Pesquisar no Blog

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Atenção à dengue: Brasil apresenta recorde de mortes pela doença em 2023

Médico faz alerta para medidas de prevenção e identificação da doença


Em 2023, o Brasil bateu recorde de mortes por dengue. Segundo dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), foram contabilizados 1.094 óbitos, o que representa um aumento de 3,89% em comparação com o ano anterior. 

De acordo com especialistas, o aumento se dá pela circulação de quatro sorotipos diferentes da doença. Isso significa que cada indivíduo pode contrair quatro tipos da dengue e, apesar de ser infectado por um vírus e adquirir imunidade contra ele, ainda restam outros três tipos suscetíveis à infecção. 

Juan Carlos Boado, médico e diretor Técnico do Hospital Bom Pastor localizado em Guajará-Mirim (RO), alerta para cuidados redobrados da população a fim de evitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue e doenças relacionadas. 

“O jeito mais efetivo de prevenir a doença é através do combate ao mosquito. Por isso, é importante eliminar os focos de água parada em caixas d’água, garrafas, pneus, pratos de vasos em jardins, entre outros. Além disso, é preciso limpar frequentemente os quintais nesse período chuvoso, contribuindo para a prevenção de todos”, completa.

 

Atenção aos sinais de alerta

·         Febre alta com início súbito (39° a 40°);

·         Agitação;

·         Dor atrás dos olhos;

·         Forte dor de cabeça;

·         Perda do paladar e apetite;

·         Cansaço extremo;

·         Náuseas e vômitos persistentes;

·         Dor nos ossos e articulações;

·         Dor abdominal.

 

Juan ressalta, ainda, que é importante ficar atento à dengue hemorrágica, tipo mais grave da doença. Parecido com os sintomas clássicos, a diferença é que o doente apresenta sangramentos, principalmente nas gengivas e pele, vômitos persistentes e dor abdominal intensa e contínua. 

“Esse tipo de caso pode levar à morte. Por isso, o paciente deve ser levado imediatamente para um hospital de referência, para monitoramento e tratamento clínico especializado”, alerta o médico.


Janeiro Verde: mês de conscientização sobre o Câncer de Colo do Útero

Vacina contra HPV é o método de prevenção mais efetivo, segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC)

 

Janeiro Verde é o mês da conscientização sobre o câncer de colo do útero, também conhecido como câncer cervical, e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) reforça a importância da imunização contra o HPV como principal método de prevenção. De acordo com o relatório anual do Instituto Nacional de Câncer (INCA), apresentado em 2023, este é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre mulheres no Brasil. Segundo a estimativa do mesmo documento, 17 mil novos casos serão diagnosticados para cada ano do triênio 2023-2025. Entre as principais causas deste tipo de neoplasia está a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), que pode ser evitada por meio da vacina tetravalente disponível na rede pública e privada (que hoje também já tem disponível a vacina nonavalente).  

O HPV é transmitido pela atividade sexual e alguns dos seus subtipos podem causar câncer, incluindo o câncer de colo do útero. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação preferencialmente antes do início da vida sexual, considerando a faixa etária de 9 a 14 anos para meninas, e 11 a 14 anos para os meninos. “Os estudos mostram que a vacina contra o HPV é segura e pode salvar milhares de vidas, já que a imunização dos adolescentes tem relação direta com a diminuição da incidência dos tumores relacionados à infecção pelo vírus”, explica a Dra. Andreia Melo, oncologista clínica especialista em tumores ginecológicos e membro do Comitê de Lideranças Femininas da SBOC. 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas, sendo que esta porcentagem pode ser maior nos homens. A especialista ressalta que além do câncer do colo de útero, a vacina contra o HPV ainda pode prevenir outros tipos de tumores: “A imunização protege também contra o câncer de vagina, vulva, pênis ou canal anal, além de alguns tumores da região da cabeça e pescoço”.
 

Sintomas, detecção e tratamento 

O câncer de colo do útero ocorre por meio de alterações das células uterinas e os primeiros sintomas demoram a aparecer, sendo eles manifestados com sangramentos, corrimento anormal, dores abdominais, queixas urinárias e dores durante a relação sexual. Por isso, é importante a realização do exame Papanicolau a partir dos 25 anos, mesmo em mulheres que foram imunizadas contra o HPV, porque ele permite a detecção de uma lesão pré-invasora (neoplasia intraepitelial cervical).  

O tratamento para o câncer de colo de útero é avaliado caso a caso de acordo com o estágio da doença, a idade do paciente e questões pessoais, como a vontade da mulher em gerar filhos. Pode envolver cirurgia (histerectomia), quimioterapia combinada à radioterapia, ou em casos avançados da doença a imunoterapia em combinação com quimioterapia. “Quando detectado em fase inicial, o câncer do colo de útero apresenta grandes chances de cura”, completa Dra. Andreia Melo.

