Pesquisar no Blog

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

CÂNCER QUE AFETA DEFESA DO ORGANISMO: DESCOBERTA PRECOCE DO LINFOMA É DETERMINANTE PARA VENCER A DOENÇA


Em 80% dos casos tumor sanguíneo tem boas chances de recuperação quando identificado ainda em estágio inicial


De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 12 mil brasileiros são diagnosticados anualmente com linfoma, um grupo de cânceres no sangue que afeta as células do sistema imunológico. Ainda segundo o Inca, a incidência da doença aumentou duas vezes em comparação a&#x0300s taxas registradas há 25 anos, especialmente entre indivíduos com mais de 60 anos, e fez com que o linfoma se tornasse um dos 10 cânceres mais comuns entre homens e mulheres na região sudeste do Brasil. Todavia, as causas deste crescimento nos índices da doença são desconhecidas.

De forma simplificada, os linfomas podem ser classificados como Hodgkin, mais raro e que afeta em especial jovens entre 15 e 25 anos e, em menor escala, adultos na faixa etária de 50 a 60 anos, ou não-Hodgkin, cujo grupo de risco é composto por pessoas na terceira idade (mais de 60 anos). 

Para Dra. Mariana Oliveira, hematologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas, apesar de não haver prevenção por desconhecimento do que leva ao surgimento da neoplasia, a chave para deter a evolução progressiva do tumor é o conhecimento. "A boa notícia é o fato dos linfomas terem alto potencial curativo. O diagnóstico precoce é fundamental para alcançar o êxito no processo terapêutico, por isso o esclarecimento à população é essencial", afirma a especialista. 

As chances de remissão em pacientes com linfomas de Hodgkin chega a superar 80% dos casos quando o dianóstico acontece ainda no estágio inicial, enquanto os não-Hodgkin de baixo-grau (não agressivos) têm altas taxas de sobrevida, superando a marca de 10 anos. 


Sintomas e Tratamento 

Os sintomas em geral são aumento nos gânglios linfáticos (linfonodos ou ínguas, em linguagem popular) nas axilas, na virilha e/ou no pescoço, dor abdominal, perda de peso, fadiga, coceira no corpo, febre e, eventualmente, pode acometer órgãos como baço, fígado, medula óssea, estômago, intestino, pele e cérebro.
"As duas categorias - Hodgkin e não-Hodgkin -, contudo, apresentam outros subtipos específicos, com características clínicas diferentes entre si e prognósticos variáveis. Por isso, o tratamento não segue um padrão, mas usualmente consiste em quimioterapia, radioterapia ou a combinação de ambas as modalidades", explica a hematologista do CPO. 

"Em certos casos, terapias alvo-moleculares, que tem como meta de ataque uma molécula da superfície do linfócito doente, podem ser indicadas. Estas proteínas feitas em laboratório atuam como um 'míssil teleguiado' que reconhece e destrói a célula cancerosa do organismo. Dependendo da extensão dos tumores e eficácia das medicações, pode haver ainda a indicação de transplante de medula óssea.


Combate ao Colesterol: estudo comprova que o controle diminuí Infartos do Miocárdio e AVCs


Segundo a Organização Mundial da Saúde, doenças cardíacas matam mais do que câncer, guerras e álcool 


Em agosto acontece o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. Neste mês, um estudo publicado no Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes[1], demonstrou que indivíduos com alto risco de cardiovascular tiveram mais infartos do miocárdio (“ataque cardíaco”) e acidentes vasculares cerebrais (AVC), quando não receberam intervenção terapêutica ou abandonaram o tratamento   para equilibrar o colesterol “ruim”, também conhecido como LDL-C. Os dados reforçam a importância do acompanhamento deste fator de risco e fator causal da doença aterosclerótica, que pode ocasionar doenças fatais como: infarto, AVC, complicações renais, síndrome coronariana aguda, angina e trombose[2].

