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terça-feira, 14 de setembro de 2021

7 dicas para produzir conteúdo pet nas redes sociais

Especialista em pets influencers lista práticas que podem engajar mais no Instagram e TikTok

 

As redes sociais estão em ascensão e ganhando cada vez mais espaço em nosso cotidiano, com isso, os pets conseguiram seu lugar e criaram um nicho de influencers diferenciados. O Brasil está entre os maiores mercados do mundo para pets, encerrando o ano de 2020 perto de R$40,1 bilhões de faturamento, segundo o Instituto Pet Brasil.

Há tutores que se dedicam somente à administração do perfil de seu pet e faturam até R$80 mil por mês, logo, essa taxa de engajamento tende a crescer, pois os tutores enxergam a oportunidade do marketing digital em seus animais, e os posts vão além do entretenimento. 

Pensando neste mercado em ascensão, Fernanda Rabaglio, CEO da Matilha Brasil, empresa especializada em ensinar pets a se tornarem influenciadores digitais, traz 7 dicas para produzir conteúdo, que pode engajar pets e marcas: 


1) Se atente à qualidade das fotos e vídeos

A primeira impressão se dá devido ao post, logo, é necessário que tenha qualidade. O impacto visual é fator decisivo para o público continuar vendo a sua publicação, ou continuar descendo o feed. Por isso, pense numa produção que traga qualidade. Fotos e vídeos em baixa resolução, por exemplo, mal posicionados e iluminados, tendem a chamar menos a atenção. 


2) Estude e faça análises das produções de conteúdo

A maioria dos tutores começa a administrar o perfil pet como uma brincadeira, por isso, não tem base técnica e estudo para entender que o engajamento vai além de fotos de carinha fofa e um “bom dia”. Portanto, é necessário que os tutores compreendam que o mercado pet é uma oportunidade para patrocínios.

Entretanto, muitas vezes é escolhido o caminho mais fácil e pouco eficaz, que vai da automação aos grupos de engajamento, deixando de lado o estudo e análise da produção de conteúdo e das plataformas. Não é à toa que quem se dedica e estuda, se destaca. 


3) Tenha conteúdos frequentes

Publicar ao menos uma vez por dia no formato tradicional da plataforma e pelo menos 5 stories ao longo do dia, é um pacote básico para iniciantes. É importante atentar-se a conteúdos estratégicos, para que a ideia inicial dos posts não se perca, além de pensar em conteúdos que façam com que os seguidores fiquem mais tempo navegando, consumindo e interagindo.


4) Tenha conteúdos exclusivos para Instagram e TikTok

Como são plataformas completamente diferentes, o conteúdo também muda - mesmo sendo assuntos similares. Porém, existe a “Derivação de Conteúdo”, que nos permite adequar, ajustar e aplicar a mesma pauta em vários formatos, inclusive dentro da mesma plataforma, como feed, reels e stories, dentro do Instagram. 

Por isso, evite postar a mesma coisa em todas as redes sociais e crie derivações para cada uma delas, entendendo como o público reage em cada plataforma. 


5) Utilize gatilhos do momento

Ao surfar a onda de um meme ou uma trend, normalmente o objetivo é o crescimento de seguidores e aproveitar o gatilho do momento, que acontece ao se destacar na avalanche de conteúdo sobre o tema. Contudo, é importante entender que não adianta crescer a qualquer custo, mas as trends são incríveis e devem ser usadas com cautela, desde que seja possível relacioná-la com seu nicho e conteúdo. 

Caso contrário, você pode atrair um público errado que, ou não vai te seguir, ou vai seguir e se tornar o famoso seguidor fantasma, porque só gostou daquela trend, mas não se importa com seu assunto de fato. Vemos muito disso acontecer com perfis que adaptam todas as trends para o pet e crescem com esse conteúdo. Mas não criam conexão com o público, pois não entregam valor de fato.


6) “Desapegue” de aparatos tecnológicos

No começo, não é necessário câmera profissional e domínio de Photoshop, mas claro que isso pode ser relevante na medida em que o perfil cresce. Com um celular legal e aplicativos de tratamento de imagem (gratuitos, inclusive) você já pode produzir conteúdo de qualidade. Você pode aproveitar cenários urbanos, de casa e usar a luz natural. No fundo, para mandar bem nas redes sociais com seu pet, você precisa essencialmente de 1 pet, 1 celular, noções de foto e vídeo, além de criatividade. 


7) Traga personalidade para o seu conteúdo

Sabe quando você lê uma legenda de um post e parece que está ouvindo aquilo como se fosse um personagem falando? Isso é o que chamamos de "personalidade" para o conteúdo, inspirando e divertindo o público. Exemplos práticos que vemos acontecendo são de perfis, com personagens diferentes como @porquinhojerfiso, até lideranças como @arthur.pastoralemao, passando pelos comediantes da @cacausando, e pela irreverência do Leon dos @ursinhoschochow. 

No fundo, a persona pode ser pet, mas ela está sempre aliada a um arquétipo, uma linha editorial bem definida que acompanha as crenças e objetivos do perfil.

