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sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Crédito sob controle: 5 maneiras de economizar nos juros do empréstimo

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Especialista em crédito compartilha dicas para economizar na taxa de juros do empréstimo e cumprir demandas financeiras com tranquilidade 


Iniciar o novo ano com estabilidade financeira representa um desafio para muitas empresas. Após atenderem às exigências específicas do ano anterior, como o pagamento do 13º salário, remuneração de funcionários temporários, e obrigações fiscais, entre outras responsabilidades financeiras, isso impacta diretamente o fluxo de caixa. O não cumprimento dessas obrigações pode se transformar em um obstáculo significativo para a sustentabilidade a longo prazo do negócio. Em meio a essas dificuldades, recorrer a estratégias de crédito pode ser uma jogada inteligente para garantir que o negócio siga em frente de maneira sólida e sustentável.

 

Seja quem for o tomador e a modalidade de empréstimo, é importante verificar como economizar na taxa de juros e encontrar as melhores opções disponíveis nos bancos, fintechs e agentes financeiros. Pensando em facilitar a tomada de crédito, o especialista Sacha Aprile, CFA e diretor de Operações da Crediblue, preparou algumas dicas a seguir.


 

Faça uma avaliação financeira


O primeiro passo antes de procurar uma concessão de crédito é fazer uma autoanálise financeira, seja para a pessoa física ou jurídica. Aprile explica que isso é necessário para entender o momento que se está vivenciando e saber o tipo de empréstimo a que se deve recorrer. Uma avaliação financeira deve considerar fluxos orçamentários, indicadores econômicos e necessidades correntes. “Por meio dessa avaliação, o tomador de crédito consegue descobrir os valores dos quais precisa, além de definir qual tipo de operação é a mais adequada para a atual situação”, complementa Aprile.

 

No caso das empresas que desejam a concessão de crédito, é necessária uma análise profunda do fluxo de caixa. “Muitas empresas precisam recorrer ao crédito para pagar o 13º a seus funcionários, aliviar o caixa e buscar recursos para as demais operações fiscais. Por essa razão, a análise financeira deve ser o passo inicial antes de solicitar futuros empréstimos”, explica Sasha.


 

Planeje a capacidade de pagamento


Antes de solicitar crédito para os agentes financeiros, planeje a capacidade de pagamento do empréstimo, seja sua ou da sua empresa. Assim, é possível entender quais são os melhores prazos e os valores que cabem no orçamento mensal, gerando um plano de ação seguro, sem riscos de futuros atrasos.

 

“O empréstimo precisa, antes de tudo, se adequar à realidade do solicitante. Esse cálculo de tempo, parcelas e juros precisa ser individualizado; do contrário, o crédito pode se transformar em uma dívida impagável, acarretado pelos juros elevados. Utilizar essa estratégia pode fazer o solicitante economizar nas taxas de juros, mas é preciso cautela e estudo aprofundado para não apertar o orçamento e fugir do controle”, continua o CFA.


 

Procure consultores financeiros


Por meio dos consultores financeiros, é possível fazer uma análise financeira mais aprofundada e entender diversos cenários que podem ajudar os solicitantes em suas futuras demandas, tanto no momento de solicitar empréstimos quanto ao longo do ano orçamentário. 

 

Eles são capazes de fazer uma avaliação completa de mercado conforme a realidade de cada um, trazendo percepções sobre as melhores formas de pagamento, qual é o prazo ideal para quitação de empréstimos, que banco ou instituição financeira o solicitante deve escolher, além de fazer um plano estrutural para os pagamentos.


 

Recorra a fintechs


Com amplo crescimento e estabilidade de mercado, agentes financeiros e fintechs são alternativas relevantes para quem deseja escapar das altas taxas de juros dos bancos tradicionais. Eles têm se tornado preferência da população brasileira, visto que suas avaliações para concessão de empréstimos são realizadas de maneira precisa, adaptando e personalizando a operação de acordo com o perfil, realidade e necessidade dos solicitantes. 


 

Procure alternativas


Empréstimos com garantias imobiliárias têm sido uma boa alternativa para aqueles que desejam obter crédito — é o caso do home equity, modalidade em que o tomador oferece um imóvel como garantia. 

 

Os juros mais baixos oferecidos pelos correspondentes bancários são um dos principais atrativos para as MPME, PJs e pessoas físicas. “A modalidade permite disponibilizar uma das menores taxas do país e os prazos de pagamento mais adequados. Isso possibilita aos clientes terem segurança para quitar os seus débitos e grandes oportunidades de fecharem contrato”, explica Aprile.

 


Crediblue

Aniversário de São Paulo: urbanismo, cultura e arquitetura pelo olhar de Melina Romano

No 470º aniversário da cidade, a diretora criativa do estúdio Melina Romano conta cinco dicas para aproveitar a ocasião

 

No dia 25 de janeiro, São Paulo celebra 470 anos. Com forte apelo da arquitetura colonial, nos primórdios da metrópole paulistana, São Paulo foi erguida com base em taipa de pilão - barro amassado sustentado por madeira. Em comemoração ao aniversário, a admiradora e moradora do centro da cidade, Melina Romano, sócia fundadora e diretora criativa do estúdio Melina Romano, apresenta um olhar único do urbanismo, da cultura e da arquitetura por meio de cinco dicas memoráveis dos cantos excêntricos de SP. 

