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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Vamos alçar voo no desenvolvimento da Educação Básica?

 O ar seco tem castigado várias regiões do Brasil. Neste período, muitos incômodos, podem acontecer, como: garganta seca, irritação nos olhos e nariz, alergias respiratórias, ressecamento da pele, e em alguns casos, sangramento pelo nariz.  Durante a prática esportiva outdoor, podem ocorrer ainda desidratação e hipertermia.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) orienta que índices inferiores a 60% não são adequados para a saúde humana. Em São Paulo, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas estabeleceu uma escala psicrométrica para apontar os níveis de criticidade da umidade do ar, classificados em atenção (21% e 30%), alerta (12% e 20%) e emergência (abaixo de 12%).

O registro mais baixo da umidade relativa do ar aconteceu no dia 14 de agosto de 2019, quando a medição marcou 10% e atingiu recorde histórico. Até então, o pior índice havia sido registrado em 10 de setembro de 1981, com 13%, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

A educadora física Ariane Felicíssimo e a nutricionista Daniela Lasman da Bodytech Company selecionaram algumas dicas para ajudar a amenizar os efeitos do tempo seco.


Melhor horário para treinar

O ideal, durante o período seco, é treinar em ambientes fechados, onde a temperatura ambiente é controlada e se pode contar com a ajuda de profissionais gabaritados. Se a opção for o treino outdoor, a melhor opção é realizar a atividade antes das 9 horas ou depois das 17 horas. Não corra ou faça exercícios perto de carros, pois os níveis de poluentes são muito altos nos corredores de tráfego; a melhor opção são os parques.

“Durante a atividade física, o corpo necessita da sudorese para controlar a elevação da temperatura corporal. A baixa umidade do ar faz o suor evaporar rapidamente, e acarretando um desequilíbrio e causando desidratação e fadiga. É importante prestar atenção aos sinais enviados pelo corpo: se sentir qualquer alteração no ouvido, na garganta ou no nariz durante o exercício, pare a atividade imediatamente. Tenha cuidado redobrado!”, orienta Ariane Felicíssimo, professora de corrida na Bodytech Eldorado.  


Cuidados com o treino

1. Utilize boné, protetor solar, óculos de sol e qualquer outro acessório que possa te ajudar a evitar contato direto da pele com o sol.

2. Realize atividade física bem cedo pela manhã ou após o pôr do sol, assim você evita alta exposição aos raios UV.

3. Use roupas leves e de cores claras; camisas de poliamida são as mais indicadas para a prática de atividade física.

4. Retome gradualmente a atividade física; o uso da máscara é um desafio constante.

5. Esfrie as extremidades do corpo como o pescoço e o pulso utilizando água. Não jogue água diretamente na cabeça para evitar um choque térmico.

6. Evite lugares com muitas pessoas, pois aglomerações, serem contraindicadas nesse momento, produzem ainda mais calor.


Hidratação & Alimentação

Todos sabem que é importante ter uma alimentação saudável e balanceada para manter o bom funcionamento do corpo. Para tanto, é necessário incluir no cardápio: verduras, legumes e frutas. Durante o período de baixa umidade do ar, é essencial redobrar os cuidados com a hidratação.  “Beba muita água, ela ajuda a eliminar substâncias indesejadas e toxinas do organismo. Vale lembrar que não é necessário sentir sede para beber água. A dica é: tenha sempre uma garrafa com água por perto para não ter desculpa ou deixar para depois. A sede é o primeiro sintoma da desidratação. Falta de água no organismo pode causar fraqueza, tontura, fadiga e dor de cabeça. Outro efeito causado pela desidratação é a diminuição do volume de sangue no corpo, o que pode alterar o funcionamento do coração”, alerta Daniela Lasman, nutricionista da Bodytech Iguatemi São Paulo.


Dicas da especialista

  1. Mantenha o corpo hidratado, beba água (um bom cálculo é 0,35l por kilo de peso). É possível variar o consumo com a inclusão de água flavorizada (com especiarias, gengibre) ou chás de sachê ou infusão sem adição de açúcar ou adoçante;
  2. Fique longe de bebidas com ação diurética, já que elas podem potencializar quadros de desidratação.
  3. Consuma muitos vegetais, legumes e frutas. Invista em alimentos ricos em betacaroteno (eles contêm vitamina A, C, aumentam a imunidade e são hidratantes naturais): laranja, beterraba, abóbora, couve, espinafre, nabo, repolho, damasco, cenoura e batata doce.
  4. Evite alimentos gordurosos (são de difícil digestão) e não exagere no consumo de proteínas (em especial carne vermelha) para diminuir chance de desconfortos gastrointestinais;
  5. Em casos extremos, é necessária a reposição de sais minerais; uma boa opção são os repositores hidroeletrolíticos ou snacks que tenham quantidade adequada de carboidrato e/ou sódio de acordo com as condições do seu treino.
Procure sempre um profissional, ele pode te ajudar muito a ter um melhor desempenho.


Vamos alçar voo no desenvolvimento da Educação Básica?

Buscar na vida as dimensões de sentido consiste em atribuir importância às questões que devem ser priorizadas no cotidiano de nossas existências. Sabemos e reconhecemos que a Educação é a mediação essencial do nosso viver. Além do mais, a polissemia da palavra educação nos convida a destacar o relevante papel da escola no desenvolvimento de todas as potencialidades humanas. Assim, invoco as palavras do grande e saudoso Rubem Alves, professor e escritor com o qual tive o privilégio de dialogar e de interagir pessoalmente em Campinas: “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado”. 