 


Matilha Brasil


Estresse e ansiedade podem ter intensificado sintomas de vitiligo

 

Freepik
Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção RS (SBD-RS) reafirma a importância de conhecer a doença e conduzir o tratamento da maneira adequada

 

O vitiligo está entre as doenças que preocupam médicos por conta do prolongado período vivido na pandemia que trouxe uma carga elevada de estresse, ansiedade e depressão na população. A doença acontece, segundo a médica dermatologista e vice-presidente da SBD-RS, Clarissa Prati, por um princípio imune no qual o corpo desenvolve anticorpos aos melanócitos que são as células produtoras da melanina, substância responsável pela pigmentação da pele.

“Como na grande parte das doenças imunes, o estresse, a ansiedade, a depressão e outras situações que envolvem a liberação de substâncias inflamatórias, podem ser desencadeantes desse processo em pacientes que tenham uma tendência familiar ou genética para esse tipo de doença”, explica.

O vitiligo é uma doença imune e crônica da pele caracterizada por manchas de coloração mais clara. A médica lembra que o combate a doença tem tido grandes avanços

“Tem sido importante o desenvolvimento de novos medicamentos eficazes e que atuam como inibidores da "Janus kinase" e de outras moléculas. Estes fármacos agem no sentido de reduzir o processo inflamatório induzidos por esses anticorpos e, também, atuam na repigmentação da pele", explica.

A SBD-RS atua de forma permanente na conscientização sobre a doença ressaltando que embora não provoque o adoecimento físico, o vitiligo atinge diretamente a autoestima dos pacientes. Apesar do estigma, especialistas esclarecem que a doença não é contagiosa, ou seja, não pode ser transmitida de uma pessoa para outra por meio do contato próximo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, 1% a 2% da população mundial sofre com a enfermidade. No Brasil são cerca de 150 mil pessoas.

 


Marcelo Matusiak

 

Setembro Verde: número de transplantes no Brasil cai 25% na pandemia e reflexos são sentidos mesmo em estados referências na áre

Brasil viu os números de transplante e doação de órgãos despencarem com o agravamento da pandemia
Créditos: Envato

Paraná se manteve líder na doação e hospital SUS de Curitiba se destaca pela maior conversão de entrevistas em captações efetivadas


O que fazer quando um órgão do corpo humano não funciona mais nem se recupera com tratamentos convencionais? A medicina tem uma solução radical: trocar o órgão. É um procedimento de alta complexidade, que exige muita competência médica, estrutura hospitalar e solidariedade humana. No mundo, nem mesmo os avanços tecnológicos impediram que as doações e os transplantes de órgãos fossem impactados pela pandemia. Só na primeira onda de covid-19, diminuiu 31% o número de transplantes realizados em todo o mundo, como aponta a pesquisa publicada no jornal científico The Lancet Public Health.

Ao considerar dados de 22 países, espalhados por quatro continentes, o estudo indica que 11.253 cirurgias desse tipo deixaram de ser efetuadas no ano passado, o que significa uma redução de 16% ao longo dos 12 meses. O transplante mais afetado  foi o de rim com doadores vivos, que teve queda de 40% no comparativo entre 2019 e 2020. A pesquisa mostra ainda que a diminuição na quantidade de transplantes representou mais de 48 mil anos perdidos nas vidas de pacientes.

O Brasil não ficou fora desse cenário. O país, que é um dos líderes mundiais na doação e no transplante de órgãos, viu os números despencarem com o agravamento da pandemia. A taxa de doadores efetivos caiu 13% e a efetivação de doações reduziu para 24,9%. O principal motivo desse declínio é o aumento de 44% na taxa de contraindicação, em parte pelo risco de transmissão de covid-19. Os dados são da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em um comparativo do primeiro semestre de 2020 com o primeiro semestre de 2021.


Como ficam estados referências

Líder entre os estados brasileiros na captação e entre os primeiros em transplantes de órgãos, o Paraná consolidou um sistema que é referência dentro e fora do país. Trabalho de ponta que é tema de estudos multicêntricos, em razão da qualidade das equipes e da estrutura apropriada. Mas a covid-19 fez as doações caírem 23,13%, segundo o Sistema Estadual de Transplantes do Paraná. Enquanto o primeiro semestre de 2020 registrou 41,5 doações por milhão de população (pmp), 2021 teve apenas 31,9 pmp. Mesmo com as dificuldades trazidas pela pandemia, o Paraná ficou à frente de todos os estados brasileiros e muito acima da média nacional, que atingiu a marca de 13,7 pmp. 

O Brasil tem a regulação de órgãos operada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), considerado o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo. Dentro dessa operação, o Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba (PR), que atende 100% por meio do SUS, é referência no transplante renal. Foram 60 procedimentos realizados no ano de 2020 e 24 no primeiro semestre de 2021. “A excelência da equipe de transplante torna possível que, em 95% dos casos, não haja rejeição do órgão em um prazo de um ano, índice semelhante aos hospitais de São Paulo e também dos Estados Unidos”, afirma o diretor-geral do HUC, o médico Juliano Gasparetto. 


Bastidores da doação e da conscientização

São muitas as equipes que correm contra o tempo nos bastidores do processo de doação de órgãos. Equipes como a do Laboratório de Imunogenética do Hospital Universitário Cajuru, que realizam exames de compatibilidade para o transplante de órgãos e tecidos. Com a mais avançada tecnologia disponível no mercado, o laboratório atua como um facilitador para a eficácia do processo de doação, ao atender a Central de Transplantes, as equipes transplantadoras e as unidades de diálise do Paraná.