Melina Romano evidencia sua paixão pela arquitetura e cultura da metrópole, especialmente no coração do centro paulistano. Andar a pé e desbravar o centro é uma missão importante para entender o atual momento da capital paulista, os lugares mais icônicos estão localizados nessa região e alguns deles precisam estar inclusos no roteiro, como:

  • Farol Santander e Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), ambos apresentam uma arquitetura única e hoje contam com uma das melhores agendas culturais e artísticas de São Paulo;
  • Galeria Metrópole, projetado na década de 50 e 60 por Gian Carlo Gasperini e Salvador Cândida, o novo polo criativo no centro da cidade, hoje comporta estúdios e lojas trazendo um refresco para o design nacional;
  • Andar pelo eixo do Edifício Itália e Copan e descobrir os incríveis restaurantes dentro de livrarias e galerias como o Cuia da chef Bel Coelho, Bar da Dona Onça da chef Janaina Rueda, Orfeu, Paloma, além do bar de drinks clássicos Fel, imperdível;
  • Para se entreter a noite no centro, não faltam opções. Seja para assistir um filme ou ouvir jazz no recém inaugurado Cine Cortina, toda programação é imperdível. Ou badalar, em uma das casas mais frequentadas nos últimos tempos, Love Story. Boa música, gente bonita e diversa;
  • Arte e cultura são minhas opções preferidas ao caminhar pelo centro. A Livraria Eiffel é um belo convite para descobrir a melhor curadoria de livros de arquitetura. A poucos passos dali encontra-se a Galeria Verve, sediada no icônico prédio do Louvre de Artacho Jurado. A livraria Gato sem Rabo, localizada na Av. Amaral Gurgel, reúne livros escritos apenas por mulheres, uma iniciativa de Johanna Stein que tem como o objetivo de formar o senso crítico de leitoras;

Melina destaca a oportunidade que todos os cidadãos apresentam de refletir sobre a importância da preservação do patrimônio histórico e cultural da cidade. A designer ressalta que a revitalização do centro não apenas renova a estética urbana, mas também promove o desenvolvimento econômico, impulsionando o turismo e a qualidade de vida para aqueles que vivem e trabalham na região, o espaço que contêm histórias é uma inspiração para arquitetos, designers, amantes da cidade e gerações futuras. “A riqueza do centro reside em sua diversidade, onde diariamente cultivamos valores cidadãos, promovemos iniciativas sociais e aprimoramos nossa empatia”.



Melina Romano
Site | Instagram


SISU 2024: 5 dicas para usar a plataforma estrategicamente

As inscrições para O Sistema de Seleção Unificada acontecem entre 22 e 25 de janeiro, são 264.360 vagas, distribuídas em 127 instituições de Educação Superior. Com as mudanças sofridas a partir deste ano, veja o que é preciso fazer para ser mais assertivo na escolha

 

No cenário educacional brasileiro, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) exerce um papel vital na jornada acadêmica de muitos jovens, sendo a porta de entrada para diversas oportunidades para conquistar uma vaga nas melhores instituições de ensino superior do Brasil.  Quem realiza o ENEM, por exemplo, pode usar a nota no SISU - Sistema de Seleção Unificada, principal porta de entrada para instituições de ensino superior público, cujas inscrições acontecem entre 22  e 25 de janeiro.

 

Neste ano, a dúvida que sempre assola os estudantes, o que dá para fazer com a minha nota? será maior ainda, já que o SISU conta com duas grandes mudanças: as inscrições que aconteciam semestralmente, agora acontecerão apenas uma única vez ao ano; e será implementada a nova Lei de Cotas para a ocupação das vagas oferecidas.  Assim, o jovem precisa ser bastante consciente do que quer, para traçar uma estratégia assertiva para ingressar na instituição desejada


 

As mudanças do SISU 2024

 

Segundo Átila Zanone, coordenador de conteúdo e professor do Fibonacci Sistema de Ensino, com a nova norma, todos concorrerão, segundo o edital, primeiro às vagas de ampla concorrência e, se não forem aprovados, os estudantes serão direcionados às vagas de cotas, caso se encaixem nos critérios. “Desta forma, é possível que alunos de cota com notas muito altas já sejam aprovados dentro das vagas de ampla concorrência. Não deve ser um volume muito grande, mas vai haver algumas situações”, explica.


 

Dicas para usar o SISU

  

Para ajudar o jovem a se preparar para as inscrições, o especialista dá 5 dicas importantes:


 

1- Habitue-se com a ideia de um único SISU

Como o SISU terá apenas uma edição, as notas de corte para cada curso podem ser muito altas, campus e universidade desejada. É importante lembrar  que você não está sozinho, todos os candidatos seguirão as mesmas regras e mudanças do sistema.


 

2- Pense no curso, na universidade e no campus

“Como não tem uma segunda opção no meio do ano, o dever de casa é pensar o curso que se deseja fazer, as universidades que interessam e, dentro dessas universidades, se há algum campus que atraia mais — porque tem universidades que tem vários campi”, diz Zanone.


Nesse sentido, vale um alerta: mesmo que seja a mesma Universidade Federal ou Estadual, às vezes os campi estão em regiões completamente diferentes do estado.