Ora, por que muitas escolas públicas e privadas não conseguem impulsionar o voo dos alunos? Quais são os motivos pelos quais inúmeras instituições de ensino não conseguem alçar voos rumo aos céus brilhantes do ensino de qualidade e dos grandes avanços no desenvolvimento da Educação Básica? Como medir a qualidade do aprendizado em nível nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino? Pois bem, o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) foi criado em 2007, pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O Ideb é um indicador que possibilita o monitoramento da qualidade da Educação no nosso país. 

Sem dúvida, o Ideb possui limitações na medida em que oferece apenas uma ideia geral sobre avanços e retrocessos. Todavia, é um índice que pode mobilizar a população, os gestores educacionais e as autoridades em torno da viabilização de políticas públicas voltadas para a melhoria da qualidade e do desenvolvimento da Educação no Brasil. Indo nessa direção, ressalto com satisfação que o Ideb se relaciona com o Plano Nacional de Educação que foi aprovado em 2014 e propõe, na Meta 7: "fomentar a qualidade da Educação Básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir as médias nacionais para o Ideb". De fato, a meta geral do Ideb para o Brasil estabelece a conquista de 6 pontos na primeira etapa do Ensino Fundamental até 2022. Ressalto, no entanto, que as metas são diferenciadas para cada rede e escola. Estados, municípios e escolas deverão melhorar seus índices e contribuir, em conjunto, para que o Brasil chegue à meta 6 em 2022. Não podemos desanimar e devemos trabalhar em prol das melhorias necessárias na Educação Básica do nosso país, inspirados pelas palavras do filósofo Immanuel Kant, que afirmou: “É no problema da Educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”. O que estamos esperando? Vamos alçar voo nas asas do desenvolvimento da Educação Básica rumo ao céu radiante da conquista da cidadania. Voemos impulsionados pelos ventos auspiciosos da esperança e do bem comum!  Vamos voar com liberdade! Vamos encorajar voos infinitos! Vamos sair definitivamente das gaiolas que nos prendem! 

 


Antonio Artequilino - consultor pedagógico da Conquista Solução Educacional. 

 

Vamos alçar voo no desenvolvimento da Educação Básica?

Buscar na vida as dimensões de sentido consiste em atribuir importância às questões que devem ser priorizadas no cotidiano de nossas existências. Sabemos e reconhecemos que a Educação é a mediação essencial do nosso viver. Além do mais, a polissemia da palavra educação nos convida a destacar o relevante papel da escola no desenvolvimento de todas as potencialidades humanas. Assim, invoco as palavras do grande e saudoso Rubem Alves, professor e escritor com o qual tive o privilégio de dialogar e de interagir pessoalmente em Campinas: “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado”. 

Ora, por que muitas escolas públicas e privadas não conseguem impulsionar o voo dos alunos? Quais são os motivos pelos quais inúmeras instituições de ensino não conseguem alçar voos rumo aos céus brilhantes do ensino de qualidade e dos grandes avanços no desenvolvimento da Educação Básica? Como medir a qualidade do aprendizado em nível nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino? Pois bem, o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) foi criado em 2007, pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O Ideb é um indicador que possibilita o monitoramento da qualidade da Educação no nosso país. 

Sem dúvida, o Ideb possui limitações na medida em que oferece apenas uma ideia geral sobre avanços e retrocessos. Todavia, é um índice que pode mobilizar a população, os gestores educacionais e as autoridades em torno da viabilização de políticas públicas voltadas para a melhoria da qualidade e do desenvolvimento da Educação no Brasil. Indo nessa direção, ressalto com satisfação que o Ideb se relaciona com o Plano Nacional de Educação que foi aprovado em 2014 e propõe, na Meta 7: "fomentar a qualidade da Educação Básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir as médias nacionais para o Ideb". De fato, a meta geral do Ideb para o Brasil estabelece a conquista de 6 pontos na primeira etapa do Ensino Fundamental até 2022. Ressalto, no entanto, que as metas são diferenciadas para cada rede e escola. Estados, municípios e escolas deverão melhorar seus índices e contribuir, em conjunto, para que o Brasil chegue à meta 6 em 2022. Não podemos desanimar e devemos trabalhar em prol das melhorias necessárias na Educação Básica do nosso país, inspirados pelas palavras do filósofo Immanuel Kant, que afirmou: “É no problema da Educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”. O que estamos esperando? Vamos alçar voo nas asas do desenvolvimento da Educação Básica rumo ao céu radiante da conquista da cidadania. Voemos impulsionados pelos ventos auspiciosos da esperança e do bem comum!  Vamos voar com liberdade! Vamos encorajar voos infinitos! Vamos sair definitivamente das gaiolas que nos prendem! 

 


Antonio Artequilino - consultor pedagógico da Conquista Solução Educacional. 

 

E-commerce: como competir nesse mercado crescente?

 Leonardo Coelho, professor de Marketing, CEO da LC4 Comunicação e co-fundador da Startwp, explica os benefícios de estratégias para competir no varejo online


Em estudo recente realizado pela Fecomércio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), em seis meses, o e-commerce avançou o equivalente a seis anos em decorrência da pandemia. Os números correspondem a um salto de 0,8 percentual. Segundo os dados, as vendas que respondiam por 2,1% do varejo paulista em 2013 e 2,9% em 2019, saltaram para 3,7% no primeiro semestre deste ano.

A grande pergunta é: como uma empresa pode sair na frente das demais em um mercado crescente como esse?

 “Boas estratégias de marketing podem alavancar resultados significativos, se forem criadas as metas e métricas para mensurar o que se quer para cada canal digital, a partir das múltiplas jornadas dos clientes, seus pontos de necessidade e interação com as marcas, seus produtos e serviços”, avalia Leonardo Coelho, professor de marketing da FDC (Fundação Dom Cabral).