Você Conhece a Relação Entre Corante Vermelho e Doenças no Intestino?

Descubra Tudo o que Precisa Saber e Como Identificar os Corantes nos Rótulos 

Os corantes são substâncias amplamente utilizadas na indústria alimentícia, têxtil e outras aplicações, com o objetivo de dar cor a objetos, roupas, alimentos, bebidas e até mesmo cosméticos e medicamentos. No entanto, muitas pessoas não sabem que esses corantes podem ter impactos negativos na saúde, especialmente quando consumidos em grandes quantidades. 

O médico nutrólogo Dr. Ronan Araujo, destaca que dentre os diversos tipos de corantes, o vermelho é um dos mais comuns e pode ser encontrado em diversos produtos, como carnes processadas (por exemplo, salsichas), bebidas, doces populares como M&Ms e Skittles, salgadinhos industrializados como Doritos, cereais matinais e até mesmo em suplementos alimentares. No entanto, é crucial estar atento ao tipo de corante utilizado, pois nem todos são seguros para o consumo. 

Um dos corantes vermelhos mais utilizados na indústria alimentícia é o carmim, também conhecido como cochonilha, extrato de cochonilha ou vermelho natural 4. Ele é extraído de insetos como os besouros e pode ser encontrado em alimentos, cosméticos e tintas. No entanto, esse corante pode causar sintomas de alergia em algumas pessoas, como inchaço facial, chiado no peito, erupções cutâneas e complicações intestinais. Em casos graves, pode até mesmo desencadear uma reação anafilática.

Além do carmim, existem outros corantes vermelhos utilizados na indústria alimentícia, como a cochinilha, obtida a partir do inseto Dactylopius coccus, e a beterraba vermelha, extraída da raiz da beterraba. Porém, é importante destacar que nem todos os corantes vermelhos são naturais. Muitos deles são sintéticos, produzidos a partir de compostos petroquímicos. 

Entre os corantes vermelhos sintéticos mais utilizados, podemos citar o Vermelho Allura (INS 129) e o Ponceau 4R (INS 124). Ambos são derivados de compostos petroquímicos e podem ser encontrados em alimentos, bebidas e produtos farmacêuticos. No entanto, alguns países proíbem o uso desses corantes devido aos riscos à saúde. 

Outro corante vermelho sintético bastante conhecido é o Amaranth (INS 123), também chamado de Bordeaux S. Ele é proibido em países como Estados Unidos, Áustria, Noruega e Rússia, mas ainda é permitido no Brasil.

Mas qual é o impacto desses corantes vermelhos na saúde, mais especificamente no intestino?

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Ontário, no Canadá, revelou que o corante vermelho pode ter efeitos negativos no trato gastrointestinal. 

Segundo os pesquisadores, o corante vermelho pode inibir a capacidade de absorção de nutrientes, água e eletrólitos pelo intestino, aumentando o risco de doença inflamatória intestinal. Isso porque o corante pode causar inflamação na mucosa intestinal, afetando a saúde e a função dessa importante parte do sistema digestivo. 

“Portanto, é importante estar atento aos rótulos dos produtos alimentícios e verificar a presença de corantes vermelhos, tanto pelo nome específico quanto pelo número INS. Caso o número INS esteja presente na lista de ingredientes, significa que o produto contém algum tipo de corante. E se for o caso, é necessário analisar se o corante é seguro para o consumo.”. Orienta o Dr. Ronan Araujo. 

É importante ressaltar que nem todos os corantes vermelhos são prejudiciais à saúde. Existem também corantes naturais, como as antocianinas, pigmentos vermelhos encontrados em frutas e vegetais, que podem ter efeitos benéficos para a saúde. 

“É sempre recomendado optar por alimentos e produtos que não contenham corantes artificiais em sua composição. Além disso, é fundamental ter uma alimentação equilibrada e variada, rica em nutrientes e fibras, para manter a saúde intestinal em dia.”. Conclui o Dr. Ronan Araujo.


Dr. Ronan Araujo - Formado em medicina pela Universidade Cidade de São Paulo, médico especializado em nutrologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia). Com foco em causar impacto e mudar a vida das pessoas através de sua profissão, ele também se tornou membro da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), que o leva a ser atualmente um dos médicos que mais conhece e entrega resultados quando falamos sobre emagrecimento e reposição hormonal. O Dr. Ronan Araujo quer influenciar na mudança de estilo de vida, de hábitos e ajudar as pessoas a viverem mais tempo e com mais qualidade. “Não é apenas sobre emagrecimento, é sobre transformar vidas”, é um dos lemas do médico. Com atendimento único, acolhedor e resultados rápidos na parte da estética e da saúde.


