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quarta-feira, 15 de setembro de 2021

11 habilidades de líderes exponenciais

Não pense em liderança na sua forma mais tradicional. Não pense em títulos. Não pense em cargos como supervisores, gestores, diretores e presidentes. Pense na liderança natural que emerge em um grupo e que pode ser exercida, inclusive, por outros integrantes em diferentes momentos. São estas as características que formam um líder exponencial.

O conceito, aliado a dicas práticas, são apresentados pelo empresário serial José Paulo Pereira Silva no livro Lições para você construir negócios exponenciais. Fundador de um dos maiores conglomerados do ramo de tecnologia da América Latina, o CEO do grupo Ideal Trends compartilha as habilidades fundamentais de um líder exponencial para motivar as equipes e escalonar os resultados. Confira!

  1. Cultura: um líder precisa saber qual é a cultura da empresa; precisa também acreditar e seguir essa cultura, compartilhar os propósitos e fazer que ela se torne um guia para todas as suas ações.
  1. Visão: o líder deve conseguir trazer clareza a seus liderados, com a construção de um caminho concreto; antecipar oportunidades em sua área de atuação, com base no cenário atual e em tendências; e enxergar o futuro da organização.
  1. Impacto: as ações de um líder geram transformação massiva e duradoura, impactando o time, outras áreas e líderes, com poder suficiente para levar um segmento a outros caminhos. 
  1. Influência: o líder consegue influenciar ativamente a todos para que trabalhem com espírito de colaboração, com ideias disruptivas, superando objeções e resistências, a fim de realizar as transformações que a organização precisa. 
  1. Conexão com novas tecnologias e tendências: ele tem consciência de que a tecnologia transformará todas as empresas e negócios, a conhece e acompanha futuristas, sempre em busca de tendências. Essa característica o faz antecipar possibilidades e estar sempre à frente da concorrência. 
  1. Agilidade: o mundo se modifica cada vez mais rápido, o novo surge de forma abrupta. Por isso, o líder exponencial deve ser hábil para aprender, traduzir a aprendizagem em ações práticas e fazer com o que o time incorpore o novo processo.
  1. Desafia o status quo: o líder exponencial está sempre em busca de oportunidades de melhoria; pensa grande, experimenta, arrisca, amplia sua perspectiva, vai além de sua área de atuação e percebe os desafios fora de sua indústria; coloca como cultura da empresa a inovação e o desafio contínuos.
  1. Catalisador/potencializador: cria condições para que cada integrante do time desenvolva o potencial de forma integral. Reconhece os pontos fortes de cada um, seus talentos e propósitos. O líder exponencial deve funcionar como catalisador e acelerador do potencial de todos – equipes, ele mesmo, líderes e semelhantes.
  1. Inspiração: esse é o diferencial do líder exponencial, que pode inspirar pessoas a serem curiosas, interessadas, a fazerem as perguntas que nunca haviam sido pensadas. Ele deve apresentar planos futuros que levem à reflexão. A inspiração leva não só a aprender, mas a colocar em prática.
  1. Paixão: ama tanto o que faz que não se sabe onde começa a pessoa e termina o profissional. Essa paixão traz significado imediato para o trabalho, e faz que seu time mantenha a energia elevada em todas as situações.
  1. Compartilhador de vitórias e conquistas: tem prazer enorme em verificar o crescimento e a realização das pessoas a sua volta. Deve saber reconhecer até as pequenas vitórias, e permitir a falha construtiva, que gera aprendizado para melhorar.

Serviço
Lições para você construir negócios exponenciais
(Autor: João Paulo Pereira Silva | Editora: Ideal Books | 352 páginas | Preço: R$ 49,90 | Link de compra: site do autor e Amazon)

 

O futuro do ozônio no Brasil

O ozônio é um gás conhecido há mais de um século pela humanidade. A molécula de fórmula química O3 é responsável pelo cheiro característico das chuvas com trovoadas e também o agente de proteção do nosso planeta, por meio da famosa e esburacada camada de ozônio. Muitos não sabem, mas esse gás também tem funções cada vez mais notórias no cotidiano dos seres humanos, pois contém a característica de ser um poderoso e ecológico oxidante. 

Em agosto de 2020, cientistas da Universidade de Fujit, no Japão, constataram que o ozônio tem capacidade para neutralizar o coronavírus em ambientes fechados. Esse estudo leva em consideração condições específicas de concentração, tempo de exposição e tipo de aplicação, mas foi um grande marco para o gás. 

Embora o ozônio tenha ganhado notoriedade no combate à Covid-19, ele já é utilizado há mais de um século e ainda segue desconhecido pela maior parte da população. Alguns países da Europa, como a França, começaram a utilizá-lo no início do século passado nas Estações de Tratamento de Água (ETA) municipais para abastecimento da população. Logo em seguida, Japão e Estados Unidos também embarcaram nessa aplicação. No Brasil, existem empresas que trabalham há anos com as aplicações do ozônio, mas ainda não é algo comum e amplamente conhecido pelo público em geral. 

Além do tratamento de água das cidades, podemos citar diversas outras aplicações, como o tratamento da água em caixas d'água, piscinas e lagos, tratamento de efluentes industriais para descarte e até mesmo para reuso de água, além da ozonioterapia e oxi-sanitização de carros. 