Fazendo uma análise sobre o comportamento do consumidor, ele explica que quando um consumidor deseja um determinado produto, ele geralmente abre as primeiras páginas que aparecem no Google para consultar os preços, e observa os anúncios, bem como o ranking orgânico. Segundo Kevin Fried, que é Industry Leader, Specialty Retail do Google nos EUA, mais de 50% dos compradores pesquisaram para saber se as lojas próximas estavam abertas ou fechadas nas últimas semanas de setembro. “Isso revela que a o e-commerce vai além. São sites que também informam e nutrem os consumidores”, responde

“Com as vendas online em alta, é importante também ligar o seu nome à sua região de atuação, mercado específico ou, ainda, aos valores da empresa em ações apropriadas”, ressalta Leonardo, que também é co-fundador da Startwp e CEO da LC4 Comunicação, Marketing e Estratégia.

 

Crescimento

Quanto mais as pessoas ficaram em casa, e o comércio tradicional fechado, mais se consumiu através da internet. Por isso muitas empresas vêm adotando modelos de marketing online e migrando para o e-commerce para promover seus produtos e marcas por meio da internet.

Estratégias que visam colocar o comerciante entre os primeiros nomes do Google são fundamentais, mas não o suficiente para aproveitar todo o aquecido mercado online, visto que além do crescimento em lojas, o valor investido nesse ambiente, per capita, também aumentou.

Cada habitante do Estado de São Paulo gastou em média R$ 1.247 no varejo físico no primeiro semestre de 2020, valor 9,3% menor comparado ao final de 2019. Já no comércio eletrônico, o gasto médio por pessoa foi de R$ 47, alta de 17,5% em relação ao ano passado, ainda de acordo com o estudo da Fecomércio-SP.

Para o professor de marketing, neste momento e neste ambiente, o consumidor está mais crítico para fazer escolhas. “Queremos saber a origem do produto, tempo de entrega, assistimos reviews, testes, unboxings no YouTube, visitamos o Reclame Aqui, comparamos preços, valor de frete e referências do vendedor”, destaca. “E-commerce é só uma das mudanças que veio para ficar, o futuro é digital”, conclui Leonardo.

 

Startwp

 

Direito ao Esquecimento - como apago meus dados da Internet?

Em meu escritório, como trato de direito criminal, muitos dos meus clientes acabam sendo expostos em redes sociais, portais e veículos de comunicação. Existem casos em que a culpa, digo, o cliente é absolvido e esta notícia não é divulgada e fica gravado para sempre o nome com notícia desfavoráveis na internet. O que fazer? Existe um direito ao esquecimento?

O direito ao esquecimento não foi regulamentado por lei no Brasil. Existem decisões em nossos Tribunais tanto concedendo quanto mantendo a notícia. A questão parece simples, no entanto envolve alta complexidade. Apenas para iniciar o assunto, tome-se o exemplo de um réu, autoridade, conhecido, respeitado internacionalmente, cujo nome, com a notícia desabonadora é mencionado em veículo nacionais e internacionais. Difícil atuar através de nossos tribunais, pois estes não podem determinar aos órgãos de comunicação de outros países a retirada da notícia, porquanto possuem jurisdição em nosso país. Ademais, quando se trata de notícia, a internet e os mecanismo de busca facilitaram a procura, mas se um cidadão desejar procurar uma notícia de um fato, pode se dirigir a biblioteca pública e procurar em jornais e revistas, assim, poder-se-ia falar em direito ao esquecimento para arquivos bibliotecários? Obviamente, não. Porém, por que se demanda esquecimento na internet?

Na data 30 de setembro de 2020, o Supremo Tribunal Federal, debruçar-se-á no tema. A discussão esta sendo travada desde 2004, quando uma determinada rede de televisão, expôs um crime ocorrido em 1958, até hoje não resolvido. Os familiares questionaram  o direito ao esquecimento em razão de todos já terem enterrado o assunto e continuado suas vidas.

O programa era sobre a temática crimes não resolvidos e fazia uma reconstituição embasada nos autos de processo investigatório.  Segundo a rede de televisão, tratam-se de fatos públicos retirados de jornais, revistas e livros da época, não necessariamente da internet. Também defende o direito a informar,  além de sustentar que a intimidade da vítima e dos familiares foi respeitada.

De acordo com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça inexiste direito ao esquecimento quando se tratam de fatos públicos amplamente divulgados nos veículos  de comunicação da época. A decisão do Supremo Tribunal Federal tem uma maior importância porque possui repercussão geral, dispositivo jurídico que obriga os Tribunais inferiores.

Em outras ocasiões similares, o Superior Tribunal de Justiça concedeu o direito ao esquecimento quando a própria vítima do crime ingressou com ação indenizatória, por isso de se decidir com repercussão geral.

Os pedidos de esquecimento se baseiam em três fundamentos: remoção do conteúdo, proibição de veiculação e desindexação nos mecanismos de busca, o que significa dizer que quando procurar o assunto no Google, ele não será encontrado.

O que se espera do Supremo Tribunal Federal é prudência na sua decisão para encontrar o caminho entre a informação e o direito ao esquecimento das vítimas.

 


Dr. Marcelo Campelo - Advogado especialista em direito empresarial

www.marcelocampelo.adv.br

Rua. Francisco Rocha, 62, Cj 1903, Batel, Curitiba.

 

 Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos sugere mudanças nos vistos de estudantes


O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) propôs limites de tempos fixos para estudantes internacionais, intercambistas e representantes da mídia de informação estrangeira para combater as estadas prolongadas. Isso significa que a proposta traz mudanças para a norma regulamentadora atual, fazendo com que estudantes e jornalistas (em casos específicos) tenham um tempo determinado de estadia.

