportista. Conhecido também como Dia do Desporto, a data foi criada originalmente a partir da Lei nº 8.672, de 6 de julho de 1993, conhecida como "Lei Zico". Além de homenagear os esportistas, a data é dedicada também à conscientização da importância da prática de atividades físicas e sua contribuição para uma vida mais saudável.

Um importante aliado para a saúde de quem pratica esportes, seja de forma amadora ou profissional, são as meias de compressão graduada. Seu uso tem se tornado cada vez mais popular, tanto entre atletas quanto entre pessoas que desejam melhorar a circulação sanguínea e evitar doenças. 

De forma preventiva, essas meias oferecem resistência aprimorada, desempenho e recuperação após a atividade física. Diminuindo a vibração muscular, a compressão auxilia ainda na melhora da circulação sanguínea, otimiza o movimento e diminui a formação de ácido lático, evitando as temidas câimbras e agilizando a recuperação da musculatura. 

Confira abaixo algumas vantagens do uso de meias de compressão no esporte:

 

- Retardo do desgaste muscular: melhora a circulação sanguínea e reduz a vibração muscular.
 

- Aumento do fluxo sanguíneo: estimula o retorno venoso e aumenta o fluxo de oxigênio e nutrientes para o tecido muscular. Também diminui o acúmulo de ácido láctico nos músculos durante o exercício.
 

- Menor tempo de recuperação: acelera a recuperação muscular, diminui a fadiga, a tensão muscular e o desgaste pós-atividades, além de reduzirem as dores musculares.
 

- Maior conforto: com o alinhamento das fibras musculares que o produto exerce, as passadas ficam mais firmes e mais confortáveis.
 

A SIGVARIS GROUP, empresa global com soluções inovadoras e de alta qualidade em terapia de compressão médica, possui a Linha UP25, com meias e canelitos voltados especialmente para quem pratica atividades físicas, ajudando durante o treino e oferecendo conforto no fim da atividade. Ela também funciona como um músculo extra e trabalha para melhorar a circulação, comprimindo levemente as paredes das veias.


Alimentação ácida: o impacto dos sucos verdes, energéticos e refrigerantes na saúde bucal

Segundo José Todescan Júnior, membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, a moderação no consumo dessas bebidas, aliada a uma boa higiene oral, é a chave para manter um sorriso saudável 

 

A busca por uma alimentação saudável e equilibrada tornou-se uma tendência crescente na sociedade. Sucos verdes, energéticos e refrigerantes sem açúcar, muitas vezes promovidos como opções saudáveis ou energizantes, têm ganhado espaço nos hábitos alimentares. No entanto, é crucial compreender o impacto desses produtos na saúde bucal, particularmente no que diz respeito à acidez e seus efeitos adversos nos dentes.

De acordo com o Dr. José Todescan Júnior, especialista em Prótese Dental, odontopediatria e endodontia, além de membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, a acidez presente em alimentos e bebidas pode desempenhar um papel significativo na deterioração do esmalte dental. “Essa camada protetora é essencial para a preservação da saúde bucal, e sua erosão pode levar a uma série de problemas, como cáries e aumento da sensibilidade”, revela

 

Efeitos do açúcar e acidez

Os sucos verdes, muitas vezes considerados uma opção saudável e rica em nutrientes, podem surpreender quando se trata de acidez. A presença de frutas ácidas e vegetais como limão, maçã verde e abacaxi pode contribuir para níveis elevados de acidez, prejudicando a integridade do esmalte dental. “É importante considerar a frequência e a forma como esses sucos são consumidos para mitigar os impactos negativos na saúde bucal”, alerta.

Assim como os refrigerantes, os energéticos são conhecidos por sua acidez e alta concentração de açúcares. “Essa combinação pode resultar em um ambiente propício para o desenvolvimento de cáries e outros problemas dentários. A conscientização sobre o consumo responsável dessas bebidas é essencial para proteger a saúde dos dentes”, pontua.

Segundo o especialista, existem maneiras para proteger a saúde bucal desse tipo de ameaça:

  • Reduzir a frequência de consumo de sucos verdes, energéticos e refrigerantes;
  • Após o consumo dessas bebidas, realizar um enxágue bucal com água para ajudar a neutralizar a acidez e proteger os dentes;
  • Manter uma rotina rigorosa de higiene oral, incluindo escovação e uso de fio dental;
  • Agendar consultas regulares com um profissional de odontologia para monitorar a saúde bucal e abordar precocemente qualquer problema identificado.