Apesar de ser um oxidante que pode eliminar praticamente todo tipo de contaminantes microbiológicos, os geradores de ozônio precisam utilizar materiais nobres e possuem uma tecnologia complexa. Por isso é importante entender que existem “geradores” e “geradores” de ozônio no mercado. Algumas marcas vão durar por muitos anos enquanto outras marcas de menor qualidade podem reduzir ou parar a geração com poucas semanas de uso. 

E por que é tão difícil produzir um gerador de ozônio confiável? Por conta da célula geradora de ozônio. Ela é responsável por “pegar” o gás oxigênio do ar ambiente e, por meio de uma descarga elétrica chamada de "descarga de corona" (que não tem nada a ver com o vírus), quebrar a molécula de oxigênio. A partir dessa quebra, os átomos se rearranjam e formam o famigerado O3. Para conseguir este efeito, é aplicada uma descarga de alta tensão em uma determinada frequência elétrica, e para isso é importante utilizar componentes de alta qualidade que não se danificam com o tempo de uso. 

A célula citada é basicamente o coração do equipamento. Ela é responsável pelas diferenças de produção de ozônio e diferenças de preços nos equipamentos. Um componente fraco, desses que são trazidos da China por exemplo, acaba se desgastando muito rapidamente e, muitas vezes, dura poucos meses ou até mesmo algumas semanas.

 Outro ponto é a quantidade de ozônio gerada informada pelos fabricantes ou vendedores. Como atualmente não existe uma norma ou leis no Brasil sobre isso, cada fabricante diz o que quer e alguns colocam quantidades produzidas com mais de 10 vezes a real. Teoricamente isso se caracteriza como crime de concorrência desleal, porém, a fiscalização no Brasil é insipiente, permitindo que algumas empresas anunciem quantidades falsas no mercado. Portanto, sugerimos cautela na hora de pesquisar por um gerador de ozônio. Pagar barato pode parecer uma boa no curto prazo, mas a qualidade do equipamento com certeza não será a mesma.

 Uma coisa é certa: o ozônio veio para ficar. Seja em aplicações para indústrias, o agronegócio ou para a própria residência dos brasileiros, estamos vendo um aumento considerável no surgimento de novos produtos e empresas que vieram para revolucionar nossa relação com este elemento.

 


Carlos Heise - engenheiro e CEO da empresa Panozon Ambiental S/A

 

Aprovação de orçamento pode beneficiar milhões de ilegais nos EUA

Governo Biden deve anunciar pacote econômico e reforma imigratória ambiciosa


Joe Biden e o Partido Democrata americano vivem a expectativa da aprovação de uma resolução orçamentária de US$ 3,5 trilhões. O orçamento já foi parcialmente aprovado pelo Senado, após votação apertada em 11 de agosto, que terminou em 50 a 49 a favor do governo. Caso agora seja ratificado pelo congresso, a aprovação do orçamento permitirá aos atuais mandatários da Casa Branca o anúncio de um pacote econômico abrangente e ambicioso.

 

Considerado fundamental para os planos de Biden, os gastos do novo plano orçamentários prometem ser utilizados em áreas consideradas vitais no país, como educação (pré-escolas públicas, fim da cobrança de mensalidades para faculdades comunitárias por até 2 anos), saúde (ampliação da rede de cobertura do Medicare e criação de novos benefícios odontológicos, visuais e auditivos, além de redução nos custos de determinados medicamentos), meio ambiente (com a criação de um “corpo civil” do clima) e bem estar social com investimentos em novas moradias populares e redução de impostos em determinadas áreas menos favorecidas).

 

Entretanto, é no campo imigratório que a aprovação do orçamento mais deve influenciar. Considerado peça-chave para a eleição de Biden, a tão aguardada reforma imigratória”, que pode representar a anistia para cerca de 11 milhões de imigrantes atualmente indocumentados nos EUA, pode finalmente sair do papel.

 

“Serão estabelecidos critérios para determinar quem poderia se beneficiar da anistia e receber o green card, documento que garante ao seu portador o direito a residência permanente na América. Além disso, a reforma imigratória também prevê para estas pessoas a possibilidade de adquirir a cidadania americana em no mínimo 5 anos após a aprovação do green card” – comentou o advogado brasileiro/americano de imigração, Felipe Alexandre.

 

Pessoas que já se encontram nos Estados Unidos sob status de proteção de programas do governo como o DACA e o DREAMERS, além de certos trabalhadores essenciais durante a pandemia (especialmente na área da saúde) devem ser particularmente beneficiados pelas novas regras, assim como determinados imigrantes que chegaram ao país em situação de asilo ou refúgio.

 

Opositores da resolução orçamentária alegam que o custo será altíssimo para os cofres públicos americanos. Do outro lado, democratas e defensores da reforma garantem que os investimentos irão gerar retorno para o desenvolvimento da economia e da sociedade americana.

 

“Em um primeiro momento é lógico que estamos falando de uma quantia exorbitante que será aprovada e colocada à disposição do governo. No entanto, é preciso pensar a longo prazo, e entender que as medidas do pacote econômico trarão melhorias sociais, sobretudo no tão criticado sistema de saúde americano e na anistia de pessoas que, uma vez legalizadas, poderão contribuir com impostos e com a presença legal no mercado de trabalho. Acredito que

Que este seja o pacote econômico mais ambicioso do país desde a época do “New Deal”, nos anos 30” – Salientou Felipe Alexandre, que também é proprietário do escritório americano AG Immigration, responsável pelos processos de green card de centenas de brasileiros.