Essas situações podem ser nebulosas, porque o estudante, por exemplo, ao ter um visto aprovado, pode passar quatro anos nos EUA e prolongar para 12 ou mais pela possibilidade de prosseguir os estudos com o colegial, um curso de graduação ou pós-graduação. A ideia proposta pelo Departamento de Segurança é exatamente o contrário, determinando que o tempo de estadia nesses casos deve ser de no máximo quatro anos. No entanto, a sugestão é que o visto inicial tenha o prazo de 240 dias, com no máximo 240 dias deprorrogação.

Além disso, é sugerida pelo DHS uma alteração nos critérios de elegibilidade para essas modalidades de visto. Outras questões trazidas pelo departamento é que o limite de estadia pode ser encurtado caso o aplicante venha de um país com taxa de overstay superior a 10% (países cujo os visitantes costumam exceder o prazo do visto), lugares que patrocinam terrorismo e visitantes que estejam se encaminhando a alguma instituição que não esteja na I-Verify e não reconhecidas pela Secretaria de Educação.

Essa sugestão ocorreu por conta de a agência federal procurar algumas soluções como a redução de fraudes e, por consequência, a melhora na segurança do país. Isso evita que adversários estrangeiros explorem o ambiente educacional dos Estados Unidos, e também ajuda na questão de cumprimento das regulamentações de imigração.

Isso impacta diretamente no método utilizado para as admissões atuais, em que os visitantes podem atualizar os vistos dentro dos Estados Unidos. Esse é um problema pois muitas pessoas optam por entrar no país como estudantes e acabam trabalhando ou desenvolvendo alguma outra atividade no período. É ideal que a autorização para entrar, ou permanecer no país, esteja de acordo com o que é realizado.

Nos últimos meses houve realmente mais cuidado com essa questão por parte do DHS, que passou a cancelar vistos de estudantes. Outra mudança com a proposta seria a redução de tempo de estadia após a finalização do curso do aplicante, que atualmente é de 30 dias.

Alguns países costumam incentivar o intercâmbio por diversas razões, como mais conhecimento para os estudantes, ensino completo, um novo idioma e para levar coisas novas ao voltar ao país de origem, algo que acontece muito na China e em países árabes. Nós conseguimos perceber que muitas pessoas, ao aplicar o visto, já realizam alguma negociação de descontos com escolas americanas que, teoricamente, não são permitidos para estrangeiros. Essas instituições acabam cedendo e ocupando vagas, fazendo com que os próprios americanos deixem de estudar nesse local ou não tenham acesso a algum benefício, pois esse já foi  disponibilizado para um imigrante.

Por conta desses e outros motivos, é bem possível que algumas alterações ocorram em relação aos vistos citados no futuro, já que são realmente bons argumentos para que essas mudanças sejam efetivas na segurança do país.




Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em direito internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e membro da comissão de direito internacional da OAB. Para mais informações, acesse: http://www.toledoeassociados.com.br ou entre em contato por e-mail daniel@toledoeassociados.com.br. Toledo também possui um canal no YouTube com mais de 75 mil seguidores https://www.youtube.com/danieltoledoeassociados com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente.

 

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Dia da saúde mental: vamos curar o que a pandemia adoeceu


O dia mundial da saúde mental tem como data o dia 10 de outubro, instituído, em 1992, pela Federação Mundial de Saúde Mental. Neste ano, os dados revelam o adoecimento da saúde mental dos brasileiros durante o período de isolamento social, por conta da pandemia de covid-19. Um estudo feito pelo Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) apontou que os casos de depressão praticamente dobraram desde o início da quarentena. Entre março e abril, dados coletados online indicam que o percentual de pessoas com depressão saltou de 4,2% para 8,0%, enquanto para os quadros de ansiedade o índice foi de 8,7% para 14,9%.

“O que estamos vivendo nos colocou diante de um estado de impotência e insegurança. Tanto na questão da saúde como financeiramente. E todo esse cenário nos fragilizou. Pessoas sem histórico de transtornos sendo acometidas por ataques de pânico e ansiedade. Quem já tinha algum tipo de doença psiquiátrica, precisou de um suporte maior. Difícil ficar indiferente a tudo que ainda estamos passando”, afirma a psicóloga Flávia Teixeira, mestre em Saúde Coletiva pela UFRJ e pós-graduada em Psicossomática Contemporânea.

E como curar os estragos que a pandemia causou na nossa saúde mental? “Primeiramente, é preciso ficar atento aos sintomas. Tristeza profunda e contínua, apatia, desânimo, perda do interesse pelas atividades que gostava de fazer, pensamento negativo (ideias de fracasso, incapacidade, culpa, pensamentos de morte), alterações do sono e do apetite; são sinais de alerta. Daí a importância de procurar ajuda médica quando os sintomas descritos estiverem se manifestando. O tratamento pode envolver o uso de antidepressivos, associados à psicoterapia”, pontua a psiquiatra Danielle H. Admoni, especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e psiquiatra na UNIFESP.

Abaixo, especialistas apontam 2 dos transtornos mais percebidos na pandemia (e como lidar com eles):

 

Síndrome de Burnout

De acordo com informações divulgadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o número de solicitações de auxílio doença quintuplicou entre março e abril. Estes foram os dois meses de evolução do contágio do coronavírus no Brasil. Os dados apontam que entre um mês e outro, os pedidos saltaram de 100 mil para 500 mil.

