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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Tendência de sorriso: conheça 4 tipos de lente de contato e suas particularidades

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Tratamento virou tendência entre famosos e pode ser usado para melhorar forma, cor e espaço entre os dentes 

 

 O tratamento com lentes de contato virou tendência entre os famosos e acabou despertando o interesse do público em geral. Ter um sorriso perfeito é o sonho de muita gente e elas podem ser a solução para problemas na forma, cor, tamanho, alinhamento, espaçamento entre dentes (diastema), até o restauro de dentes que sofreram algum trauma. A dentista Fernanda Oliani, consultora técnica da Oral Sin, explica quais são os quatro tipos que os pacientes podem encontrar nos consultórios:


Lentes de Contato de Porcelana

Feitas de material cerâmico, as lentes de porcelana são altamente resistentes a manchas e a desgastes. Elas proporcionam uma aparência natural e translúcida, sendo indicadas para casos em que se deseja uma transformação significativa do sorriso.

“A estrutura feita em porcelana é recomendada para diferentes casos, como: restauração de dentes fraturados ou lascados, complementar ao tratamento ortodôntico, correção da coloração alterada na dentição — como manchas superficiais no esmalte dentário, ou até mesmo as mais intrínsecas (dentina); correção de ângulos e/ou aumento do comprimento ou largura”, explica Fernanda.


Lentes de Contato de Resina

Fabricadas com material compósito, as lentes de resina oferecem boa resistência e resultado estético satisfatório. São recomendadas desde para correções leves, como pequenos desgastes ou imperfeições nos dentes até necessidade de reparações maiores, e podem ser uma opção mais acessível financeiramente.

“Vale destacar que a lente de resina possui limitações quando comparada à porcelana, sendo elas, o desgaste e alteração de cor devido à porosidade e composição do material”, diz a consultora técnica da Oral Sin.


Lentes de Contato Ultralentes

Essa categoria envolve lentes ainda mais finas e delicadas, com espessura entre 0,2 e 0,5 mm. Elas costumam ser mais aplicadas para modificar casos estéticos leves, de acréscimo dental e geralmente envolve pouco desgaste ou ausência do mesmo. 


Lentes de Contato Híbridas

Como o nome sugere, as lentes híbridas combinam porcelana e resina na sua composição, oferecendo uma resistência intermediária e bom resultado estético. Essa alternativa combina as características de ambos os materiais, sendo uma outra opção de técnica indireta para os pacientes.

As facetas ou lentes de contato dental de porcelana possuem maior longevidade pela resistência ao desgaste e estabilidade de cor. É um tratamento estético sofisticado, podendo ser realizado no fluxo digital no qual a boca é escaneada e as facetas são fresadas em uma máquina específica. 

“Para fazer a escolha certa e alcançar o sorriso dos sonhos, consultar um dentista de sua confiança é essencial para descobrir a opção mais adequada para você”, diz a dentista. 

 

Oral Sin

 

Prefeitura de São Paulo disponibiliza gratuitamente cateter hidrofílico para pacientes com lesão medular e disfunção neurológica urinária

 O dispositivo reduz risco de lesões e infecções urinárias e proporciona maior conforto e qualidade de vida aos usuários que necessitam de cateterismo vesical intermitente (CVI)

 

Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) moradores da cidade de São Paulo que tenham retenção urinária crônica por lesão medular e/ou bexiga neurogênica têm acesso, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade, ao cateter com revestimento hidrofílico para realizar o cateterismo vesical intermitente (CVI) com maior conforto e qualidade de vida.

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (SMS) adquiriu mais de 62 mil unidades do cateter com revestimento hidrofílico da Coloplast, que já vêm prontos para uso, com lubrificação uniforme, reduzindo risco de lesões à uretra e de infecções urinárias, e treinou os profissionais de saúde das UBSs para orientarem os usuários sobre como utilizar o dispositivo.

No Brasil, estudos apontam que a cada 1 milhão de habitantes surgem 40 casos novos de lesão medular por ano, sendo 80% do sexo masculino[1]. E, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cerca de 10 milhões de brasileiros têm problemas de retenção urinária crônica[2], que, ao contrário da incontinência, é causada pelo não esvaziamento fisiológico da bexiga em decorrência de lesões medulares e/ou bexiga neurogênica, entre outras causas.

Estes pacientes necessitam diariamente, entre 4 e 6 vezes/dia, introduzir um cateter na uretra (ou conduto cateterizável) para esvaziar a bexiga. Estes cateteres urinários para cateterismo vesical intermitente são de uso único, ou seja, após cada cateterismo deve ser descartado. Daí a importância deste tipo de dispositivo médico ser disponibilizado, via SUS, para as pessoas com necessidades intimas de saúde.


SOBRE A COLOPLAST

A Coloplast é líder global no desenvolvimento de produtos e serviços que tornam mais fácil a vida de pessoas com necessidades íntimas de saúde, incluindo cuidados com estomias, continência e incontinência urinária e feridas.