 

3- Faça uma lista de opções

O estudante não deve pensar em apenas duas opções para seu futuro acadêmico. A recomendação é fazer uma lista com cerca de seis possibilidades. “Quanto mais opções atenderem ao estudante, mais ele pode conseguir ser assertivo no sistema, caso o candidato se surpreenda com cortes mais altos”, enfatiza Zanone.


 

4- Esteja aberto a mudar os planos

A maioria dos estudantes acaba não conseguindo ingressar na sua primeira opção, devido às altas notas de corte. Com a abertura do SISU, precisam se candidatar a vagas da sua segunda ou terceira opção, que não deixam de ser o curso desejado – não necessariamente na universidade sonhada inicialmente.

 

5- Fique calmo e otimista

O SISU oferece milhares de oportunidades para os estudantes, em instituições públicas de todo o país, ou seja, sempre é possível ingressar em alguma opção com a nota do Enem.

 

Portanto, agora é o momento de manter a calma, reorganizar-se e ser positivo com a nova fase de vida!

 

Fibonacci Sistema de Ensino


Com risco menor de inadimplência dos títulos públicos argentinos e turcos, investidores estão mais confiantes em retorno financeiro

Reformas estruturais dos presidentes Milei (Argentina) e Erdogan (Turquia) aumentam a credibilidade econômica e expectativa de pagamento de dívidas externas


A expectativa otimista de reformas estruturais na Argentina e Turquia - que vão reforçar a capacidade econômica dessas nações de honrar dívidas internacionais - é o que está por trás da alta procura pelos títulos públicos dessas nações por investidores com apetite por risco, afirma Emanuel Pessoa, especialista em Direito Internacional e sócio do Emanuel Pessoa Advogados.

“Os investidores que focam em ativos de risco, como atualmente são os bonds (títulos) da Argentina e Turquia, devem estar acreditando que o valor já chegou ao fundo do poço. Agora, com a expectativa de queda do risco de inadimplência, o caminho é de valorização, particularmente no que toca à Argentina. As reformas liberais de Javier Milei (presidente eleito) e o acordo com o FMI reforçam a crença do mercado de que o país vai resgatar sua credibilidade internacional”, observa.


Argentina

No início de janeiro, o rendimento dos títulos públicos argentinos atingiu 19 pontos percentuais em relação aos títulos do Tesouro dos EUA (treasuries). Em outubro, antes das eleições argentinas, esse percentual estava em 27 pontos, de acordo com o banco J.P. Morgan. No patamar atual, o prêmio que os títulos argentinos pagam aos investidores está entre os maiores de países emergentes. Mas caiu em relação a outubro, em função do recuo no risco de inadimplência.

Essa queda foi possível com o acordo de US$4,7 bilhões firmado com o FMI (Fundo Monetário Internacional) ainda em janeiro, e deu fôlego à Argentina para pagar US$1,5 bilhão em juros aos detentores de seus títulos com vencimento em dezembro. A contrapartida é que o governo argentino se comprometeu a atingir um superávit fiscal primário de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024 – o que vai exigir grande esforço de economia fiscal.

Em relação às reformas estruturais, o presidente Javier Milei havia encaminhado em dezembro, mês de sua posse, um amplo pacote de reformas ao Congresso argentino. As propostas incluíam novas regras trabalhistas, medidas de privatização e modernização da lei aduaneira para desregulamentar a economia e atrair investimentos estrangeiros. Mesmo enfrentando oposição interna (a Justiça barrou trechos que alteram a legislação trabalhista), o governo Milei segue com credibilidade internacional. A prova disso é o acordo com o FMI.


Turquia

Entre os títulos de países emergentes, o da Turquia sobressai em função da mudança de política econômica nos últimos meses, que está reconduzindo o país ao controle inflacionário e crescimento sustentável. São medidas pró-mercado que aumentaram a credibilidade dos títulos turcos, segundo Emanuel. “Nos últimos anos, havia o risco na Turquia de uma forte intervenção do governo.”

A mudança de percepção veio com a reeleição do presidente Recep Erdogan no ano passado. Reformulando a equipe econômica com ex-banqueiros e profissionais de mercado, Erdogan deu autonomia para a aplicação de medidas ortodoxas, como aumento do juro e desaceleração do consumo.

Com a melhora dos indicadores econômicos, o retorno dos títulos de dívida pública turca em dólares proporcionou aos investidores ganhos de 18% no ano passado e o rendimento extra que os investidores exigem para as obrigações despencou desde a reeleição, segundo análises do J.P. Morgan.

Apesar dos bons retornos dos títulos públicos argentinos e turcos, a tendência é que eles se estabilizem à medida que essas economias voltem a crescer. Mas não é possível prever quando isso acontecerá, disse Emanuel. “Depende de vários fatores que não são passíveis de uma previsão exata. Como por exemplo, se essas reformas na Argentina vão continuar. Ou se a economia na Turquia vai melhorar. Há fatores externos como conflitos internacionais que irão atingir o apetite dos investidores”, conclui. 



Emanuel Pessoa - Fundador do Emanuel Pessoa Advogados, é advogado especializado em Direito Internacional, Governança Corporativa, Direito Societário, Contratos e Disputas Estratégicas. Mestre em Direito pela Harvard Law School, Doutor em Direito Econômico pela USP, Certificado em Negócios por Stanford, Bacharel e Mestre em Direito pela UFC, além de palestrante e comentarista.