Um laboratório que não dorme. É assim que a coordenadora dessa equipe, Helena Cazarote, se refere ao  trabalho essencial realizado ali, que começou há 25 anos e se mantém como referência no Brasil. “A partir do momento que temos a confirmação de um potencial doador, o laboratório entra efetivamente no processo para liberar os exames de compatibilidade no menor tempo possível. Isso causará impacto direto na sobrevida desse órgão e na qualidade de vida do paciente pós-transplante”, explica Helena. 

O HUC é destaque na captação de órgãos. Com uma equipe multiprofissional, o hospital mantém o maior índice de conversão estadual de entrevistas com as famílias em doações efetivadas. Em 2020, a taxa de conversão foi de 84%, e em 2021, está em 81%, bem acima das médias dos demais estados. Enquanto que a recusa pela doação está em 39% no país e 25% no estado, sendo que o Hospital Universitário Cajuru tem a média de apenas 19% de recusa. “Somos modelo, pois o processo é muito bem estruturado e bem realizado. O resultado positivo na doação e no transplante de órgãos é fruto de um trabalho de uma equipe dedicada e capacitada no que faz”, ressalta o diretor-geral.


Endometriose em números: especialista relata estatísticas sobre uma das doenças que mais atingem o sexo feminino

A endometriose não é uma doença hereditária. Mas você sabia que mulheres com irmãs e mães que têm endometriose apresentam risco oito vezes maior de desenvolver a doença?

 

De acordo com a ginecologista Dra. Camila Ramos (@dracamilaramos), referência em reprodução humana e climatério, a endometriose é considerada uma doença crônica, que regride espontaneamente com a menopausa, por causa da queda na produção dos hormônios femininos. Mas para muitas mulheres, essa é uma doença que interfere na qualidade de vida.

 

“Está é uma doença que precisa sim de um olhar especial. São mais de sete milhões de mulheres que possuem endometriose no Brasil. Destas, de 30% a 40% com a doença são inférteis. Além disso, o diagnóstico pode demorar até 8 anos para aparecer e a média de idade em que a mulher é diagnosticada é aos 28 anos”, explica Dra. Camila.

 

Dentre os sinais, o mais comum é a dor pélvica durante ou fora da menstruação e, geralmente, este desconforto tende a piorar com o passar do tempo. Outros sintomas também podem deixar um alerta, como: dismenorreia (cólica intensa antes e/ou durante a menstruação) intensas, incômodo ao praticar relações sexuais, dor na região pélvica, fadiga e exaustão, sangramento vaginal irregular, alterações intestinais e/ou urinárias, dificuldade para engravidar, infertilidade (em casos mais graves), dor e sangramento ao evacuar e urinar, diarreia (principalmente no período menstrual) e cistos na pelve.

 

“Agora falando de infertilidade, a doença pode provocar dificuldade ou incapacidade de engravidar por ser uma doença inflamatória. O processo inflamatório da doença ocasiona a formação de aderências entre o tecido que reveste as paredes internas da cavidade abdominal e alguns órgãos pélvicos. Mas, é bom lembrar que a fertilidade pode ser restabelecida com o tratamento adequado”, finaliza a especialista. 

Procure estar em dia com exames de rotina e consulte sempre seu ginecologista. Inicie o tratamento adequado ao seu caso tão logo tenha tido o diagnóstico.

 


Dra. Camila Ramos - ginecologista com ênfase em reprodução humana e climatério - CRM: 52-95691-0 - http://instagram.com/dracamilaramos

 

Dia 16.09 é "Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose"

Uma em cada quatro pessoas no mundo morre por condições causadas por trombose, segundo a Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia. A doença, que é causada por um coágulo sanguíneo que pode bloquear ou prejudicar o fluxo de sangue na região em que está e até se soltar e se mover para um órgão. Apesar da gravidade, muitas pessoas desconhecem as principais causas, sintomas e maneiras de prevenção. O cirurgião vascular Dr. Caio Focássio, da capital paulista, enumera os fatores de risco e deixa algumas medidas preventivas.

A trombose venosa profunda causa dores e inchaço súbito que piora quando a região é pressionada, fazendo com que muitas pessoas confundam com dor muscular ou com um início de um processo inflamatório", afirma o cirurgião vascular.

A trombose venosa é um distúrbio vascular causado pela formação de um coágulo de sangue (trombo) dentro de um vaso sanguíneo (veia). Isso ocorre devido à diminuição de velocidade de fluxo dentro das veias, quadro que ocorre quando muito ficamos tempo parados já que neste estado a coagulação é mais ativada, como por exemplo, em períodos pós operatórios ou traumas graves ou ainda por lesão da parede interna das veias. E apesar da idade avançada ser um fator de risco para a trombose, isso não quer dizer que o problema não ocorra em outras fases da vida. "Mesmo sendo menos comum, a trombose pode acontecer em jovens, em período pós cirúrgicos, no casos de obesidade, câncer, de pacientes com doenças autoimunes e durante a gestação. Além disso, longos períodos de imobilização, como viagens por exemplo, também podem ser situações que aumentam as chances de adquirir a doença", alerta o médico.

Para entender quem entra no grupo de risco, Dr. Caio deixa alguns alertas.