“De fato, o número de requerimentos de benefícios previdenciários no INSS de natureza psiquiátrica está entre os primeiros colocados. Os pedidos de auxílio doença e benefícios assistenciais, em decorrência de transtornos mentais, só possuem menor incidência em relação aos de natureza ortopédica”, diz Carla Benedetti, advogada, mestre em Direito Previdenciário pela PUC-SP.

Pesquisa recente da Microsoft apontou um aumento de 44% de brasileiros com esgotamento profissional. “A síndrome de Burnout, consequência do excesso ou sobrecarga de trabalho, se agravou na pandemia. Nesta condição, a pessoa se sente literalmente exausta, esgotada física e psicologicamente, seja por causa do número de horas trabalhadas, seja pelo estresse provocado pelas condições de trabalho”, explica Marcia Dolores Resende, psicóloga, especialista em Gestão de RH pela USP e conselheira em Desenvolvimento Humano e Estudos da Família no IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa).

O home office, por exemplo, se tornou uma rotina para muitos profissionais. No entanto, nem todos conseguem se adaptar com a junção do ambiente de trabalho ao de casa. “Pacientes relatam desânimo, dificuldade de raciocínio, ansiedade, irritabilidade, sensação de incapacidade, diminuição da motivação e da criatividade, entre outros sintomas”, conta a Dra. Cristiane Romano, fonoaudióloga, mestre e doutora em Ciências e Expressividade pela USP.

A privação do sono também é um forte gatilho para a síndrome de Burnout. “Quando o profissional não dorme o suficiente para ser produtivo ou trabalha até tarde da noite, prejudica a rotina do sono, desregulando seu relógio biológico. Isso resulta em uma extrema exaustão, pois o organismo, que já está habituado com um determinado padrão de sono, sofre um forte impacto, precisando de tempo e resistência para se adequar às mudanças”, afirma a psicóloga Marcia Dolores Resende.

Uma consequência frequente da síndrome é o uso de drogas (álcool, tabaco, além das drogas ilícitas) como forma de alívio. “É importante estar alerta a esta situação que agravará ainda mais a condição física e mental do indivíduo. O mesmo pode ser dito da automedicação”, frisa a psiquiatra Danielle H. Admoni.  

Nos casos em que a síndrome de Burnout já está instalada, recomenda-se buscar auxílio médico especializado para avaliação do quadro e orientação quanto ao tratamento. “Especialmente no caso das pessoas cujas características de personalidade as tornam mais propensas ao Burnout, a psicoterapia é um complemento importante, pois o problema está, muitas vezes, dentro da pessoa, e não tanto em suas condições de trabalho”, avalia a especialista em Ciências e Expressividade, Cristiane Romano.

 

Compulsão alimentar


O Transtorno da Compulsão Alimentar (TCA) se caracteriza pela ingestão, em um curto período de tempo, de uma quantidade exagerada (e desnecessária) de alimentos. E, certamente, a quarentena se tornou um gatilho para muitas pessoas.

Segundo a psicóloga Flávia Teixeira, que também é especialista em Transtornos Alimentares pela USP, não são todos os pacientes que relatam a compulsão alimentar como uma forma de aliviar a ansiedade. No entanto, há evidências da relação do TCA com os transtornos de ansiedade e de humor, pois a comida, em um primeiro momento, alivia estes sintomas. “O problema são as consequências deste suposto bem-estar, já que a compulsão alimentar é responsável por uma série de doenças como obesidade e diabetes tipo 2”.  

“Com o excesso de gordura, principalmente da abdominal, há dificuldade da ação de um hormônio que se chama insulina (resistência insulínica). Com isso, o pâncreas (órgão que produz insulina) tem que trabalhar acima da capacidade para suprir a necessidade. Quando ele começa a ‘cansar’, a glicose do sangue passa a subir, iniciando o quadro de diabetes tipo 2. Com o sobrepeso, surgem os distúrbios emocionais, como depressão, síndrome do pânico, baixa autoestima, entre outros”, complementa a Dra. Claudia Chang, pós-doutora em endocrinologia e metabologia pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). 

Para ser diagnosticado com TCA, é preciso que o indivíduo apresente um episódio de compulsão por semana, durante um período de, pelo menos, três meses. “Os episódios são acompanhados de sofrimento emocional ligado ao descontrole alimentar e ao descontentamento e preocupação com a forma corporal. Geralmente, quando a pessoa sofre de TCA, ela tende a perder a noção de fome e saciedade. Daí a dificuldade de parar de comer quando surgem os impulsos”, relata Flávia Teixeira. 

O tratamento do TCA se faz com medicamentos, prescritos por um psiquiatra, que controlam a compulsão, associados à terapia comportamental ou psicodinâmica. O acompanhamento de um profissional de nutrição também é importante para a mudança dos hábitos alimentares.

“Além do psicólogo, psiquiatra e nutricionista, outros profissionais podem fazer parte da equipe de tratamento, como o endocrinologista e o educador físico. O trabalho deve ser interdisciplinar, no qual todos trocam informações com o objetivo de desenvolver um trabalho individualizado para cada paciente”, explica a psicóloga.


CRIANÇAS ENTRE 9 E 10 ANOS DEVEM SER VACINADAS CONTRA HPV

Principal causador do câncer de colo do útero, o Papiloma Vírus Humano pode ser coibido com vacinação ainda na infância


Neste ano, a Sociedade Americana do Câncer (ACS) atualizou as diretrizes para vacinação contra o HPV (sigla em inglês para Papiloma Vírus Humano) em crianças. A publicação vai ao encontro das diretrizes do Comitê Consultivo Federal sobre Práticas de Imunização dos Estados Unidos (Acip), que recomenda a vacinação entre nove e dez anos. 