Saiba mais nosso site . Visite nossas mídias sociais: @coloplastestomia | @coloplastcontinencia | @coloplastprofessinalbr



SOBRE O PROGRAMA COLOPLAST ATIVA

O Coloplast Ativa é um programa educacional global gratuito focado no usuário, complementar ao atendimento médico, que fornece suporte pessoal, atendimento personalizado, orientações de como ter acesso aos produtos via SUS, convênio ou varejo. Além disso, o programa também fornece um kit com amostras grátis para as pessoas com ostomia e que realizam cateterismo intermitente limpo. Dessa forma, provemos apoio ao paciente desde o primeiro momento da reabilitação até o reestabelecimento da rotina e retomada da qualidade de vida. No Brasil já atendemos mais de 100 mil usuários com estomia e mais de 15 mil que realizam o cateterismo intermitente.

Clique aqui e saiba como participar do programa.


Câncer colorretal: prevenção e detecção precoce são fundamentais, alerta oncologista

Dr. Gabriel de Oliveira Simões, responsável técnico pelo Centro Oncológico do Hospital Unimed Araxá, destaca sintomas que merecem atenção de homens e mulheres

 

O câncer colorretal, que afeta a porção final do intestino, é o segundo tipo de câncer mais incidente tanto em homens quanto em mulheres no Brasil. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), ele representa cerca de 9% dos casos, com uma estimativa de aproximadamente 45 mil diagnósticos por ano. 

Segundo o oncologista clínico, Gabriel de Oliveira Simões, responsável técnico pelo Centro Oncológico do Hospital Unimed Araxá, a prevenção é uma ferramenta crucial na luta contra o câncer colorretal. Ele enfatiza que a prática regular de exercícios físicos, aliada a uma dieta balanceada rica em fibras, e a redução do consumo de alimentos ultraprocessados, além de uma ingestão moderada de carne vermelha, são medidas essenciais na prevenção da doença. “A manutenção de um peso adequado também desempenha um papel significativo na prevenção do câncer colorretal, pois evita o sobrepeso e a obesidade, fatores de risco conhecidos para esse tipo de câncer”, ressalta.

 

Diagnóstico

A colonoscopia é apontada pelo médico como o exame de escolha para a detecção precoce da doença ou de estágios pré-malignos. Ele recomenda que, de modo geral, a realização do exame deve começar a partir dos 45 anos. No entanto, se houver um histórico familiar de câncer colorretal, o médico ressalta a importância de ajustar o início do rastreamento. "Caso a pessoa tenha um familiar próximo com diagnóstico de câncer colorretal, esse exame deve ser feito 10 anos antes da idade do diagnóstico", ressalta o oncologista. "Se o familiar teve câncer de intestino aos 44 anos, o primeiro exame deve ser realizado aos 34 anos. Se o familiar tinha 55 anos ou mais no diagnóstico, vale o início de rastreio aos 45 anos", explica. 


Sintomas 

Alguns sintomas que merecem atenção incluem alterações nas fezes, como escurecimento e fezes mais finas, sangramento ao evacuar, dor abdominal e a alternância frequente entre intestino preso e diarreia. “É fundamental que a população esteja ciente dos fatores de risco e adote hábitos saudáveis, além de realizar os exames de rastreamento conforme as recomendações médicas. A prevenção e a detecção precoce são armas poderosas na luta contra o câncer colorretal”, finaliza o oncologista.


Dentista alerta para os cuidados com a saúde bucal da população idosa

 

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IBGE mostra que a parcela da população idosa subiu 57,4% no comparativo com 12 anos atrás  


Com o envelhecimento da população, os cuidados com a saúde bucal se tornam cada vez mais relevantes, especialmente no caso da população idosa. A saúde bucal adequada desempenha um papel crucial na qualidade de vida, bem-estar geral e na manutenção da saúde física e mental dos idosos.  

A parcela idosa da população brasileira, com 60 anos ou mais, subiu para 57,4% em 2023. Doze anos antes, em 2010, o percentual era de 30,7%. Os dados são da Divisão de Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgado no segundo semestre de 2023 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

Priscila Valles, coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Anhanguera, explica que com o passar dos anos, os idosos sofrem ainda mais com problemas bucais, como cáries, doença periodontal, ausências dentais, boca seca (xerostomia) e outras lesões orais.  

“Essas condições podem ser agravadas por fatores como doenças crônicas, uso frequente de medicamentos e a dificuldade em manter uma higiene adequada. Nesse contexto, é de suma importância que os idosos mantenham uma rotina de consultas regulares ao dentista, sendo recomendável que estas ocorram a cada seis meses. Essas visitas possibilitam a prevenção de algumas doenças e a detecção precoce de novos problemas bucais, o que permite sua intervenção antes que evoluam para estágios mais avançados”, alerta.  