 

Os riscos para desenvolver a doença:

- Pessoas que fazem uso de medicações, como contraceptivos orais, quimioterápicos e tratamentos hormonais;

- Obesidade;

- Gravidez e pós-parto;

- Paciente com câncer, que passaram recentemente por um AVC (Acidente Vascular Cerebral), ou que sofreram traumatismos principalmente nas extremidades inferiores, pessoas com doenças crônicas, como insuficiência cardíaca e doenças pulmonares crônicas ou doenças agudas, como infarto do miocárdio, com infecções, pneumonia ou vítimas de fraturas ósseas.

 

Já para prevenir a trombose, o médico faz algumas ressalvas:

- Manter-se no peso;

- Não fumar;

- Ter uma alimentação balanceada;

- Não ficar muito tempo sentado;

- Praticar atividades físicas três vezes na semana por 30 minutos - pelo menos;

- Usar meias elásticas devidamente recomendadas por um cirurgião vascular.



FONTE: Dr. Caio Focássio - Cirurgião vascular formado pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Pós graduado em Cirurgia Endovascular pelo Hospiten - Tenrife (Espanha). Médico assistente da Cirurgia Vascular da Santa Casa de São Paulo.

https://www.drcaio.com.br

Instagram: @drcaiofocassiovascular


Exames genéticos apontam condições clínicas suscetíveis e auxiliam a prevenir emergências cardíacas

Médico geneticista e membro da SBGM, Fabiano de Oliveira Poswar explica a importância da cardiogenética na prevenção de doenças cardiovasculares


Estudo foi apresentado em evento da SBGM
(Divulgação)

 O avanço dos estudos na medicina permite que médicos de especialidades diferentes atuem em conjunto na prevenção e no tratamento de diversas doenças. No caso da cardiogenética, exames são capazes de rastrear condições clínicas relacionadas às doenças cardíacas e indicar se uma doença pode ser genética e quais outros familiares também estão em risco. Com a identificação de um padrão familiar, é possível prevenir emergências cardiovasculares, como uma morte súbita, por exemplo.

Para o máximo aproveitamento dessa associação, é preciso observar o momento correto de se buscar o auxílio na genética. De acordo com o médico geneticista da Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM), Fabiano Poswar, existem três situações mais comuns em que o paciente com doença cardíaca deve ser encaminhado ao geneticista.

"Quando há um fenótipo bem delimitado de uma cardiomiopatia primária; quando existem sintomas extracardíacos, dismorfismos ou suspeita de doença metabólica e para aconselhamento genético em pacientes assintomáticos", explicou.

Conforme o médico, a recomendação mais recente para casos de cardiomiopatia é o teste genético, assim que o diagnóstico for estabelecido.

"É preciso testar o membro da família mais claramente afetado e que teve o início mais precoce e seguir testando familiares quando se encontrar uma variante patogênica", sustenta Poswar.

O médico ainda alerta aos casos em que existem sintomas extra-cardíacos e que podem auxiliar na avaliação do paciente e no rápido atendimento.

"É possível fazer uma avaliação clínica direcionada buscando algumas situações que são úteis para o diagnóstico. Exemplos são catarata, alterações musculares, na pele, casos de morte súbita na família", pontua. "Para alguns pacientes, podem ser solicitados exames metabólicos de primeira linha, especialmente quando não se tem os testes genéticos disponíveis. Se nada associado é encontrado, isso reduz muito a chance de ser uma doença metabólica", pontua.

No aconselhamento genético aos pacientes que não apresentam sintomas, o geneticista avalia que nos casos em que a mutação familiar é patogênica ou provavelmente patogênica, a testagem genética é recomendada para os parentes de primeiro grau de uma pessoa afetada", explica.

Com exemplos clínicos, o tema foi tratado no webinar Educagene "Cardiogenética: quando encaminhar paciente com doença cardíaca para o geneticista?", promovido pela Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM), no mês de julho. O evento foi moderado pela presidente da SBGM, Têmis Maria Félix.

 

Vítor Figueiró

 

Setembro Azul

Próteses auditivas discretas e tecnológicas ajudam a derrubar
o preconceito contra a surdez

Admitir que já não ouve bem é o primeiro passo na busca de tratamento


Em setembro, mês em que se comemora a luta das pessoas com perda auditiva em busca de uma sociedade com menos preconceito e mais inclusão, por que tantos indivíduos que começam a perder a audição, no processo natural de envelhecimento, ainda têm vergonha de usar aparelho auditivo? Trazer esta discussão à tona é importante porque a deficiência auditiva, em geral, se agrava com o avançar da idade e, no Brasil, o número de idosos tende a crescer muito nas próximas décadas.

É preciso, então, dizer 'não' ao preconceito contra a surdez e os aparelhos auditivos, que assim como os óculos de grau, são indispensáveis para grande parte da população. E usar óculos não é problema. O que mais vemos nas ruas são pessoas com armações modernas e coloridas. Mas o que muitos não sabem é que estilo e elegância também compõem o design das atuais próteses auditivas. Os avanços tecnológicos vêm permitindo a criação de aparelhos auditivos cada vez mais bonitos e discretos. No entanto, falta informação para quebrar esse tabu.

O que acontece é que, com o decorrer dos anos, as células ciliadas da orelha interna começam a morrer. Algumas pessoas perdem a audição mais cedo e mais rápido do que outras. No entanto, a vergonha de usar aparelho auditivo ainda faz com que a maioria demore mais de cinco anos para buscar ajuda de um fonoaudiólogo.