“A grande vantagem da vacina é em relação a resposta imunológica. Você cria uma imunidade contra o vírus e impede o surgimento das lesões provocadas por ele. É se prevenir de uma doença que poderia acontecer”, explica o ginecologista e obstetra da Maternidade Brasília Marcus Vinicius.

De acordo com a Acip, o motivo de adiantar vacinação é que, para este grupo, as doses são mais eficazes. A vantagem de antecipar é a resposta imunológica.  

Para as mulheres, a vacina é essencial, pois a doença é uma das grandes causadoras do câncer no colo do útero. Entretanto, não é apenas elas quem devem ser imunizadas. Os homens também devem ser vacinados 

“Não adianta se preocupar em proteger apenas as mulheres. Os homens também são vetores. A maioria deles nem sabem que tem o vírus porque o HPV é, na maioria das vezes, assintomático no homem”, explica o médico.

 

Vacina contra o HPV 

No Brasil, há dois tipos de vacinas: 

HPV4: contém partículas semelhantes aos vírus dos tipos 6, 11, 16 e 18 e é aplicada em mulheres de 9 a 45 anos e homens de 9 a 26 anos 

HPV2: contém partículas semelhantes aos tipos 16 e 18 e pode ser aplicada em todas as mulheres com mais de 9 anos.

As doses dependem da idade do início da vacinação. Entenda: 

Para meninas e meninos de 9 a 14 anos, são indicadas duas doses, com intervalo de seis meses entre elas. 

Já a partir dos 15 anos, são necessárias três doses: a segunda, um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose. 

Independentemente da idade, pessoas imunodeprimidas (que possuem HIV ou síndrome de down) necessitam receber as três doses.

 

Como identificar? 

Caracterizado por verrugas na região genital, nem sempre o HPV é visto a olho nu. Às vezes é possível identificar por meio do exame papanicolau, para as mulheres. Já nos homens, pode ser identificado através de exames laboratoriais de diagnóstico molecular como os testes de captura híbrida e Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). 

Exames de sangue também podem identificar a contaminação do Papiloma Vírus Humano. 

Para saber mais sobre o HPV, onde encontrar as vacinas e exames, acesse https://vacinas.com.br/

 



Maternidade Brasília 


Mês Mundial da Visão: 1 em cada 5 jovens nunca foi ao oftalmologista, aponta pesquisa


Levantamento realizado pelo IBOPE Inteligência evidencia desinformação sobre importância da rotina oftalmológica e desconhecimento sobre glaucoma; campanha a respeito da doença terá Daniela Mercury como embaixadora

 

Outubro é o Mês Mundial da Visão e prezando a relevância da data e desconhecimento do brasileiro sobre o tema, são apresentados novos recortes da pesquisa "Um olhar para o glaucoma no Brasil". O levantamento foi realizado neste ano pelo IBOPE Inteligência junto a 2,7 mil internautas brasileiros, a partir dos 18 anos de idade, em diferentes estados: Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

É evidente a falta de informação sobre a importância com os cuidados com a visão. O levantamento destaca as faixas etárias mais jovens (18 a 24 anos), evidenciando que um a cada cinco relata nunca ter ido ao oftalmologista (21%) e apenas 10% visitaram uma única vez na vida. Entre todos os entrevistados, quando perguntados sobre a frequência que vão ao especialista, 10% assumiram que nunca foram e 25% disseram que raramente, somente quando sentem algum incômodo nos olhos.

"Confirmar o quanto existe de desinformação é muito preocupante. Quase metade dos entrevistados (41%) não reconhece que a visão embaçada é algo importante para saúde dos olhos, 37% não se preocupa com a perda parcial da visão, algo extremamente preocupante, e quase 80% não compreende que enxergar pontos pretos pode ser um sinal de agravamento ocular", pontua o oftalmologista Luiz Henrique Fernandes, diretor médico LATAM da Upjohn, divisão da Pfizer focada em doenças não transmissíveis.

Além disso, do total da amostra, 30% acreditam que se deva procurar o oftalmologista somente depois que comece a usar óculos e 23% após perceberem alguma perda de visão. Apenas 13% acreditam que a visita ao oftalmologista deve se tornar frequente quando a pessoa tem alguma dor nos olhos. Já entre os entrevistados jovens adultos, com 18 a 24 anos, esse porcentual sobe para 21%.

Glaucoma: esse desconhecido

Mais do que indicar a falta de conhecimento sobre a importância das consultas com especialistas, a pesquisa revela uma forte desinformação a respeito do glaucoma, já que a OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta a patologia como a segunda causa de cegueira no mundo, ficando atrás apenas da catarata. Porém, representa um desafio maior para a saúde pública do que a catarata, porque a cegueira causada pelo glaucoma é irreversível1 .

Mais da metade (53%) dos pesquisados desconhece que a doença possui a maior probabilidade de um quadro de cegueira irreversível e 41% sequer sabem o que é glaucoma. Além disso, apenas 37% entendem que a ida ao oftalmologista com frequência é uma medida que ajuda a diminuir os riscos, 39% desconhecem sua própria probabilidade de cegueira e 15% associam a perda da visão com o desconforto nos olhos, então entendem não estar no grupo de risco.

"O desconhecimento é preocupante, pois há alguns públicos mais propensos ao glaucoma. Existe maior chance de desenvolvimento em pessoas com casos na família, afrodescendentes e pacientes com pressão intraocular elevada2", relata o mestre e doutor em Oftalmologia, Augusto Paranhos Junior, presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG). "Estima-se que entre 2 a 3% da população brasileira acima de 40 anos possam ter a doença, o que representa cerca de 1,5 milhão de pessoas. E o levantamento aponta que mais da metade (53%) não sabia que o glaucoma é a doença com a maior probabilidade de causar um quadro de cegueira irreversível, 47% desconheciam a relação com a hereditariedade, e 90% não associavam a patologia com a afrodescendência", finaliza.