 

A votação final da proposta orçamentária no congresso americano deve acontecer ainda esta semana com todas as previsões de especialistas apontando para uma vitória do governo democrata.

 


 

Dr. Felipe Alexandre - advogado americano/brasileiro de imigração e fundador da AG Immigration:  Ele é considerado há vários anos pelo "American Institute of Legal Counsel" como um dos 10 melhores advogados de imigração de NY e referência sobre vistos e green cards para os EUA.

 

 

AG Immigration

https://agimmigration.law/


Quatro maneiras de transformar lixo em dinheiro e praticar solidariedade

A ação movimentou as unidades do Paraná e Santa Catarina
Crédito: divulgação/Colégio Positivo

Iniciativas arrecadam materiais recicláveis e doam resultado a instituições sociais


Um país que utiliza recursos naturais de forma desordenada e, na outra ponta, joga no lixo a oportunidade de reciclar os resíduos que produz: todos os anos, o Brasil gera 80 milhões de toneladas de lixo. E, embora 90% desse total sejam passíveis de reciclagem, apenas 4% são reutilizados. Além de uma conta ambiental incalculável, todo esse lixo poderia estar se transformando em ativos de uma economia circular e solidária, se fosse corretamente aproveitado.

De outro lado, o Ranking Global de Solidariedade 2020, resultado de uma pesquisa feita pela Charities Aid Foundation (CAF), mostra que o Brasil ocupa o 54º lugar de uma lista de 114 países. Pode parecer pouco, mas o país subiu 14 posições no último ano, seguindo uma tendência mundial de ajudar mais ao próximo. E para praticar a solidariedade, nem sempre é preciso ter dinheiro. Há uma série de formas de contribuir para causas e instituições sem precisar colocar a mão no bolso. Isso porque alguns materiais que geralmente são jogados no lixo podem ser reciclados e transformados em doações para ajudar instituições sociais e pessoas em vulnerabilidades.



  1.   Tampinhas que viram dinheiro

Alguns materiais descartáveis podem ser transformados em dinheiro nas mãos das pessoas certas. Tampinhas de embalagens plásticas não têm valor algum para quem as joga no lixo, mas, em grandes quantidades, esses itens são comercializados e se tornam uma importante fonte de renda para diversas ONGs. Em uma ação recente, o Colégio Positivo arrecadou, com a ajuda dos alunos, cerca de 500kg desse material. As doações foram repassadas a instituições sociais de sete municípios dos estados do Paraná e Santa Catarina. Agora, elas serão vendidas a empresas de reciclagem que dão destinação correta e sustentável às tampinhas.

Ações como essa são muito significativas para organizações sociais. A partir de campanhas de arrecadação junto à comunidade, é possível contribuir com as mais diversas frentes, inclusive com a Educação. Segundo o Censo Escolar da Educação Básica, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), há muitas deficiências simples de infraestrutura na rede escolar brasileira. Mais de 4 mil escolas públicas no Brasil não possuem banheiros, por exemplo. Esse é um problema grave que pode ser solucionado ou, ao menos, reduzido se essas unidades de ensino tiverem acesso a uma fonte de renda como a reciclagem.


  1.   Leite que vira calor

Caixas de leite são muito mais que apenas papelão. Para manter o alimento protegido e próprio para consumo, elas têm várias camadas de plástico, alumínio e papelão em sua composição. Isso faz delas um ótimo isolante térmico, ideal para solucionar um problema comum nas grandes cidades: o vento que entra pelas frestas de casas de madeira em muitas comunidades. O projeto Brasil Sem Frestas, que nasceu em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, utiliza essas caixinhas para vedar as casas de famílias que, sem esse recurso, passariam frio. Depois de abertas, as caixinhas são costuradas umas às outras e viram placas que, instaladas do lado de dentro das paredes, impedem o vento e a chuva de entrar.


  1.   Lixo orgânico que vira adubo (e dinheiro)

Até mesmo o lixo orgânico pode ter um papel interessante na hora de arrecadar fundos para uma causa social. Com uma simples composteira, é possível transformar restos de alimentos, folhas e flores secas, papelão e até guardanapos usados em adubo líquido e húmus. Esses produtos são muito importantes para adubar o solo. Assim, no caso de uma escola ou ONG, eles podem ser aproveitados em uma horta que produza alimentos frescos. Se as quantidades de adubo resultantes do processo forem muito grandes, as sobras podem ser vendidas para a comunidade ou trocadas por materiais necessários para o funcionamento da instituição.


  1.   Lacres que viram cadeiras de rodas

Não é de hoje que os lacres de latinhas de cerveja e refrigerante chamam a atenção. Além de serem utilizados para artesanato, esses pequenos pedaços de metal são preciosos para quem precisa de cadeiras de rodas para se locomover. O Lacre do Bem, de Minas Gerais, é uma das instituições que recebem esse tipo de material. No Paraná, o Rotary Internacional também recolhe doações de lacres com o mesmo objetivo. Vendido para empresas de reciclagem, ele se transforma em fundos que são destinados à compra de cadeiras de rodas. Essas, por sua vez, são doadas para pessoas com deficiência física ou instituições de filantropia. Quem quiser contribuir com o projeto do Rotary no Paraná, pode entrar em contato com Luiza Tigrinho pelo telefone (41) 98804-6094. 