A especialista dá algumas dicas para manter uma saúde bucal adequada. Confira: 

Utilização de escova de dentes com cerdas macias e creme dental com flúor; acompanhados do fio dental diário para remover a placa bacteriana entre os dentes;
 

Atenção à dentadura: Para os idosos que utilizam dentaduras, é necessário cuidado especial. É importante realizar higienização adequada após as refeições e removê-las à noite. Além disso, as dentaduras devem ser ajustadas regularmente pelo dentista, para garantir um encaixe adequado e evitar irritações na boca;
 

Dieta saudável: Uma alimentação equilibrada também desempenha um papel importante na saúde bucal dos idosos. Incentive o consumo de alimentos ricos em cálcio, como leite e derivados, para fortalecer os dentes;

Evite alimentos e bebidas açucarados, que aumentam o risco de cáries;
 

Combate à xerostomia: A boca seca é um problema comum nos idosos, muitas vezes causado por medicamentos. A falta de saliva aumenta o risco de cáries e infecções bucais. Incentive a ingestão de água regularmente e consulte o dentista para obter orientações sobre produtos específicos para combater a xerostomia.
 

A hidratação desempenha um papel importante na prevenção de cáries dentárias. A saliva tem uma função protetora significativa nos dentes, e a hidratação adequada é fundamental para manter a salivação em níveis ideais. A saliva é composta por água e várias substâncias, como enzimas e sais minerais, que ajudam a neutralizar os ácidos produzidos pelas bactérias da boca.

 

Atendimentos de Odontologia na Clínica-Escola da Faculdade Anhanguera  

Como forma de contribuir com a população na prevenção de doenças bucais e outros serviços, a Faculdade Anhanguera Marte oferece atendimentos odontológicos acessíveis, de segunda a sexta, de manhã e à noite. Para ter acesso ao serviço é necessário inscrição prévia para chamada de triagem e avaliação do caso. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (11) 2972-9047 ou fazer inscrição pelo link.  

O curso de Odontologia da Faculdade Anhanguera Marte é referência na formação dos profissionais e a clínica-escola faz em média 500 atendimentos por mês a comunidade, reforçando a qualidade e excelência da instituição na formação completa dos alunos, assim como gera um impacto positivo com serviços acessíveis para população. Além disso, ao finalizar o curso, o estudante estará habilitado para restaurar, extrair e limpar dentes, projetar e instalar próteses, realizar cirurgias e tratar doenças da gengiva, bochecha, língua e muito mais.
Para saber mais sobre o curso de Odontologia da Anhanguera, clique aqui. 


Anhanguera
Acesse o site e o blog para mais informações.


POSTURA IDEAL: ESPECIALISTA EXPLICA RELAÇÃO COM AS DORES NAS COSTAS

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 80% da população sofre com dores nas costas, mas será que a postura correta diminui estes sintomas? Descubra! 

Quem nunca ouviu aquelas velhas frases “Sua postura está errada, se você não corrigir, vai ficar com dor nas costas” ou então “Se você usar muito a coluna, ela pode desgastar”? Não é de hoje que as pessoas falam sobre correção postural, mas pouco se fala sobre a musculatura e a estrutura da coluna. 

Junto dos ligamentos, os ossos da coluna foram feitos para suportar o peso tanto do pescoço quanto da coluna lombar - que não é retificada e, naturalmente, é curvilínea com uma lordose própria que não necessariamente precisa estar reta para não surtir dores.
 

Mas então, existe ou não uma associação? 

“A postura ideal não tem nenhuma relação com as dores nas costas, se trata muito mais de um contexto histórico e uma cobrança pelo padrão de beleza e do que é visualmente correto, do que de fato uma correlação médica”, explica Bernardo Sampaio, fisioterapeuta e diretor clínico do ITC Vertebral de Guarulhos.
 

Já que corrigir a postura não é efetivo como posso, então, melhorar as minhas dores? 

“Para aqueles que desejam comprar aparelhos que prometem corrigir a postura, eu não indico e explico o porquê. O corpo do paciente precisa estar preparado para surtir o efeito esperado de melhora dos sintomas e para que isso aconteça, o uso precisa ser supervisionado por um especialista. Também vale lembrar que parte desse tratamento de correção de postura é puramente estético, não tendo nenhuma garantia de que se corrigindo a postura, as dores nas costas vão desaparecer”, explica Bernardo. 

Para quem fica muito tempo sentado, o fisioterapeuta indica um rolo de posicionamento. A pessoa o posiciona nas costas, um pouco acima da pelve, onde inicia a curva lombar e se apoia. Caso o paciente não queira comprar ou não tenha como comprar o rolo, Sampaio indica utilizar um cobertor enrolado, uma forma simples e eficaz de moderar as dores nas costas. 

“O interessante é que, dessa forma, com o cobertor ou uma toalha, o rolo é se torna moldável e é possível fazê-lo mais grosso ou mais fino, da forma que mais agrade ao paciente. Para usar, é também bastante simples, coloque-o na mesma posição, servindo como um encosto e aproveite o conforto”, finaliza.
 

Bernardo Sampaio - Fisioterapeuta pela PUC Campinas, possui especialização e aprimoramento pela Santa Casa de São Paulo e é mestrando em Ciências da Saúde pela mesma instituição. Atua como professor universitário em cursos de pós-graduação na área de fisioterapia músculo esquelética e é Diretor Clínico do Centro Especializado em Movimento (CEM), ITC Vertebral e Instituto Trata, de Guarulhos.