Janeiro Verde: mês de conscientização sobre o Câncer de Colo do Útero

Vacina contra HPV é o método de prevenção mais efetivo, segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC)

 

Janeiro Verde é o mês da conscientização sobre o câncer de colo do útero, também conhecido como câncer cervical, e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) reforça a importância da imunização contra o HPV como principal método de prevenção. De acordo com o relatório anual do Instituto Nacional de Câncer (INCA), apresentado em 2023, este é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre mulheres no Brasil. Segundo a estimativa do mesmo documento, 17 mil novos casos serão diagnosticados para cada ano do triênio 2023-2025. Entre as principais causas deste tipo de neoplasia está a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), que pode ser evitada por meio da vacina tetravalente disponível na rede pública e privada (que hoje também já tem disponível a vacina nonavalente). 

O HPV é transmitido pela atividade sexual e alguns dos seus subtipos podem causar câncer, incluindo o câncer de colo do útero. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação preferencialmente antes do início da vida sexual, considerando a faixa etária de 9 a 14 anos para meninas, e 11 a 14 anos para os meninos. “Os estudos mostram que a vacina contra o HPV é segura e pode salvar milhares de vidas, já que a imunização dos adolescentes tem relação direta com a diminuição da incidência dos tumores relacionados à infecção pelo vírus”, explica a Dra. Andreia Melo, oncologista clínica especialista em tumores ginecológicos e membro do Comitê de Lideranças Femininas da SBOC. 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas, sendo que esta porcentagem pode ser maior nos homens. A especialista ressalta que além do câncer do colo de útero, a vacina contra o HPV ainda pode prevenir outros tipos de tumores: “A imunização protege também contra o câncer de vagina, vulva, pênis ou canal anal, além de alguns tumores da região da cabeça e pescoço”.

 

Sintomas, detecção e tratamento 

O câncer de colo do útero ocorre por meio de alterações das células uterinas e os primeiros sintomas demoram a aparecer, sendo eles manifestados com sangramentos, corrimento anormal, dores abdominais, queixas urinárias e dores durante a relação sexual. Por isso, é importante a realização do exame Papanicolau a partir dos 25 anos, mesmo em mulheres que foram imunizadas contra o HPV, porque ele permite a detecção de uma lesão pré-invasora (neoplasia intraepitelial cervical).  

O tratamento para o câncer de colo de útero é avaliado caso a caso de acordo com o estágio da doença, a idade do paciente e questões pessoais, como a vontade da mulher em gerar filhos. Pode envolver cirurgia (histerectomia), quimioterapia combinada à radioterapia, ou em casos avançados da doença a imunoterapia em combinação com quimioterapia. “Quando detectado em fase inicial, o câncer do colo de útero apresenta grandes chances de cura”, completa Dra. Andreia Melo.


Doença cardíaca antes dos 45 anos pode aumentar o risco de demência

  Com o crescimento de casos de cardiopatias em idade jovem e o envelhecimento da população, é provável que haja muitas pessoas vivendo com demência nos próximos anos

 

Uma pesquisa publicada recentemente no Journal of the American Heart Association revelou que adultos diagnosticados com doença coronária podem sofrer um declínio cognitivo acelerado. Ao avaliar a relação entre a idade de início da cardiopatia e o desenvolvimento de demência, os pesquisadores detectaram que pessoas diagnosticadas com alterações no coração antes dos 45 anos mostraram um risco 36% maior de demência, 13% de Alzheimer e 78% de demência vascular. 

Segundo o Dr. Alexandre Soeiro, coordenador do Programa de Insuficiência Cardíaca e Transplante Cardíaco do Hcor, isso ocorre porque a doença coronariana, na maior parte das vezes, é desencadeada por placas de gordura que se formam nas paredes dos vasos e que podem levar à oclusão deles. “Já há muito tempo sabe-se que essas mesmas placas podem se desenvolver nas artérias do cérebro e, com isso, levar a lesões locais que desencadeiam demência vascular. O Alzheimer seria algo novo do ponto de vista científico e, de certa forma, inesperado”, comenta. 

O diagnóstico da doença coronariana é realizado por meio de exames de imagem e por sintomas como dor no peito ou cansaço. “Por isso, a importância de consultar regularmente um cardiologista. Ao detectar essa condição, conseguimos remediar danos maiores e evitar a progressão da doença”, comenta o especialista. “No entanto, ainda não se sabe ao certo se isso diminui a chance de demência, precisamos aguardar mais estudos”, pondera. 

Para prevenir a doença coronariana, que pode levar à demência e causar diversas outras enfermidades, é preciso investir em bons hábitos: ingerir alimentos saudáveis, praticar exercícios físicos regularmente, beber a quantidade adequada de água e dormir bem. “Também é importante ter controle adequado de glicemia, colesterol, pressão arterial e não fumar”, completa o especialista.

 

Hcor


Dia do Farmacêutico: especialista alerta sobre riscos da automedicação

Hábito é muito presente no cotidiano, mas pode causar sérios problemas ao organismo

 

Não é difícil encontrar alguém que tenha uma “minifarmácia” dentro de casa, na bolsa ou na mochila para combater algum tipo de dor. Essa solução, para o alívio imediato de alguns sintomas, pode trazer problemas mais sérios do que se imagina. 