De acordo com a assessora de Tecnologia e Inovação do Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) do Colégio Positivo, Micheline Castelli de Souza, práticas envolvendo esse tipo de iniciativa precisam ser incluídas no cotidiano dos estudantes. “Trabalhar essa forma de pensar com os alunos da educação básica é garantir um futuro verde, fortalecer a competitividade, proteger o meio ambiente e dar novos direitos aos consumidores”, ressalta.

Para Damila Bonato, gerente de produto do Sistema de Ensino Aprende Brasil, presente em mais de 1.600 escolas municipais de todo o Brasil, utilizar o lixo em projetos sociais dentro das escolas é duplamente educativo. “Enquanto aprendem a cuidar do meio ambiente com a reciclagem, as crianças absorvem a importância da solidariedade - e como pequenos atos feitos coletivamente podem fazer a diferença na vida de muitas pessoas”, conclui.

Caixas de leite viram isolante térmico para vedar casas de famílias
Crédito: reprodução/Facebook Brasil Sem Frestas

 

Colégio Positivo


Todas as empresas precisam permanentemente de tubarões no tanque


No mundo dos negócios, é muito comum utilizar-se de histórias e metáforas para passar mensagens importantes. Por isso, hoje vou lhes contar uma que aconteceu nos anos 80. A indústria pesqueira do Japão notou que um problema estava acontecendo. Com o passar dos anos, os peixes estavam cada vez mais distantes da costa, pois o país tem um alto consumo de peixes em seu cardápio. Para solucionar isto, tornou-se necessário construir embarcações maiores e viajar por mais dias para ter acesso aos grandes cardumes.

Essa parte foi de fácil solução. Os navios foram construídos, as viagens foram realizadas e os peixes foram encontrados, porém um novo desafio emergiu. Como os dias de viagem eram mais longos, os peixes já não chegavam tão frescos como antigamente e isso prejudicou a qualidade e fez com que o consumo caísse. Novamente foi criada uma solução. Construir navios ainda maiores e colocar tanques de água dentro dos navios para que os peixes chegassem vivos à costa. A ideia parecia boa, mas.... não deu certo. Os peixes chagavam sim frescos, mas o gosto não era o mesmo, pois, dentro dos tanques, com comida à vontade e sem predadores naturais, esses peixes ficavam parados, preguiçosos e inativos, e isso mudava o sabor da sua carne.

Foi neste momento que surgiu uma ideia que inicialmente parecia um absurdo. Colocar pequenos tubarões nesses tanques para que os peixes se sentissem ameaçados e se movimentassem constantemente em busca de sobrevivência durante a viagem. Logo vieram as objeções de que muitos peixes morreriam no trajeto e isso poderia não valer a pena. Mesmo assim, algumas empresas decidiram testar a ideia. O resultado foi que, sim, alguns poucos morriam no caminho, mas o sabor e frescor estavam de volta e o consumo voltou a crescer.

Eu escutei esse caso no início da minha vida como gestor e nunca mais esqueci. Mesmo tendo acontecido do outro lado do mundo, e com um segmento de mercado totalmente diferente do que eu atuo, essa se transformou em uma excelente metáfora para o mundo corporativo. Todas as empresas precisam permanentemente de tubarões no tanque.

O que isso quer dizer? Todas as empresas, principalmente as já estabelecidas no mercado acreditam que tem seu futuro garantido e terão uma vida longa e próspera. Mas isso não existe mais. É preciso se reinventar o tempo todo e estar aberto ao novo, ao diálogo, a novas soluções antes não pensadas. Basta ver alguns exemplos atuais com como Uber, Spotify e Netflix. Cada uma destas empresas transformou a forma como as pessoas dialogam com transportes, músicas e filmes.

A metáfora do tubarão também serve para as pessoas dentro das empresas. A grande maioria de nós, busca trabalhar em ambientes seguros, cercado de pessoas que pensam semelhante, assegurando o mínimo possível de contradições e desconforto. É a busca, consciente ou não, pela zona do conforto. Da mesma forma que os peixes dentro dos tanques, esse comportamento nos transforma em "peixes preguiçosos", quando o que realmente precisamos é dos "tubarões" que pensam diferente e que nos desafiam.

Tubarões geram inquietude, receio e preocupação. Eu sei que parece ruim, mas são os tubarões que criam um ambiente de desafio constante que faz com que nós como indivíduos, como times e como organização, busquemos evoluir e nos desenvolvermos.

Para finalizar, minha dica é: Tenha um tubarão em sua vida!