Alerta Pós-Carnaval: Saúde em Foco. Fique Atento ao Impacto do Carnaval na Saúde Pública

 

O Carnaval, uma época de alegria e celebração sem limites, deixa em seu rastro não apenas lembranças, mas também desafios para a saúde pública. Com as festividades concluídas, surge a necessidade de voltarmos nossa atenção para as repercussões que os excessos podem acarretar à nossa saúde. Durante esse período, a combinação de aglomerações, interações íntimas e, por vezes, negligência com medidas preventivas, cria um terreno fértil para a disseminação de diversas infecções.
 

A ascensão de infecções pós-festividades

Historicamente, observa-se um aumento significativo nas ocorrências de infecções bacterianas e virais após o Carnaval. “Esse fenômeno pode ser atribuído a uma série de fatores, incluindo a queda abrupta na imunidade devido ao cansaço, ao estresse e à falta de sono, bem como à alta exposição a patógenos em meio às multidões. Além disso, comportamentos de risco, como o compartilhamento de objetos pessoais e contatos íntimos sem proteção, exacerbam esse quadro.”, destaca a médica Dra. Renata Domingues de Nóbrega. 


Mononucleose: a doença invisível do carnaval  

Entre as infecções comuns do pós-Carnaval, a mononucleose, frequentemente subestimada, merece especial atenção. Conhecida popularmente como "doença do beijo", seu vínculo com o Carnaval é direto, embora muitas vezes negligenciado. Diferente de outras doenças virais, que manifestam sintomas de forma imediata ou em poucos dias após o contágio, a mononucleose desafia essa lógica com seu período de incubação prolongado - aproximadamente 50 a 60 dias. Esse atraso na manifestação dos sintomas significa que os efeitos do vírus Epstein-Barr, responsável pela doença, só se tornam aparentes semanas após as festividades, quando a conexão com o Carnaval já pode ter sido esquecida.

 

Sintomas e prevenção

A Dra. Renata Domingues de Nóbrega, explica que os sintomas da mononucleose incluem fadiga extrema, febre, dor de garganta intensa e inflamação dos linfonodos, especialmente na região do pescoço. Em alguns casos, pode ocorrer um aumento significativo do tamanho do baço, elevando o risco de ruptura, uma condição grave que demanda atenção médica imediata. É crucial que, ao primeiro sinal desses sintomas, a pessoa afetada procure orientação médica para avaliação e manejo adequados.

A mononucleose, apesar de seu potencial perturbador, geralmente não é uma condição grave quando identificada e tratada corretamente. O manejo da doença envolve principalmente repouso, hidratação adequada e, em alguns casos, medicamentos para aliviar os sintomas. É essencial, no entanto, uma abordagem preventiva, evitando o compartilhamento de utensílios e o contato íntimo não protegido, especialmente em períodos de alta vulnerabilidade, como o Carnaval. 

À luz dessas informações, reforço a importância de estarmos atentos às nossas práticas de saúde, especialmente após períodos de intensa socialização e festividades. “A prevenção, através de comportamentos responsáveis e conscientes, é o melhor caminho para evitar a mononucleose e outras infecções transmissíveis. Se você experienciar sintomas preocupantes, lembre-se de que a consulta médica é um passo fundamental para uma recuperação segura e eficaz. Com medidas simples, mas efetivas, podemos minimizar os impactos pós-Carnaval na nossa saúde, garantindo bem-estar e segurança para todos.”. Finaliza a Dra. Renata Domingues de Nóbrega.

 

Dra. Renata Domingues de Nóbrega - CRM 139.421 - Médica especializada em Nutrologia
Instagram: drarenata_domingues


Posso tomar a vacina contra dengue e receber reembolso do plano de saúde?

 Beneficiários devem consultar a cobertura contratada com o plano de saúde, informa consultoria especializada


Acaba de chegar ao estado de São Paulo a primeira remessa de doses da vacina Qdenga, contra a Dengue. Enquanto a distribuição das 80 mil doses iniciais do imunizante ficará restrita a crianças de 10 e 11 anos de algumas cidades do estado, a população se pergunta se será possível ter acesso à vacina por vias particulares, contando com o reembolso dos convênios de saúde. 

Elaine Souza de Oliveira, Consultora da Nova Assist, explica que, de forma geral, vacinas são fornecidas pela rede pública de saúde e que, por conta disso, não entram como uma obrigatoriedade dos planos de saúde, já que não fazem parte do rol de procedimentos obrigatórios definidos pela Agência Nacional de Saúde (ANS). 

"Em alguns casos exclusivos, pode-se ter direito ao acesso pela rede credenciada em situações como primeira vacinação após nascimento de bebês pelas mães asseguradas em ambiente hospitalar ou quadros de grupos de risco", ressalva a especialista. 

Ela diz ainda que, mesmo não sendo uma exigência da ANS, há operadoras que incluem nas apólices o direito a algumas vacinas, que, quando obtidas de forma particular, podem, sim, ser reembolsadas de forma total ou parcial, de acordo com a apólice e contrato de condições. 