No dia 20 de janeiro, comemora-se o Dia do Farmacêutico, data que lembra um profissional indispensável para os hospitais e muito atuante na sociedade. Elsa de Morais Batista, farmacêutica do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), orienta sobre a automedicação.

 

O que é automedicação? 

Sabe quando temos aquela dor de cabeça ou resfriado e procuramos algum remédio em casa para solucionar o problema? Isso é a automedicação, ou seja, medicar-se por conta própria sem acompanhamento de um especialista e sem certeza de um diagnóstico. 

É comum o brasileiro se automedicar, o que vem preocupando especialistas. Levantamento do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), realizado em 2022, revelou que 89% das pessoas se automedicam no Brasil. 

Na farmácia hospitalar, os medicamentos passam por um controle rigoroso antes de chegar nas mãos dos enfermeiros, um trabalho que requer muita atenção para evitar erros. “No Hospital Evangélico de Sorocaba contamos com uma equipe de farmacêuticos que realizam a conciliação medicamentosa dos pacientes internados, orientando sobre os riscos da automedicação e, principalmente, garantindo o uso racional de medicamentos durante o período de internação”, comenta Elsa.

 

Quais são os principais problemas? 

A principal consequência da automedicação são as intoxicações medicamentosas. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os remédios lideram o ranking de intoxicações no Brasil, ficando à frente de produtos de limpeza, cosméticos e inseticidas. Só em 2021, foram registrados 91.883 casos desse problema. Os dados fazem parte do 1º Boletim Informativo sobre Monitoramento Pós-Mercado de produtos e serviços sujeitos à vigilância sanitária desse ano. 

“A maioria dos medicamentos pode causar efeitos colaterais e, quando ingerido de forma incorreta, pode causar mais malefícios que benefícios ao organismo, como interações medicamentosas, reações alérgicas, resistência a antimicrobianos e até mesmo mascarar o diagnóstico correto de algumas doenças”, diz. 

Os medicamentos são produtos usados para tratar, prevenir, curar doenças ou aliviar seus sintomas. Para conseguir o efeito desejado, eles devem ser armazenados e utilizados de forma correta, com orientação médica ou farmacêutica. A especialista do HES também comenta que não devemos ingerir remédios que sobram de tratamentos. 

“Muitas vezes, apresentamos sintomas parecidos, mas que se referem a condições totalmente diferentes. Sendo assim, ao utilizar as sobras, ficamos expostos aos riscos da automedicação elencados acima”, explica.

 

Hospital Evangélico de Sorocaba


Condições de casas de veraneio podem desencadear rinite alérgica

 

A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia explica alguns cuidados preventivos para evitar essa doença que atinge mais 400 milhões de pessoas

 

A chegada das férias e do clima quente aumenta a procura por hospedagens na região litorânea e casas de veraneio. Mas algumas condições desses imóveis associadas ao clima úmido podem afetar a saúde respiratória e desencadear alergias. A mais comum é rinite alérgica, uma irritação na parte interna do nariz que gera desconfortos como congestão nasal (nariz entupido), coceira, espirros, coriza (gotejamento de secreção clara pelo nariz), entre outros. 

O período de chuvas típico do verão e a alta umidade característica das praias favorecem a proliferação de fungos e bolor em espaços sem exposição direta ao sol. Mofo e ácaros costumam dominar ambientes que ficaram fechados por um longo período, como casas e apartamentos de veraneio, por exemplo. 

O coordenador do Departamento de Alergia da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), Eduardo Baptistella, explica como podem surgir os quadros de rinite alérgica. 

“O nariz é a porta de entrada do ar e substâncias que estão contidas nele. Ele tem a função de filtrar as impurezas, além de umidificar e aquecer esse ar que chega aos pulmões. Durante todo o processo, a mucosa nasal (revestimento interno das cavidades nasais) pode inflamar, reagindo ao contato com algum alérgeno, como ácaros, poeira, fungos, causando a rinite alérgica”, detalha o otorrinolaringologista. 

Além disso, no verão, há maior uso de ventiladores e a permanência em ambientes climatizados que nem sempre estão com a higienização adequada. O ventilador pode levantar partículas de poeira do espaço que não está bem limpo e o ar-condicionado com filtros sujos vão espalhar os microorganismos que irritam o nariz. Além disso, a temperatura muito baixa desse equipamento também pode ressecar as vias aéreas, estimulando o aparecimento da rinite alérgica.

 

Prevenção e cuidados

De acordo com a Organização Mundial da Alergia (WAO - World Allergy Organization), estima-se que mais de 400 milhões de pessoas sofram com rinite alérgica pelo mundo. 