Concentração de renda entre os mais ricos é crescente no Brasil

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Estudo da FGV aponta que o crescimento da renda na elite econômica do país avança a um ritmo até três vezes maior do que a média registrada por 95% dos brasileiros

 

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) com base no imposto de renda mostra que os mais ricos estão concentrando cada vez mais renda no Brasil.

Entre as evidências mais importantes da análise, destaca-se no período recente o crescimento da renda dos muito ricos a um ritmo duas a três vezes maior do que a média registrada por 95% dos brasileiros. 

“O que, ao que tudo indica, a confirmar-se por estudos complementares, elevou o nível de concentração de renda no topo da pirâmide para um novo recorde histórico, depois de uma década de relativa estabilidade da desigualdade”, diz a pesquisa.

O levantamento divide os estratos em o milésimo (0,1%) mais rico, o 1% mais rico, os 5% mais ricos e os 95% restantes da população adulta (com 18 anos ou mais de idade). “E o que se vê é que, além dos mais ricos terem, em média, maior crescimento de renda do que a base da pirâmide, a performance é tanto maior quanto maior é o nível de riqueza”, conclui o IBRE/FGV.

Ou seja, enquanto a maioria da população adulta teve um crescimento nominal médio de 33% em sua renda no período de cinco anos, marcado pela pandemia, a variação registrada pelos mais ricos foi de 51%, 67% e 87% nos estratos mais seletos. Entre os 15 mil milionários que compõem o 0,01% mais rico, o crescimento foi ainda maior: 96%.

Como resultado disso, a proporção do bolo apropriada pelos 1% mais rico da sociedade brasileira cresceu de 20,4% para 23,7% entre 2017 e 2022, mais de quatro quintos dessa concentração adicional de renda foi absorvida pelo milésimo mais rico, constituído por 153 mil adultos com renda média mensal de R$ 441 mil em 2022.

Os resultados da análise com base nos dados do imposto de renda servem de alerta sobre o processo de reconcentração de renda no Brasil e sobre os vetores que mais contribuem para isso: os rendimentos isentos ou subtributados que se destacam como fonte de remuneração principal entre os super ricos.

“Em resumo, ainda é cedo para avaliar se o aumento da concentração de renda no topo é fenômeno estrutural ou conjuntural, mas as evidências reunidas reforçam a necessidade de revisão das isenções tributárias atualmente concedidas pela legislação e que beneficiam especialmente os mais ricos”, finaliza Ibre/FGV.

 

Agência Brasil


O esgarçamento da palavra preconceito

Em algum momento da nossa evolução linguística, a palavra preconceito passou a ser usada para todas os contraveses da vida, todas as rejeições que as pessoas sofrem, todos os “nãos” esfregados em suas expressões estéticas ou comportamentais.

No dicionário, preconceito significa: “1. Conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos necessários sobre um determinado assunto; 2. Opinião ou sentimento desfavorável, concebido antecipadamente ou independente de experiência, ou razão; prevenção”. Assim, o real preconceito relaciona-se à pressa de julgamento, à desconsideração de valores e motivos que levam algo ou alguém a ser de tal, ou qual jeito e, formular um raso juízo de valor. Ser preconceituoso significa destratar, excluir, ridicularizar antes de entender razões, caminhadas que levaram alguém a se expressar daquela maneira.

Sendo assim, nem tudo é preconceito. É possível que, infelizmente, você esteja sofrendo rejeição, desdém ou desprezo mesmo... Faz parte da vida não ser gostado, não gostar, mesmo após todos os argumentos intelectuais e emocionais terem sido colocados na mesa. É possível sofrer “pós-conceito” … C’est la vie.

Recentemente, me deparei com uma reportagem em que uma mulher de corpo escultural reclamava: “sofro preconceito por ser fisiculturista”. Outros dias, outras reportagens: “sofri preconceito por ser muito tatuado”; “por ser vegano”; “por ser ex-BBB”; “por não levar meus filhos para vacinar”.

Há real preconceito quando a percepção inicial se desdobra em presunções tomadas por verdadeiras, sem qualquer reflexão sobre o assunto, como “tatuados estão ligados ao crime”, “fisiculturistas usam anabolizantes”, “veganos se alimentam mal”, “ex-BBBs não têm talento”. Esse tipo de afirmação, revestida de pseudo-certeza, caracterizam preconceito, mas não se pode confundir com a “livre manifestação do conceito” - alguns gostos, regras e desejos são pessoais e estão além da linha da condenação, fazem parte da própria expressão de individualidade ou pertencimento de outros grupos. Não somos todos destinados à suprema popularidade de nossas idiossincrasias. E não vale forçar a porta de entrada da aceitação, tampouco fazer concessões ao gosto alheio – continuemos sendo quem desejamos ser, celebrando nossa liberdade individual.

É importante reservar o uso da palavra “preconceito” para questões mais sérias, inaceitáveis, que separam grupos e semeiam ódios; para questões históricas e étnicas, cuja agressão social a direitos humanos fundamentais leva vidas às sombras e à anulação de suas expressões.

O resto talvez seja simples rejeição – palavra que fere os ouvidos do vaidoso e não garante manchete. Coisas dessa sociedade de espetáculo em que vivemos, na qual o desejo de unanimidade contaminou nossos corações com a busca de um protagonismo irreal que, muitas vezes, não sofre por preconceito, mas pela negativa à sua insaciável busca por aplauso.