"Por não ser obrigatória, essa cobertura pode ser adicional contratada ou oferecida por algumas operadoras. Por isso é importante sempre consultar a apólice contratada e as condições de utilização para saber se e quais vacinas o beneficiário pode tomar na rede particular e receber o reembolso", explica Elaine.


Nova Assist

Dengue pode causar complicações no sangue, alertam especialistas

Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) orienta sobre quadros clínicos de plaquetopenia, vasodilatação sanguínea e da necessidade de transfusão de sangue em casos mais severos.

 

Dados do Ministério da Saúde informam que, apenas em janeiro de 2024, foram registrados 217 mil casos de dengue no Brasil, mais que o triplo em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram notificados mais de 65 mil casos. Doença infecciosa causada pelo vírus Aedes aegypti, a dengue tem repercussão no sangue devido à vasodilatação, com potenciais riscos, como o desenvolvimento de plaquetopenia, cujas pintinhas vermelhas são características, podendo apresentar a necessidade de transfusão sanguínea em casos hemorrágicos, sua forma mais grave. 

O médico hematologista Dr. Carmino de Souza, diretor científico da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), explica que nos pacientes diagnosticados com dengue acontece uma vasodilatação com extravasamento de plasma sanguíneo, a parte líquida do sangue, havendo risco de pressão baixa, de desidratação e até de morte. 

“Além disso, um fenômeno que acompanha a vasodilatação é o extravasamento de plaquetas, células responsáveis pela coagulação, o que leva a uma plaquetopenia, que são o aparecimento de pintinhas vermelhas nos membros do corpo. No entanto, ela é reversível à medida que a dengue vai se controlando”, diz ele, que também é professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 

Em casos raros, complementa Souza, pode haver a necessidade de o paciente receber doação de sangue para elevar o nível de plaquetas: “Mas é pouco comum, embora quando o paciente tem dengue hemorrágica seja importante esse acompanhamento do médico clínico geral para avaliação por meio de exames como o hemograma”, conta. Nesses casos, um médico hematologista pode oferecer um suporte. Também é importante mencionar que o paciente com dengue não deve doar sangue por aproximadamente 30 dias após o diagnóstico.

 

Vacina - Em alguns municípios, o governo federal irá iniciar a imunização contra a dengue de pessoas de 10 a 14 anos, a partir deste mês. De acordo com a médica virologista Drª Ester Sabino, membro do Comitê de Doenças Infecciosas Transmitidas por Transfusão da ABHH, o Ministério da Saúde definiu essa estratégia porque ainda existem poucas doses de vacina, sendo escolhida a faixa etária considerada mais vulnerável e com mais internações. 

Mas a vacina da dengue não é indicada para pacientes em tratamento onco-hematológico, como detalha a Drª Adriana Scheliga, médica hematologista e membro do Comitê do Comitê de Linfomas não-Hodgkin da ABHH. “Devido a vacina ser produzida por um vírus vivo atenuado, não indicamos aos pacientes em tratamento do câncer, assim como vacinas para caxumba, sarampo, rubéola, febre amarela, poliomielite, entre outras. Neste caso, é necessário a prevenção usando repelente e combatendo o mosquito com as medidas cabíveis em casa, por exemplo, não deixando água parada em vasos de planta”, orienta ela. 

“Para pacientes com uma imunossupressão mais severa, por exemplo, em pessoas vivendo com HIV com o organismo mais debilitado, é importante uma avaliação do médico, que irá verificar a situação clínica e o contexto epidemiológico da região onde ele vive”, completa Souza.

 

Atenção à saúde - Para os especialistas, a experiência da pandemia da COVID-19 também serviu de alerta ao governo no gerenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) em epidemias como a de dengue. “A COVID-19 desorganizou os serviços de saúde inclusive a resposta à dengue. Essa desorganização associada ao aumento da temperatura fará com que este ano tenhamos uma das maiores epidemias de dengue”, pontua Sabino, também, professora da Universidade de São Paulo (USP). 

Para Souza, a pandemia da COVID-19 evidenciou que com um serviço de saúde organizado, seja ele público ou privado, a resposta à epidemia de dengue deve ser mais efetiva. “Na grande maioria dos casos de dengue, com exceção dos casos mais graves, o tratamento é feito na rede básica do SUS. Portanto, quanto mais bem organizadas as equipes e a relação com os laboratórios para diagnóstico, melhor. Com uma população bem informada, com o diagnóstico precoce e a hidratação do paciente no tratamento, haverá uma boa evolução dos casos”, conclui o médico.

 

Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular - ABHH


Gordura no Fígado: O Inimigo Silencioso da Sua Saúde

O que você precisa saber para manter seu fígado e seu corpo saudável

 

A gordura no fígado, também conhecida como esteatose hepática, é uma condição cada vez mais comum e preocupante em todo o mundo. Ela ocorre quando há acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado, o que pode levar a complicações graves, como a esteato-hepatite não alcoólica (EHNA), fibrose hepática e cirrose. A médica Dra. Renata Domingues de Nóbrga, explica de forma detalhada as estratégias de prevenção e tratamento da gordura no fígado.
 