"É fundamental acabar com a imagem antiga daquele aparelho auditivo enorme, que constrangia os usuários. Atualmente já existem próteses auditivas pequenas, com alta tecnologia, qualidade sonora excepcional e conectadas com dispositivos inteligentes, como TV, notebook e celular. E, a cada ano, são criadas soluções auditivas cada vez mais sofisticadas. Por que, então, não usufruir dessa tecnologia para voltar a ouvir e retomar a confiança para conversar com familiares, amigos e colegas de trabalho?", afirma a fonoaudióloga Rafaella Cardoso, especialista em Audiologia da Telex Soluções Auditivas.

É importante lembrar que a perda auditiva adquirida na idade adulta, quando não tratada, pode acarretar também outras dificuldades, como insegurança, medo, dificuldades no convívio em sociedade e até mesmo prejuízos na ascensão profissional.

"Com o dia a dia agitado e cada vez mais conectado, a quebra do preconceito em relação ao uso de aparelhos de audição é fator primordial para que o indivíduo aceite sua condição auditiva, procure tratamento e, assim, possa continuar a ter uma vida ativa e produtiva", conclui a fonoaudióloga da Telex.

Ao sentir alguma dificuldade para ouvir, o primeiro passo é consultar um médico otorrinolaringologista e/ou um fonoaudiólogo, que irá avaliar a causa, o tipo e o grau da perda auditiva. A partir do resultado de exames como o de audiometria, será indicado o tratamento mais adequado. Muitas vezes, o uso de aparelho auditivo é a melhor opção para a reabilitação auditiva.


Pesquisa revela: Brasil tem 9 milhões de pessoas com perda auditiva

A perda auditiva já afeta mais de 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2021). Destas, 432 milhões (93%) são adultos e aproximadamente um terço são pessoas com mais de 65 anos. No Brasil, isso corresponde a 9 milhões de pessoas com perda auditiva permanente, sendo mais de 4,6 milhões com idade entre 15 a 59 anos e pouco mais de 4,4 milhões com idade acima de 60 anos (IBGE, 2010).

Vinte por cento dos idosos com perda auditiva não conseguem sair sozinhos, só 37% estão no mercado de trabalho e 87% não usam aparelhos auditivos. Entre as pessoas com perda auditiva, 54% são homens e 46% mulheres. Os dados constam de estudo feito em setembro de 2019 com brasileiros com perda auditiva e ouvintes, pelo Instituto Locomotiva e a Semana da Acessibilidade Surda.

Ainda segundo a pesquisa, 9% das pessoas com perda auditiva nasceram com essa condição. Os outros 91% a adquiriram ao longo da vida, sendo que metade teve perda auditiva antes dos 50 anos. E entre os que apresentavam perda auditiva severa, 15% já nasceram com algum grau de perda auditiva.


Por que Setembro Azul?

O mês de celebração das pessoas com perda auditiva é conhecido como Setembro Azul porque nele se comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21/9) e o Dia Nacional do Surdo (26/9). A cor remonta à Segunda Guerra Mundial, quando os nazistas identificavam todos os deficientes com uma faixa azul no braço.

 

Ferida crônica: serviço especializado muda realidade de pacientes sem mobilidade

A jornada de paciente para vencer a lesão por pressão pode ser desgastante, mas tem solução

 

Lesão por pressão, também conhecida como escara popularmente, é um dano na pele provocado pela pressão durante um tempo prolongado de contato, impedindo a circulação sanguínea e desencadeando a destruição do tecido. Por isso, o problema acomete principalmente pessoas acamadas, em cadeiras de rodas ou aquelas com restrições ou impossibilitadas de mudar de posição. 

Dados revelam que a lesão por pressão é o terceiro tipo de evento mais frequentemente notificado pelos serviços de saúde do país. Além disso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) relata que é a quinta principal causa de morte no mundo. 

A aposentada Eliete Pereira dos Santos, de 65 anos, entrou para essa triste estatística quando desenvolveu o problema e não sabia por onde começar a busca pelo tratamento. Natural de Palmas de Monte Alto, uma cidade pequena localizada no sudoeste baiano, Eliete chegou em São Paulo aos 19 anos, onde trabalhou como empregada doméstica, recepcionista e, posteriormente, como instrumentadora cirúrgica. 

Com o passar dos anos, Eliete sentia muitas dores nas pernas e achava que era devido ao ritmo de sua rotina agitada. Contudo, após uma longa internação motivada por essas dores, Eliete recebeu o diagnóstico de Cisticercose, uma doença provocada pelas larvas (cisticerco) da tênia, um tipo de parasito conhecido vulgarmente como solitária. Foi então que surgiu a dificuldade de locomoção, que dia após dia se agravou e, hoje, a deixou em uma cadeira de rodas, após perder a capacidade motora dos membros inferiores. 