 

Leonardo de Moraes - mestre em Direito do Estado, professor de Direitos Humanos e tabelião. Nas artes é roteirista, artista visual e autor do romance Tia Beth, sobre as dores e perdas da ditadura militar.

 

Intolerância Religiosa: como empresas devem combater a discriminação por crença

No Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro, as especialistas em diversidade e inclusão, Kaká Rodrigues e Renata Torres, explicam o importante papel das organizações na campanha

 

A Constituição Federal de 1988 assegura a liberdade de consciência e de crença, bem como o livre exercício dos cultos religiosos e a proteção aos locais dessas manifestações e suas liturgias. Ou seja, nenhum brasileiro pode ser discriminado, coagido ou perseguido por causa de sua religião, nem no âmbito público nem no privado. Mesmo assim, os tribunais registraram 58.232 processos judiciais envolvendo intolerância religiosa em todo o país, em 2023, segundo levantamento da startup JusRacial. 

De acordo com a especialista em diversidade e inclusão, Renata Torres, que é cofundadora da consultoria Div.A – Diversidade Agora!, “a partir do momento em que a intolerância religiosa começa a causar um prejuízo moral à pessoa, sejam olhares de desprezo, críticas diretas ou indiretas, rumores, zombarias e comentários sarcásticos, já é possível entrar com uma ação na justiça contra o autor da discriminação”. 

Em um país no qual 49% da população se autodeclara católica, 26% evangélica, 14% sem religião e 11% se dividem entre o candomblé, umbanda e espiritismo, segundo pesquisa Datafolha de 2022, muitas empresas se deixam guiar por uma dessas crenças, frequentemente impondo uma única fé a todas as pessoas colaboradoras. 

“No ambiente de trabalho, o respeito à diversidade de crenças e manifestações religiosas é fundamental para garantir a harmonia, a produtividade e a inclusão de todos as pessoas colaboradoras. As organizações jamais devem exigir que suas equipes participem de rituais, orações ou celebrações religiosas contra a sua vontade, tampouco demitir, rebaixar ou prejudicar alguém por causa de sua fé ou a falta dela”, explica Renata. 

No entanto, a dúvida sobre como a empresa deve lidar com a religião de suas pessoas colaboradoras é algo recorrente. Kaká Rodrigues, especialista em diversidade e inclusão e também co-fundadora da Div.A – Diversidade Agora!, ressalta que os proprietários e gestores precisam respeitar e incentivar a pluralidade religiosa. “As empresas devem agir com respeito e tolerância diante da variedade de crenças, promovendo um ambiente de trabalho inclusivo e diverso. Para isso, é importante que elas adotem políticas claras e transparentes sobre o assunto, que orientem a liderança e o time. Além disso, é recomendável que as organizações realizem ações educativas e de sensibilização sobre o tema, como palestras, cursos, debates e campanhas, que estimulem o diálogo e o conhecimento mútuo entre as diferentes religiões”, esclarece a especialista. 

Segundo Kaká, as empresas podem incluir pessoas de diferentes crenças respeitando suas datas comemorativas e costumes. “Por exemplo, a partir da flexibilização do dress code, é possível permitir que as pessoas colaboradoras usem símbolos ou vestimentas que atendam necessidades religiosas. É importante, ainda, consentir pausas para orar ou meditar, com horários flexíveis para que as pessoas cumpram seus preceitos e ritos, que se alimentem de acordo com suas restrições ou preferências religiosas. Essas ações devem ser feitas com equidade e sem privilégios ou discriminações para nenhuma religião”, ressalta Kaká. 

Para as especialistas, as empresas que combatem a intolerância religiosa e valorizam a diversidade de crenças no ambiente de trabalho contribuem para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e pacífica, além de favorecer o bem-estar, a motivação e a satisfação das suas equipes, que se sentem acolhidas, respeitadas e reconhecidas em sua identidade religiosa. “É tratar as pessoas com respeito considerando as suas diferenças, para que se sintam parte daquele ambiente e tenham dias mais produtivos e acolhedores no trabalho”, concluem.

BOLETIM DAS RODOVIAS

 Motorista encontra pontos de lentidão nas rodovias do Estado nesta manhã

 

A ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na manhã desta sexta-feira (19). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação Normal 5x5. O sistema apresenta tráfego normal, sem congestionamentos.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330), sentido capital, apresenta lentidão do km 61 ao km 60 e do km 109 ao km 104. A Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), tem tráfego normal, sem congestionamentos.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270), tem tráfego normal, sem congestionamentos. A Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido capital, apresenta lentidão do km 27 ao km 24 e no sentido interior, o tráfego lento do km 21 ao km 23, por conta do excesso de veículos.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor apresenta tráfego lento do km 12 ao km 11+190 no sentido capital, para o interior o tráfego é normal, sem congestionamentos.

 

Rodovia dos Tamoios 

Tráfego normal, sem congestionamentos.

 

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Dia Internacional do Riso

  

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Confira as orientações para manter os dentes e o sorriso saudáveis

 

 

Muitas pessoas já ouviram a frase “rir é o melhor remédio”. E não deixa de ser verdade. O riso pode ser considerado uma verdadeira terapia e, quando é saudável, o efeito é ainda melhor. Para isso, o cuidado com a saúde bucal é fundamental. Para celebrar o Dia Internacional do Riso (18 de janeiro), o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) reforça os cuidados com a higiene oral e a importância das consultas regulares ao cirurgião-dentista.        