Entendendo a Gordura no Fígado


A gordura no fígado é uma condição em que ocorre o acúmulo de gordura nas células do fígado, causando inflamação e danos aos órgãos. É uma condição comum, afetando cerca de mais de 25% da população mundial. As principais causas da gordura no fígado são a obesidade, diabetes, colesterol alto e consumo excessivo de álcool. Os sintomas podem incluir fadiga, desconforto abdominal e aumento do tamanho do fígado. Se não tratada, a gordura no fígado pode evoluir para condições mais graves, como a EHNA, fibrose e cirrose.


“Existem vários fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de desenvolver gordura no fígado. Entre eles estão a obesidade, diabetes tipo 2, síndrome metabólica e consumo excessivo de álcool. Pessoas com esses fatores de risco devem estar cientes do potencial de desenvolver gordura no fígado e tomar medidas para preveni-la. A genética e certos medicamentos também podem desempenhar um papel no desenvolvimento da gordura no fígado.”. Destaca a Dra. Renata Domingues de Nóbrega.


Prevenção da Gordura no Fígado

 

1. Alimentação saudável para um fígado saudável

Uma dieta equilibrada e nutritiva é fundamental para manter um fígado saudável. Uma dieta rica em alimentos integrais, frutas, legumes e proteínas magras pode ajudar a reduzir o risco de gordura no fígado. É importante limitar as gorduras saturadas, açúcares adicionados e alimentos processados, pois esses podem contribuir para o acúmulo de gordura no fígado. Consultar um nutricionista para orientação personalizada sobre uma dieta saudável pode ser benéfico.
 

2. Exercício como aliado para a saúde do fígado

A atividade física regular tem inúmeros benefícios para a saúde geral, incluindo a saúde do fígado. O exercício pode ajudar a reduzir a gordura corporal e melhorar a sensibilidade à insulina, o que pode diminuir o risco de gordura no fígado. É recomendado participar de exercícios aeróbicos e de resistência para uma saúde hepática ideal.
 

3. Controle de condições médicas

Indivíduos com condições como diabetes tipo 2, hipertensão e dislipidemia têm um risco maior de desenvolver gordura no fígado. É essencial gerenciar adequadamente essas condições por meio de medicamentos e mudanças no estilo de vida para prevenir a progressão da gordura no fígado. Seguir o tratamento prescrito pelo médico e adotar um estilo de vida saudável pode melhorar significativamente a saúde do fígado.
 

4. Evitando o consumo excessivo de álcool

O consumo excessivo de álcool pode ter efeitos prejudiciais no fígado, incluindo o desenvolvimento de gordura hepática. É importante limitar o consumo de álcool ou abster-se completamente, dependendo da condição do fígado do indivíduo. Mulheres não devem consumir mais de uma bebida por dia, enquanto homens devem limitar seu consumo a duas bebidas por dia.
 

Tratamento da Gordura no Fígado
 

1. Mudanças no estilo de vida como primeira linha de tratamento

Para pessoas com gordura no fígado, a primeira linha de tratamento é fazer mudanças significativas no estilo de vida. Perder peso gradualmente, seguir uma dieta equilibrada e praticar atividade física regular pode ajudar a reduzir a quantidade de gordura no fígado. Essas mudanças também podem melhorar a saúde geral e prevenir a progressão da gordura no fígado.
 

2. Importância do acompanhamento médico

Consultas regulares com hepatologista e nutrólogo são essenciais para pessoas com gordura no fígado. Esses profissionais podem monitorar a saúde do fígado e fazer os ajustes necessários no plano de tratamento. Exames de sangue e exames de imagem também podem ser usados para avaliar a condição do fígado ao longo do tempo.
 

3. Casos avançados: tratamento especializado

Em casos mais graves de gordura no fígado, pode ser necessário um tratamento especializado. Isso pode incluir medicamentos e intervenções específicas, dependendo da progressão da doença. É importante consultar um médico para opções de tratamento individualizadas. 

“A gordura no fígado é uma condição comum e potencialmente perigosa, mas é prevenível e tratável com mudanças no estilo de vida. Ao adotar uma dieta saudável, praticar atividade física regular e gerenciar condições médicas, podemos proteger nosso fígado e evitar complicações graves. Buscar orientação profissional para um plano de prevenção e tratamento personalizado é crucial. Cuide do seu fígado, cuide da sua saúde!”. Finaliza a Dra. Renata Domingues de Nóbrega.