Doenças cardíacas matam mais que câncer, guerras e álcool, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde - o órgão define as doenças cardiovasculares como causa de 31% de todas as mortes no mundo, e dessas, 85% são devido a ataques cardíacos e derrames. Outro dado importante apontado pela instituição é que mais de 75% dos óbitos causados por essas patologias ocorrem em países de baixa e média renda, como é o caso do Brasil.[3] De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil brasileiros sofrem de infarto agudo do miocárdio por ano, que acaba sendo fatal em 30% dos casos.[4]

O levantamento foi realizado pela Familial Hypercholesterolemia Foundation (FH Foundation), entidade internacional que apoia pacientes com hipercolesterolemia familiar, uma doença genética e hereditária, caracterizada por elevados níveis de colesterol que aumenta as chances de doenças cardiovasculares em idade precoce. A publicação do estudo nessa data é uma oportunidade de evidenciar a importância do controle dos níveis de LDL-C no organismo e da prevenção das doenças cardiovasculares.
Embora fatores de risco como histórico familiar da doença, idade, sexo ou fatores genéticos, não possam ser alterados, o colesterol LDL-C elevado é um dos fatores de risco modificáveis mais importantes e impactantes[5] para a doença cardiovascular.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) constatou que os altos níveis de colesterol atingem 60 milhões de brasileiros. “A desigualdade de acesso à informação sobre as novas possibilidades de prevenção faz o paciente ficar vulnerável às consequências das doenças cardíacas, esteja ele em qualquer país. Infartos e AVCs além de terem grande impacto financeiro e social, são situações irreversíveis que poderiam ser prevenidas.” José Francisco Kerr Saraiva, professor titular da disciplina de cardiologia da Faculdade de Medicina da PUC – Campinas.

O estudo, realizado nos Estados Unidos, analisou os pacientes que tiveram a prescrição de um medicamento para o controle de colesterol, mas que - por conta da autorização das operadoras de seguro - não obtiveram acesso ao tratamento adequado. A conclusão foi que o baixo acesso à medicação torna mais suscetível a infartos e AVCs esta população de alto risco cardiovascular que não tem renda para arcar com os custos do tratamento. Para o levantamento, a Familial Hypercholesterolemia Foundation (FH Foundation) analisou 139.036 adultos.


[1] K. Wilemon, Dr Gidding, and N. Farboodi are employees of the FH Foundation; K.D. Myers, Drs Mwamburi, Howard, and Staszak are paid consultants for the FH Foundation; Drs Baum and Rader are unpaid advisors to the FH Foundation.
[2] Sociedade Brasileira de Cardiologia – Prevenção, COLESTEROL. Acessado em 05/08/2019: http://prevencao.cardiol.br/fatores-de-risco/colesterol.asp
[3] World Health Organization, Cardiovascular diseases (CVDs), Key facts
[4] 2018, Biblioteca Virtual em Saúde, Ministério da Saúde.
[5] Yusuf S, Hawken S, Ounpuu S, et al. Effect of potentially modifiable risk factors associated with myocardial infarction in 52 countries (the INTERHEART study): case-control study. Lancet. 2004;364:937-952.

9 cuidados com a voz durante o inverno



Fonoaudióloga que atende pelo aplicativo GetNinjas oferece dicas que ajudam a evitar rouquidão e dores de garganta durante a estação mais fria do ano 


É comum que durante o inverno as pessoas fiquem roucas ou sintam muita dor de garganta. Isso tem relação direta com a queda de temperatura e com o tempo seco, características típicas do período. O frio acaba contraindo os vasos sanguíneos, o que deixa a laringe mais estreita e as cordas vocais mais apertadas, por isso, muitas pessoas ficam roucas. Para ajudar nesse sentido, a fonoaudióloga Liliane Lopes, que atende pelo GetNinjas, maior aplicativo de contratação de serviços da América Latina, separou algumas dicas simples e práticas para cuidar da voz durante a temporada mais fria do ano. Confira abaixo quais são elas: 


1 - Procure poupar a voz e não falar tão alto;
2 - Não fume; 

3 - Tente ficar longe do ar condicionado; 

4 - Faça inalação com vaporizador ou mesmo com uma chaleira com água quente; 

5 - Evite líquidos e alimentos muito gelados ou muito quentes; 

6 - Beba bastante líquido, principalmente água, e prefira chás mornos; 

7 - Evite as bebidas alcoólicas e as com gás; 

8- Coma maçã; 

9- Evite consumir leite e derivados, pelo menos no período da manhã. 

"O que muita gente pensa é que o conhaque, por exemplo, auxilia durante o frio. Ele pode até esquentar, mas assim como qualquer outra bebida alcoólica, produz ácido clorídrico, o que é prejudicial para as cordas vocais", explica Liliane. 

Se mesmo com todos esses cuidados você acabou ficando doente, procure um médico para fazer o tratamento correto, no caso das pessoas que trabalham com a voz, é importante fazer um acompanhamento com fonoaudiólogos para a realização de exercícios que auxiliam na conservação da voz.




GetNinjas


Posts mais acessados