A Odontologia trabalha constantemente para a estética do sorriso, e esse ato, claro, alegra, aproxima, quebra barreiras e irradia saúde e beleza. O cirurgião-dentista e membro da Câmara Técnica de Dentística do CROSP, Dr. Camilo Anauate Netto, lembra que a promoção de saúde, os cuidados com a prevenção das doenças orais e o tratamento odontológico reabilitador e estético estão o tempo todo no planejamento e na abordagem de saúde do cirurgião-dentista. “Sempre digo que as orientações de prevenção e de profilaxia oral treinadas individualmente serão cada vez mais o principal ofício do cirurgião-dentista”.   

De forma geral, Dr. Camilo orienta que a escovação dental técnica (aquela que dura em torno de 6 minutos e é orientada pelo cirurgião-dentista) deve ser realizada três vezes ao dia após as refeições, dedicando adequado cuidado e tempo para melhor remoção do biofilme oral (película pegajosa que reveste os dentes e contém bactérias) e manutenção da saúde.

Segundo ele, cabe ao profissional ensinar a escovar um hemiarco (os quatro lados da boca) de cada vez, escovar dente a dente, a posição e angulação correta da escova, o tipo e a quantidade de movimentos que precisam ser feitos em cada dente.

“Está provado que não existe necessidade da escovação imediata dos dentes após as refeições. A escovação pode ser feita até 30 minutos após, sem problemas”, explica Dr. Camilo.

Já a escovação social, aquela que a maioria das pessoas faz (escovação sem técnica, simplesmente passando a escova de forma automática nos dentes), deve ser complementada com a utilização diária do fio ou fita dental ou escovas interdentais calibradas de acordo com as dimensões dos espaços entre os dentes, polindo os contatos das superfícies dentais e removendo a placa bacteriana que a escovação convencional não consegue remover.

Outra orientação importante que Dr. Camilo deixa refere-se à troca da escova dental a cada três meses. “Uma dica interessante é comprar, a cada ano, quatro escovas com cores diferentes. Quando mudar a estação (primavera, verão, outono e inverno), você troca de escova e assim nunca vai esquecer”.

Dr. Camilo explica ainda que esses cuidados são fundamentais para a manutenção da saúde e beleza dos dentes naturais e das restaurações. Segundo ele, um aspecto ainda pouco difundido é a necessidade diária da escovação da língua com escovas e dispositivos especiais para a remoção da saburra lingual, que pode provocar mau hálito.

 

Consulta semestral

Dr. Camilo destaca também que a consulta semestral ao cirurgião-dentista é importante e fortemente recomendada, pois a consulta preventiva garantirá cárie e doença periodontal zero e sorriso nota 10. “Aprenda a higienizar sua boca, dentes e língua corretamente. Durante a consulta, peça orientação para o seu cirurgião-dentista”.  

  

Conselho Regional de Odontologia de São Paulo - CROSP


Burnout: síndrome do esgotamento profissional envolve sintomas físicos, mentais e emocionais

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) avalia que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos em decorrência de depressão e ansiedade, o que gera uma perda em torno de US$ 1 trilhão à economia global


Considerada como doença relacionada ao trabalho pelo Ministério da Saúde, desde 2022, a síndrome do esgotamento profissional, conhecida popularmente como Burnout, afeta 30% dos trabalhadores brasileiros, segundo dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt). Neste ranking, o Brasil perde apenas para o Japão, cujo índice fica em torno de 70%.


Em decorrência de sua origem, tanto o indivíduo quanto a empresa precisam estar atentos aos sintomas para que o tratamento correto seja realizado imediatamente, a fim de evitar que o distúrbio evolua para um transtorno. Identificar, analisar e reconhecer os sintomas precocemente e procurar ajuda de um profissional de saúde mental pode evitar, por exemplo, um diagnóstico importante de depressão. 


“O Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional caracteriza-se por ser um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso. É bastante interessante observarmos a intensidade e a frequência dos sintomas, para estabelecermos diagnósticos diferenciais” afirma a psicóloga credenciada Omint, Prof. Dra. Denise Pará Diniz, especialista em gerenciamento do estresse voltado à saúde e ao trabalho.



Sinais de alerta


Os sintomas são diversos e afetam as áreas mental, física e social, visto que o ser humano é integrado em seus domínios de vida. Isso em tal escala que é capaz de impedir que o indivíduo consiga lidar com situações minimamente estressantes. De acordo com a Dra. Denise, algumas das principais características do Burnout são:

·        cansaço excessivo, físico e mental;

·        oscilações repentinas de humor;

·        dificuldades de concentração;

·        sentimentos de derrota e desesperança;

·        sentimentos de fracasso e insegurança;

·        negatividade constante;

·        sentimentos de incompetência.

·        mudanças comportamentais;

·        irritabilidade

·        dores difusas;

·        insônia;

·        isolamento;

·        mudança no apetite;

·        alterações na pressão ou batimentos cardíacos;

·        problemas gastrointestinais.


Embora muitas pessoas enfrentem rotinas estressantes, nem todas desenvolvem esse quadro exaustivo. Isso ocorre porque a forma como cada indivíduo percebe e lida com os desafios diários pode variar de acordo com fatores ambientais, genéticos, história de vida, percepção, significados, sistema de valores. Questões ambientais, como o suporte social disponível no trabalho e fora dele podem desempenhar um papel crucial na capacidade de enfrentar e lidar com o estresse.