Filipe Colombo - atua desde 2013 como CEO da Anjo Tintas. Formado em Administração com ênfase em Marketing, Filipe ocupou, aos 27 anos, o cargo máximo da empresa. É conselheiro profissional formado pelo IBGC e possui MBA em administração de empresas nos EUA, na China e nos Emirados Árabes. Durante quatro anos, passou por todos os setores da empresa em que hoje é CEO. Desde carga e descarga, estoque, recursos humanos, departamentos financeiro e comercial, Filipe sempre esteve presente na organização fundada por seu pai, Beto Colombo, em 1986, e atualmente uma das principais indústrias do setor no país. O autor possui experiência em desenvolvimento de estratégias de sucesso para B2B (Business to business) e B2C (Business to consumer), que fizeram a empresa crescer 685% nos últimos cinco anos, transformando a Anjo Tintas em uma das principais indústrias brasileiras de tintas via estratégias comerciais, melhoria de eficiência produtiva e redução de custos. Além disso, planejamento estratégico, reestruturação, marketing, inovação, governança corporativa, liderança de equipes de alta performance e conselho administrativo também compõem a trajetória do CEO. Apaixonado por esportes, Filipe é triatleta amador nas horas vagas.

 

Energia solar de grandes usinas ultrapassa carvão na matriz elétrica brasileira, informa ABSOLAR

De acordo com a entidade, já são 3,8 gigawatts (GW) em usinas fotovoltaicas de grande porte ante a 3,6 GW em termelétricas fósseis à carvão mineral

 

Levantamento inédito da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) aponta que a potência instalada operacional da fonte solar fotovoltaica em grandes usinas solares (geração centralizada) conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) acaba de ultrapassar a soma da potência de usinas termelétricas fósseis à carvão mineral.
 
De acordo com mapeamento da entidade, são 3,8 gigawatts (GW) em grandes usinas solares, ante a 3,6 GW em termelétricas fósseis movidas a carvão mineral. De acordo com a associação, desde 2012, a geração centralizada solar já trouxe ao Brasil mais de R$ 20,5 bilhões em novos investimentos e gerou mais de 114 mil empregos acumulados, além de proporcionar uma arrecadação de R$ 6,3 bilhões aos cofres públicos.
 
Em 2019, a solar foi a fonte mais competitiva entre as renováveis nos dois Leilões de Energia Nova, A-4 e A-6, com preços-médios abaixo dos US$ 21,00/MWh. Em julho de 2021, repetiu o feito nos leilões A-3 e A-4, com os menores preços-médios dos dois leilões, abaixo dos US$ 26,00/MWh. Com isso, a solar consolidou a posição de fonte renovável mais barata do Brasil.
 
Ao ultrapassar o carvão mineral, as usinas solares de grande porte assumem a posição de sexta maior fonte de geração de energia elétrica do Brasil, com empreendimentos em operação em nove estados brasileiros: nas regiões Nordeste (Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte), Sudeste (Minas Gerais e São Paulo) e Centro-Oeste (Tocantins).
 
Para o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, a situação crítica de escassez hídrica, com fortes aumentos tarifários na conta de luz da população, reforça ainda mais o papel estratégico da energia solar como parte da solução para diversificar e fortalecer o suprimento de eletricidade do País, fundamental para a retomada do crescimento econômico nacional.
 
“As usinas solares de grande porte geram eletricidade a preços até dez vezes menores do que as termelétricas fósseis emergenciais ou a energia elétrica importada de países vizinhos atualmente, duas das principais responsáveis pelo aumento tarifário sobre os consumidores”, comenta. “Diante da crise hídrica e da nova bandeira de escassez hídrica é fundamental que o Governo Federal aumente a participação da energia solar no Brasil, para diversificar a matriz elétrica e baratear a energia para a sociedade e os setores produtivos”, acrescenta Sauaia.
 
Graças à versatilidade e agilidade da tecnologia solar, uma usina fotovoltaica de grande porte fica operacional em menos de 18 meses, desde o leilão até o início da geração de energia elétrica. A solar é reconhecidamente campeã na rapidez de novas usinas de geração”, aponta Ronaldo Koloszuk, presidente do conselho de Administração da ABSOLAR.
 
Ao incluir a geração própria de energia solar feita pelos consumidores brasileiros, o Brasil já ultrapassa a marca de 10,4 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica. Segundo a ABSOLAR, isso representa mais de 70% da potência da usina hidrelétrica de Itaipu, segunda maior do mundo e maior da América Latina.
 
No total, a fonte solar já trouxe ao Brasil mais de R$ 54,1 bilhões em novos investimentos e gerou mais de 312 mil empregos acumulados desde 2012. Com isso, evitou a emissão de 11,3 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade, bem como proporcionou uma arrecadação de tributos públicos da ordem de R$ 14,6 bilhões.

Entenda como fazer o registro de marca e qual a sua importância para o mercado empreendedor

O registro de marca impede cópias de elementos identificativos e garante direitos autorais sobre qualquer reprodução indevida do produto registrado.


Você já imaginou ter uma ideia inovadora e funcional, colocá-la em prática na sua empresa e ter essa mesma ideia sendo amplamente copiada e reproduzida por corporações concorrentes? 

É uma situação nada confortável e bem incômoda, mas que acontece com bastante frequência e de forma corriqueira. 

Dentro de um mercado financeiro competitivo, diversas ideias são copiadas e reproduzidas por empresas de um mesmo ramo.  Dessa forma, surge a necessidade de registrar e patentear uma ideia, produto ou serviço, que serão exclusivos da sua marca. 

Assim, é possível evitar cópias e lucros em cima de uma ideia pensada e planejada pela sua empresa. 


O que é o registro de marca? 