 

Dra. Renata Domingues de Nóbrega - CRM 139.421 - Médica especializada em Nutrologia. Profissional com foco no diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças provocadas pela má alimentação e estilo de vida. A partir de seus conhecimentos em fisiologia humana e fisiopatologia das doenças, a Médica Nutróloga atua com objetivo no EMAGRECIMENTO SAUDÁVEL, MANUTENÇÃO DO PESO, REEDUCAÇÃO ALIMENTAR e reposição de micronutrientes que todo organismo necessita, através de protocolos de saúde. A Médica Nutróloga leva também para seus pacientes LONGEVIDADE e conscientização para uma alimentação balanceada.
Instagram: drarenata_domingues


Fevereiro Roxo: a ciência busca novos tratamentos para o Alzheimer, mas ainda não há medicações com eficácia comprovada para a doença

 O Fevereiro Roxo é o mês dedicado à conscientização das doenças crônicas, incluindo o Alzheimer, doença que afeta mais de 50 milhões de pessoas no mundo 

 

O Fevereiro Roxo é lembrado por ser o mês de conscientização das doenças crônicas, como o Alzheimer, a fibromialgia e o lúpus. O Alzheimer é uma das doenças que mais preocupam, uma vez que ela pode afetar mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo estimativas da Alzheimer’s Disease International, com possibilidade de crescimento para 74,7 milhões em 2030 e 131,5 milhões em 2050, especialmente por conta do envelhecimento da população.

“A Informação e o conhecimento trazem clareza para as ações de uma forma em geral. Quanto maior for o grau de clareza sobre quais são os sintomas iniciais do paciente, mais rápido é possível identificar e tratar a pessoa. Para os familiares, esse conhecimento leva-os a procurar auxílio mais precocemente o que diminui muito ansiedade e preocupação gerada pela dúvida. Com um diagnóstico realizado, os cuidadores podem utilizar ferramentas melhores para lidar com o paciente que passa a ser mais bem cuidado, o que minimiza os impactos da doença”, destaca o neurologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Tiago Sowmy.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, de instalação progressiva e que ainda não tem cura. Segundo o médico, os primeiros sintomas da doença são alguns tipos de esquecimentos e problemas de memória. “São exemplos não encontrar objetos guardados recentemente, esquecer compromisso ou consultas, confundir-se com medicações, ter dificuldades para nomear objetos, dificuldades em se deslocar ou fazer caminhos antes conhecidos e abandonar tarefas sem finalizá-las”, explica.

Essas alterações cognitivas começam a reduzir a independência da pessoa que passa a não conseguir mais realizar tarefas instrumentais básicas, passa a ter alterações comportamentais, confusões mentais e alteração do ciclo do sono. Isso acaba sendo percebido por familiares próximos, parceiros ou cônjuges, o que pode gerar situações de estresse. “O estresse (crônico) é um fator de risco associado ao desenvolvimento de demência. Uma vida mais tranquila com regramento de atividades físicas e sociais, uma programação mais organizada das atividades diárias além de um sono reparador e medicações para controle comportamental são práticas que auxiliam”, destaca.

O médico detalha que a prevenção pressupõe alguns fatores de risco modificáveis para o desenvolvimento da doença, como obesidade, stress, hipertensão, tabagismo e diabetes. “Alguns hábitos também favorecem a proteção (ou o atraso de manifestação) da doença como prática de atividades físicas regulares e a realização de atividades cognitivas e sociais. O desenvolvimento de exercícios cognitivos que possam auxiliar a manutenção de uma reserva cognitiva fisiológica também é uma prática positiva para evitar o aparecimento da doença. Outros fatores de risco não modificáveis como a idade e algumas mutações genéticas também podem influenciar”, avalia, ressaltando que apesar de haver alguns tratamentos promissores e medicações específicas que podem diminuir o risco de desenvolver a doença, ainda não há estudos científicos que comprovam a eficácia destas medicações em ambiente fora de pesquisa clínica.

Segundo o neurologista, o foco estaria em medicações que realizam uma espécie de “limpeza” no tecido neurológico, retirando a proteína beta-amiloide, considerada a principal via da doença. “Há, porém, controvérsias quanto à origem da doença. Essas medicações, se indicadas, devem ser realizadas em pacientes que ainda apresentem sintomas leves da doença. Caso contrário não há evidencias de sua eficácia”, destaca. Ele alerta ainda que é importante evitar tratamentos alternativos que prometem a cura da doença e que não gerarão os benefícios esperados ao paciente. 


Hospital Edmundo Vasconcelos
Site: www.hpev.com.br


Alergia à lactose? Intolerância ao leite?

 Vamos resolver essa confusão? 


 Conheça os principais alimentos que causam alergia

 Alergia alimentar pode causar anafilaxia e até levar ao óbito

Alergia alimentar tem cura? 

 

O Departamento Científico de Alergia Alimentar da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) preparou um Question and Answers para esclarecer algumas das principais dúvidas sobre o tema.

 

 No Brasil não há estatísticas oficiais, porém, a prevalência parece se assemelhar com a literatura internacional, que mostra cerca de 8% das crianças, com até dois anos de idade, e 2% dos adultos com algum tipo de alergia alimentar.


 

- O que é alergia alimentar?

Alergia alimentar é uma resposta anômala do sistema imunológico contra uma proteína de determinado alimento. Existe uma predisposição genética para isso e nos últimos anos se reconhece a influência do meio ambiente neste processo – mudança de estilo de vida e alimentação são alguns dos fatores mais associados. Ao reconhecer a proteína como algo prejudicial, o sistema imunológico deflagra algumas respostas que acabam por se manifestar em forma de sintomas desagradáveis e potencialmente graves.