Diante desses fatos, a psicóloga enfatiza que “a percepção individual e as estratégias de ações proativas para acolhimento, identificação, encaminhamento para um profissional de saúde mental e readaptação do colaborador ao trabalho, adotadas pelas organizações têm um papel fundamental na prevenção e no manejo desse esgotamento profissional”.



Importância organizacional no combate ao Burnout


Apesar de a percepção individual do mundo influenciar no nível do estresse, a questão social também é relevante. Exatamente por isso que as empresas têm um papel importante no suporte aos seus funcionários. “O investimento em ações internas de promoção à saúde mental pode auxiliar a prevenir problemas reduzindo os índices de absenteísmo e presenteísmo e, também, criar um ambiente de trabalho positivo, que atrai e retém talentos”, explica a especialista.

“Além de uma estratégia ética, o desenvolvimento de um conjunto de ações empresariais atento aos colaboradores é inteligente para o sucesso a longo prazo da empresa, pois a tendência será de colaboradores que ao se sentirem acolhidos e com sua saúde priorizada, se tornem engajados, motivados, produtivos, aonde os resultados do ponto de vista individual e empresarial serão de excelência”, completa Denise.


Para se ter uma ideia de como o investimento na promoção à saúde nas empresas é importante, dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) avalia que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos em decorrência de depressão e ansiedade, o que gera uma perda em torno de 1 trilhão de dólares à economia global.


Para tanto, promover meios para o manejo da saúde e bem-estar fortalece ainda mais a cultura organizacional, combatendo uma rotina de pressão e/ou competição corporativa que podem desencadear em um Burnout. A Omint, por exemplo, oferece Programas de Saúde como o Pontual Mente, um serviço de acolhimento psicológico on-line para alívio de estresse, tensão e angústia de maneira pontual, com profissionais capacitados para atendê-los. Além dele, há outros que podem ser personalizados de acordo com cada demanda. 

 

Omint


AVC matou 12 pessoas por dia em 2023

Rede Brasil AVC alerta para identificação e prevenção do problema, que é uma das principais causas de morte e incapacitação


Uma das principais causas de morte, incapacitação e internações em todo o mundo, o AVC (Acidente Vascular Cerebral) matou 109.560 pessoas no Brasil em 2023, segundo dados do portal da transparência da (Associação de Registradores de Pessoas Naturais) (Arpen Brasil) o que equivale a 12 brasileiros por dia.

 

Existem dois tipos de AVC: o isquêmico, que ocorre quando falta sangue em alguma área do cérebro – sendo o mais comum e correspondendo entre 80% e 85% dos casos; e o hemorrágico, quando um vaso (do tipo artéria, raramente uma veia) rompe e espalha sangue no cérebro.

 

Em um episódio de AVC, cada minuto tem valor imensurável no salvamento de uma vida, já que a cada minuto em que o Acidente Vascular Cerebral isquêmico não é tratado, a pessoa perde 1,9 milhão de neurônios. “Por isso, identificar rapidamente os sinais da doença e o socorro ágil diminui drasticamente o risco de morte e evita o comprometimento mais grave que pode deixar sequelas permanentes, como redução de movimentos, perda de memória e prejuízo à fala”, explica a presidente da Rede Brasil AVC e da World Stroke Organization, Sheila Cristina Ouriques Martins. 

 

Entre os sinais de alerta mais comuns estão fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo; confusão mental, alteração da fala ou compreensão; alteração na visão, no equilíbrio, na coordenação, no andar, tontura e dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente. 

 

Ao suspeitar que alguém esteja tendo um AVC, é aconselhável pedir à pessoa para sorrir, observando se um lado do rosto permanece imóvel. Verifique também se ela consegue levantar ambos os braços para avaliar se um lado está mais fraco; e solicite que fale uma frase simples (“o céu é azul”) e verifique se apresenta a fala enrolada. “Ao perceber um desses sinais, o Samu (192) precisa ser imediatamente acionado “, ressalta a neurologista.

 

Estudo da Comissão da Revista Científica Lancet Neurology em parceria com a World Stroke Organization (WSO), publicado em outubro no The Lancet Neurology - uma das mais respeitadas revistas científicas, estima que se não forem tomadas medidas urgentes o AVC pode causar quase 10 milhões de mortes no mundo anualmente até 2050, principalmente em países de baixa e média renda.

A pesquisa ressalta, ainda, que o cenário custará até US$ 2 trilhões por ano.

 

Prevenção - Entre as principais barreiras identificadas pelo estudo publicado no The Lancet Neurology, estão a falta de consciência da população sobre o AVC e os seus fatores de risco. “É possível prevenir até 90% dos casos de AVC controlando os fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, arritmia cardíaca, sedentarismo, excesso de peso, a alimentação não saudável, o tabagismo, abuso de álcool e o estresse”, destaca. “Ao adotarmos um estilo de vida saudável, reconhecermos nossos próprios fatores de risco e buscarmos assistência médica adequada para prevenção, podemos diminuir significativamente o impacto do AVC em nossa sociedade”, conclui Sheila.