A Receita Federal descreve o registro de marca da seguinte forma: 

Destina-se à pessoa física ou jurídica que pretenda distinguir produto ou serviço de outro idêntico, semelhante ou afim, de origem diversa, para garantir, no território nacional, a exclusividade do uso de nome ou de elementos figurativos ou tridimensionais que o identifiquem. O serviço consiste, basicamente, no recebimento do pedido de registro de marca e no seu exame. O registro tem validade por 10 anos renováveis sucessivamente (Códigos 374 e 375)” 

Ou seja, o registro de marca assegura a exclusividade de elementos de identificação de uma empresa, produto ou serviço, impedindo o uso de nomes e demais elementos de identificação iguais aos registrados. 

Assim, ocorrendo a concessão do registro da marca, a exclusividade do seu produto torna-se imposta legalmente em todo o território nacional.  


Qual a sua importância? 

Segundo João Esposito, economista e CEO da Express CTB – accountech de contabilidade “O registro de marca tem como objetivo principal tornar o seu produto e/ou serviço exclusivos, gerando maior segurança para o seu negócio. Muitos gestores e empresários não sabem que, com a exclusividade, as chances de conquista de mercado são infinitamente maiores. Além de aumentar a autoridade da sua empresa, a exclusividade torna os seus produtos/serviços referências e sinônimo de qualidade”. 

Entretanto, não é apenas a exclusividade que torna o registro de marca tão importante. Alguns benefícios decorrentes dele também são capazes de fundamentar a sua importância. 

Dentre os principais benefícios existentes, podemos citar: 

  • Aumento de credibilidade: com a marca registrada, há o aumento significativo da credibilidade do seu negócio, o que acarreta confiança; 
  • Vantagem e diferencial competitivo: o diferencial competitivo é decorrente da exclusividade, que torna seu produto único e referência de mercado. Logo, há vantagem competitiva e a sua empresa se sobressai diante das outras.
  • Possibilidade de expandir o seu negócio a partir de franquias: o registro de marca possibilita a abertura de franquias em todo o território nacional. Dessa forma, há a expansão do seu negócio e o crescimento progressivo do mesmo. 
  • Seguridade de investimento: a partir do registro de marca é possível ter maior segurança de que o investimento feito no produto em questão valerá a pena.  
  • Criação de um bem: com o registro de marca sua identificação passa a ser um bem da empresa e poderá ser comercializado como qualquer outra propriedade. 
  • Garantia futura: caso haja sucesso na sua idealização, o futuro está garantido com o registro de marca.  
  • Facilidade de indenizações: como a exclusividade é imposta por lei, ao encontrar qualquer cópia que viole as diretrizes o processo de indenização é facilitado e garantido. 
  • Vantagens estrangeiras: com o pedido de registro de marca internacional, também há seguridade internacional dos seus produtos e/ou serviços, a partir da abertura de franquias mundiais. 


Como fazer o registro de marca

O órgão responsável por analisar, realizar, regulamentar e fazer o registro de marca é o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). 

Por isso, antes de tudo é necessário entrar no site do INPI e se cadastrar. 

Para isso, basta clicar aqui.   

Após o cadastro, poderemos prosseguir com os passos a seguir, disponíveis no próprio site da Receita Federal:

  1. Login de acesso no site da INPI 

O primeiro passo será logar no site da INPI com o cadastro feito previamente.

Se houver indisponibilidade do sistema na hora da realização, é interessante encaminhar-se à sede do INPI da sua cidade e realizar o processo presencialmente. 

  1. Pagamento da guia de recolhimento 

Nessa etapa, faz-se necessário emitir e pagar o GRU (guia de recolhimento) para envio de formulário. 

O pagamento vai depender do tipo de emissão e tem os seguintes custos: 

  • Código 389: Serviço prestado por meio eletrônico, pelo Sistema e-Marcas, com especificação pré-aprovada (sem desconto) – R$ 355,00
  • Código 389: Serviço prestado por meio eletrônico, pelo Sistema e-Marcas, com especificação pré-aprovada (com desconto) – R$ 142,00
  • Código 394: Serviço prestado por meio eletrônico, pelo Sistema e-Marcas, com especificação de livre preenchimento (sem desconto) -R$ 415,00
  • Código 394: Serviço prestado por meio eletrônico, pelo Sistema e-Marcas, com especificação de livre preenchimento (com desconto) -R$ 166,00
  • Código 389: Serviço prestado por meio físico, em papel (sem desconto) – R$ 530,00
  • Código 389: Meio físico, em papel (com desconto) -R$212,00
  1. Formulário 

Com o pagamento da GRU, será possível acessar o sistema e marcas e preencher o formulário, seja ele eletrônico ou impresso. 

Em ambos os casos serão necessários para preenchimento do formulário os seguintes dados: 

Caso sua marca possua desenhos ou imagens, será necessário, também, juntar um arquivo de imagem em boa resolução, em que seja possível ver com clareza suas formas, cores e/ou letras, para ser anexado em conjunto.

Após o preenchimento, há a necessidade de encaminhamento para análise processual. 

O encaminhamento pode ser virtual ou presencial, encaminhando o processo juntamente à sede do INPI da sua cidade; ou postal, encaminhando os documentos para o endereço: Rua Mayrink Veiga, 9, térreo, Centro, Rio de Janeiro – RJ (CEP 20090-910).

