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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Ministério da Saúde alerta Sul e Sudeste sobre febre amarela

Foto: Erasmo Salomão / ASCOM MS


As regiões Sul e Sudeste do país sinalizam circulação do vírus da febre amarela em macacos, o que aumenta o risco de transmissão em humanos. População deve se vacinar neste verão

 
Com a chegada do verão, período de maior ocorrência de doenças transmitidas por mosquitos, como a febre amarela, o Ministério da Saúde alerta a população para tomar a vacina contra a doença. O recado é focado principalmente para a população que mora nas regiões Sul e Sudeste do país devido à confirmação de 38 mortes de macacos (epizootia) nos estados do Paraná (34), São Paulo (3) e Santa Catarina (1). No total, 1.087 notificações de mortes suspeitas de macacos foram registradas no país. Os dados são do último boletim epidemiológico publicado nesta quarta-feira (15) pelo Ministério da Saúde, que apresenta o monitoramento da doença de julho de 2019 a 8 de janeiro deste ano. O alerta se dá porque as regiões possuem grande contingente populacional e baixo número de pessoas vacinadas, o que contribui diretamente para os casos da doença.

O público-alvo para vacinação são pessoas a partir de nove meses de vida e 59 anos de idade que não tenham comprovação de vacinação. Em 2020, as crianças passaram a ter um reforço aos quatro anos de idade. O secretário substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Julio Croda, destaca que todas as pessoas da faixa etária devem buscar os serviços de saúde para se vacinarem. 

“Não adianta vacinar um grupo e outro não, já que a febre amarela é uma doença transmitida por um mosquito infectado e ele pode picar qualquer pessoa”, afirmou.

Em relação aos casos em humanos, no mesmo período, 327 casos suspeitos de febre amarela foram notificados, destes, 50 permanecem em investigação e um foi confirmado. A vítima, residente do estado do Pará, veio à óbito. Atualmente, o Brasil tem registros apenas de febre amarela silvestre, ou seja, transmitida por mosquitos que vivem no campo e florestas. Os últimos casos de febre amarela urbana (transmitida pelo Aedes aegypti) foram registrados em 1942, no Acre.

O vírus da febre amarela se mantém naturalmente em um ciclo silvestre de transmissão, que envolve macacos e mosquitos silvestres. O Ministério da Saúde realiza a vigilância de epizootias desde 1999 com objetivo de verificar e antecipar a ocorrência da doença. Assim é possível fazer a intervenção oportuna para evitar casos humanos, por meio da vacinação das pessoas e também evitar a urbanização da doença, ou seja, a transmissão por mosquitos urbanos, por meio do controle de vetores nas cidades. O macaco, principal hospedeiro e vítima da febre amarela, funciona como sentinela, indicando se o vírus está presente em determinada região.


MUDANÇA NO CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO 2020

A vacina contra febre amarela é ofertada no Calendário Nacional de Vacinação e distribuída mensalmente aos estados. Em 2019, mais de 16 milhões de doses da vacina contra a febre amarela foram distribuídas para todo o país. Apesar dessa disponibilidade, há uma baixa procura da população pela vacinação. Para 2020, a pasta adquiriu 71 milhões de doses da vacina, suficiente para atender o país por mais de três anos.

Em 2020, o Ministério da Saúde vai ampliar, gradativamente, a vacinação contra febre amarela para 1.101 municípios dos estados do Nordeste que ainda não faziam parte da área de recomendação de vacinação. Dessa forma, todo o país passa a contar com a vacina contra a febre amarela na rotina dos serviços.
Outra mudança no calendário foi que as crianças passaram a ter um reforço da vacina aos quatro anos de idade. A decisão ocorreu porque estudos científicos recentes demonstraram uma diminuição na resposta imunológica da criança que é vacinada muito cedo, aos 9 meses, como previa o Calendário Nacional de Vacinação da criança. Desde 2017, o Ministério da Saúde seguia as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de ofertar apenas uma dose da vacina de febre amarela durante toda a vida.




Jéssica Cerilo

Agência Saúde

Procedimentos estéticos x amor próprio: os dois podem andar juntos


Enquanto uns aceitam suas características de nascença, outros optam por aprimorá-las. Seja um nariz avantajado, seios pequenos ou uma barriga saliente, são muitas as queixas de quem procura um profissional para realizar uma transformação corporal. Mas será que essa necessidade de mudança implica a ausência de amor próprio? 

A relação com o outro, a sociedade, a mídia e ideais externos são alguns dos fatores que podem levar uma pessoa a querer mudar algo em seu corpo. Nas redes sociais, diversas youtubers e influencers promovem a autoaceitação e compartilham dicas para que os internautas não se tornem reféns de padrões de beleza estabelecidos pela mídia. Apesar disso, a procura por cirurgias e procedimentos estéticos tem crescido cada vez mais nos últimos anos.  

De acordo com a psicóloga da Clínica Penchel, Marena Petra, é possível se amar e, ainda assim, querer mudar algo em si. "Uma pessoa pode fazer alguma intervenção estética no corpo sem que isso signifique que ela não tenha amor próprio. Muitos realizam esses tratamentos justamente porque se amam e estão em busca da sua melhor versão", aponta. 