  



Rede Brasil AVC
http://www.redebrasilavc.org.br/


World Stroke Organization (Organização Mundial de AVC
https://www.world-stroke.org/


Em Israel, pesquisa envolvendo microbioma oferece nova esperança para pacientes com fibromialgia

 Estudo desenvolvido por Rambam Health Care Campus, em Haifa, traz resultados promissores no combate à dor crônica


Uma pesquisa inovadora em testes com pacientes que sofrem de fibromialgia tem mostrado potencial e eficácia no combate e alívio dos sintomas de quem tem dor crônica. O estudo, que envolve a administração de microbiomas intestinais, composição bacteriana presente em nosso organismo, em pacientes com o distúrbio, está em andamento no Rambam Health Care Campus, um dos maiores hospitais da região norte de Israel, em Haifa.

A fibromialgia é uma doença que afeta de 2% a 4% da população e é mais comum em mulheres. É caracterizada por dor generalizada e persistente, fadiga e problemas relacionados à concentração e à memória.

No estudo coordenado por Amir Minerbi, MD/PhD, vice-diretor do Instituto de Medicina da Dor do Rambam, membro do Instituto de Pesquisa Clínica do Rambam e professor sênior da Faculdade de Medicina Technion – Ruth e Bruce Rappaport, participaram 15 pacientes mulheres do hospital que lutam contra fibromialgia grave e resistentes ao tratamento. A pesquisa foi conduzida em colaboração com colegas da Universidade McGill, no Canadá, os professores Yoram Shir e Arkady Khotorsky, e a médica-cientista Dra. Milena Pitashny, chefe do Centro de Microbioma Clínico e de Pesquisa em Rambam, e contou com financiamento da Weston Family Foundation e do Ministério da Saúde de Israel.

Os microbiomas de sujeitos saudáveis de pesquisa foram transplantados e administrados a esses pacientes por meio de uma cápsula ingerível. Desse total, 11 participantes relataram menos dor, fadiga e distúrbios de memória, superando os efeitos dos tratamentos anteriores. “Essa melhora, inclusive, continuou por meses e os pacientes retornaram ao trabalho, aos estudos e ao estilo de vida habitual”, destaca Minerbi.


Conexões entre os microbiomas e o distúrbio da dor

O estudo do Dr. Minerbi sobre a ligação entre bactérias intestinais e fibromialgia começou em 2017. Ele e seus colegas queriam descobrir se a microbiota intestinal também poderia influenciar os processos de dor. O estudo se concentrou na dor na fibromialgia por vários motivos: a causa desconhecida, sua prevalência e a falta de um método diagnóstico ou de tratamento eficaz.

A fase inicial da pesquisa incluiu a análise das diferenças estatísticas na composição do microbioma entre indivíduos saudáveis e aqueles com fibromialgia. “Foram encontradas diferenças marcantes entre 20 espécies bacterianas, que variaram em prevalência entre os dois grupos. Observamos que quanto maiores as diferenças no grupo da fibromialgia, mais graves ermam seus sintomas”, explica Minerbi.

Análises posteriores mostraram que essas bactérias liberavam certas substâncias ligadas ao sistema nervoso e à intensidade da dor relatada pelos pacientes. “Encontramos uma ligação quase direta entre a concentração de substâncias específicas influenciadas pela atividade bacteriana e a intensidade da dor relatada pelos pacientes. É importante ressaltar que essas substâncias podem ser medidas no sangue. Esta descoberta pode permitir o desenvolvimento de exames de sangue para diagnosticar e monitorar a fibromialgia”, relata o especialista do Rambam.

Ele descreve que “devido à sua natureza indescritível, a fibromialgia é categorizada mais como um distúrbio do que como uma doença. Apesar de existirem muitos sintomas, sua causa não é clara. Por isso, atualmente, não há outro método de diagnóstico além dos relatos subjetivos dos pacientes”.

De acordo com Minerbi, o sistema médico negligenciou a doença e as pacientes do sexo feminino muitas vezes enfrentam ceticismo por parte dos seus prestadores de cuidados de saúde. “A causa subjacente dos sintomas permanece desconhecida e isso dificulta o desenvolvimento de tratamentos específicos. Contamos com o controle da dor e tratamento da fadiga e perda de memória. No entanto, tudo isso é paliativo e ineficaz.”

Para estabelecer a causalidade, ou seja, se esses microbiomas específicos causavam a fibromialgia, o grupo de pesquisa transplantou microbiomas de pacientes saudáveis do sexo feminino em camundongos livres de bactérias. Dentro de duas semanas, os ratos exibiram sintomas de fibromialgia que persistiram durante meses, fornecendo evidências convincentes do papel do microbioma no desenvolvimento da fibromialgia.

Uma investigação mais aprofundada revelou um impacto no sistema imunitário, perturbando o seu equilíbrio e fazendo com que ele atingisse áreas do sistema nervoso responsáveis pela sensação de dor. Os ratos receberam antibióticos para tratar o microbioma doente, após o que microbiomas de mulheres saudáveis foram transplantados para os ratos. Notavelmente, os sintomas de dor nos ratos desapareceram rapidamente.

O sucesso inicial do estudo encorajou a equipe de pesquisa a preparar uma investigação mais abrangente. “Faltou grupo controle e randomização no estudo. Em breve, recrutaremos 80 pacientes para um ensaio maior e controlado, que esperamos confirmar nossas descobertas”, acrescenta o Dr. Minerbi, o que abre caminho para uma maior compreensão e possíveis avanços no diagnóstico e tratamento para pessoas que sofrem de fibromialgia.


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