  1. Acompanhamento Processual

Após encaminhamento e solicitação, é hora de acompanhar o processo para observar o andamento de cada etapa e se ater aos prazos. 

Esse acompanhamento pode ser feito pelo sistema: Busca Web. 

Normalmente, o processo dura de 12 a 13 meses.

  1. Conhecimento de decisão 

Após análises realizadas, a decisão é tomada e o seu registro pode ser viabilizado ou não. 

A decisão é publicada na RPI (Revista de Propriedade Industrial). Por isso, esteja sempre atento às publicações da revista na etapa pós processual. 

Esta etapa leva cerca de 7 dias. 

  1. Pagamento de nova guia de recolhimento 

Após o deferimento do seu registro, é necessário pagar uma nova GRU (guia de recolhimento). 

O custo vai depender do tipo de processo, e pode ter os seguintes valores: 

  • Código 372: Concessão do primeiro decênio de vigência de registro da marca e expedição do certificado, no prazo ordinário (60 dias) -R$ 745,00
  • Código 373: Concessão do primeiro decênio de vigência de registro da marca e expedição do certificado de registro, no prazo extraordinário (90 dias) -R$ 1.115,00

Normalmente, essa etapa dura até 1 mês. 

  1. Obtenção do certificado 

Após o pagamento, será finalmente possível receber o certificado de registro de marca da sua empresa e aproveitar a exclusividade e demais benefícios existentes. 

O certificado será disponibilizado para download no sistema de Busca Web em um período de até 60 dias. 

 

Express

www.expressctb.com.br

 

Cuidados com a saúde financeira do seu time ajudam a reter talentos e reduzir custos

O foco está no colaborador: cuidar da saúde financeira do seu time ajuda a reter talentos e reduzir custos

 

O sonho de todo empreendedor é que sua companhia possa crescer saudável e colher bons frutos. Mas, de nada adianta ter boas ideias e estratégias de negócios se a empresa não tiver uma base sólida para a construção da marca, independentemente de seu ramo de atuação. Para isso, antes de investir em grandes ideias de branding ou buscar parcerias externas, é necessário voltar o olhar para o público interno desde o princípio.

Responsáveis por manter a engrenagem funcionando, os colaboradores de uma empresa precisam ser valorizados, não apenas no âmbito profissional, mas também como pessoas. A princípio, pode parecer bobagem, mas garanto que não é. E digo porque: o time, assim como eu e você, é composto por pessoas, não por máquinas. Problemas pessoais dos colaboradores podem afetar direta ou indiretamente o desempenho no trabalho, como por exemplo questões de saúde, estresse, problemas familiares e a vida financeira - um assunto muito relevante especialmente no cenário pós pandemia.

De acordo com uma pesquisa feita pela Onze com 2 mil trabalhadores brasileiros, 52% tiveram aumento de gastos nos últimos 12 meses, 21% estão com as contas em atraso e 27% precisaram recorrer ao parcelamento para honrar com seus compromissos financeiros.

Neste momento, você, caro leitor, deve estar se questionando: "mas então as finanças dos meus colaboradores também deveriam ser minha preocupação?"

Minha resposta é "sim". E explico o motivo. Outra pesquisa da Onze realizada com 1535 trabalhadores mostrou que 45% dos que têm problemas financeiros têm insônia com frequência, 35% perdem o foco em suas funções pensando em dinheiro e 25% precisam resolver pendências causadas pela dificuldade financeira ao longo do dia.

Além disso, os níveis de ansiedade desses trabalhadores são expressivos, como mostra a pesquisa realizada em 2019 pela International Stress Management Association (ISMA-BR). Segundo o estudo, 78% dos participantes sofrem com ansiedade por incertezas financeiras. Isso sem falar nos malefícios à saúde: a instabilidade financeira pode aumentar em 68% a chance de problemas cardíacos, além de abrir espaço para outras doenças como hipertensão, alergias e distúrbios intestinais.

Para a empresa, os problemas financeiros dos colaboradores podem levar ao maior absenteísmo e presenteísmo e aumentar o índice de turnover, elevando os custos com demissões, recrutamento de novos funcionários e treinamentos internos. Segundo a American Heart Association and Centers for Disease Control, um colaborador estressado financeiramente custa ao empregador, em média, 17% de seu salário anual bruto.

Mas, então, o que fazer diante de assunto tão delicado como esse? Bem, além de ter salários e benefícios competitivos, existem algumas alternativas que podem ser de bom tom. Uma delas é estruturar um programa voltado exclusivamente à saúde financeira dos funcionários.

Mais que incentivar o corte de gastos, a prática representa um conjunto de ações que visam levar aos times mais qualidade de vida, equilíbrio e melhor relação com o dinheiro. A empresa pode, por exemplo, disponibilizar consultas com planejadores financeiros, promover palestras sobre o tema, oferecer conteúdo financeiro educativo e até mesmo ajudar o colaborador na construção de patrimônio por meio de uma previdência privada corporativa.

Essas podem parecer soluções simples à primeira vista, mas garanto que os resultados vão surpreender você. Invista sem medo na saúde financeira dos seus colaboradores!