Com um quadro de saúde fragilizado, Eliete passou longos períodos de internação. No entanto, foi em março de 2020, em meio à pandemia do novo coronavírus, que ela passou mais de um mês internada para tratar uma infecção intestinal severa e desenvolveu a tão temida lesão por pressão. Com uma ferida dolorosa na região das nádegas, que causava incômodos e mau odor, ela passou por diferentes tratamentos que não impediram a piora da ferida. Pelo contrário, o problema só se agravava. Depois de mais de um ano, Eliete descobriu um serviço especializado capaz de promover a cicatrização da ferida com previsibilidade de tempo de tratamento e custos. Após dois meses de tratamento, a lesão já apresenta evolução para a cicatrização e o tratamento completo deve terminar em, aproximadamente, mais dois meses, totalizando quatro meses de acompanhamento especializado. 

O novo modelo de tratamento, desenvolvido pela ConvaTec, líder global nos segmentos de tratamento avançado de feridas, é realizado na Clínica ConvaCare, uma rede internacional de clínicas de excelência, cuja primeira unidade brasileira acaba de ser inaugurada em São Paulo. Com uma metodologia única e já aplicada em toda a América Latina há mais de 10 anos, é possível prever o tratamento abreviado por meio de uma avaliação integral do paciente, classificando a complexidade e considerando as comorbidades e capacidade de controlá-las, e usando um protocolo efetivo de tratamento da ferida, no qual são contempladas as diferentes tecnologias. 

Como evidenciado no caso da Eliete, além de representar uma significativa melhora em qualidade de vida para pacientes e seus familiares, a nova forma de tratar permite a reinserção dessa pessoa na sociedade em um curto período de tempo. Assim como Eliete, com essa nova forma de tratar, é possível voltar mais rapidamente a ter uma vida sem feridas.

 

Aumento de procura por cannabis medicinal chama atenção para dificuldade de acesso no Brasil

Médica canabinóide aponta necessidade de produtos com qualidade farmacêutica para toda população

 

O crescente interesse pela cannabis medicinal tem trazido debates em vários âmbitos sobre a necessidade de acessibilizar o tratamento para todos os indivíduos. Apesar de ter sido regulamentada pesquisa, produção e comercialização de medicamentos à base de Cannabis no Brasil, aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em dezembro de 2019 e em vigor desde março de 2020, o acesso ainda é bastante limitado e restrito à elite. Mais de 30 países já regulamentaram o uso da cannabis para tratar pacientes com doenças como epilepsia refratária, Alzheimer, autismo, dor crônica, entre outras, seguindo as mais rígidas práticas para um medicamento de qualidade.

Com o cenário brasileiro, a realidade de muitas famílias é recorrer às associações que disponibilizam o óleo de cannabis a preços mais acessíveis, já que o produto importado pode custar cerca de R$ 1,5 mil. A justiça também tem autorizado o plantio individual para uso médico por meio de habeas corpus preventivos. Entretanto, alguns especialistas se preocupam com a qualidade desses medicamentos, que podem apresentar efeitos adversos ou serem ineficazes por não seguirem todos os padrões sanitários previstos pelas agências reguladoras. 

“As pessoas têm acesso a produtos mais baratos e sem controle de qualidade de grau médico. Independente da condição financeira do indivíduo, ele tem que ter acesso a um produto de qualidade, porque a cannabis medicinal é um medicamento que deve seguir todas as etapas necessárias para produção. Em cultivo ao ar livre e produções amadoras podemos ter contaminações provenientes do solo (fungos, bactérias, etc), agrotóxicos, e outros, além da impossibilidade de uma análise rigorosa de Controle de Qualidade, o que pode causar complicações. As boas práticas para fabricação de um medicamento seguro e eficaz incluem certificação do processo de gestão e garantia da qualidade, certificação das instalações e de todas as etapas necessárias, desde escolha do insumo até armazenamento e distribuição do produto final. O ponto essencial é a concentração estandardizada dos princípios ativos, que devem ser iguais em cada lote”, explica a Dra. Maria Teresa Jacob, médica que desenvolve medicina canabinóide. 

No último mês, o estado de Nova York decidiu regulamentar a produção, distribuição e venda de canabidiol (CBD), uma das substâncias da cannabis, visando uma maior cautela com possíveis produtos que não atendam aos padrões de qualidade, exemplo que pode ser seguido no Brasil. “Existe a necessidade de produtos com qualidade farmacêutica para toda população e não somente para uma parte privilegiada. O importante é ter medicamentos que passem por todas as etapas de controle necessários para que sejam seguros e eficazes”, completa Dra. Maria Teresa.

A especialista acredita que deveriam existir mais estímulos para que as indústrias passem a produzir o medicamento aqui, o que diminuiria o custo e traria o respaldo necessário para o uso medicinal mais acessível. “Para isso, tem que ter uma produção industrial com todos os testes necessários, desde a escolha da semente, tipo de plantio, irrigação com água purificada e estéril, colheita e tudo mais. A saúde é um direito garantido pela Constituição. Já existem laboratórios que estão fazendo testes de qualidade para a Anvisa autorizar a produção no país, o que, segundo eles, diminuiria cerca de 40% a 50% no custo em dólar para o paciente. Acredito que beneficiaria uma grande parte da população”, finaliza.

            Hoje, para a Anvisa emitir autorização sanitária de produtos de cannabis, as indústrias devem apresentar os seguintes itens:

  • Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE);
  • Autorização Especial (AE);
  • Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF);
  • Justificativa para formular o produto;
  • Controle de qualidade;
  • Notificações de efeitos adversos;
  • Concentração dos canabinóides.