No entanto, a profissional lembra que é um erro procurar na cirurgia plástica a solução para os problemas. "A busca pela perfeição pode gerar muito sofrimento, pois se trata de uma ilusão. A pessoa que não gosta de nada em si mesma deve procurar atendimento psicológico para compreender melhor o que está acontecendo, não só fisicamente, mas internamente", explica. 

Segundo Marena, uma intervenção na aparência pode tanto aumentar a autoestima de quem está insatisfeito com algo no corpo, como também prejudicá-la, caso o resultado esperado não seja alcançado. "Os procedimentos estéticos são capazes de melhorar a imagem que uma pessoa tem de si mesma. Medidas simples, como um corte de cabelo, uma limpeza de pele ou uma micropigmentação nas sobrancelhas, já são suficientes para devolver a autoestima daquela mulher que trabalha o dia todo e não sobra tempo para se cuidar", comenta a profissional. 

O acompanhamento psicológico é fundamental para o autoconhecimento de cada um. "O amor próprio não tem a ver apenas com a imagem, mas com a relação com o outro, ou seja, com o mundo externo. Fazer uma cirurgia plástica é apenas um detalhe, não se amar envolve muito mais o emocional e a forma da pessoa se ver e se colocar no mundo", conclui Marena.


10 mitos e verdades sobre o silicone


Cirurgiã plástica da Cia. da Consulta esclarece as principais dúvidas sobre próteses de silicone nos seios 


Recentemente, a primeira-dama Michele Bolsonaro passou por uma cirurgia de reposição de próteses de silicone nos seios. O fato trouxe à tona uma série de questões a respeito da cirurgia plástica mais realizada no país. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgias Plásticas (SBCP), só em 2016 (ano do último censo realizado pela SBCP) foram realizadas 220 mil mamoplastias de aumento. O número representa 18,8% de todas as cirurgias plásticas realizadas naquele ano.

Afinal, o implante de silicone levanta a mama? Atrapalha o aleitamento materno? Existe somente um formato de prótese? Cirurgiã plástica da Cia. da Consulta, Érika Lopes Fernandes Nunes, esclarece essas e outras dúvidas. Confira:

  1. O implante de silicone levanta a mama. Mito. A prótese não melhora a questão da ptose (queda da mama) e do excesso de pele. Pacientes que possuem flacidez na mama devem ser submetidas a mastopexia (retirada do excesso de pele). O implante da prótese e a mastopexia podem ser realizadas na mesma cirurgia.
  1. A prótese não atrapalha o aleitamento materno. Verdade. As próteses são implantadas abaixo do músculo ou das glândulas mamárias, portanto não atrapalham a amamentação. No entanto, há exceções. Quando a paciente realiza o implante por uma incisão ao redor da aréola (periareolar), pode haver lesão dos ductos lactíferos e interferência na amamentação.
  1. Existe somente um formato de prótese. Mito. Os implantes podem ser redondos ou anatômicos, cujo formato é parecido com uma gota. Também existem diferentes formas de projeção, podendo deixar o colo mais marcado ou mais natural.
  1. Hoje em dia, uma vez implantada a prótese, não é preciso repô-la nunca mais. Mito. Devido aos avanços tecnológicos, as próteses de fato se tornaram mais duráveis. No entanto, é incorreto afirmar que existem próteses definitivas. Além disso, de modo geral, todas as pacientes acabam desenvolvendo algum grau de contratura, processo decorrente, entre outros motivos, de próteses muito antigas que perderam suas propriedades. Estudos sugerem que 95% das pacientes vão desenvolver contratura até 20 anos após a cirurgia. Quando há contratura nos estágios 3 ou 4, é preciso repor a prótese.
  1. A contratura capsular é o efeito colateral mais comum dos implantes de mama. Verdade. Com o passar dos anos, forma-se uma cápsula ao redor da prótese. Este processo recebe o nome de encapsulação e é a evolução natural da prótese no organismo a longo prazo. Essa cápsula, por sua vez, pode enrijecer e evoluir para uma contratura capsular. Nos casos mais graves (estágios 3 e 4), pode ocorrer dor e deformidade nos seios.
  1. É impossível ocorrer contratura capsular no pós-operatório imediato. Mito. É raro, mas não é impossível – e quando acontece, pode ser decorrente de alguma complicação no pós-operatório. A maioria das pacientes, no entanto, desenvolve contratura pelo menos 10 anos após a cirurgia.
  1. É possível ocorrer ruptura da prótese. Verdade. É muito raro – acontece com menos de 1% das próteses –, mas pode acontecer.
  1. Os riscos de ruptura da prótese são mais altos nos primeiros meses após a cirurgia. Mito. Na realidade, os ricos de ruptura da prótese são mais altos depois de um longo período – pelo menos 10 anos – após a cirurgia, quando o material começa a se desgastar.
  1. O risco de uma prótese se romper durante um exame de mamografia é alto. Mito. Até pode acontecer, mas é muito raro. Isso porque as próteses são implantadas abaixo do músculo ou das glândulas, logo, não são comprimidas durante o exame.
  1. Certos episódios, como acidentes de carro e quedas, podem ocasionar a ruptura da prótese. Verdade. Especialmente se a prótese estiver velha e desgastada.



Cia. da Consulta
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