Todescan acredita que as pessoas precisam estar cientes do impacto específico que certos alimentos e bebidas podem ter na saúde bucal. “A moderação no consumo de sucos verdes, energéticos e refrigerantes, aliada a uma boa higiene oral, pode ser a chave para manter um sorriso saudável e prevenir complicações dentárias no longo prazo”, finaliza.  



José Todescan Júnior - Atuando com excelência na área de Odontologia há mais de 33 anos, José Todescan Júnior é especialista em Prótese Dental, Odontopediatria e Endodontia pela USP. Membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, membro da IFED (International Federation Esthetic Dentistry), membro da Associação Brasileira de Odontologia Estética e membro da ABOD (Associação Brasileira de Odontologia Digital). Ele acredita que o profissional que se aperfeiçoa em diversas áreas pode escolher sempre o melhor para os pacientes.

Clínica Todescan
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Cansaço em excesso pode ser indício de ferritina baixa

Especialista explica as consequências do problema e caminhos para tratá-lo

 

Você está constantemente cansado e se sentindo sem energia? Esses podem ser sinais de algo mais sério do que apenas uma noite mal dormida. A ferritina, uma proteína produzida pelo fígado, desempenha um papel importante no armazenamento de ferro no organismo e sua deficiência pode ser a raiz de vários sintomas debilitantes.

De acordo com o Dr. Gustavo Feil, renomado médico especializado em Ciências da Longevidade Humana e Nutrologia, com sua capacidade única de transportar até quatro mil átomos de ferro simultaneamente, a ferritina é fundamental na fabricação de hemoglobina e mioglobina, contribuindo para o transporte eficiente de oxigênio pelo sangue. “O exame laboratorial de ferritina não apenas é útil na avaliação dos níveis de ferro no sangue, mas também no diagnóstico de condições como anemia, hepatite, esteatose e até mesmo distúrbios inflamatórios, como observado em casos de Covid e gripe”, acrescenta.

Ele explica ainda que níveis ótimos da proteína em questão são considerados entre 60 a 180 ng/mL, porém, é necessário não se iludir com os valores de referência padrão apresentados pelos laboratórios. “Cada indivíduo é único e é importante considerar o quadro clínico geral ao interpretar esses resultados", explica.

A elevação da ferritina pode indicar excesso de ferro no organismo, sendo associada a uma variedade de condições, desde alcoolismo a hepatite. O Dr. Gustavo Feil alerta que, em alguns casos, o aumento dela pode não coincidir necessariamente com níveis elevados de ferro, indicando potenciais problemas de saúde, como processos inflamatórios associados a doenças graves.

Já a deficiência da substância traz sintomas como cansaço, fraqueza, palidez e queda de cabelo, além de dificuldade em realizar atividades físicas, sonolência excessiva, tonturas, unhas fracas, falta de concentração, dores de cabeça recorrentes e falta de ar - mesmo com esforço mínimo. 

O tratamento varia de acordo com a causa, podendo incluir suplementação de ferro, dietas específicas ou, em casos mais graves, injeções parenterais. “É importante salientar que, para saber mais sobre os níveis de ferritina e como interpretar os resultados, é fundamental um diagnóstico realizado por profissionais qualificados”, conclui o Dr. Gustavo. 

A boa notícia é que, uma vez diagnosticada a deficiência de ferritina, o problema pode ser tratado e corrigido com a supervisão adequada de profissionais médicos. 

  

Gustavo Feil - médico do desenvolvimento Físico e Mental com foco em Nutrologia e Medicina da Longevidade formado pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ/ SC e está sempre em busca da melhor versão em saúde, por meio da prevenção e promoção do bem estar. Também é pós graduando em Nutrologia pela USP RP e em Ciências da Longevidade e Vida Saudável pela Academia Longevidade Saudável. Possui trabalho com foco em emagrecimento, performance, estilo de vida saudável, longevidade e desenvolvimento humano. Para saber mais, acesse pelas redes sociais @drgustavofeil.

 

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