Segundo a ABORL-CCF, é fundamental que toda a população, principalmente os grupos considerados vulneráveis, como idosos e crianças, adote medidas de prevenção no controle do ambiente. Não entrar em contato com fatores que desencadeiam a rinite alérgica, como os ácaros, poeira, fumaça, fungos e pólen, é o principal cuidado. 

“A recomendação é permanecer em ambientes limpos e arejados, com boa iluminação solar e em zonas não poluídas. No caso de viagens neste período de férias, a pessoa alérgica deve evitar entrar em residências que estejam fechadas há muito tempo, antes de uma boa limpeza e de arejá-la.” informa Baptistella. 

O especialista também orienta que “em casa, os aparelhos de ar-condicionado e ventiladores devem receber manutenção e higienização com frequência. Na rotina da limpeza doméstica, deve-se evitar usar vassouras e espanadores, pois elas acabam espalhando as partículas de pó. O ideal é usar um pano úmido para recolher a sujeira”. O imóvel também tem que ter uma ventilação adequada, para que haja circulação de ar fresco pelos cômodos.

 

A importância de diagnóstico

A rinite alérgica é um problema comum que, em muitos casos, permanece subdiagnosticada e sem o tratamento correto. Segundo especialistas, as pessoas tendem a ignorar os sintomas e o problema acaba se prolongando e afetando a qualidade de vida. Devido à sensação de nariz entupido, por exemplo, o sono acaba sendo prejudicado e a dificuldade para dormir gera irritabilidade e falta de concentração ao longo do dia, impactando na rotina. 

Além dos cuidados com o ambiente, algumas medidas terapêuticas podem ser usadas para tratar o quadro alérgico. A lavagem nasal com solução salina e a hidratação do nariz ajudam, por exemplo, a prevenir problemas nessa área, pois limpam as narinas. 

“Em caso de sintomas é importante procurar um médico otorrinolaringologista para identificar a causa do problema. Na maioria das vezes, se distanciar dos gatilhos que despertam a rinite alérgica será suficiente. Mas o médico vai avaliar outras medidas de tratamento, como a necessidade de prescrição de medicamentos que reduzam a inflamação e controlem os sintomas, pois cada caso possui suas particularidades e nem sempre é possível evitar o contato com os gatilhos”, finaliza.

 

Sociedade e Associação, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF)

 

Desvendando a endometriose: mitos e verdades sobre uma realidade silenciosa

Esclareça de vez o que é verdade e o que é mentira sobre a doença

 

A medicina está cada vez mais comprometida em aumentar a conscientização sobre a endometriose, uma condição médica que afeta milhões de mulheres em todo o mundo. Em um esforço para educar o público e dissipar equívocos comuns, a World Endometriosis Society e a Worlds Endometriosis Research Foundation, recentemente compartilharam alguns fatos essenciais sobre essa doença muito comum e que afeta mais de 8 milhões de mulheres somente no brasil.

Para o ginecologista e Diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), Dr. Marcos Tcherniakovsky, a endometriose atinge o aparelho reprodutivo feminino causando sofrimento desde a transição da infância para a fase adulta. "A doença se caracteriza pela presença de tecido do endométrio, camada que reveste o útero e que é expelido durante a menstruação, para fora da cavidade uterina, podendo atingir o intestino, entre outros órgãos, causando fortes dores abdominais", comentou.

A seguir, você esclarece de vez as suas principais dúvidas sobre a doença. Confira!   


Quem a endometriose afeta?

A endometriose aflige cerca de 1 em cada 10 mulheres durante seus anos reprodutivos (geralmente entre 15 e 49 anos), o que representa aproximadamente 200 milhões de mulheres em todo o mundo. A endometriose pode atingir o aparelho reprodutivo feminino antes mesmo da idade adulta, causando sofrimento desde a transição da infância para a fase adulta.


Sintomas 

Dores intestinais, dor ao urinar, dor pélvica e dores em geral durante uma menstruação e outra. Embora a endometriose não apresente ainda causas claras, o histórico familiar, a menarca precoce e fluxos menstruais abundantes de longa duração ou de maior frequência, são considerados fatores para o surgimento da doença.


Falta de sensibilização

É muito comum a falta de sensibilização com a dor do outro, seja por conta de pessoas próximas ou profissionais de saúde com pouco conhecimento sobre a doença. Diagnosticar a endometriose pode ser desafiador, já que é normal e cultural a ideia de que a mulher deve sentir dor, o que resulta em um atraso no diagnóstico da doença. 


Não existe cura para endometriose

O que existe é o controle da doença. Algumas mulheres apresentam regressão espontânea das lesões, outras melhoram com tratamento hormonal e algumas fazem a cirurgia e não têm recidiva. Porém, há casos de recidiva mesmo após a cirurgia.


Gravidez não a cura a doença

Durante uma gravidez pode ocorrer uma diminuição dos sintomas da doença que são amenizados ou somem durante a gestação, já que existe um bloqueio hormonal nesse período. Porém, não se trata de cura. Geralmente os sintomas ressurgem algum tempo depois do parto. 