 


BEM - Medicina Canábica e Bem Estar – www.centrobem.com.br

 

Movimento Falar Inspira Vida lança jogo educativo sobre depressão no Setembro Amarelo

 Iniciativa inova em trazer ferramenta online para conscientizar sobre o tema e mobilizar a população a buscar ajuda especializada. Além do ambiente virtual, campanha também promove ação interativa na Estação Paulista de Metrô de São Paulo

 

No mês da prevenção ao suicídio, dando continuidade à sua missão de conscientizar sobre a depressão, o Movimento Falar Inspira Vida lança a campanha "Jornada do Acolhimento - Inspirando o cuidado com a depressão". A ação traz como principal ferramenta educativa um jogo online que aborda os desafios que fazem parte da realidade de 12 milhões de brasileiros.

A depressão é o transtorno psiquiátrico mais frequentemente associado ao suicídio - por isso a urgência em se ter o diagnóstico correto e ágil, além do tratamento adequado. Estes dois fatores podem contribuir para remissão dos sintomas, mais qualidade de vida e, potencialmente, uma redução nos casos de suicídio-. Ainda pouco conhecida, a Depressão Resistente ao Tratamento afeta 40% dos pacientes brasileiros já diagnosticados e aumenta em 7x o risco de suicídio-, mas ainda é pouco conhecida, por isso aumentar a disseminação de informações de conscientização é tão importante.

O jogo online pretende estimular a busca por ajuda médica e a empatia, por meio de uma linguagem lúdica, aproximando o tema da realidade de cada indivíduo. Para tornar a experiência ainda mais imersiva, uma ilha interativa será instalada na Estação Paulista - Linha 4-Amarela de metrô em São Paulo, onde o público será convidado a derrubar estigmas e aprenderá mais sobre a importância do acolhimento e da orientação para pessoas com depressão e ideação suicida. A ação utiliza tecnologia por sensores sem contato físico, que captam movimentos, oferecendo segurança aos participantes. Vale destacar também que a estação será ambientada com a identidade visual do jogo e suas mensagens, e haverá a distribuição gratuita de cerca de 40 mil exemplares do Guia Depressão: como acolher no ambiente de trabalho (disponível aqui) , nas linhas1-Azul, 2-Vermelha, 3-Verde 4Amarela e 5-Lilás.

"Esse ano o Falar Inspira Vida pretende ir além. Queremos ser um agente que não apenas conscientiza, mas também disponibiliza instrumentos para ajudar na mudança de comportamento de pacientes frente a depressão", explica Fábio Lawson, psiquiatra e Diretor Médico da Janssen.

O Movimento optou por transmitir as mensagens sobre a depressão e os cuidados que a sociedade deve ter com as pessoas que sofrem com a doença por meio do jogo online, porque acredita que a tecnologia é uma grande aliada na rápida disseminação de informações, além de fazer parte do dia a dia de todos. "O jogo é uma forma lúdica de falar sobre um tema bastante delicado, ajudando o entendimento e impactando um número maior de pessoas", destaca Karen Scavacini, CEO do Instituto Vita Alere.

 

O Jogo

Desenvolvido com a finalidade de aproximar e estimular os pacientes a buscarem ajuda médica, oferecendo uma experiência interativa, o jogo conta quatro jornadas diferentes:

• Descoberta (pessoa SEM diagnóstico) - o jogador usa sua empatia para jogar como uma pessoa que começa a apresentar sintomas de depressão, mas ainda não foi diagnosticada;

• Superação (pessoa COM diagnóstico de depressão resistente ao tratamento) - dos 12 milhões de pacientes brasileiros com a doença, 4 em cada 10 não respondem adequadamente ao tratamento, mesmo depois de ao menos duas tentativas com medicamentos diferentes. Essa etapa é voltada a essas pessoas que necessitam de atenção especial aos altos e baixos da jornada de cuidado e não devem desistir de buscar novas alternativas.

• Esperança (pessoa da rede de apoio) - uma versão dedicada àqueles que têm dúvida sobre como ajudar uma pessoa que demonstra sinais de depressão e pensamentos suicidas. A proposta é de exercitar a empatia, praticar a melhor forma de superar os próprios tabus e oferecer ajuda, de maneira responsável e transformadora.

• Cuidado (perspectiva do médico que trata pacientes com depressão) - Além do paciente, é fundamental valorizarmos o papel do especialista, o psiquiatra, e representar uma parte da sua rotina de trabalho. É um passo importante também para desmistificar os estigmas relacionados a esse profissional.

Ao iniciar o game, o jogador seleciona um avatar e este ganha uma nuvenzinha, que irá representar o estado de ânimo da personagem. Essa nuvem pode mudar de cor e ficar ou menos carregada, conforme desafios encontrados ao longo da jornada. C lique aqui e confira o jogo.

Vale destacar também que a estação será ambientada com a identidade visual do jogo e suas mensagens, e haverá a distribuição gratuita de cerca de 40 mil exemplares do Guia Depressão: como acolher no ambiente de trabalho (disponível aqui), nas linhas1-Azul, 2-Vermelha, 3-Verde 4Amarela e 5-Lilás.