Sobre a pressão intraocular, principal exame para prevenção e controle da doença, 60% dos pesquisados da classe C nunca mediram, não sabiam que existia ou se o oftalmologista já mediu. Segundo projeções do IAPB (Agência Internacional para Prevenção da Cegueira) existe aproximadamente 80 milhões de pessoas com glaucoma em todo o mundo e estimavam que 3,2 milhões de pessoas ficariam cegas devido à doença até o final de 20203 - mais de 90% das pessoas com deficiência visual no mundo vivem em países pobres ou em desenvolvimento3 .

Também com base em estudos brasileiros, existe a dificuldade de diagnóstico e baixa adesão: apenas 10% são diagnosticados e tratados4, 41% abandonam o tratamento devido a dificuldades de acesso5 e cerca de 50% da população com glaucoma não sabe que têm a doença, ou seja, ainda não foram diagnosticados6.

"A sociedade, principalmente os jovens adultos, desconhece a seriedade das doenças oculares e entende que deve esperar por sintomas para buscar ajuda. Porém, a rotina na ida ao oftalmologista é essencial para o diagnóstico precoce", explica o Luiz Fernando Vieira, gerente médico da Upjohn. "Muitas vezes, as doenças são assintomáticas e, no caso do glaucoma, uma vez que a visão foi perdida, não pode mais ser restaurada. É possível estabilizar e evitar a progressão da cegueira. Por isso, a importância do diagnóstico precoce. Porém, temos de frisar: não existe cura e, sim, prevenção", conclui

 

Lançamento da campanha: corrente e desafio nas redes sociais


A pesquisa é uma ampla investigação sobre o cenário do glaucoma no Brasil e a necessidade de uma nova visão sobre a doença. A iniciativa contempla também o lançamento da campanha de conscientização "Não perca seu mundo de vista, tenha um novo olhar para o glaucoma", conduzida pela Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) e pela Upjohn. A campanha terá diversas ações com foco no universo digital em função das orientações sanitárias com relação ao distanciamento social no combate ao Covid-19.

Destaque para a embaixadora da causa, a cantora baiana Daniela Mercury, uma voz influente em todo país e, principalmente, na região Nordeste - onde está a maior população afrodescente7, vulneráveis por fazerem parte do grupo de risco. Ela também tem aderência com o público acima dos 40 anos, mais suscetível ao glaucoma, e aproximação com os jovens, também importante pelo grande desconhecimento atestado pelo levantamento "Um olhar para o glaucoma no Brasil".

"Fiquei feliz em vestir essa camisa e lutar por uma causa tão importante para a saúde de todos. Por falta de conhecimento, algumas pessoas passam anos sem saber que têm glaucoma e consultar um especialista é fundamental. Houve, por exemplo, um caso de doença ocular na minha família e percebi o quanto um problema na visão pode impactar na saúde geral de uma pessoa. É essencial divulgar e falar sobre esse tema", conta a artista.

Um filtro temático e dinâmico para Instagram foi criado, levando o efeito tubular e embaçado, com possibilidade de avançar os estágios da doença, para percepção de como o glaucoma atinge a visão e causa a perda de importantes momentos da vida. Já no Facebook será possível adicionar um tema na foto do perfil que simula a fase mais avançada da doença.

"Por meio de um discurso sensível e educacional, esperamos engajar diferentes públicos. O insight criativo é demonstrar com o uso dos filtros que simulam o efeito do glaucoma que a doença pode roubar as melhores cenas da vida e, para sempre. Por isso, a importância dos cuidados com a saúde ocular", explica destaca Ana Luiza Petry, gerente de Comunicação e Assuntos Corporativos da Upjohn.

Para dar ainda mais visibilidade, força e o tom certo à iniciativa, um time de famosos, influenciadores, anônimos - alguns deles pacientes diagnosticados com glaucoma ou familiares - formarão uma corrente com postagens, mensagens de apoio e até testemunhos que entoarão um videoclipe especial para conscientização do Mês Mundial da Visão que também trará dados da doença e números da pesquisa. Também será usada a hashtag #deolhonoglaucoma que será compartilhada por todos nas plataformas digitais.

Outro ponto alto da campanha acontece em 8 de outubro, Dia Mundial da Visão, com o desafio que será lançado por algumas celebridades para marcarem em suas redes sociais e engajarem mais pessoas a participarem da ativação com o uso dos filtros e levando conhecimento sobre o tema para o maior número de brasileiros.

"Estamos falando de uma doença de elevado potencial e que está associada a um desfecho irreversível que é a cegueira. Por isso, reforçamos a importância de dialogar sobre o glaucoma por meio de iniciativas de conscientização e que a frequência oftalmológica se torne parte da rotina médica", conclui Ana.

 

Referências:

• Kingman L. Glaucoma is second leading cause of blindness globally. Bulletin of the World Health Organisation, 2004; 82 (11): 887-8.

• OttaianoJJ; ÁvilaMP; UmbelinoCC; TalebAC. As Condições de Saúde Ocular no Brasil 2019. Edição 1 - 2019.p14.

• Von-Bischhoffshausen e Jiménez-Román J. GUÍA LATINOAMERICANA DE GLAUCOMA PRIMARIO DE ÁNGULO ABIERTO PARA EL MÉDICO OFTALMÓLOGO GENERAL. 2019. IAPB.p93.