Causa ainda desconhecida

Apesar do avanço de estudos sobre a doença nas últimas décadas, sua causa ainda é desconhecida, mas é altamente provável que certos genes predisponham as mulheres a desenvolver a doença. Mulheres com histórico familiar de endometriose têm risco maior de desenvolver a doença. 


Endometriose e o câncer de ovário

Até o momento não existe nenhuma relação entre a endometriose e o câncer de ovário. O que há é um tipo de alteração maligna na endometriose, que ocorre quando compromete o ovário e surge um tipo de tumor maligno, mas isso não acontece por conta da endometriose.

Para Tcherniakovsky, a endometriose pode ter impacto significativo na qualidade de vida das mulheres afetadas. "A dor crônica associada a essa condição pode afetar suas atividades diárias, relacionamentos e desempenho no trabalho. É crucial reconhecer a gravidade dessa doença e oferecer apoio adequado às pessoas afetadas. Existem várias opções de tratamento, incluindo medicamentos, terapias hormonais e, em casos mais graves, a cirurgia. O tratamento ideal varia de acordo com a gravidade dos sintomas e os objetivos de saúde da paciente", explicou o especialista.

 

Dr. Marcos Tcherniakovsky – Ginecologista, Obstetra e Vídeo-endoscopia Ginecológica (Histeroscopia e Laparoscopia). Atualmente é Médico Responsável pelo Setor de Vídeo-Endoscopia Ginecológica e Endometriose da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC. É Médico Responsável na Clínica Ginelife. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO e Diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose. Membro da Comissão Nacional de Especialidades em Endometriose pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) Instagram: @dr.marcostcher.

 

Dengue pode colocar em risco a visão de 1/4 dos brasileiros

A ameaça foi apontada pelo relatório global de hipertensão arterial da OMS em 2023. Entenda.

 

Dados do Ministério da Saúde (MS) mostram que nos últimos 5 anos o número de brasileiros diagnosticados com dengue teve crescimento contínuo e fechou 2023 com 1,658 milhão casos de dengue confirmados. Para piorar os sorotipos 3 e 4 do vírus recentemente foram reativados aumentando a possibilidade do Brasil ter uma epidemia de dengue maior este ano.  Os boletins do MS revelam que nos últimos anos o atendimento médico tardio respondeu por 90% das mortes. O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, presidente do Instituto Penido Burnier de Campinas alerta que a demora na busca por tratamento também pode causar graves distúrbios na visão que nem sempre são percebidos.  O médico afirma que inclusive a dengue clássica, considerada menos perigosa, pode afetar o segmento posterior dos olhos - coroide (revestimento interno) e retina, fina camada de células no fundo do olho que transmite ao nervo óptico as imagens recebidas da córnea e cristalino.  Isso porque, explica, para combater o vírus da dengue nosso sistema imunológico forma anticorpos que alteram a corrente sanguínea.

As principais mudanças no sangue são a diminuição do número glóbulos brancos e linfócitos responsáveis pela defesa do organismo e a queda das plaquetas, células que respondem pela coagulação.

O especialista diz que a queda de plaquetas pode ocasionar hemorragia subconjuntival ou intraocular. Já a oclusão vascular é precipitada pelo depósito de anticorpos nas paredes internas das artérias e vasos, aumentando também o risco de derrame intraocular perda da visão.


Grupos de risco

O primeiro relatório global sobre hipertensão divulgado em 2023 pela OMS (Organização Mundial da Saúde) revela que ¼ dos brasileiros têm hipertensão arterial. Queiroz Neto explica que uma das funções das plaquetas é transportar no sangue a serotonina, hormônio do bem-estar, que regula a pressão arterial.  Por isso a queda de plaquetas decorrente da dengue   aumenta o risco de picos de pressão arterial que podem causar lesões intraoculares 

em hipertensos sem ocasionar alterações externas no olho.

Outros grupos vulneráveis terem complicações mais sérias nos olhos são os diabéticos pela viscosidade do sangue e quem tem colesterol alto.


Sintomas e Tratamentos

De todos os distúrbios oculares decorrentes da dengue, só a hemorragia subconjuntival altera o aspecto do olho, deixando a esclera (parte branca) congestionada de sangue. Pode estar relacionada a um trauma e por isso é mais comum entre crianças, comenta. Apesar de a aparência impressionar, não se trata de um problema grave e desaparece em semanas sem uso de medicação. Em caso de dor nos olhos ou visão turva, a recomendação é consultar um oftalmologista imediatamente.

O médico destaca que a oclusão vascular (trombose) decorrente da queda de plaquetas que cria  depósitos de anticorpos nas paredes das artérias pode deixar a visão embaçada e aumenta o risco de hemorragia intraocular. Por isso, comenta, quem é acometido pela dengue deve passar por exame de fundo de olho logo após o diagnóstico da doença.  O tratamento é feito com aplicações de laser para impedir o sangramento.  Em caso de hemorragia, ele diz que é indicada a vitrectomia. Trata-se de um procedimento cirúrgico feito com micro incisões para eliminar o sangramento que provoca cegueira irreparável quando atinge a mácula (parte central da retina).