Depressão

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Depressão afeta cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo (4,4% da população mundial). No Brasil, a prevalência é um pouco maior do que a média: 5,5% ou um total de 11,5 milhões de brasileiros1 - número que, nas Américas, só é superado pelos Estados Unidos. Ainda de acordo com a OMS, são registrados aproximadamente 11 mil suicídios todos os anos no país e mais de 800 mil no mundo1, sendo que 97% dos casos estão relacionados a transtornos mentais e, em primeiro lugar, à Depressão2. Além disso, a doença é, atualmente, a principal causa médica de incapacitação e o terceiro maior motivo de afastamentos do trabalho no Brasil.

Movimento Falar Inspira Vida

Criado em 2020, o Movimento Falar Inspira Vida, tem o objetivo de requalificar a conversa sobre Depressão e Suicídio, por meio do conhecimento, contribuindo para uma sociedade mais preparada e acolhedora. É uma iniciativa liderada pela Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson, em parceria com a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA), Centro de Valorização da Vida (CVV), Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq - HCFMUSP), Departamento de Psiquiatria da UNIFESP, Vitalk, Instituto Crônicos do Dia a Dia (CDD), Instituto Vita Alere, HubRH+, revista VEJA Saúde e Editora Abril.

Por meio do site https://www.falarinspiravida.com.br é possível baixar três guias práticos sobre depressão produzidos pelo movimento, cada um focado em um público diferente:

• Depressão: quando conhecimento e diálogo inspiram a vida - para o público geral, traz exemplos e dá sugestões de como mudar a forma de falar sobre depressão, acolher quem precisa de ajuda e engajar na busca por ajuda médica.

• Papo reto sobre saúde mental - focado em adolescentes e jovens

• Depressão: como acolher no ambiente de trabalho - direcionado a todos os agentes do ambiente corporativo, de líderes a colaboradores, conscientizando sobre a responsabilidade de todos para a preservação da saúde mental no trabalho.

SERVIÇO

Jornada do Acolhimento: experiência imersiva

Quando: 01 a 30 de setembro, das 10h às 16h

Onde: Estações Paulista da linha 4-Amarela de metrô de São Paulo

Informações: www.falarinspiravida.com.br

OBSERVAÇÃO: a ideia desta ação presencial é atingir a população que, apesar da pandemia, precisa circular pelo metrô. A experiência interativa segue todos os protocolos de segurança de distanciamento e conta com tecnologia que capta os movimentos, sem a necessidade de contato físico.

 

Janssen

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Síndrome Alcoólica Fetal, um risco ao bebê que pode virar uma vida de drama

Análise apresentada na publicação Álcool e a Saúde dos Brasileiros – Panorama 2021 indica tendência de redução da abstinência entre as mulheres entre 18 e 34 anos, com variação média anual de 2% ao ano, o que significa que mais brasileiras em idade fértil passaram a beber entre 2010 e 2019. Além disso, o uso abusivo de bebidas apresenta tendência de aumento com média anual de 5% para a mesma faixa etária. 

São dados preocupantes não somente do ponto de vista da saúde feminina, mas sinal de alerta para as futuras gerações. No Brasil, estima-se que 15% das gestantes consomem bebidas alcoólicas, fator de risco importante para o desenvolvimento de transtornos neurológicos e neurocomportamentais, além de danos congênitos, conhecidos como Transtorno do Espectro Alcoólico Fetal (em inglês, FASD – Fetal Alcohol Spectrum Disorders), sendo a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) seu quadro mais grave. Trata-se de doença sem cura, mas totalmente evitável, desde que a gestante não consuma álcool.

 

“Apesar de importante incidência, os danos causados pelo uso de álcool na gravidez ainda são pouco conhecidos pela população e suas consequências podem persistir por toda a vida adulta da criança. Portanto, a prevenção é fundamental e nosso papel é contribuir na disseminação de conhecimento a respeito do perigo”, destaca Erica Siu, vice-presidente executiva do CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, referência nacional no tema.

 

No mundo, a cada mil bebês, de 6 a 9 nascem com SAF. No Brasil, não há dados oficiais, mas estudo realizado em maternidade da periferia de São Paulo aponta que 38 a cada 1.000 nascidos sofriam de algum transtorno relacionado ao uso de álcool. No entanto, estimativas indicam que sequer 1% das crianças afetadas são diagnosticadas.

 

Para a especialista em Pediatria Neonatal e conselheira científica do CISA, Conceição Aparecida de Mattos Segre, essa falta relevante de diagnóstico pode ser explicada pela complexidade do próprio diagnóstico, pela dependência da presença de alterações faciais (que ficam menos nítidas com o passar dos anos), pela necessidade de preparo das equipes de saúde para identificar os casos e carência de uma equipe multidisciplinar.

 

“O diagnóstico precoce e o tratamento multidisciplinar são essenciais para promover o melhor desenvolvimento e possibilitar um aumento da qualidade de vida das crianças acometidas. Sem o diagnóstico correto, deixamos uma geração de brasileiros e famílias sem o atendimento de que tanto precisam”, alerta Segre.

 

A campanha é promovida pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Associação Médica Brasileira (AMB) e o CISA, com o apoio da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), com apoio da brasileira Marjan Farma, visa a disseminar conhecimento científico a respeito dos riscos do consumo de álcool durante a gravidez. A ação acontece nas redes sociais com a publicação de conteúdos especiais sobre efeitos do álcool no feto e as consequências para a saúde do bebê, diagnóstico e tratamento.



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