 

- Existe alergia à lactose?

Não! Esse é um erro comum. Mas vamos explicar:

 

Alergia ao Leite – quando o paciente apresenta uma reação à proteína, seja a do leite ou de um outro alimento, como o ovo, que também é muito comum. Reações alérgicas podem ser graves e até fatais. Quem cuida da alergia à proteína é o especialista em Alergia e Imunologia.

 

Intolerância à Lactose – quando o paciente apresenta um desconforto no aparelho digestivo devido a uma reação ao açúcar do leite. Neste caso, não há risco grave para a saúde. Quem cuida da intolerância é o especialista em Gastroenterologia.


 

- Quais os sintomas da alergia alimentar?

Os sintomas são bastante variados e podem se manifestar de vermelhidões locais isoladas a um colapso cardiovascular. Entre as manifestações possíveis, destacam-se:

 

- Cutâneas: placas vermelhas localizadas ou difusas por todo corpo (urticária), inchaço de olhos, bocas e orelhas (angioedema), coceira. A dermatite atópica, lesão de pele extremamente pruriginosa (muita coceira), está associada a alimentos apenas nas formas mais graves (dermatite ou eczema disseminados pelo corpo e não apenas em dobras de cotovelos e joelhos).

 

- Gastrointestinais: diarreia e vômitos imediatos; um mecanismo imunológico conhecido por “não mediado por IgE” pode acarretar sintomas gastrintestinais mais tardios, horas ou dias após a ingestão (leite e soja são os alimentos mais comumente relacionados) e incluem um ou mais dos sintomas: diarreia com ou sem sangue, refluxo exacerbado, perda de peso, vômitos prolongados.

 

- Respiratória: falta de ar e chiado no peito (broncoespasmo) pode ocorrer de forma imediata após a ingestão do alimento. Pacientes com asma não controlada são mais predispostos a este sintoma. Mas é importante ressaltar que sintomas crônicos do sistema respiratório, como asma e rinite, dificilmente são manifestações de alergia alimentar quando não houver alterações cutâneas e/ou gastrintestinais.

 

- Cardiovasculares: a queda da pressão arterial, levando a desmaio, tontura, arroxeamento dos lábios (hipóxia) caracteriza o choque anafilático e representa a forma mais grave da doença.


 

Muito importante: a definição de anafilaxia não é apenas quando o paciente apresenta sintomas respiratórios e/ou cardiovasculares. O acometimento de dois ou mais sistemas (ex: cutâneo e gastrintestinal) caracterizam uma anafilaxia e devem ser tratados como tal (adrenalina intramuscular). Um exemplo: paciente com urticária (sistema cutâneo) e vômitos (gastrintestinal) já deve ser classificado como anafilático.  


- Quais são alimentos mais comumente alergênicos?

Existe uma lista de 8 alimentos principais: leite, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar. No entanto, vários outros alimentos vêm paulatinamente ocupando espaço na lista dos alérgenos, caso das sementes (destaque para o gergelim) e algumas frutas. A frequência de alergia a amendoim e castanhas aumentou entre a população pediátrica nos últimos anos.

 

- Na primeira exposição ao alimento a pessoa já pode ter uma reação alérgica?  

Para apresentar uma reação alérgica, o indivíduo deverá ter tido algum contato com o alimento previamente, o que leva à sensibilização (formação de anticorpos sem reação clínica). Algumas vezes, esse contato não ocorre de maneira óbvia, por meio da ingestão. A sensibilização pode ocorrer por meio de contato com a pele (exemplos:  cremes, hidratantes e pomadas que contenham proteínas de alimentos em sua composição, como leite e algumas castanhas) ou até mesmo via leite materno. Alguns alimentos são ingeridos várias vezes antes do paciente apresentar reações, como os frutos do mar. Outros, como o leite e ovo, geralmente não necessitam de um tempo prolongado de exposição antes de desencadear sintomas.

 

- Alergia alimentar pode ser fatal?

Sim. A maior parte das anafilaxias em crianças de até 5 anos de idade ocorre por alimentos, com chance de óbito se não prontamente atendidas. Ainda que a adrenalina intramuscular (medicamentos de emergência) tenha sido administrada adequadamente no momento da reação, o paciente deverá ser observado por algumas horas, uma vez que há chance de apresentar a mesma reação horas depois (reação bifásica, registrada em cerca de 25% dos pacientes). No caso de ser a primeira reação, ainda que não anafilática, e o paciente/família não estiverem cientes do tratamento, a procura por atendimento médico também é recomendada. 

 

- Alergia alimentar tem cura?

Alimentos como leite, ovo, trigo e soja, tipicamente iniciados na infância, causam alergias mais efêmeras e grande maioria perde a alergia até a segunda década de vida. Amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar, passíveis de iniciar em qualquer idade, são tipicamente persistentes por toda a vida do indivíduo. As características das respectivas proteínas parecem estar relacionadas com a história natural da doença.  



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