Sinais de alerta

Manchas vermelhas na pele, febre, dor nas articulações, olhos e músculos são os primeiros sinais de alerta da doença. A recomendação é passar por consulta oftalmológica, mesmo quem nunca foi infectado pela dengue.


9 Mitos e verdades sobre fisioterapia pélvica

Fisioterapeuta dermatofuncional e pélvica, Marisa Marin, explica as principais dúvidas sobre o assunto

 

1.  A Fisioterapia pélvica contribui para o bom funcionamento do sistema reprodutor, parte urinária e fecal? 

Verdade! A fisioterapia pélvica trata da região da pelve, como o próprio nome diz e tem o foco no assoalho pélvico (parte urinária, canal vaginal e parte fecal). tratando de queixas como escapes de urina, infecções de urina de repetição, cólicas menstruais, dores na relação sexual, preparo para o parto normal, dificuldade para evacuar, constipação, hemorroida, entre outras queixas.

 

2.  A mulher pode sentir a vagina mais apertada pós parto e com isso sentir dor na relação sexual? 

Verdade! Já visualizei essa queixa tanto no pós parto via vaginal, quanto no pós parto cesárea.

 

Pode acontecer, mas os exercícios e a massagem perineal podem ajudar. 

É preciso verificar em uma avaliação com a fisioterapia pélvica para que isso não chegue a se tornar complicações maiores, como um vaginismo, por exemplo.

 

3.  A mulher pode sentir a vagina mais larga pós parto? 

Verdade! Mas existem exercícios na fisioterapia pélvica e recursos com aparelhos que ajudam a fortalecer essa musculatura.

 

4.  Incontinência urinária é coisa de mulher? 

Mito! Homens também podem apresentar incontinência urinária, porém, é mais comum em mulheres.

 

5.  O acompanhamento só deve ser iniciado após a mulher engravidar? 

Mito! Você pode procurar fisioterapia pélvica em qualquer momento da vida.

Ela te auxiliará sobre queixas urinárias, sexual e fecal, como: escapes de urina, infecção de repetição, dores pélvicas, dor na relação sexual, baixa libido, constipação, dor na evacuação, hemorroida, entre outras queixas relacionadas ao assoalho pélvico.

 

6.  Toda mulher que tem parto normal vai sentir a vagina mais larga? 

Mito! A resposta da musculatura do canal vaginal após o parto vai depender de diversos fatores, tem mulheres que se sentem mais largas, outras mais apertadas, outras não sentem nenhuma diferença.

 

7.  O pilates e yoga tratam a incontinência urinária (IU)? 

Mito! O pilates e o yoga tem outros objetivos, mas não possuem recursos direcionados para o tratamento de IU. 

PORÉM, pacientes podem relatar que trataram a IU no pilates e no yoga, mas isso se dá por consequência do fortalecimento de outras musculaturas associadas à região do assoalho pélvico, como músculos do glúteo, interno de coxa, abdômen e a conscientização do assoalho pélvico.

 

8.  Os exercícios de fortalecimento dos Músculos do Assoalho Pélvico (MAP) dificultam o parto normal? 

Mito! Já se sabe inclusive que o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico (MAP) protegem o canal vaginal de lacerações (canal vaginal quando "rasga" durante o parto).

 

9.  Fisioterapia Pélvica é só para quem quer parto normal? 

Mito! A fisioterapia pélvica tem um cuidado com o assoalho pélvico, que engloba a parte urinária, fecal e sexual. Entende-se que o processo de gestação já pode causar diversas alterações e disfunções nessa região, independente da via de parto. Mulheres podem apresentar escapes de urina, hemorroida, constipação, dor na evacuação, dor na relação sexual, entre outras queixas, em qualquer momento da vida, e a fisioterapia pélvica será indicada para tratar esses casos.

 

Ondas de calor facilitam o aumento de gastroenterites

Com as ondas de calor e temperaturas elevadas, aplicativo de telemedicina registra aumento de 15% no número de consultas relacionadas a gastroenterites. Os principais sintomas são dor de barriga, enjoo, vômito e diarreia


Com a chegada do verão e as temperaturas elevadas em todo o país, as doenças da estação ganham força. A combinação das ondas de calor com as mudanças nos padrões alimentares durante este período tem elevado o número de casos de gastroenterite. Segundo o médico do aplicativo de telemedicina via chat Olá Doutor, Rafael Machado, foi possível observar o crescimento de 15% no número de consultas relacionadas às doenças gastrointestinais na plataforma assíncrona. 