• Ramalho, Cristiana Moraes et al. Perfil socioeconômico dos portadores de glaucoma no serviço de oftalmologia do hospital universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil. Arq. Bras. Oftalmol., Out 2007, vol.70, no.5, p.809-813. ISSN 0004-2749

• Topouzis F, Anastasopoulos E. Glaucoma - The importance of early detection and early treatment. US Ophthalmic Review. 2007;2:12-13.

• Topouzis F, Anastasopoulos E. Glaucoma - The importance of early detection and early treatment. US Ophthalmic Review. 2007;2:12-13.

• Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. Acesso disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101707_informativo.pdf. Acesso em: 15.09.2020.

Semana da dislexia: 6 sinais para ajudar a diagnosticar, segundo o Instituto ABCD

A semana da dislexia vai de 4 a 11 de outubro e está na sua 10ª edição. Organizada pelo Instituto ABCD e inspirada no evento mundial Dyslexia Awareness Week, visa promover e disseminar a causa da dislexia no Brasil por meio de uma série de campanhas e atividades, incluindo diversas associações de todo o país. O tema escolhido pelo Instituto ABCD este ano é Dislexia sem Mistérios.

A dislexia é um transtorno específico de aprendizagem que afeta habilidades básicas de leitura e linguagem. "Seus sintomas geralmente afetam o desempenho acadêmico dos alunos e não existe nenhuma outra alteração que justifique as dificuldades observadas. Ela afeta, principalmente, o processo de alfabetização", explica Juliana Amorina, diretora-presidente do Instituto ABCD , organização sem fins lucrativos que trabalha desde 2009 para melhorar a vida de pessoas com dislexia.

O instituto, que oferece o aplicativo EduEdu de forma gratuita para reforço na alfabetização, listou 6 sinais que devem ser observados no comportamento das crianças:

1 - Trocar os sons na palavra (popica/pipoca) ou confundir palavras semelhantes (umidade/humanidade)

2 - Dificuldade de escrita: A criança com dislexia encontra dificuldades para escrever, incluindo erros ortográficos e/ou letras na ordem errada.

3 - Dificuldade em aprender o alfabeto: a criança com dislexia pode ter dificuldade em lembrar da ordem alfabética e do som de cada letra. Por isso é importante uma prática mais sequencial e diária.

4 - Dificuldade na leitura: o aluno com dislexia normalmente possui uma dificuldade para a leitura, fazendo de forma mais lenta, com erros de fluência e entonação.

5 - Dificuldade nas habilidades matemáticas: o aluno com dislexia enfrenta dificuldades para decorar e nomear informações numéricas, como a tabuada.

6 - Dificuldade para nomear palavras simples: palavras que são muito usadas no dia a dia, mas que a criança encontra dificuldades para lembrar, usando frequentemente as palavras "coisa", "isso" e "aquilo".Sobre o Instituto ABCD

Para acompanhar e se inscrever nas ações gratuitas organizadas pelo Instituto ABCD, acesse:

http://semanadadislexia.com/

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Ortopedista dá dicas de como evitar lesões causadas pelo uso excessivo do WhatsApp

 

Não dá para negar que com a pandemia tudo ficou - ainda - mais online. Os almoços de família, os happy hours e até os dates migraram 100% para o ambiente digital. O isolamento social foi, sem dúvida, o grande responsável por essa mudança de comportamento. E, apesar de muitas soluções - como aplicativos e softwares - terem surgido, o WhatsApp continua sendo o recurso mais usado para a comunicação. 

 

Assim como todo excesso faz mal, com o WhatsApp não é diferente. Seu uso desenfreado trouxe várias reclamações de dores para o consultório (que também migrou para o virtual) do Dr. Paulo Roberto Szeles, Ortopedista e Médico do Esporte  e atual Coordenador da Residência de Medicina do Esporte da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). “Eu já vinha observando uma crescente em lesões causadas pela má postura que acompanha o uso excessivo do WhatsApp, o que chamamos de "WhatsAppite"”, e a pandemia fez isso aumentar ainda mais. Nos últimos meses, acompanhei vários casos que vão de dores leves nos dedos e pulso até lesões mais sérias que demandaram tratamento mais intensivo de reabilitação e infiltrações (injeções com medicamentos) nos locais acometidos. 

 

Para ajudar na prevenção da WhatsAppite, o Dr. Szeles reuniu cinco dicas simples e super eficazes:

1.   Prefira a versão web sempre que possível. A postura da digitação no teclado do computador costuma sempre ser melhor e sobrecarrega menos os dedos e pulso; 

2.   Use sempre as duas mãos para segurar o celular e digitar as mensagens;

3.   Mantenha os pulsos retos enquanto digita; 

4.   Além dos áudios que podem ser enviados pelo app, use também a função de reconhecimento de voz do celular. Atualmente, todos os smartphones possuem uma função onde você pode ir falando e ele transforma a mensagem em texto; 

5.   Não fique mais de 15 minutos digitando mensagens. Faça pausas e, se possível, alongue dedos, mãos e braços. 

 





Dr. Paulo Roberto Szeles - Médico com Título de Especialista em Medicina Esportiva e em  Ortopedia e Traumatologia. Pós Graduado em Traumatologia do Esporte e Fisiologia do exercício pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), onde também fez Mestrado em Medicina Esportiva com foco em lesões de CrossFit.
Atualmente é Médico da Seleção Brasileira de Basquete Feminino e de alguns atletas olímpicos de Ginástica, como Caio Souza, e coordena a Residência Médica em Medicina Esportiva da UNIFESP. 

Já atuou como médico em grandes eventos Esportivos, como Copa do Mundo do Brasil (2014), Jogos Olímpicos Rio 2016, Copa América de Futebol (2019) e Basquete (2009 e 2017), Campeonato Mundial de Basquete (2009 e 2010).

 

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