Samuel Torres - graduado em Administração de Empresas pela FGV-EAESP e tem mais de 10 anos de experiência em finanças corporativas e no mercado financeiro. Além disso, possui as certificações de Chartered Financial Analyst (CFA), Chartered Alternative Investment Analyst (CAIA) e CGA. Desde dezembro de 2020 é o analista de investimentos da Onze.


Tribunais que vão julgar LGPD ainda precisam se adequar à própria lei, aponta estudo

Desde 1º de agosto, legislação permite punir quem descumpre regras de gerenciamento de informações pessoais


Dos 27 tribunais de justiça do país, 48% ainda não conseguiram se adequar às regras previstas na Lei Geral de Proteção de Dados – a LGPD. A conclusão é resultado de uma pesquisa acadêmica do mestrado em Direito da Universidade Positivo (UP). O estudo mapeou as ações adotadas por parcela importante do Poder Judiciário, no cumprimento das regras que são conhecidas desde 2018. Se por um lado há avanços relevantes, por outro, as pendências ainda são muitas.

Em janeiro deste ano, o CNJ editou uma resolução com o objetivo de uniformizar as ações de aplicação da LGPD no Poder Judiciário de todo o país. Dos 27 tribunais de justiça de competência estadual (26 estados e DF), apenas 14 criaram um comitê especial gestor para implementar as novas regras, como determina o órgão.

Apesar da baixa aderência, o coordenador da pesquisa e pesquisador do mestrado em Direito da UP, Gabriel Schulman, afirma que os números revelam um processo natural de adequação às leis no país. “Alguns tribunais estão mais atrasados, mas, de maneira geral, depois que os primeiros se adequarem, fica mais fácil para os seguintes seguirem estratégias, pois não é um processo simples”.

A ex-conselheira do CNJ e co-coordenadora da pesquisa, Maria Tereza Uille Gomes, concorda com a análise. “Estamos em um período de adaptação, e sempre que é publicada uma lei nova, esse processo é esperado. Quando se fala em Poder Judiciário, são 92 tribunais no país e cada um tem o seu tempo de resposta a uma nova lei, considerando a própria realidade”, avalia.

Em 1º de agosto entraram em vigor as últimas disposições da LGPD. Todas são voltadas à possibilidade de aplicar sanções a entidades do poder público, ou ao setor privado, flagrados em desrespeito às regras de gerenciamento de informações pessoais de terceiros. Para Schulman, o ritmo dos tribunais na implementação das novas regras acompanha a dinâmica observada nas empresas. “A velocidade é semelhante. Mas observamos um desafio a mais para os tribunais, pois eles têm uma normativa própria e o desafio de harmonizar proteção de dados com a publicidade dos atos públicos”, considera.

Um estudo divulgado em agosto pela Fundação Dom Cabral (FDC) dá suporte a esse entendimento ao revelar que 40% das empresas não estão prontas para cumprir com as exigências que constam na LGPD. A Lei Geral de Proteção de Dados estabelece a forma de tratamento de informações pessoais por empresas e entidades do Poder Público. A legislação é baseada no respeito a princípios democráticos como a privacidade, a liberdade de expressão, de opinião e de informação. A norma veda o uso dos dados particulares sem o consentimento expresso do cidadão, sob pena da aplicação de sanções.


Mais números

O relatório da Universidade Positivo aponta, ainda, que 52% dos tribunais de justiça do país ainda não designaram um encarregado para o tratamento de dados pessoais, exigência legal reforçada na normativa do CNJ. Para Schulman, além de uma exigência da LGPD, o cargo é de fundamental importância. “É o profissional que tem a função de receber as reclamações do público, responder às solicitações da Autoridade Nacional de Proteção de Dados e, muitas vezes, termina por coordenar as atividades relacionadas à LGPD".

Na metade dos tribunais em que houve a designação do encarregado para o tratamento de dados pessoais, um desembargador foi escolhido para realizar a tarefa. Para Maria Tereza, por se tratar de um cargo de gestão, “é positivo que o trabalho seja realizado por um desembargador, que conhece as rotinas do Poder Judiciário e tem maior capacidade de interlocução com servidores das áreas jurídicas e de TI”, complementa.


Transparência

Outro dado revelado pela pesquisa é que em 77% dos tribunais estaduais foi disponibilizado um canal de ouvidoria para que o titular dos dados pessoais possa reclamar pela sua exclusão. Para Maria Tereza, “esse dado revela um Poder Judiciário receptivo à população e transparente na condução de suas atividades”.


A pesquisa

Nesta fase da pesquisa, realizada entre os meses de abril e maio, os pesquisadores acessaram os sites dos 27 tribunais estaduais do país para a coleta e compilação dos dados. Os resultados foram transformados em gráficos analíticos, que permitem a análise de um panorama geral da implementação da LGPD nos tribunais estaduais.

Segundo Schulman, a pesquisa adere aos objetivos do Programa de Pós-Graduação da Universidade, que tem preferência por métodos de pesquisa jurídica empíricos, com ênfase na inovação tecnológica. A pesquisa prossegue para compreender as estratégias adotadas pelos Tribunais e compreender as dificuldades.

O estudo integra o Plano de Desenvolvimento Institucional da UP, construído a partir do conceito de Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS), cujo objetivo é de “promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, além de proporcionar o acesso à Justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”, aponta o documento.

 


Universidade Positivo

up.edu.br/


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