Os sintomas mais comuns são dor de barriga, enjoo, vômito e diarreia. Nesse cenário, a telemedicina torna-se uma ferramenta eficaz para enfrentar a sobrecarga nos hospitais, pessoas que estão em viagens e fora de suas cidades e os aplicativos tiveram aumento na procura de consultas devido à proliferação destas doenças. “Consultas on-line oferecem uma alternativa eficiente para a triagem inicial de pacientes, permitindo que o profissional de saúde forneça as orientações e diagnósticos preliminares remotamente. Além da pessoa poder iniciar um tratamento mais rápido no conforto da sua casa, também alivia a demanda dos serviços presenciais em unidades de saúde ambulatoriais e emergências”, afirmou o médico do aplicativo.

Ainda segundo Rafael, “a telemedicina também é eficiente para a redução do risco de propagação de doenças em ambientes compartilhados”, explica. Isso ocorre porque através da consulta on-line os pacientes recebem as orientações médicas sem a necessidade do deslocamento físico, o que é especialmente crucial durante ondas de calor, quando os casos de gastroenterites e outras doenças infectocontagiosas tendem a aumentar. Além do fato que a telemedicina facilita o monitoramento remoto dos pacientes, permitindo que profissionais de saúde monitorem sintomas e forneçam ajustes de tratamento conforme necessário, com emissão de receitas, atestados, pedidos de exames e encaminhamentos quando indicados.

A tecnologia está desempenhando um papel crucial na resposta aos desafios de saúde pública, e a telemedicina emerge como uma ferramenta efetiva para aliviar a carga dos hospitais, especialmente durante períodos de crises, como as ondas de calor que enfrentamos atualmente.

 

OLÁ DOUTOR

 

Janeiro Branco: como ajudar a identificar pessoas tristes ou com depressão


É bastante comum as pessoas acharem que estão tristes ou deprimidas. Mas, afinal, quais os indicadores que apontam para possível tristeza ou depressão? Neste Janeiro Branco, mês de campanha que visa alertar para os cuidados com a saúde mental e emocional da população, a Conexa, ecossistema digital de saúde integral, líder na América Latina, aponta as diferenças que podem contribuir para elucidar isso melhor.


“Depressão e tristeza são experiências emocionais distintas, embora compartilhem semelhanças; é essencial compreender as diferenças para identificar e abordar cada uma adequadamente”, afirma Erica Maia, psiquiatra e gerente de saúde mental da Conexa.


Segundo Erica, o básico para entender a depressão é que ela não tem uma causa definida. “A pessoa não está com depressão ‘por isso ou aquilo’, ela simplesmente está deprimida”, explica a psiquiatra. Já a tristeza, há. Uma pessoa pode estar triste porque lhe aconteceu algo ruim ou inesperado, por exemplo.


Outro marco da depressão é perder prazer naquilo que gosta e na vontade de fazer as coisas. Antes, a pessoa tinha o hábito de passear, ir ao cinema ou praticar esportes. Agora, pode não ter mais prazer nessas atividades.


Além da perda de prazer ou de interesse, a pessoa em depressão pode ter alterações no apetite (comer demais ou bem menos), no sono (pode dormir demais ou de menos), cansaço físico ou fadiga, sentimentos de desesperança, de culpa e ruminação sobre o passado, dificuldade de concentração e consequente esquecimento por não fixar as informações. Além disso, Erica diz que a doença pode acompanhar pensamentos suicidas. A tristeza, por sua vez, dificilmente vai trazer junto todo esse legado.


A psiquiatra alerta também sobre a pervasividade da doença, ou seja, ela tende a impactar todas as esferas da vida, com os sintomas aparecendo a maior parte do dia, por longo período. “A pessoa pode deixar de comer, de trabalhar, e ficar sem fazer nada. Quanto mais invasivo, mais impactante”, ressalta.


Na tristeza, a emoção pode estar restrita a um contexto específico, e esse sentimento ocupa momentos do dia da pessoa. A intensidade da tristeza tende a diminuir com o tempo. A pessoa vai ficando menos triste até voltar a fazer suas atividades rotineiras.


As dicas da Conexa ajudam o paciente a entender as diferenças entre depressão e tristeza. No entanto, em situações de sofrimento, é recomendável que a pessoa passe por uma avaliação médica ou psicológica. “Em situações em que uma pessoa muda a forma de ser ou de sentir, ‘foge’ das coisas ou das pessoas que costumava gostar, nutre pensamentos ruins, não consegue se concentrar na vida, em atividades do dia a dia, é preciso procurar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra”, alerta Erica. “Quem tem depressão, dificilmente vai conseguir melhorar os sintomas sem o auxílio de um profissional”, emenda.


Uma pesquisa realizada pela Conexa com representantes de RHs que participaram do Conarh, maior evento de gestão de pessoas na América Latina, em agosto passado, mostrou que 20% dos afastamentos de funcionários foram provocados por depressão.

 

Conexa


Posts mais acessados